No primeiro jogo do Grupo C da Copa do Mundo, a seleção espanhola mostrou sua força diante das costarriquenhas. O jogo aconteceu na madrugada da última sexta-feira (21), em Wellington. No Sky Stadium, as espanholas venceram por 3 a 0, com gols de Valeria del Campo (contra), Aitana Bonmatí e Esther González
Esse foi o segundo confronto entre as seleções em Copas do Mundo. Em 2015, Espanha e Costa Rica se enfrentaram no Canadá e empataram por 1 a 1, no grupo que teve o Brasil como líder.
No jogo desta sexta, as espanholas eram favoritas no confronto, mesmo com a eleita melhor jogadora do mundo no banco de reservas, por opção do técnico Jorge Vilda. Alexias Putellas foi poupada por ainda se recuperar de lesão no joelho.
O jogo começou com domínio total das espanholas, controlando a posse de bola e envolvendo as adversárias com jogadas bem trabalhas e infiltrando na linha de defesa. A Costa Rica foi a campo com uma postura bastante defensiva, chegando a ter uma linha de 5 na zaga, apostando em alguma chance de contra-ataque.
O sistema defensivo costarriquenho se mostrou bem frágil, principalmente na bola aérea. Esse foi um dos pontos fortes da La Roja no jogo; assim abriram o placar. Após cruzamento de Esther González, a zagueira Valeria Del Campo falhou e a bola parou no fundo da sua própria meta.
Dois minutos após o primeiro gol, as espanholas conseguiram ampliar o placar com boa jogada de Del Castillo. Ao ser bloqueda em sua invasão na área adversária, deixou a sobra para Batlle, que ajeitou para Bonmati fazer o segundo. Logo em seguida, aos 27 minutos, Abelleira cruzou pela direita para Jennifer Hemroso, que cabeceou no travessão, deixando o rebote para Gonzalez anotar o terceiro.
O placar poderia ser maior, mas Daniela Solera estava em um dia inspirado e além de suas boas defesas, a goleira costa-riquenha defendeu um pênalti de Hermoso aos 33 minutos de jogo. As estatísticas do duelo comprovam a superioridade da seleção espanhola na partida: Las Rojas obtiveram 80% de posse de bola, além da expressiva diferença nas finalizações e escanteios, 46 a 1 e 22 a 1, respectivamente.
No minuto 32 do segundo tempo, Salma Paralluelo saiu para que a meio-campista Alexia Putellas pudesse entrar. A futebolista do Barcelona jogou poucos minutos e deu alguns toques na bola, mas o ritmo da seleção espanhola já estava mais baixo, consequência do resultado já garantido.
A equipe treinada por Amélia Valverde não conseguiu esboçar nenhum vigor na partida contra as europeias. As defensoras não conseguiam afastar o perigo, com muita dificuldade no jogo aéreo. A postura da seleção na segunda etapa mostrou melhora significativa, povoando mais o meio-campo e jogando com uma linha de 4 na defesa, e não apenas assistindo a Espanha jogar. Destaque positivo do time foi, sem dúvidas, a goleira Solera, que pegou o pênalti e fez ótimas defesas, evitando uma goleada histórica.
As espanholas começam a copa com pé direito, resultado necessário para espantar a crise dos últimos tempos em meio a boicotes e protestos dentro do elenco. O próximo jogo das Rojas é contra a Zâmbia no dia 26 de julho, às 04h30 (horário de Brasília). Já a seleção costarriquenha fecha a segunda rodada do grupo C contra o Japão no mesmo dia, às 02h, na cidade de Dunedin, Nova Zelândia
A Copa do Mundo Feminina 2023 começou com pé direito para as donas da casa, após vencerem por 1 a 0 a Irlanda, diante de mais de 75 mil pessoas no Estádio Olímpico de Sydney. Apesar do placar positivo, que deu a elas a liderança parcial do Grupo B, as Matildas tiveram mais sorte do que juízo e sofreram uma grande pressão na reta final da partida.
Antes do embate começar, o fantasma da derrota na estreia cercava as jogadoras da Austrália, que perderam os últimos três jogos iniciais em Copa: 0 a 1 contra o Brasil em 2011, 1 a 3 para os EUA em 2015 e 1 a 2 frente à Itália em 2019. Além disso, venceram apenas uma partida, dentre nove disputadas, contra seleções europeias na competição. Por outro lado, estavam encarando uma novata no mundial: a Irlanda. A estreante, apesar de ter vencido as adversárias por 3 a 2 no único confronto que já disputaram, não era a favorita no duelo.
O estádio da batalha, o Olímpico de Sydney, será o mesmo da final. O público de 75.784 pessoas assumiu o recorde do país. A equipe de arbitragem contou com três brasileiras: Edina Alves (árbitra principal), Neusa Back (bandeirinha) e Leila Cruz (bandeirinha).
A Austrália não contou com a sua principal atleta, Sam Kerr, devido a uma lesão na panturrilha. A máquina de fazer gols da Austrália lamentou em suas redes sociais: “Eu queria compartilhar isso com todos, para que não haja distração de fazermos o que viemos aqui para alcançar” e finalizou dizendo o quanto está ansiosa para voltar a jogar e “fazer parte desta incrível jornada que começou hoje”.
Em uma nota no Twitter, a seleção australiana divulgou que “Sam não estará disponível nas próximas duas partidas, com a equipe médica das Matildas para reavaliá-la após a nossa segunda partida da fase de grupos”.
Logo de cara, ambas as equipes deixaram claro o seu estilo de jogo. Pelo lado da Austrália, as atletas adotaram uma postura ofensiva e atacaram pelas laterais. Por outro, a Irlanda aceitou as espetadas e assumiu a linha de cinco defensoras (5-4-1) quando não estavam com a bola, que foi boa parte do tempo.
As Matildas conseguiram boas trocas de passe durante o primeiro tempo, porém pecaram na finalização, seja pela falta de pontaria, como também na precisão dos desarmes e bloqueios da zaga irlandesa. O primeiro lance de perigo veio aos 27 minutos do primeiro tempo, em um escanteio da Austrália, no cabeceio da Hayley Raso, que passou à esquerda do gol da Irlanda.
O jogo seguiu e a Irlanda não parava de pecar na criatividade. A camisa 10, Denise O’Sullivan, e a 11, Katie McCabe, estavam sozinhas do meio para a frente. A Austrália, por sua vez, não conseguia furar o paredão das irlandesas. O jogo seguiu monótono e a primeira finalização no gol veio só no sexto minuto dos acréscimos da primeira fase, no chute distante e sem perigo de Katrina Gorry (Austrália).
Na volta do intervalo, Marissa Sheva cometeu uma falta boba em Hayley Raso e a árbitra brasileira marcou o pênalti. Steph Catley cobrou com muita qualidade, na “bochecha” esquerda do gol defendido por Courtney Brosnan. Austrália 1, Irlanda 0, aos seis minutos do segundo tempo.
O jogo esquentou e a retranca da Irlanda se transformou no famosa “toca para frente e se vira”. A treinadora Vera Paul decidiu mexer no time e trocou todo o trio de ataque: Saíram M. Sheva, K. Carusa e S. Farrelly, para a entrada de Lucy Quinn, Abbie Larkin, de apenas 18 anos, e Isibeal Atkinson. Daí em diante, a equipe irlandesa engrenou e botou a goleira Mackenzie Arnold, que até então não tinha sido acionada, para trabalhar.
A pressão começou. Aos 70 minutos de jogo, McCabe cobrou escanteio fechado e quase fez um gol olímpico, se não fosse pelo soco da goleira australiana. Aos 76, dentro da área, as irlandesas finalizaram em cima da zaga e animaram a torcida. No minuto 83, o técnico da Austrália tirou a atacante Mary Fowler, colocou a zagueira Clare Polkinghorne e “fechou a casinha”.
Restando seis minutos de acréscimo, Megan Connolly cobrou uma falta para a Irlanda a centímetros da grande área, chegando a balançar as redes, porém do lado de fora. No último lance do jogo, numa falha da marcação, Abbie Larkin partiu livre pela ponta direita, cruzou para McCabe, que dominou, driblou e chutou, mas a goleira defendeu.
Fim de papo, a Austrália venceu a Irlanda por 1 a 0 e respira tranquila após intenso sufoco na reta final.
A Irlanda foi para o jogo com uma proposta defensiva, bem como a treinadora Vera Pauw já estava acostumada a utilizar. A linha de cinco defensoras foi um desafio para as adversárias. Se não fosse pelo pênalti, a defesa irlandesa teria cedido apenas uma finalização ao gol, que foi um chute sem perigo e bem marcado pela camisa 7, Steph. Catley, ainda no primeiro tempo. As estreantes, talvez por nervosismo, cometeram um pênalti que custou bem caro.
Quando o ataque se acertou, já era tarde demais. Agora, a treinadora experiente tem sete dias para repensar se o estilo defensivo, que é a força desta seleção, ainda é a melhor alternativa, afinal elas precisam matematicamente de ao menos uma vitória para sonhar com a classificação. A próxima partida da seleção irlandesa é contra as atuais campeãs olímpicas, o Canadá, na próxima quarta-feira (26), às 09h (horário de Brasília). Já a próxima partida das i é contra a seleção nigeriana, no dia 27, às 07h.
Apesar de ter estreado em uma Copa do Mundo Feminina, contra as mandantes, a seleção irlandesa soube equilibrar o jogo, mostrando para as australianas que por merecem seu lugar no grupo B. Por mais que os números mostrem que a seleção da Austrália foi mais dominante, o mundo viu o sufoco que levaram para passar da Irlanda e conquistar os primeiros pontos do grupo.
Na quinta-feira (20) a Nova Zelândia protagonizou uma vitória histórica contra a Noruega na Copa do Mundo FIFA de futebol feminino 2023 no estádio Eden Park, em Auckland, na Nova Zelândia. Com gol da veterana Hannah Wilkinson no início do segundo tempo, as anfitriãs confirmaram a vitória por 1 a 0. Essa foi a primeira vez que a equipe venceu uma partida em Copas do Mundo, apesar de já ter participado de 5 torneios.
Jogar em casa serviu de incentivo às jogadoras. A partida registrou o maior público da história em uma partida de futebol no país com 42.137 pessoas. Antes do início do jogo, foi dedicado um minuto de silêncio às três vítimas fatais de um tiroteio em Auckland, que ocorreu horas antes da abertura do torneio.
O primeiro tempo começou disputado com a Nova Zelândia já pressionando a Noruega e buscando criar chances, mas com dificuldade em finalizar. A Noruega, campeã do torneio em 1995, reagiu mas não conseguiu o domínio do jogo. Hannah Wilkinson e Jacqui Hand foram os destaques no ataque neozelandês e ofuscaram a estrela norueguesa, a atacante Ada Hergberg, ganhadora da bola de ouro em 2018.
O primeiro tempo terminou o 0 a 0, com o país sede com maior volume ofensivo, proposta concretizada da técnica Jitka Klimková, que na preparação da Copa afirmava que a seleção iria jogar para ganhar.
No segundo tempo, Hannah Wilkinson marcou o gol para cortar sua atuação no duelo. Aos dois minutos de jogo, Jacqui Hand cruzou para Wilkinson, que encontrou o gol quase livre e abriu o placar com categoria. Com o jogo tenso, aos 7 minutos tivemos um lance de um possível toque no braço de Harviken dentro da área, revisado pelo VAR que manda o jogo seguir, sem pênalti. Aos 17, uma bela defesa da goleira da Noruega, Milkalsen, que evitou o gol de Paige-Riley, com um chute de fora da área.
Acuada, a Noruega buscou pressionar mais e criar chances, mas acabou prejudicada aos 41 minutos da partida, quando Steinmetz tentou um cruzamento à meia altura e a bola bateu no braço de Mjelde. Yoshimi Yamashida consultou o VAR e marcou pênalti para a Nova Zelândia. Hannah Wilkinson havia deixado a partida aos 40, e a responsável pela cobrança de pênalti foi Ria Percival, que errou ao chutar a bola no travessão.
A partida teve nove minutos de acréscimos e a Noruega até tentou pressionar, mas não conseguiu boas finalizações. O jogo terminou com vitória para as Ferns (como são conhecidas as jogadoras da seleção Neozelandesa, por conta da planta símbolo do país).
As estatísticas mostram um equilíbrio na posse de bola entre as duas seleções (49% Nova Zelândia e 51% Noruega) e passes (354 x 354). No entanto, as melhores chances criadas foram da Nova Zelândia e a favorita Noruega teve dificuldades de implementar sua estratégia de jogo e utilizar a técnica mais apurada de suas atletas.
Essa foi a primeira das 64 partidas desta edição de Copa do Mundo FIFA de futebol feminino. Os próximos jogo da Nova Zelândia é pela segunda rodada da fase de grupos, no dia 25 de julho contra as Filipinas às 02h30 (horário de Brasília). A Noruega enfrenta a Suiça, também no dia 25 de julho, às 05h (horário de Brasília).
A Nova Zelândia conseguiu executar a proposta de jogo mais ofensivo da técnica Jitka Klimková no jogo contra a Noruega, tida como a adversário mais forro do grupo. Jogar em casa e contar com o maior público da história em uma partida de futebol no país foi o gás necessário para as neozelandês as, que jogaram melhor durante toda a partida. Hannah Wilkinson se destacou do começo ao fim, e quando teve oportunidade de fazer o gol não desperdiçou.
O resultado foi surpreendente mas justo. Pelo lado da Noruega, apesar de ligeira vantagem na posse de bola, o time encontrou dificuldades em traduzir a posse em chances de gols. As norueguesas até trocaram a mesma quantidade de passes das rivais, mas com menos precisão (64% de precisão para a Nova Zelândia contra 59% da Noruega). A técnica Hege Riise precisará trabalhar o mental do time para garantir os três pontos já no próximo duelo pelo grupo.
Pelo menos três pessoas morreram e outras dez ficaram feridas, entre elas um policial, após um tiroteio em um prédio em Auckland, maior cidade da Nova Zelândia, na manhã de quinta-feira (20) - final da tarde de quarta-feira (20) no Brasil. A cidade é uma das sedes da Copa do Mundo Feminina FIFA 2023, que começou nesta quinta-feira (19). O atirador foi morto pela polícia.
De acordo com as autoridades, o prédio está em obras e o homem, que estava com uma espingarda, se escondeu da polícia no poço do elevador. Ainda de acordo com o comunicado, o suspeito tinha 24 anos e seria um dos trabalhadores da obra. Após o atentado, ruas da cidade foram isoladas, os serviços de balsas cancelados e alguns ônibus tiveram sua rota alterada.
O primeiro-ministro do país, Chris Hipkins, ao garantir que a programação da cerimônia de abertura da Copa estava mantida, disse não haver risco à segurança nacional do país. “Não houve motivação política ou ideológica identificada para o tiroteio e, portanto, nenhum risco à segurança nacional”, afirmou Hipkins. O primeiro-ministro também informou que entrou em contato com a FIFA e que toda a programação do torneio estava mantida.
A Polícia de Auckland classificou como um “incidente isolado”. “O que aconteceu é compreensivelmente alarmante e estamos assegurando ao público que este incidente foi contido e é um incidente isolado”, disse. O prefeito da cidade, Wayne Brown, falou de “situação assustadora” e pediu para que as pessoas ficassem em casa. “Esta é uma situação assustadora para os habitantes de Auckland em seu trajeto matinal de quinta-feira para o trabalho. Por favor, fique em casa, evite viajar para o centro da cidade”, publicou em uma rede social.
Por meio de nota, a FIFA, responsável pela organização da Copa do Mundo, lamentou o acontecido e disse estar em contato constate com as equipes participantes afetadas pelo incidente (nota na íntegra ao final da matéria). O jogo de abertura da Copa do Mundo aconteceu às 04h (horário de Brasília). O jogo de abertura, entre Nova Zelândia e Noruega, terminou 1 a 0 para as donas da casa com gol de Hannah Wilkinson. Antes de a bola rolar, os presentes realizaram um minuto de silêncio pelas vítimas do atentado horas antes da partida.
NOTA OFICIAL DA FIFA:
A FIFA apresenta suas mais profundas condolências às famílias e amigos das vítimas que perderam a vida após o incidente ocorrido esta manhã em Auckland/Tāmaki Makaurau, Aotearoa Nova Zelândia, e nossos pensamentos e orações permanecem com aqueles que ficaram feridos neste trágico incidente .
Imediatamente após o incidente, o presidente Gianni Infantino e a secretária-geral da FIFA, Fatma Samoura, entraram em contato com as autoridades de Aotearoa na Nova Zelândia. A FIFA também está em contato constante com as equipes participantes afetadas por este incidente.
A FIFA foi informada de que este foi um incidente isolado que não estava relacionado às operações de futebol e a partida de abertura esta noite no Eden Park ocorrerá conforme o planejado.
O horário de funcionamento do FIFA Fan Festival no centro da cidade de Auckland/Tāmaki Makaurau será confirmado oportunamente. As equipes participantes próximas a este incidente estão sendo apoiadas em relação a qualquer impacto que possa ter ocorrido.
Durante muitos anos o Panamá foi uma encruzilhada que formou diversos povos e civilizações. Com a troca de mercadorias e ideais, o país possui o istmo de ligação entre a América do Sul e Central e é banhado pelo Oceano Pacífico e Atlântico através do Mar do Caribe.
Atualmente, a população panamenha é de cerca de 3,5 milhões de habitantes, povoando uma área total de 75.517 mil quilômetros quadrados. No território, é possível encontrar pessoas que falam espanhol, língua oficial, e inglês, devido ao seu passado. Além disso, sete povos indígenas diferentes podem ser encontrados, como os Guna e Emberá, facilmente vistos.
A gastronomia e as praias paradisíacas são fortes atrações turísticas no país. Com influências africanas, espanholas e dos nativos americanos, a comida panamenha tem uma forte presença do milho, além dos peixes por conta do mar que banha o país.
Um dos pontos mais conhecidos do Panamá é o Canal do Panamá, um canal artificial de 77,1 quilômetros de extensão. Ele conecta os oceanos Atlântico e Pacífico e funciona pelo sistema de eclusas, elevando o nível da água para a passagem de navios, sendo uma das principais rotas para o comércio internacional.
Estreante na Copa do Mundo Feminina, o país conquistou a sua vaga nos playoffs diante do Paraguai e já conheceu antecipadamente uma das sedes.
A seleção de Nacho Quintana
O Panamá terá sob seu comando o treinador Nacho Quintana, de 33 anos. Com passagem pela comissão técnica da Nicarágua, essa é a segunda seleção que o profissional estará à frente. Desde o final de 2020 no cargo, Nacho conhece bem o elenco que irá para o torneio e confia nas jogadoras para fazer história. Ao todo, são 26 jogos, com 14 vitórias, quatro empates e oito derrotas.
O esquema tático da equipe panamenha varia entre um 4-2-3-1 para defender e 4-3-3 ou 3-4-3 com avanços das alas para os momentos ofensivos. No ataque, Marta Cox, do Pachuca-MEX, e Natalia Mills, da Alajuelense-CRC, formam uma dupla perigosa para a defesa adversária e são as peças-chaves pelas beiradas do campo, acelerando a transição.
Até o momento, o Panamá já realizou seis amistosos preparatórios para a Copa, sendo dois contra República Dominicana, dois diante da Colômbia, um contra Gibraltar e um frente a Espanha. Nos amistosos foram três vitórias – duas contra a República Dominicana e uma contra Gilbraltar, um empate – com a Colômbia - e duas derrotas – para a Espanha e Colômbia. A delegação ainda encara o Japão no dia 14 de julho, antes de viajar para a Oceania.
Joga y joga!
Na convocatória para a Copa do Mundo Feminina 2023, o treinador levou a goleira Bailey, do Tauro FC-PAN, que retornou de uma lesão séria recentemente e é uma das seguranças do time. Contudo, a ausência de Kenia Rangel, da Alajuelense-CRC, irritou os torcedores.
Além de Natalia Mills e Marta Cox, anteriormente citadas, outras duas jogadoras merecem destaque. A experiente meio-campista Laurie Batista, 27, capitã do Tauro FC-PAN, é apelidada de GPS e tem histórico de assistências na equipe panamenha. Outro nome para ficar atento é o da lateral-direita Rosário Vargas, 20, do Rayo Vallecano B-ESP. A jovem jogadora estreou com apenas 12 anos no Sub-20 do Panamá e é uma das maiores promessas da história do país.
Revanche
Na fase de grupos, o Panamá terá no grupo F duas equipes duríssimas, França e Brasil, além da Jamaica, da América do Norte. A estreia é diante da Canarinho, no dia 24 de julho, às 8h (horário de Brasília), no Estádio Hindmarsh em Adelaide, Austrália. Entretanto, o jogo mais esperado é contra as “Reggae Girlz”.
Em 2018, Panamá e Jamaica se enfrentaram nas semifinais do Campeonato Feminino da CONCACAF, fase mais longe que a seleção panamenha feminina já atingiu na história das competições continentais e mundiais. Com a bola rolando, a Jamaica avançou para a decisão e se garantiu na Copa do Mundo Feminina de 2019, tirando a chance do Panamá.
Agora, as Canaleras terão a chance da revanche na maior competição do mundo. A partida entre os países acontece no dia 29/7, às 9h30 (horário de Brasília), no estádio Perth Rectangular.
Convocação
Goleiras: Sasha Fábrega (Independiente La Chorrera-PAN), Yenith Bailey (Tauro FC-PAN) e Farissa Córdoba (Ñañas-ECU).
Defensoras: Hilary Jaén (Jones County Bobcats-EUA), Wendy Natis (América de Cali-COL), Katherine Castillo (Tauro FC-PAN), Yomira Pinzón (Saprissa-CRC), Rosario Vargas (Rayo Vallecano B-ESP), Rebeca Espinosa (Sporting San Miguelito-PAN), Nicole de Obaldía (Herediano-CRC) e Carina Baltrip-Reyes (Marítimo-POR).
Meio-campistas: Deysiré Salazar (Tauro FC-PAN), Emily Cedeño (Tauro FC-PAN), Schiandra González (Tauro FC-PAN), Marta Cox (Pachuca-MEX), Natalia Mills (Alajuelense-CRC), Carmen Montenegro (Sporting San Miguelito-PAN), Laurie Batista (Tauro FC-PAN), Erika Hernández (Plaza Amador-PAN) e Aldrith Quintero (Alhama-ESP).
Atacantes: Karla Riley (Sporting San José-CRC), Riley Tanner (Washington Spirit-EUA) e Lineth Cedeño (Sporting San Miguelito-PAN).