O primeiro jogo do Grupo E da Copa do Mundo Feminina aconteceu nesta sexta-feira (21), no estádio Eden Park, na Nova Zelândia. A seleção norte-americana venceu o Vietnã por 3 a 0, com dois gols da estreante na competição Sophia Smith, e um da capitã Lindsay Horan. Mesmo com o favoritismo dos Estados Unidos, a equipe asiática — que fez sua primeira partida em copas — se mostrou competitiva, com uma ótima atuação da goleira Trần Thị Kim Thanh.
Mais de 41 mil pessoas estiveram presentes no estádio para acompanhar o confronto, que tem peso histórico. As duas nações protagonizaram a Guerra do Vietnã, conflito bélico que aconteceu durante a Guerra Fria, entre os anos de 1955 e 1975.
A primeira etapa teve a esperada dominância dos Estados Unidos, abrindo o placar aos 14 minutos. Com assistência de Alex Morgan, Sophia Smith marcou seu primeiro gol no campeonato. A atacante de 22 anos faz parte do processo de renovação do time de Vlatko Andonoviski.
Mantendo a sequência de pênaltis marcados nesta edição da Copa do Mundo, no sexto jogo não foi diferente. Depois da análise no VAR, a penalidade foi marcada em um lance envolvendo a atacante norte-americana Trinity Rodman e a camisa 5 do Vietnã, Hoàng Thị Loan. Alex Morgan teve a chance de ampliar a vantagem e cobrou o pênalti, que foi defendido pela goleira vietnamita. Apesar de tentar no rebote, o chute da veterana foi travado pela defesa.
O segundo gol veio nos acréscimos do primeiro tempo e com a ajuda do árbitro de vídeo. Em um primeiro momento, a árbitra anulou o gol de Smith, segundo dela na partida, por causa de um impedimento no lance, mas depois de uma análise do VAR, ele foi validado. Com isso, a atacante se tornou a segundo jogadora mais jovem do país a marcar mais de um gol em uma partida de Copa do Mundo.
No segundo tempo, os Estados Unidos mantiveram a soberania e atacaram o Vietnã pelas laterais, totalizando 20 cruzamentos na área adversária. Ainda que a estatura das zagueiras vietnamitas seja baixa, sendo Thị Loan a maior delas, com 1,70m de altura, a seleção norte-americana fez apenas um gol na segunda etapa, aos 76 minutos com a finalização de Horan – sozinha dentro área após assistência de Smith.
Diferente do primeiro tempo, o Vietnã conseguiu três escapadas ofensivas em cima da defesa norte-americana, mas não ofereceu sequer um perigo ao gol de Alyssa Naeher, que nem precisou sujar o seu uniforme porque a seleção vietnamita não realizou nenhuma finalização durante o jogo.
A formação usada pelo treinador Mai Duc Chung foi a 5-4-1, com uma linha compacta de cinco defensoras na grande área, mas as vietnamitas demonstraram muita dificuldade para se defenderem do jogo aéreo forçado pelos Estados Unidos, ficando reféns da boa atuação da goleira Tranh, que além do pênalti defendido realizou mais 4 defesas, e da baixa eficiência nas finalizações das jogadoras adversárias.
A equipe de Chung sofreu com o alto desgaste físico em sua proposta completamente defensiva e o ataque vietnamita foi inexistente. Ainda que a sua melhor jogadora, Huynh Nhu, tentasse organizar alguma transição ofensiva, as jogadoras estavam muito cansadas para subir ao ataque e não conseguiram enfrentar as zagueiras norte-americanas.
Durante os 90 minutos, apesar da vitória tranquila, a seleção dos Estados Unidos falhou nas finalizações. Foram 28 no total, mas apenas 8 acertaram o alvo. A equipe fez boas movimentações ofensivas, principalmente pelas pontas com as jovens Smith e Rodman e suas conexões com as laterais, que chegavam até a linha de fundo. Outro destaque é a volta de Julie Ertz ao time titular de Andonoviski, a volante atuou como zagueira no jogo contra o Vietnã e foi uma das principais jogadoras em campo, deixando as atacantes em condições de finalizar no gol, com lançamentos inteligentes.
Com 3 pontos, os Estados Unidos assumiram a liderança do grupo E e se preparam para o seu próximo confronto na quarta-feira (26) às 22h (horário de Brasília), contra a Holanda, reedição da final da Copa de 2019. Já o Vietnã, ainda que com a derrota, eliminou o nervosismo de jogar pela primeira vez uma Copa do Mundo e se prepara para o próximo jogo contra Portugal, também estreante na competição, na quinta-feira (27) às 4h30 (horário de Brasília).
Neste sábado (23), Zâmbia e Japão se enfrentaram em partida válida pela primeira rodada do grupo C da Copa do Mundo Feminina FIFA 2023. Os torcedores presentes no FMG Stadium Waikato, em Hamilton, na Nova Zelândia, presenciaram a maior goleada da Copa do Mundo até o momento. A seleção do Japão venceu por 5 a 0 e assumiu a dianteira do grupo.
Antes da partida começar, o favoritismo era japonês, tendo em vista que a seleção, além de sua grandeza histórica, conta com um elenco bastante superior ao de Zâmbia, e isso foi confirmado em campo com um placar elástico, com direito a dois gols e um pênalti anulado, fora o show das asiáticas.
A expectativa era de uma seleção zambiana mais ofensiva, tendo em vista que Bruce Mwape sempre pregou uma filosofia ofensiva, com o time indo para o ataque, não importando as adversárias. Entretanto, devido as recentes acusações de abuso sexual do treinador com as jogadoras, e aos cortes por lesão de duas titulares (a goleira Hazel Nali e a meia Grace Chanda), a equipe não cumpriu o esperado.
O Japão teve o controle absoluto da posse de bola no primeiro tempo, com Zâmbia apostando nas jogadas de contra-ataque, chegando a ter 66% contra apenas 34% das africanas, o que permitiu as japonesas abrissem o placar com Miyazawa, em uma bela jogada da equipe. As japonesas tiveram outras oportunidades criadas, que foram paradas com grandes defesas da goleira Catherine Musonda e com impedimentos de Mina Tanaka.
Na segunda etapa, Zâmbia tentou sair mais ao ataque, abandonando o 4-4-2 inicial e adotando um 4-1-4-1 sem a bola e um 3-4-1-2 com a posse. A mudança de estratégia facilitou a saída vertical japonesa, que rapidamente recuperavam a bola, e lançavam as atacantes. A linha alta zambiana era frágil, e em diversos momentos as alas não acompanhavam o avanço defensivo, e deixavam as adversárias habilitadas para jogar.
O efeito foi imediato, aos 5 minutos do segundo tempo a Mina Tanaka fez um gol, mas novamente foi anulado por posição irregular. Em seguida, seria assinalado um pênalti, mas foi desmarcado devido ao impedimento de Aoba Fujino. A porteira zambiana oficialmente abriu aos 10 minutos da segunda etapa, com um gol da Tanaka, e sete minutos depois Miyazawa, com assistência da Tanaka, fez seu segundo gol. Jun Endo anotou o 4 a 0.
Com o placar desfavorável, Zâmbia mexeu no time, em busca de um gol de honra. Era perceptível que as japonesas estavam tirando o pé do acelerador depois do 4 a 0, o treinador Futoshi Ikeda realizou substituições mais defensivas, apenas para administrar o resultado. As mexidas deram a Zâmbia um pouco mais de posse, e o time zambiano ensaiou algumas jogadas, mas sem perigo.
As Nadeshiko continuaram com seu 3-4-2-1 com lançamento de bolas longas nas laterais, aproveitando a fraqueza defensiva das alas zambianas, e mesmo jogando mais recuado, conseguiram um pênalti no último minuto de jogo. Inicialmente a goleira Eunice Sakala, que entrou devido a expulsão da Catherine Musonda no lance, defendeu a cobrança. No entanto, a goleira reserva zambiana se adiantou, e a penalidade novamente precisou ser cobrada. Desta vez com Ueki acertando a cobrança e fechando o placar em 5 a 0.
O jogo mostrou uma seleção japonesa bastante sólida e consciente na execução das jogadas. Apesar do placar elástico, as asiáticas também desperdiçaram muitas oportunidades. A vitória maiúscula deixa as Nadeshiko em situação mais tranquila na busca pela classificação. Do lado da Zâmbia, o time teve dificuldades de se encontrar em campo. Nos dez minutos finais de partida as africanas esboçaram descidas ao ataque, mas sem criatividade. As Shepolopolo complicaram as chances de classificação para a próxima fase.
Na segunda rodada do grupo C, as japonesas vão encarar a Costa Rica na próxima quarta-feira (26), às 02h (horário de Brasília), no estádio Forsysth Barr Stadium, na Nova Zelândia. As Shepolopolo irão enfrentar a Espanha, no mesmo dia, às 04h30 (horário de Brasília), no estádio Eden Park, também na Nova Zelândia.
A Inglaterra enfrentou o Haiti neste sábado (22), pela primeira rodada da Copa do Mundo Feminina de 2023. A partida válida pelo grupo D aconteceu no Suncorp Stadium, na Austrália, e marcou o primeiro duelo entre as duas seleções em Copas. Enquanto as leoas eram as favoritas, as haitianas fizeram sua estreia na competição sob pouca expectativa.
As equipes têm estilos de jogo distintos. As três leoas jogam de forma mais ofensiva e rápida, já as haitianas adotam uma forma mais defensiva e reativa de jogo.
Durante os primeiros 10 minutos, as inglesas tomaram o controle do campo por meio de jogadas iniciadas pelas pontas do time, Hemp e Kelly. No entanto, o primeiro lance de perigo aconteceu do lado haitiano, quando a atacante Dumornay deu um ótimo passe para Borgella, que acabou desperdiçando o chute em frente ao gol de Earps.
A partida continuou intensa e aos 16 minutos, após uma confusão na área, Pierre-Louis acertou o pé de Chloe Kelly na área. A árbitra venezuelana Emikar Caldera Barrera foi à cabine do VAR, mas, ao analisar o lance, percebeu uma falta da equipe inglesa no início da jogada, o que impediu a possível penalidade.
O alívio das Les Grenadières durou pouco, aos 25 minutos, depois de um belo escanteio cobrado pela Inglaterra, Louis levantou demais o braço e desviou a bola. A análise do árbitro de vídeo foi rápida, confirmando o pênalti a favor das lionesses. Georgia Stanway foi para bola, bateu e a goleira Kerly Théus defendeu. Porém, a alegria durou pouco, Theús se adiantou e a árbitra mandou voltar. Stanway foi para a marca da cal novamente, e não tremeu, finalizou no canto da rede, sem dar chance para defesa.
A seleção haitiana não se abateu e buscou jogo. A estratégia agressiva adotada pelo técnico Nicolas Delépine incomodou as comandadas de Sarina Wiegman, que tentava assegurar a vitória.
No início do segundo tempo, as equipes seguiram em um ritmo acelerado. A posse de bola das leoas era maior, 75% contra 28% das Les Grenadières. Mas a eficiência frente ao gol complicou a vida da equipe. Aos 35 minutos, a seleção do Haiti quase empatou o jogo com Éloissaint. A atacante se livrou da marcação e finalizou, mas quando ia correr para o abraço, Mary Earps apareceu para salvar as inglesas com uma grande defesa. A Inglaterra, mesmo com a dificuldade, manteve o resultado até o fim dos acréscimos.
A Inglaterra não conseguiu impor o estilo de jogo visto na conquista da Eurocopa de 2022. A dificuldade de concluir as jogadas foi a grande pedra no sapato do time, que não conseguiu encurtar as distâncias entre as jogadoras para que o esquema fosse mais envolvente. Mesmo com uma equipe forte, a ausência de líderes em campo como Beath Mead e Leah Williamson foi sentida. Apesar do sufoco, as leoas somaram os 3 pontos, assumindo o segundo lugar do grupo D, atrás da Dinamarca.
Apesar da derrota, a demonstração de um futebol rápido e reativo provou que a seleção haitiana não foi apenas para participar, e sim para competir. O trabalho do técnico Nicolas Delépine impressionou e provou que o Haiti pode sim surpreender. A utilização de um esquema mais rápido e forte, mostrou as armas das haitianas. A derrota deixou as Les Grenadières na última posição do grupo D.
O grupo D volta a campo na próxima sexta-feira (28). A Inglaterra encara a Dinamarca, às 05h30 (horário de Brasília). As duas seleções estão na liderança do grupo com três pontos, o que faz o duelo ser decisivo para o futuro na competição. No mesmo dia, às 08h (horário de Brasília), Haiti e China jogam a sobrevivência na Copa do Mundo. Com a derrota na primeira rodada, um novo revés pode representar uma eliminação para uma das equipes.
Na quinta-feira (20), no Estádio Retangular de Melbourne, na Austrália, Nigéria e Canadá se enfrentaram em um jogo acirrado que terminou em 0 a 0. O resultado exige de ambas as seleções melhores resultados nos próximos jogos para garantirem vaga na próxima fase sem sustos. A partida teve sabor de vitória para a goleira nigeriana Chiamaka Nnadozie, que brilhou durante o jogo e ganhou o prêmio e de melhor da partida.
PRIMEIRO TEMPO
As canadenses foram as mandantes do jogo durante os minutos iniciais. Atuais campeãs olímpicas, investiram na troca de passes para progredir, ganhar espaço e manter a defesa nigeriana sob pressão. Ashley Lawrence e Adriana Leon se destacaram na construção de jogadas rápidas pela lateral esquerda e entregaram um jogo de profundidade, exigindo movimentação defensiva intensa de Francisca Ordega e Osinachi Ohale do lado nigeriano.
A primeira finalização da partida foi da importante artilheira canadense Christine Sinclair, que joga sua última Copa do Mundo aos 40 anos. Aos 8 minutos do primeiro tempo, com a assistência de Lawrence, Sinclair buscou finalização no ângulo, mas a bola saiu por cima do gol. A Nigéria não conseguiu impor velocidade na primeira metade de jogo. A bola, quando roubada, não parava sob controle nigeriano.
Embora tenham sido pouco efetivas, as jogadoras canadenses mantiveram seu padrão coletivo. A capacidade de se manter consistentes ao longo da partida foi um ponto positivo para o Canadá, no entanto, a falta de efetividade nos arremates a gol, acendem um alerta nas canadenses.
A Nigéria reagiu e equilibrou a partida por volta dos 20 minutos da primeira etapa, quando Onunomu teve a chance de abrir o placar, mas seu chute de fora da área foi defendido pela goleira Sheridan. A atacante foi um dos destaques da Nigéria.
A melhor chance da partida levou o nome da supercraque Asisat Oshoala. A centroavante recebeu a bola de Ohale, venceu a dividida com a goleira Sheridan, mas ninguém chegou para finalização e a defesa do Canadá afastou.
O primeiro tempo terminou com a Nigéria produzindo mais do que o Canadá. Leon e Deanne Rose, atacantes canadenses, perderam seu poder de fogo ao longo da primeira etapa e a seleção norte-americana não manteve a boa distribuição da bola dos primeiros minutos para desequilibrar a marcação da Nigéria.
Jordyn Hiutema, jogadora canadense e a camisa 10 da Nigéria, Christy Ucheibe, em dividida durante a disputa. (Imagem: William West/AFP)
SEGUNDO TEMPO
O segundo tempo começou sem alterações no time nigeriano. Do lado canadense, Bev Priestman tirou Cloé Lacasse e colocou Rose. Logo no início da segunda etapa, a jogadora deu um passe para Sinclair, que foi derrubada por Ordega dentro da área. Após revisão, a árbitra marcou pênalti para o Canadá.
Christine Sinclair foi a escolhida para a cobrança. A jogadora já marcou 190 gols com a camisa de seu país e esse tento faria da canadense a primeira artilheira, entre homens e mulheres, a marcar gols em 6 Copas do Mundo. Mas no meio do caminho havia Chiamaka Nnadozie. A goleira nigeriana fez uma defesa histórica e impediu o novo recorde de Sinclair.
Mesmo com rebote, Nnadozie mandou a bola para longe e mudou o ritmo do jogo - e a atmosfera - em Melbourne. Além de defender o pênalti, Nnadozie fez ótimas intervenções pelo alto durante toda a partida.
A goleira da Nigéria, Nnadozie, faz defesa de pênalti de Sinclair, mais famosa artilheira canadense. (Imagem: William West/AFP)
A dinâmica do segundo tempo foi prejudicada pela quantidade de paralisações em razão das faltas cometidas. No total, foram 21 marcadas, 15 da Nigéria e 6 do Canadá. A seleção nigeriana utilizou o recurso para quebrar o ritmo das adversárias. O Canadá teve ótimas oportunidades para decidir a partida. Em 10 minutos de jogo, Adriana Leon cobrou duas faltas apostando no cruzamento e nenhuma delas foi efetivamente aproveitada pelo time.
No final do segundo tempo, a Nigéria foi superior na posse de bola (48% a 35%). O jogo terminou poucos minutos após o primeiro cartão vermelho desta edição de Copa do Mundo: Abiodun foi expulsa por entrada forte em cima de Lawrence, que saiu do campo mancando.
O embate entre Canadá e Nigéria, como se esperava, foi acirrado. Nem lá, nem cá. Nenhuma das seleções foi capaz de balançar as redes do estádio Retangular de Melbourne.
1.Supercraque nigeriana Asisat Oshoala no jogo em Melbourne, na Austrália. (Imagem: @fifawomensworldcup)
2. A grande artilheira do Canadá Christine Sinclair no primeiro jogo em sua sexta Copa do Mundo Feminina. (Imagem: @fifawomensworldcup)
O esquema escolhido pelas equipes, o 4-2-3-1, precisa de uma produção ofensiva maior, para que a centroavante tenha mais chances, o que não aconteceu. Évelyn Viens e Jordyn Huitema trabalharam bem juntas. Huitema jogou sozinha no final do primeiro tempo, já que Leon não a acompanhava e havia perdido o ritmo dos primeiros minutos. A chegada de Viens permitiu que o Canadá avançasse e criasse oportunidades de gol.
Do outro lado, o entrosamento de Oshoala e Onumonu foi evidente, mas a quantidade de passes errados pela seleção nigeriana impediu uma tarde mais inspirada da dupla. A Nigéria cresceu taticamente quando o técnico Randy Waldrum apostou na velocidade e colocou Uchenna Kanu em campo, em uma tentativa de furar a marcação canadense.
Chiamaka Nnadozie foi, merecidamente, eleita a melhor jogadora da partida. Com apenas 22 anos, a atleta é um dos principais nomes com potencial para guiar sua seleção para as próximas fases do Mundial.
Goleira da Nigéria Chiamaka Nnadozie recebe o título de melhor jogadora da disputa entre Nigéria e Canadá na primeira rodada da fase de grupos. (Imagem: @eaglestracke_ng)
Agora, as canadenses precisarão reagir com rapidez para recuperar sua posição de destaque no grupo e garantir vaga nas oitavas. Com o empate, a pressão aumentou, será interessante observar como o Canadá se reorganizará para os dois jogos restantes.
As nigerianas seguem invictas pelas canadenses em Copas do Mundo. No histórico de encontros das seleções no campeonato, a Nigéria venceu um jogo e empataram em 2 jogos - contanto com este.
O empate garantiu 1 ponto para as duas equipes. A Austrália lidera o grupo com 3 pontos e a seleção da Irlanda ainda não pontuou. O Canadá entra em campo na próxima quarta-feira (26), contra a seleção da Irlanda, às 09h (horário de Brasília). A seleção da Nigeria enfrenta a anfitriã Austrália, na quinta-feira (27), às 07h (horário de Brasília).
Na madrugada desta sexta-feira (21), Filipinas e Suíça se enfrentaram na Copa do Mundo FIFA de futebol feminino 2023, no estádio Forsyth Barr, em Dunedin, Nova Zelândia, em jogo do grupo A, válido pela primeira rodada do mundial. Após ter um gol anulado no início do primeiro tempo, a seleção filipina não teve muitas chances e foi derrotada pelas suíças em 2 x 0 ao final do duelo.
Assim, o time comandado por Inka Grings iniciou a Copa do Mundo de uma maneira totalmente diferente de sua última participação no mundial do Canadá, em 2015. Nessa ocasião, a seleção europeia acabou perdendo de 1x0 para o Japão. Por outro lado, o time comandado por Alen Stajcic, precisará se recuperar após o revés e se encontra em situação delicada para a segunda rodada.
A partida começou com a equipe da Suíça tomando um susto logo aos 15 minutos do primeiro tempo, quando as Filipinas, a partir de uma jogada iniciada com um lançamento longo, marcaram um gol que foi anulado com auxílio do VAR. Depois disso, as suíças mudaram sua postura, com diversas oportunidades no campo ofensivo.
Com a bola a maior parte do tempo, a Suíça conseguiu sua primeira grande oportunidade aos 38’ do primeiro tempo, numa jogada organizada pela camisa 10, Ramona Bachmann, e chegando aos pés da atacante Ana-Maria Crnogorcevic, que desperdiçou uma grande chance. Até que nos últimos minutos da primeira etapa, foi marcado um pênalti e Bachmann abriu o placar, fazendo com que ela e sua equipe acabassem a primeira etapa na frente, 1 x 0.
Na volta do segundo tempo, o jogo teve a mesma continuidade da etapa inicial e a Suíça se manteve na caça de seu segundo gol para ampliar o placar. Já aos 64’, após uma boa jogada pela ponta esquerda e um bate rebate dentro da área filipina, Seraina Piubel colocou a bola na rede e ampliou a vantagem para a sua seleção, 2 x 0.
Mesmo atrás do placar, as Filipinas não conseguiram sequer chegar ao gol suíço, tanto que ao final da partida, elas acabaram com um total de três finalizações e nenhuma em direção à meta. Entretanto, o time filipino recebeu 17 chutes, sendo oito deles em direção às traves da goleira, Olivia Davies-McDaniel. Além dos arremates, a Suíça obteve um maior controle de posse de bola, com 74% ao longo dos 90’.
No momento, a Suíça ocupa a primeira posição no grupo A, empatada em pontos com a seleção anfitriã, Nova Zelândia, que por conta de um gol, está atrás no critério de desempate.
Mesmo com poucas partidas no comando da seleção, Inka Grings já deixa uma boa impressão aos torcedores, com um grande poderio ofensivo contra a equipe adversária, além de uma defesa sólida, que teve rápida recuperação da posse de bola quando era perdida. Agora, espera-se que o ritmo continue nas próximas duas partidas da fase de grupos, onde enfrentam a Noruega e Nova Zelândia em sequência, que são consideradas seleções mais fortes do grupo. Já as Filipinas, encaram em seu próximo jogo as donas da casa em uma partida que pode colocar novamente o país no caminho do mata-mata ou de uma eliminação precoce.