No último domingo (23), França e Jamaica mediram forças em partida válida pelo grupo F da Copa do Mundo Feminina FIFA 2023. O palco do duelo foi o Sydney Football Stadium, localizado em Sydney, na Austrália. O confronto entre as Bleues e as Reggae terminou empatado sem gols.
A juíza chilena apitou o início do jogo e a França pouco a pouco foi adquirindo superioridade ofensiva. As oportunidades mais claras de gol no primeiro tempo apareceram apenas a partir dos 35 minutos. Inicialmente, com uma finalização de Kadidiatou Diani, de perna direita, a camisa 11 da França arriscou o chute, que foi parado na grande defesa de Rebecca Spencer, goleira jamaicana. Logo em seguida, em escanteio a favor da equipe europeia, Wendie Renard subiu mais que todo mundo na pequena área e por pouco não balançou as redes.
Aos 40 minutos da etapa inicial, foi a vez da Jamaica quase abrir o placar. Com falta a seu favor na intermediária, Khadija Shaw optou pelo chute direto que levou perigo ao gol defendido por Peyraud Magnin. A goleira francesa evitou a ameaça com a ponta do dedo. Já nos acréscimos, Diani finalizou novamente, a trajetória da bola desviada na zagueira jamaicana, por pouco não traiu Rebecca Spencer.
No segundo tempo a França continuou na pressão em busca pelo gol, em jogadas fundamentadas e executadas pelos lados do campo, buscando principalmente os cruzamentos na área. Foi desta maneira que aos 42 minutos, por um triz, Maëlle Lakrar, de cabeça não estufou a rede.
A melhor chance da partida foi na cabeçada de Diani, no último minuto do tempo regulamentar, a oportunidade criada só não se transformou em gol porque a bola bateu no travessão e na trave do lado direito, antes da defesa jamaicana afastar.
Já nos acréscimos, Khadija Shaw, que estava amarelada, fez falta em Wendie Renard. A árbitra, por sua vez, entendeu como lance para cartão, e então a atacante da Jamaica foi expulsa, com isso não poderá entrar em campo na partida contra o Panamá, no próximo sábado (29).
Os técnicos Hervé Renard (França) e Lorne Donaldson (Jamaica) optaram por queimar apenas duas das cinco substituições as quais tinham direito. A forte organização defensiva da Jamaica e e segurança na linha de trás, fizeram com que o placar fosse favorável para o país da América Central, que conquistou seu primeiro ponto em uma Copa do Mundo Feminina.
Por outro lado, a França, favorita da partida, arriscou, tentou, teve 72% da posse da bola, 14 finalizações, com uma delas batendo por duas vezes na trave, e mesmo assim nenhuma foi suficiente para conseguir a vitória e assumir momentaneamente a ponta da tabela do grupo F.
As duas equipes retornam aos gramados no próximo sábado (29). A França enfrentará o Brasil, às 07h (Horário de Brasília). Na sequência, às 09h30 (Horário de Brasília), a Jamaica entra em campo em duelo contra o Panamá.
O primeiro jogo do Grupo G da Copa do Mundo Feminina aconteceu neste sábado (22), no Sky Stadium, na Nova Zelândia. A seleção sueca venceu a África do Sul por 2 a 1, com gols de Fridolina Rolfo e Amanda IIelstedt para a Suécia e Hildah Magaia marcou para a África do Sul. Apesar de no papel ser um confronto bem desequilibrado, nas quatro linhas a seleção africana apresentou um bom futebol e poderia ter saído vitoriosa.
Esse foi o segundo gol marcado pela África do Sul na Copa do Mundo Feminina em sua história, o primeiro havia sido marcado contra a Espanha na edição de 2019, na derrota por 3 a 1.
A primeira etapa foi bastante estudada pelos dois lados, porém a Suécia buscou mais as ações ofensivas enquanto a África do Sul utilizava do contra-ataque. As jogadas eram bem construídas, porém a finalização não tinha muita qualidade.
As chances de maior perigo da Suécia vieram através da bola parada, com tentativas de gols olímpicos e cobranças mais fechadas causaram boas defesas da goleira africana.
No segundo tempo sabendo do seu lugar no jogo, a África do Sul continuou a deixar a Suécia controlar as ações da partida e apostar no ataque rápido. Os escapes eram feitos pela Kgatlana que facilmente chegava ao ataque, mas não tomava as melhores decisões na parte final da jogada. Porém, foi em uma de suas finalizações que Hildah Magaia aproveitou o rebote e abriu o placar. Infelizmente a jogadora se machucou no gol e acabou sendo substituída.
A Suécia estava perdida em campo, até que após um cruzamento na área Ramalepe se atrapalhou e a bola rebateu em Rolfo que empatou a partida.
O gol colocou as Suecas de volta no jogo. Elas pressionavam, mas as sul-africanas resistiam ainda que com muito cansaço, já que Ellis fez apenas uma substituição. Depois de muitas tentativas, aos 44 minutos do segundo tempo, no décimo primeiro escanteio da Suécia, em uma bola fechada, Ilestedt marcou, sacramentando a vitória sofrida da Suécia.
As Banyanas surpreenderam a todos. Aqueles que esperavam um futebol mais fraco por parte delas estavam muito enganados. A seleção sul-africana assustou a terceira colocada do ranking da Fifa e mostrou que pode sim lutar por uma vaga na próxima fase. Porém, para se manter nos jogos são necessárias substituições, o que não vimos nessa partida, assim prejudicando a África do Sul.
Apesar da vitória, a seleção sueca apresentou muitos problemas que não aconteciam na pré-copa do mundo. Com erros de conclusão de jogada, em que até construía oportunidades de gols, porém não resultava em finalizações de qualidade. A equipe tem uma grande qualidade defensiva, porém nessa partida acabou pecando um pouco e inclusive acabou resultando em um gol da seleção africana por falha coletiva da defesa.
Suécia volta a campo no próximo sábado, quando enfrenta a Itália pela segunda rodada da fase de grupos. O jogo ocorrerá às 4:30 da manhã pelo horário de Brasília. Enquanto a África do Sul entra em campo contra a Argentina na quinta-feira às 21:00 de Brasília.
Nesta segunda-feira (24), Argentina e Itália estrearam na Copa do Mundo no Estádio Eden Park, na Nova Zelândia. Contrariando expectativas, a Argentina demonstrou, no início do jogo, capacidade para medir forças com a Itália. A vitória italiana veio apenas no final do segundo tempo, na experiência da atacente Cristiana Girelli.
A partida foi disputada, principalmente no tempo inicial, em que a Azzurri apenas levou vantagem na posse de bola com 53% contra 47% da Argentina, que dominou as estatísticas de finalização. Mesmo que os números mostrem mais ofensividade das hermanas, quem realmente criou mais perigo ao gol adversário foram as europeias.
No início do primeiro tempo, as italianas abriram o placar com Arianna Caruso, mas o gol foi anulado. No final da primeira etapa, Valentina Giacinti marcou, mas também teve o tento anulado por impedimento.
Las hermanas suaram e surpreenderam no primeiro tempo da disputa. A equipe de Germán Portanova, técnico que trouxe renovação ao time, teve uma boa exibição coletiva, com boas trocas de passes, velocidade e firmeza na marcação.
No segundo tempo a equipe argentina pareceu ter perdido o “gás", com pouca velocidade e marcação mais frouxa. O time, que jogou em 4-2-3-1, deixou muitos espaços para a Itália. As albicelestes tiveram uma grande chance de gol logo no início, em cobrança de escanteio, mas não conseguiram converter em gol. Em outra oportunidade, mesmo com desatenção da goleira Francesca Durante, as sul-americanas desperdiçaram a oportunidade de mudar o marcador.
Já no final do jogo, com o placar zerado, Portanova substituiu Florência Bonsegundo por Yamila Rodriguez. A torcida comemorou a escolha pela jogadora, que tem um bom histórico de gols decisivos, mas a entrada de Yami não mudou o roteiro do duelo. Quem realmente foi bem nas alterações foi Milena Bertolini, que apesar de ter ousado na hora da escalação ao deixar Cristina Girelli no banco, ao menos colocou a centroavante durante o jogo.
E bastaram apenas 4 minutos para a experiente atleta mostrar porque deveria ter começado a partida. Em um cruzamento da lateral Lisa Boattin, Girelli subiu mais que a defesa argentina e abriu o placar no final do jogo.
É importante mencionar também as decisões um tanto quanto questionáveis de Milena Bertolini antes da partida. A treinadora italiana optou por deixar a artilheira da equipe no banco, e também a própria goleira considerada titular, Laura Giuliani, para dar espaço a Francisca Durante. Além disso, escalou como titular a meio-campista de apenas 16 anos, Giulia Dragoni, que apesar das críticas por parte da torcida antes do apito inicial, fez uma boa partida.
Pelo lado argentino, Estefanía Banini, meia-esquerda, foi o elo entre as jogadoras da defesa e do ataque do esquadrão argentino. Com bom domínio da bola, Banini fez uma boa partida com boas descidas ao ataque e tentando ditar o ritmo argentino. Outro destaque foi Flor Bonsegundo, com uma dobradinha nas trocas de passes com Banini.
Após o fim da primeira rodada, a Argentina ocupa a última posição do Grupo G, empatada em zero pontos com a África do Sul, atrás por não ter balançado as redes. Já as italianas, estão na segunda colocação, mesmo com três pontos, não marcou duas vezes, como fez a Suécia.
Na próxima rodada, a Itália joga contra a Suécia, em jogo que vale a liderança do grupo e pode carimbar a vaga de uma das seleções na próxima fase. O jogo acontece na madrugada do próximo sábado (29), às 04h30 (horário de Brasília). A Argentina enfrenta a África do Sul na quinta-feira (27), às 21h (horário de Brasília). Uma derrota pode significar a eliminação das Hermanas da competição.
No sábado (22), a Dinamarca venceu a China por 1 a 0 em partida disputada no Estádio HBF Park, em Perth, na Austrália. O jogo marcou a estreia das duas seleções na Copa do Mundo Feminina FIFA 2023. O gol da vitória dinamarquesa saiu aos 44 minutos da segunda etapa, marcado pela centroavante Amalie Vangsgaard. Foi a primeira vez que a Dinamarca superou a China em um jogo de Copa do Mundo. As seleções já haviam se enfrentado três vezes pelo mundial, com duas vitórias chinesas e um empate.
O jogo começou pouco movimentado e muito estudado. Tanto Shui Qingxia, treinadora da China, como Lars Sondergaard, comandante dinamarquês, optaram por entender o jogo do adversário na primeira etapa e não se arriscaram. Com isso, a partida melhorou na segunda etapa, com ambas as equipes criando e finalizando muito mais (no primeiro tempo, 6 finalizações, já no segundo, 16 no total).
A mudança de postura da seleção dinamarquesa no segundo tempo foi essencial para conquistar a vitória. Com poucas investidas e defesa forte no primeiro tempo, o time de Sondergaard conseguiu segurar as duas tentativas de gol das chinesas, ainda nos primeiros dez minutos de jogo, e manteve o placar zerado.
As substituições do time chinês no intervalo também mudaram o cenário da seleção. A entrada da meio-campista Wang Shuang no lugar de Xi Zhuang ajudou a criar oportunidades ofensivas. Apesar das investidas chinesas terem sido as mais marcantes do jogo, essa mudança ofereceu mais espaço para a Dinamarca.
A vitória da seleção dinamarquesa teve o dedo do técnico que substituiu a meio-campista Thomsen por Vangsgaard, camisa 9, aos 39 minutos de jogo. A centroavante, cinco minutos depois abriu o placar com o primeiro gol de cabeça do campeonato, após uma cobrança de escanteio.
Apesar de um retrospecto desfavorável contra a China, a seleção dinamarquesa teve controle do jogo com maior posse de bola durante a partida (56% x 44%) e precisão de passe significativa (75% x 68%).
Com a vitória, a liderança do grupo D foi assumida pela Dinamarca, por ter melhor avaliação nos cartões levados. A seleção teve os mesmos três pontos da Inglaterra que venceu o Haiti por 1 a 0 no primeiro jogo do grupo.
A nova configuração 4-3-3 escolhida pelo técnico da seleção dinamarquesa possibilitou que os passes de bola fossem melhor aproveitados durante as fases ofensivas. A boa exibição diante das chinesas aumenta a confiança para uma sequência da competição, depois de uma eliminação precoce na Eurocopa de 2022.
Do lado chinês o cenário não é de todo ruim. O time conseguiu incomodar a Dinamarca em alguns momentos do jogo, mas pecou na hora de finalizar as jogadas. As chinesas vão precisar colocar a pontaria e a cabeça no lugar para buscar uma classificação depois de perder o primeiro jogo
As duas seleções voltam a campo na próxima sexta-feira (27). Às 05h30 (horário de Brasília), a Dinamarca enfrenta a Inglaterra, em jogo que vale a liderança do grupo e pode garantir a classificação antecipada de uma das seleções em caso de vitória. Mais tarde, às 8h (horário de Brasília), a China joga contra a jovem seleção do Haiti.
Imagem da Capa: Marcação chinesa sobre o seleção da Dinamarca no primeiro jogo da copa do mundo feminina / Reprodução: R7
No domingo (23), o estádio Forsyth Barr, em Dunedin, na Nova Zelândia, foi o palco do confronto entre Portugal e Holanda. Esse foi o décimo encontro entre as equipes, e a primeira vez em uma Copa do Mundo Feminina de FIFA. O jogo foi acirrado, mas as holandesas levaram a melhor e garantiram a vitória por 1 a 0.
Estreantes em Copas, Portugal começou o jogo com uma postura recuada, armando uma linha de cinco defensoras na tentativa de proteger a própria área. No entanto, a estratégia do treinador Francisco Neto não se sustentou por muito tempo. Em um lance de bola parada, Sherida Spitse cruzou a bola na cabeça de Van Der Gragt, que subiu e cabeceou com precisão no canto esquerdo do gol português para abrir o placar.
A Holanda no primeiro tempo teve maior posse de bola e criou mais chances de gol, encontrando facilidade no meio de campo. Mesmo que nenhum outro gol tenha sido marcado, o time manteve Portugal na defesa a maior parte do tempo, interceptando a maioria dos cruzamentos do time estreante.
As jogadoras mais experientes da seleção foram as principais destaques da partida. Lideradas por Spitse, a capitã, e acompanhadas por Van de Donk e Beerensteyn, a jogadora que mais teve oportunidades de gol, conseguiram impor o ritmo do jogo.
A Holanda manteve um bom volume de jogo ofensivo até o início do segundo tempo. A camisa 10, Danielle Van Den Donk, obrigou a goleira de Portugal a trabalhar logo no início do tempo, em um chute cara a cara, após Lineth Beerensteyn, conseguir uma boa jogada ofensiva.
No entanto, as atuais vice-campeãs diminuíram o ritmo, enquanto Portugal aproveitou a chance para pressionar e buscar o empate. A entrada da atacante Telma Encarnação, aos 33 minutos do segundo tempo, trouxe fôlego para a seleção portuguesa, que passou a criar suas melhores oportunidades na partida.
Aos 37 minutos, Telma causou problemas para a seleção holandesa ao pressionar a goleira Daphne Van Domselaar. A atacante conseguiu se infiltrar na área pela direita e chutou forte para uma grande defesa da goleira para salvar a Holanda. Quase no fim da partida, a atacante esteve a apenas centímetros de desviar uma bola para empatar o duelo cara a cara com Domselaar.
Apesar da derrota, Portugal fez um bom jogo na sua estreia e existe espaço para uma evolução no seu próximo jogo, que será fundamental para as pretensões lusitanas na Copa do Mundo. Já a seleção holandesa tem qualidade e nível técnico maior do que mostraram na partida.
Na próxima rodada, a Holanda vai encarar os Estados Unidos, na quinta-feira (26), às 22h (horário de Brasília), em jogo que reedita a última final de Copa do Mundo. Na sexta-feira (27), Portugal joga contra o Vietnã, em um confronto decisivo.