Na manhã deste domingo (30), a Colômbia derrotou a Alemanha por 2 a 1, no Sydney Football Stadium, na Austrália, fechando a segunda rodada da fase de grupos. Em uma partida equilibrada, as colombianas garantiram a vitória com gols de Linda Caicedo e Manuela Vanegas, enquanto as alemãs diminuíram o placar com Alexandra Popp, de pênalti.
Com a derrota, a Alemanha perdeu a invencibilidade de 20 jogos que durou 28 anos na Copa do Mundo Feminina, a maior sequência sem derrotas na fase de grupos na história da competição. As Colombianas também se tornaram a primeira seleção sul-americana a derrotar a Alemanha na competição. Foram 40.499 pessoas presentes prestigiando o forte coletivo da Colômbia contra as favoritas do grupo.
Após o apito inicial, as equipes não encontraram dificuldade em criar chances reais. A primeira oportunidade de abrir o placar veio aos sete minutos, com as colombianas cobrando o primeiro escanteio da partida. Dois minutos depois, as adversárias responderam com um cruzamento na área de Svenja Huth parado pela goleira Catalina Perez. A bola aérea alemã era uma das apostas para o jogo.
A melhor chance do primeiro tempo aconteceu somente aos 41 minutos, mas Alexandra Popp desperdiçou a oportunidade e finalizou para fora. A primeira metade da partida contou com variações táticas de ambos os lados e muita movimentação. As colombianas buscaram compensar a diferença física entre as seleções com intensidade, o que tornou as disputas de bola mais firmes. Foram cinco finalizações para a Alemanha contra quatro da Colômbia, no entanto, nenhuma gerou grandes sustos.
O segundo tempo começou marcado por imposição física, disputa por espaço e concentração, semelhante a primeira metade do confronto. Aos 7 minutos Linda Caicedo abriu o placar para as Cafeteras. A jogadora recuperou a bola na área após um desvio alemão, driblou a lateral Huth e finalizou no espaço entre ela e a zagueira Hendrich, mandando a bola na gaveta. Um golaço!
As europeias não sentiram o placar e tentaram o empate. As alemãs exerceram intensidade ofensiva por meio das bolas paradas próximas à área, já que as sul-americanas paravam os ataques com faltas. Enquanto isso, a Colômbia tentava responder com contra-ataques, mas sem efetividade. A Alemanha sentiu falta da participação de duas jogadoras, Svenja Huth e Lina Magull, que passaram apagadas durante a partida. Magull foi substituída pela atacante Lea Schuller, que teve participação na jogada em que foi marcado o pênalti.
Aos quarenta e três, Lena Oberdorf, que retornou à campo nessa partida e já protagonizou o destaque alemão, ficou na cara do gol, foi derrubada na área pela goleira da Colômbia e o pênalti foi marcado. Alexandra Popp cobrou com qualidade no meio da meta e fez para a Alemanha. Com o gol, Popp ascendeu ao topo do pódio da artilharia, e divide a posição com Ary Borges (Brasil), Sophie Haug (Noruega) e Amanda Ilestedt (Suécia), todas balançaram as redes três vezes.
A classificação da Colômbia com antecedência parecia ter ficado mais distante. Os acréscimos do confronto foram disputados, com chances para ambas as equipes. Mas aos 51 minutos, as sul-americanas fizeram história buscando o desempate. Manuela Vanegas, livre de marcação na grande área, após escanteio cobrado por Leicy Santos, cabeceou firme para o gol e deu números finais ao jogo. Colômbia 2 a 1 contra a Alemanha.
Apesar das estatísticas mostrarem que a Alemanha segurou a posse de bola por 68% do tempo, enquanto a Colômbia 32%, a partida foi disputada. A Alemanha não conseguiu converter a posse de bola em finalizações perigosas, e exigiu apenas duas defesas da goleira colombiana. Tanto a Alemanha quanto a Colômbia incomodaram as adversárias, impedindo que progredissem com facilidade.
Parte desse incomodo foi gerado devido ao trabalho de marcação da Colômbia na saída de bola adversária. As interceptações e os duelos vencidos no meio de campo forçaram bolas esticadas da Alemanha para o ataque, não exibindo assim, seu melhor estilo ofensiva. Quando recuperavam a posse, as Cafeteras buscavam passes que quebrassem as linhas alemãs e usavam da habilidade individual para construir as chances.
Grande destaque para Mayra Ramírez, a camisa 9, centralizada ou caindo pela direita, fez pivô e ofereceu suporte as companheiras. O destaque coletiva ficou por conta da intensidade física imposta pelas colombianas durante o jogo todo.
Por outro lado, a Alemanha quando ajustou o meio-campo, fez com que a Colômbia sofresse com suas recuperações. Uma chance no ataque era o suficiente para fugir da marcação atrás e empurrar as adversárias para seu setor de defesa. Mas a partida mudava a todo momento, não deixando que ninguém dominasse as ações.
Faltou qualidade no último terço para que as alemãs convertessem suas chances em gol, mesmo com o domínio. Destaque para Lena Oberdorf, que venceu duelos no meio de campo, auxiliou na saída de bola para fugir da pressão e se movimentou durante toda a partida.
A Alemanha volta a campo contra a Coreia do Sul na quinta-feira (03), às 07h (horário de Brasília) para tentar confirmar a classificação. Já a próxima partida da Colômbia acontece também na quinta-feira (03), às 07h (horário de Brasília), contra a seleção de Marrocos, que também luta pela classificação.
As suíças levaram a melhor na disputa contra a Nova Zelândia na última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo Feminina FIFA 2023, na madrugada deste domingo (30), no Forsyth Barr Stadium, em Dunedin, Nova Zelândia.
A partida terminou em um amargo empate que classificou a Suíça em primeiro lugar no Grupo A, com cinco pontos, e eliminou as anfitriãs do torneio. A surpreendente vitória contra a Noruega na primeira rodada foi a única vitória das neozelandesas, que terminaram em terceiro lugar, com quatro pontos. É a primeira vez que um país sede não se classifica para as oitavas de final.
As duas equipes estavam em situações diferentes antes do jogo iniciar. A Suíça, vindo de uma vitória e um empate, só precisava de um ponto para garantir a vaga na próxima fase. Por outro lado, a anfitriã vinha de uma vitória e uma derrota, e essa não era uma situação muito confortável, já que a provável vitória da Noruega obrigava a Nova Zelândia a vencer o confronto contra as suíças.
O jogo começou de forma bem equilibrada, as duas equipes tentando ficar com a bola, mas ninguém conseguia chegar com perigo no gol adversário. Até que aos 23 minutos, após um lançamento longo vindo da defesa neozelandesa, Jacqui Hand finalizou sem ângulo, encobrindo a goleira Gaelle Thalmann e acertando a trave das europeias. A posse de bola era superior para a Nova Zelândia, 58% contra 42% da Suíça, mas não foi o suficiente para decidir a partida.
A seleção da Suíça não conseguia levar perigo às anfitriãs, que por sua vez precisavam de um pouco mais de calma para planejar as jogadas. O jogo esfriou, não existiram chances reais para nenhum dos lados na segunda metade do primeiro tempo. A situação era muito ruim para a Nova Zelândia, pois nessa altura da partida, a Noruega, que jogava no mesmo horário, já fazia 3 a 0 nas Filipinas, um resultado que colocava as norueguesas em segundo lugar no grupo.
No segundo tempo, a Nova Zelândia iniciou com uma substituição, mas foi a Suíça que começou a crescer no jogo e se aproximar do gol, trocando passes com mais precisão e rapidez. A equipe neozelandesa precisava do gol para garantir a classificação e o 0 a 0 não bastaria.
No minuto 17 da segunda etapa, outras duas substituições foram feitas pela desesperada seleção neozelandesa, que precisava mudar completamente o ritmo de jogo para tentar a vitória. Nesse momento, o jogo se encontrava dramático para as donas da casa. Tomada pelo nervosismo, a equipe já não conseguia furar a defesa da Suíça, que por sua vez não precisava arriscar tanto para garantir o espaço nas oitavas. Aos 75 minutos, Nadine Riesen sentiu uma lesão e recebeu atendimento médico, mas a partida voltou dois minutos depois. O jogo parado favoreceu a Suíça, que estava confortável com o empate e fazia de tudo para segurar a bola.
A principal estratégia de ambos os times no final do jogo consistia em fazer várias substituições. A Suíça só precisava ganhar tempo para manter o placar. A Nova Zelândia, no entanto, sentia uma enorme pressão e buscava todo tipo de recurso para chegar ao gol, que parecia mais distante do que nunca. Contudo, durante os longos oito minutos de acréscimos, a angústia se transformou em perigosos lances das neozelandesas, que ainda acreditavam na vitória. Mesmo com todas as tentativas, o empate foi cravado e o 0 a 0 tirou a anfitriã do torneio.
A terceira rodada do Grupo A definiu Suíça e Noruega como as seleções classificadas para as oitavas de final, com cinco e quatro pontos respectivamente. A Nova Zelândia também terminou com quatro pontos, mas perdeu a vaga no saldo de gols para a Noruega, que ganhou das Filipinas por 6 a 0. As estreantes sul-asiáticas terminaram em última posição, com os três pontos da inesperada vitória contra as donas da casa, por 1 a 0.
É a primeira vez na história que as anfitriãs não se classificam na fase de grupos de uma Copa do Mundo FIFA de futebol feminino.
Suíça e Noruega disputam as oitavas de final no dia 05 de agosto, contra a segunda e a primeira colocadas do grupo B, respectivamente, que ainda serão definidas.
A seleção sueca venceu a Itália por 5 a 0 neste sábado (29), no Sky Stadium, na Nova Zelândia. Com gols de Amanda IIelstedt (dois), Fridolina Rolfo, Stina Blackstenius e Rebecka Blomqvist, a Suécia atropelou a adversária, em um jogo no qual era esperado o equilíbrio. A partida acabou sendo uma demonstração de que a seleção escandinava é uma das favoritas para ganhar a Copa do Mundo de 2023.
Com essa derrota, a seleção italiana acende o sinal de alerta e corre riscos de ser eliminada na fase de grupos da Copa. Para evitar essa tragédia, é necessário ganhar contra a África do Sul e torcer para a Argentina não aprontar para cima da Suécia. O empate é mais provável para as italianas, porém teria que combinar com o resultado da Argentina.
A primeira etapa foi de completo domínio sueco. A seleção italiana até tentou algumas ações ofensivas no começo do jogo, porém parou na Zećira Mušović. Mesmo a Suécia buscando abrir o placar, foi somente aos 39 minutos que Amanda Ilestedt marcou o primeiro gol, de cabeça, após o escanteio cobrado na medida por Jonna Andersson. Após isso, com diferença de dois minutos, Fridolina Rolfä e Stina Blackstenius marcaram antes do intervalo.
Na segunda etapa o roteiro continuou o mesmo, com a Itália perdida em campo e a Suécia buscando mais gols, concretizando aos 5 minutos de jogo. Novamente em um cruzamento, Ilestedt completou para o gol e marcou o seu segundo na partida. Para colocar números finais à partida, Rebecka Blomqvist, nos acréscimos, fez uma linda jogada de contra-ataque e tocou na saída da goleira, marcando o quinto gol da seleção.
A Itália só conseguiu de fato jogar até a metade do primeiro tempo. Depois disso, acabou sendo esmagada pela Suécia ao longo do jogo. O ponto fraco das italianas foram os escanteios fechados cobrados pelas suecas, jogada responsável por três dos cinco gols marcados na partida.
Em um time que sofre uma derrota por 5 a 0, não tem como destacar positivamente nenhuma atleta, mas o principal nome negativo sem dúvidas é Milena Bertolini. Não só escalou a equipe sem algumas de suas melhores jogadoras, como insistiu nos mesmos erros cometidos na partida de estreia, como entrar em campo com atletas muito jovens ao invés das experientes que poderiam aguentar melhor a pressão do jogo.
Em relação às suecas, na estreia fizeram uma partida muito abaixo contra a África do Sul, e só venceram graças à qualidade do elenco – e não por terem jogado bem. No jogo deste sábado, as futebolistas demonstraram a sua excelência e impuseram seu estilo de jogo. São a terceira melhor seleção do mundo, de acordo com a FIFA, então é preciso vencer e convencer contra seleções de patamar inferior.
A seleção da Suécia enfrenta na última rodada a Argentina, na quarta-feira (02), às 4h, horário de Brasília. No mesmo dia e horário, a Itália enfrenta a África do Sul.
África do Sul e Argentina jogaram pela segunda rodada da fase de grupos na última sexta-feira (28), no Dunedin Stadium, localizado na Nova Zelândia. A partida foi emocionante para umas e decepcionante para outras.
As duas seleções começaram o jogo com nervosismo, pois quem perdesse já poderia começar a arrumar as malas de volta para casa. Essa tensão fez com que as jogadoras cometessem muitos erros.
A Argentina não conseguia passar pela forte marcação sul-africana, enquanto a África do Sul encontrava os espaços com Thembi Kgatlana, mas a atleta não tomava as melhores decisões. Após um erro na saída de bola argentina, Kgatlana saiu cara a cara com a goleira e só rolou para Linda Motlhalo abrir o placar para as Banyanas.
No segundo tempo, dada a organização fraca do time sul-americano em barrar as adversárias, Jermaine Seoposenwe brigou pela bola e lançou para Kgatlana ampliar o placar. Era um resultado histórico para África do Sul, pois seriam os primeiros três pontos da equipe na Copa do Mundo Feminina – o problema é que ainda tinha jogo pela frente.
Com o apoio da torcida e muita garra, as argentinas foram para cima. Elas martelaram muito até que o primeiro gol saiu, marcado por Sofía Braun, que deu um show de precisão: um belo chute bem no ângulo da goleira, que levantou o ânimo da equipe. Cinco minutos depois, o milagre veio: Romina Nuñéz recebeu um ótimo cruzamento, cabeceou e aliviou os corações azuis e brancos com o segundo gol, desesperando as sul-africanas.
Com o empate, as duas equipes ainda podem continuar sonhando com uma vaga nas oitavas de final, mas será muito difícil para ambas.
Apesar do time argentino estar sob nova gestão e em fase de reestruturação tática, as hermanas surpreendem por não se abalarem com a desvantagem no placar. Conquistaram dois gols que garantiram o empate e ainda estão na disputa pela classificação para a próxima etapa, mesmo que improvável. A próxima batalha da Argentina será contra a Suécia, no próximo dia 2, às 4h, horário de Brasília.
O resultado teve mais uma vez um gosto amargo para as sul-africanas e mais uma vez os últimos minutos foram cruéis. Muitos questionaram a defesa que falhou de novo, mas Desiree Ellis apontou para o ataque, que teve diversas chances desperdiçadas. As Banyanas vão estar de olho no jogo entre Suécia e Itália, pois dependendo do resultado as coisas podem complicar ainda mais, já que a última partida é contra as italianas no dia 2 de agosto.
A Inglaterra enfrentou a Dinamarca nesta sexta-feira (28), pela segunda rodada da Copa do Mundo Feminina de 2023. A partida válida pelo Grupo D aconteceu no Allianz Stadium, na Austrália, e marcou a disputa pelo primeiro lugar na classificação. Antes da partida, as dinamarquesas dividiam a posição com as Leoas, com a mesma pontuação e saldo de gols.
Na primeira rodada, contra o Haiti, as Lionesses sofreram para criar e finalizar. Com a necessidade de trazer efetividade para a equipe, Sarina Wiegman colocou em campo Lauren James, jogadora que não iniciou a partida anterior entre as onze titulares.
O jogo começou pegado, a seleção inglesa chegou à área das dinamarquesas com passes rápidos, aproximando suas jogadoras de ataque. Aos seis minutos, após uma bela jogada individual, Lauren James mandou um foguete de fora da área na bochecha da rede adversária. A jogadora do Chelsea mostrou o motivo de sua titularidade e Wiegman, mais uma vez, demonstrou sua capacidade de afetar o jogo com mudanças precisas.
Durante os primeiros 20 minutos, a supremacia da Inglaterra foi absoluta. No entanto, a partir dos 25, a seleção escandinava começou a reagir com contra-ataques velozes. A pressão alta das Leoas deixou espaços para a transição rápida da Dinamarca.
Ainda na primeira etapa, Keira Walsh sentiu fortes dores no joelho e precisou de atendimento médico. A jogadora teve que ser substituída no minuto 38 e saiu de campo aplaudida. Com a lesão de Walsh, Wiegman perde mais uma de suas principais peças por lesão. Beath Mead, Leah Williamson e Fran Kirby estão entre as principais atletas que também desfalcam a seleção.
O tempo de substituição de Walsh foi crucial para a Dinamarca dar início aos seus esforços e mudar a postura defensiva e reativa que assumiu nos primeiros minutos de jogo.
A seleção desfez a formação desesperada de 5-3-2, adotada inicialmente para lidar com a pressão das inglesas, com as jogadoras afundando a linha de marcação na área do gol, e investiram nas ofensivas. Mesmo com a tentativa de trazer a bola para área adversária no tempo que restava, a primeira etapa terminou sem nenhum sucesso das dinamarquesas.
O time de Lars Sondergaard demonstrou ter pouquíssima mobilidade e articulação no primeiro tempo, demorando muito para conseguir a posse de bola (6 segundos das inglesas a 30 segundos das dinamarquesas) e perdendo mais rápido do que conseguia, com passes muito longos e arriscados.
Com quase 30 minutos de jogo, o segundo tempo já se mostrava pouco movimentado. Com passes mais extensos e diminuindo investidas para a marcação do segundo gol, a seleção de Wiegman manteve a posse de bola (71% a 29%) e defensiva estratégica, mas não trouxe novidades para a partida.
A primeira finalização da segunda etapa foi da Dinamarca aos 52 minutos, pela meio-campista Kathrine Kühl, com uma bola acelerada. Em seguida, aos 56 minutos, a Inglaterra cobrou dois escanteios na área dinamarquesa, após a bola sair duas vezes pela linha de meta. Nenhuma das tentativas mudaram o placar.
Aos 70 minutos, a partida vislumbrou um pouco de animação, mas nada além disso. Alessia Russo tentou mais um gol para a Inglaterra, mas a bola saiu do campo. A meio-campista Josefine Hasbo foi substituída no time da Dinamarca, pela camisa 9 Amalie Vangsgaard, que aos 86 minutos entregou a melhor finalização da seleção, com um cabeceio na trave inglesa, após receber a bola da linha de fundo pela também atacante Nicoline Sorensen.
A partida terminou com quatro minutos de acréscimo e com a Dinamarca seguindo a estatística de nunca vencer duas partidas consecutivas em torneios mundiais. A mudança feita por Sondergaard não foi suficiente, apesar de esperançosa.
A seleção dinamarquesa teve evidente dificuldade de impor sua estratégia em um time mais forte e que se articulou para dominar a partida, como a Inglaterra. Enquanto a formação 4-3-3 e as poucas investidas, com maior tempo de estudo de jogo, funcionaram contra a China, esta mesma formação foi rapidamente abalada com a triangulação organizada e bolas rápidas das Leoas.
As dinamarquesas também penaram para concluir jogadas, fazendo apenas 2 finalizações no primeiro tempo e perdendo rapidamente a posse das bolas, mesmo com as adversárias diminuindo o ritmo na segunda etapa.
Já as inglesas, diferente do primeiro jogo, conseguiram encurtar a distância entre as jogadoras e dominaram a partida, com um esquema eficiente e rápido, que garantiu o primeiro lugar da seleção no grupo D.
Com a vitória, a Inglaterra fica com seis pontos e mais perto da classificação, que só não veio antecipada porque, horas depois, a China derrotou o Haiti por 1 a 0. Os próximos jogos estão marcados para o dia 1º de agosto, com Dinamarca versus Haiti e China versus Inglaterra.