Brasileiro se tornou o primeiro campeão de uma etapa oficial da elite mundial nas Filipinas
por
Bruno Caliman
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04/11/2026 - 12h

Na madrugada da última terça-feira (3), Gabriel Medina conquistou a etapa em Cloud 9, nas Filipinas, ao vencer o australiano Jack Robinson na final. O tricampeão do mundo terminou com um somatório de 16.93 pontos contra 14.50 de seu adversário. Com o resultado, Medina assumiu a segunda colocação do ranking geral da World Surf League (WSL) e quebrou um jejum de mais de três anos sem vencer na elite, já que a última vez havia acontecido em abril de 2023, quando foi campeão em Margaret River, na Austrália.

A final em Cloud 9 foi a quarta de Gabriel Medina na atual temporada. Antes disso, o brasileiro foi vice-campeão em todas as vezes que chegou na decisão. O primeiro deles foi em Margaret River, quando perdeu para o australiano George Pittar. Ao ser derrotado pelo americano Cole Houshmand, na etapa de Cloudbreak, em Fiji, Medina bateu na trave novamente. O vice mais recente foi em Peniche, Portugal, diante do também americano Griffin Colapinto e agora quarto colocado na classificação.

No feminino, a americana Caitlin Simmers foi campeã após fazer um somatório de 12.00 contra 10.77 da australiana Isabella Nichols. Quanto ao restante dos brasileiros, João Chianca e Samuel Pupo foram eliminados na primeira fase. Já Italo Ferreira e Miguel Pupo caíram nas oitavas de final, enquanto Luana Silva e Filipe Toledo chegaram até as quartas. Por fim, Yago Dora parou nas semifinais, ao perder para o campeão Gabriel Medina.

A trajetória de Medina foi marcada por momentos cheios de emoção, com direito a duas viradas para garantir o avanço de fase nos minutos finais das oitavas e quartas de final, contra os australianos Liam O’Brien e George Pittar, respectivamente. Na semifinal, duelo contra o compatriota Yago Dora, atual campeão mundial e número um do ranking. Diferentemente do que ocorreu no início do ano, na semifinal de Bells Beach, na Austrália, onde os dois também se encontraram e Yago levou a melhor, Gabriel Medina ganhou de 15.76 a 13.50 para disputar a final com Jack Robinson.

Na final, Gabriel Medina conquistou a segunda maior nota de todo o evento em Cloud 9. Foto: Matt Dunbar/World Surf League
Na final, Gabriel Medina conquistou a segunda maior nota de todo o evento em Cloud 9. Foto: Matt Dunbar/World Surf League

A bateria

A final começou movimentada logo nos minutos iniciais, quando Jack Robinson pontuou 6.17 em sua primeira onda. O australiano entrou em um bom tubo e, na saída, tentou um aéreo com rotação completa para finalizar a onda, mas não concluiu a manobra. Em seguida, Gabriel Medina já respondeu com uma onda e recebeu 7.50. Mesmo com a onda sem tanta velocidade, o brasileiro saiu do tubo e deu duas rasgadas na água, mas também caiu ao tentar o aéreo na junção.

Sem perder tempo, Jack Robinson encontrou uma nova oportunidade e surfou outro tubo, que lhe rendeu 5.00 pontos e a retomada da liderança. No entanto, depois de ver seu adversário não obter sucesso em algumas tentativas, Medina aproveitou a prioridade e surfou um tubo espetacular para voltar ao topo. Repleto de técnica para passar pelas seções do tubo, o tricampeão mundial conquistou a pontuação de 9.43.

Enquanto os juízes avaliavam a nota de Gabriel Medina, Robinson aumentou seu somatório após pegar um tubo e tirar 6.27. Mesmo assim, o australiano ainda precisava combinar duas novas notas para ultrapassar o brasileiro, já que o placar naquele momento era de 16.93 contra 12.44. Por mais de dez minutos, a bateria abaixou o ritmo, tanto pela dificuldade do australiano quanto pela postura de Medina, confortável com a vantagem construída.

Com menos de doze minutos para o fim, Jack Robinson melhorou sua pontuação depois de entrar em mais um tubo e encerrar a onda com uma batida. O resultado foi uma nota de 8.23. Com isso, o australiano atingiu 14.50 na soma geral e precisava de 8.71 para assumir a liderança. Ciente disso, o brasileiro utilizou sua prioridade em um tubo curto e alcançou 7.03, nota insuficiente para ampliar sua pontuação.

O mar se acalmou nos minutos finais e, com o estouro do cronômetro e 16.93 a 14.50 no placar final, Gabriel Medina garantiu sua 18ª vitória em etapas da elite do surfe e seu primeiro título em 2026. “Isso significa muito. Tenho me esforçado bastante ao longo de todo o ano e viajado muito com minha equipe. Eu queria muito vencer este ano. Tem sido divertido, a jornada é divertida”, afirmou o surfista ao final da bateria, ainda na água.

A próxima etapa da WSL acontece em Pipeline, no Havaí, entre os dias 8 e 20 de dezembro. O Pipe Masters encerra a temporada e é nele que será decidido o campeão mundial de 2026. No top 5 do ranking, os brasileiros Yago Dora, Gabriel Medina, Italo Ferreira e Miguel Pupo são os favoritos para a conquista do título mundial. Se acontecer, será o nono troféu da vitoriosa geração da Brazilian Storm nos últimos doze anos.

Centroavante que atuava por clube das Ilhas Canárias sofreu parada cardiorrespiratória ao ser atingido pelo goleiro adversário e não resistiu.
por
Fernando Amaral Ferreira
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04/11/2026 - 12h

O atacante Jesús de Miguel Alameda, de 30 anos, que defendia o Club Deportivo Tenerife (CD Tenerife), morreu nesta terça-feira (03), às 8h (horário local), em Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha. A confirmação foi divulgada pelo próprio clube em comunicado oficial publicado na rede social X (antigo Twitter).

O lance que levou à morte do atleta aconteceu na segunda-feira (02), durante a partida entre o CD Tenerife e o Futbol Club Andorra (FC Andorra), válida pela segunda divisão do Campeonato Espanhol. O placar marcava dois a dois nos acréscimos do segundo tempo quando o centroavante disputou uma bola aérea após a linha do meio-campo e foi atingido pelo goleiro adversário, Jesús Owono, que havia saído da área para afastar a jogada.

Após a colisão, Jesús de Miguel caiu inconsciente no gramado e jogadores das duas equipes pediram a entrada imediata da equipe médica. O goleiro do FC Andorra recebeu cartão vermelho pelo lance, mas permaneceu no campo acompanhando o socorro ao colega. O atacante sofreu uma parada cardiorrespiratória (interrupção súbita dos batimentos cardíacos e da respiração), recebeu atendimento no gramado por mais de cinco minutos e foi reanimado dentro da ambulância, do lado de fora do estádio. Diante da situação, o árbitro Manuel Ángel Pérez Hernández comunicou aos capitães e aos treinadores a suspensão do confronto.

O atleta foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Nossa Senhora de Candelária, em Santa Cruz de Tenerife. No primeiro boletim, o CD Tenerife informou que o quadro clínico apresentava estabilidade, mas o jogador teve uma piora neurológica durante a madrugada e morreu na manhã seguinte. Em nota oficial, a diretoria do clube prestou solidariedade aos familiares:

"Estamos junto à sua família, aos seus entes queridos e a toda a torcida. A família de Jesús de Miguel agradece cada uma das manifestações de apoio recebidas e solicita respeito à sua privacidade."

A Polícia Nacional da Espanha abriu uma investigação sob supervisão judicial para apurar as circunstâncias do choque em campo. Segundo a Promotoria local, caberá à Justiça desportiva esclarecer se houve conduta imprudente ou intenção de causar dano na jogada. Até o momento, a defesa do goleiro Jesús Owono não se pronunciou sobre o procedimento policial.

Nascido em Madri no ano de 1996, Jesús de Miguel vestia a camisa nove do CD Tenerife, equipe à qual chegou em 2025 com contrato de três anos. Formado nas categorias de base do Club Deportivo Leganés, o centroavante construiu toda a carreira no futebol espanhol, com passagens por Club de Fútbol Fuenlabrada, Club de Fútbol Internacional de Madrid, Unionistas de Salamanca, Club Deportivo Artístico Navalcarnero e Club Deportivo Castellón — clube pelo qual conquistou o acesso à segunda divisão nacional antes de se transferir para a equipe das Ilhas Canárias.

 

Na imagem contém o jogador Jesús de Miguel, no jogo em que faleceu.
Jesús de Miguel em sua última partida pelo DC Tenerife - Foto: Sean Kearns / BBC


Nota oficial do Club Deportivo Tenerife
 

Ancelotti chama Estêvão, Endrick, Vitor Reis, Allan e Andrey Santos para a última data Fifa de 2026, mesmo com pouco espaço na Europa
por
Ivan Marino Iannace
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04/11/2026 - 12h

 

Carlo Ancelotti anunciou nesta quinta-feira (29) a última convocação da Seleção Brasileira em 2026. São 26 jogadores para os amistosos contra o Japão, em 14 de novembro, e contra Singapura, em 17 de novembro, os dois no Estádio Nacional de Singapura. A lista não tem representantes de Flamengo e Palmeiras, que disputam o título do Brasileirão, e chama atenção por incluir nomes que pouco jogam nos clubes de origem.

O próprio treinador admitiu o paradoxo na entrevista coletiva. Segundo ele, a convocação é jovem: são nove atletas em idade olímpica e 15 com menos de 23 anos.

O atacante Estêvão, de 19 anos, vive um início de temporada discreto no Chelsea, agora comandado por Xabi Alonso. Foram 197 minutos em 11 jogos, com apenas duas partidas como titular, ambas pela Copa da Liga Inglesa, contra Luton Town e Leeds. Ele sequer entrou em campo na eliminação para o Liverpool na mesma competição. 

Alonso atribuiu parte da baixa utilização à recuperação física após uma lesão e disse que o brasileiro terá mais oportunidades ao longo da temporada, como foi apurado pelo jornal Lance.

 

Estevão entrando em campo pelo Chelsea
Estêvão entrou do banco em nove dos 11 jogos que fez pelo Chelsea nesta temporada.
Foto: Reprodução/Instagram @estevaowilian_

 

 

Endrick está em situação parecida no Real Madrid. Na temporada 2026/27, soma 106 minutos em quatro jogos e um gol marcado. A baixa utilização se explica em parte pela concorrência, seja com o titular absoluto Mbappé ou com do espanhol Carlos Espí, jovem contratado para essa temporada. O técnico José Mourinho elogia o brasileiro, vetou um novo empréstimo e garante que ele terá oportunidades, mas até aqui tem sido pouco utilizado.

A lista também inclui jogadores do Manchester City que ainda buscam espaço. O zagueiro Vitor Reis, de 20 anos, voltou ao clube inglês após empréstimo ao Girona, onde foi titular em 37 dos 38 jogos que disputou e passou de 3.200 minutos em campo. 

No City, que agora tem Enzo Maresca no comando após a saída de Pep Guardiola, ele soma apenas um minuto na Premier League até o início de outubro. O meio-campista, Allan, também do clube, enfrenta um elenco de alta concorrência e é um dos cinco jogadores chamados pela primeira vez à Seleção principal.

Já Andrey Santos tem recebido algumas chances no Manchester United, mas, assim como os outros jovens convocados, ainda não se firmou como titular.

 

Allan comemorando um gol com a camisa do Manchester City
Em busca de minutos no Manchester City, Allan foi chamado pela primeira vez à Seleção Brasileira.
Foto: Reprodução/Instagram @allanelias04

 

Para o treinador, a Seleção pode olhar para além do momento dos clubes. "A Seleção tem objetivo diferente dos clubes", afirmou, e ainda defendeu que é preciso acompanhar os jovens que ele considera o futuro da equipe, mesmo quando não jogam. 

A aposta, porém, tem limite. A convocação funciona como voto de confiança no potencial dos jovens, mas não substitui a sequência de jogos necessária para o desenvolvimento. Nos amistosos em Singapura, será a chance de mostrarem em campo o que os clubes ainda não deram a eles.

A lista também deixa de fora nomes que vivem bom momento. O zagueiro Murillo, do Nottingham Forest, é titular na Premier League há três temporadas e só foi convocado uma vez, em 2025, por Dorival Júnior. Ancelotti ainda não o testou e preferiu chamar o companheiro de clube, Jair Cunha. O mesmo vale para Natan, do Betis, que também segue sem ter sido avaliado pelo italiano.

 

Murillo treinando com a Seleção Brasileira
Titular do Nottingham Forest há três temporadas, Murillo ainda não voltou à Seleção desde a estreia, contra a Argentina. Foto: Reprodução/Instagram @murillosantiago40


Mesmo sem minutagem, Estêvão e Endrick seguem entre os nomes acompanhados por Ancelotti para os próximos ciclos da Seleção, que têm como objetivos a Copa América de 2028 e a Copa do Mundo de 2030. Na coletiva, o treinador disse que a utilização nos clubes não será o único critério e que seguirá acompanhando Estêvão enquanto o considerar útil à Seleção, mesmo que ele não jogue no Chelsea.

Alvinegro perde de virada para o Vasco e se complica na briga contra o rebaixamento. Flamengo e Palmeiras seguem na disputa pelo título
por
Alice Begnini
Érico Soares
Guilbert Inácio
Guilherme Romero
Helena Campos
Jorge Zatz
Luciano Carvalho
Maria Luiza Pêgo
Miguel Alcântara
Pedro José Zolési
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27/10/2026 - 12h

A 32ª rodada do Campeonato Brasileiro foi disputada nos dias 23,24 e 26 de outubro. Não houve partidas no domingo por causa do segundo turno das eleições. Nos confrontos, a Chapecoense venceu a quarta na competição, Internacional e Grêmio venceram e respiram na briga contra o rebaixamento.

Cruzeiro 1x0 Remo

Cruzeiro e Remo abriram a rodada em um jogo isolado na última sexta-feira (23). A Raposa venceu o time paraense por 1 a 0 no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O gol foi do zagueiro Fabrício Bruno, no fim do primeiro tempo. Com o resultado, o time mineiro chegou aos 54 pontos e entrou no G4.Já o  Leão segue na zona de rebaixamento.

O primeiro tempo teve poucas oportunidades. Villalba e Matheus Pereira exigiram boas defesas do goleiro Marcelo Rangel, enquanto Jajá acertou a trave de Otávio, que fez uma grande defesa. O Cruzeiro controlou a bola no início e mostrou domínio, mas o Remo conseguiu segurar as investidas até os 31 minutos. 

A equipe paraense não se limitou a defender, foi ao ataque em algumas oportunidades e incomodou a defesa cruzeirense. Em uma delas, Jajá finalizou rasteiro da esquerda, a bola desviou em Otávio e bateu na trave. Pouco depois, ele voltou a assustar a torcida da casa.

O gol saiu no último lance da primeira etapa. Aos 50 minutos, Matheus Pereira cobrou escanteio na segunda trave, e Fabrício Bruno subiu sozinho para cabecear cruzado no canto esquerdo de Marcelo Rangel.

A imagem mostra Matheus Pereira, do Cruzeiro, à direita tocando a bola para a esquerda
Com 11, Matheus Pereira é o líder de assistência do Cruzeiro na temporada. Foto: @Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Já no segundo tempo, o duelo seguiu com poucas chances e muitos erros de passe no terço final, de ambos os lados. O Cruzeiro fez mudanças ao longo da etapa: Matheus Henrique entrou no lugar de Zé Lucas aos 16 minutos, e Wesley substituiu Arroyo aos 25. Aos 35, Fagner e Bruno Rodrigues entraram nas vagas de William e Gerson. Keny Arroyo sentiu um problema físico e foi substituído durante a partida. William e Gerson deixaram o gramado sob vaias nos minutos finais. 

Com as mudanças, o Cruzeiro conseguiu evitar as investidas do Remo durante o restante do jogo. A melhor oportunidade saiu de um escanteio de Matheus Pereira. O meia cobrou na segunda trave e Fabrício Bruno cabeceou para baixo, mas Marcelo Rangel defendeu. 

Os cartões amarelos foram todos distribuídos para o Leão, os autores das faltas foram: Patrick, Marcelinho e Zé Ivaldo.

Com o resultado, a Raposa chegou à quarta vitória nos últimos cinco jogos e alcançou os 54 pontos, assumindo a terceira colocação.

O Remo segue na 19ª posição, com 26 pontos. A equipe soma 12 partidas sem vitória, com cinco empates e sete derrotas. 

Internacional 3X0 Botafogo

No último sábado (24), sete partidas foram disputadas no dia devido ao segundo turno das eleições no domingo (25). Às 16h30, o Internacional venceu o Botafogo por 3 a 0 no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Com gols de Matheus Bahia, Juninho e Bernabei, o Colorado conquistou três pontos importantes na luta contra o rebaixamento e deixou a zona.

Com o resultado, o Internacional chegou a 35 pontos e assumiu a 16ª colocação. Já o Botafogo permaneceu em 11º lugar, com 39 pontos.

A partida começou com dificuldades para as duas equipes devido ao gramado pesado por conta das fortes chuvas em Porto Alegre. 

Aos 11 minutos do primeiro tempo, Bruno Gomes finalizou de fora da área, mas parou na defesa do goleiro botafoguense. Na sequência, o Internacional manteve a pressão e chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.

O placar foi aberto aos 31 minutos. Após boa jogada de Aguirre pela direita, o lateral cruzou para a área, e Matheus Bahia apareceu na segunda trave para completar e colocar o Colorado em vantagem. 

O Botafogo tentou reagir e teve uma oportunidade com Tiquinho Soares, mas o goleiro Kauan Jesus evitou o empate. Nos acréscimos, após cobrança de escanteio e uma sobra na área, Juninho girou e finalizou de perna esquerda para ampliar o marcador. O Inter foi para o intervalo com 2 a 0 de vantagem.

Na volta, o Internacional continuou superior e buscou ampliar a vantagem. Aos 20 minutos da segunda etapa, Alan Patrick encontrou Alerrandro em um contra-ataque rápido. O atacante avançou, invadiu a área e tocou para Bernabei, que finalizou para marcar o terceiro gol da equipe gaúcha.

Mesmo em desvantagem, o Botafogo tentou diminuir o placar. Aos 30 minutos, Ziyech recebeu em boa condição para finalizar, mas parou em mais uma defesa de Kauan Jesus. Três minutos depois, Marçal acertou a trave em uma finalização após o rebote de um escanteio. Apesar das oportunidades, a equipe carioca não conseguiu converter as chances em gols. 

Com uma atuação consistente, o Internacional administrou a vantagem até o apito final e confirmou a vitória por 3 a 0.

A imagem mostra jogadores do Internacional comemorando o gol
Inter precisa de dez dos 18 pontos disputados nas próximas rodadas para escapar do rebaixamento. Foto: Ricardo Duarte/ SC Internacional

Mirassol 1X1 São Paulo

Também às 16h30, Mirassol e São Paulo empataram por 1 a 1 no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol (SP). Em uma partida amarrada e sem grandes chances, o resultado não foi bom nem ruim para as equipes: o Tricolor segue distante do G-6, enquanto o Leão Caipira soma mais um ponto na briga contra o rebaixamento. Neto Moura e Pedro Lima confronto..

O Mirassol abriu o placar logo aos sete minutos, em lance de bola parada iniciado por Reinaldo. O camisa 6 cobrou falta na área, Neto Moura subiu para cabecear, a bola bateu na trave e voltou na nuca do goleiro Rafael. Apesar do lance infeliz, Rafael se redimiu e foi eleito craque do jogo por torcedores e especialistas.

Ainda no primeiro tempo, o São Paulo buscou o empate e conseguiu aos 39 minutos. Pedro Lima apareceu na área para finalizar e deixar tudo igual. 

A imagem mostra Pedro Lima, do São Paulo, comemorando o gol
O gol foi o primeiro de Pedro Lima, jogador emprestado, com a camisa do Tricolor. Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

Aos 16 minutos do segundo tempo, o São Paulo quase conseguiu a virada. Lucas Moura recebeu na entrada da área, driblou a marcação e finalizou com força, mas a bola explodiu na trave, mas o 1 a 1 permaneceu até o apito final, apesar da pressão final do Mirassol, que tentou o gol da virada jogando em casa.

Com o resultado, o Mirassol chegou aos 37 pontos e segue na 15ª colocação, três à frente do Grêmio, primeiro time na zona de rebaixamento. Já o São Paulo foi a 43 pontos, na nona posição. 

Vitória 1X1 Athletico-PR

Vitória e Athletico-PR empataram por 1 a 1 no último jogo das 16h30. A partida foi no Barradão, em Salvador (BA). O confronto teve os dois gols no primeiro tempo, o de Jamerson contra para a equipe paranaense e o de Renato Kayzer para garantir o empate aos mandantes.

O Athletico-PR abriu o placar aos 23 minutos da primeira etapa. Em um lance infeliz para o Vitória. Jamerson mandou a bola para a própria rede e colocou o Furacão em vantagem. O gol contra obrigou o Leão a buscar uma reação diante de sua torcida.

A resposta veio apenas seis minutos depois. Aos 29, Renato Kayzer balançou as redes, deixou o placar igualado e recolocou o Vitória na partida. Depois do início movimentado, as equipes não conseguiram marcar novamente e o empate permaneceu até o apito final.

A imagem mostra Kayzer, do Vitória, comemorando o gol
Kayzer chegou a 14 gols na temporada. Reprodução: Instagram/@renatokayzer

Na segunda etapa, o confronto seguiu equilibrado, sem que nenhum dos times conseguisse transformar suas investidas em um novo gol. Com o resultado, Vitória e Athletico-PR somaram um ponto cada na competição.

Palmeiras 2X0 Red Bull Bragantino

Mais tarde, às 18h30, Palmeiras e Red Bull Bragantino se enfrentaram na Arena Barueri, em São Paulo. Com gols de Maurício, em cobrança de pênalti, e Agustín Giay, o Verdão garantiu mais três pontos importantes na reta final da competição e se mantém na disputa pelas primeiras posições da tabela. Com o resultado, a equipe palmeirense segue na briga pelo título brasileiro, enquanto o RB Bragantino precisará buscar a recuperação nas próximas rodadas.

O Palmeiras começou a partida pressionando o RB Bragantino e criando oportunidades para abrir o placar na Arena Barueri. Aos 18 minutos, o atacante Ramón Sosa marcou um gol, porém o juiz marcou impedimento no lance. Aos 32 minutos, o atacante palmeirense teve uma cobrança de pênalti e chutou para fora. 

Nos acréscimos, após revisão do VAR, o árbitro marcou outra penalidade para o Verdão, desta vez por toque de mão do zagueiro Guzmán Rodríguez. O meia Maurício foi para a cobrança e converteu para colocar o time alviverde em vantagem antes do intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o Palmeiras manteve o controle da partida e continuou criando chances para ampliar o marcador. O goleiro Tiago Volpi, do Bragantino, fez defesas importantes para evitar que a diferença aumentasse. Aos 32 minutos da etapa final, Agustín Giay recebeu a bola após uma jogada construída pelo ataque palestrino e marcou o segundo gol, o que garantiu maior tranquilidade à equipe. O Bragantino teve dificuldades para ameaçar a defesa adversária, e o placar permaneceu em 2 a 0 até o apito final.

A imagem mostra Giay e Flaco López, ambos do Palmeiras, comemorando o gol
Palmeiras vence e se mantém nas briga pelo título de três competições. Reprodução: Instagram/@palmeiras 

Com a vitória, o Palmeiras chegou a 69 pontos e segue na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Já o RB Bragantino permanece com 41 pontos, ocupando a décima posição na tabela. 

Vasco 3X2 Corinthians

Também às 18h30, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), Vasco e Corinthians entraram em campo. O Cruzmaltino venceu o Timão por 3 a 2, de virada. Marino Hinestroza apareceu duas vezes nos minutos finais e garantiu a vitória carioca. O resultado levou a equipe para os 38 pontos, enquanto o clube do Parque São Jorge permaneceu na zona de rebaixamento, com 33.

O Vasco começou a partida com maior intensidade e criou boas oportunidades nos primeiros minutos. Aos oito minutos, após uma jogada pela direita, Andrés Gómez cruzou para a área, e Colidio finalizou de primeira, mas Hugo Souza fez boa defesa e evitou o gol.

A pressão dos donos da casa continuou. Pouco depois, Rodrigo Garro afastou mal uma bola nas proximidades da área, e Andrés Gómez aproveitou a sobra para acionar Puma Rodríguez. O lateral arriscou uma finalização perigosa, que passou próxima à meta corintiana.

A primeira oportunidade do Corinthians surgiu aos 16 minutos, após um erro da defesa adversária na saída de bola. Breno Bidon encontrou Yuri Alberto dentro da área, mas o atacante, apesar do domínio em uma jogada difícil, não conseguiu finalizar antes da intervenção de Léo Jardim.

Três minutos depois, o camisa 9 voltou a ameaçar. Fabrizio Angileri encontrou um passe entre o lateral e o zagueiro, deixou Yuri Alberto em boas condições para concluir, mas o atacante finalizou rasteiro e parou na primeira defesa do goleiro vascaíno.

Aos 34 minutos, a superioridade inicial do Vasco se transformou em vantagem no marcador. Cuiabano cruzou para a área, e a defesa desviou a bola. Hugo Souza se atrapalhou na pequena área, enquanto Gustavo Henrique afastou como pôde. Atento ao rebote, Puma Rodríguez dominou e finalizou para abrir o placar em São Januário.

Dois minutos depois, o Vasco sofreu uma baixa. O colombiano Andrés Gómez sentiu uma lesão e precisou deixar o campo. Marino Hinestroza entrou em seu lugar e quase participou do segundo gol ainda na etapa inicial.

Aos 40 minutos, o substituto recebeu um passe em profundidade, invadiu a área e ficou cara a cara com Hugo Souza. Em vez de finalizar, tentou servir Bruno Duarte, mas errou o passe, e Matheuzinho conseguiu interceptar a jogada.

Na volta do intervalo, o Corinthians apresentou uma postura mais ofensiva, consciente da necessidade de conquistar os três pontos para tentar deixar a zona de rebaixamento.

Logo aos três minutos, Garro acionou Matheus Bidu pela esquerda. O lateral arriscou um chute forte de fora da área, e Léo Jardim espalmou para escanteio.

A pressão paulista surtiu efeito no minuto seguinte. Após cobrança de lateral de Matheuzinho, Breno Bidon recebeu e cruzou para Gustavo Henrique. O zagueiro desviou levemente a bola, tirou o goleiro da jogada e deixou tudo igual: 1 a 1.

Embalado pelo empate, o Corinthians manteve a intensidade. Aos oito minutos, Gustavo Henrique lançou Yuri Alberto nas costas da defesa vascaína. O centroavante dominou, avançou em direção ao gol e finalizou com força, mas mandou para fora.

A virada aconteceu aos 11 minutos. Breno Bidon encontrou Angileri pelo lado esquerdo, e o argentino ameaçou finalizar duas vezes, até abrir espaço na defesa adversária. Na sequência, arriscou o chute, e Matheus Bidu desviou de peito para superar Léo Jardim e colocar o Timão à frente: 2 a 1.

O Vasco tentou reagir aos 18 minutos, quando Puma Rodríguez cruzou para Bruno Duarte. Próximo à pequena área, o atacante não conseguiu dominar corretamente e permitiu que Matheuzinho afastasse o perigo com um toque de calcanhar.

Com a vantagem no placar, o Corinthians recuou suas linhas e apostou nos contra-ataques para ampliar o resultado. Aos 23 minutos, Matheus Bidu lançou Yuri Alberto, que avançou contra três defensores, aplicou uma bela finta em Thiago Mendes, mas acabou bloqueado por Saldivia no momento da finalização.

Três minutos depois, os visitantes desperdiçaram outra grande oportunidade. Charles encontrou Matheus Bidu em profundidade, e o lateral procurou Yuri Alberto dentro da área. Léo Jardim interceptou o cruzamento, mas a bola sobrou para Kaio César, que, mesmo sem goleiro à sua frente, finalizou de primeira para fora.

Aos 31 minutos, o Corinthians promoveu duas alterações. Yuri Alberto e Matheus Bidu deixaram o campo para as entradas de Gui Negão e Jesse Lingard.

O Vasco encontrou dificuldades para furar o bloqueio adversário durante boa parte do segundo tempo. Entretanto, aos 39 minutos, a equipe carioca voltou a levar perigo. Após Allan afastar mal um cruzamento, David aproveitou a sobra próximo à pequena área e finalizou com força, mas Hugo Souza fez uma grande defesa para preservar a vantagem corintiana.

A resistência paulista, porém, terminou aos 42 minutos. Lucas Piton levantou a bola na área, Allan tentou afastar, mas o corte saiu errado. Hinestroza aproveitou o rebote e finalizou de primeira, rasteiro, entre Lingard e Hugo Souza, para empatar a partida em 2 a 2.

O gol mudou completamente o cenário do confronto. Pressionado pela situação na tabela, o Corinthians se lançou ao ataque em busca da vitória, mas deixou espaços na defesa.

Após um cruzamento errado de Gustavo Henrique, Hinestroza iniciou um contra-ataque em velocidade. O colombiano tabelou com David dentro da área e, na conclusão da jogada, finalizou alto, sem chances de defesa para Hugo Souza.

O terceiro gol decretou uma virada dramática em São Januário e transformou o atacante colombiano no principal personagem da vitória vascaína. Hinestroza, que entrou ainda no primeiro tempo após a lesão de Andrés Gómez, marcou duas vezes na reta final e mudou o destino da partida.

A imagem mostra Hinestroza, do Vasco, comemorando o gol
Os dois gols marcados na partida foram os primeiros de Hinestroza com a camisa do Vasco. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Para o Corinthians, a derrota teve um peso ainda maior. Depois de reverter a desvantagem no início do segundo tempo, a equipe desperdiçou oportunidades para ampliar o placar, não conseguiu sustentar o resultado e deixou escapar três pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

Com o triunfo, o Vasco chegou aos 38 pontos e subiu para a 13ª colocação do Campeonato Brasileiro, além de conquistar um resultado importante para se afastar das últimas posições. O Corinthians, por outro lado, permaneceu com 33 pontos, dentro da zona de rebaixamento, e aumentou a pressão sobre a equipe na reta final da competição.

O próximo compromisso do Vasco será na quinta-feira (29), às 20h, contra o Flamengo. Já o Corinthians receberá o Mirassol na sexta-feira (30), também às 20h, na Neo Química Arena, em um confronto direto na luta pela permanência na Série A.

Chapecoense 2X1 Fluminense

Às 19h30, a Chapecoense venceu o Fluminense por 2 a 1, na Arena Condá, em Chapecó (SC). Com gols de Giovanni Augusto e Yannick Bolasie, a Chape garantiu a quarta vitória na competição, mas segue na última colocação com a chance baixa de se salvar do rebaixamento. Guga fez o gol do Tricolor das Laranjeiras, que acumula quatro jogos sem vencer no campeonato.

A Chape entrou em campo sem seu zagueiro titular Kauan Faria, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. João Paulo fez a dupla de zaga com Eduardo Doma. Por outro lado, o time do técnico Rafael Lacerda contou com o atacante Marcinho de volta ao time após cumprir suspensão automática no último jogo.

Já o Flu, do técnico Marcão, entrou cheio de mudanças após a recente eliminação na Libertadores. Ficaram de fora: os lesionados Julián Millán, John Kennedy e Matheus Martinelli, Alisson e Matheus Reis, que ficaram no Rio para realizar trabalhos de transição física, e o suspenso Jefferson Savarino. Thiago Silva e Agustín Canobbio foram poupados e ficaram no banco.

Com as ausências, o Tricolor das Laranjeiras foi a campo com Igor Rabello e Ignácio na zaga, Hércules como volante e Wesley Natã e Kevin Serna no ataque.

No início do primeiro tempo, a Chape se postou atrás e marcou forte para tentar contra-atacar. A estratégia deu certo. Aos sete minutos, Garcez interceptou passe de Nonato e armou o contra-ataque. A jogada resultou em lateral, cobrado na área. O Flu conseguiu ficar com a bola, mas Natã tentou driblar e foi desarmado pelo lateral Bruno Pacheco. A bola sobrou para Giovanni Augusto que cruzou para Bolasie na pequena área. Com um toque simples, o atacante venceu o goleiro Fábio e abriu o placar.

O Tricolor foi para o ataque e, na primeira grande oportunidade, empatou o jogo. Aos 30, Guilherme Arana cruzou na área, Hulk mandou de cabeça para o meio e Guga ajeitou e com a bola no ar chutou para o fundo da rede.

Bolasie tentou ampliar para a Chape aos 41 com um chute rasteiro da meia lua, mas Fábio caiu para defender. Apesar dos gols, as equipes foram para o intervalo com poucas chances de ataque.

Para a segunda etapa, Lacerda trocou Garcez por Tulio Eduardo. O Flu não fez mudanças.

Aos sete da segunda etapa, Serna deu um passe em profundidade para Ganso na área. O jogador ajeitou e chutou no gol, mas o goleiro Anderson espalmou para escanteio. Três minutos depois, Giovanni Augusto recebeu na esquerda, conduziu para o meia e tocou para Túlio, que devolveu de primeira para o atacante bater da meia lua no canto direito de Fábio. 2 a 1 Chape.

A imagem mostra Giovanni Augusto, da Chapecoense, comemorando o gol
Giovanni Augusto foi o melhor jogador em campo. Foto: João Pedro Zatta Grolli/ Chapecoense

Aos 20, Riquelme entrou no lugar de Natã, e Luciano Acosta na vaga de Ganso. Dois minutos depois, Riquelme cruzou a bola na medida para Serna na pequena área, mas ele cabeceou fraco e Anderson defendeu em dois tempos. Dez minutos depois, Acosta fez bela jogada na área com um chapéu na zaga e ficou de frente para o goleiro, mas finalizou para cima do gol. 

Serna teve outras duas chances de empatar. A primeira aos 42 com um chute colocado de fora da área no ângulo direito, porém o goleiro catarinense fez uma ponte para defender. Na segunda, no último minuto dos acréscimos, o atacante recebeu sozinho um cruzamento de Guga na pequena área, mas ao tentar mandar no contrapé do goleiro, ele cabeceou para fora.

O Fluminense teve 74% de posse de bola e 16 chutes no gol, dez a mais que a Chape, mas não conseguiu empatar. O Flu chegou a quatro derrotas seguidas na competição e permanece com 54 pontos na quinta colocação.

Já a Chape chegou a quarta vitória na competição em 32 jogos. Com 21 pontos, o time catarinense permanece na última colocação, praticamente rebaixado para a segunda divisão.

Santos 1X1 Bahia

Santos e Bahia disputaram o último jogo do sábado na Vila Belmiro, em Santos (SP). A partida terminou empatada em 1 a 1 e foi marcada pela polêmica entre Neymar e Rodrigo Nestor, do Bahia. Além da forte chuva que prejudicou as condições do gramado, a expulsão do camisa 10 santista gerou repercussão após o apito final.

O Santos começou melhor e criou oportunidades para abrir o placar, mas encontrou dificuldades para converter as chances. Aos 31 minutos, começou a briga que marcou o confronto. Neymar recebeu cartão amarelo após jogar a bola contra Rodrigo Nestor durante uma discussão. A tensão continuou ao longo da etapa inicial

Aos 39 minutos do primeiro tempo, Luciano Juba aproveitou uma jogada ofensiva e colocou o Bahia em vantagem. O gol aumentou a tensão da partida, quando o atacante se desentendeu com integrantes da comissão técnica adversária.

A imagem mostra Luciano Juba, do Bahia, e companheiros comemorando o gol
Com 23 gols, Luciano Juba é o artilheiro do Esquadão de Aço na temporada 2026. Foto: Catatina Brandão/Bahia

A maior polêmica aconteceu no intervalo. Neymar provocou Nestor. Enquanto falava, o jogador santista tampou a boca com a mão, gesto que motivou a intervenção do VAR. Após revisar as imagens, o árbitro Sávio Pereira Sampaio aplicou o cartão vermelho direto ao jogador.

A decisão revoltou o jogador, que contestou a interpretação da arbitragem. Posteriormente, a CBF divulgou a análise do lance e explicou os motivos da expulsão, previstos na lei Vini Jr. que pune jogadores que cobrem a boca propositalmente para provocar o adversário.

Mesmo com um jogador a menos, o Santos continuou com a busca pelo empate e conseguiu marcar aos 48 minutos do segundo tempo, com o zagueiro Luan Peres, após cobrança de escanteio de Rollheiser.

Com o apito final, o empate garantiu um ponto para cada equipe, mas a discussão que envolveu Neymar se tornou um dos assuntos mais comentados da rodada. O atacante também ficará de fora do jogo contra o Palmeiras na próxima rodada por conta da suspensão. Dentro de campo, o resultado manteve a disputa por uma vaga nas competições continentais para ambas as equipes, enquanto, fora dele, a expulsão reacendeu o debate sobre o comportamento dos jogadores.

Coritiba 0X1 Grêmio

Na última segunda-feira (26), o Grêmio venceu o Coritiba por 1 a 0, no Couto Pereira, em Curitiba (PR). Martin Braithwaite marcou de cabeça nos acréscimos e garantiu a primeira vitória gremista como visitante na competição e tirou o time da antepenúltima colocação.

Com o resultado, o Grêmio chegou aos 34 pontos, ultrapassou o Corinthians e assumiu a 17ª colocação. O time paulista caiu para 18º, enquanto o Tricolor gaúcho ficou a apenas um ponto do Internacional, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. O Coritiba permaneceu com 39 pontos, na 12ª posição.

O primeiro tempo teve chances para os dois lados e boas atuações dos goleiros. O Grêmio quase abriu o placar aos doze minutos, quando Carlos Vinícius encontrou Pavón e o argentino serviu Amuzu, que parou em Pedro Morisco.

O Coritiba respondeu com Pedro Rocha e Josué, mas Weverton evitou o gol nas duas chegadas. Pouco depois, Carlos Vinícius tentou uma finalização de letra após cruzamento de Pavón e acertou a trave. Amuzu ainda obrigou Morisco a fazer outra defesa antes do intervalo.

A melhor oportunidade do Coritiba na primeira etapa veio aos 43 minutos. Josué encontrou Lavega livre dentro da área, mas o uruguaio finalizou em cima de Weverton e perdeu a chance de colocar o time da casa em vantagem.

O Coxa voltou melhor no segundo tempo e quase marcou aos seis minutos. Josué cruzou para Sebastián Gómez, que apareceu livre e cabeceou rente ao travessão. O Grêmio respondeu pouco depois com Wallace, que também cabeceou com perigo e obrigou Morisco a fazer outra boa defesa.

A partir daí, o time gaúcho começou a controlar mais a partida. Renato Portaluppi tirou Balbuena, desmontou o esquema com três zagueiros e colocou jogadores mais ofensivos em campo. Enamorado, Krovinović, Caio Paulista e Braithwaite entraram ao longo da segunda etapa.

Morisco continuou com suas defesas para segurar o empate, mas não conseguiu evitar o gol nos acréscimos. Krovinović cobrou escanteio curto para Amuzu, que cruzou para Braithwaite ganhar pelo alto e cabecear para o gol. O dinamarquês havia entrado poucos minutos antes e decidiu a partida praticamente no último lance.

A imagem mostra Braithwaite, do Grêmio, e companheiros comemorando o gol
Braithwaite encerrou uma sequência de 19 jogos sem marcar e fez seu primeiro gol no Brasileirão de 2026. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA 

O Grêmio, na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, tentará deixar a zona de rebaixamento. A equipe soma 34 pontos e está a apenas um do Internacional.

Com 39 pontos, o Coritiba tenta aumentar a distância para a parte de baixo da tabela depois de chegar ao sétimo jogo consecutivo sem vencer.

Flamengo 3x2 Atlético-MG

Mais tarde, às 20h, no último jogo da rodada, o Flamengo recebeu o Atlético-MG no Maracanã. O jogo terminou com vitória do Mengão por 3 a 2, mas o jogo contou com muita emoção, e polêmica em pênalti marcado no fim do jogo, que deu a vitória ao time da casa.

A partida começou eletrizante. No primeiro minuto de jogo, Pedro recebeu uma enfiada na frente e finalizou com dificuldades para boa defesa do goleiro Gabriel Delfim. Em sequência, aos seis minutos, o Galo teve um contra-ataque rápido, iniciado com grande passe de Vitor Hugo, que achou Preciado em disparada. O Atlético aproveitou a vantagem numérica. O meia entrou na área e deu o passe para trás para Bernard bater firme e abrir o placar.

O Flamengo seguiu em cima após sair atrás no placar. Aos 13, Plata conduziu a bola com a perna canhota e finalizou uma bola com força que acertou em cheio a cabeça do zagueiro Vitão.Cinco minutos depois, em cobrança de escanteio, Arrascaeta achou belo cruzamento na medida para Pulgar, que cabeceou bem e forçou grande defesa de Delfin. Com 26, em cruzamento de Varela, Pedro cabeceou uma bola que passou perto da trave.

O Flamengo seguiu postado no campo de ataque pressionando o Galo, mas sem conseguir aproveitar as diversas chances criadas. Aos 32, o Atlético teve bom contra-ataque, e Vitor Hugo cara a cara finalizou para defesa de Rossi. Um minuto depois, o Mengão voltou a subir, e com a bola dominada pela esquerda, Plata arrastou e cruzou fechado. A bola sobrevoou a área e pegou o goleiro desprevenido, que falhou mesmo com um quique no gramado. Bola no fundo das redes.

A atmosfera cresceu ainda mais com o empate. Na sequência, aos 41, o Flamengo conseguiu roubar a bola no ataque. Pulgar achou Samuel Lino, que ajeitou com um toque para Arrascaeta conduzir a bola para dentro da área e finalizar rasteiro e virar o placar.

A imagem mostra Arrascaeta, do Flamengo, comemorando o gol
Arrascaeta volta a marcar após ter voltado de lesão sofrida em setembro. Reprodução: Instagram/ @flamengo

A primeira etapa terminou bem para o time da casa. O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro acabou, com o Flamengo pressionando e roubando a bola no ataque, desta vez para uma finalização de fora da área que saiu pela linha de fundo.

O Galo conseguiu se soltar aos poucos. Aos 13 minutos do segundo tempo, em grande invertida de Vitor Hugo em direção a área, Renan Lodi apareceu livre e finalizou de primeira, sem chances para Rossi, para empatar a partida.

O Atlético aproveitou a desatenção do adversário, e logo em seguida com 15 minutos, em bola enfiada para Preciado, criou boa chance, mas Rossi saiu bem e acabou com a jogada.

Três minutos depois, em bola parada, Arrascaeta levantou cruzamento e Leo Ortiz cabeceou, o que fez Delfim fazer uma boa defesa com a ponta dos dedos. Aos 27, em outra bola parada de Arrascaeta, Bruno Henrique recebeu na medida para cabecear, mas a bola passou na frente do gol e saiu pela linha de fundo.

Com 36 minutos, em bola disputada na defesa do Flamengo, o Galo levou a melhor e com toque preciso de Natanael para trás, Bernard bateu pressionado com a esquerda e mandou para fora. Em sequência, aos 41, o Atlético saiu jogando errado e deu a bola para Freitas na frente da área. O jogador bateu firme e Delfim voou para fazer a defesa em dois tempos.

O jogo se aproximava do fim. No último lance, aos 51, o Flamengo tentava arrancar a vitória. Em um cruzamento para Léo Pereira que dividiu no alto com Renan Lodi, a bola ficou em disputa. Lodi chegou um pouco atrasado e cometeu o pênalti  no zagueiro do Mengão.

A cobrança foi autorizada, e Carrascal caminhou para a bola e bateu firme no canto esquerdo sem chances para o goleiro.

O jogo encerrou em 3 a 2 para o Flamengo que conseguiu manter a liderança do brasileirão. 

Próxima rodada

Quarta-feira (28)

Red Bull Bragantino x Chapecoense, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 19h30;

Santos x Palmeiras, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 19h30;

Fluminense x Internacional, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 19h30;

Remo x Botafogo, no Estádio Banpará Baenão, em Belém (PA), às 21h30;

Bahia x São Paulo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h30.

Quinta-feira (29)

Atlético-MG x Cruzeiro, na Arena MRV, em Belo Horizonte, às 19h30;

Vasco x Flamengo, no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h;

Grêmio x Athletico-PR, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 21h30.

Sexta-feira (30)

Corinthians x Mirassol, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 20h.

Sábado (31)

Coritiba x Vitória, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), às 16h.

Todos os horários são de Brasília.

Atacante inglês recebe o prêmio pela primeira vez, enquanto espanhola alcança o tricampeonato
por
Pedro José de Olveira Zolési
|
29/10/2026 - 12h

O atacante Harry Kane, do Bayern de Munique, e a meio-campista Alexia Putellas, do London City Lionesses, foram os grandes vencedores da Bola de Ouro 2026, realizada na segunda-feira (26), no London Palladium Theatre, em Londres, na Inglaterra. A premiação, organizada pela revista France Football em parceria com a UEFA, reuniu alguns dos principais nomes do futebol mundial e reconheceu os destaques da temporada 2025/2026.

A cerimônia marcou os 70 anos da premiação e aconteceu pela primeira vez na capital inglesa. Além das tradicionais Bolas de Ouro masculina e feminina, o evento distribuiu troféus em categorias destinadas a jovens talentos, goleiros, treinadores, artilheiros e clubes.

O Brasil contou com representantes em diferentes categorias, mas terminou a cerimônia sem conquistas individuais.

Na disputa pela Bola de Ouro masculina, Vinícius Júnior, do Real Madrid, alcançou a 17ª colocação. Entre os defensores, Gabriel Magalhães, do Arsenal, terminou em 21º lugar, enquanto Marquinhos, do Paris Saint-Germain, ocupou a 25ª posição.

No futebol feminino, Lorena, goleira da Seleção Brasileira e do Kansas City Current, foi a única representante do país entre as 30 finalistas. A atleta encerrou a votação da Bola de Ouro na 28ª colocação e também figurou entre as cinco candidatas ao Troféu Yashin, destinado à melhor goleira da temporada.

O Flamengo foi outro representante brasileiro na premiação. Campeão da Libertadores de 2025, o clube carioca concorreu ao título de melhor equipe masculina do ano.

A primeira categoria anunciada foi o Troféu Kopa, destinado aos melhores jovens jogadores da temporada.

No futebol feminino, a espanhola Vicky López, de 20 anos, conquistou o prêmio pelo segundo ano consecutivo. A meio-campista do Barcelona repetiu o feito de 2025 e consolidou seu nome entre as principais promessas da modalidade.

Já na categoria masculina, o vencedor foi Lamine Yamal, de 19 anos. O atacante do Barcelona recebeu o reconhecimento após mais uma temporada de destaque pelo clube catalão e pela seleção espanhola.

Lamine Yamal com o troféu Kopa
Lamine Yamal alcançou seu terceiro Troféu Kopa consecutivo, após ser reconhecido como o melhor jogador jovem do mundo nas edições de 2024 e 2025. Foto: Reprodução/Instagram/@fcbarcelona

Na sequência, o Troféu Johan Cruyff premiou os melhores treinadores do ano. Luis de la Fuente, comandante da seleção espanhola campeã da Copa do Mundo de 2026, venceu na categoria masculina. Na feminina, Pere Romeu, técnico do Barcelona, conquistou a distinção após uma temporada de títulos à frente da equipe catalã.

O Barcelona conquistou o prêmio de melhor clube feminino do ano após uma campanha marcada por títulos nacionais e internacionais. A equipe espanhola venceu a Liga dos Campeões Feminina, o Campeonato Espanhol, a Copa da Rainha e a Supercopa da Espanha, com domínio nas principais competições que disputou.

Na categoria masculina, o Paris Saint-Germain recebeu o reconhecimento. O clube francês conquistou a Liga dos Campeões pela segunda temporada consecutiva e também levantou o troféu do Campeonato Francês, da Supercopa da UEFA e da Supercopa da França, além da Copa Intercontinental da FIFA, disputada em dezembro de 2025.

O bicampeonato europeu teve peso especial na escolha. Com a conquista de 2026, o PSG se tornou apenas o primeiro clube a vencer duas edições consecutivas da Liga dos Campeões desde a adoção do atual formato da competição na temporada 2024/2025. 

No Troféu Yashin, que reconhece os melhores goleiros e goleiras do futebol mundial, os dois vencedores foram espanhóis.

Entre os homens, Unai Simón, do Athletic Bilbao, recebeu o prêmio após suas atuações pelo clube e pela seleção da Espanha. Na categoria feminina, Cata Coll, do Barcelona, ficou com o troféu e superou as demais finalistas, entre elas a brasileira Lorena.

O atacante inglês Bukayo Saka, do Arsenal, foi o vencedor do Prêmio Sócrates, destinado a jogadores que se destacaram por ações humanitárias e projetos sociais fora dos gramados.

O reconhecimento teve como um dos principais motivos a participação do atleta em iniciativas de assistência médica a crianças em situação de vulnerabilidade. Em parceria com a organização beneficente BigShoe, Saka financiou cirurgias para 120 crianças em Kano, na Nigéria, em 2022. No ano seguinte, também contribuiu para procedimentos médicos de outras 100 crianças em Ruanda, no Quênia e na Tanzânia.

As ações reforçaram o compromisso social do atacante, que utilizou sua projeção internacional para apoiar comunidades com acesso limitado a tratamentos de saúde.

O Troféu Gerd Müller, destinado aos principais artilheiros da temporada, teve como vencedores Harry Kane, do Bayern de Munique, e Charlyn Corral, do Pachuca, do México.

Na categoria masculina, o inglês recebeu a distinção após marcar 73 gols em 65 partidas, números que incluíram suas atuações pelo clube alemão e pela seleção da Inglaterra na temporada 2025/2026.

Entre as mulheres, Charlyn Corral conquistou o reconhecimento depois de anotar 49 gols em 49 jogos pelo Pachuca e pela seleção mexicana. A atacante se tornou a primeira jogadora do México a receber o troféu, um marco para o futebol feminino do país.

Após a entrega das demais premiações, chegou o momento de revelar os dois principais troféus da noite.

No futebol feminino, a espanhola Alexia Putellas conquistou sua terceira Bola de Ouro e repetiu os triunfos de 2021 e 2022. A meio-campista de 32 anos foi peça importante nas conquistas do Barcelona durante a temporada 2025/2026, antes de deixar o clube espanhol para defender o London City Lionesses, da Inglaterra.

A polonesa Ewa Pajor, também do Barcelona, terminou na segunda colocação, enquanto a jamaicana Khadija Shaw, do Manchester City, completou o pódio.

Com o tricampeonato, Putellas voltou ao topo do futebol mundial após quatro anos e consolidou sua trajetória entre as maiores vencedoras da história da premiação feminina, empatada com Aitana Bonmatí.

Na categoria masculina, a disputa ficou concentrada entre Harry Kane, Kylian Mbappé e Lamine Yamal, três dos principais destaques da temporada europeia.

O atacante inglês do Bayern de Munique levou a melhor e conquistou a primeira Bola de Ouro da carreira. Mbappé, do Real Madrid, terminou em segundo lugar, enquanto Yamal, do Barcelona, completou o pódio.

Harry Kane e Alexia Putellas com seus respectivos prêmios
Após 45 anos, o Bayern de Munique voltou a ter um vencedor da Bola de Ouro. O último havia sido Karl-Heinz Rummenigge, em 1981. Foto: Reprodução/Instagram/@ballondorofficial

Aos 33 anos, Kane recebeu o prêmio após uma temporada de números expressivos. Além dos 73 gols em 65 partidas pelo Bayern e pela seleção inglesa, o centroavante conquistou o Campeonato Alemão e a Copa da Alemanha, títulos que contribuíram para sua eleição.

O reconhecimento também encerrou um jejum de 25 anos sem vencedores ingleses na categoria masculina. Antes de Kane, o último jogador do país a levantar a Bola de Ouro havia sido Michael Owen, em 2001, quando defendia o Liverpool.

Mikel Merino entrou no fim do segundo tempo e fez o único gol da classificação
por
Davi Madi
Pedro Premero
|
07/07/2026 - 12h

Com gol nos acréscimos, a Espanha superou Portugal na última segunda-feira (06), nas oitavas de final da Copa do Mundo, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. O resultado de 1 a 0 eliminou os lusitanos e encerrou a história de Cristiano Ronaldo em mundiais. 

O primeiro tempo foi equilibrado entre as duas equipes, e a primeira chance de gol veio aos sete minutos. O artilheiro espanhol Oyarzabal  recebeu passe de primeira de Dani Olmo e saiu cara a cara com o goleiro Diogo Costa, mas chutou para fora.

Quatro minutos depois, Cristiano recebeu bola enfiada de Bruno Fernandes na direita da área espanhola. O camisa sete fintou o zagueiro Laporte, mas chutou em cima de Unai Simón, que espalmou para fora.

A atuação consistente dos guarda-redes foi o destaque da primeira metade. Aos 15, no primeiro lance de Lamine Yamal na partida, Diogo Costa fez duas boas defesas. Na primeira, o goleiro espalmou o chute do craque pela direita. A bola caiu no pé de Baena, que chutou de longe, mas, de mão trocada, o lusitano desviou para fora.

No lado espanhol, Simón também impediu que Portugal abrisse o marcador aos 35 com duas defesa em sequência. João Félix, em sua melhor partida no torneio, após cruzamento de Pedro Neto, cabeceou para defesa do arqueiro. Na sequência, o goleiro segurou rebote de Ronaldo, que havia desviado com a ponta do pé.

Sem conseguir furar as defesa, ambas as equipes levaram o 0 a 0 para o intervalo.

A imagem mostra Unai Simon defendendo o chute de Cristiano
Sem tomar gols até aqui, Espanha tem a melhor defesa da Copa. Foto: Reprodução/FIFA

Nos primeiros quinze minutos do segundo tempo, as duas seleções tentaram criar jogadas por ligação direta, cruzamentos e principalmente por contra-ataques. Porém os lances não tiveram sequência ou foram desperdiçados.

Aos nove minutos, Portugal perdeu um de seus principais jogadores. O lateral Nuno Mendes, que fez uma ótima primeira etapa, foi substituído por Nélson Semedo, após sentir uma lesão muscular.

A primeira oportunidade do período final foi dos portugueses, aos 13 minutos. João Neves passou para João Félix que cruzou para Cristiano Ronaldo. O atacante tentou um voleio, porém a finalização saiu fraca e Unai Simón agarrou com tranquilidade.

Depois disso, a Espanha construiu duas boas oportunidades. Aos 19 minutos, Alex Baena tentou um cruzamento, porém foi interceptado. A defesa de Portugal tentou sair jogando, mas, após um passe errado, a bola sobrou para Baena. O atacante finalizou, mas parou em Diogo Costa.

A imagem mostra uma disputa de bola aérea entre as equipes
Com 18 vitórias, a Espanha leva vantagem sobre Portugal no Clássico Ibérico. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Depois da saída de Nuno Mendes, Lamine Yamal ganhou mais duelos pela lateral com seus dribles e arrancadas. Aos 25 minutos, após sofrer falta de Semedo, Yamal a cobrou direto no gol. O goleiro português deu um toque e mandou para escanteio.

Diogo Costa foi essencial para manter o 0 a 0. O guarda-redes afastou vários cruzamentos e foi muito seguro dentro da área. No entanto, não conseguiu defender o único gol da partida.

Luis De La Fuente foi preciso ao substituir Baena e Dani Olmo por Ferran Torre e Mikel Merino. Aos 45 minutos, Rodri cobrou uma falta rápido e passou para Fabián Ruiz, que devolveu para o volante. O jogador do Manchester City deu um passe rápido para Torres tocar para Merino, que chutou rasteiro no canto esquerdo do gol e abriu o placar para La Furia.

A imagem mostra Merino, da Espanha, cobrando escanteio.
Apesar de ser meio-campista de formação, Merino joga improvisado de atacante no Arsenal e em algumas partidas da Seleção. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Nos acréscimos, Portugal tomou o controle do jogo e começou a pressionar a Espanha. Aos 51 minutos, Francisco Conceição cruzou para Bernardo Silva, que cabeceou para fora e desperdiçou a melhor chance dos lusitanos na partida. A Seleção das Quinas tentou, mas não mudou o placar.

A vitória de La Furia quebrou uma sequência negativa. Nas últimas duas edições da Copa, a Espanha não passou das oitavas de final. Já a eliminação de Portugal marca a provável última Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo, que tem 41 anos. Neste mundial, o ídolo português chegou a 11 gols em Copas e se tornou o maior artilheiro da seleção lusitana na competição, ao passar Eusébio, que fez nove gols. 

A Espanha volta aos gramados para enfrentar a Bélgica, no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília).

Com gol da Croácia anulado nos últimos minutos, seleção lusitana mantém vivo sonho de primeiro título
por
Davi Madi
Júlio Poças
|
03/07/2026 - 12h

Portugal e o Croácia se enfrentaram na última quinta-feira (2), em jogo válido pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, no BMO Field, em Toronto, Canadá. Em uma das partidas mais emocionantes da edição, a equipe portuguesa saiu atrás, mas virou o resultado para 2 a 1, com direito à primeira vez que Cristiano Ronaldo marca em um mata-mata da competição mundial.

A imagem mostra Modric, da Croácia, e Cristiano Ronaldo, de Portugal.
Colegas no período de Real Madrid, Luka Modric e Cristiano Ronaldo estão  na última Copa da carreira. Foto: Reprodução/FIFA 

A equipe de Portugal voltou a campo com um time similar ao da última rodada da fase de grupos, contra a Colômbia, com as trocas do meia Rúben Neves por João Neves, e do ponta esquerda Rafael Leão no lugar de João Félix. A estratégia representou uma mudança ofensiva de velocidade pelas alas.

Durante o primeiro tempo o futebol apresentado foi mais apagado por parte das duas equipes, porém duas chances perigosas de Portugal passaram perto de abrir o marcador. A primeira, logo aos três minutos, após um passe em profundidade de Nuno Mendes para Rafael Leão. O atacante cruzou rasteiro na entrada da área para Bruno Fernandes bater de primeira, mas o goleiro Livacović espalmou. Aos 15 minutos, o zagueiro Renato Veiga subiu sozinho para cabecear em cobrança de escanteio, mas mandou a bola acima do gol croata.

A partida ficou mais emocionante a partir da segunda etapa, quando o ataque da seleção da Croácia ganhou destaque nas oportunidades. Aos oito minutos, após um cruzamento da direita pelo lateral Stanišić, a bola sobrou na entrada da pequena área para Ivan Perisic, que chutou cruzado e abriu o marcador.

A imagem mostra o gol de Perisic
Ivan Perisic se tornou o jogador mais velho a marcar pela seleção croata, aos 37 anos e 150 dias. Foto: Reprodução/FIFA 

Dois minutos depois, na entrada da área, Vlašić cruzou pelo chão para Matanovic empurrar pro fundo das redes, mas o impedimento foi marcado na posição do primeiro jogador.

Com o placar aberto, a equipe portuguesa buscou reagir contra a linha ofensiva croata. Em sua melhor partida do torneio até então, Rafael Leão teve boa chance para empatar, quando recebeu a bola na ponta esquerda da área, cortou para o meio e chutou no travessão. Minutos depois, um cruzamento de Pedro Neto achou Cristiano Ronaldo livre na entrada da área para dominar e encobrir Livacović, mas o craque estava em posição de impedimento.

O gol português só saiu em um pênalti aos 23 minutos, marcado na sequência de um escanteio. Renato Veiga sofreu falta ao tentar cabecear e ser puxado ao chão por Vlašić. O camisa sete lusitano foi à cobrança, marcou e empatou a partida.

Esta foi a primeira participação em gols de Cristiano Ronaldo em mata-mata de Copas do Mundo. CR7 já esteve com sua seleção na fase eliminatória do torneio em três outras oportunidades: 2006, quando atuava como reserva; 2018, eliminado para o Uruguai nas oitavas; e 2022, eliminado para Marrocos nas quartas de final.

A imagem mostra Cristiano Ronaldo batendo o pênalti.
Cristiano Ronaldo chegou ao 11º gol em Copas do Mundo e se juntou a Klinsmann, da Alemanha e Kocsis, da Hungria, na 9ª posição de maiores artilheiros da competição. Foto: Reprodução/FIFA 

Após o gol de empate de Cristiano Ronaldo, o técnico espanhol no comando do time português fez quatro alterações, incluindo a saída do camisa sete. Entretanto, as mudanças deixaram o meio de campo de Portugal muito exposto, setor que é o ponto forte da seleção croata. Este espaço, foi principalmente percebido após outro gol anulado da Croácia, quando Kovačić tocou em profundidade para Sučić, que mesmo em posição irregular, marcou. Com o lance em questão, o treinador da equipe lusitana se viu obrigado a fazer mais uma substituição.

Em meio à pressão croata, o jogo se encaminhava para o que seria a quarta prorrogação desta Copa do Mundo. Porém, aos 48 minutos, Rafael Leão recebeu passe livre na esquerda e cruzou para Gonçalo Ramos, atacante que entrou para substituir Cristiano no segundo tempo, subir entre três marcadores, marcar de cabeça e virar a partida para os Lusitanos.

Nos últimos minutos de acréscimos estendidos a Croácia fez um gol, porém este foi novamente anulado por conta de um impedimento, marcado com a ajuda do chip de  movimento da bola. A tecnologia, estreante na Copa de 2028, na Rússia, foi capaz de detectar um toque de cabeça quase imperceptível de Matanovic, após cruzamento que deixaria a bola em pés croatas em condição legal, se não fosse a interferência do atacante. Graças a avaliação do VAR, o gol foi invalidado e a partida terminou  2 a 1 para Portugal, com mais de 18 minutos de acréscimos.

A imagem mostra Perisic chorando deitado de bruços no gramado.
Eliminação da Croácia encerrou a última Copa de Perisic. Foto: Reprodução/FIFA

A seleção de Cristiano Ronaldo agora vai enfrentar a Espanha, que eliminou a Áustria, nas oitavas de final. O jogo acontece na próxima segunda-feira (6), em Dallas, Estados Unidos, às 16h (horário de Brasília). Após ser vice na Rússia e terceiro lugar no Catar, a Croácia se despede precocemente da Copa.

La Furia venceu por 3 a 0 e encerrou a campanha austríaca no mundial
por
Mariana Luccisano
Pedro Premero
|
03/07/2026 - 12h

A Espanha venceu a Áustria por 3 a 0 na última quinta-feira (2), no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Superior durante toda a partida, a equipe comandada por Luis de la Fuente controlou as ações desde os primeiros minutos e construiu a vantagem ainda antes do intervalo.

A seleção espanhola impôs seu ritmo de jogo no início do confronto. Com posse de bola, trocas rápidas de passes e investidas pelo lado direito com Lamine Yamal, La Furia encontrou espaços diante de uma Áustria que adotou uma postura mais defensiva e que teve dificuldades para conter a pressão adversária. As primeiras oportunidades surgiram com Yamal e Mikel Oyarzabal, mas ambas pararam nas defesas de Alexander Schlager.

A pressão espanhola se intensificou ao longo do primeiro tempo. Aos 29, Cucurella chegou a balançar as redes, após cobrança de escanteio, mas a arbitragem anulou o lance por falta no goleiro austríaco no início da jogada. O domínio, porém, foi recompensado quatro minutos depois. Após boa construção iniciada por Pedri, Cucurella recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro para Oyarzabal finalizar no meio da área e abrir o placar.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol com os companheiros
Artilheiro da Espanha na era Luis de la Fuente, Mikel Oyarzabal comandou a vitória da Espanha. Reprodução: X/@SEFutbol

Mesmo em vantagem, a Espanha manteve o controle da partida e permaneceu no campo ofensivo. Aos 46, Baena acertou o travessão em cobrança de falta e, no rebote, Schlager evitou o segundo gol ao defender a finalização a queima roupa de Yamal.

A imagem mostra Yamal, da Espanha, e Sabtizer, da Áustria, disputando a bola
A Áustria conseguiu sair em velocidade em poucas oportunidades, mas encerrou o primeiro tempo com apenas uma finalização. Reprodução: X/@SEFutbol

No início da segunda etapa, La Furia manteve a pressão feita durante o primeiro tempo. O ataque espanhol forçou o goleiro austríaco a realizar algumas defesas e desperdiçou outras chances com finalizações para fora do gol.

A Áustria criou sua primeira chance somente aos 15 minutos. Sabitzer recebeu a bola na lateral e cruzou na área, porém, Kalajdžić cabeceou para fora. A seleção austríaca não conseguiu impor seu jogo e terminou a partida com apenas 36% de posse de bola e quatro finalizações.

Era só questão de tempo para o segundo gol espanhol sair. A Espanha trocou passes no entorno da área da Wunderteam durante um minuto e meio até ampliar o placar. Cucurella passou para Baena cruzar para Pedro Porro que, pelas costas da defesa, cabeceou para o fundo das redes.

Aos 29 minutos, ocorreu uma pequena confusão entre as duas seleções. Após falta para Áustria, Pedri pegou a bola e segurou para atrasar a reposição do jogo e foi empurrado por Grillitsch. Os jogadores logo se aproximaram do lance e começaram a trocar empurrões até o árbitro Glenn Nyberg apaziguar a situação e chamar os dois jogadores, que iniciaram o desentendimento, para conversar.

Lamine Yamal, destaque de La Furia, passou em branco no jogo, apesar de ter feito seis finalizações ao todo. Sua melhor oportunidade aconteceu aos 39 minutos de jogo. Após cruzamento de Oyarzabal, a bola dividida sobrou para o jovem atacante, que finalizou no gol, mas foi bloqueado por Danso, que tirou a bola em cima da linha.

Os espanhóis acabaram com as chances de reação dos austríacos aos 43 minutos. Cucurella cruzou rasteiro para Oyarzabal sair na cara do gol e fazer o terceiro da Espanha e classificar a seleção para as oitavas de final.

A imagem mostra parte do elenco da Espanha comemorando
Espanha não vencia uma partida de mata-mata desde 2010, quando foi campeã. Reprodução: X/@SEFutbol

A Áustria deu adeus à Copa do Mundo na fase de 16 avos. Já La Furia volta aos gramados na segunda-feira (6), às 16h (horário de Brasília, no AT&T Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos, para enfrentar a seleção de Portugal, que eliminou a Croácia.

 

Seleção africana pressionou na etapa final, mas colombianos venceram com placar mínimo
por
Arthur Rocha
Larissa Bandeira
|
05/07/2026 - 12h

A Colômbia venceu Gana por 1 a 0 nesta sexta-feira (3), no Arrowhead Stadium, em Kansas City, e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O gol da vitória saiu ainda no primeiro tempo, aos 13 minutos, com Jhon Arias completando cruzamento de Luis Suárez. Na etapa final, porém, o jogo mudou de intensidade, Gana buscou o empate com afinco, enquanto os colombianos seguraram a vantagem no sufoco.

A seleção ganesa começou a partida com perigo logo no primeiro minuto, quando Thomas Partey finalizou pela direita e assustou a meta colombiana. Aos sete minutos, a Colômbia precisou mexer e Luis Suárez entrou no lugar de John Córdoba, que se lesionou em uma disputa de bola no início do confronto. Já aos 13, Suárez, que acabava de entrar, chegou à linha de fundo e cruzou para a segunda trave. Jhon Arias apareceu livre e bateu no canto para marcar para os colombianos.

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A Seleção da Colômbia voltou a vencer um jogo de mata-mata da Copa, após 12 anos. Foto: Reprodução Instagram/@fcfseleccioncol

Depois do gol, a equipe sul-americana cresceu em campo e passou a pressionar Gana com mais intensidade. Aos 20 minutos, Luis Díaz tentou de fora da área, mas parou nas mãos do goleiro ganês Lawrence Ati-Zigi. 

Aos 39, Gustavo Puerta levantou a bola com categoria, a defesa ganesa não conseguiu afastar e Díaz chutou para fora. Na sequência, o ganês Iñaki Williams respondeu com uma finalização colocada, mas longe do gol defendido pelo colombiano Camilo Vargas. 

Nos acréscimos, Daniel Muñoz cruzou para Johan Mojica, que cabeceou com perigo, mas o ganês Lawrence Ati-Zigi fez uma defesa espetacular para evitar o segundo gol.

Logo aos 11 minutos do segundo tempo, Luis Díaz balançou as redes para a Colômbia, mas o gol foi anulado por impedimento, um alívio para os ganeses, que a partir dali passaram a pressionar em busca da igualdade. A defesa colombiana, no entanto, se manteve firme, com Camilo Vargas fazendo intervenções importantes para preservar o resultado.

Aos 30 minutos da etapa final, Alidu Seidu recebeu cartão amarelo após falta em Johan Mojica próximo à entrada da área. Na cobrança, Juan Quintero arriscou de longe, mas a bola passou por cima do gol. Do lado ganês, o destaque foi o goleiro Lawrence Ati Zigi, autor de ao menos três defesas difíceis ao longo do segundo tempo, o que manteve viva a esperança da seleção ganesa de reação até os minutos finais.

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Gana encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 com uma vitória, um empate e duas derrotas. Foto: Reprodução Instagram/@blackstarsofghana_

Mesmo com a boa atuação do goleiro adversário, a Colômbia voltou a assustar nos acréscimos com Richard Ríos, que arriscou da entrada da área, mas Ati Zigi apareceu bem outra vez para evitar a ampliação do placar. A partida terminou em 1 a 0 e o resultado confirmou a vaga colombiana às oitavas de final e decretou a eliminação de Gana logo nos 16-avos, fase estreante nesta edição ampliada do Mundial.

Na próxima terça-feira (7), a Colômbia enfrenta a Suíça, às 17h (horário de Brasília), no estádio BC Place, em Vancouver, no Canadá, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Suíços controlam a partida e confirmam a classificação com gol de Ndoye no segundo tempo
por
Guilherme Romero
Octávio Alves
|
04/07/2026 - 12h

Na madrugada de sexta-feira (3), a Suíça venceu a Argélia por 2 a 0 e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida realizada em Vancouver, no Canadá, teve domínio da equipe suíça, que foi mais eficiente nas finalizações e construiu a vitória com gols de Breel Embolo, ainda no primeiro tempo, e Dan Ndoye, logo após o intervalo, eliminando a seleção argelina da competição. 

A Suíça começou a partida com um ritmo intenso e abriu o placar logo aos dez minutos do primeiro tempo. Após uma jogada pela direita, Johan Manzambi cruzou rasteiro para Breel Embolo, que apareceu livre na pequena área para finalizar de primeira e colocar os suíços em vantagem.

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Seleção suíça volta a vencer um jogo eliminatório após 72 anos. Foto: Reprodução Instagram/@swissnatimen

 

Mesmo atrás no marcador, a Argélia manteve maior posse de bola e buscou controlar as ações ofensivas. A equipe criou oportunidades com Ibrahim Maza, Houssem Aouar e Farès Chaïbi, mas encontrou dificuldades para superar a defesa suíça e o goleiro Gregor Kobel, que fez intervenções seguras quando exigido.

A equipe Rossocrociati adotou uma postura organizada após o gol, explorou os contra-ataques e aproveitou os espaços deixados pelo adversário. Denis Zakaria levou perigo em duas oportunidades, uma em finalização de fora da área e outra em uma cabeçada que passou próxima à trave, mantendo a pressão sobre a defesa argelina.

Nos minutos finais da etapa inicial, a Argélia voltou a crescer na partida e quase empatou nos acréscimos, quando Ibrahim Maza recebeu em boa condição dentro da área, mas finalizou para fora. Com eficiência ofensiva e solidez defensiva, a Suíça foi para o intervalo vencendo por 1 a 0 e em vantagem na disputa por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.

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A Argélia tentava avançar às oitavas pela segunda vez na história. Foto: Reprodução Instagram/@lesverts.faf

 

No segundo tempo, as expectativas dos argelinos foram frustradas logo no início. Com menos de um minuto de bola rolando, aos 46 segundos, Denis Zakaria cruzou para a área, a defesa da Argélia afastou mal e a bola sobrou para Dan Ndoye na entrada da área. O atacante suíço finalizou rasteiro, no canto de Luca Zidane, e ampliou a vantagem para 2 a 0.

Com o placar confortável, a Suíça passou a controlar completamente a partida. O segundo gol funcionou como um verdadeiro "balde de água fria" para a Argélia, que viu o adversário reduzir o ritmo e administrar a vantagem com inteligência. 

A equipe argelina tentou reagir em seguida com o capitão Riyad Mahrez, mas sua finalização foi bloqueada por Zakaria. 

Sob o comando dos experientes meio-campistas Granit Xhaka e Remo Freuler, os suíços ditaram o ritmo da partida, administraram a posse quando necessário e neutralizaram as investidas adversárias, impedindo que a Argélia criasse chances claras de perigo.

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Na partida contra a Argélia, o capitão Granit Xhaka atingiu a marca de 150 jogos pela seleção suíça. Foto: Reprodução Instragram/@granitxhaka

 

O confronto ainda reservou um lance inusitado aos 35 minutos. A bola atravessou toda a extensão da defesa argelina e sobrou livre para o meia Fabian Rieder, que havia acabado de entrar. Com o gol completamente aberto e Luca Zidane fora da jogada, o suíço desperdiçou uma oportunidade inacreditável. Pegou mal na bola e finalizou fraco e torto, devolvendo-a praticamente às mãos do goleiro argelino.

Com o apito final, a Suíça comemorou sua classificação e, pelas oitavas, vai enfrentar a Colômbia, em Vancouver, na próxima terça-feira (7), às 17h (horário de Brasília). Pelo lado argelino, a eliminação também marcou a despedida de Riyad Mahrez da seleção nacional. Após a partida, o capitão anunciou sua aposentadoria da equipe, encerrando sua trajetória com a camisa das Raposas do Deserto e colocou um ponto final em uma das carreiras mais marcantes da história recente do futebol argelino.