Na última quarta-feira (04), no jogo de ida da Final do Campeonato Paulista, o Palmeiras venceu o Novorizontino por 1 a 0,na Arena Crefisa Barueri. O placar mínimo garante a vantagem alviverde no jogo de volta.
Novorizontino chegou na final com a melhor campanha do campeonato, sendo líder geral da fase de grupos. No mata-mata, a equipe eliminou o Santos e o Corinthians. Já o verdão da capital, segunda melhor campanha, conseguiu avançar para a final após superar Bragantino e o São Paulo.
O jogador Rômulo fez diferença significativa no ataque da campanha aurinegra, porém não pôde estar presente na partida devido à questões contratuais. O meia foi emprestado pelo Palmeiras ao Novorizontino para ganhar minutos, mas em casos de confronto contra o alviverde, a multa para o jogador atuar é de R$ 1 milhão por jogo. Entretanto, Genilson (Presidente do clube) afirmou que não descarta a possibilidade para o jogo de volta, e vem conversando com patrocinadores, afirma Pedro Ramiro à equipe da Record durante narração.
Como foi o jogo
Durante o primeiro tempo, a torcida do Novorizontino viveu uma tensão. O árbitro Matheus Candançan deu três cartões amarelos à equipe aurinegra. O time do interior teve uma postura na partida majoritariamente defensiva. A tática escolhida não deixou o Palmeiras direcionar um chute ao gol nos primeiros 30 minutos.
Mesmo assim, a defesa não foi suficiente para Flaco Lopez. Aos 34 minutos, após lançamento, Sosa ganhou a disputa pela bola e serviu o atual artilheiro do verdão, que bateu de fora da área para marcar o único gol da partida. Depois do gol, o Palmeiras pressionou e quase ampliou em uma finalização, feita por Allan, que explodiu na trave.
Após desvantagem no placar, o Tigre do Vale viu esperança em um pênalti marcado por Marlon Freitas em cima de Vinícius Paiva. Porém, o batedor Robson, artilheiro do Novorizontino, chutou no meio, o que facilitou a defesa de Carlos Miguel. O goleiro defendeu seu primeiro pênalti na equipe.
O segundo tempo foi iniciado com a polêmica anulação do gol de Gustavo Gomez aos cinco minutos. Após cobrança de falta, o capitão paraguaio cabeceou a bola para o gol, mas o goleiro Jordi defendeu. No rebote, o zagueiro conseguiu chutar para dentro da rede. Entretanto, após revisão do VAR, a arbitragem sinalizou o adiantamento milimétrico do ombro do paraguaio e anulou o gol.
Durante os minutos finais da partida, o Palmeiras sofreu pressão do Novorizontino. A principal chance do Tigre veio em um escanteio batido fechado, que quase entrou direto no gol, mas a defesa alviverde conseguiu manter o placar. Jordi tomou cartão amarelo em razão da nova regra imposta pela IFAB (International Football Association Board), que declara que o tiro de meta deve ser batido em até cinco segundos para evitar "cera" dos jogadores. Após os seis minutos de acréscimo, o jogo foi encerrado.
A estimativa de público presente no estádio foi de 26 mil torcedores, número abaixo do público da semifinal contra o São Paulo, que alcançou uma média de 29 mil. O jogo de volta será neste domingo (08), às 20h (horário de Brasília), no Estádio Jorge Ismael de Biasi, casa do Tigre do Vale.
Na madrugada de terça-feira (3), o Flamengo anunciou em suas redes sociais a demissão do técnico Filipe Luís após a goleada de 8 a 0 sobre o Madureira no Maracanã pela semifinal do Campeonato Carioca. Mesmo com o placar elástico, a demissão do ídolo causou um clima de surpresa para os jogadores e os torcedores. A decisão foi tomada pelo presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, mais conhecido como Bap, e pela diretoria em uma reunião de emergência após a partida.
A demissão de Filipe Luís foi motivada por desentendimentos com o departamento de futebol do Flamengo e divergência sobre o planejamento da temporada. Além disso, a relação entre o Bap e o técnico começou a se desgastar no final do ano passado pelo impasse financeiro e contratual na renovação. Isso fez com que o presidente Bap e o diretor José Boto considerassem as exigências elevadas demais para alguém em início de carreira de treinador.
No início de 2026, o elenco sub-20 do Flamengo teve resultados negativos no começo do estadual. Com isso, a diretoria mudou os planos para o time profissional retornar em um mês após o intercontinental, no qual Filipe Luís discordou da ideia por preocupação com o desgaste físico dos jogadores. Mesmo assim, o clube se recuperou do prejuízo no Campeonato Carioca.
Com a grande sequência de jogos nesses dois meses fez com que a exaustão dos atletas fosse o principal problema do início de temporada. Isso resultou em derrotas em jogos decisivos da Supercopa do Brasil, contra o Corinthians, e a Recopa, contra o Lanús, da Argentina. Após o último vice-campeonato, o Bap já buscava Leonardo Jardim, ex-Cruzeiro, para ser o novo comandante do Flamengo.
Apesar da demissão precoce, Filipe Luís encerrou o ciclo no comando do Flamengo com 101 jogos, 63 vitórias, 23 empates, 15 derrotas, 183 gols marcados e 68 sofridos. Além de ter conquistado títulos importantes como a Supercopa do Brasil, Campeonato Carioca, Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e a Copa do Brasil.
Neste domingo (1), o Campinas conquistou o título inédito do Sul-Americano de Vôlei Masculino, no Ginásio Poliesportivo do Taquaral, em Campinas (SP). O feito ocorreu sobre o também brasileiro Sada Cruzeiro por 3 sets a 2. O clube paulista não teve um caminho fácil, pois o adversário é o maior campeão da competição, com 11 títulos, e esteve presente nas últimas nove finais, tendo conquistado todas.
Ambas as equipes chegaram à final com 100% de aproveitamento. O Campinas, primeiro colocado do grupo A, venceu o Ciudad Voley, da Argentina, na semifinal. Já o Cruzeiro, primeiro do grupo B, eliminou o rival mineiro Minas na fase anterior.
Vantagem Cruzeirense
Sob o comando do técnico Filipe Ferraz, o Cruzeiro entrou em quadra em busca do 60° título geral de sua história e do 12º segundo da competição continental, mas o time de Horacio Dileo, em sua segunda participação na competição, não se intimidou.
O primeiro set foi de equilíbrio total. Nenhuma equipe conseguiu abrir uma vantagem significativa e chegaram à reta final trocando pontos. O Cruzeiro conseguiu o set point com Lucão e, em seguida, Rodriguinho garantiu o set por 25 a 22.
Para o segundo Set, os mineiros voltaram forte. Com um erro de Maurício Borges e um ace de Matheus Brasília, o Cruzeiro abriu 2 a 0. O time de Ferraz administrou a vantagem mínima. Na fase final da parcial, o azul celeste dominou. O central Otávio, com um bloqueio, fez o 18 a 13. O Campinas não reagiu e Wallace garantiu o set cruzeirense por 25 a 20.
Empate campineiro
O terceiro set parecia que seria o último, pois no início a equipe mineira abriu um 3 a 0. O time paulista não se abalou e buscou a diferença. Maurício fez o 7 a 7 e Bruninho fez um ace para virar a parcial. Os campineiros passaram a dominar e construíram uma vantagem de quatro pontos. Matheus Pinta, com um bloqueio, garantiu o set point e Judson fez um ace para fechar a parcial em 25 a 19.
No quarto set, o Campinas dominou. Na fase inicial da parcial, os paulistas fizeram um 12 a 6. Após uma ofensiva mineira, a diferença caiu para três pontos no 15 a 12, mas não adiantou. O ponta Adriano, com um ace, garantiu o set point campineiro e Maurício fechou a parcial em 25 a 20.
Tie-break de emoção
O set decisivo foi semelhante ao primeiro. As equipes chegaram a 12 (Campinas) a 11 (Cruzeiro), dando emoção para o público presente no Taquaral. Após Maurício fazer o 13°, o treinador Ferraz pediu tempo técnico para tentar ajustar a equipe e evitar a derrota.
O Cruzeiro voltou para a quadra e conseguiu diminuir um ponto, mas Horácio pediu desafio. Após revisão do VAR, foi constatado quatro toques da equipe mineira. No set point, o Campinas teve a oportunidade de decretar o título, mas Judson sacou na rede. O técnico campineiro pediu tempo para acalmar a equipe.
Na volta, tivemos um rally disputado de 31 segundos, até que Adriano botou a bola no chão e derrubou o reinado de nove anos do Cruzeiro.
O Campinas estreou no Sul-Americano em 2022. Na ocasião, o time campineiro conquistou o terceiro lugar. Quatro anos depois, o clube volta a fazer história com o título inédito. A conquista também foi a 50ª da carreira de Bruninho, levantador eleito o MPV da competição.
Pela disputa da final, ambas as equipes garantiram a vaga no Mundial de Clubes da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), que será disputado em dezembro. Nos próximos meses, a organização vai soltar mais detalhes do torneio.
Ambas as equipes voltam para quadra neste sábado (7) para a disputa das semifinais da Copa Brasil de Vôlei, no Ginásio Moringão, em Londrina (PR). Às 18h30, o Campinas joga contra o Goias EC. Já o Sada Cruzeiro joga às 21h30, contra o Praia Clube.
No último sábado (28), o Osasco Cristóvão Saúde venceu o Minas por 3 sets a 1, na final da Copa Brasil de Vôlei Feminino. O título conquistado no Ginásio Moringão, em Londrina, foi o quinto da história do time paulista, que agora é o maior campeão da competição.
As equipes chegaram à final após dois clássicos disputados na semifinal. O Osasco eliminou o Sesc RJ Flamengo por 3 sets a 0. Já o Minas venceu o rival mineiro Praia Clube, de virada, por 3 sets a 1.
Primeiro set
O set começou equilibrado, com o Minas tendo assumido a liderança por dois pontos duas vezes, mas em ambas tomou o empate. Em seguida, o Osasco abriu 10 a 7 com um ace da levantadora, Jenna Gray, e dois pontos de Bianca Cugno.
O técnico italiano do Minas, Lorenzo Pintus, pediu tempo para corrigir os erros da equipe. A parada deu resultado e o time somou pontos. Com um ataque de Hilary Johnson, o Minas virou a parcial para 12 a 11. Após trocas de pontuação entre as equipes, o Osasco abriu 23 a 20, com Caitie Baird. A equipe mineira tentou reagir, mas Caitie botou a bola no chão e fechou a parcial em 25 a 23.
Segundo set
Em busca do empate, o Minas voltou forte para a segunda etapa. A equipe mineira abriu um 9 a 6 e administrou a vantagem até Ana Rüdiger mandar a bola para fora, o que deu o empate para a equipe paulista, parcial em 14 a 14.
As comandadas pelo técnico italiano não se abalaram e emendaram uma boa sequência: Sergeevna Khaletskaya, Hilary, Gleice e Thaísa fizeram o 21 a 17. O Osasco reagiu e virou para 24 a 23, tendo a oportunidade do set point, mas Cugno sacou na rede. A equipe de Luizomar teve mais uma chance de fechar o set no 26 a 25, mas a ponteira russa, Khaletskaya, impediu. Com dois bloqueios seguidos, um de Gleice e um de Thaísa, o Minas fechou a parcial em 28 a 26.
Terceiro set
Tentando repetir o feito da semifinal, a equipe mineira entrou em quadra focada na virada. No início, foi superior e conseguiu abrir seis pontos de vantagem sobre a equipe paulista. Com o placar em 12 a 6 para o adversário, Luizomar trocou Mayhara por Tiffany. A ponteira diminuiu dois pontos de desvantagem.
Com uma sequência emocionante, Larissa Besen, Cugno e Caitie, duas vezes, empataram o set em 12 a 12. Após seis pontos seguidos do Osasco, Gleice colocou a bola no chão e quebrou a ofensiva paulista. O jogo seguiu equilibrado até o Osasco fazer três pontos seguidos e, com um 19 a 18, assumiu pela primeira vez a vantagem no set.
O Minas não reagiu e as paulistas fizeram uma sequência de cinco pontos seguidos. Cugno, com um ataque forte sem chance de Hilary defender, fechou a parcial em 25 a 20, o que deu a vantagem de 2 sets a 1 para o Osasco.
Último set
O set começou com uma leve vantagem do Minas, mas as mineiras estacionaram nos oito pontos e viram, novamente, cinco pontos seguidos das paulistas, que viraram a parcial para 11 a 8. Rüdiger quebrou a sequência, mas o Osasco administrou a vantagem com os erros do Minas.
Com a parcial em 20 a 17, as mineiras, pela terceira vez no jogo, viram cinco pontos sucessivos do Osasco, com destaque para três bloqueios seguidos de Valquíria Dullius. A equipe paulista venceu o set por 25 a 17, o que decretou a conquista do título por 3 sets a 1.
Esse foi o quinto título da Copa Brasil da história do Osasco Cristóvão Saúde, o que tornou o clube o maior vencedor da competição. As outras conquistas foram em 2008, 2014, 2018 e 2025. O Sesc RJ Flamengo e o Minas vêm logo atrás com quatro e três títulos, respectivamente.
Ambas as equipes voltam à quadra na próxima sexta-feira (6), para a disputa da 19ª rodada da Superliga Feminina de Vôlei. O Osasco recebe, às 19h, o Fluminense, no Ginásio de Esportes José Liberatti. O Minas recebe o Sesc RJ Flamengo, na Arena Minas Tênis Clube, às 21h30.
Na última quinta-feira (26), a Câmara Municipal de Londrina (PR), em regime de urgência, aprovou um requerimento que vetou a jogadora trans Tiffany Abreu, do Osasco Cristóvão Saúde, na fase final da Copa Brasil de Vôlei Feminino, que ocorreu no município. A medida foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O requerimento 102/2026, protocolado na Câmara pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida como “Jessicão”, foi aprovado por 12 votos favoráveis e quatro contrários. No texto da solicitação, a vereadora cita nominalmente Tiffany e alega que o Osasco inscreveu “o atleta” de forma indevida.
Lei contraditória
A ação foi encaminhada por ofício para a prefeitura, que exige o cumprimento da Lei Municipal nº 13.770/24. Essa norma municipal proibe, em Londrina, a participação de “atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento” em times, competições, eventos e disputas esportivas.
A lei é de autoria de Jessicão e não chegou a ser sancionada pelo então prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, mas foi promulgada pelo presidente da Câmara, Emanoel Gomes (Republicanos). Caso a medida seja descumprida, o segundo parágrafo do Art. 2º prevê revogação do alvará da competição e multa administrativa de R$10.000 ao Osasco.
Contudo, a norma tem trechos confusos no campo da ciência, pois ao definir quem está impedido de jogar por "contrariedade ao sexo biológico" o texto mistura identidade de gênero e orientação sexual. “Gay, lésbica, bissexual, pansexual, intersexual, assexual, transexual, agênero, não binário de gênero, cisgênero, transgênero, travesti, entre outros”, diz o segundo parágrafo do Art. 1.
A palavra cisgênero, termo referente às pessoas que se identificam com o sexo biológico atribuído no nascimento, também é mencionada. Em resumo, a lei, como está redigida, abre precedentes para proibir qualquer pessoa de praticar esportes de alto rendimento no município. Isso pode interferir na autonomia das federações de regular as práticas esportivas, além de entrar em conflito com a seção III da Lei Geral do Esporte, que garante o direito fundamental de todas as pessoas à prática esportiva em suas múltiplas e variadas manifestações.
Manifestações e decisões da justiça
Após a aprovação do requerimento, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e o Osasco recorreram à justiça para garantir a presença da atleta na semifinal da competição contra o Sesc RJ Flamengo, na sexta-feira (27), no Ginásio Moringão.
Em nota no Instagram, o clube paulista se manifestou:
“Tifanny Abreu atua profissionalmente no voleibol nacional há mais de oito anos. É uma atleta exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), órgão máximo que regula a modalidade no país. Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV.
Osasco São Cristóvão Saúde entende que as competições esportivas de nível nacional devem ser regidas pelas normas das confederações esportivas nacionais, que possuem a competência técnica e recursos para análise científica para definir os critérios de elegibilidade. A interferência de legislações municipais sobre regras de competições federadas cria um precedente perigoso que ameaça a isonomia e a integridade das disputas esportivas no país.
Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação.”
Na tarde de sexta-feira (27), o juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, da segunda Vara da Fazenda Pública de Londrina, apontou inconstitucionalidade e concedeu liminar que impediu a prefeitura de vetar a ponteira do jogo. A prefeitura atendeu o pedido.
Horas antes do jogo, em liminar, a ministra Cármen Lúcia, do STF e responsável pela relatoria do caso, suspendeu a eficácia da lei até que a ação passe por exame de mérito. Segundo a ministra, a lei geraria: "grande perplexidade e insegurança jurídica e social, por materializar um retrocesso nas políticas de inclusão social, de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana".
A vereadora Paula Vicente (PT), uma das quatro pessoas que votaram contra o requerimento, alegou que vai entrar com ação nos órgãos competentes para revogar a lei.
Tiffany fica
Na final, no sábado (28), a equipe paulista foi campeã sobre o Minas por 3 sets a 1. Tiffany foi ovacionada pelo público presente no Ginásio Moringão.
Por voto popular, a jogadora do Osasco foi eleita a melhor jogadora da final e recebeu o troféu Viva Vôlei, mas entregou o mérito a Jenna Gray, levantadora e aniversariante do dia, que foi dispensada do Minas no fim da última temporada.
Em entrevista à Sportv, Tiffany mandou um recado para a vereadora Jessicão pedindo para ela se preocupar mais com o esporte da cidade. “Vai buscar incentivo para dar suporte, em vez de excluir, porque o seu trabalho é dar inclusão e não exclusão.”