Na madrugada desta terça-feira (01), às 4h (horário de Brasília), Portugal e Estados Unidos se enfrentaram em um jogo importante do grupo E da Copa do Mundo, valendo uma vaga para a próxima fase. A partida terminou em empate sem gols, garantindo aos Estados Unidos a classificação para as oitavas de final, enquanto as portuguesas foram eliminadas da competição.
No primeiro tempo, houve um grande equilíbrio entre as duas equipes. As jogadoras norte-americanas assumiram a iniciativa de atacar e exerceram pressão com jogadas pelos lados do campo, o que limitou a seleção portuguesa a jogar.
Portugal respondeu bem à pressão e soube controlar o jogo, buscando os contra-ataques. Aos 15’, em uma dessas investidas, Jéssica Silva recebeu a bola em alta velocidade e chutou cruzado, mas o chute foi para fora.
Durante a segunda etapa, as estadunidenses tiveram o controle de parte do jogo, depois do cansaço da equipe portuguesa, que não conseguia chegar ao ataque na mesma intensidade do início. O meio-campo norte-americano conseguiu realizar jogadas com mais conexão e chegar no ataque, mas sem sucesso nas finalizações.
Nos acréscimos, Ana Capeta, que entrou em campo aos 89’ pelo lado português, teve a chance de eliminar os Estados Unidos na fase de grupos. O chute desviou na lateral Emily Fox e parou na trave.
Portugal encerra a participação na Copa do Mundo com uma grande partida diante de todo o histórico dos Estados Unidos. As jogadoras portuguesas estiveram a um passo de conquistar a classificação para a próxima fase, demonstrando a sua qualidade e competitividade ao longo do confronto. Elas conseguiram criar várias oportunidades de gol, mantendo a posse de bola, propondo o jogo e competindo de igual para igual.
Vlatko Andonoviski fez mudanças no time titular, que teve a entrada de Rose Lavelle e Lynn Williams. Julie Ertz, que teve dificuldades atuando na zaga contra a Holanda, continuou no setor. Mesmo com a pressão e organização portuguesa, Andonoviski demorou para fazer as substituições no jogo - Megan Rapinoe entrou no lugar de Sophia Smith apenas aos 61’. Emily Sonnett e Trinity Rodman entraram no fim do jogo para dar mais capacidade física ao meio e ao ataque, substituindo Williams e Lindsay Horan, que não fizeram uma boa partida.
De forma coletiva, as norte-americanas fizeram uma partida abaixo do esperado, com dificuldades nos passes, na criação e na transição do meio para o ataque. Nas oitavas, além da necessidade de entrar com uma mentalidade diferente, a equipe não contará com Lavelle, suspensa depois de levar dois cartões amarelos na fase de grupos.
Portugal encerra sua primeira participação em Copas, com 4 pontos — uma vitória, um empate e uma derrota — na terceira colocação do grupo. Os Estados Unidos se preparam para enfrentar a Suécia no domingo (06), às 6h (horário de Brasília), depois de se classificar com a pior campanha do país em suas participações em Copas, em segundo lugar — fato que acontece pela segunda vez na história, assim como em 2011, na Alemanha.
Nigéria e Irlanda se enfrentaram na segunda-feira (31), em Brisbane, na Austrália, em um jogo fraco que terminou em 0 a 0 e encerrou a terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Na disputa, as nigerianas garantiram a classificação para as oitavas de final e as irlandesas, que entraram em campo já desclassificadas, marcaram seu único ponto no campeonato.
As Super Falcons jogam sua nona edição da Copa do Mundo, mas é a terceira vez que avançam da fase de grupos. Em 1999, foram eliminadas pelo Brasil nas quartas de final e em 2019, perderam para as alemãs nas oitavas. A Nigéria tem surpreendido positivamente nesta edição, mesmo com duras adversárias, segue invicta para a próxima fase após dois empates, contra Canadá e Irlanda, e uma vitória sobre a anfitriã Austrália.
As duas seleções tiveram dificuldade de movimentação para infiltrar na defesa adversária. Mesmo com a posse da bola, as jogadoras pecaram na criatividade para a construção das jogadas ofensivas que buscavam tirar as zagueiras da zona de conforto. A disputa correu com poucas chances criadas e nenhuma das equipes conseguiu levar perigo ou sequer balançar a rede oponente.
A Nigéria manteve-se apagada durante a partida. Embora as atacantes tenham buscado chances de finalizações, a seleção entregou muito menos do que o esperado pelo desempenho nos jogos anteriores. No duelo de ontem, as nigerianas não conseguiram impor velocidade na bola, não aproveitaram taticamente das suas rápidas atacantes e ousaram pouco nos lances pelas laterais, que levaram aos gols marcados sobre a Austrália na última disputa.
Randy Waldrum apostou no esquema 4-2-3-1 para organizar a equipe africana. Oshoala, Kanu, Ajibade e Payne formaram o “quadrado mágico” do ataque da Nigéria. Nos jogos anteriores ficou claro o entrosamento das atacantes, mas contra as irlandesas, a mágica não teve efeito para marcar gols, somente para passes errados e cruzamentos perdidos.
A Irlanda entrou em campo com a formação 3-4-3, adotada desde o início do campeonato pela técnica Vera Pauw.
Após cinco minutos do início do jogo, McCabe teve a primeira oportunidade de abrir o placar a favor da Irlanda. A camisa 11 e principal atacante da seleção irlandesa tentou finalização com chute forte de fora da grande área, mas a bola apenas tirou tinta da trave. A artilheira foi destaque na partida contra o Canadá por marcar o primeiro gol olímpico desta edição.
Aos treze minutos, a Super Zee levou perigo para a zaga da Irlanda. Kanu recuperou a bola após passe mal feito pela zaga irlandesa e encontrou Oshoala livre da marcação. A camisa 8 venceu a disputa com Quinn, tentou finalização com chute cruzado, mas a bola foi para fora.
Destaque nos jogos anteriores, a goleira Nnadozie brilhou também no duelo contra a Irlanda. Nos últimos 10 minutos do primeiro tempo, McCabe fez passe para Carusa, que cabeceou a bola de dentro da pequena área, mas foi surpreendida pela defesa da capitã nigeriana.
As equipes voltaram para o campo sem alterações no elenco. As nigerianas passaram a ser as mandantes do jogo, a partir da criação de lances ofensivos melhor construídos. Aos 51 minutos da partida, Payne fez um cruzamento para Kanu que estava na pequena área. A atacante cabeceou para o gol, mas a goleira Brosnan fez uma defesa brilhante.
Depois do primeiro grande lance ofensivo da Nigéria, a equipe africana cresceu na disputa. Brosnan foi nomeada a melhor jogadora da partida pela FIFA em razão das notáveis defesas deste segundo tempo. A Irlanda se despediu do Mundial feminino sem vitórias, tendo marcado um gol olímpico e com goleira reconhecida pela Federação Internacional de Futebol.
Nigéria e Austrália se classificaram para a próxima fase do campeonato. Canadá e Irlanda confirmaram vaga na lanterna do grupo. Nas oitavas de final, as nigerianas enfrentarão a líder do grupo D, Inglaterra.
Na segunda-feira (31) o Japão venceu a Espanha por 4 a 0 e fechou a fase de grupos da Copa do Mundo com 100% de aproveitamento. Além da invencibilidade, a seleção marcou 11 gols e não sofreu nenhum até o momento. Os gols da vitória nipônicas sobre a Espanha foram marcados por Hinata Miyazawa - que marcou dois e assumiu a artilharia da Copa do Mundo - Riko Ueki e Mina Tanaka.
O jogo começou morno e com maior posse de bola para a Espanha, que trocou passes mas sem êxitos em chegar na área japonesa. A partida seguiu truncada e nenhuma finalização tinha sido concluída até que aos 11 minutos a lateral-esquerda, Endo, faz um belo passe em profundidade em direção ao gol da Espanha. A bola encontrou a goleadora Miyazawa, que entrou na área e chutou de canhota no cantinho para abrir o marcador.
O segundo saiu aos 28 minutos com apenas três toques na bola. Em contra-ataque, Riko Ueki recebeu passe do lado esquerdo e chutou para o gol. A bola desviou e enganou a goleira Maria Rodriguez, 2 a 0. Com imensa dificuldade das espanholas em manter sequência nos passes, às japonesas não deram chance e em outra roubada de bola mais um contra-ataque para as Nadeshiko. Aos 39, saiu o terceiro após passe de Ueki para Miyazawa chutar forte cruzado e encerrar o primeiro tempo de forma arrasadora.
Na segunda etapa, a seleção japonesa manteve o estilo de jogo, apostando em contra-ataques, o que fez a Espanha ter ainda mais posse de bola. Mesmo assim, não houve alterações no desenrolar da partida já que as Rojas seguiram com poucas chances criadas e apenas duas finalizações no alvo em todo o jogo. Na tranquilidade, o Japão aproveitou os 3 a 0 e aumentou o marcador com gol de Tanaka aos 37 minutos do segundo tempo, com um chute forte no alto, acertando o ângulo. Final, Japão 4 a 0 sobre a Espanha.
A seleção feminina do Japão tem demonstrado um desempenho impecável na Copa do Mundo, conquistando três vitórias consecutivas na fase de grupos. As atuações têm sido marcadas por um futebol envolvente, tático e com grande habilidade individual. Com um sistema sólido de jogo e uma defesa bem organizada, o Japão tem se mostrado uma equipe difícil de ser batida. Com a classificação para o mata-mata da competição garantida, a expectativa é que a equipe japonesa continue a se destacar.
Já a Espanha, em contraponto, voltou a apresentar uma antiga falha da equipe, a falta de experiência e disciplina em jogos grandes. As Rojas apresentaram excelente futebol nos dois primeiros jogos da fase de grupos, contra Costa Rica e Zâmbia. As espanholas demonstraram bom domínio do jogo, com troca de passes envolventes e precisão nas finalizações. Porém, quando parecia que iria engrenar na competição, o Japão aplicou uma aula de futebol cirúrgico, deixando em dúvida se as espanholas vão conseguir corresponder aos grandes jogos que estão por vir na competição.
Situação do grupo
O Japão encerrou a fase inicial como a primeira colocada do grupo com 9 pontos, em seguida aparece a Espanha, que finaliza sua participação no grupo C na segunda colocação com 6 pontos, duas vitórias e uma derrota. O restante do grupo terminou com Zâmbia em terceiro com 3 pontos conquistados, e Costa Rica em último, encerrando a participação na Copa do Mundo sem vitórias.
As oitavas de final iniciam-se no próximo sábado (05), com a Espanha enfrentando a seleção da Suíça às 02h (horário de Brasília). No mesmo dia, às 05h (horário de Brasília), o Japão encara a Noruega.
Brasil e França se enfrentaram na manhã do último sábado (29) em duelo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2023. Pouco mais de 49 mil pessoas presentes no Brisbane Stadium, na Austrália, acompanharam a vitória das francesas por 2 a 1. Além do triunfo, as Les Bleues assumiram a ponta do Grupo F, com quatro pontos somados
O primeiro tempo foi dominado pelas francesas, com uma marcação estreita, as zagueiras brasileiras tiveram muitas dificuldades e a conexão com o meio de campo foi praticamente inexistente, a não ser por pequenos lapsos de criatividade da Kerolyn.
A primeira boa chance da partida aconteceu aos 12 minutos, a francesa, Eugénie Le Sommer recebeu um bom cruzamento de Kenza Dali, e com um toque de cabeça fez a goleira brasileira Letícia sujar o uniforme para evitar que o placar fosse aberto.
Assim como na estreia contra a Jamaica, a França apostou nas descidas pelas beiradas do campo, focalizando suas jogadas nos cruzamentos. Foi desta maneira que, aos 16 minutos, a lateral-esquerda Sakina Karchaoui fez boa inversão de jogo para Diani, que de cabeça tocou para Le Sommer. A atacante não perdoou, testou a bola e estufou a rede: 1 a 0 para as europeias.
No minuto 30, Grace Geyoro ficou cara a cara com Letícia, que foi melhor. A goleira fez a defesa e evitou o segundo gol das francesas. Porém, mesmo que a bola morresse no fundo da rede, o gol seria invalidado por impedimento. Após esse lance e até o fim do primeiro tempo, a França não chegou com tanto perigo ao gol brasileiro. Os 45 minutos terminaram favoráveis para as comandadas de Hervé Renard, vencendo pelo placar mínimo.
A conversa no intervalo no segundo tempo parece ter surtido efeito e a seleção brasileira voltou conseguindo equilibrar as ações do meio de campo, deixando a partida menos unilateral. Aos 12 minutos, a seleção brasileira trocou passes pelo lado esquerdo de seu campo de ataque, até que Kerolin arriscou um chute, o qual desviou na zagueira Maëlle Lakrar, a bola sobrou dentro da área para Debinha, que de perna direita tirou a goleira francesa da jogada e empatou a partida, 1 a 1.
A França logo tomou o empate e, após o gol sofrido, as Les Bleues ficaram mais vulneráveis na defesa, sofrendo com os contra-ataques das brasileiras. Porém, a pressão do Brasil foi diminuindo e a nação europeia foi achando espaços para finalizar e arriscar o segundo gol.
Aos 37 minutos da etapa final, a França teve um escanteio a seu favor. Wendie Renard, capitã e zagueira de 1,87m de altura, aproveitou o bom cruzamento e de cabeça ampliou o placar para 2 a 1, garantindo a vitória e a liderança do Grupo F.
Vale ressaltar que esse foi o 13° duelo entre as seleções, e o tabu permanece: o Brasil nunca venceu a França. Foram oito vitórias das europeias e cinco empates. Além do incômodo retrospecto, a derrota demostrou uma desatenção brasileira nas jogadas áreas, que é um trunfo francês já conhecido: motivo da eliminação do Brasil na Copa de 2019.
A França retorna aos gramados na próxima quarta-feira (02). O compromisso será contra o Panamá, às 07h (Horário de Brasília). No mesmo horário, o Brasil enfrenta a Jamaica numa partida que decidirá o futuro da seleção canarinho nessa Copa. As Jamaicanas só precisam de um simples empate para acabar com o sonho brasileiro de conquistar sua primeira Copa.
Na manhã desta sexta-feira (29), Panamá e Jamaica entraram em campo pela 2ª rodada da Copa do Mundo Feminina. No Estádio Retangular de Perth, na Austrália, a bola rolou às 9h30. Com um gol da capitã Allyson Swaby, a Jamaica venceu e assumiu a segunda posição do Grupo F, com 4 pontos, deixando o Panamá em último, sem pontuar.
O início de jogo foi todo das jamaicanas, que pressionaram as adversárias e quase abriram em duas tentativas da meio-campista Primus e em chegada de Carter. Com o avanço, as panamenhas sofreram com a intensidade das reggae girlz, errando passes simples e recorrendo ao chutões para se desfazer da bola.
A proposta do técnico Nacho Quintana era marcar em 4-4-3 , impedindo a criação de jogo da Jamaica pelo meio-campo, forçando as laterais Blackwood e Cameron a construirem. Com isso, a melhor chance da equipe jamaicana veio nos pés de Spence, que invadiu a área pela ala direita e chutou rente a trave de Bailey. A goleira ainda fez uma bela defesa em um chute colocado da volante Sampson.
No ataque, o Panamá tentou chegar em lançamentos longos, mas faltou qualidade no passe para acionar as atacantes. A única chance da equipe no primeiro tempo veio após um erro de saída de bola de Sampson, que errou o domínio e deixou Marta Cox em boa condição, mas a camisa 10 chutou no meio do gol, sem dificuldades para a goleira Spencer.
De volta para a segunda etapa, a Jamaica seguiu pressionando o Panamá e conseguiu um escanteio após finalizar com Carter, seguido de desvio. Na cobrança, a camisa 18 lançou na área e a zagueira Swaby, aos 55 minutos, desviou a bola no canto direito para abrir o placar para as reggae girlz.
Atrás do marcador, as canaleras saíram para o tudo ou nada. Com a ansiedade pelo gol, muitos erros de passe atrapalharam a progressão da equipe, que ficou exposta aos ataques da Jamaica, chegando mais vezes ao gol de Bailey.
Durante o restante da segunda etapa, poucas chances claras surgiram para ambas as seleções, que seguiram com a vantagem mínima a favor do Panamá. Contudo, já nos acréscimos, em um chute de longe, Spence acertou o braço de Natis dentro da área. Após analisar o VAR, a árbitra não viu o movimento da zagueira como uma infração e deu sequência ao jogo.
Com a vitória da Jamaica por 1x0, a seleção foi a segundo do grupo e enfrenta o Brasil, na quarta-feira (2), às 7h, para confirmar a sua classificação. O Panamá, por sua vez, foi eliminado e não tem mais chances de classificar diante da França, na partida que ocorre simultâneo ao outro jogo do grupo.