Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Em jogo de nove gols, francesas vencem de virada e seguem invictas na Copa do Mundo Feminina
por
Fabrizio Delle Serre
Vitório Fleury
|
07/08/2023 - 12h

Em jogo válido pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo Feminina, França e Panamá se enfrentaram às 7h (horário de Brasília) da quarta-feira (2/08), no Sydney Football Stadium, em Sidney, na Austrália. A equipe francesa venceu por 6 a 3, se classificou em primeiro do grupo F e avançou para a próxima fase da competição, onde enfrentará Marrocos, que ficou em segundo lugar do grupo H.

Logo após o apito inicial, no primeiro minuto, a bola já balançou as redes. Em cobrança de falta, a camisa 10 do Panamá, Marta Cox, acertou um chute perfeito para abrir o placar e marcar o primeiro gol da seleção na história das Copas do Mundo Femininas.

Até o momento, o resultado classificava o Brasil com o empate contra a Jamaica. Contudo, após muita pressão das francesas, aos 20 minutos, a atacante Clara Matéo cruzou na área, Lakrar cabeceou e a volante Salazar jogou contra o próprio gol, empatando o jogo. A virada da França veio na sequência com Diani após receber de Becho e insistir na pequena área panamenha.

Aos 37 minutos, após nova chegada da França, a zagueira Pinzón colocou a mão na bola e a árbitra marcou pênalti. Na cobrança, Diani tirou da goleira Bailey e bateu no canto esquerdo para ampliar o placar, 3 a 1. Ainda na primeira etapa, no último minuito, coube mais um para Les Bleues, que fizeram o quarto com Le Garrec, que cruzou na área, a bola passou por todo mundo e morreu no fundo das redes.

Com o placar, a seleção panamenha não via outra alternativa se não sair para o tudo ou nada. O técnico Nacho Quintana substituiu Salazar, autora do gol contra, e colocou Lenith Cedeño para avançar na meia esquerda. Entretanto, logo com quatro minutos, mais um pênalti foi marcado para a França e convertido por Diani, que fechou um hat-trick perfeito. Não perca a conta, 5 a 1.

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Diani marca um hat-trick diante do Panamá - Simon Morcel/ FFF

Após sofrer na bola parada e nas saídas de bola, com erros de passes seguidos, o Panamá conseguiu chegar ao ataque e Tanner foi derrubada dentro da área por Becho e a arbitragem marcou pênalti. A cobrança foi autorizada e Pinzón diminuiu para as Canaleras, 5 a 2.

Com o placar já garantido, a seleção francesa passou a administrar o jogo e atacar com menos intensidade. Aos 41 minutos, novamente o Panamá chegou, em cobrança de falta de Pinzón. A bola passou, bateu no travessão e na volta Lenith Cedeño completou para o gol, colocando cada vez mais as panamenhas na história do país, 5 a 3.

Já nos acréscimos, após cruzamento da lateral-direita Perisset, Vicki Becho balançou as redes, fechou o caixão e a França anotou o último gol do duelo, 6 a 3. Com o resultado, as francesas se classificaram em primeiro do grupo, com sete pontos, e as panamenhas terminaram na lanterna sem pontuar.

A França encerrou sua participação na primeira fase da Copa do Mundo de forma invicta. As comandadas de Hervé Renard empataram na primeira rodada e venceram o Brasil e o Panamá, respectivamente.

Com o triunfo conquistado, o próximo compromisso da seleção francesa é pelas oitavas de final em duelo contra as marroquinas, que ficaram na vice-liderança do grupo H. O jogo acontecerá na próxima terça-feira (08), às 08h (horário de Brasília).

A revolução japonesa nos pés de um brasileiro
por
Gabriel Yudi Gati Isii
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06/08/2023 - 12h

 

O futebol no Japão tem uma história curiosa. Não se sabe exatamente quando o esporte chegou no país nipônico, mas foi nos anos 90 que a modalidade se profissionalizou com a criação de um campeonato comandado por uma federação. Arthur Gomes Coimbra, mais conhecido como Zico, levou, nesta mesma época, a prática esportiva do futebol para outro nível.  

A profissionalização do futebol

A chegada do esporte no país é incerta. Há histórias de que o primeiro campeonato aconteceu em 1870. No entanto, a primeira equipe profissional foi o Tokyo Shukyu Dan, em 1917. Além disso, no mesmo ano, a seleção japonesa realizou sua primeira partida, contra Filipinas, na qual os Samurais Azuis perderam por 15 a 2.

O futebol se profissionalizou de fato no Japão nos anos 90. A popularidade do beisebol, que era o esporte mais popular no país, foi dividida com a atividade mais famosa do mundo. Com a popularização, o Japão deu início à J-League, o campeonato japonês. A chegada de um craque mudou o patamar da competição, Zico, o Galinho, aterrissava na terra do sol nascente.

O Zico foi quem deixou maior legado entre as estrelas estrangeiras, porque fez o Kashima Antlers, um time até então, desconhecido, onde ninguém tinha ouvido falar, se tornar o maior campeão do país. O Zico levou a profissionalização pro Kashima, ele mudou a mentalidade dos jogadores. Ele mudou praticamente tudo, não só dentro de campo, mas fora também. Por isso virou ídolo lá e ganhou estátua na frente do estádio”, disse Tiago Bontempo, jornalista e escritor do livro Samurais Azuis.

O desenvolvimento da liga levou a Seleção Japonesa Masculina à Copa do Mundo de 1998. A primeira participação do país na maior competição de futebol.

A chegada de Zico

Em 1991, a Associação de Futebol Japonês (JFA) convidou Zico, craque e ídolo brasileiro, para começar e "ensinar" os jogadores nativos os truques, estilo de jogo e tudo que envolvia o campo. A ideia era aprender com quem realmente sabia. Vale ressaltar que a J-League não existia ainda, só teria seu início em 1992.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Zico atuou em apenas um time no Japão, o Kashima Antlers, que quando chegou era conhecido como Sumitomo Metals. Em 1992, recebeu o nome atual e se reforçou muito bem para brigar em alto nível no futebol japonês. Contratou dois brasileiros para jogarem com o Galinho de Quintino, o atacante Milton Cruz e o volante Carlos Alberto Santos. Na temporada de 92, o Kashima venceu a Copa Muroran e foi semifinalista da J-League, perdendo para o Tokyo Verdy.

Em 1993, Zico pediu a contratação do ponta direita Alcindo. No ano, o Kashima Antlers venceu a primeira fase da J-League. Porém bateu na trave na hora de conquistar o título. Nessa temporada, o time conquistou três títulos: Copa Suntory, Meiers Cup e Pepsi Cup. 

Apenas em 1994 o Kashima conseguiu chegar forte na disputa pelo Campeonato Japonês. Na primeira partida da final, contra o Tokyo Verdy, o Antlers foi derrotado. A equipe sentiu a ausência de Zico, que ficou fora da partida por lesão. No jogo de volta, o camisa 10 voltou e com a necessidade de vencer, abriu o placar. Mas nos instantes finais, os adversários empataram o jogo após um pênalti contestado. Os jogadores do Kashima Antlers ficaram extremamente bravos e com o craque brasileiro não foi diferente. O Galinho foi expulso após cuspir na bola.

Após perder o título, Zico decidiu encerrar sua carreira como jogador.

Um ídolo no outro lado do mundo

Zico é mais contemplado no Japão do que no Brasil. O camisa 10 afirmou nas Olimpíadas de 2020, onde carregou a tocha no país nipônico: 

Um dia inesquecível em minha vida. Muitas coisas aconteceram em minha vida quando chegava Olimpíadas. […] Depois do meu país e na minha cidade terem me negado essa oportunidade de carregar a Tocha Olímpica. Hoje realizei meu sonho de participar de uma Olimpíada”.

Fica aqui meu agradecimento a todos que me enviaram mensagens de carinho e ao povo japonês pelo respeito e gratidão a minha dedicação ao desenvolvimento do futebol japonês”.

Arthur Gomes Coimbra tem sua importância mundial, porém a sua valorização no Japão ultrapassa as quatro linhas.

Em 1999 treinou como interino o Kashima Antlers e após isso, em 2002, iniciou os trabalhos na Seleção Japonesa, local no qual ficou até 2006. Comandou os Samurais Azuis a Copa da Asia em 2004, título marcante na história do país. O ídolo, mesmo sem ter conseguido avançar de fase na Copa do Mundo, é reverenciado por ter mudado o estilo de jogo da seleção.

Depois de acabar sua carreira como técnico, virou coordenador técnico do Kashima, onde está na sua segunda passagem. A primeira foi em 1996, quando conquistou a Supercopa do Japão, Copa do Imperador e a J-League. Em 2018 retornou e está até hoje. 

A gratidão do Kashima fez com que a equipe mudasse a cor de um dos uniformes da cor vermelha para a amarela. Uma peça comemorativa. Zico é ídolo em solo tupiniquim, mas apenas na terra do sol nascente conseguiu alcançar um status muito além do esporte. 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

No entanto, não é só Zico que expandiu o esporte por lá, visto que alguns nomes como Gary Lineker, Dunga, Arsene Wenger, Felipão e tantos outros craques jogaram no país

Em 1993, o futebol foi muito consumido pelos japoneses. Esse foi o momento difusor da liga. A chegada desses grandes caras ajudou demais a alavancar o futebol no Japão”, relata Matheus Braga, jornalista do JapãoFC.

Com gol nos acréscimos, as sul-africanas venceram a Itália e se classificaram na segunda posição do grupo G
por
Gustavo Zarza
Thomaz Cintra
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05/08/2023 - 12h

África do Sul e Itália se enfrentaram na disputa por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina 2023, a partida foi realizada na quarta-feira (03), no Wellington Regional Stadium, na Nova Zelândia. O jogo foi melhor para as africanas que por 3 a 2 e garantiram vaga nas oitavas de final pela primeira vez.

O placar da partida foi aberto por Arianna Caruso, logo aos 11 minutos de jogo, em cobrança de pênalti. Depois de uma confusão entre a zagueira Benedetta Orsi e a goleira Durante, veio o gol contra e o empate sul-africano. No segundo tempo, grande problema da África do Sul nesta Copa, Hilda Magaia virou o jogo aos 22 minutos. E coube a Caruso, de novo, marcar o gol de empate das italianas. 2 a 2. Já nos acréscimos, a África do Sul partiu para o ataque e Thembi Kgatlana fez o gol da primeira vitória das sul-africanas em Copas do Mundo, e garantiu a classificação. Final, África do Sul 3 a 2.

Kgatlana marca terceiro gol e garante vitória da África do Sul (Foto: Getty Images)
Kgatlana marca terceiro gol e garante vitória da África do Sul (Foto: Getty Images)

Mesmo com dois gols marcados, o ataque italiano não foi muito eficiente no último terço do campo, e apesar das boas chances criadas, a Azzurri não conseguiu garantir a vitória quando teve a oportunidade. Como se não bastasse, o setor defensivo também teve um desempenho ainda pior que as atacantes, com gol contra de Benedetta Orsi. No final da segunda etapa, uma confusão geral na área fechou o caixão da Itália.


Assim como já havia ocorrido nas duas outras partidas, Milena Bertolini insistiu em uma escalação com diversas jogadoras que não participaram do último ciclo de preparação para a Copa. Ainda que seja mais fácil culpar sempre a treinadora nesse tipo de eliminação, as próprias jogadoras também devem se responsabilizar por terem feito um torneio de modo geral, abaixo da expectativa.

 

Do outro lado, as Banyanas ganharam em dobro na partida, porque além de levar os primeiros três pontos, conquistaram a primeira classificação para a fase final da Copa do Mundo. A seleção nunca havia ganhado um jogo, seja nos mundiais ou nas Olimpíadas. É um dia marcado na história do futebol sul-africano. As sul-africanas foram ousadas,  desde o começo do jogo marcaram as italianas em seu campo de defesa. Mas, toda ousadia tem um preço, a exposição. A Itália saiu na frente após um pênalti infantil de Dhlamini.

O que as italianas não contavam é que as banyanas estavam com um pouco mais de sorte. O gol contra bizarro de Orsi, ainda no primeiro, reacendeu todas as esperanças, porque no segundo tempo o trio ofensivo sul-africano jogou muita bola. Seoposenwe, Magaia e Kgatlana infernizaram a defesa Italiana, com destaque para Hildah Magaia que fez o seu gol e deu assistência para Kgatlana marcar o da classificação.


Falando assim até parece que o jogo foi fácil, mas as italianas quase venceram, se não fosse a goleira Swart.

Sul-africanas comemoram gol de Magaia (Foto: Getty Images)
Sul-africanas comemorando gol de Magaia (Foto: Getty Images)


A África do Sul chega às oitavas de final fazendo um bom campeonato ofensivamente, mas se quiser ter alguma chance contra a Holanda, no sábado (05), às 23h (horário de Brasília), é de extrema urgência treinar a defesa em bolas aéreas.

Colômbia e Marrocos garantem vaga e a Alemanha fica de fora das fases finais pela primeira vez em sua história.
por
Maria Clara Magalhães
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05/08/2023 - 12h

Na manhã desta quinta-feira (03) o Marrocos venceu a Colômbia por 1 a 0 na cidade de Perth, na Austrália. O triunfo marroquino definiu a classificação da seleção para a próxima fase. Além do Marrocos, pelo grupo H, a Colômbia, mesmo com a derrota, terminou em primeiro. O resultado desbanca a favorita do grupo, a Alemanha. A vitória norte-africana foi garantida com gol da atacante Anissa Lahmari. 


Marrocos se tornou a primeira seleção árabe a jogar a Copa do Mundo e em seguida, a conquistar a classificação para as oitavas de final da competição. Foram 17.342 torcedores presentes no HBF Park para assistir ao último confronto da fase de grupos dessa edição da Copa do Mundo Feminina FIFA 2023.

A marroquina, Fatima Tagnaout, em comemoração pela classificação, pulando com seu cabelo sob seu rosto.
A marroquina, Fatima Tagnaout, em comemoração pela classificação. Foto: Reprodução/Twitter @FIFAWWC.

Com a bola rolando, a primeira finalização da partida aconteceu já no primeiro minuto. Ibtissam Jraidi, camisa 9 do Marrocos, recebeu a bola em profundidade, explorou o espaço nas costas da zaga colombiana e finalizou nas mãos da goleira Catalina Pérez. A chance colombiana só veio aos 10 minutos, com Ramírez finalizando para fora. 


Apesar da formação inicial das equipes coincidirem em um 4-2-3-1, as posturas em campo foram opostas. Durante o primeiro tempo, parte do jogo foi concentrado no meio de campo, em uma partida mais morna. Marrocos cedeu espaços no campo ofensivo para que a Colômbia trabalhasse a saída de bola e atraísse a marcação adversária, na intenção de encontrar espaço e trabalhar a posse em verticalidade. Em contraponto, as marroquinas fecharam a linha de passe e impediram a evolução de jogadas das sul-americanas. 

A colombiana, Linda Caicedo em pé, em disputa de bola com a marroquina Zineb Redouani, no chão.
A colombiana, Linda Caicedo, em disputa de bola com a marroquina Zineb Redouani. Foto: Reprodução/Twitter @FIFAWWC.

Aos 30 minutos, a camisa 16, Anissa Lahmari, finalizou de fora da área por cima do gol. No final da primeira etapa, a Colômbia tentou responder com um cruzamento de Linda Caicedo para o cabeceio de Leicy Santos, mas sem perigo. Nos acréscimos, a zagueira colombiana Daniela Arias fez pênalti em Anissa Lahmari. A capitã Ghizlane Chebbak bateu e a goleira Perez defendeu, no rebote, Lahmari balançou as redes e abriu o placar. 


No segundo tempo, a seleção colombiana buscou o empate de forma intensa. O volume de jogo se concentrou no meio de campo com a bola em disputa, o que gerou diversas faltas. As melhores chances foram criadas pela Colômbia, e o poder ofensivo foi parado pela qualidade defensiva do Marrocos e pela goleira Khadija Er-Rmichi. 


A melhor chance da partida aconteceu aos 28 minutos da segunda etapa. Leicy Santos achou um passe em profundidade para Mayra Ramírez, que cruzou para Catalina Usme deixar Linda Caicedo livre de marcação para finalizar. Caicedo finalizou nas mãos da goleira Er-Rmichi. No entanto, a arbitragem anulou o lance por impedido. 


Próximo ao apito final, a seleção colombiana intensificou o volume ofensivo. As marroquinas se defenderam como puderam, tentando encontrar contra-ataques. O escape marroquino chegou aos 45, com Rosella Ayane arrancando em direção a meta e finalizando para a defesa de Catalina Perez. 


A Colômbia foi cotada como favorita para o confronto. Mesmo com mais posse de bola, não criou como de costume e sofreu para furar as linhas bem postadas de Marrocos. O meio-campo colombiano composto por Daniela Montoya e Lorena Bedoya não manteve a boa atuação dos dois primeiros jogos. Apesar da ajuda defensiva, não conseguiram contribuir na construção de jogo.


Marrocos explorou principalmente os lados do campo, buscando a profundidade e encontrando cruzamentos para a área. As marroquinas sustentaram bem o seu jogo para impedir que as colombianas ditassem o ritmo. A linha de defesa foi essencial para anular as principais tentativas de ataque em um jogo muito vertical. O destaque do jogo fica também com o nome do gol, Anissa Lahmari, que trabalhou intensamente nos momentos sem bola e auxiliou nos lançamentos da equipe. 

A atacante marroquina e autora do gol, Anissa Lahmari, emocionada antes da partida olhando para as arquibancadas.
A atacante marroquina e autora do gol, Anissa Lahmari, emocionada antes da partida. Foto: Reprodução/Twitter @dmsportma.

A classificação marroquina foi confirmada um pouco depois do fim do jogo. As africanas tiveram que esperar pelo resultado da partida entre Alemanha e Coreia do Sul, que alguns minutos depois. O empate no outro jogo, deixou a Alemanha com 4 pontos, enquanto a vitória de Marrocos levou a seleção a 6 pontos e garantiu as norte-africanas nas oitavas de final. Histórico!


Nas oitavas de final, a Colômbia volta à campo contra a Jamaica na terça-feira (08), às 5h30 (horário de Brasília), para tentar uma classificação inédita para as quartas de final. Já a próxima partida do Marrocos acontece também na terça-feira (08), às 8h (horário de Brasília), com o sonho de eliminar mais uma favorita, a França. 

Seleções se enfrentaram pela última rodada do grupo C, por 3x1, a seleção zambiana venceu o seu primeiro jogo na história dos mundiais
por
Kauã Alves
Arthur Pessoa
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04/08/2023 - 12h

 

O último jogo das já eliminadas Costa Rica x Zâmbia, foi marcado por gol no início e marca histórica. A partida ocorreu no Estádio Waikato, na Nova Zelândia. As equipes vinham de duas derrotas para as japonesas e espanholas e sentiram o gosto amargo de voltar para casa mais cedo.

Zambianas e costarriquenhas tiveram mudanças em suas respectivas escalações iniciais dos últimos jogos, ambas optaram por esquemas de mais ofensividade. O primeiro tempo começou com domínio da Zâmbia, que aos 2’,  abriu o placar com o chute da zagueira Lushomo Mweemba.

Após boa jogada aos 28’ do primeiro tempo, Barbra Banda é puxada na área e sofre o pênalti, a craque de Zâmbia bateu no canto direito da goleira para ampliar o placar. O gol da camisa número 11 foi o milésimo gol da história da Copa do Mundo feminina.

Com o gol adversário, a Costa Rica despertou no jogo, com mais volume de jogadas, as ‘Ticas’ tiveram boas finalizações, mas pararam nas defesas de Catherine Musonda.

As costarriquenhas anotaram seu primeiro gol na Copa do Mundo com Melissa Herrera, após um bate-rebate chorado na defesa zambiana, aos 2’ do segundo tempo. A atacante até chegou a balançar as redes novamente, mas viu seu tento ser anulado por impedimento.

Barbra Branda comemora o segundo gol da Zâmbia no jogo Imagem: FIFA.com
Barbra Branda comemora segundo gol da Zâmbia no jogo Imagem: FIFA.com

A seleção de Costa Rica até chegava ao ataque, mas com pouca produtividade, permitindo que a vitória de Zâmbia não ficasse ameaçada, e aos 93’, com um passe açucarado de Barbra Banda, Rachel Kundananji fechou o placar em 3 a 1. O último gol zambiano foi histórico, pois foi o milésimo gol na história da Copa do Mundo Feminina.

A Zâmbia terminou na terceira colocação do grupo C, com três pontos e um saldo de gols de oito negativo, enquanto a Costa Rica despediu-se do torneio com nenhum ponto, apenas um gol anotado e um saldo negativo de sete.