Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

O melhor do mundo sofreu no confronto contra o jovem alemão Vincent Keymer e precisou de seis partidas para vencer o duelo
por
Allan Henrique
|
19/08/2023 - 12h

Na sexta (11), mais uma rodada da Copa do Mundo de Xadrez foi finalizada e a competição se aproxima cada vez mais de sua grande final. Durante a quarta rodada, apenas seis matches foram encerrados na etapa de clássicas, deixando outros dez confrontos para o desempate nas rápidas. Entre eles, alguns foram emocionantes do início ao fim, como o do Grande Mestre cinco vezes campeão mundial Magnus Carlsen contra o prodígio alemão Vincent Keymer, que levou o GM norueguês a sua primeira derrota no torneio. Enquanto a experiência de Magnus prevaleceu sobre a juventude de Keymer, do outro lado do chaveamento o atual número dois do mundo, Hikaru Nakamura, acabou derrotado pelo indiano Rameshbabu Praggnanandhaa, de apenas 17 anos.

O match de Magnus Carlsen contra o GM alemão Vincent Keymer foi, até aqui, o confronto de maior destaque em todo o torneio. Vale lembrar que Magnus Carlsen disputa a Copa do Mundo pela terceira vez e nunca venceu a competição (No xadrez, existem tanto a Copa do Mundo de Xadrez quanto o Mundial de Xadrez. A Copa do Mundo, embora bastante prestigiada pela participação de tantos enxadristas de destaque, não é a maior premiação da FIDE - Federação Internacional de Xadrez. Os três melhores colocados na Copa do Mundo ganham vaga no Torneio de Candidatos. O vencedor do torneio desafia o campeão mundial pelo Campeonato Mundial de Xadrez, sendo esse o maior título da modalidade. Logo, Magnus é cinco vezes campeão mundial por vencer o campeonato).

Do último ano para cá, a lenda norueguesa demonstrou cada vez mais desânimo com o xadrez clássico (partidas clássicas ou partidas pensadas, que levam horas para terminar), chegando até a renunciar ao direito de defender seu título no Campeonato Mundial. Magnus constantemente afirma considerar as partidas clássicas muito estressantes - inclusive em entrevista durante essa Copa do Mundo - e tem preferido participar de torneios com diferentes controles de tempo. Diante de todos esses acontecimentos, há a expectativa de que essa possa ser a última Copa de Magnus, o que gera uma comoção extra para o torneio.

Apesar de tudo que cerca Magnus Carlsen e as expectativas geradas para essa Copa do Mundo, o Grande Mestre norueguês estava vencendo seus adversários sem muitas dificuldades. Na segunda rodada, conseguiu um 2 a 0 nas clássicas contra o GM georgiano Levan Pantsulaia. Na terceira, Magnus enfrentou o amigo e conterrâneo GM Aryan Tari. O duelo também se encerrou nas clássicas, com uma vitória para Carlsen e um empate. Chegando na quarta rodada, ficou diante do Grande Mestre alemão de apenas 18 anos, sexto melhor enxadrista jovem do mundo com 2701 pontos de rating.

Na primeira partida de clássicas (na Copa do Mundo, as partidas clássicas têm 90 minutos para cada jogador com acréscimo de mais 30 minutos após o lance 40, além de 30 segundos de incremento desde o primeiro lance), Magnus jogou de pretas e Keymer de brancas. O jogo chegou ao período final com um empate à vista, mas teve uma reviravolta: o norueguês, conhecido por ser um dos maiores especialistas em finais no xadrez, cometeu um erro grave, no qual Keymer converteu em uma vitória. A derrota fez Magnus perder sua primeira partida na competição e ficar à beira de uma eliminação. (Por finais, entende-se o estágio do jogo. O xadrez, em geral, conta com três estágios: abertura, meio-jogo e finais. A abertura é marcada pelo desenvolvimento das peças, e entre profissionais, costuma ser equilibrada por conta do rico conhecimento teórico dos jogadores. O meio-jogo acontece após o desenvolvimento das peças e dita o rumo que a partida deve levar, cada jogador tem a sua ideia e busca a iniciativa a fim de ganhar material, vantagem posicional ou conseguir um ataque contra o rei adversário. A etapa final se caracteriza após muitas trocas e poucas peças no tabuleiro. Em geral, o resultado da partida já parece claro, seja ele um empate ou triunfo, mas é necessário ter muito conhecimento nessa área para saber converter vantagens ou conseguir as melhores defesas).

magnus
Magnus Carlsen e Vincent Keymer se cumprimentam, após o norueguês abandonar a primeira partida do match. Reprodução/ FIDE

 

Na segunda partida, jogando de brancas, Magnus tinha a árdua tarefa de vencer Keymer para garantir sua continuidade. A abertura seguiu normalmente, e com a necessidade da vitória, Carlsen precisou tirar o prodígio alemão de sua zona de conforto buscando a iniciativa. Entretanto, ainda no lance 16, o norueguês realizou um movimento errado que abriu uma possibilidade para Keymer aplicar um golpe tático afim de obter vantagem. O golpe consistia em sacrificar o seu cavalo em troca de um peão. Assim, o norueguês iria capturar a peça e Vincent apanharia outro peão com sua torre, ameaçando um cavalo e um bispo ao mesmo tempo, impossibilitando Magnus de defender ambos. Com isso, ao final do golpe, Keymer iria recuperar a peça sacrificada e ainda ficaria com dois peões a mais. A vantagem seria suficiente para assegurar o empate e avançar para a próxima fase. Vincent, no entanto, temeu o sucesso do sacrifício e optou por movimentos mais defensivos, trocando peças. A abordagem escolhida pelo alemão não trouxe a vantagem, mas deu sequência à uma partida muito equilibrada e muito difícil para Magnus contornar. Após muita luta, o norueguês conseguiu uma boa iniciativa e exigiu de seu adversário lances cada vez mais precisos. No lance 52, o alemão enfim cometeu um erro quase imperceptível, mas não para o melhor do mundo. A posição ficou insustentável para Keymer e após dez lances o alemão foi derrotado.

Como de costume, o desempate ocorreu nas partidas rápidas, em que cada jogador tem 25 minutos no relógio e 10 segundos de incremento a cada lance. Em caso de empate, uma nova série de dois jogos será disputada com o tempo reduzido, e assim segue até um dos enxadristas ter a vantagem definitiva.

A primeira série de rápidas foi dramática e certamente deixou o norueguês frustrado. Em ambos os jogos, Magnus obteve vantagem ao final e precisava apenas colocar em prática sua técnica para converter o jogo em vitória, entretanto, não encontrou os melhores lances e viu o alemão se recuperar duas vezes, deixando a oportunidade de avançar escapar, o que deu início a uma nova série de duas partidas.

Dessa vez, com 10 minutos para cada jogador e 10 segundos de acréscimo por lance, Magnus e Keymer fizeram uma partida extremamente precisa do início ao fim e terminaram empatados. Na segunda, o melhor do mundo jogou de brancas e quis a todo o custo dar fim ao match mais desafiador do torneio. A partir de um erro de Keymer, Magnus conquistou a iniciativa e obteve vantagem material para o final. O alemão resistiu e buscou igualar a partida através de ataques ao rei, mas o norueguês forçou uma troca de damas, deixando o tabuleiro com apenas dois peões e rei para as pretas e quatro peões e rei para as brancas. Após a jogada, Vincent Keymer abandonou a partida, deixando Magnus na luta pelo seu primeiro título no campeonato.

Hikaru Nakamura eliminado

Nos últimos meses, o Grande Mestre americano Hikaru Nakamura demonstrou desempenho exemplar no tabuleiro, venceu tanto torneios online quanto presenciais e conquistou o segundo lugar do ranking mundial, com 2787 pontos de rating. No entanto, seu desempenho na Copa do Mundo foi abaixo do esperado. Na segunda rodada, ficou perdido durante seu match contra o GM indiano Karthik Venkataraman e conseguiu a classificação por pouco. Na quarta, o americano enfrentou o indiano prodígio Rameshbabu Praggnanandhaa, 29º colocado no ranking mundial com 2707 pontos.

Nas clássicas, os dois empates entre os Grandes Mestres eram esperados, mas o desenrolar das partidas rápidas surpreendeu. Como dito anteriormente, o estágio de abertura entre profissionais é extremamente equilibrado, pois a maior parte das aberturas seguem linhas teóricas que os Grandes Mestres têm memorizadas. Neste jogo, Nakamura errou a ordem de movimentos e no lance 12 perdeu um cavalo. O americano ainda tentou buscar um contra-jogo, mas o indiano soube se precaver de todas as ameaças de seu adversário e buscou seu próprio ataque. Após 32 lances, Hikaru Nakamura desistiu da partida.

 

PRAG
Com apenas 17 anos, o GM indiano Praggnanandhaa superou um dos grandes favoritos da competição. Reprodução/ FIDE

 

Na segunda rodada, Nakamura tinha a obrigação de buscar uma vitória de pretas. Com as peças brancas, Praggnanandhaa não deu chances para o americano buscar uma iniciativa, e aproveitou da exposição do rei adversário para iniciar um ataque devastador, conquistando a segunda vitória definitiva. Nakamura foi eliminado da competição após um 2 a 0 nas partidas rápidas.

 

Começam as oitavas de final

 

Agora, apenas 16 Grandes Mestres seguem na competição. Dentre eles, quatro são GMs Indianos, são eles: Rameshbabu Praggnanandhaa, Arjun Erigaisi, Vidit Gujrathi e Gukesh Dommaraju. Gukesh tem apenas 17 anos e já figura entre o top 10 do ranking mundial. Durante a Copa do Mundo, o jogador fez história ao ultrapassar a maior lenda do xadrez conterrâneo, Viswanathan Anand, no ranking mundial. O ex-campeão mundial reinou como o líder de rating indiano por 36 anos, sua hegemonia foi quebrada pelo garoto, que junto com os outros remanescentes, mostram que o futuro do xadrez indiano tende a ser brilhante.

GUKESH
Gukesh, agora, melhor enxadrista indiano do mundo, segue avançando na Copa do Mundo. Reprodução/ FIDE

O duelo em destaque será o match entre Magnus Carlsen e a lenda ucraniana Vasyl Ivanchuk. Embora hoje esteja ranqueado apenas como o número 66 do mundo, o Grande Mestre ucraniano já figurou no top 3 mundial em múltiplos anos e é extremamente respeitado na comunidade. Em partidas clássicas, Magnus e Ivanchuk já se enfrentaram 27 vezes, com oito vitórias para o norueguês, três para o ucraniano e 16 empates. Uma partida famosa entre os dois ocorreu no controle de tempo conhecido como Blitz (três minutos para cada jogador com dois segundos de incremento por lance), no Campeonato Mundial de Blitz de 2015. Os dois se enfrentaram na final do torneio, e após um movimento inesperado do ucraniano, o norueguês reagiu sem perceber a ameaça do adversário. Ivanchuk conseguiu um xeque-mate surpresa e saltou de sua cadeira após o lance. Depois do aperto de mãos, Magnus foi gravado saindo do evento extremamente frustrado com seu desempenho.

 

O atual campeão da Copa do Mundo, o GM polonês Jan-Krzysztof Duda, enfrenta o número 3 do ranking Fabiano Caruana, em um duelo muito aguardado. O russo Ian Nepomniachtchi, atual vice-campeão mundial, enfrenta o indiano Vidit Santosh Gujrathi. As oitavas de final acontecem entre os dias 12 e 14 de agosto, e é possível acompanhar as partidas ao vivo a partir das 8h tanto no youtube quanto em sites como o lichess e o chess.com, onde é possível ver lance-a-lance junto a uma análise dos computadores.

 

Equipe sueca faz 2 a 1 e manda as asiáticas de volta para casa
por
Lucca Ranzani e João Serradas
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18/08/2023 - 12h

A equipe sueca tirou o favoritismo do Japão e eliminou a seleção, que até o momento era destaque nesta edição da Copa do Mundo, na madrugada desta sexta-feira (11). A equipe europeia fez 2 a 1, Amanda Ilestedt e Filippa Angeldhal marcaram para as suecas, e Honoka Hayashi diminuiu para as japonesas já no fim da partida. Agora a Suécia segue rumo ao primeiro título da competição, junto às demais seleções vivas no torneio. Com a eliminação das asiáticas, é confirmado que teremos uma campeã inédita, já que restaram apenas as seleções que nunca levantaram o troféu.

Sabia-se que o confronto contra as japonesas não seria nada fácil, mas as suecas começaram firme e foram as que mais criaram chances na primeira etapa. Enquanto a Suécia aproveitou das bolas paradas, as asiáticas mantiveram a bola no pé para administrar a partida e acelerar o ritmo do jogo, a fim de quebrar as linhas da defesa sueca. Apesar do Japão ter feito isso em outras partidas nesta Copa, o começo deste jogo foi diferente.

A Suécia pressionou o Japão muitas vezes e manteve a defesa sólida em todo o primeiro tempo. Com um futebol forte e inteligente, as suecas ficaram boa parte do tempo no campo adversário e chegaram ao gol pela primeira vez aos 24 minutos, após passe açucarado da lateral Bjorn para atacante Blackstenius, que ficou cara a cara com a goleira e de direita, chutou para fora, mas isso não desanimou.

Aos 31 minutos saiu o primeiro gol de uma jogada de bola parada. Depois de cobrança de falta na área, a goleira Yamashita espalmou, mas a sobra ficou com as suecas, que aproveitaram o bate e rebate dentro da pequena área até que a bola caiu nos pés de Ilestedt, que chutou forte para o fundo da rede. As suecas tiveram chance de ampliar o placar ainda no primeiro tempo, com uma bola na trave da capitã e artilheira da seleção, Kosovare Asllani, aos 41 minutos. Fim de primeiro tempo, 1 a 0.

Na segunda etapa, a Suécia continuou pressionando as japonesas e criou jogadas de perigo, principalmente nos cruzamentos característicos das suecas. Logo no início, após esse cruzamento venenoso, a bola bateu na mão de Fuka Nagano e, após revisão no VAR, a árbitra assinalou penalidade máxima, que acabou sendo convertida por Filippa Angeldal.

O jogo continuou com as duas seleções pressionando, a Suécia tentando matar a partida e o Japão tentando descontar para buscar o empate. Até que aos 73 minutos, Hinata Miyazawa foi derrubada na área pela sueca Madelen Janogy e foi marcado pênalti para as japonesas. Miyazawa foi para a cobrança e a bola explodiu no travessão. Aos 86 minutos, em cobrança de falta, Fujino acertou o travessão e a bola bateu nas costas da goleira Musovic, caindo milimetricamente na linha, salvando a Suécia de tomar um gol. Logo em seguida, num bate rebate na área, Hayashi marcou o gol japonês, porém já era tarde demais para buscar a reação. Fim de jogo, 2 a 1 e classificação sueca para as semifinais.

Comemoração sueca após classificação (Foto: David Rowland/Reuters)
Comemoração sueca após classificação (Foto: David Rowland/Reuters)

 

A seleção japonesa exibiu um desempenho esforçado, porém insuficiente para superar suas adversárias. A equipe japonesa demonstrou sua conhecida habilidade em controlar a posse de bola e construir jogadas através de toques precisos, refletindo sua abordagem de jogo caracteristicamente técnica. No entanto, a defesa japonesa enfrentou dificuldades em conter os avanços agressivos das jogadoras suecas, resultando em dois gols.

A capacidade de resposta das japonesas foi evidente quando conseguiram marcar um gol. Embora tenham mostrado momentos de brilho, a falta de eficácia na finalização e a vulnerabilidade defensiva acabaram por custar a eliminação da equipe japonesa do torneio.

As suecas novamente derrubaram mais uma forte seleção e mostraram que não vieram para passear nessa copa do mundo. Classificaram-se para as semifinais e se colocaram mais ainda como fortes candidatas ao título e com grandes condições de se tornarem campeãs, porém será necessário trabalhar o psicológico para não cometer os mesmos erros que foram cometidos em outras edições de Copa e em outros torneios importantes.

A Suécia irá jogar as semifinais contra a outra candidata ao título: a Espanha, que eliminou a forte seleção da Holanda.

Las Rojas garantiram vaga inédita para as semifinais com gol da joia espanhola nas prorrogações
por
Maria Fernanda Müller
Pedro Pina
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17/08/2023 - 12h

Espanha e Holanda se enfrentaram na quinta-feira (10) pelas quartas de finais da Copa do Mundo. O jogo ocorreu no Estádio Regional de Wellington (Sky Stadium), na Nova Zelândia. A disputa foi intensa do começo ao fim, e rendeu mais de 30 minutos de prorrogação. No final, a Espanha levou a melhor e venceu a Holanda no placar de 2 a 1.
 

PRIMEIRO TEMPO

Ao apitar o início do jogo, a seleção espanhola não perdeu tempo e já foi com garra para cima da Holanda. A linha de defesa das holandesas começou desorganizada, com dificuldade na marcação. 

Aos 17 minutos, surgiu um possível pênalti para a seleção espanhola.  As jogadoras alegaram que Stefanie van der Gragt, camisa 3, havia defendido o rebote com a mão. Mas eventualmente nenhuma penalidade foi aplicada, já que a jogadora só tinha se desequilibrado em um jogo de corpo. 

Seguindo o jogo, a zona de defesa da OranjeLeeuwinnen estava totalmente em apuros com as investidas espanholas. E mais uma vez, a esperança dos Países Baixos foi mantida por Daphne van Domseelar, camisa 1 e goleira, destaque do time. 

Segundo as estatísticas, enquanto a Holanda tinha uma média de 28 segundos de recuperação de bola, a Espanha tinha em 10 segundos. As únicas jogadas ofensivas das holandesas eram trabalhadas por Lineth Beerensteyn, camisa 7, quando a bola chegava no seu pé. Porém, nenhuma delas rendeu um gol. 

Por outro lado, aos 37 minutos, Esther González, camisa 9, conseguiu passar a barreira de van Domseelar e fazer um gol de rebote. No entanto, foi marcado o impedimento. O jogo começou a ficar cada vez mais perigoso para a seleção holandesa. 

Nesta primeira etapa, González foi um dos nomes da Espanha. Ela foi um destaque para sua equipe e uma grande ameaça para a adversária. Daphne van Domseelar segurou bem o enorme talento da craque espanhola em achar chance de gol. O primeiro tempo acabou sem pontos para ambas seleções. 

SEGUNDO TEMPO

No segundo turno da partida, a seleção Holandesa voltou mais focada e deixou o jogo equilibrado, diminuindo as chances para a Espanha. Aos 18 minutos, Beerensteyn recebeu lançamento, invadiu a área e foi derrubada por Paredes. A árbitra Frappart marcou penal e deu amarelo para a espanhola, mas anulou suas decisões após consultar o VAR.

Após momento parelho entre as duas equipes, em um lance repentino faltando 10 minutos para o fim da partida, a zagueira Van der Gragt acabou impedindo um cruzamento com a mão dentro da área. A árbitra consultou o VAR e, sem muita discussão, deu o pênalti, que foi convertido por Mariona Caldentey, abrindo o 1 a 0.

A partida parecia se encaminhar para o apagar das luzes, mas aos 47 minutos a seleção holandesa conseguiu uma enfiada de bola na desatenção das espanholas, e a zagueira Van der Gragt passa de vilã para heroína, surgindo como elemento surpresa, e acerta um petardo no canto esquerdo do gol, deixando o placar em 1 a 1 e encaminhando a partida para a prorrogação.

No tempo extra, parecia que o jogo havia tomado um novo rumo e as holandesas se demonstraram superiores. Beerensteyn, a camisa 7, vinha fazendo uma excelente partida e teve duas chances na cara do gol para virar o jogo e desperdiçou. Como a regra é clara, a lei do quem não faz toma entrou em ação e a joia espanhola Paralluelo, com uma linda jogada pela ponta, juntou suas habilidades com a bola e a velocidade do atletismo de seu passado recente e cortou a defesa holandesa, chutando no canto direito da goleira Daphne van Domseelar. Paralluelo fez a Espanha atravessar a linha de chegada das semifinais pela primeira vez em sua história. 

 

Salma Paralluelo
Salma Paralluelo comemorando o gol da vitória para a seleção espanhola. 


E AGORA?

As espanholas voltam a campo na terça-feira (15) contra a Suécia, em busca de uma vaga para a final. O jogo ocorre às 5:00h horário de brasília.

Quanto às holandesas, atuais vice-campeãs, não foram além do esperado, já que fazem parte de uma seleção forte e comum na competição. A ausência de Daniëlle Van de Donk, camisa 10, fez muita diferença nesse jogo. A estreia de Andries Jonker na Copa foi satisfatória, e os fãs já imaginam como será para a OranjeLeeuwinnen futuramente com o novo técnico. 

Em um jogo apertado, as Leoas superam Las Chicas e chegam a terceira semifinal de copa seguida.
por
Leonardo de Sá
Maria Clara Magalhães
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15/08/2023 - 12h

A Inglaterra enfrentou a Colômbia no último sábado (12), pelas quartas de final da Copa do mundo Feminina FIFA 2023. A partida aconteceu no Accor Stadium, na Austrália, para um público de 75.784 pessoas.

Com os resultados das oitavas de final, as Lionesses não entraram em campo com o favoritismo esperado após decidirem nos pênaltis o confronto diante da Nigéria. Mesmo com um estilo de jogo ofensivo e rápido, a equipe comandada por Sarina Wiegman enfrentava dificuldades para decidir os jogos. 

A Colômbia, por outro lado, vinha de resultados mais cativantes. Após a vitória contra a Alemanha na segunda rodada, as Las Chicas mostraram o poder do futebol latino. Além de serem as últimas representantes das Américas na Copa, as colombianas chegaram pela primeira vez na história da seleção as quartas de final de uma Copa do Mundo.

Os primeiros minutos de jogo foram dominados pelas inglesas, que se arriscavam na área adversária, mas não conseguiam concluir suas jogadas com perigo. Logo aos 6 minutos de jogo, Carolina Arias se lesionou e deixou o campo. A ausência da lateral complicou a vida da equipe, que sofreu pressão. 

O desafogo das Las Chicas veio com as jogadas individuais da promessa Linda Caicedo. As jogadas pelas pontas e o um contra um das colombianas trouxe perigo a meta inglesa. Aos 44 minutos da primeira etapa, Leicy Santos partiu para a jogada individual e encobriu Mary Earps com um belo chute para abrir o placar, 1 a 0.


Depois do gol, a Colômbia recuou para manter a vantagem no placar pelo menos no primeiro tempo. Mas, aos 51 minutos, após um erro da goleira colombiana Catalina Pérez, Lauren Hemp aproveitou e empatou o confronto, 1 a 1.

 

Inglaterra derrota colômbia e está a um passo da final
A jovem promessa Linda Caicedo contra a experiente Lucy Bronze. Foto: Reprodução/X @Lionesses

No segundo tempo, a Colômbia tentou voltar a frente do placar já no primeiro minuto. Mayra Ramírez infiltrou na grande área, aproveitou o passe de Leicy Santos para finalizar com força, mas sem efeito. A seleção colombiana teve duas chances e apostou novamente nos lados do campo e na manutenção da posse de bola.

A Inglaterra respondeu nos minutos seguintes. As inglesas também duelaram pela posse de bola, para aproveitar as pontas e acionar o jogo aéreo. Quatro minutos depois, conseguiram dois escanteios, porém, nenhuma grande chance para ambas as equipes até então.

Aos 17 minutos, Alessia Russo virou o jogo e marcou o gol da classificação. Georgia Stanway deu um passe quebrando as linhas colombianas e deixou a camisa 23 em boas condições para fazer o 2 a 1. No lance, os setores das sul-americanas estavam espaçados e sem compactação. O problema se estendeu durante o jogo.

Inglaterra derrota colômbia e está a um passo da final
Alessia Russo comemora o gol da classificação. Foto: Reprodução/X @Lionesses


Nos acréscimos, a Inglaterra precisou mostrar força defensiva. Ramírez conseguiu uma finalização para fora e Caicedo também levou perigo, mas não conseguiram o gol. As colombianas foram eliminadas fazendo história e a Inglaterra segue em busca de um título inédito. 

A Colômbia tentou como pôde o empate, mas não exibiu uma boa conexão no setor ofensivo. Mesmo com a eliminação, essa foi melhor edição colombiana nos aspectos técnicos, táticos e físicos. No jogo da eliminação, a seleção colombiana cedeu espaços para as inglesas trabalharem a bola. Com a posse, as adversárias construíram chances e fizeram valer o valer o favortisimo. Erros individuais, como o da goleira Pérez, foram determinantes para o resultado.

Do outro lado, as favoritas foram melhores, tiveram mais controle das ações, porém, as produções não foram tão efetivas. A Inglaterra permaneceu confortável na partida e mostrou segurança defensiva, o time se movimentou bem e na primeira vez que saiu atrás do placar em Copa do Mundo, conseguiu superar as adversárias.

O destaque fica com Alex Greenwood. A zagueira foi essencial para a distribuição do time, participando da parte ofensiva e sendo a opção para começar as jogadas. Além disso, foi superior na defesa sempre que acionada e essencial na construção do segundo gol.
A Inglaterra chega à semifinal pela terceira vez consecutiva. A partida que decidirá a última finalista da edição será na quarta-feira (16), às 7h (horário de Brasília), contra a Austrália. O vencedor do confronto fará a final da competição ao lado da seleção vitoriosa entre o embate de Espanha e Suécia, que jogam na terça-feira (15), às 05h (horário de Brasília).
 

Com estratégia marcante e recuperação rápida, a seleção australiana avança no mata-mata com chance de mudar o cenário de 2015
por
Gabriela Figueiredo Rios
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14/08/2023 - 12h

A Dinamarca enfrentou a Austrália nesta segunda-feira (7), em jogo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina. As australianas levaram a vitória por 2 a 0, no Accor Stadium australiano, e se classificam para as quartas de final pela segunda vez em sua história. As dinamarquesas voltam para casa seguindo a tradição de não ultrapassar o mata-mata. 

Esta foi a quinta vez que as australianas participaram de um mata-mata em Copa do Mundo, alcançando a fase em todos os torneios desde de 2007. As Matildas golearam o Canadá por 4 x 0, o que assegurou a liderança no grupo B e classificou o time para as oitavas. As jogadoras entraram na expectativa da estreia de Sam Kerr, atacante e capitã da seleção, que estava afastada da fase de grupos devido uma lesão na panturrilha. 

A atacante australiana entrou em campo aos 80’ de jogo, em substituição de Hayley Raso, mas não fez nenhum gol. Entretanto, a presença garantiu o caminho aberto para a participação da capitã para o próximo jogo contra a França, no sábado (12), às 04:00 AM (de Brasília). 

A partida começou com domínio da Dinamarca, que garantiu a posse de bola (56% a 44%) logo no início do jogo e investiu na marcação em cima das australianas. Aos 11’ de jogo, a seleção já tinha finalizado duas vezes, com destaque para a tentativa individual da artilheira Pernille Harder aos 16’, com uma boa roubada no meio de campo.

Mas quem abriu o placar foi a Austrália, aos 28’ do primeiro tempo, em um contra-ataque direcionado pela atacante Mary Fowler. Após colocar a bola nos pés da meio-campista Caitlin Foord, com um chute longo no meio do campo, a jogadora que corria a todo vapor para escapar da marcação dinamarquesa, conseguiu resgatar a bola já na área adversária e sozinha chutou entre as pernas da goleira Christensen, marcando o primeiro gol da seleção na partida. 

Apesar da Dinamarca ter conseguido a maior posse de bola e o domínio da partida no início do primeiro tempo, as australianas se recuperaram com rapidez após perceber que teriam que criar as próprias chances contra a marcação adversária. As Matildas investiram em jogadas individuais e efetivas quando conseguiam a posse de bola, adentrando a marcação com apenas uma jogadora e puxando desafios “mano a mano”.

Nenhuma das duas seleções construíram muito no primeiro tempo, visto que as australianas tiveram que criar novas estratégias para virar o jogo e as dinamarquesas perdiam tempo em passes longos no meio do campo, e em seguida partiam direto para o ataque, como se estivessem tentando segurar as adversárias no meio, mas sem sucesso. 

Aos 37’, Foord, camisa nove, tentou mais uma investida, mas a finalização bateu na defensora dinamarquesa Sevecke e saiu pela linha de fundo.

gol da foord dinamarca x austrália
Gol da Foord aos 28 minutos do primeiro tempo / Reprodução Mundo dos Inconfidentes

O segundo tempo foi a chance da Dinamarca tentar virar a partida a seu favor, mas continuaram cometendo o mesmo erro e a Austrália marcou seu segundo gol que garantiu a vaga nas quartas de final. Aos 70’, Fowler novamente prepara o ataque e chuta de dentro da área adversária. Van Egmond, camisa 10, dominou a bola no meio para Raso carimbar de perto do gol. Uma jogada coletiva que levantou o público. 

Lars Sondergaard fez as cinco alterações possíveis no time da Dinamarca, que continuou tentando até o último segundo se recuperar no jogo e não perderam o foco em nenhum momento. Mesmo não sendo suficiente, a chegada das escandinavas nesta partida é um marco para a seleção, que não participa da Copa do Mundo a quatro anos  e vai aposentar Pernille Harder tendo chegado a fase de mata-mata depois do torneio de 1995, no qual foi a sua última vez.

Por outro lado, as Matildas passam para a próxima fase para enfrentar a França, que tende a ser uma partida acirrada. A estatística de domínio das francesas, prevista pela FIFA, é de 44%, com 29% de chance de prorrogação. As australianas criam a sua chance por dominarem a habilidade de mudar a estratégia no meio do jogo para se recuperarem rápido de marcações e ataques adversários, como visto nesta partida, e pela previsão de volta da Sam Kerr aos campos, após sua participação nos últimos minutos de jogo. 

A capitã do time joga no Chelsea e é amplamente conhecida como uma das maiores jogadoras de futebol atualmente. Kerr foi a primeira jogadora australiana (masculina ou feminina) a marcar um hat-trick em uma Copa do Mundo - de 2019 - participa do torneio desde 2011 e chegou a receber uma Medalha de Ordem da Austrália (OAM) por seus "serviços ao futebol".


Imagem de capa: Seleção Feminina da Austrália / Reprodução Trivela