A maioria dos matches das oitavas de final da Copa do Mundo de Xadrez se encerraram na etapa de clássicas. Os Grandes Mestres (GMs) Magnus Carlsen, Dommaraju Gukesh, Nijat Abasov, Fabiano Caruana, Dominguez Perez Leinier, Arjun Erigaisi e Rameshbabu Praggnanandhaa garantiram suas vagas durante as partidas pensadas e aproveitaram um dia de descanso para a próxima fase. O único duelo que avançou às etapas de rápidas foi o do GM russo Ian Nepomniachtchi contra o indiano Vidit Gujrathi. O russo, duas vezes vice-campeão do Campeonato Mundial de Xadrez, acabou sendo eliminado ao empatar quatro partidas seguidas e sofrer duas derrotas na última série.
O duelo entre o número 1 do mundo, Magnus Carlsen, contra o ucraniano Vasyl Ivanchuk foi resolvido com duas vitórias para Carlsen. Jogando de brancas na primeira partida, o norueguês disputou uma batalha difícil contra Ivanchuk, mas pouco a pouco tornou a posição cada vez mais confusa e forçou um erro do ucraniano, e assim, conseguiu o primeiro triunfo. Na segunda, Ivanchuk jogou precisando de uma vitória para levar o match ao desempate, mas Carlsen forçou muitas trocas e chegou ao final do jogo com um peão a mais, fazendo com que Ivanchuk, sem chances de vitória, abandonasse a partida. Ao final da partida, em entrevista, Magnus ainda afirmou que seu adversário chegou a oferecer um empate, algo que já garantiria sua classificação, mas a oferta foi recusada pelo norueguês, que disse: “Eu não sou comumente conhecido por ser piedoso”.
Outro fato curioso do match foi a rapidez de Ivanchuk em seus movimentos. Nas partidas clássicas dessa Copa, cada jogador tem 90 minutos, além de um acréscimo de 30 minutos após o lance 40 e 30 segundos de incremento por lance. O ucraniano, entretanto, abandonou a segunda partida ainda tendo uma hora e oito minutos restantes, além dos acréscimos, enquanto Magnus só tinha mais 15 minutos. Apesar de já ter sido campeão mundial de blitz (três minutos para cada jogador com dois segundos de incremento por lance), inclusive contra o próprio Magnus Carlsen, enfrentar um dos maiores enxadristas da história em um ritmo tão acelerado não teve um bom resultado.
Em outro confronto muito esperado, o GM americano Fabiano Caruana, atualmente na terceira posição do ranking mundial, enfrentou o polonês Jan-Krzysztof Duda, número 19 do mundo e atual campeão da competição. Na primeira rodada, ambos tiveram a incrível precisão de 98.8% segundo os computadores, e a partida terminou empatada. Na segunda, o polonês jogou de brancas e buscou evitar um desempate nas rápidas, mas foi Caruana que ditou o ritmo da partida e encontrou os melhores lances, avançando para a próxima fase.
Ian Nepomniachtchi, atualmente número 5 do mundo, enfrentou o indiano Vidit Santosh Gujrathi, que com 2723 pontos, é o vigésimo terceiro do ranking mundial. O equilíbrio entre os jogadores já era esperado, com dois empates nas clássicas o duelo avançou às rápidas, onde empataram mais duas vezes na primeira série. (A etapa de desempate ocorre nas rápidas, em que a primeira série começa com 25 minutos para cada jogador, além de 10 segundos de incremento por lance. Em caso de empate, mais uma série de dois jogos é realizada, assim seguindo até que um dos jogadores conquiste uma vantagem definitiva).
Na primeira partida, após um meio-jogo extremamente disputado, com boas chances para ambos os lados, uma imprecisão do russo fez com que Gujrathi chegasse ao final do tabuleiro com um peão há poucos lances de ser promovido. Essa vantagem fez com que Nepo ficasse com suas peças engessadas, e o indiano pôde ir pouco a pouco desestabilizando a posição do russo, que rapidamente abandonou a partida. O segundo jogo teve rumo parecido com a do match de Hikaru Nakamura e Praggnanandhaa, na rodada anterior. Nepo jogou de pretas, e precisou buscar uma vitória contra um excelente jogador. Por conta dessa urgência, o russo acabou se apressando em seu ataque, deixando Gujrathi em posição confortável. Apesar de algumas imprecisões de ambos os lados, o indiano conseguiu mais uma vitória, avançando na competição.
Com isso, restam apenas oito jogadores na competição. Como partidas em destaque para a próxima rodada, vale ressaltar o embate entre dois jogadores presentes no top 10 mundial, o confronto entre Magnus Carlsen e o prodígio indiano Gukesh. O campeonato ainda conta com a presença de quatro Grandes Mestres indianos, mas pelo menos um deles se despede nas quartas de final. Arjun Erigaisi enfrenta Praggnanandhaa, ambos com a mesma faixa de idade. Gujrathi enfrenta o azerbaijano Nijat Abasov, que vem surpreendendo desde o início da competição, eliminando o top-7 mundial Anish Giri. Fabiano Caruana enfrenta o compatriota Dominguez Perez, décimo sexto no ranking mundial com 2739 pontos.
Copa do Mundo de Xadrez Feminina chega a semifinal
No torneio feminino, a competição já alcança a semifinal, restando quatro enxadristas na busca pelo título. Dentre as jogadoras, a búlgara Nurgyul Salimova se destaca por ser a única que ainda não conquistou o título de Grande Mestre, o mais alto da FIDE. A jogadora tem 2403 pontos de rating e ainda é ranqueada como Mestre Internacional.
Na semifinal, a búlgara enfrenta a ucraniana Anna Muzychuk, que vem de vitórias contra a GM alemã Elisabeth Paehtz e sua própria irmã, Mariya Muzychuk. Na outra chave, a número 3 do ranking feminino Aleksandra Goryachkina, da Rússia, joga contra a chinesa Tan Zhongyi.
É possível acompanhar todas as partidas pelos canais da FIDE no Youtube ou através de plataformas como o Chess.com e o Lichess.com, que mostram a partida lance a lance com análises de computador. O torneio ocorre até o dia 25 de agosto, com o Feminino se encerrando um pouco mais cedo, no dia 22.
Em um evento sólido e repleto de boas lutas, a atenção ficou voltada inteiramente para a coroação de Sean O’Malley como o novo campeão dos galos. No confronto principal, realizado em Boston, EUA no último sábado (19), o desafiante derrubou o campeão Aljamain Sterling com um cruzado de direita e o finalizou no chão com uma sequência de golpes. No coevento principal, a campeã Zhang Weili dominou a brasileira Amanda Lemos por cinco rounds e defendeu pela primeira vez o seu cinturão. Além disso, após uma semana cheia de tensão e polêmica, Ian Garry não deu chances para Neil Magny e venceu com facilidade.
Bem-vindos ao "Suga Show"!
“Se você é o que diz ser,
Um superastro
Então não tenha nenhum medo
A multidão está aqui
E as luzes estão ligadas
E eles querem um show”
Ao som de “Superstar”, do rapper Lupe Fiasco, Suga Sean O’Malley fez sua caminhada ao octógono focado, com uma abordagem calma e concentrada, presente desde a coletiva de imprensa na quinta-feira (17). Nas redes sociais, muitos chegaram a questionar o comportamento do lutador, conhecido principalmente por sua personalidade excêntrica, tanto no visual quanto no microfone. Mas olhando em retrospecto, com o resultado final e a maneira como tudo se desenrolou, parecia que desde o início ele já sabia o que estava por vir.
Com uma vantagem de altura e alcance sobre o seu oponente, o plano de O’Malley sempre foi manter a luta em pé, na trocação. Do outro lado, o campeão Aljamain Funkmaster Sterling, usaria do seu wrestling de ponta para levar o desafiante ao chão e o deixar desconfortável em posições às quais não está acostumado. A luta começou esquisita e em um primeiro round com pouquíssima ação ofensiva, ambos os lutadores se estudaram, se leram, tentando sempre prever o que o outro estava para fazer.
Após um round estranho, chegou-se inclusive a ouvir algumas vaias na arena. O público presente no TD Garden certamente queria mais ação no segundo round, entretanto, nada lhes prepararia para o que estava para acontecer. Com apenas 33 segundos, Sterling tentou atingir Sean com um cruzado de esquerda, mas acabou se expondo para possível retaliação. Dito e feito. Com o timing perfeito e uma precisão absurda, O’Malley encontrou essa abertura e respondeu com um contragolpe impecável, derrubando o campeão com um cruzado de direita na bochecha. Com Aljamain no chão, O’Malley foi impiedoso, acertando golpes poderosos, até que o árbitro Marc Goddard decidiu parar a luta, coroando o novo campeão dos pesos galos por nocaute técnico.
Todos sabiam os pontos fortes e fracos de cada um dos lutadores, por isso, o Funkmaster sai do confronto com um gosto mais do que amargo em sua boca, afinal, ele sabia a estratégia, mas não a colocou em prática. O que se viu, foi o ex-campeão enfrentar Suga em seu habitat natural: em pé, onde tinha clara desvantagem e acabou pagando o preço. Agora, após derrotar nomes como Petr Yan, T.J. Dillashaw e Henry Cejudo, Sterling deixa o cinturão dos galos em um confronto no qual era o favorito, principalmente por possuir um estilo de luta com base no wrestling e desfavorável para O’Malley. Entretanto, ao todo foram apenas duas tentativas de quedas (sem sucesso), e o que fica para Aljo é a clara sensação de que poderia muito mais.
Por outro lado, a vitória monumental de Suga Sean marca a consolidação de uma estrela na organização. Com uma personalidade cativante, a popularidade do novo campeão aumenta ainda mais com o cinturão do UFC sobre seu ombro. Agora, com um hype gigante sobre suas costas, todos querem saber qual será o seu próximo passo. Ainda no octógono, ao ser perguntado por Joe Rogan quem gostaria de enfrentar em sua próxima luta, ele respondeu: “O Chito ganhou?” Rogan respondeu que sim. “Foi tedioso? Provavelmente. Vou chutar a bunda do Chito em Dezembro, em Las Vegas no T-Mobile”, afirmou O’Malley.
Sean O'Malley vs. Chito Vera II?
Apenas algumas lutas antes do evento principal, o equatoriano Chito Vera derrotou o brasileiro Pedro Munhoz. Em uma luta técnica, com trocações dos dois lados, foi Vera quem desferiu os principais golpes do confronto, principalmente com seu jab de esquerda letal. Diante das circunstâncias atuais na divisão dos galos, onde fortes candidatos como Cory Sandhagen, Merab Dvalishvili e Henry Cejudo ainda se recuperam de suas respectivas lesões, Vera desponta como o desafiante perfeito a O’Malley, principalmente pelo histórico entre ambos os lutadores.
No auge da pandemia, 15 de agosto de 2020, Sean O’Malley e Chito Vera se enfrentaram sem público no coevento principal do UFC 252. Ainda no 1º round da luta, Vera acertou um chute na panturrilha direita de O’Malley, atingindo um nervo da perna do lutador. Após alguns minutos, sem qualquer estabilidade nos pés, Chito levou Suga para o chão e acertou socos e cotoveladas em seu rosto, até que Herb Dean deu um fim no confronto, concretizando a primeira, e até o momento, única derrota no cartel de Sean. Agora, o mais novo campeão dos galos se sente preparado e mais pronto do que nunca para se vingar, enquanto do outro lado, Vera pretende acabar com o “Suga Show” mais uma vez.
Defendendo o cinturão e quebrando recordes!
Para aqueles que assistiram a luta desde o primeiro minuto, não restam dúvidas: Zhang Weili é a lutadora mais completa e técnica de sua divisão e será muito difícil alguém conseguir derrotá-la. Em um confronto extremamente unilateral, a campeã chinesa dominou cada ação contra Amanda Lemos, realizando com sucesso a primeira defesa do seu cinturão após o ter conquistado em novembro de 2022, no UFC 281.
Já no primeiro round, Weili se mostrou muito forte e teve facilidade para derrubar Amanda no chão. Na lona, a campeã usou bem o seu peso para pressionar e cansar a brasileira, impondo sua força e desferindo golpes tanto no rosto quanto no corpo. No final do round, a desafiante brasileira tentou uma finalização no chão com um triângulo de mão bem apertado, no entanto, a chinesa inverteu a posição e continuou com um ground and pound implacável, fechando o round com 74 golpes a 2 em seu favor.
E foi assim o restante da luta. Os rounds 2 e 3 foram de domínio completo, as tentativas de queda foram bem sucedidas e o ótimo controle no chão, usando a pressão do seu corpo e misturando golpes, fez com que Lemos não conseguisse se levantar em nenhum momento. A única chance de vitória para a brasileira era na trocação, com a luta em pé, inclusive, no quarto round ela chegou a acertar a campeã com alguns bons golpes, mas com o cansaço e a força bruta de Weili, Amanda se tornava muito vulnerável e acabava sendo levada ao chão.
No quinto round, Zhang Weili conseguiu ainda um knockdown sobre Lemos com uma bomba de direita, mas a dureza impressionante da brasileira a manteve viva até o final dos 25 minutos. A superioridade da campeã em todos os aspectos ficou evidente e a performance de altíssimo nível rendeu inclusive recordes à lutadora chinesa. Acertando 296 golpes em sua adversária, quebrou o recorde de Valentina Shevchenko (249), com o maior número de golpes em uma única luta de MMA feminino no UFC. Além disso, recebeu apenas 29 da brasileira, marcando a maior diferença de golpes entre duas lutadoras na história da organização (267).
No momento, as candidatas para uma futura luta pelo cinturão são a norte-americana Tatiana Suarez e a também chinesa Yan Xiaonan. Contudo, pela imensa popularidade de Weili, existe há um tempo um grande apelo para que o UFC volte a realizar um evento na China. Dentro dessas circunstâncias, um duelo no evento principal entre duas lutadoras chinesas seria o cenário favorito, colocando Yan na linha de frente de uma oportunidade para disputar o cinturão do peso palha feminino.
13-0
Na coletiva de imprensa do dia 17, o clima ficou tenso entre o irlandês Ian Machado Garry e o norte-americano Neil Magny. Dias antes, em uma sessão com a mídia, Magny acabou dizendo que ia dar uma surra em Garry como se fosse seu filho. A partir dessa fala, o irlandês se irritou e disparou contra o lutador na conferência, dizendo que como um pai ele jamais deveria tocar um dedo em uma criança. Esse clima de tensão acabou gerando grandes expectativas por parte dos fãs, que esperaram uma luta competitiva. No entanto, não se viu nada de competição, apenas um completo massacre.
Já nos primeiros 30 segundos de luta, The Future, como é conhecido o irlandês, derrubou Neil duas vezes com chutes na panturrilha. Ao longo do confronto, os constantes chutes baixos destruíram o adversário, que em diversas situações mal conseguia ficar em pé. Com sua estabilidade comprometida, o norte-americano não tinha sustentação suficiente para derrubar Garry e acabava sendo obrigado a ficar em pé e ir para a trocação, onde ficava em clara desvantagem. Apresentando um boxe afiado e misturando chutes altos e baixos, o irlandês ditou completamente o ritmo da luta e venceu todos os rounds com larga vantagem, levando para casa uma vitória por decisão unânime.
Com essa vitória, o jovem de apenas 25 anos, alcança 13 vitórias em sua carreira e promete chegar ao topo da divisão em breve. Ainda invicto e adentrando o top 10 da divisão, uma vitória dominante em cima de um veterano como Magny --- o lutador com mais vitórias na história dos meio-médios --- indica que o irlandês está falando sério sobre ser um futuro campeão. Após sua luta, ainda no octógono, se auto denominou o melhor striker da divisão e para provar isso, desafiou para uma luta de cinco rounds Stephen Wonderboy Thompson, o número 6 no ranking da divisão e um dos mais criativos e eficazes strikers da história da organização.
TODOS OS RESULTADOS DO UFC 292:
Luta da Noite - Brad Katona vs. Cody Gibson
Performance da Noite - Zhang Weili; Sean O'Malley.
*** (Os vencedores ganham uma premiação extra de 50 mil dólares) ***
→ Card Principal.
- Sean O'Malley derrotou Aljamain Sterling por Nocaute Técnico (socos) no 2º round;
- Zhang Weili derrotou Amanda Lemos por Decisão (unânime) - 50/43, 50/44, 49/45;
- Ian Machado Garry derrotou Neil Magny por Decisão (unânime) - 30/27, 30/26, 30/24;
- Mario Bautista derrotou Da'Mon Blackshear por Decisão (unânime) - 29/28, 29/28, 30/27;
- Marlon Vera derrotou Pedro Munhoz por Decisão (unânime) - 30/27, 30/27, 29/28.
→ Card Preliminar.
- Brad Tavares derrotou Chris Weidman por Decisão (unânime) - 30/27, 30/27, 30/27;
- Gregory Rodrigues derrotou Denis Tiuliulin por Nocaute (cotoveladas) no 1º round;
- Kurt Holobaugh derrotou Austin Hubbard por Finalização (triângulo) no 2º round;
- Brad Katona derrotou Cody Gibson por Decisão (unânime) - 29/28, 29/28, 30/27.
→ Preliminares Iniciais.
- Andre Petroski derrotou Gerald Meerschaert por Decisão (dividida) - 28/29, 29/28, 29/28;
- Natalia Silva derrotou Andrea Lee por Decisão (unânime) - 30/27, 30/27, 30/27;
- Karine Silva derrotou Maryna Moroz por Finalização (guilhotina) no 1º round.
Hoje os jovens estão cada vez mais conscientes de sua saúde e bem-estar, com isso a busca por esportes que ajudem nessa questão tem crescido nos últimos tempos, onde eles procuram maneiras de fazer exercícios que de alguma forma ajude o seu estilo de vida, um grande exemplo disso, é o aumento de jovens que começam a frequentar a academia muito cedo.
Por outro lado, existe outras maneiras de manter a forma física e o bem-estar, e, muito por conta das redes sociais, um novo fenômeno está em ascensão, que é a popularização de corridas e maratonas por jovens, que é um esporte onde geralmente quem mais prática, são atletas profissionais e maratonistas.
Como falado anteriormente, as redes sociais também são de suma importância para essa crescente de jovens que se interessam por maratonas e corridas, pois nelas, é compartilhado as conquistas dentro do esporte, o que pode influenciar outras pessoas a se interessar pela modalidade.
Foi o caso de Guilherme Monteiro Viana, de 22 anos, influenciador e atleta de corridas e maratonas que começou a correr após ver um vídeo em suas redes sociais de um queniano chamado Eliud Kipchoge, onde ele quebrou o recorde mundial na maratona de Berlim. Logo depois, Viana saiu a tarde para caminhar e dar uma corrida pela primeira vez, dizendo que quase desmaiou depois de 2.3 km de corrida
“Depois disso eu cheguei em casa e me inscrevi para uma meia maratona que ia acontecer em 6 meses. Simplesmente não aceitei ser tão ruim em um esporte, e acabei me apaixonando na segunda corrida, quando tive a runner 's high pela primeira vez.” Complementa Guilherme.
Além das características físicas, a corrida também pode ajudar os jovens em outros aspectos. Segundo Guilherme, a modalidade serve como auxílio para os cuidados com seus problemas de ansiedade.
“Eu vejo esse interesse de pessoas mais jovens em corridas e maratonas de forma bastante positiva. O ser humano foi feito para correr. Nossas adaptações físicas e fisiológicas nos posicionam como um dos seres vivos com maior propensão à corridas de longa distância, então ver o crescimento do esporte me deixa muito feliz, não só pelos benefícios globais em saúde, mas porque o sentimento de comunidade que a corrida traz é um grande benefício.” Diz Viana sobre os benefícios e como ele se sente com jovens que começam a se interessar sobre corridas e maratonas.
O atleta menciona que já teve oportunidades de conhecer pessoas que possuem o próprio como exemplo começar no esporte.
“Eu comecei a gravar [os vídeos] para registrar os meus treinos e melhorar minha mecânica, nunca imaginei que seria parado em alguns lugares, como restaurantes por exemplo, por pessoas me falando que começaram a correr por causa dos meus vídeos.” Finaliza Guilherme.
Após uma preparação conturbada para a Copa do Mundo, marcada por protestos por parte das jogadoras contra o técnico Vilda, a Espanha venceu a Inglaterra por 1 a 0 neste domingo (20) e conquistou o primeiro título da história do país na Copa do Mundo feminina. O gol foi marcado pela lateral-esquerda Olga Carmona, ainda no primeiro tempo. Jenni Hermoso teve a chance de ampliar a vantagem em cobrança de pênalti na segunda etapa, mas parou nas mãos da goleira Mary Earps. O título coroa uma final inédita, entre duas equipes que buscavam o primeiro troféu da competição.
A partida começou movimentada, as equipes se estudavam na tentativa de encontrar espaços nas entrelinhas, mas sem grandes finalizações. A Espanha teve maior posse de bola e deixava a Inglaterra sem conseguir trocar passes.
A primeira boa oportunidade do jogo chegou aos 15 minutos, com uma bola recebida por Lauren Hemp na entrada da área. Ela finalizou firme e acertou a trave. A Espanha respondeu com Alba Redondo, que recebeu na pequena área. A jogadora finalizou de cara com Earps, e perdeu a melhor chance espanhola.
Antes da cobrança de uma falta aos 24 minutos para a Inglaterra, a partida ficou parada por por invasão no campo. Um torcedor com uma camisa escrita “liberdade para a Ucrânia” entrou em campo e precisou ser contido por seguranças.
Aos 28 minutos, após a seleção inglesa perder a bola no meio de campo, Abelleira recuperou e lançou para Carmona pelo lado esquerdo. A camisa 19 entrou na área e chutou cruzado no canto da rede, para fazer 1 a 0.
A segunda etapa começou com tentativas de mudança por parte da seleção inglesa. Sarina Wiegman colou em campo Lauren James, que buscava sua redenção após a expulsão contra a Nigéria que a deixou fora das duas últimas partidas, e Chloe Kelly. Mesmo com as mudanças, a pressão espanhola não deixava espaços para as leoas jogarem. Com as linhas compactas e os ataques perigoso, as Las Rojas sufocavam as adversárias.
A Espanha só não ampliou o placar nos primeiros minutos do segundo tempo graças à goleira Mary Earps, que fazia uma partida muito consistente. Quando o jogo parecia que estava mais equilibrado, com as inglesas saindo das zonas de pressão espanhola, Keira Walsh desviou com a mão a bola e, após análise do VAR, o pênalti para a Espanha foi marcado. Hermoso partiu para a bola, bateu fraco no canto e Earps encaixou e defendeu a cobrança. A seleção espanhola foi dominante durante todo o confronto e assegurou o resultado.
Apesar da derrota, as Leoas fizeram história ao chegarem à final, superando a campanha de 2015, quando as inglesas ficaram em terceiro lugar na competição. O trabalho feito por Sarina Wiegman foi grandioso, a conquista da Euro de 2022 e a chegada na final da copa na Austrália, em menos de 2 anos a frente das Leoas. Com uma seleção jovem e uma técnica de ponta, a Inglaterra mostrou força na competição.
Superando as turbulências pré-Copa do Mundo, a Espanha mostrou a qualidade técnica e tática de suas jogadoras. Mesmo sem brilhantismo de Alex Putellas, atual melhor do mundo, a Roja mostrou um elenco habilidoso, e fez valer a escola espanhola da posse de bola com passes rápidos para superar as adversidades nessa Copa e conquistar pela primeira vez o título.
OLGA CARMONA
A heroína da Espanha, Olga Carmona, escreveu seu nome na história do futebol, após temporada difícil no Real Madrid com vice na copa da rainha (perdendo pênalti na final) e segundo colocado na Liga. Durante a Copa, Carmona perdeu a titularidade depois da derrota contra o Japão, a jogadora voltou a atuar contra a Suécia nas semis e exerceu papel importante como capitã e marcando o gol de classificação que levou a Espanha à final.
Na final, Carmona faz o gol da vitória e o dedica para mãe de uma amiga que havia falecido recentemente. O que a atleta não sabia era que também havia perdido seu pai no dia da final, sua família preferiu omitir o acontecimento para que a atleta jogasse a partida com tranquilidade. Logo após o final da partida a jogadora foi informada da tragédia.
“Enviamos o nosso mais sincero abraço a Olga e a sua família neste momento de profunda dor. Nós te amamos, Olga”, disse a Real Federação Espanhola de Futebol em um comunicado.
O Real Madrid, clube onde joga a lateral-esquerda de 23 anos, também se pronunciou por meio de um comunicado oficial.
“O Real Madrid, o seu presidente e o seu Conselho de Administração lamentam profundamente a morte do pai da nossa jogadora Olga Carmona”, disse o clube. “O clube gostaria de expressar suas condolências e carinho para Olga, sua família e todos os seus entes queridos. Descanse em paz.”
O primeiro confronto da semifinal da Copa do Mundo Feminina ocorreu na última terça-feira (15) e terminou em 2 a 1 para a Espanha. O jogo foi agitado nos minutos finais, com gols de Salma Paralluelo e Olga Carmona – no apagar das luzes - para as espanholas e Blomqvist para as suecas.
PRIMEIRO TEMPO
O primeiro tempo teve poucas chances de gols de ambos os lados, porém a seleção da Espanha acabou dominando a primeira etapa e criando as chances de gol mais perigosas em comparação à Suécia, que fez uma partida bem apática. Assim, as jogadoras foram para o intervalo com um 0 a 0 chato e sem graça.
SEGUNDO TEMPO
Certamente os Deuses do futebol tinham um plano para compensar a falta de espetáculo ao longo do jogo e, após 80 minutos desanimados de partida, a jovem atleta Salma Paralluelo, que já havia protagonizado um gol eletrizante nas quartas de final, entrou em campo e aproveitou um erro da defesa Sueca para afundar a bola no canto de Zecira Musovic, abrindo o placar e deixando a torcida espanhola delirante.
Quando se pensava que o jogo estava decidido, o espetáculo foi estendido pelas entidades da bola e após pressão, a Suécia conseguiu uma bola alçada na área. Lina Hurtig subiu para cabecear, ajeitou em direção ao meio e Rebecka Blomqvist apareceu para bater de chapa, com estilo, no ângulo de Cata Coll, empatando a partida aos 43 minutos.
Ainda assim, as emoções não haviam acabado e no minuto seguinte, a Espanha se recolocou em vantagem e marcou o gol da vaga na final. Em cobrança de escanteio curta, Teresa Abelleira achou Olga Carmona, que aplicou uma pancada em direção ao gol. A bola chegou a ser tocada por Musovic e beijou o travessão antes de entrar e colocar Las Rojas na decisão.
Lágrimas, risos e abraços dominaram o gramado do estádio Eden Park ao apito final da brasileira Edina Alves. Antes marcada por protestos das atletas contra o técnico Jorge Vilda, a Espanha venceu a Suécia por 2 a 1 e faz história, classificando-se à final da Copa do Mundo feminina pela primeira vez.
A equipe do técnico Gerhardsson, que tinha começado a copa do mundo bem abaixo do normal, ganhando da África do Sul na superioridade e não na qualidade, acabou se recuperando no decorrer da fase de grupos, vencendo com propriedade tanto a Itália quanto a Argentina. No mata-mata, surpreendeu e eliminou a seleção mais forte da Copa, os Estados Unidos, e nas quartas enfrentou um Japão que estava indo muito bem.
Porém, contra a Espanha, a Suécia jogou de uma forma totalmente apática. A Suécia é uma das melhores do mundo, mas quando mais precisou demonstrar a sua força, perdeu o fôlego e deixou a desejar, como aconteceu nesta edição da Copa do Mundo. As suecas fizeram uma boa copa, porém tinham chances de serem campeãs. O fator psicológico afetou novamente e acabou impedindo que elas chegassem na final, na busca do título inédito.
Mesmo com todas as turbulências pré-Copa, com atrito entre jogadoras e técnico Jorge Vilda, a Espanha mostrou resiliência nessa edição de mundial. Era esperado força da melhor geração espanhola da história, mas os bastidores apareceram como pedras no caminho.
Na fase de grupos, depois da goleada sofrida contra o Japão, a dúvida era de como a Espanha chegaria a fase final. Com a vitória diante da Suécia, Vilda e o elenco espanhol mostraram capacidade mental de deixar os problemas extracampo de lado e mostrarem a força e a qualidade das atletas.
A Espanha agora se prepara para enfrentar a Inglaterra na grande final, no domingo (20). A inglesas, atuais campeãs da Eurocopa, venceram a Austrália por 3 a 1 e chegam com ares de favoritas para a disputa da taça.