Os últimos desempenhos foram dentro do esperado para um país com pouco investimento no esporte, os poucos amantes de futebol em solo norte-americano não criavam expectativas com a seleção, pelo menos até 2016, quando surge na Alemanha uma grande promessa, Christian Pulisic, jovem estado-unidense que surge na base do Borussia Dortmund, grande time alemão.
O início
Junto com a grande promessa, vem a candidatura oficial dos Estados Unidos para sediar a Copa de 2026, um projeto a longo prazo se inicia. É verdade que em 2018 não tivemos o prazer de ver os EUA jogando na copa da Rússia, mas é no pós copa, que começaríamos a ver uma seleção competitiva. Nomes da MLS (Major League Soccer), maior competição de clubes dos Estados Unidos começaram a se transferir para o futebol europeu, ou algumas vezes, jovens norte-americanos já surgem na base de clubes do velho continente, como foi o caso de Pulisic, Giovani Reyna, Sergiño Dest e etc…
Mas, fato é, uma crescente de grandes promessas americanas aconteceu e segue acontecendo no futebol mundial e isso os levou a 4 títulos desde a estreia do jovem Pulisic no time principal, em 2017, a Copa Ouro da Concacaf é conquistada após 4 anos, em 2019-20, a Liga das Nações da Concacaf é conquistada pela 1° vez, marcando oficialmente uma nova era no futebol norte-americano.
Esses dois títulos colocaram a geração de ouro no radar, mas ainda faltava algo.
E acompanhando de longe tudo isso, um nome forte ia surgindo na área técnica do futebol, o treinador norte-americano, Jesse Marsch foi fazendo seu nome no futebol europeu, em trabalhos frente aos times da Red Bull, o Salzburg e Leipzig e depois, rumo à Inglaterra, no Leeds United.
Todo esse tempo foi necessário para que uma seleção completa de jogadores com nível elevado se formasse. Em 2021, mesmo sem seus principais jogadores, os Estados Unidos cravam seu nome na Copa do Mundo de 2022 e conquistam novamente o título da Copa Ouro da Concacaf, além de garantir a vaga na semifinal Liga das Nações da Concacaf (que acontece após a Copa do Mundo), o projeto se inicia com muito sucesso.
No pré copa, uma das grandes revelações do país, Giovani Reyna falou um pouco sobre a expectativa para a Copa de 2022, mas já visando 2026, onde jogará na sua casa;
- Ganhar a Copa do Mundo obviamente não é nada fácil. Há muito tempo até lá. Temos que ver como as coisas se desenvolvem. Mas tenho certeza de que nossa geração jovem agora estará no auge de suas carreiras. Acho que com os torcedores em casa tudo é possível - disse o meia, de 21 anos, que atua no Borussia Dortmund, ainda antes da Copa do Catar, em reportagem do jornal "The Guardian".
Chegando ao Catar
A preparação para Copa foi bem-sucedida, com vitória sobre a futura 4° melhor seleção do mundo, o Marrocos.
Era um bom elenco, o 2° mais jovem da competição com uma média de idade de 25,2 anos, sem muita casca e experiência, mas com muito talento e o resultado foi o esperado, assim como a grande geração belga, a 1° copa da geração americana foi uma surpresa positiva para todos, a vaga para as oitavas de final veio com 2 empates e uma vitória, um ótimo futebol apresentado, neutralizando a seleção inglesa de Harry Kane e Jude Bellingham, que chegariam as quartas de final no futuro. Com a 10 nas costas, Pulisic levou o seu país as Oitavas de Final contra uma seleção holandesa que vinha apresentando um “futebol feio”, mas cascudo e infelizmente, o resultado foi negativo, apesar das reações pós jogo serem de frustração para as pessoas que assistiram à partida, a força de Virgil Van Dijk foi suficiente para parar as 17 finalizações americanas durante a partida e os holandeses conseguiram a vaga para a próxima fase, vencendo por 3 a 1.
Pós Copa
Para muitos, os EUA mereceram a classificação, mas isso virou passado para os jogadores assim que o juíz apitou, o foco mudou, a preparação para jogar em casa (Copa de 2026, que será sediada nos Estados Unidos) começou.
O pós copa é de foco para o melhor resultado do país em Copas do Mundo, jogando em casa, com sua geração de ouro.
Após grande atuação, os Estados Unidos conseguem uma “contratação”, de uma posição carente para o elenco. O jovem Florian Balogun, conseguiu a naturalização para poder jogar pela seleção norte-americana, sensação no futebol francês, o jovem que estava atuando pelo Stade de Reims, emprestado pelo Arsenal, terminou a temporada da Ligue 1 com 21 gols, chamando atenção de grandes equipes.
E finalmente, os Estados Unidos tinham em mãos, o seu melhor XI inicial da história do país, logo para a final da Liga das Nações da CONCACAF, em clássico contra o Canadá;
https://www.instagram.com/p/CtpoGIRvE-r/?igshid=MzRlODBiNWFlZA==
Durante a partida, o time chegou a ficar, depois de muito tempo, com o time titular completo de jogadores que atuam nas 5 principais grandes ligas da Europa e o resultado não poderia ser outro, título conquistado, com direito a gol da “nova contratação”, Florian Balogun.
Fato é, a seleção tem casca, tem talento e tem vontade, vontade de ser uma potência no futebol. Isso é possível, a evolução do futebol nos Estados Unidos não ocorre só na seleção principal, mas também na base, na Copa do Mundo sub-20, que o ocorreu recentemente, em junho de 2023, os USA chegaram à final, levando o vice-campeonato, mostrando que estão prontos para se transformar em uma potência.
Além da seleção, a liga de clubes local, a MLS vem ganhando muita força, após a chegada de Lionel Messi ao Inter Miami, os recursos financeiros “foram para o espaço”, a liga está ficando cada vez mais forte e mais vista por todos. E para quem acompanha, sabe que antes mesmo da chegada do argentino em solo norte-americano, o Seattle Sounders fez história se tornando o 1° time dos Estados Unidos a disputar o Mundial de Clubes, após vencer a ConcaChampions, em 2022;
https://www.tiktok.com/@concacaf/video/7196021501487844651?is_from_webapp=1&sender_device=pc&web_id=7286650717536142854
Após a conquista da Liga das Nações da CONCACAF, o nível da seleção se elevou tanto que, para a Copa Ouro, o treinador Gregg Berhalter convocou um “time B”, o título não veio, sendo eliminado na semi final para o Panamá, mas o destaque positivo foi a vitória frente ao Canadá, nas quartas de final.
Um projeto a longo prazo vem acontecendo e dando resultado, a Copa do Mundo de 2026 chega para colocar um ponto final, no início do projeto, chega para consolidar o país, um título é improvável? Sim, mas eles vêm para surpreender e tem nomes dentro de campo (Pulisic, Balogun, Reyna, Musah, Weah e etc…) além de um grande treinador, esperando a sua chance (assim como todos os torcedores), Jesse Marsch. Os Estados Unidos estão prontos para sair apenas do basquete e futebol americano para tomar conta também do famoso “soccer”.
Desde a criação do futebol, a violência sempre acompanhou a modalidade. Inicialmente disputado na Inglaterra, por famílias contrárias, o esporte carregava um ar de disputa que não se limitava ao jogo.
Os Hooligans, principais personagens desse tipo de definição, começaram sendo definidos como vândalos, ainda na década de 1890. A palavra "hooligan", inclusive, começou a ser ainda mais conhecida após um relatório policial utilizar do termo para definir jovens de gangues presentes em Lamberth como The Hooligan Boys.
Mesmo sem tanta ligação inicial com o futebol, os hooligans, por conta da junção entre futebol e violência, demonstravam, cada vez mais, proximidade com o esporte.
Esses "vândalos", como eram definidos, tomaram o mundo do futebol por volta do final dos anos 50, com seu fanatismo e suposto amor pelos clubes que torciam. A agressividade e intolerância com torcedores rivais já demonstravam indícios de possíveis cenas lamentáveis. E o inevitável aconteceu, com mais frequência, na década de 80, onde os grupos protagonizaram cenas de selvageria e confrontos mais assíduos, seja contra torcedores adversários ou até mesmo a polícia que, por sua vez, tentava controlar os mesmos.
Ainda na década de 50, torcedores do Newcastle United, clube inglês, protagonizaram, em praticamente todos os jogos, invasões de campo, briga com torcedores rivais e atrito com a polícia. Na época em questão, duelos contra torcedores do Millwall, clube londrino, ficaram conhecidos e são vistos, mesmo que em minoria, até os dias de hoje.
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS
Uma das brigas entre hooligans mais famosas foi em uma final de Champions League, em 1985. Na partida em questão, Liverpool (Inglaterra) e Juventus (Itália) duelaram dentro de campo, enquanto nas arquibancadas, a selvageria acontecia.
Torcedores do Liverpool invadiram o setor destinado aos fãs da Juventus, afim de brigar e colocar seu ódio pelo adversário em prática. Naquele dia, 38 pessoas morreram e outras inúmeras ficaram feridas. Esse acontecimento causou a expulsão de clubes ingleses da competição durante cinco anos.
Outro grande e triste acontecimento foi em Sheffield, na Inglaterra, novamente com invasão de torcedores do Liverpool. Na ocasião, mesmo sem o intuito de agredir torcedores que estavam dentro do estádio, os fãs entraram no estádio que, como consequência, superlotou e ocasionou a morte de 96 pessoas, além de 766 ficaram feridos. Os falecimentos e complicações foram, em sua maioria, por asfixia, decorrente do enorme e inesperado número de pessoas dentro do palco da partida. Esse dia ficou conhecido como "Tragédia de Hiilsborough".
CONSEQUÊNCIAS
Com a exclusão de clubes ingleses do tão sonhado título continental, as autoridades do país fizeram uma perseguição a fim de acabar com os diversos grupos de hooligans ingleses.
Essas investigações ocasionaram diversas prisões de vários grupos, fazendo com que o movimento de Hooliganismo diminuísse, mas, ainda assim, não foi extinto.
Em 2016, por exemplo, hooligans ingleses reapareceram. Um confronto entre torcedores ingleses e russos na final da Eurocopa chamou a atenção do mundo futebolístico, mostrando que esses grupos, mesmo que em baixo número, ainda existem.
Diversas ações foram feitas com a finalidade de extinguir os "brigões" dos estádios. Câmeras de segurança tiveram um aumento de instalações nos estádios, além da grande parte dos palcos dos jogos terem mecanismos de biometria para adentrar às casas dos clubes.
Muitos, aliás, adotaram o movimento de assistir aos jogos sentados, para que os jogos fossem, de certa forma, mais pacíficos.
Os Hooligans ingleses não estão extintos. Eles ainda existem, mas com maior fiscalização e preparação das autoridades de países envolvidos com o futebol.
No dia 6 de novembro, o treinador atual campeão da Libertadores pelo Fluminense, Fernando Diniz, realizou sua última convocação da seleção brasileira. A última Data FIFA não foi boa para o Brasil tanto em resultados quanto em desempenho, isto porque a equipe empatou contra a Venezuela por 1 a 1, em casa, e perdeu para o Uruguai, em Montevidéu, pelo placar de 2 a 0 sem acertar uma finalização no gol adversário. Comparada a lista anterior, foram nove novidades nesta convocação.
“O que mais me motiva é poder disputar um clássico dessa envergadura, um dos maiores do mundo”, disse o treinador na coletiva de imprensa. O clássico que Diniz citou, trata-se de um Brasil e Argentina, o segundo jogo desta Data FIFA que será disputado em território nacional, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O primeiro jogo será contra a Colômbia, fora de casa, na cidade de Barranquilla, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez.
Segue a lista do treinador Fernando Diniz para esta Data FIFA::
Goleiros:
Alisson (Liverpool - ING)
Ederson (Manchester City - ING)*
Lucas Perri (Botafogo - BRA)
Zagueiros:
Bremer (Juventus - ITA)
Gabriel Magalhães (Arsenal - ING)
Marquinhos (Paris Saint Germain - FRA)
Nino (Fluminense - BRA)
Laterais:
Carlos Augusto (Inter de Milão - ITA)
Emerson Royal (Tottenham Hotspurs - ING)
Renan Lodi (Olympique de Marselha)
Meio-campistas:
André (Fluminense - BRA)
Bruno Guimarães (Newcastle United - ING)
Douglas Luiz (Aston Villa - ING)
Joeliton (Newcastle United - ING)
Raphael Veiga (Palmeiras - BRA)
Rodrygo (Real Madrid - ESP)
Atacantes:
Endrick (Palmeiras - ESP)
Gabriel Jesus (Arsenal - ING)
Gabriel Martinelli (Arsenal - ING)
João Pedro (Brighton and Hove Albion - ING)
Paulinho (Atlético Mineiro - BRA)
Pepê (Porto - POR)
Raphinha (Barcelona - ESP)
Vinícius Júnior (Real Madrid - ESP)
Ederson, goleiro do Manchester City, foi desconvocado devido a um trauma sofrido no pé esquerdo em jogo pelo clube. Bento, do Athletico Paranaense, foi chamado por Fernando Diniz em seu lugar.
Ausências de Neymar e Richarlison, mas a lapidação do Endrick
O principal jogador do Brasil, Neymar, não foi convocado devido uma lesão sofrida no joelho jogando pela própria seleção brasileira, contra o Uruguai na última Data FIFA. Desde o ocorrido, a volta do camisa 10 está prevista apenas para o segundo semestre de 2024. Richarlison, atleta do Tottenham Hotspurs, também ficou de fora da lista, mas por opção do próprio Diniz. De acordo com o treinador, o atacante disputa a vaga com outros grandes jogadores, e que neste momento, sentiu que estes entregarão melhor performance nas próximas duas partidas.
A grande novidade da lista de Fernando Diniz foi um atleta de apenas 17 anos: Endrick. A jóia palmeirense já comprada pelo Real Madrid, da Espanha, se tornou o terceiro jogador mais novo a estar presente em uma convocação da seleção brasileira. O atacante superou Ronaldo “Fenômeno”, que foi chamado pela primeira vez em 1993 com 17 anos e 8 meses. Endrick tem apenas 17 anos e 3 meses e se junta a Pelé e Edu na lista de mais jovens a serem convocados pelo Brasil.
Nascido em Reggiolo no Norte da Itália em 1959, Carlo Michelangelo Ancelotti, apelidado como o “Don Carlo” é um dos técnicos de futebol mais conhecidos do mundo. Atualmente treinador do Real Madrid, Ancelotti é um dos mais vitoriosos da história do esporte.
Carlo Ancelotti ao conquistar a UEFA Champions League em 2014 (Foto: Real Madrid CF)
Antes de treinar grandes jogadores, Carlo se acostumou a conviver com eles desde seu período como jogador, onde foi treinado por Arrigo Sacchi em um AC Milan muito vitorioso, e desde esta época o italiano se mostrava um grande tranquilizador de vestiário. Após sua aposentadoria dos gramados, o mesmo Sacchi lhe daria uma nova oportunidade na área técnica, onde começaria como seu auxiliar na seleção italiana na Copa de 1994.
https://www.youtube.com/watch?v=6OqBwJrzLis
Pós-mundial, iniciaria de fato sua carreira como treinador no pequeno time italiano Reggiana, equipe da região onde foi criado e havia acabado de ser rebaixado para a segunda divisão do campeonato italiano. Era seu primeiro desafio como treinador e ali começou a moldar sua maneira de liderar, valorizando sempre um bom relacionamento com seus atletas, balanceando com sua figura de autoridade. Sua primeira temporada como treinador se iniciou conturbada (com sete derrotas nos sete primeiros jogos), mas após se encontrar em sintonia com o elenco, foi possível uma volta por cima e o acesso a primeira divisão.
Após o sucesso em sua primeira temporada na Reggiana, Carlo passaria pelas equipes Parma e Juventus sem muito destaque, mas onde obteve importantes aprendizados que moldaram seu estilo de jogo e de tratamento com os atletas, começando a valorizar as individualidades e que deveria se adaptar ao material que tem para se chegar as conquistas.
E é após essas passagens que Ancelotti retorna a sua “família”, chegaria para ser treinador do AC Milan, onde foi multicampeão como jogador e chegaria para comandar a equipe por oito temporadas. Dentre seus primeiros anos, se deparou com “problemas”, lidando com os egos inflados das estrelas e com as competições internas pelas vagas de titular, mas de acordo com o mesmo, era fácil comandar aqueles excelentes jogadores, pois todos eram excelentes. Em seu terceiro ano comandando a equipe, foi vencedor de sua primeira Champions League como treinador, administrando as emoções e sendo muito querido dentre seu elenco.
Dois anos depois, Don Carlo chegaria a sua segunda final da competição europeia, a segunda com sua família. Tudo parecia um sonho quando sua equipe abriu vantagem de 3 gols frente ao time o Liverpool ainda na primeira etapa, porém tudo desmoronou após o intervalo. O adversário empatou a partida e venceu o campeonato nas penalidades máximas, Carlo amargaria um dos vices mais doloridos da história.
Em sua longa passagem pelo Milan, o treinador conquistou 8 títulos. Duas temporadas após o famoso milagre em Istambul, Ancelotti conquistaria seu segundo troféu da liga dos campeões em cima do mesmo indigesto time inglês que ganhara a competição em 2004-05. Após todos esses anos de conquistas e boa relação com o clube, sua passagem pelos Rossoneri chega ao fim com um saldo mais do que positivo para Carlo que era extremamente querido pelos jogadores e pela direção do Milan, sua saída foi tratada como um novo desafio para ambas as partes. Ao todo, Ancelotti comandou a equipe italiana em 417 jogos, com 237 vitórias, 99 empates, e 81 derrotas.
Na temporada de 2009/10, Ancelotti deixa o Milan e chega ao Chelsea. Logo em sua primeira temporada na Inglaterra, o treinador conquistou três títulos: a Premier League, a Copa da Inglaterra, e a Supercopa da Inglaterra. Além de toda sua capacidade técnica indiscutível, o fato do técnico ser fluente em inglês ajudou muito em sua contratação.
‘’Uma vez, antes do jogo, Ancelotti chegou em frente a uma mesa tática e perguntou aos jogadores como deveria ser o modelo de jogo. Treinadores muitas vezes têm medo de dar tanta responsabilidade aos jogadores, mas quando o jogo começa, a influência do técnico num estádio cheio é pequena. Não dá para passar informação. Os jogadores precisam tomar decisões em frações de segundos’’ — Paul Clement, auxiliar de Ancelotti no Chelsea
Mesmo com o ótimo ano do Chelsea, a perda da Liga dos Campeões para Mourinho não foi bem digerida por Abramovich, que começava a tecer críticas internas a Ancelotti, o presidente e o treinador não possuíam boa relação e contrastavam bastante. Após a eliminação da liga dos campeões para o United, já estava dada como certa a demissão do técnico italiano no clube inglês.
‘’No último jogo do ano, fomos superados pelo Everton por 1 a 0. Ouvi dizer que o CEO do clube estava indo para casa quando recebeu um telefonema dizendo: 'Dê meia-volta e diga a Carlo que ele está demitido'. Ao menos pude despedir-me dos jogadores. Naquela noite, os jogadores mais experientes — Didier Drogba, John Terry, Frank Lampard e os demais — levaram-me para jantar e beber alguma coisa. Nunca havia presenciado aquilo em minha carreira. Acho que gostavam de mim.’’
— Carlo Ancelotti, no livro Liderança Tranquila
Carlo Ancelotti se tornou o único treinador a conquistar, ao menos uma vez, os títulos nacionais das cinco principais ligas da Europa. Um deles veio com o Paris Saint-Germain na temporada 2012-13. No entanto, o clima na França nem sempre foi tranquilo. O treinador se entusiasmou com o projeto do poderoso time frances, cujo principal objetivo até hoje é a conquista da Liga dos Campeões, porém no seu segundo ano de PSG, os dirigentes não pareciam estar muito contentes com o italiano, que chegou a sofrer ameaças de demissão ao longo da temporada. Ancelotti se sentiu pressionado demais por resultados o que impossibilitava o crescimento do time a médio longo prazo, foi ai que se deu conta que a direção não confiava em seu projeto e decidiu que sairia do clube em março de 2013, sempre deixando boas relações com seus jogadores.
Agora em 2014, Carlo aceitaria a proposta de um novo e empolgante desafio: o Real Madrid. Logo em sua primeira temporada, atingiria o Santo Graal com a equipe, a Champions League pela terceira vez, quebrando um jejum de mais de dez anos do time espanhol.
Mas a primeira passagem de Carlo com o Madrid chegaria ao fim pouco após a conquista, logo em sua segunda temporada após sofrer com lesões foi demitido. Como o mesmo define “Não é nada pessoal, são só negócios”, e foi inspirado em “O poderoso chefão” que Carlo define sua relação com o presidente histórico do clube espanhol Florentino Perez, que desde o começo se mostrou admirado por seu estilo apaziguador, mas também sabia que o mesmo Florentino havia conduzido a contratação (e em especial, a demissão) dos últimos nove treinadores, com Ancelotti a história não foi diferente, dada as declarações do presidente, o Real Madrid não era um lugar para fincar raízes
Apesar do excentrico presidente, a relação de Carlo com os jogadores como sempre foi muito boa, sendo a equipe com mais qualidade que já treinou. Se adaptando aos jogadores em mãos, acomodou a maioria em um esquema e como o próprio disse “Com esse time não preciso de muita tatica. Quero marcar gols com estes jogadores”.
https://youtu.be/P5Plct1xzZs?si=UhYLiOCylMjbwd5P
Carlo Ancelotti foi um dos técnicos mais vitoriosos de seu tempo e ainda assim não criou rivalidades notórias, pelo contrario, gerava e gera até hoje a admiração de seus adversários. Sir Alex Ferguson, lendário ex-técnico do Manchester United, lamenta que o italiano nunca tenha treinado seu ex-time.
Carlo costumava sair para jantar e tomar um bom vinho contra seus adversários em noites que antecediam jogos de Champions League, fazendo assim bons “amigos”.
Com um jeito peculiar de liderar, entendendo e buscando humanamente chegar a um acordo com seus comandados, Carlo ensina lições de humildade, confiança, lealdade, conciliação e acima de tudo: liderança. O italiano mostra com resultados e desempenho que é mais do que possível ser um bom treinador abdicando da posição de general.
Resultados da “Liderança Tranquila”
Liga dos Campeões: 2003 e 2007 (Milan), 2014 e 2022 (Real Madrid)
Mundial de Clubes: 2007 (Milan), 2014 e 2022 (Real Madrid)
Premier League: 2009/2010 (Chelsea)
Campeonato Espanhol: 2021/2022 (Real Madrid)
Bundesliga: 2016/2017 (Bayern de Munique)
Campeonato Italiano: 2003/2004 (Milan)
Campeonato Francês: 2012/2013 (PSG)
Supercopa da Uefa: 2003 e 2007 (Milan), 2014 e 2022 (Real Madrid)
Copa da Inglaterra: 2009/2010 (Chelsea)
Copa da Itália: 2002/2003 (Milan)
Copa do Rei: 2013/2014 e 2022/2023 (Real Madrid)
Supercopa da Inglaterra: 2009 (Chelsea)
Supercopa da Itália: 2004 (Milan)
Supercopa da Espanha: 2021/2022 (Real Madrid)
Supercopa da Alemanha: 2016 e 2017 (Bayern de Munique)
Duílio faz parte de uma família tradicional na história do time alvinegro. Orlando Monteiro Alves, seu avô, foi diretor de futebol do Corinthians no histórico ano de 1977, quando o clube superou a escassez de quase 23 anos sem títulos expressivos e venceu o Campeonato Paulista. Na época do registro, seu pai, Adilson Monteiro Alves, era diretor de futebol do clube e, ao lado de Sócrates, foi precursor de uma gestão inovadora, transparente e democrática.
Quatro décadas mais tarde, Duílio, agora presidente do Sport Clube Corinthians Paulista, permanece sob atenção dos corinthianos, não por herdar o mérito de seu avô e os valores de seu pai, mas por entregar uma gestão de desconfiança. Em junho deste ano, durante o programa “Posse de Bola” do UOL Esportes, o jornalista Juca Kfouri criticou a falta de transparência dos negócios na gestão de Duílio e considerou seus discursos “nebulosos”, agindo na contramão da fidelidade assumida com a torcida pelo o jogador que o acompanha na foto.
Em 1982, São Paulo foi palco do primeiro processo eleitoral desde 64. Com a aproximação da eleição para governador, os jogadores do Corinthians, conscientes do poder do voto na derrubada do Regime Militar, entraram em campo com a frase “DIA 15 VOTE” estampada no uniforme, censurada em seguida pelo órgão fiscalizador do governo. Como nunca antes na história do Futebol Brasileiro, a política ganhou espaço dentro das quatro linhas e atingiu os verdadeiros interessados: os torcedores.
O Bando de Loucos e a imprensa esportiva cobravam resultados. As falhas nos jogos eram associadas à ideia pejorativa de “Anarquia Corinthiana” e justificadas pelo “erro terrível” de juntar dois elementos que se repelem: futebol e política. No documentário “Democracia em Preto e Branco”, Sócrates, face pública da causa, destacou: “Eu não vejo o resultado em campo preservando o movimento. Vejo o movimento fazendo resultado. A força coletiva conseguiu suplantar os obstáculos”. Para além da contribuição política, a nova organização do clube foi sentida nos gramados. Em 1982 e 83, o Corinthians foi campeão do Campeonato Paulista. “Se não ganhasse, a gente não sobrevivia”, afirmou Adilson Monteiro em um trecho do mesmo documentário.
As eleições nos dias de hoje são completamente diferentes. Nos dias atuais, jogadores participam cada vez menos de atos políticos, tanto para o país quanto nas eleições do clube.
André Negão e Augusto Melo dividem os votos no ano de 2023. André Luiz de Oliveira representa a chapa do atual presidente, Duílio Monteiro Alves, a “Renovação e Transparência”. Ocasionando uma rejeição enorme para o candidato, ainda mais por conta de suas falas antigas.
Augusto Melo tem diversas acusações de racismo, tráfico de drogas e gordofobia e mesmo com tudo isso ainda é o favorito para ser o próximo presidente do Sport Club Corinthians Paulista.
Neste ano, o Corinthians contará com o auxílio das urnas do TRE, facilitando a apuração e as deixando mais rápidas. Para a imensa torcida, conhecer seu novo presidente no mesmo dia