Em primeiro cargo de técnico brasileiro à frente de uma franquia na liga, o ex-pivô lidera o Portland Trail Blazers em busca da zebra no primeiro round do mata mata
por
João Victor Esposo Guimarães
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23/04/2026 - 12h
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter

Em sua primeira temporada no comando do Portland Trail Blazers, Tiago Splitter segue escrevendo um capítulo histórico para o basquete brasileiro. Após conduzir a equipe à pós-temporada, o treinador se tornou o primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs da NBA como técnico, após o triunfo por 106 a 103 no segundo jogo da série contra o San Antonio Spurs, na última terça (21) no Frost Bank Center em San Antonio.

Depois de ser superado na partida de abertura no domingo (19) por 111 a 98, com festa nas arquibancadas de San Antonio e atuação histórica de Victor Wembanyama, o Portland reagiu de forma imediata e mostrou força para empatar o confronto. Sob o comando de Splitter, os Blazers ajustaram a marcação, elevaram a intensidade defensiva e mostraram maturidade nos momentos decisivos para roubar uma vitória apertada no Texas.

O resultado teve peso esportivo e simbólico. Além de recolocar a franquia na disputa pela classificação, representou um feito inédito para o Brasil: nunca antes um técnico brasileiro havia conquistado uma vitória em partidas de playoffs da NBA. Splitter amplia, assim, uma trajetória marcada pelo pioneirismo no basquete mundial. Sem podermos esquecer que é no mínimo irônico, porém de uma forma especial, que sua primeira vitória em playoffs seja justamente contra um time tão importante na sua vida. O brasileiro jogou no Spurs de 2010 a 2015.

A evolução do Portland ao longo da temporada já vinha chamando atenção. Após oscilações durante a fase regular, a equipe cresceu na reta final e chegou embalada aos playoffs. O treinador brasileiro foi fundamental para reorganizar o time, encontrar equilíbrio tático e fortalecer a confiança do elenco em jogos decisivos.

Dentro de quadra, os Blazers passaram a se destacar pela intensidade defensiva e melhor execução ofensiva nos minutos finais. Essas características aparecem novamente no segundo duelo da série, quando a equipe soube suportar a pressão e confirmou a vitória por margem mínima.

Mais do que uma boa campanha, a trajetória de Tiago Splitter representa um novo marco para o esporte nacional. Primeiro brasileiro campeão da NBA como jogador pelo San Antonio Spurs, primeiro técnico brasileiro à frente de uma franquia da liga e agora primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs como treinador, Splitter consolida seu nome entre os grandes representantes do basquete brasileiro, e busca superar as expectativas, na série que se encontra empatada e rumo ao Oregon onde acontecerão os jogos 3 e 4 respectivamente na sexta (24) e domingo (26).

 

Em partida contra o Vila Nova, o atacante Berto afirmou ter sofrido ataques racistas após o apito final
por
Gabriel Thomé
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22/04/2026 - 12h

 

 No último sábado (18), Vila Nova e Operário se enfrentaram pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe goiana saiu vencedora do confronto pelo placar de 2 a 1. Entretanto, após o apito final houve uma confusão entre jogadores e membros da comissão técnica do Fantasma com torcedores do Vila Nova. No final da briga,  o atacante Hildeberto Pereira, o Berto, afirmou ter sido vítima de ataques racistas por parte de um torcedor adversário durante a confusão.

   Dentro de campo, o clima era quente após o final da partida. A discussão tomou proporções maiores quando o zagueiro colombiano do Operário Jhan Torres atirou uma garrafa em um torcedor do Vila Nova. Com a mesma garrafa, o torcedor atingido devolveu o arremesso e acertou no presidente do Operário, Álvaro Goes, que ficou com o nariz sangrando. Depois disso, a confusão foi generalizada. Além de garrafas e copos, lixeiras foram arremessadas entre torcedores goianos e jogadores adversários.

  A confusão com Berto teria começado após uma ofensa racista vinda da torcida adversária. A acusação em questão, pontuava como proferido o xingamento "macaquinho". Para um membro do staff do Vila Nova, Berto afirmou: "Ele me chamou de macaco e fez o gesto". O atleta cabo-verdiano apareceu em imagens desolado com a ofensa e foi levado para a polícia militar para prestar depoimento. 

Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS
Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS

 

     Em nota para o Instagram, o clube goiano reforçou sua posição: "O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência." 

     O Fantasma, também via Instagram, emitiu um pronunciamento a favor do atacante caboverdiano: “Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”.

    O caso foi para as autoridades locais e deve ter consequências para ambos os times. O torcedor foi identificado por meio de um sistema interno de reconhecimento facial e foi levado à Central de Flagrantes, para registro de Boletim de Ocorrência. Além disso, o Vila Nova pode perder o mando do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) por algumas partidas. O Operário também se envolveu na confusão e alguns atletas como Jhan Torres e o próprio Berto, que participou da briga, podem pegar algumas partidas de suspensão.

    Casos de racismo no futebol levantam debates. A legislação prevê consequências, merecidas, aos times e torcedores envolvidos no episódio entre Operário e Vila Nova.

Sturm fez história ao ser uma das primeiras mulheres a mergulhar no jornalismo automobilístico
por
Amanda Lemos
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17/04/2026 - 12h

Karin Sturm foi uma jornalista esportiva alemã que cobriu a Fórmula 1 por mais de quatro décadas. Ela faleceu na última segunda-feira (13), aos 64 anos, e deixa um importante legado. A carreira e a vida da jornalista marcaram a história do jornalismo automobilístico, entre outras coisas, pelo seu protagonismo em um ambiente historicamente dominado por homens. 

Uma das primeiras mulheres a cobrir o esporte e atuar dentro do paddock, área restrita atrás dos boxes, e do centro de operações dos bastidores das corridas, Karin começou a cobrir a Fórmula 1 aos 20 anos, em 1982. Ao longo da carreira, ela passou por vários países, onde cobriu os Grandes Prêmios (GPs). Seu excelente trabalho fez com que ela alcançasse o respeito de colegas, pilotos e equipes.

A escrita da jornalista sempre foi marcada por um estilo próximo e profundo, considerando os envolvidos e a história do automobilismo. Ela escreveu vários livros sobre grandes nomes da Fórmula 1, como Ayrton Senna, Sebastian Vettel e Michael Schumacher. Sua biografia de Senna chamada “Ayrton Senna - Sua Vitória, Seu Legado” (Editora Record, 1994) é uma das mais importantes sobre o brasileiro e expôs para um público internacional mais sobre a vida e a carreira do piloto, além de evidenciar a relação próxima entre os dois, o que a levou até a aprender português para facilitar as entrevistas.

 

Duas pessoas adultas em ambiente externo durante uma entrevista. À direita, Sebastian Vettel veste boné e jaqueta preta com logotipos de uma equipe de Fórmula 1 e fala enquanto segura um microfone. À esquerda, a jornalista Karin Sturm segura um gravador portátil. Um terceiro microfone aparece apontado para quem responde. O fundo está desfocado.
Karin Sturm durante entrevista com Sebastian Vettel. Foto: Reprodução/ @lacasadelmotorsport

Em 2009, Karin recebeu o Bayerischen Sportpreis, prêmio esportivo da Baviera, como reconhecimento pelo seu trabalho.

Marie-Louise Eta faz história e torna-se a primeira técnica das principais ligas europeias masculinas
por
Gianna Albuquerque
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14/04/2026 - 12h

No último domingo (12), na tentativa de evitar o rebaixamento, após mais uma derrota pela Bundesliga, o clube alemão Union Berlin demitiu seu antigo treinador, Steffen Baumgart, e anunciou Marie-Louise Eta como nova técnica. Ela é a primeira mulher na história das cinco principais ligas europeias — Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália — a comandar uma equipe masculina.

Eta
Marie-Louise Eta, nascida em Dresden, na Alemanha, em 1991. Foto: reprodução/instagram/@marielouiseeta

Eta jogou como meio campista até seus 26 anos. Durante esse período, foi tricampeã alemã (2009, 2010 e 2011), bi da Copa da Alemanhã (2009 e 2010) e chegou ao seu auge ao conquistar a Champions League em 2010, pelo Turbine Potsdam. 

Sua última passagem dentro dos gramados foi pelo Werder Bremen, quando teve sua carreira de atleta interrompida antes do esperado devido a lesões. Foi na mesma equipe que Eta, quando ainda jogava, teve sua primeira experiência na comissão técnica, ao dirigir, em 2014, o time feminino sub-15. 

Marie-Louise entrou para a comissão técnica do Union Berlin em 2023 para auxiliar Marco Grote na equipe masculina sub-19. Em novembro daquele mesmo ano, Grote passou a comandar a equipe principal e incorporou novamente Eta como sua auxiliar. Isso a tornou a primeira mulher a ocupar este cargo tanto em partidas da Bundesliga como em partidas da Champions League. Um  pouco depois, em janeiro de 2024, ela comandou a equipe na beira de campo, ao substituir o então treinador Nenad Bjelica, que havia sido suspenso. 

Agora, aos 34 anos, após a demissão de Steffen Baumgart, Marie-Louise, que antes estava à frente do sub-19, torna-se treinadora interina do time profissional até o final do Campeonato Alemão, quando passará a comandar o time principal feminino. Seu primeiro jogo será no próximo sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), contra o Wolfsburg. Por meio das redes sociais do clube, Eta conta estar bem confiante de que a equipe dará a volta por cima e fugirá do rebaixamento. 

“Estou feliz por o clube confiar em mim para essa tarefa desafiadora. Um ponto forte do Union sempre foi, e continua sendo, reunir todas as forças em situações como essa. E, claro, estou convencida de que, com o time, vamos conquistar os pontos decisivos ", afirma ela. 

 

A decisão foi tomada após a demissão de Dorival Jr. no término do último jogo do Brasileirão
por
Jorge Zatz Halaban
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14/04/2026 - 12h

 

Fernando Diniz foi anunciado como o novo técnico do Corinthians na última segunda-feira (6). O treinador estava livre no mercado desde fevereiro deste ano, quando deixou o Vasco. O Timão optou pela troca na comissão técnica após a derrota para o Internacional na décima rodada do Campeonato Brasileiro.

Diniz já era cogitado como uma das preferências da diretoria do Timão. Após uma negociação rápida, o técnico já estará com o time no jogo de quinta-feira (9), válido pela Libertadores, contra o Platense, em Buenos Aires, Argentina. O contrato assinado tem duração até dezembro de 2026.

Diniz terá a difícil tarefa de recuperar o desempenho da equipe, que está a nove jogos sem vencer. O técnico foi a primeira escolha por conta de seu perfil ofensivo, algo que agrada a diretoria, já que uma das críticas a Dorival era a falta de ofensividade do time. O clube marcou apenas três gols nos últimos sete jogos.

Diniz tem um histórico de passagens por grandes times brasileiros, tendo treinado o São Paulo, Santos, Cruzeiro, Vasco e Fluminense, onde conquistou os títulos: Campeonato Carioca, Libertadores, ambos em 2023, e a Recopa Sul-Americana de 2024. O técnico também teve uma breve passagem pela seleção brasileira, entre julho de 2023 e janeiro de 2024.

Seu nome não era unanimidade no Parque São Jorge, mas foi uma escolha de Marcelo Paz, diretor de futebol, e Osmar Stabile, atual presidente do clube. Um dos motivos dessa aposta da diretoria, além do estilo ousado do treinador, foi por conta de seu último trabalho no Vasco. O retrospecto não foi tão positivo, tendo 20 vitórias, 13 empates e 22 derrotas, mas Diniz alcançou a final da Copa do Brasil, em que foi vice para o próprio Timão, e conseguiu tirar o time da zona de rebaixamento, lugar que o Vasco se encontrava quando ele assumiu o comando do clube.

 O Corinthians pensou em outros nomes, como Tite, Filipe Luiz, Vojvoda, entre outros técnicos que estavam livres no mercado, mas a decisão foi optar pelo “dinizismo”, de Fernando Diniz.

Os valores contratuais giram em torno de 2 milhões, sendo o maior salário da carreira do treinador.

 

Postagem do Corinthians de bem-vindo Fernando Diniz
Diniz já está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foto: Reprodução/ @corinthians
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A contratação de um novo técnico ocorreu após Dorival Jr. ser demitido do Corinthians após o apito final na derrota por 1 a 0 na Neo Química Arena para o Internacional. O time chegou a nove jogos sem vencer, sendo sete deles no Brasileirão.

Em sua passagem pelo Corinthians, Dorival foi campeão da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa Rei em fevereiro deste ano. Ele havia assumido o time no final de abril de 2025, e tinha contrato válido até o fim de 2026. Com a demissão, o Corinthians deve arcar com a multa de rescisão do contrato do treinador, que receberá em torno de 6 milhões, o equivalente a aproximadamente três salários.

Foram 63 partidas do Corinthians sob o comando de Dorival, com 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, com  aproveitamento aproximado de 50%.

Os treinos da última segunda-feira (6), foram organizados por William Batista, treinador do sub-20, mas já foram assumidos pelo novo treinador, Fernando Diniz, nesta terça-feira (7).

 

 

 

 

 

Seleção goleia a Itália fora de casa e confirma a liderança do grupo
por
Antônio Bandeira
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19/11/2025 - 12h

A Noruega garantiu seu retorno à Copa do Mundo depois de 28 anos. Em casa, mesmo abrindo o placar, a Itália  não resistiu à pressão norueguesa. A vaga veio com a vitória por 4 a 1 sobre os tetra campeões do mundo, em Milão, no jogo que confirmou a liderança do grupo europeu. A seleção nórdica virou a partida no segundo tempo e fechou a campanha de volta de forma segura. Para os italianos, o resultado significou a ida a mais uma repescagem, a terceira seguida. 

A classificação teve direito à dois gols de Erling Haaland, que conduziu o time nos momentos de maior pressão. Ele terminou as eliminatórias europeias com números incomuns até mesmo para um jogador do nível dele. Haaland marcou 16 vezes em oito jogos e alterou o placar em todas as partidas disputadas, tendo uma média de dois gols por partida. Isso garantiu ao atacante a artilharia das eliminiatórias e o recorde compartilhado de jogador com mais gols em uma única edição das classificatórias europeias. Os números se igualam aos de Robert Lewandowski, pela Polônia, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Outros nomes também apareceram na reta final. Nusa e Larsen fecharam o placar contra a Itália e mostraram que o time não depende apenas de Haaland para decidir. Mesmo assim, o atacante concentrou grande parte das ações ofensivas e influenciou o ritmo da equipe em praticamente todos os jogos. 

Seleção Norueguesa comemora na partida de classificação para a Copa do Mundo. Foto: Reprodução/X/@Uefaeuro
Seleção Norueguesa comemora na partida de classificação para a Copa do Mundo. Foto: Reprodução/X/@Uefaeuro

O resultado encerrou um afastamento da equipe do maior campeonato do mundo, que já durava quase três décadas. A última participação da Noruega em uma Copa havia sido em 1998, quando a seleção avançou na fase de grupos e chamou atenção ao vencer o Brasil. Naquele Mundial, porém, a equipe caiu para a própria Itália nas oitavas de final. Desde então, a seleção colecionava campanhas irregulares e mudanças de geração que não se firmavam. 

A classificação de agora tem peso simbólico. O atual grupo combina jovens em crescimento com jogadores já consolidados no futebol europeu. Haaland é o nome mais visível, mas a volta ao Mundial também passa pela evolução coletiva e por um ataque que funcionou de forma constante nas eliminatórias. 

A Noruega chega ao Mundial de 2026 com a expectativa de mostrar esse progresso em campo. O desempenho até aqui mostra que o time recuperou identidade e encontrou um caminho que não aparecia desde 1998. A partir de agora, o desafio é transformar essa campanha de volta em resultados também na Copa do Mundo.

 

Estêvão e Casemiro marcam na vitória em Londres; seleção encara a Tunísia na terça-feira (18)
por
Antônio Bandeira
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18/11/2025 - 12h

O Brasil venceu o Senegal por 2 a 0 neste sábado (15), em Londres, na Inglaterra, e apresentou evolução na preparação para a Copa do Mundo de 2026. A seleção começou o jogo com ritmo alto, pressionou a saída de bola do adversário e criou boas chances nos primeiros minutos. Na segunda etapa, manteve a boa organização para garantir a vitória.

No início, Estêvão perdeu a primeira oportunidade clara e Matheus Cunha acertou a trave logo depois. O gol saiu aos 27 minutos da primeira etapa, quando Casemiro recuperou a bola no meio de campo e o jovem Estêvão finalizou de esquerda para abrir o placar. O segundo gol veio sete minutos depois, aos 35 minutos, com uma cobrança de falta de Rodrygo pela direita que encontrou Casemiro na área. A vantagem deu controle ao Brasil até o intervalo.

 

Estêvão foi um dos destaques do jogo. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Estêvão foi um dos destaques do jogo. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

 

 

No segundo tempo, o time diminuiu a intensidade mas manteve a organização. A seleção de Senegal encontrou mais espaços e obrigou Ederson a fazer boas defesas. A chance mais perigosa veio em finalização de Iliman Ndiaye, que acertou a trave. Porém, mesmo com o avanço do adversário, a seleção administrou o resultado com segurança.

Carlo Ancelotti aproveitou o amistoso para testar os jogadores. Éder Militão atuou como lateral-direito e teve atuação equilibrada entre marcação e apoio. Casemiro jogou mais adiantado e participou diretamente dos dois gols, reforçando a ideia de aumentar a presença ofensiva pelo meio. O Brasil nunca havia vencido o Senegal em jogos oficiais, mas o histórico entre as equipes ainda é curto e não representa um peso significativo no cenário geral.

O desempenho também representou evolução em comparação a apresentação na última Data Fifa, quando a seleção enfrentou Estados Unidos e Japão. Naquele período, o Brasil alternou bons momentos com dificuldades defensivas e buscou soluções para melhorar a compactação e a criação de jogadas. A comissão técnica avaliou que as atuações foram positivas para ajustes, especialmente na movimentação do ataque e na coordenação do meio-campo, pontos que voltaram a aparecer de forma mais consistente no jogo contra o Senegal.

Mais de 58 mil torcedores acompanharam a partida no Emirates Stadium. A principal preocupação da noite foi a saída de Gabriel Magalhães, que sentiu dores na coxa direita e passou por exames após o jogo. Foi constatada uma lesão muscular na região e o zagueiro do Arsenal foi cortado. Para fazer dupla com Marquinhos, Ancelotti tem como opção Militão, Fabrício Bruno e Danilo.

O Brasil volta a campo na terça-feira (18) para enfrentar a Tunísia, em Lille, na França. O amistoso encerra a Data Fifa e os amistosos de 2025, além de servir para novos testes antes da fase final de preparação para o Mundial.

 

Shohei Ohtani, do Los Angeles Dodgers, garantiu a nomeação de forma unânime pelo terceiro ano consecutivo, vencendo Kyle Schwarber e Juan Soto
por
RODOLFO SOARES DIAS
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14/11/2025 - 12h

 

Na noite da última quinta-feira (13), o jogador japonês Shohei Ohtani foi eleito, de forma unânime, o MVP da liga nacional da maior organização de beisebol do mundo, a Major League Baseball (MLB). Ohtani já soma quatro troféus de jogador mais valioso e se junta a Barry Bonds, que tem sete, como os únicos a conquistarem tal feito.

O prêmio de MVP é concedido a um jogador de cada liga – Liga Americana (AL) e Liga Nacional (NL) – que seja considerado o mais valioso para sua equipe durante a temporada regular e a votação é feita por membros da Baseball Writers’ Association of America (BBWAA), composta por jornalistas que cobrem o esporte de forma independente. Ohtani se tornou o primeiro jogador da história a vencer duas vezes tanto na Liga Americana, quanto na Liga Nacional.

Ohtani MVP
Poster de MVP divulgado pela MLB Reprodução: Instagram/@mlb

 

Durante a temporada regular, o astro atuou em alto nível como um jogador de “duas vias”, ou seja, alguém capaz de arremessar e rebater no mesmo jogo. Atualmente, o jogador japonês é o único que desempenha ambas funções estando entre os melhores nas duas.

 

No topo do mundo

 

Além dos prêmios individuais, Shohei liderou o Los Angeles Dodgers, pelo segundo ano consecutivo, para a World Series, o maior título do beisebol profissional de equipes. A equipe norte-americana derrotou o Toronto Blue Jays por quatro vitórias a três e conquistou seu nono campeonato, o segundo da carreira de Ohtani.

Ohtani com troféu
Shohei Ohtani segurando troféu de campeão da World Séries Reprodução: Instagram/@dodgers

 

Messi e Lautaro marcam nos dois tempos e garantem vitória da seleção sul-americana
por
Renan Barcellos
Pedro Lima
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14/11/2025 - 12h

 

A Argentina venceu Angola por 2 a 0 nesta sexta-feira (14), no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, confronto que marcou as celebrações pelos 50 anos da independência do país africano. Lautaro Martínez abriu o placar ainda no primeiro tempo, e Lionel Messi ampliou na etapa final. O resultado encerrou o ano da equipe de Lionel Scaloni com vitória.

O primeiro gol saiu aos 43 minutos da etapa inicial. A jogada começou pelo lado direito, com troca de passes curtos até Messi receber por dentro e acionar Lautaro na área. O atacante dominou e finalizou colocado, abrindo o placar. A Argentina teve controle da posse durante todo o primeiro tempo e trabalhou a circulação de bola com aproximações constantes, enquanto Angola manteve linhas compactas e tentou responder em transições rápidas.

No segundo tempo, os argentinos seguiram impondo ritmo. Messi passou a recuar para participar da construção e conectar o time ao ataque, enquanto Lautaro alternou entre infiltrações e pressão na saída de bola angolana. A seleção albiceleste voltou a criar oportunidades pelos lados do campo, principalmente com ultrapassagens dos laterais. O segundo gol foi marcado aos 37 minutos, quando Lautaro recuperou a bola no campo ofensivo e encontrou Messi livre na entrada da área. O camisa 10 dominou e finalizou na saída do goleiro, ampliando a vantagem.

Messi e Beni disputando bola durante amistoso
Lionel Messi conduz a bola marcado por Beni durante o amistoso. Foto: Divulgação / AFA

Scaloni aproveitou o amistoso para realizar ajustes no meio-campo e observar jogadores que buscam espaço na rotação da equipe. Enzo Fernández ficou fora por lesão, enquanto Julián Álvarez, Nahuel Molina e Giuliano Simeone não viajaram por questões relacionadas à documentação médica exigida para entrada no país. Com isso, o treinador distribuiu mais minutos a atletas de função semelhante e testou variações de posicionamento, sobretudo na linha de volantes.

Angola tentou equilibrar o duelo na base da velocidade e chegou algumas vezes ao campo ofensivo, principalmente em lançamentos longos para as pontas. A defesa argentina, porém, conseguiu controlar as ações e manteve segurança ao longo dos 90 minutos. Dibu Martínez participou pouco do jogo e foi exigido apenas em finalizações de média distância.

A vitória encerrou o calendário da Argentina em 2025. A equipe volta a atuar apenas nas próximas datas internacionais e mantém a preparação para os compromissos do próximo ano após boa atuação coletiva no amistoso em Luanda.

Talentos da Praça, no bairro paulistano do Ipiranga, utiliza esporte como meio de colaborar com famílias
por
Pedro Timm
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13/11/2025 - 12h

O esporte tem a capacidade de transformar vidas. Diante disso, o Projeto Talentos da Praça nasceu para transformar e agregar a vida de crianças na região do bairro Ipiranga, em São Paulo. Fundado por Diogo Moreira, graduado em pedagogia e educação física, mestrando na Universidade de São Paulo (USP), o projeto tem como foco a formação de cidadãos com o auxílio do esporte. 

O projeto funciona na quadra pública da praça Pinheiro da Cunha, no bairro Ipiranga, na Zona Sul da capital. O distrito é marcado pela sua desigualdade social e o contraste de condomínios de luxo com áreas de ocupações irregulares. Segundo estudos da Rede Nossa São Paulo, o bairro tem os piores índices de desenvolvimento da educação básica para escolas públicas do Ensino Fundamental. Nesse contexto, o projeto nasceu. 

A iniciativa teve início no final da pandemia. “O projeto começou quando os espaços ao ar livre foram liberados para as práticas esportivas. E a partir dessa liberação, fui à praça e vi muitos garotos sem a orientação de um profissional. Logo pensei em dar condições melhores para eles terem acesso a um esporte de qualidade. Entramos então numa parceria e a partir desse momento o projeto começou a crescer, chegaram mais crianças e voluntários " conta Moreira.

O foco da iniciativa social é a formação de cidadãos através do esporte, sendo trabalhado especificamente o futsal. “A gente utiliza padrões escolares e a ideia é formar o cidadão através do esporte. Utilizamos o futsal, e trabalhamos valores, princípios, tentando trazer uma formação, oportunizar, trazer um esporte de qualidade, pois sabemos que nem sempre são ministrados da melhor forma e de forma adequada.”, diz Moreira. 

O projeto social é administrado por quatro voluntários que dividem as tarefas. Além de Moreira,  participam também  Alan Nemi, que cuida dos treinos;  Alex Dias, morador da região que ajuda na questão mais dinâmica do projeto, e  Michelle Lopes, que cuida da parte social. Atualmente o projeto atende mais de 150 famílias na região do Ipiranga.

 

Equipe administrativa do projeto posando para foto todos em pé
Equipe de voluntários que se responsabilizam pelo projeto social na quadra do Ipiranga - Reprodução: Instagram Projeto Talentos da Praça

O Talentos da Praça atende grupos de crianças de 5 a 16 anos, dando treinos gratuitos durante a semana. Além dos treinamentos, os atletas são relacionados para jogos e campeonatos escolares para se familiarizar com a competição. Para a inscrição no projeto, basta responder um questionário disponibilizado no Instagram (@projetotalentosdapraca) e esperar aprovação. Os treinos são divididos entre categorias, que possibilita um olhar mais específico para as características individuais dos atletas baseados em suas idades.

Por se tratar de uma iniciativa completamente gratuita, o projeto vem passando por algumas complicações financeiras. Sem nunca ter tido um investidor, o acesso e a compra de materiais de qualidade sempre foi um desafio. “A maior dificuldade que temos é a questão financeira, porque a estrutura a gente consegue ter, mas arcar com algumas despesas é mais complicado. Nunca tivemos apoio financeiro de ninguém. Tinham algumas doações mínimas e fazíamos algumas rifas, mas o apoio financeiro partia dos voluntários. Tivemos o investimento de uma escola do Ipiranga que forneceu uniformes ao Projeto, algumas pessoas doaram coletes. Os materiais que outra escola não utilizava e iria para doação, a gente acabava pegando e utilizando.”, comenta Moreira.

Os desafios financeiros  influenciam também na quantidade e qualidade dos treinos e no andamento do projeto social. Alguns voluntários tiveram de se afastar da iniciativa por questões particulares, o que complicou o seguimento dos treinos. Atualmente há uma dificuldade de encontrar profissionais voluntários capacitados para somar a equipe. Moreira afirma que a falta de voluntários e as complicações financeiras do projeto fizeram com que fossem reduzidos a quantidade de treinos. “Não conseguimos arcar com um profissional adequado. Prezamos pela qualidade, não podemos contar com qualquer um, queremos alguém que consiga trazer um trabalho diferenciado. Temos uma boa visão na comunidade por conta do nosso zelo pela qualidade e por sermos diferentes.” afirma Moreira acerca da dificuldade de encontrar um novo profissional.

O cuidado tomado com a qualidade dos treinos e o objetivo de serem diferentes é reconhecido pela comunidade. Mesmo que o projeto aconteça em uma praça pública, os horários dos treinos são respeitados por todos, que sabem que aquele espaço, naquele horário, é destinado ao projeto. “A gente tem o espaço e o horário pré-definido, que são usados para a realização do projeto do Talentos da Praça. A comunidade abraça o projeto e respeita a utilização”, conta  Moreira.  As famílias ajudam a cuidar do espaço. Criaram uma zeladoria,  responsável por cuidar da praça. 

O projeto também ajuda a quebrar ciclos e barreiras sociais existentes. “A gente os insere em torneios escolares, e colocamos eles em espaços que talvez muitas famílias não teriam a oportunidade de participar. O projeto também é importante para quebrar ciclos. Existe uma ideia de pertencimento, de que tem lugares que essas pessoas não podem acessar, e o projeto busca mostrar que através do esporte e do esforço você pode chegar nesses lugares e conseguir o seu pertencimento.”, diz Moreira. 

 

Time do Talentos da Praça, com parte em pé e parte agachados, posando para foto após jogo de futsal.
Time do Talentos da Praça defendendo o título em competição de escola particular em São Paulo - Reprodução: Instagram Projeto Talentos da Praça

O Talentos da Praça espera conseguir acolher novas famílias e crianças que tenham o interesse em futsal, expandindo cada vez mais o seu alcance social. O futuro do projeto segue em aberto devido às dificuldades financeiras, porém o esforço e a qualidade do trabalho apresentado vêm superando os tempos difíceis. “O objetivo é a gente conseguir desempenhar o nosso melhor trabalho sem ter nenhuma restrição. Se conseguirmos um investidor, um ambiente adequado para acolher mais famílias, ter mais estrutura, ter mais profissionais envolvidos... Sempre buscamos ter uma equipe multidisciplinar para ter apoio em todas as frentes. Queremos ter o apoio de psicólogos, assistência social, e de todas as questões que alguns alunos e famílias possam precisar”, diz Moreira.