Em primeiro cargo de técnico brasileiro à frente de uma franquia na liga, o ex-pivô lidera o Portland Trail Blazers em busca da zebra no primeiro round do mata mata
por
João Victor Esposo Guimarães
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23/04/2026 - 12h
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter

Em sua primeira temporada no comando do Portland Trail Blazers, Tiago Splitter segue escrevendo um capítulo histórico para o basquete brasileiro. Após conduzir a equipe à pós-temporada, o treinador se tornou o primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs da NBA como técnico, após o triunfo por 106 a 103 no segundo jogo da série contra o San Antonio Spurs, na última terça (21) no Frost Bank Center em San Antonio.

Depois de ser superado na partida de abertura no domingo (19) por 111 a 98, com festa nas arquibancadas de San Antonio e atuação histórica de Victor Wembanyama, o Portland reagiu de forma imediata e mostrou força para empatar o confronto. Sob o comando de Splitter, os Blazers ajustaram a marcação, elevaram a intensidade defensiva e mostraram maturidade nos momentos decisivos para roubar uma vitória apertada no Texas.

O resultado teve peso esportivo e simbólico. Além de recolocar a franquia na disputa pela classificação, representou um feito inédito para o Brasil: nunca antes um técnico brasileiro havia conquistado uma vitória em partidas de playoffs da NBA. Splitter amplia, assim, uma trajetória marcada pelo pioneirismo no basquete mundial. Sem podermos esquecer que é no mínimo irônico, porém de uma forma especial, que sua primeira vitória em playoffs seja justamente contra um time tão importante na sua vida. O brasileiro jogou no Spurs de 2010 a 2015.

A evolução do Portland ao longo da temporada já vinha chamando atenção. Após oscilações durante a fase regular, a equipe cresceu na reta final e chegou embalada aos playoffs. O treinador brasileiro foi fundamental para reorganizar o time, encontrar equilíbrio tático e fortalecer a confiança do elenco em jogos decisivos.

Dentro de quadra, os Blazers passaram a se destacar pela intensidade defensiva e melhor execução ofensiva nos minutos finais. Essas características aparecem novamente no segundo duelo da série, quando a equipe soube suportar a pressão e confirmou a vitória por margem mínima.

Mais do que uma boa campanha, a trajetória de Tiago Splitter representa um novo marco para o esporte nacional. Primeiro brasileiro campeão da NBA como jogador pelo San Antonio Spurs, primeiro técnico brasileiro à frente de uma franquia da liga e agora primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs como treinador, Splitter consolida seu nome entre os grandes representantes do basquete brasileiro, e busca superar as expectativas, na série que se encontra empatada e rumo ao Oregon onde acontecerão os jogos 3 e 4 respectivamente na sexta (24) e domingo (26).

 

Em partida contra o Vila Nova, o atacante Berto afirmou ter sofrido ataques racistas após o apito final
por
Gabriel Thomé
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22/04/2026 - 12h

 

 No último sábado (18), Vila Nova e Operário se enfrentaram pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe goiana saiu vencedora do confronto pelo placar de 2 a 1. Entretanto, após o apito final houve uma confusão entre jogadores e membros da comissão técnica do Fantasma com torcedores do Vila Nova. No final da briga,  o atacante Hildeberto Pereira, o Berto, afirmou ter sido vítima de ataques racistas por parte de um torcedor adversário durante a confusão.

   Dentro de campo, o clima era quente após o final da partida. A discussão tomou proporções maiores quando o zagueiro colombiano do Operário Jhan Torres atirou uma garrafa em um torcedor do Vila Nova. Com a mesma garrafa, o torcedor atingido devolveu o arremesso e acertou no presidente do Operário, Álvaro Goes, que ficou com o nariz sangrando. Depois disso, a confusão foi generalizada. Além de garrafas e copos, lixeiras foram arremessadas entre torcedores goianos e jogadores adversários.

  A confusão com Berto teria começado após uma ofensa racista vinda da torcida adversária. A acusação em questão, pontuava como proferido o xingamento "macaquinho". Para um membro do staff do Vila Nova, Berto afirmou: "Ele me chamou de macaco e fez o gesto". O atleta cabo-verdiano apareceu em imagens desolado com a ofensa e foi levado para a polícia militar para prestar depoimento. 

Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS
Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS

 

     Em nota para o Instagram, o clube goiano reforçou sua posição: "O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência." 

     O Fantasma, também via Instagram, emitiu um pronunciamento a favor do atacante caboverdiano: “Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”.

    O caso foi para as autoridades locais e deve ter consequências para ambos os times. O torcedor foi identificado por meio de um sistema interno de reconhecimento facial e foi levado à Central de Flagrantes, para registro de Boletim de Ocorrência. Além disso, o Vila Nova pode perder o mando do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) por algumas partidas. O Operário também se envolveu na confusão e alguns atletas como Jhan Torres e o próprio Berto, que participou da briga, podem pegar algumas partidas de suspensão.

    Casos de racismo no futebol levantam debates. A legislação prevê consequências, merecidas, aos times e torcedores envolvidos no episódio entre Operário e Vila Nova.

Marie-Louise Eta faz história e torna-se a primeira técnica das principais ligas europeias masculinas
por
Gianna Albuquerque
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14/04/2026 - 12h

No último domingo (12), na tentativa de evitar o rebaixamento, após mais uma derrota pela Bundesliga, o clube alemão Union Berlin demitiu seu antigo treinador, Steffen Baumgart, e anunciou Marie-Louise Eta como nova técnica. Ela é a primeira mulher na história das cinco principais ligas europeias — Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália — a comandar uma equipe masculina.

Eta
Marie-Louise Eta, nascida em Dresden, na Alemanha, em 1991. Foto: reprodução/instagram/@marielouiseeta

Eta jogou como meio campista até seus 26 anos. Durante esse período, foi tricampeã alemã (2009, 2010 e 2011), bi da Copa da Alemanhã (2009 e 2010) e chegou ao seu auge ao conquistar a Champions League em 2010, pelo Turbine Potsdam. 

Sua última passagem dentro dos gramados foi pelo Werder Bremen, quando teve sua carreira de atleta interrompida antes do esperado devido a lesões. Foi na mesma equipe que Eta, quando ainda jogava, teve sua primeira experiência na comissão técnica, ao dirigir, em 2014, o time feminino sub-15. 

Marie-Louise entrou para a comissão técnica do Union Berlin em 2023 para auxiliar Marco Grote na equipe masculina sub-19. Em novembro daquele mesmo ano, Grote passou a comandar a equipe principal e incorporou novamente Eta como sua auxiliar. Isso a tornou a primeira mulher a ocupar este cargo tanto em partidas da Bundesliga como em partidas da Champions League. Um  pouco depois, em janeiro de 2024, ela comandou a equipe na beira de campo, ao substituir o então treinador Nenad Bjelica, que havia sido suspenso. 

Agora, aos 34 anos, após a demissão de Steffen Baumgart, Marie-Louise, que antes estava à frente do sub-19, torna-se treinadora interina do time profissional até o final do Campeonato Alemão, quando passará a comandar o time principal feminino. Seu primeiro jogo será no próximo sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), contra o Wolfsburg. Por meio das redes sociais do clube, Eta conta estar bem confiante de que a equipe dará a volta por cima e fugirá do rebaixamento. 

“Estou feliz por o clube confiar em mim para essa tarefa desafiadora. Um ponto forte do Union sempre foi, e continua sendo, reunir todas as forças em situações como essa. E, claro, estou convencida de que, com o time, vamos conquistar os pontos decisivos ", afirma ela. 

 

A decisão foi tomada após a demissão de Dorival Jr. no término do último jogo do Brasileirão
por
Jorge Zatz Halaban
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14/04/2026 - 12h

 

Fernando Diniz foi anunciado como o novo técnico do Corinthians na última segunda-feira (6). O treinador estava livre no mercado desde fevereiro deste ano, quando deixou o Vasco. O Timão optou pela troca na comissão técnica após a derrota para o Internacional na décima rodada do Campeonato Brasileiro.

Diniz já era cogitado como uma das preferências da diretoria do Timão. Após uma negociação rápida, o técnico já estará com o time no jogo de quinta-feira (9), válido pela Libertadores, contra o Platense, em Buenos Aires, Argentina. O contrato assinado tem duração até dezembro de 2026.

Diniz terá a difícil tarefa de recuperar o desempenho da equipe, que está a nove jogos sem vencer. O técnico foi a primeira escolha por conta de seu perfil ofensivo, algo que agrada a diretoria, já que uma das críticas a Dorival era a falta de ofensividade do time. O clube marcou apenas três gols nos últimos sete jogos.

Diniz tem um histórico de passagens por grandes times brasileiros, tendo treinado o São Paulo, Santos, Cruzeiro, Vasco e Fluminense, onde conquistou os títulos: Campeonato Carioca, Libertadores, ambos em 2023, e a Recopa Sul-Americana de 2024. O técnico também teve uma breve passagem pela seleção brasileira, entre julho de 2023 e janeiro de 2024.

Seu nome não era unanimidade no Parque São Jorge, mas foi uma escolha de Marcelo Paz, diretor de futebol, e Osmar Stabile, atual presidente do clube. Um dos motivos dessa aposta da diretoria, além do estilo ousado do treinador, foi por conta de seu último trabalho no Vasco. O retrospecto não foi tão positivo, tendo 20 vitórias, 13 empates e 22 derrotas, mas Diniz alcançou a final da Copa do Brasil, em que foi vice para o próprio Timão, e conseguiu tirar o time da zona de rebaixamento, lugar que o Vasco se encontrava quando ele assumiu o comando do clube.

 O Corinthians pensou em outros nomes, como Tite, Filipe Luiz, Vojvoda, entre outros técnicos que estavam livres no mercado, mas a decisão foi optar pelo “dinizismo”, de Fernando Diniz.

Os valores contratuais giram em torno de 2 milhões, sendo o maior salário da carreira do treinador.

 

Postagem do Corinthians de bem-vindo Fernando Diniz
Diniz já está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foto: Reprodução/ @corinthians
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A contratação de um novo técnico ocorreu após Dorival Jr. ser demitido do Corinthians após o apito final na derrota por 1 a 0 na Neo Química Arena para o Internacional. O time chegou a nove jogos sem vencer, sendo sete deles no Brasileirão.

Em sua passagem pelo Corinthians, Dorival foi campeão da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa Rei em fevereiro deste ano. Ele havia assumido o time no final de abril de 2025, e tinha contrato válido até o fim de 2026. Com a demissão, o Corinthians deve arcar com a multa de rescisão do contrato do treinador, que receberá em torno de 6 milhões, o equivalente a aproximadamente três salários.

Foram 63 partidas do Corinthians sob o comando de Dorival, com 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, com  aproveitamento aproximado de 50%.

Os treinos da última segunda-feira (6), foram organizados por William Batista, treinador do sub-20, mas já foram assumidos pelo novo treinador, Fernando Diniz, nesta terça-feira (7).

 

 

 

 

 

“Não é um adeus, é um até logo”, diz a ponteira estadunidense
por
Beatriz Neves
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10/04/2026 - 12h

Na terça-feira (7), Payton Caffrey, um dos principais nomes da Superliga Feminina deste ano, confirmou, em entrevista ao portal de notícias esportivas “No ataque”, sua saída do time de vôlei uberlandense após duas temporadas no Brasil.

No terceiro e último jogo das quartas de final, o Praia Clube garantiu a vitória e agora enfrentará o Sesc Flamengo nas semifinais. Por 3 sets a 0 contra o Sesi Bauru, a torcida foi marcada pela felicidade, mas também por um sentimento de despedida.

Ao portal "No Ataque", Payton afirmou que “Infelizmente, é minha última vez aqui. É bem difícil ver estrangeiras ficarem em um time por mais de dois anos. Não que eu não quisesse, mas já faz muito tempo que eu não jogo em frente à minha família”. A jogadora traz também como objetivo a vitória do campeonato para o Praia e confirma que é apaixonada pelo Brasil, “é um lugar incrível fora e dentro do vôlei”.

Payton Caffrey, Praia Clube contra Sesi Bauru — Foto: Bruno Cunha
Payton Caffrey, jogo final Praia Clube contra Sesi Bauru — Foto: Bruno Cunha

Da NCAA a Superliga

Nascida em Flórida nos Estados Unidos, Payton teve o início de sua jornada de voleibol universitário pela West Virginia University marcado por  estatísticas notáveis. Em seu primeiro ano foi caloura do ano da AVCA (região centro-oeste) e entrou para o time da All Big-12, uma conferência de elite da Divisão I da NCAA, reconhecida como uma das mais competitivas dos Estados Unidos.

Em 2018, em seu terceiro ano, transferiu para Florida State University, onde conquistou Jogadora do Ano da ACC e competiu no vôlei de praia, assim, ao longo dos anos, teve grandes vitórias ao lado de Molly Mcbain, sua antiga colega de time.

Após o encerramento de sua carreira universitária, Caffrey jogou no Maccabi Haifa, em Israel (2021-2022), no Pinking de Corozal, de Porto Rico (2022-2023), no Paok da Grécia (2022-2023), no PTT Spor, da Turquia (2023-2024), no Vegas Thrill, dos Estados Unidos (2023-2024) e no Praia Clube (2024-2026).

 A ponteira americana iniciou sua carreira no Brasil em 2024 e rapidamente ganhou destaque. Na temporada 2024/25 da Superliga Feminina, terminou como a quinta maior pontuadora, com 375 pontos. Em 2026, nas estatísticas ela segue como uma das principais anotadoras da temporada em seu time até agora, está em nono lugar entre as principais ponteiras e em terceiro lugar de saques mais eficientes de toda a competição.

Payton Caffrey atacando com bloqueio triplo do Sesi Bauru - Foto: Bruno Cunha
Bloqueio triplo do Sesi Bauru contra Payton Caffrey - Foto: Bruno Cunha 

 

Após o 0x0 no tempo normal e na prorrogação, o clube de Minas Gerais foi batido nos pênaltis
por
Pedro Lima
Renan Barcellos
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24/11/2025 - 12h

 

No último sábado (22), Atlético Mineiro e Lanús, da Argentina, decidiram a final da Copa Sul-Americana em Assunção, capital paraguaia, no estádio Defensores del Chaco. O clube brasileiro havia eliminado o Independiente del Valle nas semifinais, já o clube argentino havia passado pela Universidad de Chile. 

O Atlético tinha alguns desfalques de peso para a grande final, como Tomás Cuello e o zagueiro Lyanco. O técnico Jorge Sampaoli optou por uma formação com três zagueiros e Hulk como homem de referência no ataque.  

A partida começou disputada e equilibrada. O juiz Piero Maza deixava o jogo rolar, apitando poucas faltas. Após os primeiros 20 minutos, o jogo passou a ser dominado pelo Atlético, sem criar grandes chances, porém, mantendo a bola no campo de defesa do Lanús. O time argentino pouco ameaçava e a melhor chance brasileira do primeiro tempo saiu dos pés do meia atacante Bernard, arriscando em uma cobrança de falta sem ângulo, acertou a trave. 

Já na segunda etapa, o jogo ficou mais morno do que no primeiro tempo, eram pouquíssimas as chances criadas pelos dois times e a partida tomava o rumo da prorrogação, com os argentinos se defendendo muito bem e o Atlético Mineiro pouco produtivo. 

Os 90 minutos regulamentares acabaram, e o Atlético teria mais 30 minutos para furar a defesa do Lanús, evitando a disputa de pênaltis. Aos 4 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Sampaoli colocou o atacante Biel, o grande personagem da noite, impactando de maneira negativa no restante da partida. Biel desperdiçou as duas oportunidades mais claras dos atleticanos no jogo inteiro, uma cabeçada na entrada da pequena área, livre de marcação e uma oportunidade clara perdida cara a cara com o goleiro Losada, que fez uma ótima defesa evitando o gol do título dos brasileiros, já no segundo tempo da prorrogação. Com as chances desperdiçadas e a forte defesa argentina, a final da Sul-Americana foi definida na disputa de pênaltis. 

Os argentinos desperdiçaram a primeira cobrança com o atacante Walter Bou, mas o Atlético também, Hulk bateu mal e o goleiro Losada defendeu o primeiro pênalti brasileiro. Os dois times foram acertando suas cobranças, mas novamente, Biel errou e desperdiçou para o Galo, por sorte, os argentinos também desperdiçaram sua cobrança decisiva, levando a disputa para as penalidades alternadas. Agustín Cardozo marcou, Alexsander fez para o galo, Franco Watson converteu para o Lanús, mas Victor Hugo errou, consagrando o time do Lanús como campeão da Copa Sul-Americana de 2025. 

O goleiro Nahuel Losada com a taça da Copa Sul-Americana. Foto: Divulgação/X/@clublanus
O goleiro Nahuel Losada com a taça da Copa Sul-Americana. Foto: Divulgação/X/@clublanus

Com a derrota na final, o Atlético Mineiro teve um fim de temporada frustrado apesar do alto investimento. O técnico Jorge Sampaoli relatou na coletiva de imprensa pós jogo que pretende cumprir o contrato de dois anos que ele tem com o clube brasileiro e pensa em um projeto a longo prazo, já que o treinador não chegou a completar nem 3 meses no cargo. Por fim, lamentou a derrota e afirmou que seu time foi superior e os torcedores não mereciam este vice-campeonato. 

O Atlético tem apenas mais quatro partidas na temporada, todas válidas pelo campeonato brasileiro. O time mineiro já não briga por mais nada na competição.

Processo será mais rápido, mas turistas ainda precisarão passar por todas as etapas de verificação
por
Antônio Bandeira
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24/11/2025 - 12h

O governo dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira (17) que estrangeiros com ingressos para a Copa do Mundo de 2026 terão prioridade no agendamento e no processo para retirada de visto. O presidente Donald Trump fez o anúncio na Casa Branca ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino.

Trump afirmou que a administração prepara um sistema de entrevistas voltado para torcedores que planejam viajar ao país entre junho e julho do ano que vem. Ele disse que a medida busca facilitar a entrada de visitantes, mas reforçou que o ingresso não garante o visto nem a entrada no território americano.

Trump anuncia visto prioritário para torcedores com ingresso da Copa de 2026 Foto: Daniel Torok/Casa Branca (Flickr)
Donald Trump e Gianni Infantino na Casa Branca. Foto: Daniel Torok/Casa Branca (Flickr)

O secretário de Estado, Marco Rubio, explicou que o governo adicionou 400 oficiais consulares para lidar com o aumento da demanda. Segundo ele, países que tinham filas de até um ano agora esperam cerca de dois meses. “Os torcedores terão prioridade, mas ainda precisam passar por todas as etapas de verificação”, afirmou.

A Copa do Mundo de 2026 será sediada pelos Estados Unidos, Canadá e México. Entre 5 e 10 milhões de torcedores devem viajar ao país, de acordo com a FIFA. Mais de um milhão de ingressos já foram vendidos para pessoas de 212 países, e os compradores receberão instruções sobre o processo de agendamento no início de 2026.

Trump promove o torneio como parte das celebrações dos 250 anos da independência dos EUA. Ele estima que o evento movimente cerca de US$ 30 bilhões e gere 200 mil empregos. O presidente também disse que as agências do governo trabalham para garantir segurança e revisão completa de todos os viajantes.

A iniciativa foi anunciada a pouco mais de duas semanas do sorteio da Copa, marcado para 5 de dezembro, em Washington. O torneio terá, pela primeira vez, 48 seleções, divididas em 12 grupos, e a maior parte dos jogos acontecerá nos Estados Unidos.

Infantino, que tem visitado a Casa Branca com frequência desde 2017, disse que garantir acesso rápido aos torcedores é “fundamental para o sucesso do Mundial”. Ele afirmou que o novo sistema ajuda os fãs que já compraram ingresso a planejar a viagem com mais segurança e antecedência.

Em sua estreia contra o Utah Jazz, James superou Vince Carter (22) como o único atleta a entrar em quadra por 23 temporadas.
por
RODOLFO SOARES DIAS
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21/11/2025 - 12h

Na madrugada de quarta-feira (19), LeBron James fez seu primeiro jogo na temporada 2025–2026 da NBA e se tornou o primeiro jogador da história a disputar 23 temporadas na liga. Em sua volta, o Los Angeles Lakers venceu o Utah Jazz por 140 a 125.

Ausente nos 14 primeiros jogos dos Lakers devido a uma lesão no ciático, o astro iniciou sua estreia de forma discreta, jogando sete minutos do primeiro quarto, registrando apenas um rebote e duas assistências, sem pontuar. Mas o cenário mudou no início do segundo período. Com Luka Dončić fora da quadra, LeBron fez sua primeira cesta da temporada e passou a comandar as ações ofensivas do time, encerrando o quarto com sete pontos, dois rebotes e quatro assistências, dando sinais de que o ritmo voltava ao habitual.

A partir do terceiro quarto, LeBron adicionou mais um feito à sua coleção. Ao ultrapassar a marca de 10 pontos no jogo, manteve viva sua impressionante sequência de 1.293 partidas com pontuação em dígitos duplos. No período final, o camisa 23 assumiu o controle absoluto do ataque, distribuindo seis assistências consecutivas que abriram 15 pontos de vantagem para os Lakers. 

A torcida reconheceu o espetáculo e, sob aplausos, o "rei" deixou a quadra faltando seis minutos para o fim, com 11 pontos, três rebotes e 12 assistências. Reforçando que, mesmo após 23 temporadas, continua redefinindo padrões de longevidade e excelência na NBA.

Lakers vence
LeBron comemora com companheiros, após vitória sobre Utah Jazz Reprodução: Instagram/@Lakers

 

Na temporada anterior, sua 22ª na liga, o atleta natural de Ohio registrou médias de 24 pontos, oito assistências e oito rebotes em aproximadamente 35 minutos por partida, desempenho que lhe garantiu vaga no segundo “time ideal” da NBA. Para efeito de comparação, Vince Carter, até então o único atleta a jogar 22 temporadas, encerrou sua carreira com médias de cinco pontos, uma assistência e dois rebotes em cerca de 15 minutos por jogo.

LeBron é um dos jogadores mais vitoriosos da história do basquete e acumula feitos impressionantes ao longo da carreira. Ele figura no top 10 da NBA em três estatísticas essenciais para o jogo: é o maior pontuador da história, o 4º colocado em assistências e o 6º em roubos de bola.

O futuro do rei

Apesar do título conquistado em 2020, sua passagem pelo Los Angeles Lakers tem sido alvo de debates. Lesões, instabilidade da equipe e desempenhos abaixo das expectativas na pós-temporada alimentaram questionamentos sobre até que ponto o multicampeão ainda poderia levar o time. Ao longo de sete anos, os Lakers foram eliminados na primeira rodada em duas ocasiões e ficaram fora dos playoffs em duas, sob o comando de quatro técnicos diferentes .

A chegada de Luka Dončić, em fevereiro de 2025, renovou o otimismo da equipe e da torcida. O esloveno desembarcou em Los Angeles como uma das grandes estrelas da atualidade, trazendo médias de 28 pontos, oito rebotes e oito assistências em 35 minutos por partida. Ainda assim, poucos meses após sua chegada, os Lakers não foram capazes de superar o Minnesota Timberwolves e foram eliminados novamente na primeira rodada dos playoffs.

 

Lebron campeão
LeBron com troféu de MVP e Anthony Davis com troféu de campeão em 2020 Reprodução: X/@NBABrasil

Para a temporada atual, o time de Los Angeles conta com um elenco mais experiente e sem grandes lesões. Figurando entre uma das principais equipes da Conferência Oeste, a franquia deposita em seus astros a expectativa de uma grande campanha que possa conduzir o Lakers às glórias de um 18° título da NBA.

Palestrinas vencem primeira edição pós-hiato do torneio e marcam momento histórico no futebol feminino brasileiro
por
Fábio Pinheiro
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20/11/2025 - 12h

O Palmeiras derrotou a Ferroviária por 4 a 2 na tarde de quinta-feira (20), na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), e sagrou-se campeão da Copa do Brasil Feminina pela primeira vez em sua história. A decisão marcou o retorno do torneio após oito anos de paralisação, reforçando o investimento crescente das equipes e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na modalidade.

A partida foi movimentada desde os primeiros minutos. O Palmeiras abriu o placar após uma jogada construída pela esquerda, quando Amanda Gutierres apareceu livre na área para completar cruzamento rasteiro. A Ferroviária reagiu rapidamente e empatou após pressão alta que terminou com finalização precisa de Andressa. A virada palmeirense veio ainda no primeiro tempo, em cobrança de falta que Brena Carolina colocou no ângulo. 

No segundo tempo, Tainá Maranhão ampliou para as palestrinas em contra-ataque veloz, enquanto Raquel diminuiu para a Ferroviária em chute de fora da área. O gol que sacramentou o título do Palmeiras saiu nos acréscimos, quando Greicy Landazury aproveitou rebote da goleira e fechou o placar em 4 a 2. Além dos gols, o jogo teve grandes defesas, como a intervenção de Amanda Coimbra em chute à queima-roupa de Duda Santos, e chances claras criadas pelas duas equipes, que mantiveram o ritmo intenso até o fim.
 

Jogadora do Palmeiras erguendo o troféu da Copa do Brasil
Palmeiras comemora o título da Copa do Brasil Feminina 2025. Foto: Rebeca Reis/Staff Images Woman/CBF

A final também simbolizou o encontro de duas das equipes mais tradicionais do futebol feminino brasileiro. Enquanto o Palmeiras celebra a conquista inédita da Copa do Brasil Feminina, a Ferroviária reafirma sua força histórica, chegando a mais uma decisão nacional e mantendo o protagonismo construído ao longo de décadas. O duelo, marcado por bom nível técnico e intensidade, reforçou a evolução tática do futebol feminino no país.

O desempenho na final refletiu uma trajetória convincente do clube ao longo do torneio. Para além do título, a conquista reforça o crescimento e a valorização do futebol feminino no Brasil, em linha com a retomada da competição após anos de interrupção e com o aumento do interesse do público e da mídia.

Seleção goleia a Itália fora de casa e confirma a liderança do grupo
por
Antônio Bandeira
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19/11/2025 - 12h

A Noruega garantiu seu retorno à Copa do Mundo depois de 28 anos. Em casa, mesmo abrindo o placar, a Itália  não resistiu à pressão norueguesa. A vaga veio com a vitória por 4 a 1 sobre os tetra campeões do mundo, em Milão, no jogo que confirmou a liderança do grupo europeu. A seleção nórdica virou a partida no segundo tempo e fechou a campanha de volta de forma segura. Para os italianos, o resultado significou a ida a mais uma repescagem, a terceira seguida. 

A classificação teve direito à dois gols de Erling Haaland, que conduziu o time nos momentos de maior pressão. Ele terminou as eliminatórias europeias com números incomuns até mesmo para um jogador do nível dele. Haaland marcou 16 vezes em oito jogos e alterou o placar em todas as partidas disputadas, tendo uma média de dois gols por partida. Isso garantiu ao atacante a artilharia das eliminiatórias e o recorde compartilhado de jogador com mais gols em uma única edição das classificatórias europeias. Os números se igualam aos de Robert Lewandowski, pela Polônia, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Outros nomes também apareceram na reta final. Nusa e Larsen fecharam o placar contra a Itália e mostraram que o time não depende apenas de Haaland para decidir. Mesmo assim, o atacante concentrou grande parte das ações ofensivas e influenciou o ritmo da equipe em praticamente todos os jogos. 

Seleção Norueguesa comemora na partida de classificação para a Copa do Mundo. Foto: Reprodução/X/@Uefaeuro
Seleção Norueguesa comemora na partida de classificação para a Copa do Mundo. Foto: Reprodução/X/@Uefaeuro

O resultado encerrou um afastamento da equipe do maior campeonato do mundo, que já durava quase três décadas. A última participação da Noruega em uma Copa havia sido em 1998, quando a seleção avançou na fase de grupos e chamou atenção ao vencer o Brasil. Naquele Mundial, porém, a equipe caiu para a própria Itália nas oitavas de final. Desde então, a seleção colecionava campanhas irregulares e mudanças de geração que não se firmavam. 

A classificação de agora tem peso simbólico. O atual grupo combina jovens em crescimento com jogadores já consolidados no futebol europeu. Haaland é o nome mais visível, mas a volta ao Mundial também passa pela evolução coletiva e por um ataque que funcionou de forma constante nas eliminatórias. 

A Noruega chega ao Mundial de 2026 com a expectativa de mostrar esse progresso em campo. O desempenho até aqui mostra que o time recuperou identidade e encontrou um caminho que não aparecia desde 1998. A partir de agora, o desafio é transformar essa campanha de volta em resultados também na Copa do Mundo.