Nesta última terça-feira (24), a jogadora Carol Gattaz colocou um ponto final em sua carreira de jogadora profissional de vôlei. A medalhista olímpica postou um vídeo em suas redes sociais anunciando que deixaria as quadras, após a recuperação do joelho esquerdo, que não evoluiu da maneira como se esperava.
Chegou a hora. Não era essa a notícia que queria estar dando, queria que minha recuperação estivesse dando certo, mas hoje essa é a decisão que é a melhor para ser tomada [...] Infelizmente o meu joelho não evoluiu como eu gostaria, e eu não aguento mais sentir dor todos os dias. Continuar forçando a gente sabe que ia exigir de mim uma nova cirurgia e de qualquer forma não teria condições de voltar e jogar - escreveu a jogadora em suas redes.
Gattaz fez seu último saque pelo Praia Clube e terminou com a vitória de 3 sets a 1 contra o time do Tijuca, o que colocou o Praia nas quartas de final da Superliga feminina de 2025/26. A Central recebeu o troféu Viva Vôlei, entregue à melhor dentro de quadra.
A direção do clube preparou um quadro com seu rosto feito a partir de várias palavras que a representa e a entregou flores. A atleta também discursou e recebeu muito carinho da torcida presente, sendo ovacionada todo o tempo, do aquecimento ao último ponto da partida.
Afastamento das quadras
Em 2023, quando ainda defendia o Minas Tênis Clube, Gattaz rompeu o ligamento LCA (Ligamento Cruzado Anterior), no joelho direito. O tempo de recuperação foi de nove meses entre cirurgia, fisioterapia e retorno aos jogos. No ano passado, já defendendo o time de Uberlândia, ao bloquear um ataque do time Brusque, ela caiu de mau jeito e foi substituída. Depois do jogo, o time confirmou o rompimento do LCA, desta vez, do joelho esquerdo.
Ficar sentindo esta dor, que é um pouco incapacitante pra mim, é realmente muito ruim, muito frustrante. Estou muito triste, confesso, não queria que fosse assim de jeito nenhum. Queria me despedir em quadra, jogando, ajudando o time, sendo feliz jogando voleibol como fui nesses últimos 29 anos de profissional. Mas a gente sabe que nem tudo é da forma como a gente deseja - desabafou a atleta, no mesmo post.
CarreiraGattaz começou cedo nos esportes e aos 17 anos, já atuava nas quadras de sua cidade natal, São Caetano do Sul (SP). Em 2014, ela assinou um contrato com o Minas Tênis Clube, onde jogou por 10 anos e teve uma carreira muito vitoriosa, conquistando quatro Campeonatos Mineiros, quatro Superliga, duas Taças da Copa Brasil e quatro Sul-Americano de Clubes.
Já pela Seleção Brasileira, viveu vários dramas. A primeira convocação veio em 2003, aos 22 anos. Mas a convocação para as olimpíadas só veio nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, disputados em 2021, devido a pandemia de COVID-19.
Nas Olimpíadas de Pequim de 2008, Gattaz foi cortada às vésperas dos jogos e nos anos de 2012, em Londres e 2016, no Rio, ficou fora da lista.
Em 2024, a jogadora anunciou sua contratação pelo clube de Uberlândia, Praia Clube, e foi campeã do Sul-americano de Clubes em 2025.
Estamos em março e o recorde de maior transferência da história do futebol brasileiro foi quebrado por duas vezes. Em 28 de janeiro, Lucas Paquetá foi contratado pelo Flamengo por 42 milhões de euros (aproximadamente R$ 260 milhões na cotação de 26 de março) vindo do West Ham United, da Inglaterra. O anúncio foi feito apenas 11 dias depois de Gerson ter se transferido do Zenit, da Rússia, para o Cruzeiro por 25 milhões de euros (cerca de R$ 176 milhões), sendo, até então, a contratação mais cara do futebol nacional.
A superação dos valores e quebras de recorde têm sido cada vez mais frequentes nas transações entre clubes do mundo inteiro e, em especial, no Brasil que tem as 13 contratações mais caras realizadas nos últimos cinco anos. “Os valores espantam, porém é uma tendência global, o mercado está inflacionado, não é uma exclusividade do futebol brasileiro.”, explica Gabriel Renan, cientista contábil e experiente no mercado financeiro. “Houve um aumento sistemático de direitos de transmissão, são valores muito robustos. É natural que, tendo mais dinheiro, você vai ter transações mais ousadas”, acrescenta Renan.
Ele afirma que os valores tendem a aumentar ainda mais, principalmente se os clubes se organizarem em uma liga independente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Atualmente, os clubes seguem discutindo a distribuição de valores e estão divididos em dois grupos: a Liga do Futebol Brasileiro (LIBRA) e a Liga Forte União (LFU). Se considerarmos os valores corrigidos pela inflação, Paquetá segue como o jogador mais caro, porém em segundo aparece Edmundo, contratado em 1999 pelo Vasco da Gama por 15 milhões de dólares pagos ao Fiorentina, da Itália, equivalente a R$ 24 milhões em valores da época e R$ 183,5 milhões nas cifras atuais, ficando a frente da quantia paga pela aquisição de Gerson.
“A gente tem que contextualizar, essa foi uma contratação de uma parceira do Vasco na época, a NationsBank, que injetou dinheiro no futebol”, afirmou. Ele explica ainda que isso era comum na época, usando de exemplo o Palmeiras e sua famosa parceria com a Parmalat e o Corinthians, com o extinto Banco Excel. “Não era algo que tinha relação com a sustentabilidade dos clubes, muito pelo contrário, as receitas eram tímidas e isso (contratações de alto valor) só era possível com capital externo”, disse.
No panorama internacional dos dias atuais, os números brasileiros ainda ficam atrás das maiores transações já registradas. Ainda seguem como as transferências mais caras do futebol mundial Neymar saindo do Barcelona, da Espanha para o francês Paris Saint-Germain, em 2017, por 222 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhões), e Kylian Mbappé, transferido em definitivo dentro do mesmo país, partindo do Monaco também para o PSG, por cerca de 180 milhões de euros (também mais de R$ 1 bilhão).
Ainda assim, a recente movimentação no Brasil indica uma convergência parcial, especialmente no esforço de clubes em repatriar jogadores em alta no futebol europeu, como foi o caso de Vitor Roque, que voltou ao Brasil em 2025 após atuar por duas temporadas no Barcelona, da Espanha. O palmeiras pagou 25,5 milhões de euros pelo atacante (cerca de R$ 153 milhões), sendo a terceira transferência mais cara em números absolutos e a sexta maior, quando considerada a correção inflacionária.
No mercado de transferências, o Brasil ainda se configura como país majoritariamente exportador, com suas maiores vendas envolvendo clubes europeus. A maior da história segue sendo a de Neymar, saindo do Santos, em sua primeira passagem, para o Barcelona, em 2013, por 88,4 milhões de euros (cerca de R$ 473 milhões). Na sequência, aparece a compra de Vitor Roque pelo Barcelona, por aproximadamente 74 milhões de euros (aproximadamente R$ 395 milhões) pagos ao Athletico Paranaense, e Endrick, vendido pelo Palmeiras ao Real Madrid por valores que podem chegar a 72 milhões de euros (cerca de R$ 385 milhões). Também figuram entre as maiores negociações Vinícius Júnior, do Flamengo para o Real Madrid, e Rodrygo, do Santos para o mesmo clube espanhol, ambos por 45 milhões de euros (cerca de R$ 241 milhões cada).
Outro ponto que acompanha a valorização das transferências é o crescimento dos salários no Brasil. Segundo levantamento do portal R7, ao menos seis jogadores que atuavam no país em 2025 recebiam mais de R$ 2 milhões mensais. De acordo com estudo realizado por FiscalData, esse valor corresponde a quase quatro vezes mais do que o mínimo necessário para estar entre os 0,1% mais ricos do país. Em contraste, a renda média da população é de R$ 3.613. “Proporcionalmente em receita, os clubes tendem a 70% de gasto em folha salarial, nos anos 90 também era isso, a proporcionalidade do gasto não mudou durante o tempo, a questão é que hoje os valores são muito maiores” , explicou Gabriel e ainda acrescentou que “estamos falando de clubes que faturam bilhões, é natural que os jogadores ganhem na casa dos milhões.
Ainda segundo Renan, “jogador de futebol dos grandes clubes ganham muito e fazem parte da camada mais rica do país, isso é um fato. Mas se tem mais dinheiro rolando nesse negócio, nada mais justo do que ter a valorização dos principais artistas do espetáculo”.
No domingo do dia 15, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Fórmula 1 decidiram cancelar os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. A decisão de cortar ambas sessões do calendário de 2026 se deu por conta do conflito entre Estados Unidos e Irã que vem afetando outros países do Oriente Médio.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, explicou o cancelamento das duas corridas poucos dias depois. "A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar de nossa comunidade e de nossos colegas em primeiro lugar. Após uma análise cuidadosa, tomamos essa decisão, estando plenamente conscientes dessa responsabilidade"
O Governo Saudita tentou manter o evento oferecendo um sistema especial de defesa antimíssil, de acordo com o jornal alemão Sport Bild, porém não foi suficiente.
O cancelamento dos GPs é um marco histórico na Fórmula 1. Pela primeira vez, a categoria removeu etapas devido a um conflito militar direto e ativo na região. Diferente de casos anteriores, como o cancelamento do GP da Rússia em 2022, por sanção política ou do Bahrein em 2011, por protestos civis, a situação atual envolve riscos de ataques aéreos na área do circuito e impossibilidade logística total. A temporada de 2026 foi reduzida para 22 corridas, gerando um hiato forçado durante todo o mês de abril.
Em 2022, uma explosão atingiu a sede da empresa petrolífera Aramco enquanto acontecia o TL1 na Arábia. A sessão seguinte teve um atraso de 15 minutos, mas o final de semana ocorreu normalmente.
A Fórmula 1 volta nesta quinta-feira às 23:30 para o primeiro Treino Livre do GP do Japão. A corrida acontece na madrugada de domingo.
A Confederação Brasileira de Futebol realizou nesta segunda-feira (23), no Rio de Janeiro, o sorteio da quinta fase da Copa do Brasil. O evento definiu os 16 confrontos da etapa e também os mandos de campo.
A fase marca a entrada dos clubes da Série A na competição e reúne 32 equipes. Para o sorteio, os times foram divididos em dois potes, de acordo com o ranking da entidade.
Os jogos de ida estão programados para os dias 22 e 23 de abril, enquanto as partidas de volta devem ocorrer nos dias 13 e 14 de maio.
Confrontos da 5ª fase
(Times à direita fazem o jogo de volta em casa)
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Atlético-MG x Ceará
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Goiás x Cruzeiro
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Athletico-PR x Atlético-GO
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Flamengo x Vitória
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Grêmio x Confiança
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Paysandu x Vasco
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Fortaleza x CRB
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Bahia x Remo
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Botafogo x Chapecoense
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Red Bull Bragantino x Mirassol
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Barra-SC x Corinthians
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Operário-PR x Fluminense
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Palmeiras x Jacuipense
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Athletic-MG x Internacional
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Santos x Coritiba
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São Paulo x Juventude
O sorteio formou cinco confrontos entre clubes da Série A, colocando frente a frente equipes da elite nacional já na entrada desta fase. Também reuniu times que nunca se enfrentaram na competição.
Além disso, aparecem clubes estreantes e equipes que vivem sua melhor campanha no torneio. É o caso do Barra-SC e do Jacuipense, adversários de Corinthians e Palmeiras, respectivamente. O clube catarinense faz sua primeira participação na competição, chega à quinta fase após avançar nas etapas anteriores e ainda não marcou gols no torneio, enquanto a equipe baiana alcança sua melhor campanha na história ao chegar a esta fase.
A participação na quinta fase garante cerca de R$ 2 milhões a cada clube. Quem avançar às oitavas de final soma mais R$ 3 milhões, enquanto o campeão pode acumular até R$ 78 milhões ao longo da competição.
O basquete vem aos poucos caindo nas graças do povo brasileiro. Segundo a Confederação Brasileira de Basketball (CBB), o número de atletas federados cresceu mais de 30% entre 2019 e 2025, impulsionado pelo aumento de ligas de base, como a LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete). Além disso, programas escolares e projetos sociais ligados ao esporte já alcançam milhares de jovens em todo o país. Porém, adolescentes e crianças de comunidade, em especial mulheres, ainda enfrentam grande dificuldade de adentrar a prática do esporte.
Segundo dados da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), no mundo, cerca de 45% a 49% das meninas abandonam o esporte durante a adolescência, um número duas vezes maior que o dos meninos. No Brasil a situação não é diferente, meninas abandonam o esporte mais do que meninos e enfrentam menor visibilidade desde a base. No basquete, esse cenário se acentua nas periferias, onde o acesso já é limitado e a permanência depende de fatores que vão além do jogo.
No Grajaú, bairro na zona sul de São Paulo, o projeto Santa Fé Hunters tenta contrariar essa lógica. Criado a partir de um sonho de Maickon Johns Serra, conhecido como Tio Maick, que queria transformar o local onde ele cresceu por meio do esporte. O projeto nasceu de forma improvisada, com poucos alunos e sem estrutura, e hoje atende cerca de 250 jovens por ano. Ainda assim, a diferença de gênero permanece: aproximadamente 70% dos participantes são meninos.
“Na infância a gente até consegue equilibrar, mas quando chega na adolescência começa a dificultar muito para as meninas”, explica o fundador do projeto. “Tem a questão de cuidar da casa, da família. A menina acaba assumindo responsabilidades mais cedo.” A evasão não se explica por um único fator. Falta de incentivo familiar, necessidade de trabalhar, ausência de políticas públicas e a própria estrutura do esporte contribuem para afastar as jovens das quadras. Para o entrevistado, o problema começa antes mesmo da prática. “Hoje, o incentivo é praticamente zero. E não é só no basquete, é no esporte em geral. Quem é da elite faz muito pouco pela quebrada”, afirma.
A falta de referência também pesa. Em um país onde o futebol concentra atenção e investimento, outras modalidades acabam marginalizadas e dentro delas, o esporte feminino enfrenta ainda mais invisibilidade. Sem ver jogadoras em destaque, muitas meninas sequer consideram o basquete como possibilidade. “Na comunidade, a criança precisa de referência. Precisa ver alguém parecido com ela chegando lá, precisa que alguém acredite nela”, diz Serra. Além disso, o próprio basquete impõe barreiras materiais. Diferente de esportes mais acessíveis, a modalidade exige estrutura mínima: quadra com tabela, bola adequada e, muitas vezes, equipamentos que não são baratos. Em regiões periféricas, onde espaços esportivos são escassos ou degradados, isso se torna mais um obstáculo.
Apesar disso, iniciativas locais começam a criar caminhos alternativos. No Hunters, o trabalho não se limita à quadra. O projeto busca equilibrar esporte e educação, exigindo desempenho escolar e incentivando trajetórias fora do basquete profissional. Nos últimos anos, alunas do projeto conquistaram vagas em universidades públicas, como USP e instituições federais, resultados que, para o fundador, são tão importantes quanto formar atletas. “Se um ou dois virarem profissionais, ótimo. Mas e o restante? A gente trabalha para que todos tenham oportunidade”, afirma.
Ao mesmo tempo, o projeto também tem licença de clube revelador. Atualmente, cerca de 30 a 40 jovens formados no Hunters atuam em clubes, incluindo equipes tradicionais de São Paulo e até oportunidades no exterior. Entre eles, meninas que conseguem romper a barreira inicial e seguir no esporte. Como a jovem Isadora Maria de Jesus Souza, que começou sua história no basquete sendo Ala Pivô na equipe do Grajaú e hoje integra o sub-15 da equipe do Corinthians.
Ainda assim, a mudança estrutural depende de mais do que iniciativas isoladas. Para ampliar a presença feminina no basquete, Maickon aponta a necessidade de políticas públicas consistentes, investimento na base e valorização de projetos já existentes. “Não adianta começar do zero. Já tem gente fazendo. Precisa apoiar quem está na linha de frente”.