A nona etapa desta temporada acontecerá no Circuito Gilles Villeneuve, na cidade de Montreal, no próximo domingo (09). O circuito estreou na Fórmula 1 em 1978, e foi arquitetado por Roger Peart, um entusiasta automobilístico.
Com extensão de 4.361 km e distância total de 305.27 km, o circuito possui 14 curvas e, dentre os trechos, um deles ficou conhecido como “Muro dos Campeões” por seu histórico de batidas na mesma parede. O muro já teve batidas de pilotos como Jacques Villeneuve, Michael Schumacher, Damon Hill e Sebastian Vettel - o último a ter sofrido um acidente lá, em 2011.
Durante a semana
De saída!
Na segunda-feira (03) foi anunciada a saída de Esteban Ocon do time Alpine no final desta temporada. O piloto de 27 anos está com o grupo desde 2020, e agora procura outra equipe. Esteban José Jean-Pierre Ocon-Khelfane, está na Fórmula 1 desde 2016.
O francês entrou na categoria pelo antigo grupo de automobilismo “Manor”, e participou de 9 corridas em 2016 com o time. Após a saída da equipe da competição, Ocon foi contratado pela Force India, time indiano de fórmula 1, no qual fez dupla com Sérgio Perez por duas temporadas. O grupo saiu da competição em 2018, expulso pela FIA, por falência, mas logo o time foi comprado por Lawrence Stroll, que assumiu a equipe e hoje é a Aston Martin.
Depois de um afastamento, no final de 2019, a Renault anunciou a contratação de Ocon para a temporada de 2020 com contrato de dois anos. Em 2021, o time alterou o nome para Alpine. No mesmo ano, o piloto francês conseguiu sua única vitória na categoria, no GP da Hungria.
“Passei cinco anos com a Alpine, tivemos momentos incríveis, mas cinco anos no mundo da Fórmula 1 é muito tempo. Estou entusiasmado com o desafio que tenho pela frente e com a possibilidade de terminar a parceria em alta”, comentou Ocon sobre sua saída.
O piloto também declarou que foi uma decisão mútua, conversada a meses, enfatizando que não está relacionada com o incidente da corrida passada em Mônaco, quando provocou um acidente envolvendo seu companheiro de equipe Pierre Gasly.
Ele fica!
Após meses de incerteza, nesta semana foi anunciada a renovação do contrato de Sergio Perez com a Red Bull, estendendo o vínculo até 2026. O piloto está com a equipe desde 2020, e mesmo a última temporada sendo considerada a melhor da carreira até então, o futuro de “Checo” estava indefinido.
“Finalmente! É uma ótima notícia que ‘Checo’ tenha assinado com a equipe até 2026. Estou feliz por poder continuar com a parceria de sucesso que construímos nos últimos anos”, disse o companheiro de equipe, Max Verstappen.
Nessa temporada, o mexicano tem encontrado dificuldades para alcançar os mesmos resultados do ano passado, mesmo assim, se mantem em posições de destaque durante as corridas. Na classificação geral do campeonato, Perez está em 5º, com 107 pontos.
A indefinição sobre o piloto mexicano levou os fãs especularem que a falta de decisão estava relacionada a saída de Carlos Sainz da Ferrari. Agora, mais uma vaga foi preenchida no Grid do ano que vem, no entanto, o futuro de Sainz na categoria continua em aberto.
Horários
Sexta-feira (07):
Primeiro Treino Livre - 14h30
Segundo Treino Livre - 18h00
Sábado (08):
Terceiro Treino Livre - 13h30
Qualificação - 17h00
Domingo (09):
Corrida - 15h00
O atleta brasileiro Thiago Braz, teve sua suspensão por doping confirmada na manhã da última terça-feira (28). Ele estava suspenso provisoriamente desde julho de 2023, quando teve seu exame barrado. A pena de 16 meses, contando a partir do período em que o atleta foi autuado, termina somente em novembro deste ano, fazendo com que Braz fique de fora dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
A decisão foi divulgada pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), braço da World Athletics, entidade máxima do esporte mundial, e aponta o uso de ostarina por parte do atleta, substância que contribui para o aumento de massa muscular. O exame que apontou o uso do fármaco foi colhido na edição passada da Bauhaus Galen Diamond League.
A AIU afirma que Braz foi “imprudente” e teve “intenção indireta”, pois os atletas são informados do risco do uso de suplementos feitos em farmácias de manipulação, e ele “desconsiderou manifestamente esse risco”.
Em nota, a defesa de Thiago Braz afirma que já entrou com recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça, e diz estar confiante de que ele “possa participar livremente das Olimpíadas de Paris 2024”. O comunicado diz ainda que o atleta só irá se manisfestar publicamente somente após o julgamento final do CAS.
Quem é Thiago Braz?
Nascido no município de Marília, interior de São Paulo, Thiago Braz da Silva (30) iniciou-se no salto com vara ainda adolescente, quando começou a treinar com Elson Miranda e a campeã mundial na prova Fabiana Murer.
Thiago foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura 2010. Além disso, levou o ouro nas Olimpíadas de 2016, disputadas no Rio de Janeiro, em uma acirrada disputa contra o francês Renaud Lavillenie, então campeão olímpico. Braz conquistou ainda a medalha de bronze na edição seguinte, em Tóquio.
“Na frente os rivais”. Essa é a frase que sintetiza a temporada 2023/24 do Football Club Internazionale Milano. O clube azul de Milão conquistou seu segundo título no campeonato italiano (Lega Serie A), em um intervalo de quatro anos.
Muito superior a seus adversários, a equipe treinada por Simone Inzaghi igualou o recorde de antecedência para a conquista do título – de cinco rodadas, assim como o Napoli de 2022/23. Em temporadas anteriores, a Juventus, a Fiorentina, o Torino e a Beneamata, também conseguiram tal feito
Para o delírio dos torcedores nerazzurri, o scudetto teve sabor especial. Afinal, foi o vigésimo da história da agremiação, o que lhe permitirá adicionar uma segunda estrela em seu escudo. Na Itália, existe uma regra em que toda vez que um time conquista uma dezena de títulos nacionais, o clube passa a ter uma estrela acima de seu escudo. Atualmente, apenas a Juventus (três estrelas), a Inter (duas estrelas) e o Milan (uma estrela) possuem mais de dez troféus da Serie A italiana.
A conquista veio na 33ª rodada do campeonato, em uma vitória sobre o rival local Milan, no derby della Madonnina, que confirmou matematicamente o título. Ambos estavam empatados em número de troféus da Serie A. Uma vitória direta pelo título sobre o rival nunca tinha acontecido na liga italiana, em quase 100 anos de história do campeonato por pontos corridos.
O atacante Lautaro Martínez, capitão da equipe, foi um dos principais nomes da Internazionale nesta campanha. O argentino foi o artilheiro do Campeonato Italiano, com 24 gols, em 44 jogos. No jogo contra o Lecce, na 25ª rodada, Lautaro ultrapassou a marca de 100 gols na Serie A.
Ao todo, o time somou 29 vitórias, sete empates e apenas duas derrotas, contra o Sassuolo. A equipe marcou 89 gols e levou 22, assim com um impressionante saldo de gols de 67 – foi o melhor saldo entre as principais liga europeias.
No último sábado (1), ocorreu a final da Champions League, campeonato europeu mais prestigiado do futebol. O Real Madrid, se sagrou campeão pela 15° vez após vencer o Borussia Dortmund por 2x0 no estádio de Wembley, em Londres. Com gols do experiente Carvajal e do melhor jogador do campeonato, Vini Jr. Com a grande atuação na temporada, o sonho do prêmio de melhor jogador do mundo para o atacante brasileiro se aproxima ainda mais. Por outro lado, Marco Reus se despediu sem a conquista da Liga para a apaixonada torcida amarela.
No primeiro tempo, as equipes apresentaram um jogo bem disputado. O Real Madrid dominou a posse de bola, mas encontrou dificuldades para superar a defesa organizada do Borussia Dortmund. Enquanto isso, os alemães aproveitaram as oportunidades de ataque. Aos 20’ Emre Can fez um passe preciso para Adeyemi, que partiu em alta velocidade, encontrou-se frente a frente com Courtois. O número 27 driblou o goleiro, porém exagerou na força e acabou sem ângulo para finalizar corretamente.
Em seguida, aos 24’, Füllkrug se lançou dentro da área, totalmente livre, Courtois saiu do gol, mas o centroavante tirou do goleiro. A bola saiu rasteira, bateu na parte interna da trave e não entrou. Aos 40’, outra chance perdida, o meio-campista austríaco Sabitzer chutou forte de fora da área, fazendo o goleiro madridista realizar uma bela defesa. Apesar de estar com mais posse de bola, o clube merengue não conseguiu finalizar em boa parte da etapa, enquanto o Dortmund chegou com mais pressão e apresentou melhor desempenho durante os primeiros 45’. O primeiro tempo terminou empatado, sem gols.
Na etapa final, o Borussia Dortmund manteve a estratégia do 1º tempo, fez uma forte marcação e usou a velocidade para sair jogando. O Real Madrid retornou mais objetivo, explorou os espaços disponíveis e encontrou brechas para finalização, o clube espanhol chegou com frequência na área alemã e fez o goleiro Kobel trabalhar.
Aos 74’, o lateral direito Carvajal abriu o placar em Wembley a favor dos espanhóis. Após um escanteio cobrado por Toni Kroos pelo lado esquerdo, o defensor subiu mais alto que a zaga alemã e desviou para o fundo do gol. 1x0 para o Real Madrid.
Após o gol, um Real mais intenso se fez presente no campo de ataque, mas Kobel realizou uma partida espetacular e dificultou para o ataque madridista. Aos 79’, outra chance surgiu a partir de Kroos com uma cobrança de falta defendida pelo goleiro. Aos 81’ Camavinga bateu forte no ângulo e novamente o suíço defendeu.
Até que em um determinado momento, os alemães não resistiram a pressão, O Dortmund sentiu o primeiro gol e não reagiu. Em um momento de desatenção de Matseen, saiu o segundo do time merengue. Aos 83’ o lateral holandês passou errado e entregou de presente a bola nos pés de Bellingham; o inglês, vendo a zaga desarrumada, tocou rápido para Vinícius Júnior. O camisa 7 chutou cruzado tirando de Kobel e balançou as redes, anotando o seu sexto gol na competição.
Aos 87’, o atacante Malen, em um último suspiro da equipe alemã, achou espaço com cruzamento na área e Füllkrug de cabeça fez o gol. No mesmo instante, o auxiliar levantou a bandeira declarando impedimento. Fim de jogo, Real Madrid venceu o Borussia Dortmund por 2 x 0 e se sagrou campeão da Liga dos Campeões 23-24.
Com a conquista da décima quinta taça, o clube espanhol dispara entre os europeus, se isolando ainda mais como o maior campeão da história da competição, em segundo lugar vem o Milan, clube italiano que coleciona sete troféus da Champions League.
Foi a sexta taça que os espanhóis levantaram nos últimos dez anos, com isso, os jogadores de Madrid Nacho, Kroos, Carvajal e Modric se igualaram a Paco Gento na lista de maiores vencedores da Champions League (6). O Real Madrid justificou, mais uma vez, ter um 'pacto' com a Liga.
A noite em Wembley foi marcada por um clima de despedida. O Borussia consagraria seu maior ídolo, Marco Reus, que está no clube há 11 anos, mas com a vitória do clube merengue foi Toni Kroos que se consagrou, fazendo uma trajetória histórica no futebol.
Para a equipe alemã, o segundo trauma em Wembley, no ano de estreia de Reus, disputou a final contra o Bayern de Munique, seu maior rival, e o título escapou. A história se repete contra os madridistas.
Nessa noite inglesa, a estrela de Vini Jr brilhou mais e iluminou um possível caminho rumo à Bola de Ouro. Com 24 gols e 9 assistências na temporada, o atacante é o favorito para o prêmio individual. Há uma significativa simbologia nessa desejada conquista, além de superar cada barreira social, poder ser o primeiro brasileiro prestigiado como melhor do mundo em 17 anos. O último a ganhar o prêmio foi Kaká em 2007, antes da hegemonia de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi - que perdurou por uma década.
O time vencedor da Champions disputará a mais nova Copa Intercontinental (substituta do Mundial de Clubes) em dezembro.
Na próxima temporada, enfrentará o vencedor da Europa League, Atalanta, na disputa pela SuperCopa.
O elenco do Real Madrid já estará com a presença de Kylian Mbappe, ex jogador do PSG, o atacante foi anunciado na última segunda (03) para compor o ataque da equipe.
No último domingo (26), Brasil voltou às quadras do Maracanãzinho, para disputar o último jogo da primeira semana da Liga das Nações. Em um confronto contra a seleção italiana, os brasileiros perderam de 2 sets a 3, com parciais de 25/17, 15/25, 25/22, 17/25 e 13/15. Foi um jogo no qual ambos os lados apresentaram instabilidade.
O time titular do Brasil veio diferente em relação aos dois primeiros jogos. O levantador que iniciou como titular foi Cachopa, ao invés de Bruninho. O resto da equipe foi composta por Darlan (oposto), Lucarelli e Leal (ponteiros), Flávio e Lucão (centrais) e Thales (líbero). Como aconteceu em todos os jogos, o técnico Bernardinho se utilizou da inversão do 5x1, quando o levantador reserva (Bruninho) entra no lugar do oposto e o oposto reserva (Alan) entra no lugar do levantador. O maior pontuador, e destaque da partida, foi Leal, que somou 17 pontos.
O início ideal brasileiro
Assim que o jogo começou, a seleção brasileira pecou em erros não forçados, em especial no saque. Isso deu uma trégua para os italianos, que conseguiram acompanhar o Brasil.
No meio do set, os brasileiros ajustaram o saque e conseguiram pressionar ainda mais os italianos, que já estavam com uma linha de passe fragilizada. A combinação de uma defesa boa, decisões inteligentes, ataque efetivo, erros italianos e um bom serviço, o Brasil conseguiu abrir o placar.
O destaque do set foi para o bloqueio brasileiro. No total, foram 7 pontos neste fundamento, contra 0 da Itália. Por causa da vulnerabilidade do passe, os atacantes italianos se esforçaram no ataque, mas tomaram decisões ruins. A maioria dos jogadores de extremidade (ponteiros e oposto), em especial o ponteiro Michelleto, tiveram dificuldade para passar pelo bloqueio adversário.
Os principais pontuadores brasileiro foram Darlan e Leal, ambos com 5 pontos.
Os erros tomam conta da partida
Os brasileiros voltaram à quadra no segundo set muito diferentes em relação ao primeiro. Após um início equilibrado entre as duas seleções, o Brasil começou a errar em demasiado. Com decisões questionáveis como ataques para fora, enfrentamento do bloqueio, golpes de vista errados e erros de recepção, a seleção brasileira viu a Itália abrir, e muito.
O mérito foi total dos italianos, que retornaram ao jogo com outra atitude. Tudo que erraram em primeiro momento, conseguiram consertar. A principal mudança foi parar de enfrentar o bloqueio brasileiro, o que aumentou a efetividade dos ataques. Começaram a defender, sacar e bloquear bem, anulando diversos ataques do Brasil. O levantador Gianelli, como é de sua natureza, conseguiu surpreender várias vezes com golpes de segunda.
Do lado brasileiro, com exceção de Leal, o time estava apático, e exalava preguiça para jogar. Bernardinho até tentou uma inversão de 5x1, que funcionou bem, na medida do possível, mas foi prontamente desfeita.
Os italianos levaram com facilidade o set, e ganharam com 10 pontos de vantagem.
Os novos talentos italianos brilham
A Itália iniciou o terceiro set com um jogo igual ao primeiro set. Isso permitiu que o time brasileiro abrisse muito o placar, não porque estavam jogando bem, mas sim por causa do excesso de erros italianos.
O técnico Ferdinando De Giorgi, ao observar o cenário de sua seleção, realizou uma decisão que mudou o rumo do jogo. Após dois dos principais atacantes da Itália, Romanò (oposto) e Lavia (ponteiro), serem bloqueados, Di Giorgi prontamente os substituiu. No lugar deles, entraram dois nomes inusitados: Luca Porro (ponteiro de 22 anos) e Alessandro Bovolenta (oposto de 20 anos).
Essa substituição foi o que a Itália precisava naquele momento. A diferença no placar que chegou a ser de 7 pontos caiu para 2.
Os brasileiros ainda conseguiram ganhar o terceiro set, mesmo com uma melhora substancial italiana. A seleção fez uma parcial mediana, com ataques ineficazes e decisões ruins do levantador Cachopa – que insistiu com jogadores que não estavam bem, como Darlan.
Itália prevalece
A confiança conquistada no terceiro set fez com que o time italiano engatasse e terminasse o quarto e quinto set em alta. Com o reforço dos novos talentos, um saque forçado e boa defesa, a Azzurra venceu o jogo com certa facilidade.
No lado do Brasil, a situação era o oposto. Bernardinho não utilizou seu banco de reservas. Talvez, ele deveria ter seguido o exemplo de Di Giorgi e ter depositado confiança nos jovens talentos, como Lukas Bergmann, Arthur Bento e Judson, que foram convocados, mas tiveram uma participação limitada.
Ao final do quinto set, um erro grotesco da arbitragem antecipou a derrota brasileira.
O placar estava 14 a 13, com vantagem para Itália. Brasil sacou. A recepção italiana não se saiu bem e o levantador Gianelli conseguiu jogar no bloqueio brasileiro e fez com que a bola voltasse para a quadra Azzurra, com cobertura dos jogadores de fundo. O problema veio pela precipitação dos árbitros, que entenderam que a bola tinha caído no chão – o que, claramente, não aconteceu. Os italianos, portanto, pediram desafio, sucederam e o ponto teve que voltar. Nessa segunda chance de fechar o jogo, a Itália não titubeou, fez uma recepção boa, e conseguiu pontuar sem problemas.
Os torcedores e time brasileiro ficaram indignados com o erro. Mas, talvez se Bernadinho e seus comandados tivessem feito escolhas mais inteligentes, não dependeriam do acerto dos árbitros para decidir seu destino.
O Brasil volta a jogar na próxima terça-feira (4) às 00:00, contra a Alemanha, em Fukuoka (Japão).