Após duas tentativas fracassadas de ganhar o circuito, Charles Leclerc (Ferrari) finalmente quebrou a "maldição" e conquistou a tão sonhada vitória no Grande Prêmio de Mônaco, seu GP local, neste domingo (26). No pódio, ao lado do piloto ferrarista, estava seu companheiro de equipe Carlos Sainz, em terceiro lugar, e Oscar Piastri (McLaren) em segundo, com um carro em homenagem a Ayrton Senna. Os três comemoraram a vitória em um banho de champanhe acompanhados da realeza monegasca.
LARGADA DE DESASTRE
A disputa começou agitada, com três incidentes antes do fim da primeira volta, com direito a bandeira vermelha e relargada depois de quase uma hora. Logo na segunda curva, Sainz e Piastri, na disputa do segundo lugar, causaram uma pequena colisão que resultou no rápido acionamento da bandeira amarela. O contato também causou um furo no carro do espanhol, mas, apesar desse imprevisto, o ferrarista retomou a corrida algumas posições atrás, antes dela ser paralisada.
Ainda antes do primeiro setor ser completado, as rodas das duas Alpines colidiram durante uma tentativa de ultrapassagem de Esteban Ocon sobre Pierre Gasly, fazendo com que a parte traseira do carro número 10 catapultasse. A queda danificou o veículo, que não pôde ser consertado antes da nova largada, impedindo que ele continuasse na corrida. Devido ao acidente, Ocon ficará 5 posições abaixo do que ele se classificar na próxima corrida e ganhará 2 pontos na sua superlicença como punição.
A bandeira vermelha, entretanto, foi acionada por causa da colisão entre três carros. Kevin Magnussen (Haas) tentou uma ultrapassagem arriscada sobre Sergio Perez (Red Bull), os carros acabaram se tocando e levaram junto Nico Hulkenberg (Haas). Todos os pilotos envolvidos ficaram bem fisicamente, mas por causa da situação dos carros e da pista, não foi possível a permanência na corrida – assim, com três abandonos ainda na primeira volta.
Os pilotos precisaram esperar no box por aproximadamente 50 minutos antes que a pista fosse liberada. A organização determinou que o grid de largada seria o mesmo estabelecido na classificação do sábado, o que permitiu uma vantagem para Carlos Sainz, que havia perdido muitas posições.
ALGUÉM TROUXE O TRAVESSEIRO?
A corrida, após o início conturbado, se manteve tranquila, com poucas ultrapassagens – por ser um percurso estreito e repleto de curvas acentuadas – e praticamente sem paradas para trocas de pneus. A equipe da Ferrari se destacou pela participação ativa de Sainz nas execuções das estratégias, pressionando Piastri, para que Leclerc pudesse se distanciar dos dois. O plano das equipes, o menor desgaste possível dos pneus, foi bem sucedido e, pela primeira vez na história, a ordem do top 10 ao fim da corrida, se manteve a mesma do grid de largada.
No rádio, Verstappen se queixou sobre não poder acelerar mais, por ser um percurso complexo: "Isto é entediante, deveria ter trazido meu travesseiro".
AMEAÇA A HEGEMONIA RED BULL
A Alpine e a Williams comemoraram seus primeiros pontos na temporada, com a chegada de Alex Albon e Pierre Gasly em nono e décimo lugar, respectivamente. Mercedes também marcou um ponto extra com a volta mais rápida realizada por Lewis Hamilton.
Mônaco se encaixou como uma luva para os ferraristas. Além de ser a primeira vitória de Leclerc nesta temporada, também foi a 245ª da equipe e a primeira nesse percurso desde 2017. Mas o cenário para a Red Bull, por outro lado, não é tão positivo.
Com a saída de Pérez, depois da batida, e a classificação de Verstappen na sexta colocação, as demais equipes avançaram no Campeonato de Construtores e de Pilotos. A pontuação do piloto mexicano, que agora está na quinta posição geral, foi ultrapassada por Lando Norris (McLaren) e Carlos Sainz (Ferrari). Verstappen e a equipe também estão ameaçados, apenas 31 pontos à frente de Leclerc e 27 à frente da Ferrari.
A Fórmula 1 retorna para o Grande Prêmio do Canadá, que acontecerá no circuito de Gilles-Villeneuve, em Montreal, entre os dias 7 e 9 de junho.
Mais uma vez deu Manchester City. Neste domingo (19), o time de Pep Guardiola, o mais dominante da Inglaterra nos últimos anos, venceu o West Ham por 3 a 1, no Etihad Stadium, pela 38ª rodada, e se sagrou campeão inglês pela 4ª vez seguida.
Foi à primeira vez na história que um clube conquista um tetra consecutivo em mais de cem anos de campeonato, já que, desde o início da liga nacional, em 1888, ninguém tinha conseguido enfileirar quatro taças em sequência.
Antes do City, o mais longe que se conseguiu foram o tricampeonato do Huddersfield nos anos 1920, o Arsenal na década de 1930, o Liverpool dos anos 80 e o Manchester United entre o final dos anos 90 e início dos 2000 e depois no final da década de 2000.
Foi o sexto título dos “citizens” em oito anos desde a chegada do técnico espanhol. Com isso, o City se torna o 4º maior campeão da história do Campeonato Inglês, com 10 taças no total. À sua frente, aparece apenas o Arsenal, com 13, o Liverpool, com 19, e o rival local Manchester United, com 20.
Em campo, o City fez questão de acabar com a emoção da última rodada da Premier League com apenas 1 minuto e 30 segundos de bola rolando. O time celeste disputava o título com o jovem time do Arsenal Em sua jogada característica, Phil Foden recebeu na entrada da área, cortou a marcação e disparou uma "sapatada" na gaveta do goleiro Areola, do West Ham, que nem pulou. Aos 18 minutos, em uma ótima jogada pela ponta, o meia-atacante Jeremy Doku fez a assistência e Foden completou para chegar ao doblete em 18 minutos.
No segundo tempo, após troca de passes na área, Bernardo Silva ajeitou para trás e Rodri chegou batendo. A bola nem saiu tão forte, mas Areola espalmou para dentro: 3 a 1 para o City. O gol "matou de vez" a partida, mesmo com o golaço de bicicleta de Kudus para o West Ham e os comandados de Pep Guardiola ficaram tranquilos para só controlarem a redonda até o apito final
Mas ainda tem espaço para mais uma, já que o time de Guardiola ainda tem chance de encerrar a temporada 2023/24 com chave de ouro, colocando mais um troféu em seu recheado armário. No próximo sábado (25), os celestes encaram o rival Manchester United, em Wembley, pela grande final da FA Cup, a Copa da Inglaterra.
Unbesiegbar, tradução do alemão para invencível representa perfeitamente a temporada do Bayer 04 Leverkusen Fußball GmbH. O time treinado pelo campista Xabi Alonso (campeão do mundo em 2010) ergueu a famosa salva de prata (troféu da bundesliga) neste sábado (18) após uma campanha fantástica de 28 vitórias e 6 empates em 34 rodadas, nenhuma derrota. Portanto, com esse feito, os “Werkself” se tornaram o primeiro time da história a vencer o campeonato alemão de forma invicta.
O técnico espanhol foi a principal figura desta conquista, ainda ao assumir o time na temporada 2022/23, quando estava na vice-lanterna da Bundesliga e construiu um time impecável desde então.
Com um estilo de jogo focado no sistema tático utilizado por Xabi Alonso, com três zagueiros, 3-4-2-1 distribui o time com jogadores em zonas que geram incômodo às costas do volante adversário ou o espaço conhecido por entrelinhas, entre meio-campo e defesa. Os alas também são um dos pontos fortes do time, com Jeremie Frimpong e Alejandro Grimaldo atuando em jogadas em que partiam da defesa e chegavam à linha de fundo com força e competência.
Além disso, outros grandes destaques na campanha, além de Grimaldo e Frimpong, foram os meio-campistas Granit Xhaka e Exequiel Palacios, o atacante Victor Boniface e o camisa dez Florian Wirtz (revelação do Leverkusen).
Inclusive, mesmo tendo levantado a taça apenas no sábado, o clube já era matematicamente campeão desde o mês passado. Em 14 de abril de 2024, o Bayer Leverkusen conquistou, com cinco rodadas de antecedência, o primeiro título da Bundesliga da sua história ao golear o Werder Bremen por 5 a 0. A conquista encerrou uma hegemonia do poderoso Bayern de Munique de 11 títulos seguidos.
Atualmente, além da Alemanha, o clube foi o time que esteve mais tempo invicto durante a temporada europeia. Foram 51 jogos de invencibilidade, a maior da história moderna do futebol europeu, quebrando o histórico recorde do lendário Benfica de Eusébio, que ficou 48 partidas sem perder entre 1963 e 1965. A primeira e única derrota da equipe veio na final da UEFA Europa League contra a Atalanta, da Itália
Se tem um time que merecia um título faz tempo, era a Atalanta Bergamasca Calcio. E o carismático time da Lombardia o fez de um jeito que já está virando quase que uma rotina em sua história, surpreendendo. A La Dea simplesmente venceu a UEFA Europa League derrotando a sensação Bayer Leverkusen, da Alemanha, com um hat-trick do atacante inglês naturalizado nigeriano Ademola Lookman.
O resultado de 3 a 0 encerrou a série de 51 jogos sem perder dos comandados de Xabi Alonso, que conquistaram de forma invicta a Bundesliga (campeonato alemão).
Agora campeões, o título da Europa League se torna o maior da história da Atalanta, além de ser o primeiro troféu de alto escalão do futebol em 61 anos. Antes, o maior tinha sido a Coppa Italia da temporada 1962/63.
Na competição da UEFA, Atalanta e Leverkusen chegaram à final confiantes, apesar dos momentos distintos, depois de eliminarem Olympique de Marseille e Roma, respectivamente.
Durante o jogo, os alemães do Leverkusen até começaram se arriscando na frente, mas logo saíram atrás do placar. Com 12 minutos, Zappacosta cruzou rasteiro, Lookman se antecipou à Exequiel Palacios e finalizou para abrir o placar. Não demorou muito e Lookman apareceu de novo. O nigeriano deu linda caneta em Palacios e finalizou no cantinho para marcar o segundo aos 25.
Após os gols sofridos, o Leverkusen foi à busca da virada. No primeiro tempo, Florian Wirtz e Alex Grimaldo chegaram a ser lançados cara a cara com o goleiro Juan Musso, que conseguiu fazer as defesas. O segundo tempo começou mais aberto. Logo aos 13 minutos, Amine Adli cruzou da esquerda, Musso desviou, e Jeremie Frimpong teve a chance de diminuir, mas isolou a bola.
Depois disso, o time comandado por Xabi Alonso passou a ter muito mais dificuldades para penetrar a defesa adversária. Até que aos 29, Lookman recebeu na ponta esquerda da área, driblou a marcação com o drible e chutou no ângulo para vencer o goleiro Matej Kovár e marcar o terceiro. O gol concretizou a vitória da equipe de Gian Piero Gasperini, que se tornou o técnico mais velho a vencer um título da UEFA.
O campeão da Europa League agora tem apenas mais dois compromissos dentro do campeonato italiano antes de encerrar a temporada. Os jogos serão contra o Torino (26/5) e a Fiorentina (2/6) em casa.
Já o Leverkusen, enfrenta o tradicional Kaiserslautern pela Copa da Alemanha (DFB-Pokal) no dia 25
No último sábado (25), o United ganhou de 2x1 e quebrou a invencibilidade do City no clássico de Manchester. Os gramados de Wembley, em Londres, presenciaram um resultado improvável, todas as fichas estavam no tetracampeão da Premier League, a consistente equipe de Guardiola. Mas a magia da imprevisibilidade do futebol, fez um desfecho diferente. As jovens promessas do United, Garnacho e Mainoo marcaram para os Red Devils, o que trouxe a confiança para uma equipe desacreditada.
O começo deu o tom de como seria a partida. Aos 8’, Garnacho chutou a primeira bola em direção ao gol e a partir daí, a equipe vermelha dominou o ritmo do jogo. Aos 29’, Dalot fez um grande lançamento e o Gvardiol cabeceou a bola e presenteou o camisa 17, que aproveitou da falha do zagueiro e finalizou sem dificuldade, 1 x 0.
Aos 37’, Varane lançou e Garnacho, novamente, dominou pela direita e cruzou para Rashford. O atacante inglês mandou a bola pra rede, mas o gol foi anulado por posição irregular do jovem argentino. O primeiro chute a gol do Manchester City foi aos 36’, Bernardo Silva fez a tentativa de um chute a longa distância, mas Onana defendeu tranquilamente. A escassez de ataque da equipe de Guardiola, demonstrou como a zaga do United estava organizada, diferentemente do que foi a temporada.
O dia era do time comandado por Eric Ten Hag. Em mais um lançamento de Marcus Rashford para Alejandro Garnacho, ele tocou no meio para Bruno Fernandes que encontrou espaço e passou para Mainoo marcar em um lindo gol aos 38’. A primeira etapa finalizou em 2 x 0 a favor do Manchester United.
FOTO: Reprodução/Instagram: Manchester United
Na segunda etapa, Doku e Akanji substituíram Kovacic e Aké; as mudanças do City criaram oportunidades de gols. Aos 55’ Foden tocou para Doku na esquerda e o Haaland se posicionou para receber o passe. O centroavante chutou direto para o gol e a bola explodiu na trave do Onana..
Ao 58’ o City construiu uma jogada que resultou em um chute de fora da área de Walker, Onana defendeu com maestria, impedindo o adversário de marcar o seu primeiro gol. Novamente, aos 63’, a equipe perdeu mais uma chance. O argentino Julian Alvarez saiu da marcação e finalizou cruzado, mas a bola rolou a direita da meta e saiu pela linha de fundo.
No apagar das luzes, aos 86’, o belga Doku driblou a zaga, puxou para o pé direito e marcou de fora da área, o primeiro gol do City. A partida terminou aos 97’, e o Manchester United consagrou a vitória por 2x1 e conquistou a Copa da Inglaterra.
FOTO: Reprodução/Instagram: Manchester United
Ao finalizar o Campeonato Inglês em 8º lugar, sem títulos e baixa credibilidade, a conquista da taça é muito importante para o time e para Eric Ten Hag, que ainda é dúvida para seguir como treinador da equipe para a próxima temporada. A esperança que os jovens Mainoo e Garnacho trouxeram para a equipe, dão um fôlego para um futuro com mais vitórias.