Depois de quase 9 anos, o Alviverde voltou a derrotar o Mengão no Campeonato Brasileiro. Com o fim da 17ª rodada, o meio de tabela continua embolado
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
|
26/05/2026 - 12h

Nos dias 23, 24 e 25, os times da Série A do Brasileirão disputaram a penúltima rodada antes da parada da Copa. Mirassol venceu e continua na briga para sair da zona de rebaixamento. Apenas o jogo entre São Paulo e Botafogo terminou empatado.

Vitória 2 X 0 Internacional

No primeiro jogo da rodada, às 17h, no último sábado (23), o Vitória venceu o Internacional por 2 a 0, no Barradão, em Salvador (BA). A partida foi marcada por forte disputa física, pressão colorada e polêmica envolvendo a arbitragem. o Rubro-Negro baiano foi mais eficiente nas oportunidades criadas e garantiu um importante resultado diante da torcida. 

O início do confronto foi equilibrado, com o Internacional controlando a posse de bola e tentando construir jogadas desde o campo de defesa. Apesar do maior volume de jogo, a equipe gaúcha encontrou dificuldades para furar a marcação do Vitória, que apostava em transições rápidas pelos lados do campo.

A estratégia dos donos da casa surtiu efeito aos 29 minutos do primeiro tempo. Após arrancada de Erick pela direita, o atacante cruzou na segunda trave para Renê, que apareceu livre e cabeceou para o fundo das redes e abriu o placar para o Leão.

Ainda na primeira etapa, um dos lances mais discutidos da partida gerou reclamações por parte dos jogadores do Internacional. Bernabei recebeu lançamento dentro da área, dividiu com o goleiro Lucas Arcanjo e caiu pedindo pênalti. O árbitro marcou impedimento na origem da jogada e ainda aplicou cartão amarelo ao atleta colorado por simulação, decisão que provocou revolta entre jogadores e torcedores nas redes sociais.

Na volta do intervalo, o Internacional adotou postura mais agressiva e passou a pressionar em busca do empate. A equipe criou suas melhores oportunidades principalmente com Vitinho, Bernabei e Bruno Tabata. 

O Colorado acumulou finalizações e ocupou o campo ofensivo durante grande parte da segunda etapa, mas encontrou pela frente uma atuação segura do goleiro Lucas Arcanjo, que realizou defesas importantes para manter a vantagem do Vitória. 

Já no fim do jogo, aos 43 minutos, Bernabei recebeu o segundo cartão amarelo por uma entrada violenta e foi expulso do jogo, o que dificultou ainda mais a missão do time gaúcho.

Mesmo pressionado, o time baiano conseguiu sustentar o resultado e aproveitou os espaços deixados pelo adversário nos minutos finais.

Já nos acréscimos, Diego Tarzia puxou contra-ataque pela esquerda e finalizou cruzado para marcar o segundo gol e decretar o resultado a favor do Vitória.

A imagem mostra o elenco do Vitoria comemorando no vestiário
O Vitória quebrou a invencibilidade de quatro jogos do Inter na competição. Reprodução: Instagram/@ecvitoria

Com o resultado, o Vitória sobe na tabela e confirma seu momento de recuperação dentro da competição. A equipe vem apresentando evolução defensiva e maior eficiência ofensiva, fatores que têm sido fundamentais para a sequência positiva construída nas últimas rodadas.

Já o Internacional vê sua sequência invicta chegar ao fim e desperdiça a oportunidade de se aproximar das primeiras posições do campeonato. Apesar do maior volume ofensivo durante boa parte da partida, o Colorado voltou a sofrer com a falta de efetividade nas finalizações e deixou o Barradão sem pontuar. A derrota aumenta a pressão por maior regularidade da equipe na reta final antes da pausa da temporada.

São Paulo 1 X 1 Botafogo

Também às 17h, São Paulo e Botafogo empataram no Morumbi, na capital paulista. O Tricolor teve esteve vencendo até o final do jogo, mas o Fogão por meio de um golaço empatou nos minutos finais.

Para o Soberano, essa partida poderia ser a primeira vitória desde a chegada de Dorival Jr., técnico que está em sua terceira passagem pelo São Paulo. Nas anteriores, Dorival salvou o São Paulo do rebaixamento em 2017 e foi campeão da Copa do Brasil em 2023, a primeira da história do clube. 

Na atual passagem, o jogo contra o Bota seria apenas o segundo dele no cargo. Na escalação, o comandante ainda não conseguia contar com alguns dos destaques da equipe, como Marcos Antônio, fora por lesão na coxa; Bobadilla, outro destaque, estava fora por suspensão, e Dória, que vinha sendo titular, mas rescindiu com o clube após ameaças da torcida. 

Para o Botafogo foi para o estádio com confiança, após boas vitórias contra Corinthians, na Série A, e Independiente Petrolero, na Sula. 

O jogo era considerado difícil pelos desfalques. Franclim Carvalho, treinador alvinegro, teve que suprir as ausências de dois dos protagonistas do elenco: Alex Telles e o volante Medina. 

O experiente e ídolo do clube Marçal ocupou a vaga de Telles. No meio, Huguinho, jovem de 18 anos da base do clube, foi escolhido para o jogo. Além de Huguinho, outra “Joia do Bairro” escalada foi o zagueiro Justino, de 20 anos, para o lugar de Alexander Barboza, ídolo Botafoguense que se despediu no jogo contra o Corinthians. O zagueiro se transferiu para o Palmeiras.

Logo aos três minutos de partida, em um chute de fora da área de Arthur, o goleiro Neto espalmou e deu chance para Luciano abrir o placar para o São Paulo. Apesar do gol ter sido de Luciano, o grande protagonista do jogo na primeira etapa foi o ponta Arthur, emprestado pelo Botafogo ao São Paulo em abril, que foi o jogador de ataque mais acionado pela equipe no bom primeiro tempo do São Paulo.

Em contrapartida, o Fogão, que fez um primeiro tempo ruim, voltou do intervalo tomando mais o controle do jogo. Aos oito do segundo tempo, após falta levantada na área, Arthur Cabral cabeceou para dentro do gol, mas ele estava impedido. O São Paulo, após o gol anulado, teve algumas oportunidades de aumentar a vantagem, mas nenhuma efetiva. 

Aos 27, em outro cruzamento, Vitinho contou com o desvio de Arthur Cabral para, sozinho, marcar, mas novamente anulado por impedimento. O Alvinegro continuava martelando e, no último minuto do tempo regulamentar, em uma sobra de escanteio na entrada da área, Jordan Barrera finalizou de trivela no ângulo para calar o estádio tricolor.

A imagem mostra Jordan Barrera, do Botafogo, comemorando o gol
Jordan Barrera encerrou um jejum de sete meses sem marcar. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Ainda deu tempo para, aos 50, Chris Ramos, que veio do banco alvinegro, desperdiçar uma oportunidade dentro da grande área que poderia decretar a vitória visitante.

Mirassol 1 X 0 Fluminense

Mais tarde, às 19h, Mirassol e Fluminense se enfrentaram no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). O time da casa venceu com um placar magro, com o gol marcado no primeiro tempo, e começa a sonhar para sair da zona de rebaixamento nas próximas rodadas.

O confronto começou sem grandes chances para os dois times. Apenas aos 18 minutos, o Mirassol conseguiu uma boa finalização, que não levou tanto perigo. Em uma falta cobrada por Reinaldo na intermediária, Alesson cabeceou mas parou na defesa de Fábio.

Depois de sete minutos, o goleiro tricolor foi obrigado a trabalhar novamente em uma cabeçada. Alesson, pela ponta esquerda do campo, lançou para Daniel Borges finalizar em uma subida ofensiva.

Aos 35 minutos do primeiro tempo o Mirassol abriu o placar. Carlos Eduardo fez boa jogada pela direita e cruzou para a área, Samuel Xavier e Jemmes afastaram, porém a bola sobrou para Denilson na entrada da área, que finalizou de primeira no ângulo de Fábio. Com o golaço, o volante do Leão marcou seu primeiro gol na temporada.

Aos 47 minutos, Sávio marcou pênalti para o Fluminense. Soteldo cruzou a bola pela esquerda do campo e Samuel Xavier dominou dentro da pequena área. Reinaldo derrubou o lateral tricolor ao puxá-lo pelo ombro. Porém, o VAR entrou em ação e recomendou a revisão. Após conferir o lance novamente na tela, o árbitro decidiu pela não marcação da penalidade.

Na segunda etapa, o time carioca teve mais o comando do jogo, porém sem conseguir ser efetivo para empatar a partida. Mirassol continuou com seu plano de jogo. Se garantiu defensivamente e partia nos contra-ataques e nas pressões altas de seus atacantes.

A imagem mostra Denilson, do Mirassol, com o troféu de melhor da partida.
Eleito craque da partida, Denilson chegou no começo de 2026 e vem ganhando espaço nas últimas partidas do Leão. Reprodução: Instagram/@mirassolfc

Aos sete minutos, após interceptar o passe de Bernal, o autor do único gol da partida, finalizou com perigo de fora da área, porém o arqueiro do Fluminense defendeu e mandou para escanteio.

Sem muita criatividade dos dois times o jogo foi se arrastando e faltando dez minutos para o fim, Reinaldo teve outra oportunidade para garantir a vitória do Leão, porém, novamente parou em Fábio. O lateral esquerdo cobrou uma falta de longe com força e o goleiro foi obrigado a espalmar para escanteio. A boa partida do goleiro não foi o suficiente para evitar a derrota fora de casa.

Com os três pontos garantidos, o Mirassol se aproxima de Santos e Corinthians na tabela. A diferença de dois pontos para o Santos pode ser tirada em caso de vitória na partida atrasada que o Leão ainda precisa fazer contra o Flamengo. Já para o time da capital paulista, mesmo em caso de três pontos no jogo atrasado, a diferença ficaria em um ponto, insuficiente para sair da zona de degola.

Já pelo lado carioca, a derrota complicou o desejo tricolor de assumir a segunda posição do campeonato. Com o tropeço do Flamengo, diante do líder, Palmeiras, a diferença de um ponto poderia ter sido tirada em caso de vitória em Mirassol. Mesmo assim, o clube se manteve na mesma posição que iniciou a rodada.

Grêmio 3 X 2 Santos

Também às 19h, Grêmio e Santos se enfrentaram, na Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS). Na briga para se afastar da parte de baixo da tabela, o time tricolor venceu de virada, com dois gols do artilheiro Carlos Vinicius.

Ambas as equipes entraram determinadas a conquistar os três pontos. Aos 22 minutos que o time do Santos, teve sua primeira boa chance, após Rony ganhar a disputa dentro da área e tabelar com Gabriel Bontempo, que driblou a zaga e chutou, mas o goleiro defendeu. 

Aos 31, Miguelito roubou a bola de Caio Paulista e arrancou pelo meio, tocou para Gabigol sozinho, que só teve o trabalho de empurrar para marcar o gol. 

Nos minutos seguintes, Amuzu lançou na área. Carlos Vinicius subiu e cabeceou para o fundo do gol, sem chances para o Brazão. Já no final da primeira etapa, Noriega arriscou de fora da área, mas a bola foi à linha de fundo.

Aos nove do segundo tempo, Escobar cruzou na área e Bontempo ajeitou para Gabigol, que chutou no canto e marcou o segundo do time.

Quatro minutos depois, Pavón lançou da direita, para dentro da área, Carlos Vinicius dominou sozinho e bateu cruzado de esquerda para marcar seu segundo gol na partida e empatar o jogo.

A imagem mostra Carlos Vinicius, do Grêmio, comemorando o gol.
Com os dois gols, Carlos Vinicius assumiu a vice-artilharia da competição. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Não demorou muito e o gol da virada saiu. Pavón correu pelo lado direito e tocou para Tetê, que driblou a zaga e bateu cruzado no gol. Brazão se esticou, mas não conseguiu evitar. 

O Santos tentou empatar após Lucas Verissimo roubar a bola no ataque e tocar para Rony. O atacante chutou no ângulo, mas a bola foi para a linha de fundo. 

No último minuto da partida, o time tricolor teve a chance de ampliar, quando Arthur Melo, lançou na corrida para Tetê, que saiu no meio dos dois zagueiros e finalizou para fora.

Flamengo 0 X 3 Palmeiras

Na noite do último sábado (23), às 21h, o Palmeiras goleou o Flamengo por 3 a 0 em pleno Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Os gols do duelo foram marcados por Fláco Lopez, Allan e Paulinho. Com o resultado, o Verdão quebrou o jejum de quase uma década sem vencer o rival no Brasileiro.

Como de praxe, o início do jogo foi acelerado, bem como os últimos embates entre os dois times mais vencedores dos últimos anos em solo brasileiro. O Flamengo, com o ímpeto dos seus torcedores, pressionou os paulistas ao vencer a maioria dos duelos e dominar as ações. Aos 14, Lucas Paquetá ficou na cara do gol, mas parou em bela defesa de Carlos Miguel.

A imagem mostra Paulinho, do Palmeiras, comemorando o gol.
Paulinho marca depois de 329 dias sem jogar por causa de uma lesão. Foto: César Greco/Palmerias

Apesar da superioridade rubro-negra, o roteiro do confronto ganhou um novo capítulo: aos 20, Carrascal atingiu o zagueiro Murilo com chute no rosto, e foi expulso. 

Com mais jogadores em campo, foi a vez do Alviverde ter a posse. Aos 37, em troca de passes no campo de ataque, Marlon Freitas alçou ótimo passe para Allan, que escorou para o argentino Flaco Lopez cortar a defesa flamenguista e abrir o placar.

Na segunda etapa, o técnico Léo Jardim, do Flamengo, optou por ser ofensivo e sacou de campo o meio-campista Evertton Araújo para a entrada do atacante Bruno Henrique. Apesar de recuar Lucas Paquetá para defender, o meio-campo mandante ficou aberto; o  Verdão, por sua vez, aproveitou os espaços. Aos 11, Allan, em noite inspirada, aproveitou sobra de bola e estufou as redes de cabeça para ampliar o resultado. 

Com evidente cansaço e um jogador a menos, a equipe carioca via o Alviverde tirar proveito da superioridade numérica. Na reta final, em rápida trama, Jefté foi lançado ao ataque e rolou para Paulinho – que contou com falha de Rossi – decretar a vitória palmeirense.  

Após marcar, um princípio de confusão se instaurou entre as equipes: Paulinho fez gesto de “silêncio” para a torcida flamenguista. A provocação irritou os atletas do time da Gávea, que gerou um “empurra-empurra”, mas parou por aí.

O resultado fez com que o Palmeiras disparasse na ponta da tabela, somando 38 pontos, sete à frente do vice-líder Flamengo, que tem um jogo a menos.

Remo 1 X 2 Athletico-PR

No último domingo (24), às 16h, o Remo recebeu o Athletico-PR no Mangueirão, em Belém (PA). O duelo colocava frente a frente duas equipes em situações distintas na tabela: o Leão Azul tentava se afastar da zona de rebaixamento embalado pela força da torcida paraense, enquanto o Furacão buscava se aproximar ainda mais do G-4 após sequência de bons resultados.

Logo nos primeiros minutos, o Remo mostrou intensidade e conseguiu levar perigo em jogadas rápidas pelos lados do campo. Aos 13 minutos, Marcelinho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para Jajá, que apareceu livre dentro da área para finalizar firme e abrir o placar para os donos da casa. O Athletico sentiu o gol e encontrou dificuldades para criar oportunidades devido à forte marcação remista.

Apesar da pressão do Remo em alguns momentos, o Furacão começou a crescer na reta final da primeira etapa. Aos 44 minutos, Claudinho encontrou belo passe para Kevin Viveros, que dominou dentro da área e bateu cruzado para empatar a partida antes do intervalo. Não só o gol mudou o cenário do jogo e deu mais confiança para os visitantes voltarem melhores no segundo tempo, mas também a expulsão juvenil de Jajá, que após checagem no VAR, foi relatado um gesto obsceno do jogador.

Na segunda etapa, o time visitante passou a controlar mais a posse de bola e pressionar o time paraense no campo defensivo. Logo aos sete minutos, novamente Kevin Viveros apareceu decisivo. Após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, o atacante recebeu livre dentro da área e finalizou no canto para virar a partida para o Furacão. 

A imagem mostra Viveros, do Vitória, com comemorando o gol.
Viveros chega a dez gols e se torna o artilheiro do Brasilerão. Reprodução: Instagram/@athleticoparanaense 

Depois da virada, o Leão Azul tentou reagir e voltou a pressionar apoiado pela torcida no Mangueirão. Alef Manga teve boa chance em cabeceio perigoso, enquanto Pedro Rocha assustou em chute de fora da área. Porém, o Athletico conseguiu administrar o resultado com maior controle defensivo e ainda levou perigo em contra-ataques, principalmente com Mendoza e Zapelli.

Nos minutos finais, o Leão partiu para o abafa em busca do empate, levantando bolas na área e acumulando escanteios, mas parou na defesa athleticana e nas boas intervenções do goleiro Santos. 

Com o triunfo por 2 a 1, o Athletico-PR chegou aos 27 pontos e se manteve firme na briga pelas primeiras posições do Brasileirão. Já o Remo permaneceu na parte inferior da tabela, aumentando a pressão para a sequência da competição.

Cruzeiro 2 X 1 Chapecoense

Também às 16h, Cruzeiro e Chapecoense se enfrentaram no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). A Raposa, com gols de Kaio Jorge e Sinisterra, abriu 2 a 0 e dominou grande parte da partida, mas sofreu um apagão no fim e viu a Chape diminuir.

A Chapecoense começou melhor nos primeiros minutos, mas rapidamente perdeu espaço para um Cruzeiro agressivo e dominante. Explorando os lados do campo e pressionando desde o início, a Raposa criou boas chances com Kaiki, Kaique Kenji e Matheus Pereira. 

O gol saiu aos 25 minutos, com pênalti sofrido por Matheus Pereira. Kaio Jorge cobrou com categoria e abriu o placar no Mineirão. Pouco depois, Sinisterra chegou a ampliar após cruzamento de Kauã Moraes, mas o VAR anulou o lance por falta na origem da jogada. Mesmo com a vantagem mínima, o Cruzeiro empilhou oportunidades antes do intervalo, principalmente com Kaio Jorge e Kenji, mas parou nas defesas de Anderson.

O Cruzeiro voltou a manter o controle da partida na etapa final e ampliou aos 28 minutos. Após rápida jogada pela direita, Christian encontrou Sinisterra, que finalmente balançou as redes e fez 2 a 0. 

A imagem mostra Sinisterra , do Cruzeiro, comemorando o gol.
Sinisterra marca seu primeiro gol na temporada. Foto: Aleixo/Cruzeiro

A partir daí, porém, o time mineiro relaxou excessivamente e permitiu a reação da Chapecoense. Aos 34, João Paulo subiu sozinho e descontou de cabeça. Empurrada pelo gol, a equipe catarinense cresceu no jogo e chegou a empatar com Bolasie, após saída errada do goleiro Otávio, mas o lance foi invalidado por impedimento de Jean Carlos na origem da jogada. 

Na jogada seguinte, o jovem goleiro do Cruzeiro se redimiu e fez duas grandes defesas em sequência para garantir o placar.

Pouco depois, o árbitro chegou a marcar um pênalti para a Chape, mas voltou atrás após nova revisão do VAR. Ele entendeu que houve interferência de um jogador impedido. Mesmo pressionando nos minutos finais, o Cruzeiro segurou o resultado de 2 a 1 e confirmou a sexta partida consecutiva sem derrota na temporada, somando as três competições.

Com a vitória, o Cruzeiro chegou aos 23 pontos e ocupa a nona colocação do Campeonato Brasileiro, se aproximando da zona de classificação para a Libertadores. A equipe soma seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas nos últimos dez jogos da competição. 

Já a Chapecoense segue em situação dramática. O Verdão do Oeste permanece na lanterna, com apenas nove pontos e somente uma vitória em 17 rodadas.

O Cruzeiro volta a campo na quinta-feira (28), às 21h30 (horário de Brasília), quando recebe o Barcelona de Guayaquil pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Corinthians 1 X 0 Atlético-MG

Mais tarde, às 18h30, em jogo de pouca precisão, o Corinthians venceu o Atlético-MG com golaço marroquino, na Neo Química Arena, em São Paulo. Os times chegaram para um confronto direto na luta contra o rebaixamento. O Alvinegro paulista, com 18 pontos, entrou na rodada como o primeiro time na zona da decola. Enquanto isso, o Galo, mesmo ocupando a décima colocação e vindo de duas vitórias seguidas, estava somente três pontos acima do adversário.

A partida começou muito disputada, com as duas equipes se alternando em oportunidades. Logo aos quatro minutos, o Corinthians teve uma grande chance com Gustavo Henrique. O zagueiro recebeu de Yuri Alberto dentro da área e chutou cruzado com muito perigo. 

Depois, aos nove minutos, foi a vez do Atlético chegar com perigo. Em bola parada de Bernard, a bola chegou para Cuello livre dentro da área, que pegou muito embaixo da bola e mandou por cima do gol.

Após um início em que o Timão se postava um pouco mais no ataque, o Galo subiu a marcação e começou a ditar o ritmo do jogo, mesmo assim não conseguiu produzir muito perigo à Hugo Souza. Suas únicas chances vieram com Cuello aos 17 e aos 33 minutos. Na primeira tentativa, o ponta argentino finalizou de cabeça para fora. Depois, ele chegou a balançar as redes no contra-ataque puxado por Vitor Hugo, que acabou num cruzamento rasteiro de Renan Lodi para Cuello dentro da pequena área, mas dessa vez, o argentino estava em posição irregular. 

Enquanto isso, o Corinthians até teve algumas chances, com Breno Bidon aos 22 minutos, com uma bola colocada para fora, com Jesse Lingard aos 28, que chutou com desvio para fora, e com André, com um cabeceio sem perigo na bola parada.

Além disso, a equipe teve a única finalização de fato no gol da primeira etapa, com um chute sem muita força e praticamente no meio do gol de Rodrigo Garro.

Com o início do segundo tempo, o Timão começou a ter a bola totalmente no ataque, mesmo sem produzir muito perigo, enquanto o Atlético não conseguia aproveitar os contra-ataques. 

As melhores chances do time da casa vieram com Kaio César, com um chute isolado aos 13 minutos e um no meio do gol, tranquilo para Everson encaixar, aos 23 minutos, ambos com finalizações de fora da área. A única chance de perigo do Galo veio com o baixinho Bernard de cabeça aos 27 minutos, após bom cruzamento de Alan Minda. 

Com os 40 minutos finais, o Corinthians finalmente começou a produzir perigo efetivo. Logo aos 40 minutos, Matheuzinho fez uma boa jogada individual pela ponta-direita e finalizou rasteiro com curva, o que obrigou Everson a trabalhar um pouco mais. 

Então, aos 43 minutos, o lateral-direito cruzou na área para encontrar Zakaria Labyad livre dentro da área. O marroquino acertou um chute perfeito e com força no canto direito do gol, sem chance para Everson. Com esse gol, o meia faz o seu segundo pelo Timão e se torna o primeiro de seu país a anotar um gol no Brasileirão.

A imagem mostra Menphis e Labyad, ambos do Corinthians comemorando gol.
Com gol de seu amigo, Memphis volta a jogar pelo Corinthians a 27 dias do final de seu contrato, ainda sem definição sobre sua permanência. Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

Com a vitória, mesmo só subindo duas posições, o Corinthians sai da zona de rebaixamento e entra no bolo dos 21 pontos, junto com Grêmio, Inter e o próprio Atlético Mg. Além disso, após dois meses, voltou a contar com seu camisa 10, Memphis Depay, tendo um reforço para os próximos dois jogos antes da pausa para a Copa do Mundo. 

Com a derrota, o Atlético, agora no mesmo bolo que o adversário, cai duas posições, além de completar oito jogos seguidos sofrendo pelo menos um gol no Brasileirão e de manter a sina de não conseguir vencer 3 jogos seguidos, o que não ocorre desde fevereiro de 2025. 

Vasco 0 X 3 Red Bull Bragantino

Às 20h30, O Vasco sofreu uma reviravolta em sua luta contra o rebaixamento. A equipe carioca recebeu o Red Bull Bragantino em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) e acabou derrotada por 3 a 0. Os gols da vitória do Massa Bruta foram anotados por Rodriguinho, Isidro Pitta e Fernando.

Com o revés em casa, o Vasco estaciona nos 20 pontos e permanece na 16ª posição, perigosamente colado na zona de rebaixamento (Z4), que tem o Santos com 18 pontos, o Mirassol com 16, o Remo com 15 e a Chapecoense na lanterna com 9. Já o Bragantino saltou para a quinta colocação, somando 26 pontos e se firmando na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores.

A etapa inicial foi de poucas emoções e muita marcação. A primeira chance surgiu apenas aos 37 minutos. Spinelli girou na área vascaína e finalizou para boa intervenção do goleiro Tiago Volpi. Logo em seguida, o Vasco reagiu após um desarme em Juninho Capixaba. A bola chegou a Andrés Gómez, que bateu torto para fora. O Bragantino deu o troco com um chute de longe de Isidro Pitta, defendido por Léo Jardim.

A imagem mostra Rodriguinho, do RB Bragantino, comemorando o gol.
Com a vitória, Bragantino chega mais perto de alcançar o topo da tabela de classificação. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

Quando o placar parecia que iria sem gols para o intervalo, o Massa Bruta marcou aos 45 minutos. Rodriguinho avançou livre de marcação e arriscou um chute de longa distância no canto direito. Léo Jardim ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.

O Bragantino voltou do vestiário pressionando no segundo tempo. Aos quatro minutos da segunta etapa, Herrera escorou de cabeça e Rodriguinho carimbou a trave. No rebote, Saldivia salvou em cima da linha o carrinho de Ramires. 

O Vasco tentou reagir aos 10 minutos com Spinelli, que ganhou da defesa e tentou uma cavadinha sobre Volpi, mas Gustavo Marques se recuperou e mandou para escanteio.

Já aos 14 minutos, Mosquera fez grande jogada pela ponta esquerda, limpou o marcador e cruzou rasteiro para Isidro Pitta empurrar para as redes e fazer o 2 a 0.  Aos 31, Saldivia cometeu um erro grave ao recuar a bola, o Fernando interceptou, driblou o goleiro Léo Jardim e ampliou para 3 a 0.

Ainda houve tempo para o VAR entrar em ação aos 40 minutos para confirmar uma penalidade a favor do Bragantino após falta imprudente de Barros em Ramires na pequena área. Eduardo Sasha foi para a cobrança, mas isolou a bola e desperdiçou seu terceiro pênalti consecutivo.

Coritiba 3 X 2 Bahia

Isolado na última segunda-feira (25), às 20h, o Coritiba venceu o último jogo da rodada. O Coxa conquistou os três de virada sobre o Bahia pelo placar de 3 a 2 no Couto Pereira, na capital paranaense.

O início do primeiro tempo foi de domínio da equipe baiana. Aos 17 minutos, Iago cruzou rasteiro para Sanabria, que de carrinho mandou por cima do travessão. Três minutos depois, foi a vez de Iago levar perigo após finalizar na trave de fora da grande área. 

O primeiro gol do jogo saiu aos 25 após bola cruzada rasteira na grande área do Coxa. A bola encontrou as redes com o desvio de Tiago que marcou contra. Aos 42, o meia-atacante do Tricolor baiano, Everton Ribeiro chutou de longe para a defesa do goleiro Rangel.

Os mandantes começaram a segunda etapa em cima do Bahia, e logo aos dez chegou ao empate. Josué cruzou para o lateral-esquerdo Bruno Melo cabecear no canto direito do goleiro João Paulo.

Após um bate-rebate na grande área, a bola sobrou nos pés do uruguaio Joaquin Lavega que finalizou rasteiro para colocar o Coxa em vantagem aos 19  minutos. Pouco tempo depois, com 22, o Coritiba ampliou com o atacante Breno Lopes, em um contra-ataque veloz puxado pelo próprio, que finalizou no ângulo esquerdo do arqueiro baiano.

A imagem mostra uma dividida de bola.
Lateral-esquerdo, Bruno Melo cabeceia para marcar seu gol. Reprodução: Instagram/@brunomelooficial

O Bahia diminuiu o marcador em bola parada. Everton Ribeiro cruzou para o centroavante Everaldo cabecear para o gol.

Com a vitória, o Coritiba chegou a 26 pontos marcados e assumiu a sexta colocação do Brasileirão e está apenas um ponto atrás do G4. Já a equipe baiana cai posições e é o oitavo colocado, com 23 pontos.

Próxima rodada

Sábado (30):

Athletico-PR X Mirassol, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 16h (horário de Brasília;

Flamengo X Coritiba, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Bahia X Botafogo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 17h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Corinthians, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 17h30 (horário de Brasília);

Santos X Vitória, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 20h (horário de Brasília).

Domingo (31):

Red Bull Bragantino X Internacional, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 11h (horário de Brasília);

Vasco X Atlético-MG, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Palmeiras X Chapecoense, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 16h (horário de Brasília);

Remo X São Paulo, no Baenão, em Belém (PA), às 20h30 (horário de Brasília);

Cruzeiro X Fluminense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 20h30 (horário de Brasília).

Brasileiro vence e faz história contra o maior campeão de Grand Slam da história
por
Lucas Peccin
|
01/06/2026 - 12h

Na tarde da última sexta-feira (30), em duelo pela terceira rodada do Roland Garros, o jovem tenista brasileiro de 19 anos, João Fonseca, venceu de virada o maior campeão de Grand Slam da história, Novak Djokovic, por 3-2, sendo as parciais 4/6, 4/6, 6/3, 7/5, 7/5. João perdia por 2-0 e virou a partida após triunfar em três sets consecutivos.

João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca
João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca

O número 4 do mundo, Djokovic passou pelos anfitriões Perricard e Royar, ambos por 3-1 para chegar à terceira rodada do campeonato. Já Fonseca eliminou o francês Luka Pavlovic pelo placar de 3/0 e venceu o croata Dino Prizmic por 3/2 também de virada, após começar perdendo de 2/0. 

O primeiro set não foi fácil para o brasileiro, que teve seu serviço quebrado em duas oportunidades pelo sérvio. Mesmo com uma quebra, João encontrou dificuldades e não conseguiu vencer o set, que terminou em 6-4 para o número 4 do mundo. Djoko dificultou ao máximo e cometeu poucos erros não forçados. 

No segundo set, João melhorou e desempenhou seu estilo de jogo de potência e agressividade. o que dificultou para o sérvio, porém ainda não venceu o set. Novamente 6-4 para o 24 vezes campeão de Grand Slam.

Já no terceiro set, Fonseca adotou uma estratégia mais agressiva para tirar Djokovic de sua zona de conforto. A tática funcionou e o sérvio teve dificuldades de conter os ataques do brasileiro. Logo em seu primeiro serviço de saque foi quebrado por João, que em um momento abriu três games a zero. O jovem brasileiro venceu por 6/3.

O quarto set foi decidido em detalhes. Novamente João quebrou o primeiro serviço do sérvio, que em sequência reagiu e venceu o serviço de Fonseca. Quando estava 5/5, o brasileiro demonstrou resiliência e técnica e quebrou o saque de Djokovic para confirmar seu próximo serviço. João venceu por 7/5

O último e decisivo set foi também decidido nos detalhes. Djokovic cometeu alguns erros não forçados, enquanto o brasileiro cresceu no jogo com muita maturidade e resiliência, além de aproveitar brechas deixadas pelo sérvio. A partida foi definida quando Fonseca quebrou o sexto serviço de saque de Djokovic. Após este game, bastou João embalar uma sequência de três aces (pontos de saque) quando estava em desvantagem (30/40 para Djokovic) e confirmar seu último serviço na partida. Vitória de Fonseca, 7/5.

Após a partida, em entrevista concedida em quadra para a organização do torneio, João Fonseca disse que não conseguia acreditar que venceu seu ídolo e afirmou estar cansado após a partida.  Ao ser questionado sobre as motivações que o levaram a vitória, o brasileiro respondeu: “O cansaço dele (Djokovic) me deu esperanças”, disse.

Em sua entrevista coletiva após o jogo, Novak elogiou o brasileiro e disse entender o motivo da repercussão e reconhecimento do talento de João mundialmente: “O nível de tênis que vimos ele jogar criou um hype ao redor dele, e hoje vimos o porque deste hype”, disse. O sérvio também analisou seu desempenho na partida e reconheceu os méritos de João: “Não acho que fiz muitas coisas erradas. Ele foi simplesmente melhor.”

Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros, @atptour, @bleacherreport e @espnbrasil
Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros

O duelo contra o número quatro do mundo, marcou a segunda vitória do brasileiro de 19 anos contra os tenistas top-10 do ranking mundial. A última ocorreu em 2025 no Australian Open, em que Fonseca venceu Rublev, nono colocado na época. Neste ano, João colecionou derrotas nas eliminações contra os dez mais bem ranqueados. No Indian Wells foi eliminado por Sinner (1), em Miami Open por Carlos Alcaraz (2), em Mônaco pelo alemão Zverev (3) e em Munique por Ben Shelton (6). 

Pelo lado do sérvio, foi a segunda vez em que começou vencendo por dois sets a zero e perdeu a partida em um Grand Slam. A última vez ocorreu em 2010 quando perdeu para Jurgen Melzer por 3/2, também no Roland Garros. Além disso, foi a partida mais longa disputada por Djokovic em Roland Garros, sendo de 4h53 minutos. Antes deste, a mais longa durou 4h38 contra o argentino Cereúndulo.

João Fonseca avançou para as quartas de final, que não tinham participação brasileira desde desde 2004, com Gustavo Kierten. O carioca irá enfrentar o dinamarquês Casper Ruud, número 16 do ranking da ATP, pela quarta rodada do Roland Garros, no domingo (31), não antes das 15h15 pelo horário de Brasília (possíveis atrasos nas partidas anteriores, por isso sem a definição exata de horário)
 

Rebaixado da Europa League por regras de multipropriedade, o clube londrino transformou o torneio de consolação em troféu histórico. A vitória ficou marcada pelo adeus perfeito de Oliver Glasner.
por
Lucas Tomaz Lopes
|
01/06/2026 - 12h

Em Leipzig, na Alemanha, o Crystal Palace foi campeão continental pela primeira vez na história, depois de bater o Rayo Vallecano por 1 a 0 na última quarta-feira (27).  O gol do atacante francês Jean-Philippe Mateta, no segundo tempo, garantiu o triunfo.

Há histórias no futebol que começam com uma porta fechada e terminam com uma taça erguida. A do Palace nesta temporada europeia é uma delas. O clube de Croydon chegou à Conference League pelos fundos, empurrado por uma decisão burocrática que tirou dele uma vaga que havia conquistado em campo.

Para entender o que o título representa, é preciso voltar ao verão de 2025. O Crystal Palace havia vencido a Copa da Inglaterra (FA Cup), o que lhe garantiu vaga automática na UEFA Europa League. Era a primeira vez na história que o clube disputaria o segundo torneio continental mais importante. Só que a UEFA tinha outras ideias.

O empresário americano John Textor, à época dono de 43% do Crystal Palace, também controlava o Olympique de Lyon, que havia se classificado para a mesma Europa League pelo campeonato francês. O regulamento da UEFA proíbe que dois clubes com o mesmo proprietário disputem a mesma competição. Como o Lyon terminou melhor em sua liga do que o Palace na Premier League, o clube inglês foi, nas palavras dos próprios torcedores, "rebaixado" para a Conference. 

O Palace recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte e argumentou que Textor não tinha mais poder de decisão no clube, mas perdeu em todas as instâncias e precisou aceitar o que parecia, naquele momento, uma punição injusta.

A final

A decisão foi disputada na Red Bull Arena. O estádio  já serviu de palco para a Copa do Mundo de 2006 e para a Eurocopa de 2024, e agora, recebeu a final da mais jovem competição de clubes da UEFA. Criada em 2021 para oxigenar o calendário europeu, a Conference League chegou à sua quinta edição coroando um campeão inédito, juntando-se à seleta galeria que conta com Roma (2022), West Ham (2023), Olympiacos (2024) e Chelsea (2025). Do outro lado do campo, o Rayo Vallecano escrevia seu próprio capítulo histórico, o de um clube de bairro, com orçamento modesto e torcida apaixonada, que chegou à sua primeira final continental em 101 anos de existência.

O técnico austríaco Oliver Glasner, que já havia anunciado que deixará o comando da equipe ao final da temporada, transformou o aparente desprestígio em motivação. "Vamos ganhar isso", teria dito aos jogadores no início da campanha. E ganharam.

A final, no entanto, não foi um passeio. O Rayo Vallecano, comandado por Íñigo Pérez, entrou em campo com um bloco organizado e propostas claras: pressão alta, transições rápidas e apoio nas jogadas de Isi Palazón e Jorge de Frutos pelos lados. 

No primeiro tempo, o equilíbrio prevaleceu. O Crystal Palace, com Dean Henderson no gol e a linha defensiva formada por Chadi Riad, Maxence Lacroix e Jaydee Canvot, segurou bem as investidas espanholas. O meio-campo com Adam Wharton e Daichi Kamada tentava construir, mas encontrava resistência.

O equilíbrio em campo refletia o cenário de duas equipes que focaram suas energias nos torneios continentais para compensar campanhas discretas em casa. Enquanto o Rayo Vallecano garantiu uma digna 11ª posição em La Liga, o Crystal Palace abriu mão da Premier League para buscar a glória europeia, terminando a liga inglesa em um modesto 14º lugar.

O jogo mudou de figura na segunda etapa. O Palace elevou o ritmo, empurrado pela velocidade de Ismaïla Sarr e Yéremy Pino pelos flancos, e o Rayo começou a recuar. Aos cinco minutos, Adam Wharton conduziu a bola até a frontal da área e bateu de fora com força. O goleiro argentino Augusto Batalla espalmou para o meio. Jean-Philippe Mateta estava no lugar certo: empurrou para o fundo da rede e abriu o placar.

comemoração do gol
Jogadores do Crystal Palace comemorando o gol do título. Reprodução: Instagram/@conferenceleague

O Palace ainda perdeu duas chances de ampliar. Yéremy Pino acertou os dois postes no mesmo lance em uma cobrança de falta; Mateta desperdiçou um mano a mano diante de Batalla. O Rayo reagiu nos minutos finais. O time espanhol empilhou jogadores no ataque e chegou a assustar, mas esbarrou no bloqueio inglês. Nos acréscimos, o brasileiro Alexandre Alemão teve a última chance do Rayo, mas finalizou sem direção e encerrou o sonho de Vallecas.

Pelo lado dos campeões, a consagração europeia passou obrigatoriamente pelos pés de Ismaïla Sarr. O atacante senegalês, contratado para ser a referência técnica do novo ciclo do clube, assumiu o protagonismo da campanha na Conference League. Com quatro gols e três assistências ao longo do torneio, Sarr uniu velocidade e frieza para carregar o ataque dos Eagles, além de ter sido decisivo tanto nas quartas de final quanto na semifinal. 

Essa engrenagem ofensiva funcionou perfeitamente ao lado de Jean-Philippe Mateta, o homem dos gols importantes que carimbou a artilharia máxima com o gol do título em Leipzig, e da solidez defensiva do francês Maxence Lacroix, que se consolidou como o verdadeiro xerife da zaga londrina durante toda a caminhada de glória. 

Apesar do vice-campeonato, o futebol sul-americano foi muito bem representado pelo Rayo Vallecano na figura de Alexandre Alemão. O centroavante, que teve o Internacional como sua grande vitrine para o mercado estrangeiro antes de desembarcar na Europa, foi o grande nome da campanha espanhola. Com quatro gols em nove partidas na Conference League, artilheiro do clube na competição, ele marcou os dois gols da semifinal contra o Strasbourg, da França, um em cada jogo, e conduziu o Rayo à inédita final continental. Na véspera da decisão, em entrevista coletiva, ele traduziu o feito em termos que qualquer torcedor brasileiro entenderia: "Imagine o Vitória se classificando para a Sul-Americana e chegando a uma final. É mais ou menos isso o que o Rayo fez."

A frustração espanhola acabou contrastando com a festa de Oliver Glasner. O técnico deixa o Crystal Palace como o comandante mais vitorioso da história do clube, com três títulos: FA Cup (2025), Community Shield (2025) e Conference League (2026). Em pouco mais de dois anos no comando, ele transformou uma equipe sem identidade em um time capaz de vencer a Copa da Inglaterra e um título europeu. O treinador foi carregado pelos jogadores em Leipzig. Difícil imaginar despedida mais adequada.

Para o Crystal Palace, clube fundado em 1905 e que passou décadas alternando entre as divisões do futebol inglês sem jamais vencer um título de expressão continental, a Conference League representa uma virada de página. 

A ironia da história é que a UEFA, ao tentar punir o clube por uma questão burocrática de multipropriedade, acabou forçando os Eagles a disputarem um torneio que se transformou no maior capítulo de sua existência. Às vezes, a porta dos fundos leva ao salão principal.

 

Tenista de 19 anos agora desafia Novak Djokovic na terceira rodada
por
Marcello Toledo
|
29/05/2026 - 12h

O brasileiro João Fonseca, de 19 anos, avançou à terceira rodada de Roland Garros após vencer o croata Dino Prizmic por 3 sets a 2, de virada, nesta quarta-feira (27). O triunfo garante ao carioca um confronto inédito contra o sérvio Novak Djokovic.

foto 1
Jogo no estádio Philippe Chatrier - Créditos: Andre Ferreira / rolandgarros.com

 

A caminhada de Fonseca no saibro de Paris começou no domingo (24), diante do francês Luka Pavlovic. Em uma estreia marcada pelo nervosismo natural, o brasileiro precisou salvar set points no primeiro set antes de fechar a partida em 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (8-6), 6/4 e 6/2, após duas horas e 15 minutos de jogo.

Na segunda rodada, o desafio exigiu ainda mais resiliência. Prizmic abriu dois sets de vantagem se mostrando muito confiante no primeiro set com quase 10 aces, garantindo os dois primeiros sets, mas Fonseca ajustou sua tática, variou mais o saque, usou mais o slice, desistindo do jogo reto e ineficaz dos dois primeiros sets e dominou as parciais seguintes.

A vitória histórica foi selada com parciais de 3/6, 4/6, 6/3, 6/1 e 6/2, mostrando uma postura mais calma e madura de João.
Agora, o jovem carioca se prepara para o maior desafio de sua carreira profissional. O duelo contra Djokovic, um dos maiores nomes da história do esporte, vai exigir de João grande maturidade e paciência, algo que os fãs do brasileiro vem exigindo bastante do tenista. Fonseca fez boas partidas e tem tudo para vir confiante contra o gigante Sérvio.
 

A trajetória de um profissional que venceu dentro e fora de campo e o que ela revela sobre o nosso país
por
Lucas Tomaz Lopes
|
28/05/2026 - 12h

 

Por muito tempo, o futebol brasileiro fez questão de esconder um dado inconveniente: em um país em que mais de 56% da população se declara preta ou parda, onde o esporte mais popular foi construído com os pés, o suor e o talento de homens negros, nenhum técnico negro jamais dirigiu a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. E nas divisões de elite do campeonato nacional, raramente há mais do que um único treinador negro entre os vinte clubes da Série A. Quase sempre solitário nesse posto, existe um nome: Roger Machado.

Roger Machado Marques nasceu no dia 4 de março de 1975, em Porto Alegre. Revelado pelo Grêmio, foi promovido ao time profissional aos 18 anos. Ao seu lado nesse início difícil estava sua irmã, que atuou como procuradora e sempre carregou a educação como valor central. Essa influência nunca o abandonou. Anos depois, Roger declarou acreditar "na educação como o melhor caminho de transformação social, assim como a minha irmã acreditou na época em que comecei no Grêmio."

Dentro de campo, a carreira foi de glórias: três Copas do Brasil, um Campeonato Brasileiro, uma Libertadores e uma Recopa Sul-Americana pelo Grêmio, além de passagens pelo futebol japonês e pelo Fluminense. Uma lesão na coluna encerrou sua carreira antes do esperado, mas Roger Machado não saiu do futebol, apenas mudou de posição.

roger machado a beira do gramado
Roger Machado à beira do gramado durante o GreNal 445. Reprodução: Instagram/@rogermachado_treinador

Ao encerrar a carreira de jogador, ingressou na faculdade de Educação Física não como uma formalidade, mas por convicção. Como técnico, passou pelo Juventude, Novo Hamburgo, Grêmio, Atlético Mineiro, Palmeiras, Bahia, Fluminense, Internacional e São Paulo, conquistando títulos estaduais em quatro estados diferentes. Em 2015, foi eleito o treinador revelação do Brasil após transformar um Grêmio em crise num time que encantava o país. Quem colheu esse trabalho nos anos seguintes foi Renato Portaluppi. Roger raramente recebe esse crédito.

Há um tipo de preconceito que o Brasil aprendeu a disfarçar bem. Não é o insulto declarado. É o deboche, a ironia, o questionamento constante de uma competência que jamais seria questionada em outro contexto. Em 2015, quando assumiu o Grêmio, um jornal gaúcho publicou o título irônico: "Dicionário de Roger: técnico faz um mês de Grêmio e apresenta 'nova língua'". A forma como ele se expressava, com clareza; precisão; com a desenvoltura de quem estudou o que faz, era tratada como afetação.

Roger não se esquiva desse debate. Em entrevista à AFP, explicou por que há tão poucos treinadores negros no futebol: "Quando negros e brancos decidem ascender na pirâmide social, os filtros começam a aparecer. São os filtros da ideologia que criou o racismo e que atribui ao negro uma condição de menor inteligência, menor capacidade de liderança e gestão, justamente as competências de um treinador de futebol."

Ao perceber que suas filhas não encontravam livros infantojuvenis com autores e personagens negros, decidiu agir. Em parceria com professores da UFRGS, criou o projeto Canela Preta e o selo Diálogos da Diáspora, financiando a publicação de livros de autores negros e indígenas vendidos a preço acessível graças ao seu investimento direto. O projeto já está em sua terceira edição.

O São Paulo, ao contratá-lo em março de 2026, encerrou um hiato de mais de 41 anos sem um treinador negro no cargo. Roger é, com frequência, o único técnico negro entre os 20 clubes da Série A e carrega, não apenas a própria carreira, mas a representatividade de um grupo inteiro. 

No tricolor paulista, durou 63 dias. Foram 17 partidas, 7 vitórias, 4 empates e 6 derrotas, somando 49% de aproveitamento e uma pressão que começou antes mesmo de sua estreia. A demissão veio na noite de 13 de maio, minutos após a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil, por 3 a 1 em Caxias do Sul. O desfecho teve um detalhe revelador: dois dias antes, em áudio vazado, o presidente do clube havia dito publicamente que não havia dinheiro para trocar o técnico. Bastou uma derrota para a conta mudar. Na apresentação ao São Paulo, Roger havia resumido a própria trajetória com uma frase que vale por um livro: "Quando quis virar treinador, disseram que tem poucos treinadores negros no futebol, que eu não seria a exceção. E eu sou a exceção." A demissão não apaga isso.

O técnico catalão encerrou sua passagem histórica no clube inglês com 20 troféus conquistados e feitos até então inimagináveis
por
Guilbert Inacio
|
27/05/2026 - 12h

No último domingo (24), Pep Guardiola fez seu último jogo no comando do Manchester City. A partida que encerrou a temporada foi contra o Aston Villa, pela última rodada da Premier League, no Etihad Stadium. Apesar da derrota por 2 a 1, o clima no lado azul de Manchester foi de alegria, agradecimentos, emoções e muita homenagem. Além de Pep, os jogadores Bernardo Silva e John Stones também se despediram do clube inglês.

A imagem mostra Pep Guardiola sentado com todos os troféus conquistados em volta
Atualmente, Pep tem 55 anos, 20 deles como técnico. Reprodução: site/mancity.com

O anúncio da saída de Guardiola foi feito na última sexta-feira (22), por meio de comunicados oficiais nos canais do time inglês. O contrato do técnico com o City tinha vigência até junho de 2027, mas Pep optou por acionar uma cláusula que permite ele deixar o clube uma temporada antes, sem multas rescisórias.

Além disso, a cláusula tem uma definição de transição de carreira. A partir de agora, Guardiola é embaixador global e consultor técnico do City Football Group, holding que administra 13 clubes no mundo, incluindo o Bahia, no Brasil.

No dia do anúncio foi feita uma coletiva de imprensa para que Guardiola explicasse sua decisão. Aos jornalistas, ele afirmou que fará uma pausa na carreira como técnico, semelhante a que fez em 2012 após passagem pelo Barcelona, mas dessa vez sem prazo para voltar. “Não há planos para treinar por um tempo. Senão, eu estaria aqui. Preciso dar um passo para trás. Preciso respirar um pouco e não vou treinar por um tempo”, completou.

Guardiola ganhará uma estátua e um setor no Etihad em sua homenagem. Sobre o futuro do time, ele afirmou: "Dez anos é muito tempo, e acho que o Manchester City precisa de um novo treinador, de uma nova energia, com esses jogadores incríveis que temos agora, para começar a escrever um novo capítulo", afirmou o treinador catalão.

O reinado azul

Guardiola assumiu o Manchester City em junho de 2016. Em sua primeira temporada, ele não conquistou títulos, mas mudou a filosofia de jogo do clube inglês. Filho da escola Tiki-taka espanhola e adepto de um goleiro que saiba jogar com os pés, o técnico implantou o estilo de jogo caracterizado pela manutenção da posse de bola por meio de passes curtos e rápidos e pela movimentação constante dos jogadores no campo.

Na temporada seguinte, 2017/18, veio o resultado. O time conquistou a Premier League (PL) ao chegar ao histórico 100 pontos. Além disso, naquela temporada, o City conquistou a Copa da Liga Inglesa (Carabao Cup) e a Supercopa da Inglaterra (Community Shield). Ali começou um reinado na Inglaterra difícil de superar.

A imagem mostra Vincent Kompany com a taça da PL 2016 e outros jogadores do City comemorando o título na época
A pontuação daquela PL é até hoje a maior da história. Reprodução: site/mancity.com

No ano seguinte, mais um feito histórico. O City se tornou o primeiro clube do futebol inglês a ganhar todas as quatro competições nacionais em uma única temporada: PL, Copa da Inglaterra (FA Cup), Carabao Cup e Community Shield. Nessa temporada, o clube alcançou a terceira maior pontuação da história da PL, 98, um ponto à frente do vice-colocado, o Liverpool, treinado pelo alemão Jürgen Klopp.

A segunda maior pontuação da PL foi do Liverpool campeão na temporada 2019/20. Naquela ocasião, o City fez 81 pontos.

A rivalidade entre Guardiola e Klopp, que transformou o futebol inglês, se iniciou no futebol alemão, quando eles treinaram o Bayern de Munique e o Borussia Dortmund, respectivamente. Ambos precisavam ir ao limite para conseguir superar um ao outro. Algo que tornou o clássico City x Liverpool em um dos principais jogos do futebol mundial, mesmo sem terem uma rivalidade histórica direta.

Em 30 jogos entre Guardiola e Klopp: 12 vitórias do catalão, 11 vitórias do alemão e 7 empates. No período na Inglaterra, foram 22 jogos, com 8 vitórias para cada um e 6 empates.

A imagem mostra Klopp e Guardiola abraçados
O último encontro dos treinadores foi no dia 10 de março de 2024. Reprodução: Instagram/@kloppo

O técnico se tornou o segundo maior vencedor da Premier League, atrás apenas do lendário Sir Alex Ferguson, que conquistou 13 no comando do Manchester United. Guardiola, porém, conseguiu um feito que o escocês não conseguiu: ganhou quatro seguidas, de 2021 a 2024. Além disso, o catalão deixou um estilo próprio na liga inglesa ao inverter laterais, ter um zagueiro que atue como volante e ter vencido uma PL com um falso 9.

Das dez temporadas de PL de Guardiola, ele só não venceu quatro: 2016/17 (Chelsea), 2019/20 (Liverpool), 2024/25 (Liverpool) e 2025/26 (Arsenal).

Com o tempo, a obsessão se tornou a Europa. O City nunca havia disputado uma final de Liga dos Campeões, feito que conseguiu duas vezes com Pep. A primeira em 2021, quando o time perdeu a final por 1 a 0 para o rival inglês Chelsea. 

Dois anos depois, uma nova chance. O City derrubou dois dos maiores campeões da competição no mata-mata: Bayern de Munique (6), nas quartas de final, e Real Madrid (14), nas semis.

No Estádio Olímpico Atatürk, em Istambul, na Turquia, apesar do favoritismo, o time de Guardiola teve um jogo duro contra a Inter de Milão, tricampeã da competição. Entretanto, aos 22 minutos do segundo tempo, Rodri bateu na entrada da área para decretar o título inédito do City e pintar o continente de azul.

A imagem mostra Guardiola com a taça da Liga dos Campeões
Guardiola tem três Champions, duas delas com o Barcelona. Reprodução: site/mancity.com

Os comandados de Pep também fizeram história no final daquele ano de 2023 ao vencer pela primeira vez o Mundial de Clubes. A conquista foi com uma goleada por 4 a 0 sobre o Fluminense (Brasil), no Estádio King Abdullah Sports City, em Jedá, na Arábia Saudita.

Durante os 10 anos no clube inglês, Pep ganhou 20 títulos: 6x Premier League, 5x Carabao Cup, 3x Fa Cup, 3x Community Shield, uma Liga dos Campeões, uma Supercopa da Europa e um Mundial de Clubes.

Os números da passagem foram: 593 jogos, com 423 vitórias, 77 empates e 93 derrotas. No período, o clube fez 1423 gols e sofreu 521, saldo de 902.

O último jogo

Após a conquista da Champions, o City caiu de rendimento e, talvez ali, começou o início do fim. O time ganhou a PL 2023/24, mas oscilou muito e só assumiu a liderança do campeonato na rodada 33 por causa dos tropeços de Arsenal e Liverpool. 

Na temporada seguinte, o clube não conquistou nenhum título, inclusive perdeu a final da Fa Cup por 1 a 0 para o Crystal Palace, que encerrou um jejum de 119 anos sem grandes conquistas. Na temporada atual, o clube ganhou apenas a Fa Cup ao vencer o Chelsea por 1 a 0, e viu o Arsenal conquistar a PL após 22 anos. 

Pep não disse o motivo pelo qual decidiu sair de Manchester, mas talvez, seja por não conseguir mais ir além depois de conquistar tudo, assim como foi na sua passagem pelo Barcelona, time em que ganhou 14 troféus. 

"Que momentos maravilhosos passamos juntos. Não perguntem as razões pelas quais estou indo embora. Não há razão. Mas lá no fundo eu sei que chegou a hora. Nada é eterno, e se fosse, seria aqui. Eterno será o sentimento, serão as pessoas, o amor que sinto por meu Manchester City", trecho do anúncio de despedida.

A imagem mostra o campo do Etihad com uma bandeira do escudo do Manchester City. Na arquibancada tem três bandeiras que formam uma imagem com Guardiola e os dizeres 10 years with pap
Bandeiras em homenagem ao técnico foram exibidas no pré-jogo. Reprodução: Instagram/@mancity

No último jogo, contra o Aston Villa, foi feita uma festa de despedida para o técnico. Ainda durante a partida, Guardiola chorou ao substituir Bernardo Silva, oitavo jogador que mais vestiu a camisa do clube e que sairá do time, para receber os últimos aplausos da torcida. O zagueiro Stones também fez seu último jogo.

A imagem mostra Stones e Bernardo Silva
Ambos os jogadores foram peças chaves no jogo posicional de Guardiola. Reprodução: Instagram/@mancity

Após o apito final, começou a cerimônia de despedida. Alguns nomes históricos do período vitorioso estiveram no evento, como os brasileiros Ederson (hoje no Fenerbahçe) e Fernandinho (aposentado). 

Pep fez seu discurso emocionado e um pouco nervoso. “Foi uma honra tremenda ser o seu treinador, estar aqui há dez anos... A quantidade de troféus, emoções incríveis”, afirmou.

“Só mais uma coisa antes de você ir para casa tomar umas cervejas ou um vinho: se nos próximos anos você me encontrar nas ruas aqui, na Europa, nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar, e você for torcedor do City, venha me dar um abraço. Eu vou precisar disso”, completou.

O título foi o último de Alexia Putellas com a camisa blaugrana
por
Guilbert Inácio
|
26/05/2026 - 12h

No último sábado (23), o Barcelona venceu o Olympique Lyonnes por 4 a 0 e conquistou o título da UEFA Liga dos Campeões Feminina. Defesas de Catalina Coll e dobletes de Ewa Pajor e Salma Paralluelo garantiram o triunfo no Ullevaal Stadion, em Oslo, Noruega. A conquista foi o 38º título da capitã Putellas, que anunciou três dias após a vitória que vai deixar o clube.

A imagem mostra o elenco do Barcelona comemorando o título
Blaugranas terminam a temporada com todos os títulos possíveis. Foto: German Parga/Barcelona

O caminho até a final

Barcelona e Lyonnes fizeram a melhor e a segunda melhor campanha da fase de liga, respectivamente. Por terem terminado entre os quatro primeiros dessa etapa, ambas as equipes pularam as oitavas e foram direto para as quartas de final.

Nas quartas, as catalãs enfrentaram o rival Real Madrid (Espanha). O Barça venceu os dois jogos: 3 a 0, em Madrid, e 6 a 0, em Barcelona. Na semi, elas empataram em 1 a 1 com o Bayern de Munique, na Alemanha, e venceram por 4 a 2, na Espanha.

Já as francesas perderam o primeiro jogo das quartas para o Wolfsburg, da Alemanha, por 1 a 0, mas reverteram o placar em casa ao vencer por 4 a 0. Na semi, elas enfrentaram o Arsenal, até então atual campeão. Na Inglaterra, perderam o jogo de ida por 2 a 1, mas novamente reverteram a desvantagem em casa com uma vitória por 3 a 1.

As equipes entraram no Ullevaal sendo as principais potências da competição e do futebol feminino europeu. 

O Barça foi para o campo para disputar a sexta final seguida, tendo conquistado três em 2021, 2023 e 2024. A última sobre as francesas. Além disso, as blaugranas foram em busca do tetracampeonato da competição, que não conseguiram conquistar na última temporada, pois perderam a final para o Arsenal. Confira como foi clicando aqui!

Para o jogo, Pere Romeu deixou uma das principais jogadoras no banco. Aitana Bonmatí, atual melhor do mundo, está voltando a jogar aos poucos devido à lesão na fíbula, sofrida no fim de novembro de 2025, que a deixou cinco meses fora dos gramados. 

Do outro lado, as Leoas, comandas por Jonatan Giráldez, são as maiores campeãs com oito troféus e chegaram ao estádio para jogar a oitava final em dez temporadas, tendo conquistado seis títulos, dois deles em cima das catalãs, em 2019 e 2022.

O cenário de hegemonia também se repetia no elenco das equipes. Nove jogadoras já conquistaram o título mais desejado da Europa anteriormente. Do lado francês: Wendie Renard (8), Ada Hegerberg (6) e Selma Bacha (4). Do lado catalão, todas com três: Alexia Putellas, Aitana Bonmatí, Caroline Graham Hansen, Patri Guijarro, Mapi León e Marta Torrejón.

Como foi o jogo

O início do primeiro tempo foi truncado. As Leoas pressionaram o Barça para diminuir os espaços e evitar que o time aplicasse o seu estilo de jogo, o toque de bola. Apesar da pressão, a primeira chance foi das catalãs. Aos 20 minutos, Hansey ganhou disputa de bola da Bacha, avançou e cruzou rasteiro para a área. Putellas bateu de primeira com o pé ruim e a bola passou ao lado da trave direita.

A resposta do Lyonnes veio três minutos depois. De falta, Bacha cruzou na cabeça de Renard que mandou para o gol. Catalina Coll fez ótima defesa, mas o rebote ficou com Lindaey Heaps que mandou para o fundo da rede. O VAR revisou e anulou o gol por impedimento da camisa dez.

Aos 17, Putellas lançou para o ataque. Pajor ganhou a corrida com Renard e viu a goleira Endler adiantada. A atacante tentou de cobertura, mas mandou a bola para fora.

No minuto 24, após tabela, Brand bateu do lado esquerdo da pequena área, porém a bola passou por cima do gol. A partir daí, as francesas pressionaram o Barça, que ficou acuado no campo de defesa. Aos 40, Bacha bateu falta direta para o gol, mas Cata Coll fez boa defesa e mandou para escanteio.

O Barcelona só reagiu nos acréscimos, quando Guijarro achou Hansen sozinha na direita. A atacante entrou na área, cortou para dentro e bateu colocado, mas o leve desvio de Brand fez a bola ir para escanteio.

O Barça voltou melhor para o segundo tempo. Logo aos dez minutos, Guijarro viu Pajor entranto na área e enfiou bola para a atacante, que bateu cruzado para abrir o placar. As Leoas não sentiram o gol e foram para cima. Aos 15, Vicki Bècho bateu no canto direito do gol, mas parou na goleira catalã. 

Contudo, oito minutos depois, a lateral Esmee Brugts recebeu dentro da área e mandou rasteiro para o meio. A bola passou pela pequena área e chegou em Paralluelo. A atacante serviu Pajor que marcou o segundo na partida. Com os dois gols, Pajor chegou a 11 e se isolou na artilharia da comeptição. Alessia Russo, do Arsenal, é a vice com nove.

A imagem mostra Paralluelo e Pajor comemorando o gol
Após perder cinco finais, em clubes diferentes, Pajor finalmente conquistou a Champions. Foto: Alex Caparrós/Barcelona

Quatro minutos depois, Tabitha Chawinga teve a chance de diminuir a desvantagem. Ela saiu cara a cara com Cata Coll, mas chutou em cima da goleira. Depois disso, o Barcelona sufocou e segurou o Lyonnes no campo de defesa.

O jogo parecia se encaminhar para o fim com o 2 a 0, mas aos 45 minutos, Paralluelo bateu de fora da área e fez um golaço. Dois minutos depois, Pajor armou contra ataque e serviu Paralluelo, que bateu cruzado na área para decretar o 4 a 0 e o título do Barça.

As catalãs chegaram a quatro títulos e empataram com o Frankfurt na vice liderança de maiores campeãs. Além do triunfo europeu, as blaugranas encerraram a temporada de forma perfeita. Elas conquistaram os três títulos nacionais da Espanha: Supercopa Feminna, sobre o Real Madrid, a Liga F Moeve e a Copa da Rainha, em cima do Atlético de Madrid.

O Barcelona será o representante da Europa na segunda edição da Copa das Campeãs, que será realizada em janeiro de 2027, em Miami, Estados Unidos. Os outros clubes confirmados são América (México), representante da América do Norte/Central/Caribe e Naegohyang (Coréia do Norte), representante da Ásia. Ainda restam três vagas que serão conhecidas após as disputas das finais da Liga dos Campeões da CAF (África), da Liga dos Campeões da OFC (Oceania) e da Libertadores (América do Sul).

La Reina está na história

Esse foi o último título de La Reina Alexia Putellas com a camisa do Barcelona. Nesta terça-feira (26), em carta nas redes, a jogadora anunciou que deixará o clube após 14 anos. Confira o texto na íntegra clicando aqui!

A jogadora começou sua formação na base culé, em 2005, mas se transferiu para a base do Espanyol um ano depois. Lá ela se tornou profissional e chegou ao time principal em 2010.

No ano seguinte, ela foi para o Levante. No fim da temporada 2011/12, ela voltou para o Barcelona para compor um dos principais projetos do futebol feminino mundial.

Ao longo de sua trajetória, La Reina se tornou uma das principais jogadoras do time. Em 2018, ela alcançou o posto de quarta capitã. Três anos depois, ela virou a primeira, além de ter feito uma temporada espetacular. Putellas ganhou a tríplice coroa (Liga F Moeve, Copa da Rainha e Liga dos Campeões). Em 44 jogos, La Reina participou diretamente de 45 gols do Barcelona.   

Pelo desempenho, Putellas ganhou a Bola de Ouro, da France Football, e o FIFA The Best, premiações de melhor jogadora do mundo, além de ter sido eleita a Jogadora do Ano da UEFA. Na temporada seguinte, 2021/22, ela ganhou novamente os três prêmios. As honrarias fizeram ela ser a primeira espanhola a ganhar esses prêmios individuais, feito que, até o momento, só foi repetido pela colega Aitana Bonmatí.

Na temporada atual, ela conseguiu outro feito histórico. Em abril, com o título da Liga F Moeve, Alexia Putellas ultrapassou Lionel Messi em títulos conquistados com a camisa do Barcelona. O argentino tem 35 triunfos. Com a copa nacional e a Champions, conquistadas em maio, Putellas chegou a 38 e deixou Messi para trás.

Em 502 jogos, Putellas se tornou a maior artilharia feminina do clube, com 232 gols, e a segunda geral, apenas atrás de Messi, com 672. Reprodução: Instagram/@fcbfemeni
Em 502 jogos, Putellas se tornou a maior artilheira feminina do clube, com 232 gols e a segunda geral, atrás apenas de Messi, com 672. Reprodução: Instagram/@fcbfemeni

La Reina esteve no Barcelona por 14 anos. Durante o período, ela conquistou: 10x Campeonatos Espanhois (Liga F Moeve), 11x Copas da Rainha, 7x Copas da Catalunhã, 6x Supercopas da Espanha e 4x Liga dos Campeões.

Messi passou sete anos a mais na Catalunhã e venceu: 10x Campeonatos Espanhois (La Liga), 7x Copas do Rei, 8x Supercopas da Espanha, 4x Liga dos Campeões, 3x Supercopas da Europa e 3x Mundiais de Clubes.

“Fui e sempre serei uma torcedora, assim como vocês. Por isso, não quero que este seja um momento triste. Este é apenas um capítulo que chega ao fim, mas felizmente, nasci Barça e morrerei Barça... Então, nos veremos novamente. Visca el Barça, agora e para sempre!", trecho da carta nas redes.

Italiano de 19 anos amplia vantagem para 43 pontos na liderança do Mundial após abandono de George Russell
por
Maria Eduarda Jussiani
|
25/05/2026 - 12h

Andrea Kimi Antonelli cruzou a linha de chegada no Circuito Gilles Villeneuve em Montreal, no Canadá, no último domingo (24). O italiano chegou com mais de dez segundos de vantagem sobre Lewis Hamilton e se tornou o primeiro piloto em 76 anos de Fórmula 1 a vencer as quatro primeiras corridas da carreira de forma consecutiva. O resultado, combinado ao abandono de George Russell por quebra de motor, abre uma diferença de 43 pontos entre os dois companheiros da Mercedes na classificação do campeonato: 131 a 88. 

Foto: Antonelli comemorando a vitória no pódio em Montreal – Reprodução/F1 via X
Foto: Antonelli comemorando a vitória no pódio em Montreal – Reprodução/F1 via X

Tensão na Mercedes antes do GP

O domingo em Montreal chegou com ameaça de chuva, o que influenciou diretamente as escolhas de pneus das equipes antes da largada. Na sprint, Russell largou da pole e venceu, mas a corrida ficou marcada pela briga interna da Mercedes na volta 5. Antonelli saiu da pista na curva 1 após Russell não ceder espaço na defesa da posição. O italiano reclamou no rádio, Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, interveio pedindo foco na pilotagem, e o clima entre os dois pilotos ficou visivelmente tenso, algo que ficou nítido no aperto de mão frio que trocaram no final da corrida e na entrevista pós-sprint.

Na classificação para o GP, Russell voltou a largar da pole, com Antonelli em segundo por apenas 68 milésimos e Lando Norris, da McLaren, em terceiro.

McLaren aposta em pneus errados e sai do caminho

A largada entregou uma corrida que começou agitada. Houve duas voltas de aquecimento extras por conta do problema de Arvid Lindblad, piloto da Racing Bulls, que perdeu potência antes da partida. Quando a corrida enfim começou, Lando Norris aproveitou os pneus intermediários da McLaren para tracionar melhor do que todos e foi para a liderança antes da curva 1. A escolha pelos intermediários fazia sentido diante da expectativa de chuva, mas a pista permaneceu seca e a estratégia durou menos de duas voltas: a equipe chamou Norris e Oscar Piastri imediatamente aos boxes e derrubou ambos no pelotão. Piastri ainda bateu em Alexander Albon, da Williams, durante a tentativa de recuperação e precisou trocar o bico, o que encerrou qualquer chance de resultado relevante. Albon abandonou em consequência do toque. 

20 voltas de duelo 

Com a McLaren fora do caminho, Antonelli e Russell assumiram o controle e travaram uma das batalhas mais intensas da temporada. Por mais de 20 voltas, os dois pilotaram em décimos de segundo de diferença. Ambos trocaram o primeiro lugar repetidamente e acumularam erros nas bordas do limite. Na volta 26, Russell não deixou espaço na última curva e o italiano teve que usar a área de escape, devolvendo a posição e reclamando de ter sido empurrado para fora. “Não lembro de uma batalha assim em anos. Talvez no Bahrein, em 2014, com Hamilton e Rosberg”, afirmou Russell em entrevista após a prova. 

Foto: Russel e Antonelli lado a lado na pista durante a disputa pela liderança – Reprodução/F1 via X
Foto: Russel e Antonelli lado a lado na pista durante a disputa pela liderança – Reprodução/F1 via X

Motor para, duelo acaba 

A batalha acabou na volta 30, quando Russell passou reto na curva 8 com o motor parado. O britânico saiu do carro visivelmente irritado. O safety car virtual entrou, abriu a janela de pit stops e Antonelli retornou à pista em primeiro sem maiores complicações. “Ouvi alguns barulhos no carro durante a corrida e, de repente, tudo desligou. Estava adorando a batalha na pista, estava confiante e relaxado”, disse Russell à imprensa após a prova. 

Hamilton supera Verstappen 

Com a pista livre, Antonelli administrou os mais de dez segundos de vantagem sobre Hamilton até o fim. Lewis, que havia largado em quinto e avançado com as saídas à frente, travou sua própria disputa com Max Verstappen nas voltas finais. O heptacampeão chegou a ficar a menos de um segundo do neerlandês e concretizou a ultrapassagem na volta 62, garantindo o segundo lugar. Foi o melhor resultado da Ferrari na temporada. “Especialmente com esses caras sendo tão rápidos, e eu realmente consegui disputar uma corrida com o Max, o que foi ótimo”, disse Hamilton. Verstappen completou o pódio, somando o primeiro top-3 da Red Bull em 2026.

Charles Leclerc, da Ferrari, terminou em quarto, à frente de Isack Hadjar, da Red Bull, que recebeu dez segundos de punição no tempo final por uma fechada em alta velocidade contra o monegasco, mas manteve a posição pela margem acumulada. Franco Colapinto, da Apine, foi sexto, Liam Lawson, da Racing Bulls, sétimo, Pierre Gasly, da Alpine, oitavo, Carlos Sainz, da Williams, nono. Oliver Bearman, da Haas, fechou o top-10. 

E o brasileiro? 

Gabriel Bortoleto cruzou a linha em 13º e saiu de Montreal frustrado. A Audi, equipe do piloto, apostou em pneus intermediários para a largada diante da expectativa de chuva que não se confirmou, e forçou o piloto a fazer uma parada dupla logo no início. “Se tivéssemos largado com pneus de pista seca, basta olhar para os carros que estavam atrás da gente e tinham menos ritmo, mas terminaram na zona de pontos. Então, acredito, sim, que havia potencial”, disse Bortoleto. O piloto evitou criticar a decisão da equipe, mas deixou claro que erros desse tipo precisam ficar para trás. “Sofremos com muitos detalhes neste fim de semana que não podem se repetir em Mônaco.”

A McLaren, que já havia desperdiçado a corrida com a escolha equivocada de pneus, encerrou o dia com Norris abandonando por quebra do motor Mercedes na volta 40, relegando o campeão mundial à 14ª posição antes da saída.

Título nas mãos de Antonelli 

Do lado da Mercedes, o cenário é de domínio técnico e turbulência interna simultâneos. Antonelli somou 25 pontos e agora lidera com 131. Russell, que saiu do Canadá com os 88 pontos conquistados até o sábado, reconheceu a realidade do campeonato. “Agora, o título está nas mãos dele, são muitos pontos de vantagem. Parece que os deuses não querem que eu esteja nessa briga quando olho o momento em que o safety car entrou no Japão, a quebra no Q3 lutando pela pole na China, e a quebra quando estava na liderança aqui hoje. Mas a pressão acabou. Vou à pista, aproveitar cada corrida e tentar vencer.”

No Mundial de Construtores, a Mercedes soma 219 pontos e abre 72 de vantagem sobre a Ferrari, com 147. A McLaren é a terceira, com 106. A Red Bull aparece em quarto, com 57. 

A Fórmula 1 retorna entre os dias 5 e 7 de junho para o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2026.

Na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, líderes empatam e Botafogo volta a vencer após três rodadas
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
|
25/05/2026 - 12h

Nos dias 16 e 17 de maio, os times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro disputaram a 16ª rodada da competição. Partida entre Santos e Coritiba termina com polêmica na substituição. Internacional e Atlético-MG conseguiram boas vitórias.

Internacional 4 X 1 Vasco

No primeiro jogo da rodada, realizado no último sábado (16), Internacional e Vasco se enfrentaram ambos em busca de manter o momento de crescente na tabela. A partida foi no Beira Rio, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS).

O Inter, que vinha de apenas uma derrota na Série A nos últimos nove jogos, junto da classificação na Copa do Brasil contra o Athletic, estava otimista para a partida. Era uma boa oportunidade para subir na tabela, já que, antes do jogo, a equipe de Porto Alegre ocupava a 14ª colocação. Paulo Pezzolano, técnico do Colorado, não conseguiu contar com peças no setor defensivo, como Félix Torres (suspenso), Vitor Gabriel e o volante Paulinho Paula (lesão).

Já o Gigante da Colina, treinado por Renato Gaúcho, faz um campeonato irregular, mostrando bons desempenhos mas não conseguindo ter regularidade nos resultados. O jogo era visto como uma partida difícil, principalmente pelas atuações abaixo da equipe em confrontos fora de casa. Na escalação, Renato tinha uma extensa lista de titulares fora do jogo. O capitão vascaíno Thiago Mendes e Rojas estavam suspensos, Adson e Cuiabano fora por lesão e o centroavante Spinelli ficou no Rio de Janeiro para acompanhar o nascimento da filha. A equipe teve que ir a campo com reservas. Jogadores contestados pela torcida pelo momento ruim como o recém chegado Brenner e o volante Tchê-Tchê eram alguns dos jogadores titulares no Rio Grande do Sul.

Depois do apito inicial, o mandante dominou o jogo durante todo o jogo. Logo aos nove, após um cabeceio, Mercado marcou, mas estava impedido. Aos 20, em uma contra-ataque rápido após um escanteio mal cobrado pela equipe do Vasco, Bernabei lançou para Carbonero carregar a bola e finalizar por cima para abrir o placar. Três minutos depois, em uma péssima saída de bola do Cruzmaltino, o Inter ampliou. Léo Jardim deu um passe longo demais para Robert Renan, que viu Carbonero interceptar e passar para Alerrandro finalizar rasteiro sem chances para o goleiro. O Vasco aparentava estar desligado e sem reações com as ações rápidas do Inter.

A imagem mostra jogadores do Internacional comemorando o gol.
 Após temporada abaixo em 2025, Bernabei volta a ser destaque da equipe gaúcha. Foto: Max Peixoto/Internacional

O jogo foi para o intervalo e, após a volta, seguiu o mesmo roteiro. Aos dez minutos do segundo tempo, outra saída de bola ruim do Vasco, que quase resultou em outro gol do Inter. 

Aos 16, em outro contra-ataque, agora foi a vez de Carbonero servir Bernabei, que finalizou para fazer o 3 a 0. O mesmo Carbonero, dez minutos depois, aproveitou o bom pivô feito por Alerrandro para, de primeira, marcar o quarto gol com a perna esquerda. 

No fim do jogo, no minuto 40, o Vasco conseguiu diminuir o placar com um belo gol de Andrés Gomez após uma bela jogada individual.

Atlético-MG 3 X 1 Mirassol

No mesmo dia e horário, o Atlético-MG recebeu o Mirassol na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG).. O confronto colocava frente a frente duas equipes pressionadas na tabela: o Galo buscava se afastar da parte de baixo após empate contra o Botafogo, enquanto o Mirassol tentava reagir depois de tropeçar em casa na rodada anterior.

Desde os primeiros minutos, o Atlético demonstrou maior intensidade ofensiva ao pressionar a saída de bola e explorar principalmente o lado esquerdo com Renan Lodi. Aos 16 minutos, Alan Minda recebeu na entrada da área, passou pela marcação e bateu cruzado para abrir o placar com um belo gol. 

Após sair na frente, o time mineiro controlou mais a posse e diminuiu o ritmo, enquanto o Mirassol encontrava dificuldades para criar oportunidades claras. Mesmo com pouca produção ofensiva, os visitantes chegaram ao empate aos 39 minutos. Em cobrança de escanteio de Reinaldo, Willian Machado subiu livre dentro da área e cabeceou sem chances para Everson. Tudo igual antes do intervalo.

Na segunda etapa, o Galo voltou mais agressivo e passou a ocupar o campo ofensivo com frequência. Aos 13 minutos, Renan Lodi sofreu pênalti após entrada de Denilson dentro da área. Na cobrança, Maycon bateu firme no meio do gol e recolocou o Galo em vantagem. 

Depois do segundo gol, o time mineiro seguiu pressionando, enquanto o Leão do Interior tentava responder em transições rápidas, mas sem grande eficiência. Aos 36 minutos, veio o golpe final. Willian Machado errou na saída de bola, Mamady Cissé, jovem da base atleticana que promete ser uma grande promessa, aproveitou a falha, avançou livre e finalizou colocado no canto para marcar um belo gol e decretar a vitória atleticana por 3 a 1. 

A imagem mostra o jogador Mamady Cissé comemorando p gol.
Jovem promessa guineana marca seu primeiro gol no profissional. Reprodução: Instagram/@atletico

Com o resultado, o Atlético-MG chegou aos 21 pontos e subiu na tabela, ganhando fôlego na competição. Já o Mirassol permane na zona de rebaixamento, estacionado nos 13 pontos e aumentando a pressão para as próximas rodadas.

Fluminense 2 X 1 São Paulo

Às 19h do último sábado, o Fluminense bateu o São Paulo por 2 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Com o resultado, o Tricolor das Laranjeiras volta ao G4 e o Soberano segue em crise. Os gols da partida foram marcados por John Kennedy e Canobbio, pelo Tricolor das Laranjeiras, e Dória, pelo Soberano. 

Antes da bola rolar, a noite já era de festa no Maracanã, estádio que celebrou uma marca histórica: o jogo de número 2.000 do Fluminense em no palco carioca. Para coroar o momento, a diretoria tricolor realizou a apresentação oficial do atacante Hulk como o grande reforço do clube para a temporada. Com direito a um show de luzes verdes em referência ao super-herói, o craque foi ovacionado pela torcida nas arquibancadas.

Quando o confronto começou, a equipe comandada por Luis Zubeldía fez valer a festa e impôs um ritmo forte. Aos 18 minutos do primeiro tempo, Canobbio fez grande jogada pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro na pequena área. John Kennedy apareceu livre na segunda trave para completar para as redes e abrir o placar.

O domínio do Fluminense seguiu intenso e resultou no segundo gol aos 44 minutos, após falha na saída de bola dos visitantes. O zagueiro Dória errou o passe na intermediária de defesa, e Nonato foi esperto para interceptar. A bola sobrou com Lucho Acosta, que invadiu a área e apenas rolou de lado para Canobbio soltar uma bomba e ampliar a vantagem antes do intervalo.

A imagem mostra jogadores do Fluminense comemorando o gol.
Canobbio chegou a quatro gols na competição. Foto: Marcelo Gonçalves / FFC

No segundo tempo, o São Paulo mudou a postura e partiu para o ataque em busca da reação. Aos 33 minutos, após cobrança de escanteio e um forte abafa na área mandante, Dória apareceu para completar para o fundo do gol, redimindo-se do erro cometido no primeiro tempo e diminuindo o marcador. 

Se encaminhando para os minutos finais, o goleiro Fábio fez uma defesa espetacular à queima-roupa em chute de Danielzinho e, logo na sequência, teve outra grande intervenção em cabeçada de Sabino.

Já nos acréscimos, o Fluminense chegou a balançar as redes com Rodrigo Castillo após assistência de Soteldo, mas o lance acabou anulado pela arbitragem com o auxílio do VAR.

Com o triunfo por 2 a 1, o Fluminense alcançou os 30 pontos e colou na vice-liderança do Brasileirão, igualando a pontuação do Flamengo. Já o São Paulo estacionou nos 24 pontos na quarta colocação e amargou o seu sexto jogo consecutivo sem vitória no campeonato. 

Palmeiras 1 X 1 Cruzeiro

No último jogo de sábado (16), às 19h, Palmeiras e Cruzeiro fizeram um duelo movimentado, marcado por chuva intensa e golaços. Os times empataram em 1 a 1, na Arena Barueri, em Barueri (SP). Arroyo abriu o placar para a Raposa no início da partida, com um belo chute de fora da área. Do outro lado, Felipe Anderson deixou tudo igual em outra finalização de longa distância.

O primeiro tempo começou com o Palmeiras tentando controlar as ações, mas a primeira grande oportunidade foi do Cruzeiro. Aos 10 minutos, Matheus Pereira aproveitou uma saída errada da defesa alviverde e iniciou a jogada que terminou no gol de Arroyo, em chute cruzado da entrada da área. O Palmeiras chegou a ter um pênalti marcado aos 18 minutos, porém a decisão foi corrigida após orientação do assistente, que apontou toque na bola de Jonathan Jesus antes do contato com Flaco López. 

Na sequência, em cobrança de escanteio, Felipe Anderson acertou um belo chute de fora da área para empatar o confronto. Apesar do destaque, o camisa sete deixou o campo aos 43 minutos após sentir dores na coxa durante uma arrancada. 

A imagem mostra os jogadores do Palmeiras comemorando o gol.
Felipe Anderson comemorando seu primeiro gol no Brasileirão. Foto: Cesar Greco/ Palmeiras

Antes disso, o Palmeiras já havia perdido Sosa, que machucou o tornozelo e foi substituído por Maurício. As duas lesões aumentam a preocupação da equipe para o confronto contra o Flamengo, no próximo fim de semana. Depois de um início intenso, a partida ficou mais equilibrada e truncada até o intervalo.

Sob forte chuva, o Cruzeiro voltou melhor para a etapa final e passou a pressionar no campo ofensivo. Aos sete minutos, Kaiki exigiu boa defesa de Carlos Miguel. O Palmeiras respondeu aos 12, com chute cruzado de Arthur para fora. Pouco depois, aos 15, Gustavo Gómez tentou uma bicicleta e obrigou Otávio a fazer grande defesa. 

Com o passar do tempo, o jogo ganhou ritmo acelerado, com chances para os dois lados. Arroyo assustou novamente aos 23 minutos, enquanto Andreas Pereira desperdiçou ótima oportunidade aos 28. 

Na reta final, Paulinho e Arias criaram boas chances para o Palmeiras, enquanto Jonathan Jesus e Kaiki levaram perigo pelo Cruzeiro. Apesar das oportunidades, o placar permaneceu inalterado.

Ambos os times voltam suas atenções para a Conmebol Libertadores: o Verdão encara o Cerro Porteño em casa, na quarta-feira (20), enquanto a Raposa visita o Boca Juniors, na terça-feira (19), na Argentina.

Santos 0 X 3 Coritiba

Às 11h do último domingo (17), o Coritiba superou o Santos por 3 a 0, em duelo realizado na Neo Química Arena, em São Paulo (SP). O grande destaque da primeira etapa foi o atacante Breno Lopes. O jogador balançou as redes duas vezes e ainda sofreu a penalidade máxima que resultou no terceiro gol do Coxa, marcado por Josué.

Além do placar elástico construído antes do intervalo, o confronto ficou marcado por um momento atípico envolvendo Neymar. O domínio do Coritiba começou cedo. Logo nos minutos iniciais, Breno Lopes recebeu um passe em velocidade pela ponta esquerda, avançou livre e inaugurou o marcador diante do goleiro Brazão. 

Pouco depois, aos 20 minutos, após jogada individual de Pedro Rocha, que superou a marcação, Breno Lopes apenas empurrou para o fundo do gol para ampliar a vantagem. O terceiro gol veio no fim da etapa inicial, aos 40, após o próprio Breno ser derrubado dentro da área e Josué converter o pênalti.

A imagem mostra Breno Lopes comemorando.
Breno Lopes tem quatro gols contra o Santos, sendo um deles na final da Libertadores de 2020. Foto: JP Pacheco/Coritiba

O Santos tentou ter uma reação antes do intervalo, mas parou em duas defesas do goleiro Pedro Rangel, sendo uma delas um cabeceio de Neymar.

Na tentativa de mudar o cenário no segundo tempo, o técnico Cuca promoveu as entradas de Gabigol, Barreal e Luan Peres.

Contudo, a estratégia sofreu um revés quando o defensor Luan Peres foi atingido por uma bolada no rosto e chegou a desmaiar no gramado. Embora tenha se recuperado rapidamente, o protocolo médico exigiu sua saída de campo por precaução e ele foi substituído por João Ananias.

Dez minutos depois, ocorreu a confusão. Neymar saiu de campo para ter atendimento médico e acabou sendo substituído erroneamente pela arbitragem.

O mal-entendido ocorreu porque a mesa de arbitragem trocou o número 31, do jogador Escobar, que seria substituído, pelo número 10 de Neymar no painel eletrônico. Apesar da reclamação do jogador e da comissão técnica, a troca foi autorizada e Robinho Jr entrou em campo.

Sob os olhares de Carlo Ancelotti na véspera da convocação da Seleção Brasileira, o camisa dez santista teve uma atuação apagada.

Após as alterações e a saída confusa de Neymar, o ritmo do time paulista caiu drasticamente. Nos minutos finais, a situação se agravou quando Barreal cometeu uma falta dura em Breno Lopes para interromper um contra-ataque e recebeu o cartão vermelho direto. Com um atleta a menos, o Santos confirmou a derrota.

Bahia 1 X 1 Grêmio

Na tarde do último domingo (17), às 16h, Bahia e Grêmio empataram em 1 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA). O time gaúcho abriu o placar e o Tricolor de Aço buscou o empate, mas caiu na tabela.

O primeiro tempo foi morno, mas com chances claras de gol para a equipe baiana. Aos quatro minutos, o centroavante William José desviou de cabeça para o ponta-esquerda Erick Puga, que driblou o goleiro gremista Weverton e finalizou na rede pelo lado de fora. Com 20 minutos, a equipe baiana assustou novamente, após cruzamento de Pulga para William José, que tocou de cabeça para Everton Ribeiro cabecear de primeira em cima de Weverton.

O segundo tempo começou agitado. Logo aos sete, houve um contato entre o goleiro gremista e William José na pequena área, o que causou reclamação entre os jogadores do Bahia por um possível pênalti. O VAR revisou o lance e não marcou. Três minutos depois, o lateral-esquerdo Luciano Juba chutou de longe e a bola lentamente foi no travessão. 

Aos 16, o Grêmio abriu o placar com escanteio cobrado por Pedro Gabriel, que encontrou a cabeça do jovem zagueiro Viery para marcar para o Tricolor Gaúcho. 

A imagem mostra o jogador Viery, do Grêmio, comemorando o gol.
Jovem zagueiro Viery fez seu segundo gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vieryfernandes_

O empate do Bahia veio aos 27, após cruzamento rasteiro de Iago Borduchi, o ponta-direita argentino Sanabria empurrou de primeira para a rede.

Com o resultado, o Bahia chegou a sétima partida consecutiva sem vitórias. A equipe deixou a Arena Fonte Nova sob vaias da torcida. O treinador Rogério Ceni foi o principal alvo das críticas e é apontado como culpado pelos resultados recentes do time. Em sua coletiva de imprensa, Ceni comentou as cobranças dos torcedores ao desempenho da equipe e ao seu trabalho: “Não acho justo abandonar o que ama por ofensa”, disse ao ser questionado a respeito da instabilidade no comando da equipe baiana. Ao final da coletiva, Rogério disse que tem capacidade de reverter a situação e que conta com o respaldo dos atletas.

O Tricolor Gaúcho também não está confortável no Brasileirão, são três jogos seguidos sem vitórias no campeonato. O técnico português Luís Castro foi questionado sobre a escolha da escalação da equipe e justificou suas decisões: “O Campeonato é de muitos jogos. Não é por acaso que no campeonato do mundo de clubes não há jogos de dois em dois dias”. O treinador afirmou que a recuperação dos atletas é afetada pela quantidade de partidas disputadas: “Há jogadores que não conseguem se recuperar em dois dias.”

O Bahia caiu uma posição na tabela do Brasileirão e assumiu o sétimo lugar, com 23 pontos em 15 partidas, ou seja, com um jogo ainda a ser disputado. O Grêmio continuou na parte de baixo da tabela e está na 15ª colocação, próximo à zona de rebaixamento, com 18 pontos conquistados.

Botafogo 3 X 1 Corinthians

Também às 16h, o Botafogo recebeu o Corinthians no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). Com três gols de Arthur Cabral, o time carioca levou a melhor no confronto direto para se afastar da zona de rebaixamento.

O primeiro tempo começou disputado. Ambas equipes buscavam os três pontos. Já nos primeiros minutos, Gustavo Henrique afastou de cabeça e a bola sobrou no pé de Arthur Cabral, que correu para dentro e bateu de esquerda para marcar o primeiro do Fogão.

O Corinthians respondeu com uma cabeçada de Gustavo Henrique, após cobrança de falta de Rodrigo Garro. A bola rebateu na defesa e ia entrando no gol, mas Neto defendeu. Na sequência, aos 11 minutos, Raniele pressionou a saída do Fogão e a bola sobrou para Lingard. O inglês lançou para Garro na entrada da área, que chutou e empatou o jogo. 

No minuto 32, Montoro roubou de Bidon e tocou para Kadir, que distribuiu para Arthur Cabral. O atacante chutou de fora da área e marcou o segundo da equipe, sem chances para o goleiro Hugo Sousa. Oito minutos depois, o Timão respondeu após Matheusinho cruzar na área para Raniele cabecear, mas a bola bateu no travessão. 

No segundo tempo, o Corinthians começou em cima, em busca do empate. Já nos primeiros minutos, Breno Bidon aproveitou sobra da defesa, mas chutou para fora. Aos sete, Garro chutou da entrada da área, mas a bola foi por cima do gol.

Aos 70, Villalba ganhou a disputa com André Ramalho no ataque, tocou para Kauan Toledo cara a cara com Hugo Souza. Kaua exitou e Carillo conseguiu afastar. Contudo, a bola foi no pé de Arthur Cabral que bateu para o gol e fez seu terceiro gol. 

A imagem mostra o jogador Arthur Cabral, do Botafogo, comemorando um dos gols.
Com os gols, Arthur Cabral voltou a marcar após seis jogos de jejum. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Aos 41, Kauan armou contra-ataque, levou para dentro e chutou no gol. Hugo no contrapé afastou para o escanteio. Alex Telles cobrou na cabeça de Barboza, que mandou no centro do gol, porém o goleiro espalmou. A zaga tirou e a bola sobrou no pé de Santi Rodríguez, que chutou de fora da área e acertou a trave direita.

Red Bull Bragantino 2 X 0 Vitória

Mais tarde, às 18h30, Red Bull Bragantino e Vitória chegaram com cenários relativamente parecidos no Brasileirão para o confronto no Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). Com gol de goleiro, Massa Bruta domina o jogo e respira no Brasileirão.

Apesar de estar na sétima colocação do campeonato, o Braga estava somente três pontos acima da zona de rebaixamento e vinha de derrota na Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Mirassol. Enquanto isso, o Rubro-Negro baiano, mesmo estando só a dois pontos da zona da degola, ainda ocupava o décimo lugar na tabela e vinha de uma classificação herórica contra o Flamengo na Copa do Brasil.

Desde o início da partida, o Bragantino teve domínio quase absoluto da bola, mas baseava suas finalizações majoritariamente em chutes de fora da área. Logo aos cinco minutos de jogo, Juninho Capixaba recebeu uma bola pela esquerda e acertou um chute com efeito na trave. Depois, aos 21 minutos, foi a vez de Gustavo Marquês acertar um foguete de longe, que não pegou muita altura e acabou defendido por Lucas Arcanjo.

O Vitória não conseguia reagir e o Braga continou empilhando chances, até que, aos 34 minutos, o time da casa teve um escanteio que acabou em um voleio perigoso de Isidro Pitta defendido com segurança por Lucas Arcanjo. Porém, na mesma cobrança, após checagem do VAR, foi constatado um toque de mão de Zé Vitor após cabeceio de Pedro Henrique dentro da área, o que gerou um pênalti aos 40 minutos para o Massa Bruta. Tiago Volpi foi para a cobrança e converteu ao finalizar no canto sem chances para o goleiro baiano.

A imagem mostra Tiago Volpi e Pitta, ambos do Bragantino, comemorando o gol.
Com o gol, Tiago Volpi chega ao seu segundo gol na temporada e 18° na carreira, se igualando com Tiago Campagnaro como quinto goleiro brasileiro com mais gols na história. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

Com o início do segundo tempo, o Braga abaixou o ritmo e o Rubro-Negro baiano tentou reagir. Logo aos seis minutos, Matheusinho teve uma bola sobrada na ponta da área e acertou um chute que passou perto da trave. Depois, aos dez minutos, em um avanço puxado por Emmanuel Martínez, Renê deu um chute rasteiro, que foi facilmente defendido pelo goleiro.

Mesmo após o susto inicial, o Braga rapidamente retomou o controle do jogo e até chegou com certo perigo com Lucas Barbosa. Primeiro aos 14 minutos, com um chute desviado pela defesa e, depois aos 16, com um toque de cabeça para fora. Ambos não geraram perigo de fato ao gol de Lucas Arcanjo. 

Com isso, mesmo sem produzir muito, quem chegou com mais perigo foi o Vitória. Aos 28 minutos, Renê recebeu um passe na entrada da área e chutou forte e rasteiro, mas no meio do gol, o que facilitou a defesa de Volpi.

Porém, o jogo começou a adotar um clima mais nervoso, principalmente a partir dos 42 minutos, quando Rodriguinho foi derrubado na área por Cacá. Mais um pênalti assinalado para o Massa Bruta. Desta vez, quem foi para a cobrança foi Eduardo Sasha. O camisa nove só marcou um gol em toda a temporada e teve a chance de quebrar o jejum, mas Lucas Arcanjo defendeu. 

O jogo ficou muito mais brigado e com pouquíssimas chances para ambos os lados. O Vitória chegou com perigo nos acréscimos, aos 51 minutos, com um chute de Fabrício para fora. Ele caiu na área, o que gerou uma reclamação de pênalti. 

No contra-ataque do lance, puxado por Fernando pela pela ponta-esquerda, Lucas Barbosa recebeu livre dentro da área e com o gol aberto para fechar a conta do jogo aos 54 minutos. 

Com o resultado, o Bragantino encerrou a sequência negativa dos últimos dois jogos e assumiu a sexta colocação do campeonato, conseguindo se distanciar momentaneamente da zona de rebaixamento. 

Agora o Massa Bruta volta suas atenções para a Sulamericana, tendo a difícil missão de vencer o River Plate no Mâs Monumental, em Buenos Aires, Argentina, para se manter vivo na competição. O jogo será na quarta-feira (20) às 21h30 (horário de Brasília).

Com a derrota, o Vitória mantém a dificuldade em manter uma sequência de resultados positivos, além de se aproximar da zona de rebaixamento, ficando somente a um ponto dela. A equipe agora tenta manter a boa sequência nas eliminatórias da temporada, tendo o jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste contra o ABC de Natal, em casa, na próxima quarta-feira (20), às 21h (horário de Brasília).

Chapecoense 2 X 3 Remo

No mesmo horário, o Remo venceu a Chapecoense por 3 a 2, na Arena Condá, em Chapecó (SC). O confronto foi marcado por muitas mudanças no placar e emoção até os minutos finais. A partida terminou com um gol contra decisivo nos acréscimos, que garantiu mais três pontos para a equipe paraense. 

A imagem mostra Yago Pikachu, do Remo, comemorando o gol.
Yago Pikachu marcou seu segundo gol nesta edição do Brasileirão. Foto: Raul Martins/ Remo

A Chapecoense começou melhor a partida, mas sofreu o gol na primeira etapa. Aos 16 minutos, Yago Pikachu aproveitou uma bola lançada na área e a falha da defesa adversária para abrir o placar. Jogando diante da torcida, o time catarinense teve mais posse de bola e criou as principais oportunidades do começo do confronto, ao explorar principalmente as jogadas pelos lados do campo. Pouco depois, aos 24 minutos, a Chape chegou ao empate após jogada pela lateral do campo que resultou no gol de Neto Pessoa.

Com um minuto do segundo tempo, a equipe mandante virou a partida em outra jogada pela lateral. Dessa vez, o gol foi de Rafael Carvalheira. Mesmo em desvantagem, o Remo conseguiu equilibrar as ações e passou a levar perigo em transições rápidas. A equipe paraense aumentou a intensidade ofensiva após o intervalo.

Três minutos depois, a equipe visitante empatou novamente o confronto após a zaga da Chapecoense falhar e a bola sobrar para Jajá Silva marcar. O Verdão do Oeste tentou administrar a vantagem e controlar o ritmo da partida, mas voltou a sofrer com dificuldades defensivas nos minutos finais. 

O Leão Azul não diminuiu o ritmo e pressionou principalmente por meio de bolas levantadas na área. A insistência da equipe visitante foi recompensada nos acréscimos, quando um cruzamento gerou confusão dentro da área, que terminou em gol contra de Bruno Leonardo. O tento decretou a virada do clube paraense. 

A derrota aumentou a pressão sobre a Chapecoense, que segue enfrentando dificuldades para encontrar regularidade na competição. A equipe voltou a apresentar problemas defensivos em momentos decisivos da partida e desperdiçou a oportunidade de pontuar em casa. 

Já o Remo vive momento de recuperação no Campeonato Brasileiro. A equipe ampliou sua sequência positiva e ganhou confiança após conquistar mais uma vitória importante fora de casa. O resultado fortalece a luta do clube para se afastar das últimas posições da tabela e mostra evolução principalmente no setor ofensivo, que voltou a ser decisivo em momentos importantes da partida. 

Athletico-PR 1 X 1 Flamengo

No último jogo da rodada, realizado às 19h30 do último domingo (17), Athletico Paranaense e Flamengo se enfrentaram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR) . Sob olhares de Ancelotti, Stiven Mendoza e Pedro marcaram os gols da partida.

O time paranaense entrou em campo depois de uma classificação sofrida na Copa do Brasil contra o Atlético-GO. O confronto foi decidido nos pênaltis, já que não houve gols durante os 180 minutos. O Furacão teve 100% de aproveitamento nas cobranças e conseguiu eliminar o adversário mesmo fora de  casa. 

Já o Flamengo veio de uma eliminação na Copa do Brasil para o Vitória. O time carioca teve a chance de se redimir com a própria torcida, porém deixou escapar. 

A imagem mostra o mosaico da torcida do Athletico-PR em homenagem aos jogadores do clube que jogaram pela Seleção Brasileira.
Inspirado na convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, torcida atleticana recepcionou seus jogadores homenageando jogadores marcantes do clube que já representaram o país. Reprodução: Instagram/ @athleticoparanaense

A partida começou agitada. Logo aos 10 minutos de partida, o time da casa abriu o placar. O gol surgiu de um lançamento do goleiro Santos e da briga de Viveros com o zagueiro rubro-negro carioca. A bola ficou com o Athletico-PR que atacou pelo lado direito, e Mendoza finalizou e contou com o desvio em Léo Ortiz, que surpreendeu Rossi. O goleiro argentino desatento, falhou no lance.

O time visitante tentou ensaiar uma pressão após tomar o gol, mas sem eficiência, e o Athletico que teve a chance de ampliar o placar. Aos 27 minutos, uma cabeçada de Arthur Dias passou com perigo. O resto do primeiro tempo se manteve sem perigo para os dois lados.

Na segunda etapa da partida, o Flamengo, atrás do placar, tomou conta das ações do jogo, mas assim como o rival, estava em um dia pouco inspirado e não conseguiu produzir tanto.

Aos 33 minutos, o time curitibano teve uma boa chance. Viveros escapou da linha alta defensiva flamenguista e saiu cara a cara com Rossi e finalizou rasteiro cruzado, porém o argentino defendeu com o pé. No rebote a bola ficou com o colombiano que foi barrado pelo goleiro novamente e na terceira tentativa o atacante finalizou por cobertura, mas o travessão impediu o gol do Athletico.

Apenas três minutos depois, Felipinho arriscou um chute de muito longe, mas novamente o travessão impediu o segundo gol atleticano. O meia quase marcou um gol antológico na Arena da Baixada. O futebol costuma castigar quem perde grandes chances e no ataque seguinte, depois de um grande lançamento de Léo Pereira, Bruno Henrique serviu Pedro para empatar a partida. 

O atacante do Mengão se tornou o artilheiro do Brasileirão com nove gols em 15 jogos. Já são 16 gols na temporada em 26 partidas disputadas. Do outro lado estava o segundo artilheiro do campeonato, Viveros, que passou em branco e deixou Pedro abrir vantagem na disputa.

Aos 46 minutos, Viveros dominou a bola e foi derrubado por Danilo perto da área, o que impediu uma jogada promissora do Athletico-PR. Essa infração rendeu o segundo cartão amarelo para o defensor, consequentemente foi mandado para o vestiário mais cedo. O CAP ainda tentou se aproveitar do homem a mais que tinha em campo, mas não tinha tempo suficiente e a partida acabou empatada.

O resultado não foi bom para nenhum dos lados. O Athletico deixou escapar a chance de subir na tabela e se manteve em quinto lugar com 24 pontos, mesma pontuação do São Paulo que perdeu na rodada. Já o Flamengo não conseguiu se aproximar do líder Palmeiras, e terminou a rodada com 31 pontos. O time carioca ainda tem um jogo a menos que os outros times na competição e pode diminuir a vantagem para o Alviverde para um pontos em caso de vitória. 

O Flamengo volta ao Rio de Janeiro para enfrentar o Estudiantes de La Plata, na quarta-feira (20) pela Libertadores. A partida será no Maracanã, às 21h30 (horário de Brasília).

Próxima rodada

Sábado (23)

Vitória X Internacional, no Barradão, em Salvador (BA), às 17h00 (horário de Brasília);

São Paulo X Botafogo, no Morumbi, em São Paulo (SP), às 17h (horário de Brasília);

Mirassol X Fluminense, no Maião, em Mirassol (SP), às 19h (horário de Brasília);

Grêmio X Santos, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h (horário de Brasília);

Flamengo X Palmeiras, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (24)

Cruzeiro X Chapecoense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Remo X Athletico-PR, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Corinthians X Atlético-MG, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Vasco X Red Bull Bragantino, no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Segunda-feira (25)

Coritiba X Bahia, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), às 20h (horário de Brasília).

Após alegar ameaças de torcedores, zagueiro optou pela saída do Tricolor paulista
por
Gabriel Thomé
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25/05/2026 - 12h

 

Na última quinta-feira (21), o São Paulo anunciou a rescisão do contrato do zagueiro Matheus Dória, de 31 anos. A decisão partiu do jogador, que alegou ter sofrido ameaças pessoais, após o empate contra o Millonarios, da Colômbia, pela Copa Sul-Americana de 2026. Problemas de saúde na família também colaboraram para o encerramento do vínculo, segundo o jogador.

Dória vinha de dificuldades consecutivas no São Paulo. Pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Fluminense, o zagueiro falhou no segundo gol da equipe carioca ao entregar a bola nos pés do meio-campista Nonato. Apesar de marcar o “gol de honra” do time paulista, o defensor foi duramente criticado por sua atuação na partida.

No jogo seguinte, contra o Millonarios (COL), Dória voltou a falhar. O jogo acabou empatado, por 1 a 1, após o zagueiro “espichar” a bola para cima e gerar um contra-ataque para o adversário que terminou em gol. Nos minutos finais do jogo, ele contou com a sorte após cometer um pênalti não convertido pelo atacante Rodrigo Contreras.

Nas redes sociais, o Tricolor anunciou a rescisão do atleta: “O São Paulo Futebol Clube comunica a rescisão contratual com o zagueiro Dória. O jogador, que iniciou sua segunda passagem no começo desta temporada, tinha vínculo com o Tricolor até o final de 2027. Na reapresentação do elenco após o duelo contra o Millonarios-COL, na tarde de quarta-feira (20), no SuperCT, o defensor procurou a Diretoria de Futebol e solicitou o seu desligamento do clube motivado por questões pessoais”.

O zagueiro, também pelas mídias sociais, confirmou o encerramento do vínculo com o tricolor: “Algumas coisas vão além do futebol. Hoje encerro meu ciclo no São Paulo. Foi uma decisão muito pessoal, tomada junto da minha família. Preciso de um tempo pra cuidar de questões pessoais. Minha gratidão ao clube pelo suporte e compreensão. Desejo muito sucesso ao São Paulo”.

Esta foi a segunda passagem do defensor pelo clube. Na primeira, em 2015, ele veio por empréstimo do Marseille, da França, com 18 jogos e 2 gols. Em 2026, após longas passagens por equipes mexicanas, voltou ao Soberano e atuou por 11 partidas antes da rescisão.

Passagem de Dória pelo Santos Laguna de 2018 até 2024. Reprodução Instagram/ @clubsantos
Passagem de Dória pelo Santos Laguna de 2018 até 2024. Reprodução Instagram/ @clubsantos

 

O São Paulo vem sofrendo baixas defensivas desde o afastamento indisciplinar do zagueiro Robert Arboleda e a lesão de Rafael Tolói. Agora, com a rescisão de Dória, o Tricolor deve buscar reforços defensivos na janela de transferências do meio do ano.