Após vencer a Noruega por 2 a 1 no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos, a Inglaterra está nas semifinais da Copa do Mundo. Em partida disputada no sábado (11), a equipe comandada por Thomas Tuchel teve um confronto equilibrado contra os noruegueses e decidido pela eficiência do ataque inglês. Jude Bellingham foi o destaque da partida ao marcar os dois gols da vitória, garantindo a classificação da seleção inglesa, que agora enfrentará a Argentina por uma vaga na grande final do torneio.
A Inglaterra impôs seu ritmo e controlou a posse de bola no começo, a fim de explorar as laterais com velocidade e movimentação ofensiva. Apesar do domínio inglês, a Noruega mostrou organização defensiva e conseguiu equilibrar o confronto, apostando em transições rápidas para surpreender o adversário.
A primeira grande oportunidade foi da Inglaterra, quando Jude Bellingham encontrou Harry Kane dentro da área, mas o atacante parou na defesa do goleiro norueguês Ørjan Nyland. Aos 36 minutos, a Noruega reagiu e abriu o placar com um belo chute pela esquerda do atacante Andreas Schjelderup.
Pouco depois, a pressão inglesa surtiu efeito. Bellingham aproveitou um cruzamento preciso e finalizou para abrir o placar, colocando os ingleses em vantagem antes do intervalo. A Noruega ainda tentou reagir nos minutos finais da etapa inicial, mas encontrou dificuldades para furar a defesa comandada por John Stones.
O fim da primeira etapa trouxe um possível apagão da Noruega após o gol de empate, mas o segundo tempo começou e o volume de jogo norueguês aumentou. A marcação do técnico Solbakken alternava entre um 4-5-1 com linhas baixas, e um 4-3-3 de alta pressão, que confundiu o time inglês e capacitou a posse dos Vikings.
Após algumas chances do time nórdico, aos nove minutos da segunda etapa o segundo gol saiu, mas foi anulado. Em um escanteio, Ødegaard cruzou no centro da área, e após desvio a bola sobrou para finalização de Patrick Berg, que foi defendida por Pickford, mas resultou em uma finalização limpa do zagueiro Heggem, que ampliou o placar. Posteriormente o lance foi revisado e revertido, por conta de uma falta antes da cobrança na disputa entre Haaland e Eliot Anderson.
O segundo tempo seguiu no mesmo tom, as maiores chances vieram do ataque noruegues, que não conseguiu ampliar. A Noruega foi capaz de carregar a bola ao ataque e achar espaço para finalização diversas vezes, porém, a mistura de uma grande partida de Pickford e uma infelicidade na hora dos arremates mantiveram o 1 a 1 no placar. Apenas no final da segunda metade a Inglaterra conseguiu boas chances, principalmente após a entrada de Bukayo Saka pelo lado direito. Mesmo assim, os 90 minutos acabaram em empate, portanto, mais uma prorrogação no mata-mata da Copa do Mundo de 2026.
Logo aos três minutos do tempo extra, Bellingham apareceu novamente e virou a partida para a seleção inglesa. Morgan Rogers arriscou de fora, o goleiro Nyland espalmou para a área e o camisa 10 da Inglaterra finalizou para o gol. Com um primeiro tempo de prorrogação dominante dos ingleses, o segundo tempo norueguês precisava ser mais efetivo para buscar a classificação. A primeira grande surpresa foi a saída de Erling Haaland que, embora tivesse feito uma partida abaixo do seu padrão, é o fator de decisão do time, o que resultou em revolta e confusão por parte da torcida nórdica.
A segunda metade do tempo extra parecia um replay da primeira. A seleção inglesa estava impondo seu jogo e era mais ativa na partida. As duas primeiras chances perigosas da etapa final foram da Inglaterra, novamente originadas dos jogadores que entraram no final do tempo regular.
Aos 109 minutos Bukayo Saka conseguiu uma finalização de perigo na meta da Noruega, em jogada individual pelo lado direito do campo, após se livrar de dois marcadores com um drible. Logo em sequência a seleção norueguesa falhou na reposição de bola, o que resultou em visão clara para a finalização de Djed Spence. O chute foi forte e no canto do gol, e em grande defesa, Nyland espalmou a bola para o lado direito da área, caindo novamente nos pés de Saka, que finalizou, mas foi impedido mais uma vez pelo paredão norueguês.
O tempo passou e a Noruega não conseguia criar a oportunidade de empate, encarando poucas chances claras de finalização. Enquanto a Inglaterra aceitou defender até o apito final para não se arriscar e garantir a classificação.
O jogo terminou aos 122 minutos, 2 a 1 para o time inglês. Em mais uma partida brilhante de Jude Bellingham, os ingleses foram superiores quando mais precisavam e garantiram a vitória. A classificação da Inglaterra significou a segunda semifinal nas últimas três copas, e trouxe esperança para o torcedor que aguarda um título mundial há 60 anos, desde 1966 quando a Inglaterra ganhou sua primeira, e única, Copa do Mundo. Agora, os ingleses enfrentam a Argentina, na próxima quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília).
Já a Noruega se despede do mundial com um gosto amargo, mas com muitos motivos para se orgulhar. O time levou a potência inglesa à prorrogação e esteve muito próximo da classificação, mas a falta de eficiência no ataque e uma partida apagada de suas estrelas foi o suficiente para o time não alcançar sua meta. Mesmo assim, a Copa dos Vikings foi histórica. Foi a primeira campanha dominante do país: os Vikings venceram grandes times como Senegal e Costa do Marfim, eliminou o gigante Brasil e mostrou para o mundo que a jovem geração norueguesa tem muito talento e potencial para se tornar um time ainda mais perigoso no futuro.
No último sábado (11), Argentina e Suíça se enfrentaram pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 no Arrowhead Stadium, em Kansas City, nos Estados Unidos. Em uma partida equilibrada, a equipe de Lionel Scaloni venceu os suíços por 3 a 1, na prorrogação, após um empate disputado no tempo regulamentar, garantindo novamente a presença da Albiceleste na semifinal do torneio, desta vez contra a Inglaterra.
No primeiro tempo, a Argentina começou a partida impondo seu ritmo e controlando a posse de bola nos primeiros minutos. Com troca de passes rápidas e movimentação constante no setor ofensivo, os argentinos pressionaram a defesa suíça e criaram as primeiras oportunidades, enquanto os europeus apostavam nas transições em velocidade para tentar surpreender. Porém a insistência da Albiceleste foi recompensada aos dez minutos: após cobrança de escanteio de Lionel Messi, a bola chegou em Mac Allister, que apareceu na área e cabeceou firme para abrir o placar.
Mesmo em desvantagem, a Suíça não se abateu e passou a buscar mais o ataque. A equipe aumentou a intensidade na marcação, aproveitou alguns espaços deixados pela Argentina e levou perigo em investidas pelas laterais, exigindo atenção do sistema defensivo argentino. Apesar da reação suíça, a defesa da Albiceleste conseguiu neutralizar as principais tentativas da equipe Rossocrociati. Nos minutos finais da primeira etapa, a partida ficou mais equilibrada, com as duas seleções alternando momentos de posse de bola. A Argentina manteve a vantagem construída com o gol de Mac Allister e administrou o resultado até o intervalo, encerrando os primeiros 45 minutos por 1 a 0.
Na segunda etapa, a Suíça, atrás do placar, conseguiu reagir e realizar uma pressão com muita posse de bola. Aos 22 minutos, em uma tabela entre Dan Ndoye e Ricardo Rodríguez pelo lado esquerdo, os europeus empataram o jogo.
O clima da partida, que agora parecia favorável aos suíços, mudou rapidamente quando Breel Embolo simulou uma falta e após consulta ao VAR, o atacante suíço recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso aos 27 minutos, deixando sua equipe com um jogador a menos justamente no melhor momento da partida.
Logo após, a Suíça se estabeleceu em uma formação de 5-3-1 para se defender e a Argentina buscou explorar essa fragilidade com mudanças. Scaloni optou por trocar um lateral e colocar um jogador mais ofensivo em campo, então Nicolás González entrou no lugar de Nicolás Tagliafico. Já no fim do jogo, Lautaro Martínez substituiu Rodrigo De Paul, enquanto Gonzalo Montiel entrou na vaga de Nahuel Molina.
Com superioridade numérica, a Argentina pressionou e empilhou chances para desempatar o jogo. A principal delas foi uma tentativa de cobertura de Messi sobre o goleiro, além de um voleio de Lisandro Martínez, aos 54 minutos do segundo tempo, que parou nas mãos de Gregor Kobel.
A Suíça conseguiu segurar o empate até a prorrogação, praticamente apenas se defendendo e já sem forças para atacar. Na segunda etapa do tempo adicional, Flaco López, que entrou durante a prorrogação, puxou a marcação para a esquerda e abriu espaço na entrada da área para Julián Álvarez, que recebeu do camisa 21 e finalizou no ângulo de Kobel para desempatar o jogo aos cinco minutos da prorrogação.
A Suíça ainda tentou pressionar após o gol sofrido, mas sofreu um contra-ataque puxado por Lautaro Martínez, que tocou para Thiago Almada. O meia conduziu a bola, mas seu chute foi defendido e, no rebote, Martínez matou o jogo e sacramentou a classificação da Argentina.
Agora, os argentinos seguem sonhando com o bicampeonato e enfrentarão a Inglaterra na semifinal, na próxima quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
A Argentina venceu o Egito por 3 a 2, na última terça-feira (7), no estádio de Atlanta, na Geórgia, no sudeste dos Estados Unidos. Em uma partida muito disputada, os Faraós conseguiram dominar nos primeiros minutos e marcaram dois gols, mas a virada veio na segunda etapa com uma liderança forte de Messi. Com o resultado, o time sul-americano avança para as quartas de final, e os egípcios se despedem do Mundial após uma campanha histórica.
Antes mesmo dos primeiros minutos de jogo, o Egito mostrou que a Argentina teria dificuldades para seguir na luta pelo bicampeonato mundial. Logo no início da partida, Yasser Ibrahim aproveitou um cruzamento pela direita, venceu Lisandro Martínez pelo alto e cabeceou no contrapé de Emiliano "Dibu" Martínez para abrir o placar.
Depois do gol, o grande destaque da primeira etapa passou a ser o goleiro Mostafa Shoubir. O arqueiro egípcio protagonizou uma sequência de defesas decisivas e segurou a vantagem da equipe até o intervalo.
Aos 19 minutos, Messi teve a chance de empatar em cobrança de pênalti, mas parou em Shoubir. Na sequência, o camisa 23 ainda fez uma defesa à queima-roupa em cabeçada de Alexis Mac Allister e voltou a aparecer em finalização de Julián Álvarez, após boa jogada de Nicolás Tagliafico pela esquerda.
Nem mesmo na cobrança de falta de Messi que explodiu na barreira o goleiro precisou intervir. Ao perceber que a bola não encontraria o caminho das redes, Shoubir apenas acompanhou o lance, encerrando uma atuação impecável no primeiro tempo.
Na segunda etapa, atrás do placar, a Argentina realizou uma pressão intensa sobre o Egito, que se defendia praticamente em um 6-3-1. Mostafa Ziko e Haissem Hassan ajudavam na parte defensiva, formando um bloco bem compacto que anulava o jogo entre linhas, uma das principais características da seleção argentina.
Com a defesa da Argentina mais exposta, os Faraós apostaram em transições rápidas. Aos 12 minutos, Hassan fez bela jogada pela ponta, que terminou no gol de Ziko. No entanto, após checagem do VAR, o lance foi anulado por falta de Marwan Attia em Lisandro Martínez na origem da jogada.
Dez minutos depois, o mesmo cenário se repetiu. O Egito conseguiu sair bem em contra-ataque, aproveitando a defesa argentina correndo para trás, e Hassan fez outra bela jogada para encontrar Ziko no meio da área e marcar o segundo gol, desta vez sem anulação.
Atrás do placar e sem conseguir infiltrar entre as linhas, a Argentina passou a usar mais a amplitude para construir seus ataques. Os laterais Nahuel Molina e Nicolás González, que substituiu Nicolás Tagliafico, ficavam bem abertos para atrair a marcação egípcia e abrir espaços na defesa.
Sem muitos espaços por dentro, a Argentina procurou cruzamentos para levar perigo, principalmente nas bolas levantadas às costas da defesa, quando a linha defensiva egípcia se adiantava. Aos 79 minutos, Lionel Messi recebeu pela ponta direita, trouxe para dentro e cruzou na cabeça de Cristian Romero, que atacou as costas dos zagueiros e diminuiu o placar. Foi mais um gol do zagueiro argentino no mata-mata desta Copa do Mundo.
A pressão argentina aumentou e o Egito ficou abalado emocionalmente. Quatro minutos depois, em um lance parecido, Messi cruzou, Lautaro conseguiu desviar para a pequena área e Montiel ajeitou para o camisa 10 acertar um forte chute e empatar uma partida que parecia perdida.
O Egito tentou reagir e teve uma boa oportunidade em um contra-ataque com Omar Marmoush, mas foi precisamente interceptado por Leandro Paredes. Em seguida, dentro da área, houve um contato entre Mac Allister e Marmoush, mas o árbitro não marcou falta, o que gerou muita reclamação por parte dos egípcios.
Na sequência, Mohamed Salah partiu para cima da marcação, mas foi desarmado por Julián Álvarez, que acionou Lautaro Martínez em velocidade. O camisa 22 conduziu até a entrada da área e encontrou o volante Enzo Fernández com um belo cruzamento para virar a partida e classificar a Argentina para a próxima fase.
Com o gol de empate, Lionel Messi chegou ao oitavo gol nesta Copa do Mundo e superou a marca da campanha do título de 2022, quando balançou as redes sete vezes.
Eliminado nas oitavas de final, o Egito encerrou sua melhor campanha em Mundiais. Já a Argentina segue na briga pelo bicampeonato consecutivo e enfrenta a Suíça, no sábado (11), às 22h, em Kansas City, pelas quartas de finais.
Na última segunda-feira (07), Estados Unidos e Bélgica se enfrentaram em jogo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O confronto aconteceu no Seattle Stadium, em Seattle, Estados Unidos. Os belgas superaram o extra-campo e golearam os donos da casa por 4 a 1.
A partida teve polêmica antes mesmo do apito inicial. Folarin Balogun, atacante e artilheiro dos Estados Unidos, foi expulso na fase anterior contra a Bósnia. No entanto, após um pedido do presidente Donald Trump, a FIFA decidiu anular a suspensão automática de um jogo do atleta, o que o deixou disponível para as oitavas de final. Além disso, houve declarações ofensivas de Trump a respeito do árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou Balogun.
Os estadunidenses repetiram a escalação do confronto anterior, já do lado belga, algumas mudanças surgiram. Rudi Garcia fez as alterações que ajudaram a equipe na virada histórica contra Senegal, mas dessa vez, na equipe titular. Doku deu vaga a Lukébakio e Raskin entrou na de Kevin de Bruyne. Além disso, no setor defensivo, Ngoy ocupou o lugar de Theate e Onana voltou a titularidade com a saída de Vanaken.
Dentro de campo a história foi diferente. O domínio belga foi instaurado desde o minuto inicial. Não demorou para De Ketelaere, atacante que estava devendo um bom desempenho no torneio, abrir o placar. Após a zaga adversária se atrapalhar, Raskin recuperou e bateu cruzado para o camisa 17 completar para o fundo das redes. Bélgica na frente com menos de dez minutos de partida.
Mesmo com vantagem no placar, os Red Devils seguiram jogando de maneira incisiva, sem dar espaço aos donos da casa. Porém, aos 31 minutos, Tillman empatou a partida com uma cobrança de falta direta no gol. O camisa 17 contou com desvio na barreira para matar o goleiro Thibaut Courtois.
Entretanto, não deu nem tempo dos Estados Unidos se organizarem, pois, dois minutos depois do gol, De Ketelaere colocou os belgas na frente novamente. Dessa vez, o atacante completou de cabeça, após levantamento de Leandro Trossard.
Os donos da casa voltaram do intervalo nervosos. Sem conseguir reagir, o time passou a cometer falhas na saída de bola. Em uma delas, o goleiro Freese tentou sair jogando fora do gol, entregou a posse nos pés de Hans Vanaken e viu o meia ampliar para 3 a 1. O lance praticamente liquidou a classificação belga.
Nos minutos finais, os Estados Unidos até tentaram diminuir a diferença, mas encontraram dificuldades para superar a defesa adversária. Já nos acréscimos, Romelu Lukaku aproveitou um contra-ataque em velocidade, invadiu a área e bateu cruzado para fechar a goleada por 4 a 1. Na comemoração do gol, por conta da polêmica pré-jogo, os belgas provocaram Donald Trump e fizeram uma dança que é caricata do presidente.
Com o resultado, a Bélgica eliminou os norte-americanos e avançou às quartas de final da Copa do Mundo, fase em que enfrentará a Espanha em um dos confrontos mais aguardados da próxima fase. O jogo será no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília).
Com gol nos acréscimos, a Espanha superou Portugal na última segunda-feira (06), nas oitavas de final da Copa do Mundo, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. O resultado de 1 a 0 eliminou os lusitanos e encerrou a história de Cristiano Ronaldo em mundiais.
O primeiro tempo foi equilibrado entre as duas equipes, e a primeira chance de gol veio aos sete minutos. O artilheiro espanhol Oyarzabal recebeu passe de primeira de Dani Olmo e saiu cara a cara com o goleiro Diogo Costa, mas chutou para fora.
Quatro minutos depois, Cristiano recebeu bola enfiada de Bruno Fernandes na direita da área espanhola. O camisa sete fintou o zagueiro Laporte, mas chutou em cima de Unai Simón, que espalmou para fora.
A atuação consistente dos guarda-redes foi o destaque da primeira metade. Aos 15, no primeiro lance de Lamine Yamal na partida, Diogo Costa fez duas boas defesas. Na primeira, o goleiro espalmou o chute do craque pela direita. A bola caiu no pé de Baena, que chutou de longe, mas, de mão trocada, o lusitano desviou para fora.
No lado espanhol, Simón também impediu que Portugal abrisse o marcador aos 35 com duas defesa em sequência. João Félix, em sua melhor partida no torneio, após cruzamento de Pedro Neto, cabeceou para defesa do arqueiro. Na sequência, o goleiro segurou rebote de Ronaldo, que havia desviado com a ponta do pé.
Sem conseguir furar as defesa, ambas as equipes levaram o 0 a 0 para o intervalo.
Nos primeiros quinze minutos do segundo tempo, as duas seleções tentaram criar jogadas por ligação direta, cruzamentos e principalmente por contra-ataques. Porém os lances não tiveram sequência ou foram desperdiçados.
Aos nove minutos, Portugal perdeu um de seus principais jogadores. O lateral Nuno Mendes, que fez uma ótima primeira etapa, foi substituído por Nélson Semedo, após sentir uma lesão muscular.
A primeira oportunidade do período final foi dos portugueses, aos 13 minutos. João Neves passou para João Félix que cruzou para Cristiano Ronaldo. O atacante tentou um voleio, porém a finalização saiu fraca e Unai Simón agarrou com tranquilidade.
Depois disso, a Espanha construiu duas boas oportunidades. Aos 19 minutos, Alex Baena tentou um cruzamento, porém foi interceptado. A defesa de Portugal tentou sair jogando, mas, após um passe errado, a bola sobrou para Baena. O atacante finalizou, mas parou em Diogo Costa.
Depois da saída de Nuno Mendes, Lamine Yamal ganhou mais duelos pela lateral com seus dribles e arrancadas. Aos 25 minutos, após sofrer falta de Semedo, Yamal a cobrou direto no gol. O goleiro português deu um toque e mandou para escanteio.
Diogo Costa foi essencial para manter o 0 a 0. O guarda-redes afastou vários cruzamentos e foi muito seguro dentro da área. No entanto, não conseguiu defender o único gol da partida.
Luis De La Fuente foi preciso ao substituir Baena e Dani Olmo por Ferran Torre e Mikel Merino. Aos 45 minutos, Rodri cobrou uma falta rápido e passou para Fabián Ruiz, que devolveu para o volante. O jogador do Manchester City deu um passe rápido para Torres tocar para Merino, que chutou rasteiro no canto esquerdo do gol e abriu o placar para La Furia.
Nos acréscimos, Portugal tomou o controle do jogo e começou a pressionar a Espanha. Aos 51 minutos, Francisco Conceição cruzou para Bernardo Silva, que cabeceou para fora e desperdiçou a melhor chance dos lusitanos na partida. A Seleção das Quinas tentou, mas não mudou o placar.
A vitória de La Furia quebrou uma sequência negativa. Nas últimas duas edições da Copa, a Espanha não passou das oitavas de final. Já a eliminação de Portugal marca a provável última Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo, que tem 41 anos. Neste mundial, o ídolo português chegou a 11 gols em Copas e se tornou o maior artilheiro da seleção lusitana na competição, ao passar Eusébio, que fez nove gols.
A Espanha volta aos gramados para enfrentar a Bélgica, no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília).