Faltam oito corridas para o fim do campeonato, e a equipe alemã já abriu uma vantagem que muda o equilíbrio de forças da categoria
por
Nicole Keller Lekitsch
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06/10/2026 - 12h

 

A temporada 2026 da Fórmula 1 chega à reta final com um cenário que dificilmente alguém previa há um ano. A Mercedes lidera com folga tanto o Mundial de Pilotos quanto o de Construtores, enquanto a Red Bull, dona de boa parte dos títulos recentes da categoria, atravessa seu início de temporada mais difícil desde que Max Verstappen chegou à equipe.

Depois do GP do Azerbaijão, disputado em Baku, a Mercedes já soma 538 pontos no Mundial de Construtores, contra 378 da Ferrari e 306 da McLaren. A Red Bull aparece só em quarto lugar, com 263 pontos, uma diferença de 275 pontos para a líder. É um número quase impensável para uma equipe que venceu seis títulos de construtores e oito de pilotos nas últimas duas décadas.

No Mundial de Pilotos, o domínio também é da Mercedes. O jovem Kimi Antonelli lidera com 302 pontos, 66 à frente do companheiro de equipe George Russell, que soma 236. Lewis Hamilton, agora na Ferrari, é o terceiro colocado, com 199 pontos, seguido por Lando Norris, da McLaren, com 186. Max Verstappen, tetracampeão mundial e o maior símbolo da era de domínio austríaca, ocupa apenas a sexta posição, com 163 pontos. É a pior colocação dele nesta altura do campeonato em muitos anos.

Por que a Red Bull perdeu terreno

A queda de rendimento da Red Bull tem tudo a ver com a reformulação técnica que a Fórmula 1 adotou em 2026: um novo regulamento de motores híbridos, aerodinâmica e gestão de energia que obrigou todas as equipes a praticamente recomeçar seus projetos do zero. Para a Red Bull, a mudança veio junto com outro grande desafio. Pela primeira vez, a equipe deixou de comprar motores de outros fabricantes, como fazia com a Honda, e passou a desenvolver sua própria unidade de potência, em parceria com a Ford.

O início foi turbulento. Verstappen abandonou o GP da China por uma falha no sistema de resfriamento ligado à recuperação de energia. Seu companheiro de equipe, Isack Hadjar, também não completou a corrida de abertura, na Austrália, por problemas no motor. Ao longo da temporada, porém, a própria imprensa especializada passou a apontar que o motor não foi o único vilão: o chassi da equipe também virou uma fonte recorrente de dificuldades de condução.

Mesmo antes de a temporada começar, a Red Bull já sinalizava cautela. Laurent Mekies, chefe da equipe, admitiu que seria “ingênuo” esperar competitividade imediata em um projeto de motor construído do zero. Depois de um fim de semana especialmente difícil, o próprio Verstappen resumiu bem o momento: “este nunca seria um ano fácil”.

Lewis Hamilton, ainda na Mercedes, divide o pódio com Max Verstappen e Daniel Ricciardo, então dupla da Red Bull; em 2026, a equipe alemã lidera os dois campeonatos com folga, e a rival austríaca é apenas a quarta entre os construtores (Foto: Instagram/@f1)
Lewis Hamilton, ainda na Mercedes, divide o pódio com Max Verstappen e Daniel Ricciardo, então dupla da Red Bull; em 2026, a equipe alemã lidera os dois campeonatos com folga, e a rival austríaca é apenas a quarta entre os construtores (Foto: Instagram/@f1)

 

O que ainda está em jogo

Apesar da distância no topo da tabela, o campeonato ainda está longe de decidido matematicamente. Restam 208 pontos disponíveis no Mundial de Pilotos e 359 no de Construtores, o suficiente para mexer não só na briga pelo título, mas também nas posições intermediárias do grid, especialmente entre Ferrari, McLaren e Red Bull na disputa pelo segundo lugar geral.

A partir de agora, o calendário entra na fase mais intensa do ano, com etapas na Ásia, nas Américas e no Oriente Médio:

•        Bahrein: a próxima etapa, transferida para Sepang, na Malásia, por causa da instabilidade no Oriente Médio, com corrida neste domingo, 04/10;

•        Singapura: corrida noturna nas ruas de Marina Bay, em formato sprint, em outubro;

•        Estados Unidos: em Austin, no Circuit of the Americas, um dos traçados mais técnicos do calendário;

•        México: no Autódromo Hermanos Rodríguez, com sua icônica curva estádio;

•        Brasil: em Interlagos, com o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto no grid, em uma das etapas mais aguardadas pela torcida local;

•        Las Vegas: etapa noturna disputada nas ruas da cidade, uma das adições mais recentes ao calendário;

•        Catar: em Lusail, com realização confirmada. Apesar da instabilidade no Oriente Médio, a F1 manteve a etapa no calendário, com Ímola como alternativa caso seja preciso substituí-la;

•        Abu Dhabi: prevista para fechar o campeonato em dezembro, em Yas Marina, também foi mantida no calendário.

 

Para o público brasileiro, o destaque natural da reta final é o GP de São Paulo, em Interlagos. Gabriel Bortoleto chega à temporada de estreia somando pontos e ganhando experiência ao longo do campeonato. A expectativa é que a corrida em casa, com o apoio da torcida, seja uma boa chance para o piloto mostrar evolução em um ano historicamente difícil para estreantes, ainda mais em meio a um regulamento técnico completamente novo para todo o grid.

Com a Mercedes construindo uma vantagem consistente e a Red Bull tentando reverter seu pior início de temporada em anos, as próximas oito corridas devem definir não só o campeão de 2026, mas também o novo equilíbrio de forças de uma Fórmula 1 que, com o regulamento reformulado, parece ter embaralhado, ao menos por ora, a hierarquia que vigorou na primeira metade da década.

 

O craque deixou a seleção durante a Data Fifa após declarações do treinador Jorge Jesus
por
Gabriel Thomé
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05/10/2026 - 12h

 

Na tarde da última quarta-feira (30), Cristiano Ronaldo abandonou a delegação da seleção portuguesa em meio aos compromissos pela UEFA Nations League.  A decisão partiu de declarações do treinador Jorge Jesus sobre a não utilização do atacante na vitória por 2 a 1 contra a Noruega, na segunda rodada da competição. 

A protocolar coletiva de imprensa realizada depois da partida causou turbulências ao vestiário da seleção portuguesa.  No início, Jesus limitou os questionamentos sobre Cristiano para dois: “uma pergunta é pouco, três é demais. Só deixo fazer duas perguntas sobre o Ronaldo. Não respondo a mais. Porque o Ronaldo não é o principal tema de eu estar aqui”.

O treinador, então, revelou um combinado que havia feito com Cristiano, em que o atacante seria escalado como titular nas duas primeiras partidas da Nations League, contra o País de Gales e a Noruega, respectivamente. Jesus afirmou ter mudado de ideia e Cristiano não foi, sequer, sacado do banco de reservas.

Ao decorrer da coletiva, Jorge Jesus fez questão de descartar qualquer rixa interna com Ronaldo. Ao mesmo tempo, pontuou que a decisão final era exclusivamente sua, mesmo que a escolha não agradasse algum jogador ou presidente. De acordo com ele, a autoridade máxima dentro da equipe passa exclusivamente pelo treinador.

Mesmo com o limite estipulado de duas perguntas, um terceiro repórter abordou o tema Cristiano Ronaldo. Na resposta, Jesus subiu o tom de voz e se mostrou convicto da decisão: “Se eu precisar de você por 30 minutos, você vai jogar. Se não precisar, não vai jogar. E como eu vi o jogo à minha maneira, não entrou. Porque não é o Cristiano, e nunca vai haver jogador nenhum, que vá mudar as minhas ideias como treinador... Nunca! Nem ele nem ninguém no futebol”.

Na quarta-feira (30), Cristiano Ronaldo não participou do treino com a seleção portuguesa. Horas depois da ausência, o craque, via Instagram, noticiou ao público que havia deixado a delegação e fez questão de citar a coletiva do treinador Jorge Jesus: “Após a conferência de imprensa do técnico Nacional, e  seguido de uma conversa com o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tomei a decisão de deixar o estágio da Seleção Nacional. Com o tempo, direi a verdade a todos os Portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei. Agora é tempo de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipe, sem exceção.”

A publicação de Cristiano Ronaldo no Instagram já conta com mais de 18 milhões de curtidas. Reprodução/Instagram: @cristiano
A publicação de Cristiano Ronaldo no Instagram já conta com mais de 18 milhões de curtidas. Reprodução/Instagram: @cristiano

 

 

No dia seguinte, quinta-feira (1), a seleção portuguesa venceu a Dinamarca por 4 a 2. Na coletiva, o mister foi bombardeado de questões sobre a situação envolvendo Cristiano Ronaldo. Quando perguntado sobre um possível arrependimento, Jesus seguiu com a mesma postura convicta: “Eu continuo pensando da mesma maneira. Há jogadores substituíveis. Para mim, isso é claro como a água”. Jesus também fez questão de reafirmar que as regras são as mesmas para todos os jogadores, sem exceção. 

O substituto de Cristiano Ronaldo foi o atacante Gonçalo Ramos, do Milan. Ramos entrou na vaga do camisa sete contra a Noruega e marcou o gol da vitória. Contra a Dinamarca o centroavante foi novamente destaque, com um gol e uma assistência. Questionado após o fim da partida, o ex-atacante do PSG se mostrou contente com o desempenho da equipe: “O mais importante é a vitória. Todos nós temos muita qualidade, o mister tem muitas opções para escolher. Mas claro que estou feliz por firmar a minha posição no grupo”.

A camisa sete foi utilizada por Rafael Leão na vitória contra a Dinamarca. O atacante foi questionado sobre a situação envolvendo Jesus e Ronaldo. Tentando desviar do assunto, Leão valorizou o caráter do antigo dono da camisa sete: “Isso é um assunto que não nos diz respeito. Mostramos que somos um grande grupo. Ele, em casa, com certeza está feliz pela vitória. Como companheiro de equipe, sei como ele é”.

Até o momento, Jorge Jesus segue como treinador da seleção portuguesa. Em três partidas, o mister conquistou três vitórias.

 

A medida estabelece 15 dias para remoção de qualquer ligação da marca com o clube
por
Maria Mielli
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02/10/2026 - 12h

Na última quinta-feira (1), a Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional do Tatuapé determinou a suspensão imediata do contrato de patrocínio entre o Sport Club Corinthians Paulista e a plataforma online de conteúdo adulto Fatal Fans.

A liminar estabelece o prazo de 15 dias para retirada ou cobertura da marca nos uniformes, espaços esportivos, canais digitais do clube e outras áreas. A decisão também determina a adoção de mecanismos eficazes de verificação de idade para restringir o acesso de crianças e adolescentes aos conteúdos do site patrocinador. 

Em nota, o órgão destaca que a publicidade da plataforma alcança, de maneira significativa, o público infanto-juvenil, colocando em risco a dignidade, integridade emocional, e desenvolvimento sadio de crianças e adolescentes. 

A ação foi protocolada pelo Ministério Público de São Paulo e tramita sob segredo de justiça, por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

“Eu concordo com a vara da infância. Tem que poupar e preservar as crianças. O Corinthians como qualquer outro clube grande, televisão, novela, a própria escola tem que se preocupar sim com aquilo que tá sendo transmitido para as crianças, porque elas são como esponja”, declarou a pedagoga e coordenadora pedagógica do Centro de Educação Infantil Carmen Diva Martins, Fabiana David, em entrevista a AGEMT. 

Fabiana comparou essa decisão com a recente medida provisória tomada pelo Governo Federal de proibição das Bets. “O exemplo das Bets mesmo patrocinando os clubes ou induzindo ao público adulto e olha onde isso chegou. Então, por mais que a gente entenda que o adulto tenha mais consciência, muitas vidas se perderam, muita coisa aconteceu, enfim, só para exemplificar, imagina as crianças expostas a isso ”, finalizou.

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Coordenadora pedagógica Fabiana. Foto: Arquivo Pessoal

 

Em julho deste ano, o Corinthians anunciou o patrocínio da empresa Fatal Fans, com acordo válido até dezembro de 2027 e possível extensão até o fim de 2028. A parceria previa o pagamento de R$22 milhões ao clube até o final do contrato. O comunicado foi seguido de um vídeo estrelado por atletas de diferentes modalidades poliesportivas. Na legenda, o Timão afirmou que o patrocínio é o maior da história já destinado às práticas multidesportivas.

Atualmente, o emblema da marca está presente nos uniformes das equipes masculinas de futebol, basquete e futsal. Já no futebol feminino, o patrocínio se faz visível somente em ações de conscientização. 

O clube, em fevereiro deste ano, firmou um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar os débitos fiscais pendentes no valor de R$1,2 bilhão. Essa dívida foi acumulada durante duas décadas devido a impostos federais não pagos, contribuições previdenciárias atrasadas e débitos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O contrato diminuiu o valor pendente para R$679 milhões. Contudo, o Corinthians soma quatro parcelas não pagas, três delas atrasadas e uma do mês de setembro. 

O Corinthians, no decorrer desta semana, recebeu uma proposta de R$120 milhões da empresa que atua como plataforma de anúncios de acompanhantes de luxo, Fatal Model (do mesmo grupo da Fatal Fans), para assumir o título de patrocinador máster. A empresa assumiria o lugar da Esportes da Sorte após proibição das casas de apostas. 

Eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores, e  com a perda dos dois principais patrocínios, o clube vive uma situação financeira delicada em 2026. A dívida atual do clube, somando o acordo com PGFN, o financiamento da Neo Química Arena e débitos pendentes com empresários e jogadores, gira em torno de R$2,8 bilhões.  

Comissão Independente da Premier League apontou irregularidades nas contas do clube entre 2009 e 2018
por
Guilherme Romero
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01/10/2026 - 12h

 

Na última terça-feira (29), o Manchester City foi considerado culpado por uma Comissão Independente por violações graves das regras financeiras da Premier League cometidas ao longo de nove temporadas, entre 2009/10 e 2017/18. A decisão encerrou uma investigação que começou oficialmente com as 115 acusações apresentadas pela liga em fevereiro de 2023. O clube inglês contestou as conclusões e anunciou que pretende recorrer no prazo até o dia 2 de outubro.

As acusações contra o Manchester City são: informações financeiras incorretas, descumprimento das regras de sustentabilidade financeira e dos regulamentos da UEFA e falta de cooperação com a investigação. A Premier League alega que o clube não apresentou corretamente determinadas receitas, despesas e pagamentos durante o período investigado.

Segundo a Comissão, o City utilizou contratos considerados fictícios ou que não representavam os acordos reais com parceiros comerciais. A decisão apontou que isso permitiu ao clube apresentar receitas comerciais maiores e custos menores do que os efetivamente existentes. De acordo com a decisão divulgada pela Premier League, os patrocinadores registraram cerca de £949,94 milhões em receitas comerciais entre 2009/10 e 2017/18, enquanto aproximadamente £830,69 milhões desse valor foram financiados pelo Abu Dhabi United Group, ligado ao dono do clube inglês Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan.

As regras financeiras do futebol europeu e inglês limitam desequilíbrios econômicos entre os clubes e impedem que equipes apresentem informações financeiras incorretas ou gastem acima dos limites estabelecidos. No caso do Manchester City, a Comissão concluiu que, caso os acordos fossem registrados corretamente, o clube teria ultrapassado de forma significativa determinados limites financeiros da Premier League e da UEFA.

Posicionamento do Manchester City após a acusação.
Posicionamento do Manchester City após a acusação. Foto: Reprodução/Instagram/@tntsports

 

Após a decisão da Comissão Independente, o Manchester City contestou e afirmou estar “desapontado e surpreso” com o resultado. Em comunicado oficial nas redes sociais, o clube declarou que se considera inocente das acusações e que possui evidências para sustentar sua posição. O City também confirmou que pretende recorrer da decisão e alegou que o parecer contém erros relevantes de direitos e princípios. O clube ainda destacou que o processo da Premier League não está totalmente encerrado e que continuará a utilizar os meios legais e regulatórios disponíveis para defender sua posição. 

As possíveis punições ao Manchester City ainda não foram definidas e serão analisadas em uma audiência separada pela Comissão Independente. De acordo com as regras da Premier League, o clube pode ser multado, perder pontos, ter suspensões de partidas, pagar compensações a outros clubes ou até ser rebaixado, entre outras sanções previstas. A decisão sobre a punição ocorrerá após a definição das violações, e o time inglês também terá direito de recorrer do resultado.

Tricolor vira sobre o Corinthians e abre vantagem na finalíssima
por
Enrico Peres
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30/09/2026 - 12h

 

No último domingo (11), o São Paulo derrotou o Corinthians no jogo de ida da final do Campeonato Brasileiro Feminino, na casa do arquirrival alvinegro. Essa foi a primeira vez que o time do Corinthians perdeu uma partida jogando na Neo Química Arena, estádio que a equipe leva os grandes jogos. 

 

O Corinthians, que chegou em sua décima final consecutiva de Brasileiro A1 após triunfar sobre o Bahia por 1x0, também na Arena, vive uma temporada de reconstrução. Comandadas por Emily Lima, primeira mulher a assumir o cargo técnico no clube, as Brabas tentam manter a hegemonia nacional e internacional no cenário do esporte feminino. Porém, o ano de 2026 do Timão é de altos e baixos, sofreu o revés na final da Supercopa para o Palmeiras nos pênaltis e uma eliminação precoce na Copa do Brasil, mas seguiu vivo no Campeonato Paulista e chegou na final do Campeonato Brasileiro.

 

Já no lado das Soberanas, o São Paulo garantiu a vaga para a decisão após golear o Flamengo por 4 a 1 no placar agregado, e vive a melhor fase da história recente do time, ao acabar a fase de grupos do campeonato em primeiro lugar e chegar na final de forma invicta. 

 

No início do jogo, o Corinthians dominou o jogo com uma postura bastante ofensiva, aproveitaram  os mais de 20 mil torcedores na casa corintiana, com duas finalizações na meta são-paulina nos primeiros seis minutos da partida. Essa pressão refletiu no placar quando, aos nove minutos, Vic Albuquerque no lado direito fez um levantamento para Gabi Zanotti cabecear no canto e abrir o placar para o Timão.

 

Após o gol, o time da casa manteve a posse das ações ofensivas, apostaram em transições rápidas, mas, assim que conseguiram começar a aplicar seu modelo de jogo, o São Paulo reagiu. Em outro cruzamento, aos 20 desta vez, de Duda Serrana, que viu Giovana Crivelari se antecipar da marcação e empatar a partida. Depois do gol tricolor, o jogo ficou truncado, muito trabalhado no meio-campo e sem grandes chances para ambas. Isso se manteve até o início do segundo tempo, mesmo com a entrada de Johnson no lado do Corinthians. 

 

Entretanto, aos 10, quem teve a chance de ficar a frente no placar foi o Tricolor Paulista, com uma sobra da defesa da goleira Nicole no chute de Karla Alves, mão por rebote foi desperdiçado por Aline, que finalizou em cima da goleira alvinegra. Quando a dinâmica do jogo parecia se manter a mesma, o tricolor teve mais uma chance, agora numa falha da zaga corintiana, que deu a bola para Isa, com o corredor livre, virar a partida.

 

Atleta da base tricolor, Isa marcou o gol do alívio são-paulino. Foto: Rubens Chiri/@saopaulofc_fem
Atleta da base tricolor, Isa marcou o gol do alívio são-paulino. Foto: Rubens Chiri / @saopaulofc_fem

 

O Corinthians ainda tentou um abafa no final, apostaram ainda mais no jogo aéreo, mas sem criar grandes chances, viu o rival sair com um resultado gigantesco. Além de ser em uma partida de final, foi a primeira vez que o Corinthians perdeu um jogo na Neo Química Arena, depois de 32 jogos de invencibilidade, com impressionantes 30 vitórias. Não foi a primeira vez que as soberanas saíram vitoriosas jogando como visitantes no Majestoso em 2026, com um triunfo em maio válido pelo Campeonato Paulista, no Parque São Jorge. O resultado também mostra o começo de trabalho inconsistente de Emily Lima, com o jogo no domingo sendo a oitava derrota da equipe no ano.

 

Agora, o São Paulo precisa apenas de um empate para sagrar-se campeão do Brasileiro Feminino A1. A partida de volta acontece no sábado (03), às 16:30 no estádio do Morumbis.
 

Seleção brasileira jogou mal e desapontou no primeiro jogo do novo ciclo
por
Leonardo Mattos
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28/09/2026 - 12h

Nesta sexta-feira (25), em partida amistosa, o Brasil empatou com a Austrália em 1 a 1. O duelo aconteceu no Queensland Country Bank Stadium, localizado na cidade de Townsville, no estado de Queensland, na Austrália, e foi o primeiro de dois amistosos entre as seleções. O jogo também foi o primeiro dos dois países após a Copa do Mundo. 

Em relação ao Mundial, o Brasil contou com a volta de Estêvão, recuperado de lesão que o deixou de fora do torneio, e as estreias de Vitor Reis e Matheuzinho como titulares. Já a Austrália manteve boa parte da base, mas convocou sete estreantes. 

Foi somente a segunda vez que os Socceroos marcaram contra a Seleção. A primeira ocorreu na decisão de terceiro lugar da Copa das Confederações de 2001, na Coreia do Sul, em partida que terminou com vitória australiana pelo placar de 1 a 0.

O jogo

Quem tomou as rédeas da partida no início foi a Austrália, visto que o Brasil não foi capaz de controlar o jogo e sofreu com a pressão na saída de bola. Os Socceroos levaram perigo já aos dois minutos, com Metcalfe, que chutou por cima após bola roubada no campo de defesa brasileiro, e com Irankunda, aos seis minutos, em bonito chute de fora da área que obrigou Hugo a trabalhar.

Somente aos 16 minutos, o Brasil recuperou a posse de bola e começou a tentar algo, mas ainda sem levar perigo.

Endrick sofreu com a forte marcação australiana. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Endrick sofreu com a forte marcação australiana. Foto: Reprodução/Instagram/rafaelribeirorio

A Seleção criou sua primeira chance apenas aos 22 minutos, quando o volante Danilo enfiou excelente bola para Raphinha, que cabeceou, mas não conseguiu tirar do goleiro.  

Aos 37 minutos, Vini Jr. arrancou bem e achou Raphinha. O atacante do Barcelona chutou, a bola desviou em Herrington e saiu perigosamente para escanteio. 

Próximo do final da primeira etapa, a Austrália chegou perto do gol em dois escanteios. No primeiro, Irankunda cruzou para Circarti, que não aproveitou a saída ruim de Hugo Souza do seu próprio gol e perdeu a chance de marcar. No segundo, Metcalfe cruzou e o goleiro brasileiro não saiu. A bola viajou por toda a linha de defesa do Brasil, e Circati, mais uma vez, não aproveitou a chance.

Após os sustos, a seleção brasileira marcou com Estêvão aos 45 minutos. No entanto, o árbitro Ryo Tanimoto anulou o gol por falta de Bruno Guimarães em Souttar na origem do lance.

No início do segundo tempo, a Canarinho empilhou chances, mas parou no gigante zagueiro Souttar, de 1,98m, e no goleiro Beach. Aos 18 minutos, Raphinha recebeu de Vini Jr. cara a cara e perdeu a melhor chance do Brasil no jogo até então.

Aos 21 minutos, Vitor Reis errou na saída de bola e obrigou Douglas Luiz, que entrou minutos antes no lugar de Bruno Guimarães, a parar a jogada australiana com falta. Na cobrança, Irankunda acertou um lindo chute à la Cristiano Ronaldo e abriu o placar para os Socceroos.

No desespero, Carlo Ancelotti promoveu as entradas de Jair, Mauro Júnior e Rayan, que se juntaram a Pedro e Samuel Lino que entraram dez minutos antes.

Com os donos da casa muito fechados em uma formação com cinco zagueiros, a Canarinho pouco criou. Foi somente aos 49 minutos do segundo tempo que o Brasil chegou ao empate, quando Raphinha cobrou escanteio na cabeça de Rayan, que finalizou para o gol e empatou o jogo.

Rayan marcou seu segundo gol com a camisa da Seleção. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Rayan marcou seu segundo gol com a camisa da Seleção. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A partida expôs uma seleção brasileira pobre em ideias, que não foi capaz de controlar o meio de campo e “suou sangue” para empatar com a Austrália. 

As seleções voltam a se encontrar na próxima terça-feira (29), às 7h (horário de Brasília). A partida também ocorrerá na Austrália, desta vez no Accor Stadium, em Sydney.

Times defendem a manutenção do mercado regulado e alertam para possíveis impactos financeiros no futebol brasileiro diante de novas medidas.
por
Miguel Alcantara
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24/09/2026 - 12h

Os 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro aderiram, nos últimos dias, a um manifesto em defesa da manutenção do mercado regulado no Brasil. O posicionamento ocorre diante da possibilidade de o Governo Federal adotar novas restrições para empresas do setor, incluindo uma eventual Medida Provisória para proibir os chamados cassinos online.

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Flamengo aparece entre os clubes da Série A que se posicionam contra restrições ao setor de apostas esportivas no Brasil. Foto: Reprodução/instagram @flamengo

O manifesto, intitulado “O Fim do Futebol Brasileiro”, defende que o modelo regulamentado seja mantido e que eventuais problemas sejam enfrentados por meio de fiscalização, prevenção, educação e mecanismos de proteção aos consumidores. Os clubes afirmam que uma mudança abrupta na legislação poderia afetar contratos de patrocínio, investimentos e o planejamento financeiro das equipes.

A mobilização começou com clubes como Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Palmeiras, São Paulo, Santos e Cruzeiro. Na sequência, também aderiram ao documento Corinthians, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Bahia, Vitória, Coritiba, Red Bull Bragantino, Athletico-PR, Remo, Mirassol e Chapecoense, completando os 20 participantes da elite nacional.

No documento, as equipes argumentam que as empresas autorizadas se tornaram uma das principais fontes de receita do futebol brasileiro. Atualmente, parte significativa dos clubes possui contratos de patrocínio com companhias do segmento, principalmente para exposição nas camisas e em propriedades comerciais.

Além dos acordos comerciais, os clubes apontam possíveis impactos sobre outras receitas, como publicidade nos estádios e investimentos relacionados às competições. As equipes também afirmam que uma redução repentina dos recursos poderia afetar categorias de base, futebol feminino, centros de treinamento e outras estruturas mantidas pelos times.

Outro argumento apresentado no manifesto é o risco de crescimento das plataformas clandestinas. Os clubes defendem que a regulamentação permite ao Estado fiscalizar as empresas autorizadas, cobrar impostos e estabelecer mecanismos de proteção ao consumidor. Para as equipes, uma eventual proibição poderia levar parte dos usuários para serviços ilegais.

Apesar da mobilização dos clubes da Série A, o tema não é consenso dentro do futebol brasileiro. O Cuiabá, atualmente na Série B, afirmou nesta segunda-feira (21) que mantém posição contrária aos patrocínios de empresas do segmento. O presidente do clube, Cristiano Dresch, reafirmou ao GE que a equipe não apoia esse tipo de parceria.

A discussão ocorre enquanto o Governo Federal avalia mudanças nas regras que regulamentam o setor. Uma das possibilidades em análise é uma Medida Provisória voltada aos jogos virtuais de cassino, como o chamado “Jogo do Tigrinho”. Essas modalidades foram incluídas na regulamentação das apostas de quota fixa, mas a proposta em discussão busca restringir especificamente esse tipo de jogo. Com isso, as apostas esportivas, utilizadas pelos clubes em contratos de patrocínio, podem não ser diretamente proibidas pela medida.

Os clubes defendem que qualquer alteração seja feita de forma gradual e com participação das entidades esportivas. No manifesto, as equipes afirmam estar dispostas a colaborar com o governo e com o Congresso na criação de mecanismos de fiscalização, educação e conscientização sobre os riscos envolvidos.

A discussão coloca em debate os impactos sociais das apostas e a dependência financeira que parte do futebol brasileiro desenvolveu em relação ao setor nos últimos anos. Enquanto o governo avalia novas medidas de controle, os clubes buscam preservar o atual modelo regulado e os contratos firmados sob a legislação vigente.

 

Com contrato válido até o final de 2026, o treinador tem a difícil missão de livrar o Colorado do rebaixamento
por
Gabriel Thomé
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24/09/2026 - 12h

 

Na última quarta-feira (23), o Internacional anunciou a contratação do treinador Eduardo Baptista, que vem para substituir Paulo Pezzolano. Baptista terá contrato válido até o final da temporada, com a difícil missão de salvar o Colorado, no momento em 18º lugar, do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. 

A carreira de Eduardo Baptista como treinador começou em 2014, no Sport. Por lá, conquistou a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano. Ele tem outras duas taças na carreira, sendo elas a série D do Campeonato Brasileiro de 2020 com o Mirassol e a Copa Verde de 2021 com o remo.

Esse será o primeiro trabalho do técnico no clube gaúcho. Para assumir o Internacional, Baptista rompeu seu vínculo com o Criciúma, equipe que comandou desde de maio de 2025. No Tigre, em 75 partidas, conquistou 35 vitórias, 20 empates e 20 derrotas, aproveitamento de 55,5%. Via Instagram, o diretor de futebol do Criciúma, Éder Citadin, publicou um storie criticando a saída do treinador no meio da temporada: “Resultados passam, vitórias e derrotas fazem parte do jogo, mas caráter, lealdade e respeito deveriam estar acima de qualquer interesse. A profissão passa, os cargos mudam, mas o ser humano e suas atitudes ficam para sempre.”

Baptista não treina uma equipe da elite do futebol brasileiro desde 2022, quando, por seis partidas, assumiu o Atlético Goianiense. Após ser demitido do Dragão, o treinador comandou por 105 jogos o Novorizontino. 

Eduardo Baptista teve o quarto trabalho mais longevo do Brasil na história recente do futebol, após dois anos e cinco meses no comando do Novorizontino. Reprodução: Instagram/ @oficialnovorizontino
Eduardo Baptista teve o quarto trabalho mais longevo do Brasil na história recente do futebol, após dois anos e cinco meses no comando do Novorizontino. Reprodução: Instagram/ @oficialnovorizontino

 

O treinador comandou seu primeiro treino à frente da equipe gaúcha na tarde de quarta-feira. Ele terá aproximadamente duas semanas de preparação para enfrentar o Corinthians, dia 7 de outubro, no Beira Rio.

Pelos recentes trabalhos em equipes de divisões inferiores, Eduardo Baptista não tem total apoio da torcida colorada. Na publicação de anúncio do treinador, diversos comentários criticam a decisão do presidente Alessandro Barcellos. 

Baptista chega para substituir Paulo Pezzolano. O treinador uruguaio comandou o Internacional entre dezembro de 2025 e setembro de 2026. Em 46 jogos, Pezzolano teve 47,8% de aproveitamento, com 18 vitórias, 12 empates e 16 derrotas. 

A demissão do uruguaio se deu pela eliminação colorada na Copa do Brasil e o ruim desempenho no Campeonato Brasilero. Na Copa, o Inter caiu para o Grêmio nas quartas de final em um agregado de 3 a 1 para o Imortal. No Brasileirão, o Colorado venceu uma partida nos últimos dez jogos e está afundado na 18ª posição com 28 pontos.

Na rodada, o Flamengo manteve a liderança, o Vasco venceu a primeira como visitante, e o Atlético-MG quebrou a invencibilidade do Fluminense
por
Gabriel Gianini
Gabriel Thomé
Gabriela Thier
Gustavo Tonini
João Bueno Barbosa
Maria Luiza de Abreu
Marih Araujo
Leonardo Mattos
Liliane Gomes
Rafaella Lalo
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15/09/2026 - 12h

A 27º rodada do Campeonato Braisleiro foi disputada nos dias 11, 12, 13 e 14. Nos confrontos, o Flamengo venceu o time reserva do Corinthians e segue na ponta da tabela. Logo atrás, vem o Palmeiras que venceu o clássico contra o São Paulo. A rodada também teve um empate no clássico Athetiba, vitória de virada do Vasco sobre o Grêmio em Porto Alegre, e do Santos sobre o Cruzeiro.

Coritiba 3X3 Athletico-PR

No jogo isolado da última sexta-feira (11), Coritiba e Athletico-PR, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR). Mesmo em desvantagem no placar e com um jogador a menos, o Coxa arrancou um empate heroico ao marcar duas vezes nos acréscimos da partida.

Logo nos primeiros minutos, o Athletico teve uma grande oportunidade. Após um bate-rebate dentro da área, Viveros finalizou, mas Jacy evitou o gol em cima da linha. Na sequência, Esquivel cobrou uma falta, e Luiz Gustavo, de cabeça, abriu o placar para o Furacão.

Aos 29, o Rubro-Negro ampliou. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Arthur Dias, que ajeitou e finalizou para marcar o segundo gol da equipe.

Já aos 46 minutos do primeiro tempo, Breno Lopes foi expulso, após colocar a mão na boca. A Lei Vinícius Júnior foi acionada pelo VAR. O lance seguiu com a falta que havia sido marcada, depois que João Cruz acertou Josué na cabeça. Tiago Cóser cobrou a falta e acertou a trave, a bola voltou para ele, que aproveitou o rebote para diminuir o placar para o Coritiba.

No segundo tempo, aos 17, o Furacão teve um pênalti marcado, após Aguirre ser derrubado dentro da área por Thiago Santos. Viveros assumiu a cobrança e converteu para fazer o 3 a 1 do Furacão.

Quando a partida parecia definida, o Coritiba reagiu. Já na reta final, aos 45 minutos, Josué cobrou um escanteio e encontrou Rodrigo Moledo, que marcou de cabeça.

Nos 52 minutos, o Coxa voltou a pressionar. Em mais uma cobrança de bola parada, Josué levantou a bola na área, novamente na direção de Moledo, que marcou seu segundo gol na partida e garantiu o empate heroico no clássico Atletiba.

A imagem mostra Moledo, do Coritiba, comemorando o gol.
O herói do Coxa, Moledo, chegou a três gols no campeonato. Foto: JP Pacheco/Coritiba

Atlético-MG 3X1 Fluminense

Já no último sábado (12), às 16h, em partida de quatro gols, o Atlético-MG venceu o Fluminense na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG). A partida foi marcada por erros defensivos e gols bonitos. O confronto terminou 3 a 1 para o time de Minas, que alcançou 26 pontos e colou em seu rival local na classificação do campeonato.

Os primeiros 45 minutos foram de quase gols, mas sem conversão para nenhum dos dois lados. O primeiro tempo iniciou com domínio do Fluminense, que conseguiu manter a posse de bola e criar boas chances ofensivas pelas laterais. O clube carioca emplacou uma bola na trave e, dentre oportunidades perigosas, fez o goleiro atleticano trabalhar ainda no começo da partida.

Conforme a segunda etapa se aproximava, o protagonismo da partida se inverteu para o Atlético-MG. O Galo passou a controlar a posse e, em jogadas de trocas de passes na frente da grande área, conseguiu boas finalizações no alvo Fluminense, mas sem sucesso nas tentativas.

O segundo tempo começou e não demorou muito tempo para o clube mineiro tirar o zero a zero do placar. No minuto 15, em um cochilo da defesa Tricolor, Fred achou Cuello dentro da grande área que, com um belo corte, clareou o lance e passou para Reinier finalizar de primeira no ângulo esquerdo do goleiro atleticano. O golaço colocou o Galo na frente.

Já no lance seguinte, a defesa do Fluminense fez uma lambança e deu um presente, que gerou o segundo gol do Atlético. Na saída de bola após o primeiro gol, o clube mineiro pressionou a posse do Tricolor, que foi obrigado a recuar para o Freytes. O zagueiro tentou driblar a marcação alta, mas perdeu a bola e deixou Cuello na cara do gol, que não desperdiçou e fez o segundo do Alvinegro mineiro. 

Os minutos seguintes permaneceram sob domínio do Galo. O time seguiu com pressão alta na marcação e teve boas oportunidades de finalização. No minuto 36, em um escanteio, Gustavo Scarpa cruzou a bola na pequena área e achou Vitão, que cabeceou com perigo em cima de Fábio. Após grande defesa do goleiro do Fluminense, a bola sobrou nos pés de Vitão. O zagueiro atleticano marcou a queima roupa o terceiro gol do Galo.

A imagem mostra Fabio, do Fluminense, em primeiro plano desfocado, olhando para jogadores do Atlético-MG comemorando o gol.
Elenco do Atlético comemorando o primeiro gol de Vitão no Campeonato Brasileiro. Foto: Reprodução/ Instagram/@atletico

Mesmo com o placar quase certo, o Fluminense conseguiu emplacar boas oportunidades no final da partida. No último minuto do jogo, Serna tocou de cabeça para Castillo. Ele se livrou do último homem de marcação, saiu cara a cara com Gabriel Delfim, driblou o goleiro e marcou um lindo gol de honra para o Tricolor.

O jogo terminou 3 a 1. O resultado ruim encerrou o período de oito jogos de invencibilidade em todas as competições do Fluminense, e fez o time perder a oportunidade de ultrapassar o Athletico-PR e subir para terceiro colocado no campeonato.

Por outro lado, a vitória retomou a boa fase do Atlético-MG. O clube ultrapassou o Coritiba e subiu para sétimo na classificação geral. O Galo busca vaga direta na Libertadores.

Grêmio 1X2 Vasco

Também às 16h, Grêmio e Vasco se enfrentaram na Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS). De virada, o Cruzmaltino venceu por 2 a 1, chegou aos 28 pontos e terminou a rodada na 17ª colocação, dentro da zona de rebaixamento. O Tricolor Gaúcho, também com 28 pontos, ficou na 15ª posição. 

O primeiro tempo teve chance para os dois lados e terminou com vantagem do Grêmio. Aos 10 minutos, Adson recebeu a bola, puxou para o meio e chutou para fora. Aos 17, o atacante recebeu cruzamento de Robert Renan e cabeceou, mas a bola também saiu. 

O Grêmio respondeu quando Léo Jardim saiu jogando errado e entregou a bola nos pés de Tetê, que tentou finalizar para o gol vazio, mas mandou para fora. Aos 39 minutos, Paulo Henrique perdeu a bola para Jovane Cabral. O ponta gremista cruzou e o goleiro Leo Jardim interceptou, mas, no rebote, Villasanti chutou e marcou o gol. 

No segundo tempo, aos 10, Léo Jardim saiu mal do gol, Caíto recebeu a bola e chutou, mas o goleiro vascaíno espalmou. Aos 18, Krovinovic arriscou de fora da área, mas mandou para fora também. 

Nos últimos 15 minutos do jogo, o Vasco reagiu e virou a partida. Aos 30 minutos, após uma jogada de bate-rebate, Thiago Mendes recebeu a bola e finalizou para empatar. Quatro minutos depois, Nardoni errou o passe e Colidio tabelou com Bruno Duarte antes de finalizar de carrinho para marcar o gol da virada. Vitória cruzmaltina por 2 a 1.

A imagem mostra Weverton, do Grêmio, na direita em primeiro plano, de joelhos olhando para baixo. Em seu lado esquerdo está Colidio, de costa, correndo para frente após o gol
Colidio chegou a dois gols pelo Vasco na temporada. Foto: Reprodução/Instagram/@vascodagama

Com o resultado, o Cruzmaltino permanece na zona de rebaixamento. A equipe também conquistou a sua primeira vitória fora de casa nesta edição do Brasileirão e venceu o rival após 20 anos de um tabu em Porto Alegre.

Chapecoense 1X2 Internacional

Mais tarde, às 17h, o Internacional venceu a Chapecoense por 2 a 1, na Arena Condá, em Chapecó (SC). A vitória encerrou uma sequência da equipe gaúcha de oito jogos sem vencer e dez jogos sem vitória no Brasileirão. Bruno Henrique e Carbonero marcaram na vitória.

A Chapecoense teve mais posse de bola durante a partida, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades de gol. Aos cinco minutos, Bruno Pacheco cruzou para Everton, que cabeceou para fora.

O Internacional abriu o placar aos 25 minutos da etapa inicial. Carbonero recebeu a bola e cruzou para o meio-campista Bruno Henrique acertar um chute de primeira de fora da área e colocar a equipe visitante em vantagem. No fim do primeiro tempo, aos 45 minutos, a Chape empatou. Marcinho cruzou para Garcez marcar de cabeça.

A imagem mostra Carbonero prestes a chutar a bola.
Última vitória do Inter na competição tinha sido contra o Vasco na 16º rodada. Foto: Reprodução/ Instagram/@scinternacional

No segundo tempo, a Chapecoense manteve a pressão e criou as principais chances. Aos nove minutos, Garcez arrancou para o contra-ataque, conduziu até a entrada da área, mas finalizou para fora. Aos 15, Túlio Eduardo recebeu dentro da área e chutou em direção ao gol, mas a bola parou em uma importante defesa de Matheus Cunha. 

Aos 21 minutos, o Internacional retomou a frente após uma falha do goleiro Anderson. O jogador errou na saída de bola e Carbonero aproveitou a sobra para driblar o zagueiro Eduardo Doma e marcar o segundo gol da equipe gaúcha.

Mesmo com o resultado positivo, o Inter permanece na zona de rebaixamento, na 18ª posição, com 28 pontos. Já a Chapecoense segue como lanterna do campeonato, com 17 pontos.

Palmeiras 2X0 São Paulo

Às 18h30, no Choque-Rei, no Nubank Park, o Palmeiras venceu o São Paulo por 2 a 0. O São Paulo entrou com o time todo reserva por conta do confronto contra o Boca Juniors pela Sul-Americana e conseguiu controlar o ímpeto do rival no início, mas uma expulsão no primeiro tempo acabou com o jogo da equipe, o que facilitou para o Palmeiras dominar a partida e vencer com facilidade. 

Com o Palmeiras brigando pela liderança e um São Paulo que veio com o time inteiro reserva, o que se esperava era um jogo fácil para o Verdão. Porém as expectativas, de início, não se concretizaram. Quem fez a primeira finalização do jogo, aos cinco minutos, foi o São Paulo, com um chute de fora de André Silva. 

Além disso, mesmo sem criar chances reais de perigo, o time fechava os espaços para o adversário e conseguia controlar o jogo no meio campo. A primeira chance real de perigo do Palmeiras só veio aos 32 minutos, com um cabeceio de Flaco López que passou perto da meta de Carlos Coronel.

O São Paulo começou aos poucos a sair mais para o jogo e até conseguiu manter a bola no ataque por um tempo. Com isso, aos 36 minutos, chegou com muito perigo no gol palmeirense com duas chances seguidas. Primeiro, Cauly recebeu uma bola pelo lado esquerdo da área e chutou cruzado para boa defesa de Carlos Miguel e, no rebote, Pablo Maia tentou um voleio que não entrou graças a um desvio na bola de Lucas Evangelista.

Justo no momento em que o Tricolor crescia no jogo, Lucas Osorio deu uma entrada em Piquerez no campo de defesa que acabou lhe custando um cartão vermelho, aos 38 minutos. Com a expulsão o Palmeiras se lançou para o ataque e o São Paulo se fechou mais com quase 5 jogadores na linha defensiva, já que Ferreirinha atuava quase como um ala. 

O time da casa, porém, ainda encontrava dificuldade em gerar perigo e só conseguiu aos 44 minutos com um chute potente de John Arias de fora da área, que foi defendido por Rafael. Mesmo assim, a pressão surtiu efeito e o Verdão abriu o placar aos 45 minutos. Após cruzamento de Giay, Gustavo Gomez cabeceou a bola para dentro da pequena área e Murilo, livre de marcação, escorou a bola para dentro do gol.

O gol no final do primeiro tempo fez o Palmeiras ter o controle total da partida. Logo no início da segunda etapa, o Verdão criou duas vezes com perigo. Em uma delas o segundo gol. No primeiro minuto, Flaco López acertou um chute forte de fora da área, que foi defendido por Carlos Coronel. Três minutos depois, uma saída de bola errada da defesa são paulina deu a bola no pé de Khelven. Ele tocou para Vitor Roque, livre dentro da pequena área, só empurrar para o gol.

A imagem mostra Vitor Roque de joelhos com as mãos para o céu
Após a lesão, Vitor Roque chega a oito gols em 2026. Foto: Reprodução/Instagram/@michelnunesfotos

O segundo gol ampliou o domínio do Palmeiras. Mesmo assim, o São Paulo teve uma grande chance aos nove minutos, em um contra-ataque puxado por Ferreirinha que acabou em uma finalização de Wendel para excelente defesa de Carlos Miguel.

 O Palmeiras tocava a bola com tranquilidade e aproveitava os espaços e erros da defesa adversária. Em um desses espaços, Vitor Roque saiu na cara do goleiro, mas parou nele, aos 13 minutos. 

O São Paulo até gerou perigo com Rafael Toloi de cabeça aos 23 minutos, porém, quatro minutos depois após boa jogada de Felipe Anderson, a bola sobrou de novo para Vitor Roque, que chutou com perigo para fora. 

Aos 28 minutos, depois de mais um erro na saída defensiva tricolor, o Palmeiras chegou com perigo com Flaco López. Por fim, aos 38 minutos, também em erro da saída adversária, Arthur Gabriel acertou um chute forte para mais uma defesa de Carlos Coronel.

Com a vitória, o Palmeiras mantém sua invencibilidade em clássicos estaduais em 2026 e no Choque-rei, chegando a 13 jogos sem perder para o São Paulo. Mesmo assim, o Alviverde continua um ponto atrás do Flamengo e não assume a liderança.

O São Paulo, com a derrota, se mantém no meio da tabela e a cinco pontos da zona de rebaixamento, com um jogo a menos que as outras equipes.   

Botafogo 1X1 RB Bragantino

Mais tarde, às 20h, o Botafogo recebeu o Bragantino em casa, no  Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo foi marcado pela tentativa do Fogão de garantir os três pontos em casa e pela tentativa do clube de Bragança de vencer por meio do contra ataque

Nos primeiros dois minutos, o clube Alvinegro chegou bem com um chute de fora da área, que obrigou Volpi a fazer a primeira defesa do jogo. Após isso, o jogo ficou morno, com o Botafogo tentando atacar, mas sem eficiência. 

Aos 27 minutos foi a vez do Bragantino chegar, em boa jogada, o goleiro Gabriel Batista salvou o Botafogo após uma cabeçada perigosa. Dois minutos depois, após um cruzamento na área, Lucas Manzon marcou contra a própria meta, 1 a 0 Bragantino. Aos 43 minutos o árbitro foi ao VAR verificar uma suposta agressão de Walace Ian. Após a revisão, o juiz expulsou o jogador. Walace saiu de campo mostrando a tatuagem dos títulos que ele ganhou com o Flamengo para provocar a torcida botafoguense.

Na volta do segundo tempo, aos 13 minutos, Volpi fez boa defesa após cabeçada alvinegra. Após isso, o Fogão tentou furar a defesa do visitante, mas tinha dificuldade pra criar, quando, aos 21 minutos, Vitinho de cabeça empatou para o time mandante. Aos 25, Juninho Capixaba bateu uma falta perigosa, que obrigou Gabriel Batista a fazer a defesa. No fim do jogo, Herrera perdeu uma oportunidade cara a cara. Final de partida 1 a 1.

A imagem mostra uma disputa de bola das equipes
Botafogo e Braga empataram nove jogos na história do confronto. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Santos 2X1 Cruzeiro

Às 21h, Santos e Cruzeiro se enfrentaram na Vila Belmiro, em São Paulo (SP). O Peixe venceu pelo placar de 2 a 1 e manteve uma sequência de cinco jogos sem perder na competição. A Raposa, por outro lado, fez um jogo ruim e foi ultrapassada pelo Bahia na tabela, ocupando agora a sexta posição. Com um Santos desfalcado, sem Neymar, Gabigol, Barreal e Escobar, as expectativas eram de um jogo equilibrado.

A partida contava com a estréia de Everton Cebolinha com a camisa do Santos. O atacante veio do Flamengo, sem custos e é o novo camisa 7 do Alvinegro Praiano.

A primeira etapa foi marcada por um domínio santista, mas a primeira chance foi do Cruzeiro. Logo aos três minutos, Kaio Jorge recebeu cruzamento de Rojas e cabeceou para fora. 

Aos 15 e 22 minutos, o estreante Everton Cebolinha empilhou duas chances em dois chutes de fora da área que levaram perigo à meta cruzeirense. Um minuto depois, Gabriel Bontempo finalizou de dentro da área após receber passe de João Schmidt, mas parou no goleiro Otávio. 

O Peixe abriu o placar aos 27 minutos com Benjamin Rollheiser, de rebote após chute de Cebolinha. O argentino encerrou um jejum de mais de quatro meses sem marcar. Quatro minutos depois, o Santos ampliou com gol contra do zagueiro Fabrício Bruno. Após tabela com Rony, Rodinei cruzou e o defensor cruzeirense empurrou contra a própria meta. 

João Schmidt quase fez o terceiro sete minutos depois, mas Otávio fez linda defesa em chute de fora da área. Aos 41 minutos, o Cruzeiro teve a sua melhor chance da partida. Gabriel Rojas fez jogada individual, passou por três e encobriu o goleiro Gabriel Brazão, mas Luan Peres tirou em cima da linha. A partida foi para o intervalo em 2 a 0 para a equipe mandante.

Apesar de as melhores chances da segunda etapa terem sido da equipe mineira, o Santos seguiu melhor e com mais volume de jogo. Logo no primeiro minuto, Rony arriscou de longe e Otávio defendeu. Aos seis, Rollheiser fez lindo lançamento e Everton Cebolinha chutou para fora. Cinco minutos depois, Gabriel Brazão fez uma defesa difícil após cabeceio de Matheus Pereira.

A imagem mostra Brazão, do Santos, comemorando.
Segundo Sofascore, a defesa de Gabriel Brazão evitou uma chance de 96% de gol. Foto: Reprodução/Instagram/@santosfc

Aos 30 minutos, Oliva lançou Rony, que isolou finalização na entrada da área. Na reta final da partida, o zagueiro Willian Arão sentiu uma grande dor nas costas, mas o Santos não tinha mais substituições para fazer. Isso fez o Cruzeiro crescer nos últimos minutos, tanto que Matheus Pereira diminuiu para a Raposa aos 44. Fabricio Bruno lançou, Luciano Rodriguez ajeitou e o camisa 10 marcou. A partida acabou com vitória para o Santos por 2 a 1.

Essa foi a primeira vez, desde 2016, que o Santos teve uma partida com mais de 30 finalizações. Com a boa sequência positiva, o Peixe ocupa a décima posição, com 35 pontos e parece estar cada vez mais perto de sair da briga contra o rebaixamento.

Do outro lado, o Cruzeiro está na sexta posição da tabela, com 42 pontos. Já eliminado das outras competições, a equipe enfrenta o Vitória no Barradão.

Mirassol 2X2 Vitória

No primeiro jogo do último domingo (13), às 16h, Mirassol e Vitória empataram em 2 a 2 no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol (SP). O Leão Caipira saiu atrás por 2 a 0 nos primeiros minutos da partida, mas conseguiu o empate no último minuto.

O Leão da Barra abriu vantagem logo no começo: Renê aproveitou duas falhas de Alex Muralha e colocou o Vitória dois gols na frente do Mirassol. O primeiro saiu aos três minutos após um chutão do goleiro Lucas Arcanjo para o ataque. O goleiro Muralha adiantado viu a bola quicar, passar por cima e sobrar para o centroavante do Rubro-Negro Baiano empurrar livre para a rede. Já o segundo saiu aos 12 em belo passe de Erick, que encontrou Renê livre. O centroavante aproveitou saída estranha de Muralha e só tirou do goleiro para ampliar a vantagem. Após o início avassalador, o Vitória administrou o resultado no primeiro tempo.

No segundo tempo, o Vitória chegou a marcar o terceiro com Zé Vitor, mas o gol foi anulado após análise do VAR por interferência de Luan Cândido, que estava em posição de impedimento. Na comemoração do gol, Zé Vitor provocou seu ex-treinador Rafael Guanaes por ter jogado pouco na sua passagem pelo Mirassol no ano passado. 

Esse ato provocou a fúria do time do Mirassol, que diminuiu aos 23 minutos com gol de Bruno Santos após chute errado do lateral Reinaldo. A partida virou um jogo de time só e o Leão Caipira conseguiu um empate heróico aos 45 minutos do segundo tempo.

A imagem mostra Edson Carioca, do Mirassol, comemorando o gol de forma provocativa em direção ao Zé Vitor, do Vitoria.
O Vitória segue sem vencer fora de casa no Brasileirão 2026. Foto: Reprodução/Instagram/@pedrozacchi

Com o resultado, o Mirassol foi a 29 pontos e subiu para a 15ª posição, mas vê Vasco e Internacional diminuírem a distância, ficando apenas a um ponto do clube paulista. Já o Vitória cai para 12º, com 33 pontos, 4 a mais que o Mirassol.

Flamengo 2X1 Corinthians

Mais tarde, às 17h30, no último jogo de domingo, Flamengo e Corinthians disputaram a rodada no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Bruno Henrique faz o gol da vitória e o Flamengo permanece na liderança

Nessa rodada o Corinthians se encontra na 13ª posição da tabela, com 32 pontos e acumula cinco jogos seguidos sem vencer na competição. O Timão passa por um momento delicado, ficando apenas quatro pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flamengo, por outro lado, se destaca e reassume a liderança do campeonato com 57 pontos. O time de Leonardo Jardim está em uma grande fase e faz uma ótima campanha no Brasileirão.

O Flamengo dominou completamente o primeiro tempo do jogo e com muita posse de bola. O Rubro-Negro pressionou Hugo Souza, goleiro do Corinthians, com várias finalizações no gol. Mesmo com seu time reserva, o Timão não facilitou para o Flamengo. O Alvinegro se manteve fechado e resistiu à pressão, e não deixou o Rubro-Negro abrir o placar. 

Logo no início do segundo tempo, aos dois minutos, o meio-campista Lucas Paquetá abriu o placar ao aproveitar a sobra de um escanteio mal afastado por Hugo Souza. Dois minutos depois, Paquetá recebeu cartão amarelo, o terceiro seguido dele no campeonato, e, por isso, ficará fora do próximo jogo, contra o Red Bull Bragantino.

A imagem mostra Paqueta, do Flamengo, comemorando o gol.
O Flamengo não perde para o Corinthians em casa desde 2022. Foto: Reprodução/Instagram/@lucaspaqueta

Aos 32 minutos, o Timão fez um boa jogada de pé em pé para o atacante Guilherme Negão empatar o jogo de baixo da trave. Após o empate o Flamengo começou a pressionar e já retomou o domínio do jogo.

Pouco tempo depois, Bruno Henrique, atacante do Flamengo, subiu sozinho na área, cabeceou e fez o gol da vitória. Nos acréscimos, o jogo teve mais três cartões amarelos. Erick Pulgar e Jorginho, do Flamengo, e Rodrigo Garro, do Corinthians, foram advertidos.

O jogo terminou com a vitória do Mengão, porém teve uma consequência. Lucas Paquetá, Jorginho e Erick Pulgar não jogam na próxima rodada, pois estão suspensos após três advertências no Brasileirão. 

Bahia 2X1 Remo

No jogo isolado da última segunda-feira (22). O Bahia venceu o Remo por 2 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), e alcançou o grupo dos quatro primeiros colocados. O Tricolor baiano dominou boa parte da partida e, apesar de ter esbarrado nas defesas de Marcelo Rangel, garantiu o triunfo em casa.

O primeiro gol saiu aos 19 minutos do primeiro tempo. Após erro de Tchamba na saída de bola, Kike Olivera recuperou a posse pela direita, cruzou para Jean Lucas finalizar rasteiro e abrir o placar para os donos da casa. Antes do intervalo, o Bahia acumulou chances para ampliar a vantagem, mas parou em Marcelo Rangel e em finalizações desperdiçadas. 

Na etapa final, o cenário se repetiu, com maior volume ofensivo dos baianos. O segundo gol veio apenas aos 45 minutos, quando Alejo Véliz sofreu um pênalti após contra-ataque. Luciano Juba cobrou com categoria e fez 2 a 0. Já nos acréscimos, o Remo diminuiu, também em cobrança de pênalti, quando Vitor Bueno converteu a penalidade sofrida por Gabriel Taliari e deu números finais ao confronto.

Com o triunfo, o Bahia chegou à quarta vitória consecutiva e entrou no G4, alcançando 46 pontos e ampliando sua sequência invicta para 11 partidas. Já o Remo sofreu a quarta derrota seguida e permaneceu na vice-lanterna da competição, com 23 pontos.

A imagem mostra uma disputa de bola entre jogadores do bahia e do Remo
A última derrota do Tricolor de Aço foi na 17ª rodada, contra o Coritiba. Foto: Catarina Brandão/ EC Bahia

Próxima rodada

Sábado (19)

Atlético-MG x Chapecoense, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h;

Mirassol x Botafogo, no Maião, em Mirassol (SP), às 17h;

Remo x Santos, no Mangueirão, em Belém (PA), às 18h30;

Vasco x Coritiba, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30;

São Paulo x Internacional, no Morumbi, na capital paulista, às 21h.

Domingo (20)

Grêmio x Palmeiras, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 11h;

Vitória x Cruzeiro, no Barradão, em Salvador (BA), às 16h;

Corinthians x Fluminense, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 16h;

Flamengo x Red Bull Bragantino, no Maracanã, às 18h30;

Athletico-PR x Bahia, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 19h30.

Todos os horários são de Brasília.

Pela primeira vez desde 2018, o Brasil ficou de fora das quadras principais do US Open; Alexander Zverev e Elena Rybakina são os campeões em Nova York
por
Nicole Keller Lekitsch
|
21/09/2026 - 12h

O US Open, último Grand Slam da temporada, terminou no domingo (13), em Nova York, consagrando dois novos nomes no circuito: o alemão Alexander Zverev e a cazaque Elena Rybakina. Para o tênis brasileiro, no entanto, a edição de 2026 marcou o pior resultado em quase uma década. Pela primeira vez desde 2018, o país não teve nenhum representante nas chaves principais de simples (a modalidade individual do tênis), seja no masculino ou no feminino.

Zverev vence Shelton e chega ao segundo título do ano

Na decisão do masculino, Zverev derrotou o americano Ben Shelton por 6/3, 7/6 (7-2), 5/7 e 6/2, confirmou a boa fase que vive na temporada. Ele já havia vencido Roland Garros, em junho, e se tornou o quarto tenista da história a conquistar os dois primeiros Grand Slams do ano na mesma temporada, segundo dados da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Shelton, primeiro homem negro a disputar uma final do US Open desde Arthur Ashe, em 1972, chegou embalado por uma campanha inédita, mas perdeu a sexta partida seguida para o rival.

Com o título, Zverev conquistou seu segundo Grand Slam do ano e se tornou o quarto tenista da história a vencer os dois primeiros Slams
Com o título, Zverev conquistou seu segundo Grand Slam do ano e se tornou o quarto tenista da história a vencer os dois primeiros Slams da temporada (Foto:Instagram/@alexzverev123)

Rybakina bate Sabalenka e assume a liderança do ranking

No sábado (12), Elena Rybakina derrotou Aryna Sabalenka por 6/4, 5/7 e 6/2 e levantou seu terceiro troféu de Grand Slam. A vitória confirmou uma sequência que já vinha se desenhando. A  cazaque havia assumido o topo do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA) pela primeira vez na carreira dias antes. Sabalenka, que buscava o Grand Slam, depois de quase dois anos seguidos na liderança do ranking tricampeonato consecutivo em Nova York, encerrou a temporada sem nenhum título.

Com o título, Rybakina conquistou seu terceiro Grand Slam da carreira e assumiu, pela primeira vez, o topo do ranking mundial da WTA
Com o título, Rybakina conquistou seu terceiro Grand Slam da carreira e assumiu, pela primeira vez, o topo do ranking mundial da WTA (Foto:Instagram/@lenarybakina)

Sem representante em simples desde 2018

Enquanto o circuito celebrava os novos campeões, o tênis brasileiro amargava a pior campanha em simples desde 2018. A lista de baixas começou com João Fonseca. O tenista anunciou, na segunda-feira (24), que não disputaria o torneio devido a uma lesão no abdômen, contraída no Masters 1000 de Cincinnati. "Não foi uma decisão fácil de tomar", afirmou o atleta, em comunicado publicado nas redes sociais. Bia Haddad Maia, número um do país no ranking da WTA, também não esteve em Nova York. Segundo apurado pela CNN Brasil, a tenista anunciou, em agosto, uma pausa por desgaste mental e para passar por uma cirurgia no ombro, e só de ve retornar ao circuito profissional em 2027.

No qualifying, fase que definiu os últimos classificados à chave principal, o cenário não foi diferente. Gustavo Heide, Felipe Meligeni e Laura Pigossi caíram ainda na estreia. Thiago Wild avançou à segunda rodada, mas foi eliminado pelo americano Mackenzie McDonald, na quarta-feira (26), por dois sets a zero (6/4 e 6/4), resultado que encerrou de vez as chances brasileiras nas simples.

Duplas têm campanha irregular, com destaque para Stefani

Nas duplas, o resultado brasileiro também ficou abaixo do esperado, com uma exceção: a boa campanha das duplas femininas . No masculino, a parceria entre Orlando Luz e Rafael Matos, que chegava embalada por dois títulos seguidos de Masters 1000, caiu na estreia, na sexta-feira (04), diante dos americanos Brandon Carpico e Nikita Filin. A mesma dupla eliminaria, dias depois, Marcelo Melo e o australiano John Peers na segunda rodada, no domingo (06). Fernando Romboli, ao lado do francês Terence Atmane, também não avançou. O Brasil não vence o torneio de duplas masculinas desde 2016.

A melhor campanha do país veio das duplas femininas. Luisa Stefani, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, chegou à semifinal sem perder nenhum set até as quartas de final. A eliminação aconteceu na quarta-feira (09), diante das americanas Robin Montgomery e Ashlyn Krueger, por 4/6, 6/4 e 7/6 (10-8), depois que  a dupla brasileiro-canadense desperdiçou dois match points. Ainda assim, Stefani e Dabrowski encerram a temporada com semifinais nos quatro Grand Slams do ano e uma vaga garantida no WTA Finals, torneio que reúne as oito melhores duplas da temporada.

Copa Davis é o próximo compromisso

Com o fim do US Open, as atenções do tênis brasileiro se voltam agora para a Copa Davis. O país enfrenta a Suíça nos dias 18 e 19 de setembro[6] , na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro (RJ), um compromisso que marca o retorno de João Fonseca às quadras: recuperado da lesão no abdômen, o tenista já está confirmado no time brasileiro, ao lado de Gustavo Heide, Matheus Pucinelli, Orlando Luz e Rafael Matos.