No último domingo (24), Pep Guardiola fez seu último jogo no comando do Manchester City. A partida que encerrou a temporada foi contra o Aston Villa, pela última rodada da Premier League, no Etihad Stadium. Apesar da derrota por 2 a 1, o clima no lado azul de Manchester foi de alegria, agradecimentos, emoções e muita homenagem. Além de Pep, os jogadores Bernardo Silva e John Stones também se despediram do clube inglês.
O anúncio da saída de Guardiola foi feito na última sexta-feira (22), por meio de comunicados oficiais nos canais do time inglês. O contrato do técnico com o City tinha vigência até junho de 2027, mas Pep optou por acionar uma cláusula que permite ele deixar o clube uma temporada antes, sem multas rescisórias.
Além disso, a cláusula tem uma definição de transição de carreira. A partir de agora, Guardiola é embaixador global e consultor técnico do City Football Group, holding que administra 13 clubes no mundo, incluindo o Bahia, no Brasil.
No dia do anúncio foi feita uma coletiva de imprensa para que Guardiola explicasse sua decisão. Aos jornalistas, ele afirmou que fará uma pausa na carreira como técnico, semelhante a que fez em 2012 após passagem pelo Barcelona, mas dessa vez sem prazo para voltar. “Não há planos para treinar por um tempo. Senão, eu estaria aqui. Preciso dar um passo para trás. Preciso respirar um pouco e não vou treinar por um tempo”, completou.
Guardiola ganhará uma estátua e um setor no Etihad em sua homenagem. Sobre o futuro do time, ele afirmou: "Dez anos é muito tempo, e acho que o Manchester City precisa de um novo treinador, de uma nova energia, com esses jogadores incríveis que temos agora, para começar a escrever um novo capítulo", afirmou o treinador catalão.
O reinado azul
Guardiola assumiu o Manchester City em junho de 2016. Em sua primeira temporada, ele não conquistou títulos, mas mudou a filosofia de jogo do clube inglês. Filho da escola Tiki-taka espanhola e adepto de um goleiro que saiba jogar com os pés, o técnico implantou o estilo de jogo caracterizado pela manutenção da posse de bola por meio de passes curtos e rápidos e pela movimentação constante dos jogadores no campo.
Na temporada seguinte, 2017/18, veio o resultado. O time conquistou a Premier League (PL) ao chegar ao histórico 100 pontos. Além disso, naquela temporada, o City conquistou a Copa da Liga Inglesa (Carabao Cup) e a Supercopa da Inglaterra (Community Shield). Ali começou um reinado na Inglaterra difícil de superar.
No ano seguinte, mais um feito histórico. O City se tornou o primeiro clube do futebol inglês a ganhar todas as quatro competições nacionais em uma única temporada: PL, Copa da Inglaterra (FA Cup), Carabao Cup e Community Shield. Nessa temporada, o clube alcançou a terceira maior pontuação da história da PL, 98, um ponto à frente do vice-colocado, o Liverpool, treinado pelo alemão Jürgen Klopp.
A segunda maior pontuação da PL foi do Liverpool campeão na temporada 2019/20. Naquela ocasião, o City fez 81 pontos.
A rivalidade entre Guardiola e Klopp, que transformou o futebol inglês, se iniciou no futebol alemão, quando eles treinaram o Bayern de Munique e o Borussia Dortmund, respectivamente. Ambos precisavam ir ao limite para conseguir superar um ao outro. Algo que tornou o clássico City x Liverpool em um dos principais jogos do futebol mundial, mesmo sem terem uma rivalidade histórica direta.
Em 30 jogos entre Guardiola e Klopp: 12 vitórias do catalão, 11 vitórias do alemão e 7 empates. No período na Inglaterra, foram 22 jogos, com 8 vitórias para cada um e 6 empates.
O técnico se tornou o segundo maior vencedor da Premier League, atrás apenas do lendário Sir Alex Ferguson, que conquistou 13 no comando do Manchester United. Guardiola, porém, conseguiu um feito que o escocês não conseguiu: ganhou quatro seguidas, de 2021 a 2024. Além disso, o catalão deixou um estilo próprio na liga inglesa ao inverter laterais, ter um zagueiro que atue como volante e ter vencido uma PL com um falso 9.
Das dez temporadas de PL de Guardiola, ele só não venceu quatro: 2016/17 (Chelsea), 2019/20 (Liverpool), 2024/25 (Liverpool) e 2025/26 (Arsenal).
Com o tempo, a obsessão se tornou a Europa. O City nunca havia disputado uma final de Liga dos Campeões, feito que conseguiu duas vezes com Pep. A primeira em 2021, quando o time perdeu a final por 1 a 0 para o rival inglês Chelsea.
Dois anos depois, uma nova chance. O City derrubou dois dos maiores campeões da competição no mata-mata: Bayern de Munique (6), nas quartas de final, e Real Madrid (14), nas semis.
No Estádio Olímpico Atatürk, em Istambul, na Turquia, apesar do favoritismo, o time de Guardiola teve um jogo duro contra a Inter de Milão, tricampeã da competição. Entretanto, aos 22 minutos do segundo tempo, Rodri bateu na entrada da área para decretar o título inédito do City e pintar o continente de azul.
Os comandados de Pep também fizeram história no final daquele ano de 2023 ao vencer pela primeira vez o Mundial de Clubes. A conquista foi com uma goleada por 4 a 0 sobre o Fluminense (Brasil), no Estádio King Abdullah Sports City, em Jedá, na Arábia Saudita.
Durante os 10 anos no clube inglês, Pep ganhou 20 títulos: 6x Premier League, 5x Carabao Cup, 3x Fa Cup, 3x Community Shield, uma Liga dos Campeões, uma Supercopa da Europa e um Mundial de Clubes.
Os números da passagem foram: 593 jogos, com 423 vitórias, 77 empates e 93 derrotas. No período, o clube fez 1423 gols e sofreu 521, saldo de 902.
O último jogo
Após a conquista da Champions, o City caiu de rendimento e, talvez ali, começou o início do fim. O time ganhou a PL 2023/24, mas oscilou muito e só assumiu a liderança do campeonato na rodada 33 por causa dos tropeços de Arsenal e Liverpool.
Na temporada seguinte, o clube não conquistou nenhum título, inclusive perdeu a final da Fa Cup por 1 a 0 para o Crystal Palace, que encerrou um jejum de 119 anos sem grandes conquistas. Na temporada atual, o clube ganhou apenas a Fa Cup ao vencer o Chelsea por 1 a 0, e viu o Arsenal conquistar a PL após 22 anos.
Pep não disse o motivo pelo qual decidiu sair de Manchester, mas talvez, seja por não conseguir mais ir além depois de conquistar tudo, assim como foi na sua passagem pelo Barcelona, time em que ganhou 14 troféus.
"Que momentos maravilhosos passamos juntos. Não perguntem as razões pelas quais estou indo embora. Não há razão. Mas lá no fundo eu sei que chegou a hora. Nada é eterno, e se fosse, seria aqui. Eterno será o sentimento, serão as pessoas, o amor que sinto por meu Manchester City", trecho do anúncio de despedida.
No último jogo, contra o Aston Villa, foi feita uma festa de despedida para o técnico. Ainda durante a partida, Guardiola chorou ao substituir Bernardo Silva, oitavo jogador que mais vestiu a camisa do clube e que sairá do time, para receber os últimos aplausos da torcida. O zagueiro Stones também fez seu último jogo.
Após o apito final, começou a cerimônia de despedida. Alguns nomes históricos do período vitorioso estiveram no evento, como os brasileiros Ederson (hoje no Fenerbahçe) e Fernandinho (aposentado).
Pep fez seu discurso emocionado e um pouco nervoso. “Foi uma honra tremenda ser o seu treinador, estar aqui há dez anos... A quantidade de troféus, emoções incríveis”, afirmou.
“Só mais uma coisa antes de você ir para casa tomar umas cervejas ou um vinho: se nos próximos anos você me encontrar nas ruas aqui, na Europa, nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar, e você for torcedor do City, venha me dar um abraço. Eu vou precisar disso”, completou.
No último sábado (23), o Barcelona venceu o Olympique Lyonnes por 4 a 0 e conquistou o título da UEFA Liga dos Campeões Feminina. Defesas de Catalina Coll e dobletes de Ewa Pajor e Salma Paralluelo garantiram o triunfo no Ullevaal Stadion, em Oslo, Noruega. A conquista foi o 38º título da capitã Putellas, que anunciou três dias após a vitória que vai deixar o clube.
O caminho até a final
Barcelona e Lyonnes fizeram a melhor e a segunda melhor campanha da fase de liga, respectivamente. Por terem terminado entre os quatro primeiros dessa etapa, ambas as equipes pularam as oitavas e foram direto para as quartas de final.
Nas quartas, as catalãs enfrentaram o rival Real Madrid (Espanha). O Barça venceu os dois jogos: 3 a 0, em Madrid, e 6 a 0, em Barcelona. Na semi, elas empataram em 1 a 1 com o Bayern de Munique, na Alemanha, e venceram por 4 a 2, na Espanha.
Já as francesas perderam o primeiro jogo das quartas para o Wolfsburg, da Alemanha, por 1 a 0, mas reverteram o placar em casa ao vencer por 4 a 0. Na semi, elas enfrentaram o Arsenal, até então atual campeão. Na Inglaterra, perderam o jogo de ida por 2 a 1, mas novamente reverteram a desvantagem em casa com uma vitória por 3 a 1.
As equipes entraram no Ullevaal sendo as principais potências da competição e do futebol feminino europeu.
O Barça foi para o campo para disputar a sexta final seguida, tendo conquistado três em 2021, 2023 e 2024. A última sobre as francesas. Além disso, as blaugranas foram em busca do tetracampeonato da competição, que não conseguiram conquistar na última temporada, pois perderam a final para o Arsenal. Confira como foi clicando aqui!
Para o jogo, Pere Romeu deixou uma das principais jogadoras no banco. Aitana Bonmatí, atual melhor do mundo, está voltando a jogar aos poucos devido à lesão na fíbula, sofrida no fim de novembro de 2025, que a deixou cinco meses fora dos gramados.
Do outro lado, as Leoas, comandas por Jonatan Giráldez, são as maiores campeãs com oito troféus e chegaram ao estádio para jogar a oitava final em dez temporadas, tendo conquistado seis títulos, dois deles em cima das catalãs, em 2019 e 2022.
O cenário de hegemonia também se repetia no elenco das equipes. Nove jogadoras já conquistaram o título mais desejado da Europa anteriormente. Do lado francês: Wendie Renard (8), Ada Hegerberg (6) e Selma Bacha (4). Do lado catalão, todas com três: Alexia Putellas, Aitana Bonmatí, Caroline Graham Hansen, Patri Guijarro, Mapi León e Marta Torrejón.
Como foi o jogo
O início do primeiro tempo foi truncado. As Leoas pressionaram o Barça para diminuir os espaços e evitar que o time aplicasse o seu estilo de jogo, o toque de bola. Apesar da pressão, a primeira chance foi das catalãs. Aos 20 minutos, Hansey ganhou disputa de bola da Bacha, avançou e cruzou rasteiro para a área. Putellas bateu de primeira com o pé ruim e a bola passou ao lado da trave direita.
A resposta do Lyonnes veio três minutos depois. De falta, Bacha cruzou na cabeça de Renard que mandou para o gol. Catalina Coll fez ótima defesa, mas o rebote ficou com Lindaey Heaps que mandou para o fundo da rede. O VAR revisou e anulou o gol por impedimento da camisa dez.
Aos 17, Putellas lançou para o ataque. Pajor ganhou a corrida com Renard e viu a goleira Endler adiantada. A atacante tentou de cobertura, mas mandou a bola para fora.
No minuto 24, após tabela, Brand bateu do lado esquerdo da pequena área, porém a bola passou por cima do gol. A partir daí, as francesas pressionaram o Barça, que ficou acuado no campo de defesa. Aos 40, Bacha bateu falta direta para o gol, mas Cata Coll fez boa defesa e mandou para escanteio.
O Barcelona só reagiu nos acréscimos, quando Guijarro achou Hansen sozinha na direita. A atacante entrou na área, cortou para dentro e bateu colocado, mas o leve desvio de Brand fez a bola ir para escanteio.
O Barça voltou melhor para o segundo tempo. Logo aos dez minutos, Guijarro viu Pajor entranto na área e enfiou bola para a atacante, que bateu cruzado para abrir o placar. As Leoas não sentiram o gol e foram para cima. Aos 15, Vicki Bècho bateu no canto direito do gol, mas parou na goleira catalã.
Contudo, oito minutos depois, a lateral Esmee Brugts recebeu dentro da área e mandou rasteiro para o meio. A bola passou pela pequena área e chegou em Paralluelo. A atacante serviu Pajor que marcou o segundo na partida. Com os dois gols, Pajor chegou a 11 e se isolou na artilharia da comeptição. Alessia Russo, do Arsenal, é a vice com nove.
Quatro minutos depois, Tabitha Chawinga teve a chance de diminuir a desvantagem. Ela saiu cara a cara com Cata Coll, mas chutou em cima da goleira. Depois disso, o Barcelona sufocou e segurou o Lyonnes no campo de defesa.
O jogo parecia se encaminhar para o fim com o 2 a 0, mas aos 45 minutos, Paralluelo bateu de fora da área e fez um golaço. Dois minutos depois, Pajor armou contra ataque e serviu Paralluelo, que bateu cruzado na área para decretar o 4 a 0 e o título do Barça.
As catalãs chegaram a quatro títulos e empataram com o Frankfurt na vice liderança de maiores campeãs. Além do triunfo europeu, as blaugranas encerraram a temporada de forma perfeita. Elas conquistaram os três títulos nacionais da Espanha: Supercopa Feminna, sobre o Real Madrid, a Liga F Moeve e a Copa da Rainha, em cima do Atlético de Madrid.
O Barcelona será o representante da Europa na segunda edição da Copa das Campeãs, que será realizada em janeiro de 2027, em Miami, Estados Unidos. Os outros clubes confirmados são América (México), representante da América do Norte/Central/Caribe e Naegohyang (Coréia do Norte), representante da Ásia. Ainda restam três vagas que serão conhecidas após as disputas das finais da Liga dos Campeões da CAF (África), da Liga dos Campeões da OFC (Oceania) e da Libertadores (América do Sul).
La Reina está na história
Esse foi o último título de La Reina Alexia Putellas com a camisa do Barcelona. Nesta terça-feira (26), em carta nas redes, a jogadora anunciou que deixará o clube após 14 anos. Confira o texto na íntegra clicando aqui!
A jogadora começou sua formação na base culé, em 2005, mas se transferiu para a base do Espanyol um ano depois. Lá ela se tornou profissional e chegou ao time principal em 2010.
No ano seguinte, ela foi para o Levante. No fim da temporada 2011/12, ela voltou para o Barcelona para compor um dos principais projetos do futebol feminino mundial.
Ao longo de sua trajetória, La Reina se tornou uma das principais jogadoras do time. Em 2018, ela alcançou o posto de quarta capitã. Três anos depois, ela virou a primeira, além de ter feito uma temporada espetacular. Putellas ganhou a tríplice coroa (Liga F Moeve, Copa da Rainha e Liga dos Campeões). Em 44 jogos, La Reina participou diretamente de 45 gols do Barcelona.
Pelo desempenho, Putellas ganhou a Bola de Ouro, da France Football, e o FIFA The Best, premiações de melhor jogadora do mundo, além de ter sido eleita a Jogadora do Ano da UEFA. Na temporada seguinte, 2021/22, ela ganhou novamente os três prêmios. As honrarias fizeram ela ser a primeira espanhola a ganhar esses prêmios individuais, feito que, até o momento, só foi repetido pela colega Aitana Bonmatí.
Na temporada atual, ela conseguiu outro feito histórico. Em abril, com o título da Liga F Moeve, Alexia Putellas ultrapassou Lionel Messi em títulos conquistados com a camisa do Barcelona. O argentino tem 35 triunfos. Com a copa nacional e a Champions, conquistadas em maio, Putellas chegou a 38 e deixou Messi para trás.
La Reina esteve no Barcelona por 14 anos. Durante o período, ela conquistou: 10x Campeonatos Espanhois (Liga F Moeve), 11x Copas da Rainha, 7x Copas da Catalunhã, 6x Supercopas da Espanha e 4x Liga dos Campeões.
Messi passou sete anos a mais na Catalunhã e venceu: 10x Campeonatos Espanhois (La Liga), 7x Copas do Rei, 8x Supercopas da Espanha, 4x Liga dos Campeões, 3x Supercopas da Europa e 3x Mundiais de Clubes.
“Fui e sempre serei uma torcedora, assim como vocês. Por isso, não quero que este seja um momento triste. Este é apenas um capítulo que chega ao fim, mas felizmente, nasci Barça e morrerei Barça... Então, nos veremos novamente. Visca el Barça, agora e para sempre!", trecho da carta nas redes.
Andrea Kimi Antonelli cruzou a linha de chegada no Circuito Gilles Villeneuve em Montreal, no Canadá, no último domingo (24). O italiano chegou com mais de dez segundos de vantagem sobre Lewis Hamilton e se tornou o primeiro piloto em 76 anos de Fórmula 1 a vencer as quatro primeiras corridas da carreira de forma consecutiva. O resultado, combinado ao abandono de George Russell por quebra de motor, abre uma diferença de 43 pontos entre os dois companheiros da Mercedes na classificação do campeonato: 131 a 88.
Tensão na Mercedes antes do GP
O domingo em Montreal chegou com ameaça de chuva, o que influenciou diretamente as escolhas de pneus das equipes antes da largada. Na sprint, Russell largou da pole e venceu, mas a corrida ficou marcada pela briga interna da Mercedes na volta 5. Antonelli saiu da pista na curva 1 após Russell não ceder espaço na defesa da posição. O italiano reclamou no rádio, Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, interveio pedindo foco na pilotagem, e o clima entre os dois pilotos ficou visivelmente tenso, algo que ficou nítido no aperto de mão frio que trocaram no final da corrida e na entrevista pós-sprint.
Na classificação para o GP, Russell voltou a largar da pole, com Antonelli em segundo por apenas 68 milésimos e Lando Norris, da McLaren, em terceiro.
McLaren aposta em pneus errados e sai do caminho
A largada entregou uma corrida que começou agitada. Houve duas voltas de aquecimento extras por conta do problema de Arvid Lindblad, piloto da Racing Bulls, que perdeu potência antes da partida. Quando a corrida enfim começou, Lando Norris aproveitou os pneus intermediários da McLaren para tracionar melhor do que todos e foi para a liderança antes da curva 1. A escolha pelos intermediários fazia sentido diante da expectativa de chuva, mas a pista permaneceu seca e a estratégia durou menos de duas voltas: a equipe chamou Norris e Oscar Piastri imediatamente aos boxes e derrubou ambos no pelotão. Piastri ainda bateu em Alexander Albon, da Williams, durante a tentativa de recuperação e precisou trocar o bico, o que encerrou qualquer chance de resultado relevante. Albon abandonou em consequência do toque.
20 voltas de duelo
Com a McLaren fora do caminho, Antonelli e Russell assumiram o controle e travaram uma das batalhas mais intensas da temporada. Por mais de 20 voltas, os dois pilotaram em décimos de segundo de diferença. Ambos trocaram o primeiro lugar repetidamente e acumularam erros nas bordas do limite. Na volta 26, Russell não deixou espaço na última curva e o italiano teve que usar a área de escape, devolvendo a posição e reclamando de ter sido empurrado para fora. “Não lembro de uma batalha assim em anos. Talvez no Bahrein, em 2014, com Hamilton e Rosberg”, afirmou Russell em entrevista após a prova.
Motor para, duelo acaba
A batalha acabou na volta 30, quando Russell passou reto na curva 8 com o motor parado. O britânico saiu do carro visivelmente irritado. O safety car virtual entrou, abriu a janela de pit stops e Antonelli retornou à pista em primeiro sem maiores complicações. “Ouvi alguns barulhos no carro durante a corrida e, de repente, tudo desligou. Estava adorando a batalha na pista, estava confiante e relaxado”, disse Russell à imprensa após a prova.
Hamilton supera Verstappen
Com a pista livre, Antonelli administrou os mais de dez segundos de vantagem sobre Hamilton até o fim. Lewis, que havia largado em quinto e avançado com as saídas à frente, travou sua própria disputa com Max Verstappen nas voltas finais. O heptacampeão chegou a ficar a menos de um segundo do neerlandês e concretizou a ultrapassagem na volta 62, garantindo o segundo lugar. Foi o melhor resultado da Ferrari na temporada. “Especialmente com esses caras sendo tão rápidos, e eu realmente consegui disputar uma corrida com o Max, o que foi ótimo”, disse Hamilton. Verstappen completou o pódio, somando o primeiro top-3 da Red Bull em 2026.
Charles Leclerc, da Ferrari, terminou em quarto, à frente de Isack Hadjar, da Red Bull, que recebeu dez segundos de punição no tempo final por uma fechada em alta velocidade contra o monegasco, mas manteve a posição pela margem acumulada. Franco Colapinto, da Apine, foi sexto, Liam Lawson, da Racing Bulls, sétimo, Pierre Gasly, da Alpine, oitavo, Carlos Sainz, da Williams, nono. Oliver Bearman, da Haas, fechou o top-10.
E o brasileiro?
Gabriel Bortoleto cruzou a linha em 13º e saiu de Montreal frustrado. A Audi, equipe do piloto, apostou em pneus intermediários para a largada diante da expectativa de chuva que não se confirmou, e forçou o piloto a fazer uma parada dupla logo no início. “Se tivéssemos largado com pneus de pista seca, basta olhar para os carros que estavam atrás da gente e tinham menos ritmo, mas terminaram na zona de pontos. Então, acredito, sim, que havia potencial”, disse Bortoleto. O piloto evitou criticar a decisão da equipe, mas deixou claro que erros desse tipo precisam ficar para trás. “Sofremos com muitos detalhes neste fim de semana que não podem se repetir em Mônaco.”
A McLaren, que já havia desperdiçado a corrida com a escolha equivocada de pneus, encerrou o dia com Norris abandonando por quebra do motor Mercedes na volta 40, relegando o campeão mundial à 14ª posição antes da saída.
Título nas mãos de Antonelli
Do lado da Mercedes, o cenário é de domínio técnico e turbulência interna simultâneos. Antonelli somou 25 pontos e agora lidera com 131. Russell, que saiu do Canadá com os 88 pontos conquistados até o sábado, reconheceu a realidade do campeonato. “Agora, o título está nas mãos dele, são muitos pontos de vantagem. Parece que os deuses não querem que eu esteja nessa briga quando olho o momento em que o safety car entrou no Japão, a quebra no Q3 lutando pela pole na China, e a quebra quando estava na liderança aqui hoje. Mas a pressão acabou. Vou à pista, aproveitar cada corrida e tentar vencer.”
No Mundial de Construtores, a Mercedes soma 219 pontos e abre 72 de vantagem sobre a Ferrari, com 147. A McLaren é a terceira, com 106. A Red Bull aparece em quarto, com 57.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 5 e 7 de junho para o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2026.
Nos dias 16 e 17 de maio, os times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro disputaram a 16ª rodada da competição. Partida entre Santos e Coritiba termina com polêmica na substituição. Internacional e Atlético-MG conseguiram boas vitórias.
Internacional 4 X 1 Vasco
No primeiro jogo da rodada, realizado no último sábado (16), Internacional e Vasco se enfrentaram ambos em busca de manter o momento de crescente na tabela. A partida foi no Beira Rio, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS).
O Inter, que vinha de apenas uma derrota na Série A nos últimos nove jogos, junto da classificação na Copa do Brasil contra o Athletic, estava otimista para a partida. Era uma boa oportunidade para subir na tabela, já que, antes do jogo, a equipe de Porto Alegre ocupava a 14ª colocação. Paulo Pezzolano, técnico do Colorado, não conseguiu contar com peças no setor defensivo, como Félix Torres (suspenso), Vitor Gabriel e o volante Paulinho Paula (lesão).
Já o Gigante da Colina, treinado por Renato Gaúcho, faz um campeonato irregular, mostrando bons desempenhos mas não conseguindo ter regularidade nos resultados. O jogo era visto como uma partida difícil, principalmente pelas atuações abaixo da equipe em confrontos fora de casa. Na escalação, Renato tinha uma extensa lista de titulares fora do jogo. O capitão vascaíno Thiago Mendes e Rojas estavam suspensos, Adson e Cuiabano fora por lesão e o centroavante Spinelli ficou no Rio de Janeiro para acompanhar o nascimento da filha. A equipe teve que ir a campo com reservas. Jogadores contestados pela torcida pelo momento ruim como o recém chegado Brenner e o volante Tchê-Tchê eram alguns dos jogadores titulares no Rio Grande do Sul.
Depois do apito inicial, o mandante dominou o jogo durante todo o jogo. Logo aos nove, após um cabeceio, Mercado marcou, mas estava impedido. Aos 20, em uma contra-ataque rápido após um escanteio mal cobrado pela equipe do Vasco, Bernabei lançou para Carbonero carregar a bola e finalizar por cima para abrir o placar. Três minutos depois, em uma péssima saída de bola do Cruzmaltino, o Inter ampliou. Léo Jardim deu um passe longo demais para Robert Renan, que viu Carbonero interceptar e passar para Alerrandro finalizar rasteiro sem chances para o goleiro. O Vasco aparentava estar desligado e sem reações com as ações rápidas do Inter.
O jogo foi para o intervalo e, após a volta, seguiu o mesmo roteiro. Aos dez minutos do segundo tempo, outra saída de bola ruim do Vasco, que quase resultou em outro gol do Inter.
Aos 16, em outro contra-ataque, agora foi a vez de Carbonero servir Bernabei, que finalizou para fazer o 3 a 0. O mesmo Carbonero, dez minutos depois, aproveitou o bom pivô feito por Alerrandro para, de primeira, marcar o quarto gol com a perna esquerda.
No fim do jogo, no minuto 40, o Vasco conseguiu diminuir o placar com um belo gol de Andrés Gomez após uma bela jogada individual.
Atlético-MG 3 X 1 Mirassol
No mesmo dia e horário, o Atlético-MG recebeu o Mirassol na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG).. O confronto colocava frente a frente duas equipes pressionadas na tabela: o Galo buscava se afastar da parte de baixo após empate contra o Botafogo, enquanto o Mirassol tentava reagir depois de tropeçar em casa na rodada anterior.
Desde os primeiros minutos, o Atlético demonstrou maior intensidade ofensiva ao pressionar a saída de bola e explorar principalmente o lado esquerdo com Renan Lodi. Aos 16 minutos, Alan Minda recebeu na entrada da área, passou pela marcação e bateu cruzado para abrir o placar com um belo gol.
Após sair na frente, o time mineiro controlou mais a posse e diminuiu o ritmo, enquanto o Mirassol encontrava dificuldades para criar oportunidades claras. Mesmo com pouca produção ofensiva, os visitantes chegaram ao empate aos 39 minutos. Em cobrança de escanteio de Reinaldo, Willian Machado subiu livre dentro da área e cabeceou sem chances para Everson. Tudo igual antes do intervalo.
Na segunda etapa, o Galo voltou mais agressivo e passou a ocupar o campo ofensivo com frequência. Aos 13 minutos, Renan Lodi sofreu pênalti após entrada de Denilson dentro da área. Na cobrança, Maycon bateu firme no meio do gol e recolocou o Galo em vantagem.
Depois do segundo gol, o time mineiro seguiu pressionando, enquanto o Leão do Interior tentava responder em transições rápidas, mas sem grande eficiência. Aos 36 minutos, veio o golpe final. Willian Machado errou na saída de bola, Mamady Cissé, jovem da base atleticana que promete ser uma grande promessa, aproveitou a falha, avançou livre e finalizou colocado no canto para marcar um belo gol e decretar a vitória atleticana por 3 a 1.
Com o resultado, o Atlético-MG chegou aos 21 pontos e subiu na tabela, ganhando fôlego na competição. Já o Mirassol permane na zona de rebaixamento, estacionado nos 13 pontos e aumentando a pressão para as próximas rodadas.
Fluminense 2 X 1 São Paulo
Às 19h do último sábado, o Fluminense bateu o São Paulo por 2 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Com o resultado, o Tricolor das Laranjeiras volta ao G4 e o Soberano segue em crise. Os gols da partida foram marcados por John Kennedy e Canobbio, pelo Tricolor das Laranjeiras, e Dória, pelo Soberano.
Antes da bola rolar, a noite já era de festa no Maracanã, estádio que celebrou uma marca histórica: o jogo de número 2.000 do Fluminense em no palco carioca. Para coroar o momento, a diretoria tricolor realizou a apresentação oficial do atacante Hulk como o grande reforço do clube para a temporada. Com direito a um show de luzes verdes em referência ao super-herói, o craque foi ovacionado pela torcida nas arquibancadas.
Quando o confronto começou, a equipe comandada por Luis Zubeldía fez valer a festa e impôs um ritmo forte. Aos 18 minutos do primeiro tempo, Canobbio fez grande jogada pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro na pequena área. John Kennedy apareceu livre na segunda trave para completar para as redes e abrir o placar.
O domínio do Fluminense seguiu intenso e resultou no segundo gol aos 44 minutos, após falha na saída de bola dos visitantes. O zagueiro Dória errou o passe na intermediária de defesa, e Nonato foi esperto para interceptar. A bola sobrou com Lucho Acosta, que invadiu a área e apenas rolou de lado para Canobbio soltar uma bomba e ampliar a vantagem antes do intervalo.
No segundo tempo, o São Paulo mudou a postura e partiu para o ataque em busca da reação. Aos 33 minutos, após cobrança de escanteio e um forte abafa na área mandante, Dória apareceu para completar para o fundo do gol, redimindo-se do erro cometido no primeiro tempo e diminuindo o marcador.
Se encaminhando para os minutos finais, o goleiro Fábio fez uma defesa espetacular à queima-roupa em chute de Danielzinho e, logo na sequência, teve outra grande intervenção em cabeçada de Sabino.
Já nos acréscimos, o Fluminense chegou a balançar as redes com Rodrigo Castillo após assistência de Soteldo, mas o lance acabou anulado pela arbitragem com o auxílio do VAR.
Com o triunfo por 2 a 1, o Fluminense alcançou os 30 pontos e colou na vice-liderança do Brasileirão, igualando a pontuação do Flamengo. Já o São Paulo estacionou nos 24 pontos na quarta colocação e amargou o seu sexto jogo consecutivo sem vitória no campeonato.
Palmeiras 1 X 1 Cruzeiro
No último jogo de sábado (16), às 19h, Palmeiras e Cruzeiro fizeram um duelo movimentado, marcado por chuva intensa e golaços. Os times empataram em 1 a 1, na Arena Barueri, em Barueri (SP). Arroyo abriu o placar para a Raposa no início da partida, com um belo chute de fora da área. Do outro lado, Felipe Anderson deixou tudo igual em outra finalização de longa distância.
O primeiro tempo começou com o Palmeiras tentando controlar as ações, mas a primeira grande oportunidade foi do Cruzeiro. Aos 10 minutos, Matheus Pereira aproveitou uma saída errada da defesa alviverde e iniciou a jogada que terminou no gol de Arroyo, em chute cruzado da entrada da área. O Palmeiras chegou a ter um pênalti marcado aos 18 minutos, porém a decisão foi corrigida após orientação do assistente, que apontou toque na bola de Jonathan Jesus antes do contato com Flaco López.
Na sequência, em cobrança de escanteio, Felipe Anderson acertou um belo chute de fora da área para empatar o confronto. Apesar do destaque, o camisa sete deixou o campo aos 43 minutos após sentir dores na coxa durante uma arrancada.
Antes disso, o Palmeiras já havia perdido Sosa, que machucou o tornozelo e foi substituído por Maurício. As duas lesões aumentam a preocupação da equipe para o confronto contra o Flamengo, no próximo fim de semana. Depois de um início intenso, a partida ficou mais equilibrada e truncada até o intervalo.
Sob forte chuva, o Cruzeiro voltou melhor para a etapa final e passou a pressionar no campo ofensivo. Aos sete minutos, Kaiki exigiu boa defesa de Carlos Miguel. O Palmeiras respondeu aos 12, com chute cruzado de Arthur para fora. Pouco depois, aos 15, Gustavo Gómez tentou uma bicicleta e obrigou Otávio a fazer grande defesa.
Com o passar do tempo, o jogo ganhou ritmo acelerado, com chances para os dois lados. Arroyo assustou novamente aos 23 minutos, enquanto Andreas Pereira desperdiçou ótima oportunidade aos 28.
Na reta final, Paulinho e Arias criaram boas chances para o Palmeiras, enquanto Jonathan Jesus e Kaiki levaram perigo pelo Cruzeiro. Apesar das oportunidades, o placar permaneceu inalterado.
Ambos os times voltam suas atenções para a Conmebol Libertadores: o Verdão encara o Cerro Porteño em casa, na quarta-feira (20), enquanto a Raposa visita o Boca Juniors, na terça-feira (19), na Argentina.
Santos 0 X 3 Coritiba
Às 11h do último domingo (17), o Coritiba superou o Santos por 3 a 0, em duelo realizado na Neo Química Arena, em São Paulo (SP). O grande destaque da primeira etapa foi o atacante Breno Lopes. O jogador balançou as redes duas vezes e ainda sofreu a penalidade máxima que resultou no terceiro gol do Coxa, marcado por Josué.
Além do placar elástico construído antes do intervalo, o confronto ficou marcado por um momento atípico envolvendo Neymar. O domínio do Coritiba começou cedo. Logo nos minutos iniciais, Breno Lopes recebeu um passe em velocidade pela ponta esquerda, avançou livre e inaugurou o marcador diante do goleiro Brazão.
Pouco depois, aos 20 minutos, após jogada individual de Pedro Rocha, que superou a marcação, Breno Lopes apenas empurrou para o fundo do gol para ampliar a vantagem. O terceiro gol veio no fim da etapa inicial, aos 40, após o próprio Breno ser derrubado dentro da área e Josué converter o pênalti.
O Santos tentou ter uma reação antes do intervalo, mas parou em duas defesas do goleiro Pedro Rangel, sendo uma delas um cabeceio de Neymar.
Na tentativa de mudar o cenário no segundo tempo, o técnico Cuca promoveu as entradas de Gabigol, Barreal e Luan Peres.
Contudo, a estratégia sofreu um revés quando o defensor Luan Peres foi atingido por uma bolada no rosto e chegou a desmaiar no gramado. Embora tenha se recuperado rapidamente, o protocolo médico exigiu sua saída de campo por precaução e ele foi substituído por João Ananias.
Dez minutos depois, ocorreu a confusão. Neymar saiu de campo para ter atendimento médico e acabou sendo substituído erroneamente pela arbitragem.
O mal-entendido ocorreu porque a mesa de arbitragem trocou o número 31, do jogador Escobar, que seria substituído, pelo número 10 de Neymar no painel eletrônico. Apesar da reclamação do jogador e da comissão técnica, a troca foi autorizada e Robinho Jr entrou em campo.
Sob os olhares de Carlo Ancelotti na véspera da convocação da Seleção Brasileira, o camisa dez santista teve uma atuação apagada.
Após as alterações e a saída confusa de Neymar, o ritmo do time paulista caiu drasticamente. Nos minutos finais, a situação se agravou quando Barreal cometeu uma falta dura em Breno Lopes para interromper um contra-ataque e recebeu o cartão vermelho direto. Com um atleta a menos, o Santos confirmou a derrota.
Bahia 1 X 1 Grêmio
Na tarde do último domingo (17), às 16h, Bahia e Grêmio empataram em 1 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA). O time gaúcho abriu o placar e o Tricolor de Aço buscou o empate, mas caiu na tabela.
O primeiro tempo foi morno, mas com chances claras de gol para a equipe baiana. Aos quatro minutos, o centroavante William José desviou de cabeça para o ponta-esquerda Erick Puga, que driblou o goleiro gremista Weverton e finalizou na rede pelo lado de fora. Com 20 minutos, a equipe baiana assustou novamente, após cruzamento de Pulga para William José, que tocou de cabeça para Everton Ribeiro cabecear de primeira em cima de Weverton.
O segundo tempo começou agitado. Logo aos sete, houve um contato entre o goleiro gremista e William José na pequena área, o que causou reclamação entre os jogadores do Bahia por um possível pênalti. O VAR revisou o lance e não marcou. Três minutos depois, o lateral-esquerdo Luciano Juba chutou de longe e a bola lentamente foi no travessão.
Aos 16, o Grêmio abriu o placar com escanteio cobrado por Pedro Gabriel, que encontrou a cabeça do jovem zagueiro Viery para marcar para o Tricolor Gaúcho.
O empate do Bahia veio aos 27, após cruzamento rasteiro de Iago Borduchi, o ponta-direita argentino Sanabria empurrou de primeira para a rede.
Com o resultado, o Bahia chegou a sétima partida consecutiva sem vitórias. A equipe deixou a Arena Fonte Nova sob vaias da torcida. O treinador Rogério Ceni foi o principal alvo das críticas e é apontado como culpado pelos resultados recentes do time. Em sua coletiva de imprensa, Ceni comentou as cobranças dos torcedores ao desempenho da equipe e ao seu trabalho: “Não acho justo abandonar o que ama por ofensa”, disse ao ser questionado a respeito da instabilidade no comando da equipe baiana. Ao final da coletiva, Rogério disse que tem capacidade de reverter a situação e que conta com o respaldo dos atletas.
O Tricolor Gaúcho também não está confortável no Brasileirão, são três jogos seguidos sem vitórias no campeonato. O técnico português Luís Castro foi questionado sobre a escolha da escalação da equipe e justificou suas decisões: “O Campeonato é de muitos jogos. Não é por acaso que no campeonato do mundo de clubes não há jogos de dois em dois dias”. O treinador afirmou que a recuperação dos atletas é afetada pela quantidade de partidas disputadas: “Há jogadores que não conseguem se recuperar em dois dias.”
O Bahia caiu uma posição na tabela do Brasileirão e assumiu o sétimo lugar, com 23 pontos em 15 partidas, ou seja, com um jogo ainda a ser disputado. O Grêmio continuou na parte de baixo da tabela e está na 15ª colocação, próximo à zona de rebaixamento, com 18 pontos conquistados.
Botafogo 3 X 1 Corinthians
Também às 16h, o Botafogo recebeu o Corinthians no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). Com três gols de Arthur Cabral, o time carioca levou a melhor no confronto direto para se afastar da zona de rebaixamento.
O primeiro tempo começou disputado. Ambas equipes buscavam os três pontos. Já nos primeiros minutos, Gustavo Henrique afastou de cabeça e a bola sobrou no pé de Arthur Cabral, que correu para dentro e bateu de esquerda para marcar o primeiro do Fogão.
O Corinthians respondeu com uma cabeçada de Gustavo Henrique, após cobrança de falta de Rodrigo Garro. A bola rebateu na defesa e ia entrando no gol, mas Neto defendeu. Na sequência, aos 11 minutos, Raniele pressionou a saída do Fogão e a bola sobrou para Lingard. O inglês lançou para Garro na entrada da área, que chutou e empatou o jogo.
No minuto 32, Montoro roubou de Bidon e tocou para Kadir, que distribuiu para Arthur Cabral. O atacante chutou de fora da área e marcou o segundo da equipe, sem chances para o goleiro Hugo Sousa. Oito minutos depois, o Timão respondeu após Matheusinho cruzar na área para Raniele cabecear, mas a bola bateu no travessão.
No segundo tempo, o Corinthians começou em cima, em busca do empate. Já nos primeiros minutos, Breno Bidon aproveitou sobra da defesa, mas chutou para fora. Aos sete, Garro chutou da entrada da área, mas a bola foi por cima do gol.
Aos 70, Villalba ganhou a disputa com André Ramalho no ataque, tocou para Kauan Toledo cara a cara com Hugo Souza. Kaua exitou e Carillo conseguiu afastar. Contudo, a bola foi no pé de Arthur Cabral que bateu para o gol e fez seu terceiro gol.
Aos 41, Kauan armou contra-ataque, levou para dentro e chutou no gol. Hugo no contrapé afastou para o escanteio. Alex Telles cobrou na cabeça de Barboza, que mandou no centro do gol, porém o goleiro espalmou. A zaga tirou e a bola sobrou no pé de Santi Rodríguez, que chutou de fora da área e acertou a trave direita.
Red Bull Bragantino 2 X 0 Vitória
Mais tarde, às 18h30, Red Bull Bragantino e Vitória chegaram com cenários relativamente parecidos no Brasileirão para o confronto no Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). Com gol de goleiro, Massa Bruta domina o jogo e respira no Brasileirão.
Apesar de estar na sétima colocação do campeonato, o Braga estava somente três pontos acima da zona de rebaixamento e vinha de derrota na Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Mirassol. Enquanto isso, o Rubro-Negro baiano, mesmo estando só a dois pontos da zona da degola, ainda ocupava o décimo lugar na tabela e vinha de uma classificação herórica contra o Flamengo na Copa do Brasil.
Desde o início da partida, o Bragantino teve domínio quase absoluto da bola, mas baseava suas finalizações majoritariamente em chutes de fora da área. Logo aos cinco minutos de jogo, Juninho Capixaba recebeu uma bola pela esquerda e acertou um chute com efeito na trave. Depois, aos 21 minutos, foi a vez de Gustavo Marquês acertar um foguete de longe, que não pegou muita altura e acabou defendido por Lucas Arcanjo.
O Vitória não conseguia reagir e o Braga continou empilhando chances, até que, aos 34 minutos, o time da casa teve um escanteio que acabou em um voleio perigoso de Isidro Pitta defendido com segurança por Lucas Arcanjo. Porém, na mesma cobrança, após checagem do VAR, foi constatado um toque de mão de Zé Vitor após cabeceio de Pedro Henrique dentro da área, o que gerou um pênalti aos 40 minutos para o Massa Bruta. Tiago Volpi foi para a cobrança e converteu ao finalizar no canto sem chances para o goleiro baiano.
Com o início do segundo tempo, o Braga abaixou o ritmo e o Rubro-Negro baiano tentou reagir. Logo aos seis minutos, Matheusinho teve uma bola sobrada na ponta da área e acertou um chute que passou perto da trave. Depois, aos dez minutos, em um avanço puxado por Emmanuel Martínez, Renê deu um chute rasteiro, que foi facilmente defendido pelo goleiro.
Mesmo após o susto inicial, o Braga rapidamente retomou o controle do jogo e até chegou com certo perigo com Lucas Barbosa. Primeiro aos 14 minutos, com um chute desviado pela defesa e, depois aos 16, com um toque de cabeça para fora. Ambos não geraram perigo de fato ao gol de Lucas Arcanjo.
Com isso, mesmo sem produzir muito, quem chegou com mais perigo foi o Vitória. Aos 28 minutos, Renê recebeu um passe na entrada da área e chutou forte e rasteiro, mas no meio do gol, o que facilitou a defesa de Volpi.
Porém, o jogo começou a adotar um clima mais nervoso, principalmente a partir dos 42 minutos, quando Rodriguinho foi derrubado na área por Cacá. Mais um pênalti assinalado para o Massa Bruta. Desta vez, quem foi para a cobrança foi Eduardo Sasha. O camisa nove só marcou um gol em toda a temporada e teve a chance de quebrar o jejum, mas Lucas Arcanjo defendeu.
O jogo ficou muito mais brigado e com pouquíssimas chances para ambos os lados. O Vitória chegou com perigo nos acréscimos, aos 51 minutos, com um chute de Fabrício para fora. Ele caiu na área, o que gerou uma reclamação de pênalti.
No contra-ataque do lance, puxado por Fernando pela pela ponta-esquerda, Lucas Barbosa recebeu livre dentro da área e com o gol aberto para fechar a conta do jogo aos 54 minutos.
Com o resultado, o Bragantino encerrou a sequência negativa dos últimos dois jogos e assumiu a sexta colocação do campeonato, conseguindo se distanciar momentaneamente da zona de rebaixamento.
Agora o Massa Bruta volta suas atenções para a Sulamericana, tendo a difícil missão de vencer o River Plate no Mâs Monumental, em Buenos Aires, Argentina, para se manter vivo na competição. O jogo será na quarta-feira (20) às 21h30 (horário de Brasília).
Com a derrota, o Vitória mantém a dificuldade em manter uma sequência de resultados positivos, além de se aproximar da zona de rebaixamento, ficando somente a um ponto dela. A equipe agora tenta manter a boa sequência nas eliminatórias da temporada, tendo o jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste contra o ABC de Natal, em casa, na próxima quarta-feira (20), às 21h (horário de Brasília).
Chapecoense 2 X 3 Remo
No mesmo horário, o Remo venceu a Chapecoense por 3 a 2, na Arena Condá, em Chapecó (SC). O confronto foi marcado por muitas mudanças no placar e emoção até os minutos finais. A partida terminou com um gol contra decisivo nos acréscimos, que garantiu mais três pontos para a equipe paraense.
A Chapecoense começou melhor a partida, mas sofreu o gol na primeira etapa. Aos 16 minutos, Yago Pikachu aproveitou uma bola lançada na área e a falha da defesa adversária para abrir o placar. Jogando diante da torcida, o time catarinense teve mais posse de bola e criou as principais oportunidades do começo do confronto, ao explorar principalmente as jogadas pelos lados do campo. Pouco depois, aos 24 minutos, a Chape chegou ao empate após jogada pela lateral do campo que resultou no gol de Neto Pessoa.
Com um minuto do segundo tempo, a equipe mandante virou a partida em outra jogada pela lateral. Dessa vez, o gol foi de Rafael Carvalheira. Mesmo em desvantagem, o Remo conseguiu equilibrar as ações e passou a levar perigo em transições rápidas. A equipe paraense aumentou a intensidade ofensiva após o intervalo.
Três minutos depois, a equipe visitante empatou novamente o confronto após a zaga da Chapecoense falhar e a bola sobrar para Jajá Silva marcar. O Verdão do Oeste tentou administrar a vantagem e controlar o ritmo da partida, mas voltou a sofrer com dificuldades defensivas nos minutos finais.
O Leão Azul não diminuiu o ritmo e pressionou principalmente por meio de bolas levantadas na área. A insistência da equipe visitante foi recompensada nos acréscimos, quando um cruzamento gerou confusão dentro da área, que terminou em gol contra de Bruno Leonardo. O tento decretou a virada do clube paraense.
A derrota aumentou a pressão sobre a Chapecoense, que segue enfrentando dificuldades para encontrar regularidade na competição. A equipe voltou a apresentar problemas defensivos em momentos decisivos da partida e desperdiçou a oportunidade de pontuar em casa.
Já o Remo vive momento de recuperação no Campeonato Brasileiro. A equipe ampliou sua sequência positiva e ganhou confiança após conquistar mais uma vitória importante fora de casa. O resultado fortalece a luta do clube para se afastar das últimas posições da tabela e mostra evolução principalmente no setor ofensivo, que voltou a ser decisivo em momentos importantes da partida.
Athletico-PR 1 X 1 Flamengo
No último jogo da rodada, realizado às 19h30 do último domingo (17), Athletico Paranaense e Flamengo se enfrentaram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR) . Sob olhares de Ancelotti, Stiven Mendoza e Pedro marcaram os gols da partida.
O time paranaense entrou em campo depois de uma classificação sofrida na Copa do Brasil contra o Atlético-GO. O confronto foi decidido nos pênaltis, já que não houve gols durante os 180 minutos. O Furacão teve 100% de aproveitamento nas cobranças e conseguiu eliminar o adversário mesmo fora de casa.
Já o Flamengo veio de uma eliminação na Copa do Brasil para o Vitória. O time carioca teve a chance de se redimir com a própria torcida, porém deixou escapar.
A partida começou agitada. Logo aos 10 minutos de partida, o time da casa abriu o placar. O gol surgiu de um lançamento do goleiro Santos e da briga de Viveros com o zagueiro rubro-negro carioca. A bola ficou com o Athletico-PR que atacou pelo lado direito, e Mendoza finalizou e contou com o desvio em Léo Ortiz, que surpreendeu Rossi. O goleiro argentino desatento, falhou no lance.
O time visitante tentou ensaiar uma pressão após tomar o gol, mas sem eficiência, e o Athletico que teve a chance de ampliar o placar. Aos 27 minutos, uma cabeçada de Arthur Dias passou com perigo. O resto do primeiro tempo se manteve sem perigo para os dois lados.
Na segunda etapa da partida, o Flamengo, atrás do placar, tomou conta das ações do jogo, mas assim como o rival, estava em um dia pouco inspirado e não conseguiu produzir tanto.
Aos 33 minutos, o time curitibano teve uma boa chance. Viveros escapou da linha alta defensiva flamenguista e saiu cara a cara com Rossi e finalizou rasteiro cruzado, porém o argentino defendeu com o pé. No rebote a bola ficou com o colombiano que foi barrado pelo goleiro novamente e na terceira tentativa o atacante finalizou por cobertura, mas o travessão impediu o gol do Athletico.
Apenas três minutos depois, Felipinho arriscou um chute de muito longe, mas novamente o travessão impediu o segundo gol atleticano. O meia quase marcou um gol antológico na Arena da Baixada. O futebol costuma castigar quem perde grandes chances e no ataque seguinte, depois de um grande lançamento de Léo Pereira, Bruno Henrique serviu Pedro para empatar a partida.
O atacante do Mengão se tornou o artilheiro do Brasileirão com nove gols em 15 jogos. Já são 16 gols na temporada em 26 partidas disputadas. Do outro lado estava o segundo artilheiro do campeonato, Viveros, que passou em branco e deixou Pedro abrir vantagem na disputa.
Aos 46 minutos, Viveros dominou a bola e foi derrubado por Danilo perto da área, o que impediu uma jogada promissora do Athletico-PR. Essa infração rendeu o segundo cartão amarelo para o defensor, consequentemente foi mandado para o vestiário mais cedo. O CAP ainda tentou se aproveitar do homem a mais que tinha em campo, mas não tinha tempo suficiente e a partida acabou empatada.
O resultado não foi bom para nenhum dos lados. O Athletico deixou escapar a chance de subir na tabela e se manteve em quinto lugar com 24 pontos, mesma pontuação do São Paulo que perdeu na rodada. Já o Flamengo não conseguiu se aproximar do líder Palmeiras, e terminou a rodada com 31 pontos. O time carioca ainda tem um jogo a menos que os outros times na competição e pode diminuir a vantagem para o Alviverde para um pontos em caso de vitória.
O Flamengo volta ao Rio de Janeiro para enfrentar o Estudiantes de La Plata, na quarta-feira (20) pela Libertadores. A partida será no Maracanã, às 21h30 (horário de Brasília).
Próxima rodada
Sábado (23)
Vitória X Internacional, no Barradão, em Salvador (BA), às 17h00 (horário de Brasília);
São Paulo X Botafogo, no Morumbi, em São Paulo (SP), às 17h (horário de Brasília);
Mirassol X Fluminense, no Maião, em Mirassol (SP), às 19h (horário de Brasília);
Grêmio X Santos, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h (horário de Brasília);
Flamengo X Palmeiras, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 21h (horário de Brasília).
Domingo (24)
Cruzeiro X Chapecoense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);
Remo X Athletico-PR, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);
Corinthians X Atlético-MG, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);
Vasco X Red Bull Bragantino, no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).
Segunda-feira (25)
Coritiba X Bahia, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), às 20h (horário de Brasília).
Na última quinta-feira (21), o São Paulo anunciou a rescisão do contrato do zagueiro Matheus Dória, de 31 anos. A decisão partiu do jogador, que alegou ter sofrido ameaças pessoais, após o empate contra o Millonarios, da Colômbia, pela Copa Sul-Americana de 2026. Problemas de saúde na família também colaboraram para o encerramento do vínculo, segundo o jogador.
Dória vinha de dificuldades consecutivas no São Paulo. Pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Fluminense, o zagueiro falhou no segundo gol da equipe carioca ao entregar a bola nos pés do meio-campista Nonato. Apesar de marcar o “gol de honra” do time paulista, o defensor foi duramente criticado por sua atuação na partida.
No jogo seguinte, contra o Millonarios (COL), Dória voltou a falhar. O jogo acabou empatado, por 1 a 1, após o zagueiro “espichar” a bola para cima e gerar um contra-ataque para o adversário que terminou em gol. Nos minutos finais do jogo, ele contou com a sorte após cometer um pênalti não convertido pelo atacante Rodrigo Contreras.
Nas redes sociais, o Tricolor anunciou a rescisão do atleta: “O São Paulo Futebol Clube comunica a rescisão contratual com o zagueiro Dória. O jogador, que iniciou sua segunda passagem no começo desta temporada, tinha vínculo com o Tricolor até o final de 2027. Na reapresentação do elenco após o duelo contra o Millonarios-COL, na tarde de quarta-feira (20), no SuperCT, o defensor procurou a Diretoria de Futebol e solicitou o seu desligamento do clube motivado por questões pessoais”.
O zagueiro, também pelas mídias sociais, confirmou o encerramento do vínculo com o tricolor: “Algumas coisas vão além do futebol. Hoje encerro meu ciclo no São Paulo. Foi uma decisão muito pessoal, tomada junto da minha família. Preciso de um tempo pra cuidar de questões pessoais. Minha gratidão ao clube pelo suporte e compreensão. Desejo muito sucesso ao São Paulo”.
Esta foi a segunda passagem do defensor pelo clube. Na primeira, em 2015, ele veio por empréstimo do Marseille, da França, com 18 jogos e 2 gols. Em 2026, após longas passagens por equipes mexicanas, voltou ao Soberano e atuou por 11 partidas antes da rescisão.
O São Paulo vem sofrendo baixas defensivas desde o afastamento indisciplinar do zagueiro Robert Arboleda e a lesão de Rafael Tolói. Agora, com a rescisão de Dória, o Tricolor deve buscar reforços defensivos na janela de transferências do meio do ano.