Oito dias após a NBA divulgar suas punições, o caso de violação do teto de gastos envolvendo o Los Angeles Clippers e Kawhi Leonard ganhou um novo desdobramento. Na quinta-feira (10), a promotoria federal americana abriu uma investigação oficial sobre o esquema, usando como base a apuração interna recém-concluída pela liga de basquete contra o time, o dono da franquia e o atleta.
Segundo o New York Times, a investigação está em fase inicial e é conduzida pela Promotoria Federal do Departamento de Justiça sediada no Brooklyn, em Nova York, que já tem uma longa experiência em processos envolvendo jogadores e a NBA. As autoridades decidiram começar a examinar o caso, após a firma que fez a investigação interna chegar à conclusão de que o Clippers procurou diversas maneiras de burlar o sistema de teto de gastos da liga.
Em 2019, Kawhi Leonard havia fechado com o Clippers um contrato de três anos que valia US$ 100 milhões, aproximadamente R$ 511 milhões na cotação de hoje. No entanto, segundo o relatório, Leonard, por meio de seu tio, David Robertson, pressionou a franquia a fazer acordos de patrocínio por fora, o que viola as regras da liga.
Além do contrato normal, o jogador recebia patrocínios de imagem de quatro empresas. Contudo, essas parcerias nunca foram anunciadas publicamente e Leonard nunca fez propagandas para nenhuma delas. Um dos acordos era com a Aspiration Partners, uma empresa de sustentabilidade que faliu, mas que mantinha uma série de contratos com o time de Los Angeles e seu dono, Steve Ballmer.
Em resposta ao ocorrido, a NBA aplicou uma das punições mais severas de sua história. O Clippers perdeu cinco escolhas de draft, o que impacta diretamente a construção do elenco da franquia por um bom tempo. A equipe também recebeu uma multa de US$ 30 milhões
(R$ 153 milhões na cotação atual) e o banimento de um ano para Ballmer e dois executivos do time. Robertson, que foi demitido pelo sobrinho em junho, foi banido por cinco anos de atuar em negócios relacionados à liga, enquanto Kawhi Leonard sofreu uma multa de US$ 700 mil (aproximadamente R$ 3,5 milhões).
O jogador se pronunciou após o anúncio da punição, afirmando ser responsável pelo julgamento de pessoas de seu círculo pessoal. Em contrapartida, o Clippers se colocou contra a NBA e Adam Silver, comissário da liga, declarando que a investigação interna foi enviesada para justificar uma narrativa, em vez de focar em fatos e evidências. A diretoria afirmou ainda que a conversa privada com a liga divergiu do que foi anunciado na quarta-feira.
Nesta terça-feira (15), o Toronto Raptors concluiu uma troca com o Clippers, recebendo Kawhi por um ano em troca de Brandon Ingram (líder de pontos do time), Gradey Dick e um pacote de cinco escolhas de draft, que inclui seleções de primeira e segunda rodadas até 2033, além de uma troca de posições em 2027. Os times já tinham um acordo desde 30 de junho, mas, devido à investigação, a negociação havia ficado congelada.
Leonard retorna ao time canadense por mais um ano, após sua passagem na temporada 2018/2019, que culminou no único título da franquia de Toronto.
A primeira semana da NBA mudou o roteiro que parecia previsível. Na terça (20), os atuais campeões Knicks ergueram a faixa do primeiro título desde 1973 no Madison Square Garden, mas quem saiu em festa foi LeBron James, aos 41 anos.
Os Sixers venceram na estreia do jogador com a camisa da Filadélfia. O maior pontuador da história da liga fez uma partida completa, com pontos, rebotes e assistências. Ainda jogou alguns minutos como pivô para ajudar a segurar Karl-Anthony Towns.
Junto com ele, a Filadélfia ganhou Jaylen Brown, que veio do Celtics numa troca que mandou Paul George e escolhas de draft para Boston. Brown teve uma boa estreia, e Tyrese Maxey foi o cestinha da partida.
Foto: Reprodução/Instagram @sixers
No sábado (24), os Sixers voltaram a vencer, desta vez contra os Bucks. Para um time que foi varrido pelos Knicks nas semifinais do Leste na temporada passada, foi um bom começo de resposta.
O Leste teve outra história. Na mesma terça, os Pistons receberam o Celtics e viraram um jogo em que perdiam por mais de 20 pontos. A maior virada de estreia de temporada em 30 anos. Boston se recuperou na sexta (23), em casa, ao bater os Knicks e complicar o começo dos campeões.
Em Miami, a expectativa em torno da estreia de Giannis Antetokounmpo ainda não virou resultado: o Heat perdeu para os Pistons na sexta e para os Hornets no sábado.
Foto: Reprodução/Instagram @enbiei.it
No Oeste, a primeira revanche ficou com o Thunder. Shai Gilgeous-Alexander, bicampeão de Most Valuable Player (MVP) e atrás de um feito que só Bill Russell, Wilt Chamberlain e Larry Bird alcançaram, o de três prêmios seguidos, comandou a vitória sobre os Spurs, o time que o havia eliminado na final da conferência. Victor Wembanyama teve uma noite difícil, e San Antonio perdeu também para os Rockets na sexta, antes de reagir contra os Mavericks no sábado.
Uma semana é pouco para definir o resto da temporada. Thunder e Spurs seguem como os favoritos ao título, mas os Sixers, de LeBron e Brown, mostraram que podem entrar nessa disputa.
Entretanto, a primeira semana respondeu uma das perguntas de antes da bola subir. LeBron consegue fazer os Sixers funcionarem? Na estreia, e de novo no sábado, a resposta foi sim. Agora se os Knicks conseguem defender o título? Essa continua em aberto.
Na última quinta-feira (22), o Flamengo enfrentou o Estudiantes no jogo de volta das semifinais da Copa Libertadores da América, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, contra o Estudiantes de La Plata. Na semana anterior, na casa do adversário na Argentina, o clube carioca conseguiu segurar o empate sem gols e precisava apenas de uma vitória simples para garantir a vaga na final, em Montevideo.
Além de chegar nas fases finais da Libertadores, o Flamengo também disputa ponto a ponto a liderança do Campeonato Brasileiro com o Palmeiras. Por isso, o Mengão não poupou suas peças mais importantes no jogo da rodada antes da decisão no Maracanã, quando venceu o Bahia em Salvador, no domingo (18), por 3 a 0. Dos escalados no domingo, apenas Varela e Gonzalo Plata foram para o banco e deram lugar a Emerson Royal e Lucas Paquetá, respectivamente.
Já nos onze iniciais do time argentino, o técnico Cacique Medina teve os retornos de Tomás Palacios e Leandro González Pirez, que cumpriram suspensão na ida. O zagueiro Marcos Rojo, que teve sua inscrição barrada pela Conmebol para o jogo de ida, foi escalado após liberação do TAS (Tribunal Arbitrário do Esporte). Uma outra novidade na escalação foi a de Joaquim Corrêa, ex-jogador do Botafogo. Na última partida do Campeonato Argentino, a maioria dos titulares foram poupados na derrota em casa para o San Lorenzo.
Já no Maracanã, a festa da torcida do Flamengo contou com mosaicos e escritos sobre a busca pelo pentacampeonato da Libertadores. Essa foi a oitava semifinal disputada pelo Mais Querido, que buscava a sexta final. Porém, após o começo da partida, quem tomou controle do jogo foi o Estudiantes. O clube de La Plata mostrou que o jeito argentino de se jogar um jogo eliminatório de copa teve efeito.
Os visitantes compactaram a defesa e não deixaram o Flamengo controlar o jogo com passes, como gosta o time de Leonardo Jardim. No ataque, o Estudiantes também era bem mais efetivo. Os argentinos criaram chances claras, como a de um escanteio aos 15, quando Marcos Rojo aproveitou o desvio para finalizar com o pé, mas parou em uma grande defesa de Rossi. Menos de um minuto depois, Baltazar Rodrigues experimentou de longe, em chute colocado de meia altura que obrigou Rossi a fazer outra ótima defesa.
O Flamengo tentava criar, mas a numerosa defesa ‘Pincha’ não dava espaços. Foi em jogada individual de Pedro que o Flamengo arranjou um espaço, apenas para finalizar cruzado e ver o chute passar perto da outra trave.
No segundo tempo, Baltasar Rodrigues, já amarelado, cometeu falta em Samuel Lino e levou o segundo amarelo. O Flamengo ficou com um jogador a mais desde os quatro minutos da segunda etapa. Mesmo com a vantagem, o Flamengo não conseguiu criar uma chance clara até os 36 minutos, quando Plata, que entrou um minuto antes, passou para Paquetá, infiltrou na área e recebeu um passe de cavadinha do meia rubro-negro para finalizar de cabeça em cima de Muslera. O mesmo Paquetá, aos 41 minutos, teve a chance em cabeceio após escanteio curto lançado na área por Jorginho, mas a bola apenas passou perto da trave. O tempo regulamentar acabou e a vaga para a grande final foi decidida nos pênaltis.
O Flamengo bateu primeiro. Arrascaeta, que entrou no sacrifício por ainda estar tratando de lesão, abriu a série e converteu, seguido por José Sosa que também fez o dele. Jorginho, conhecido por bater pênaltis com exatidão, bateu o segundo e viu Muslera acertar o canto e encaixar a finalização. Esse foi apenas o primeiro pênalti perdido por Jorginho com a camisa Rubro-Negra em 15 batidos. Cetre, lateral do clube argentino, também perdeu e a disputa seguiu 1x1. Paquetá foi o próximo e também perdeu, no mesmo canto em que bateu Jorginho, novamente defendido por Muslera.
No dia seguinte ao jogo, o Flamengo apresentou uma reclamação à Conmebol pela escalação de Marcos Rojo, na tentativa de anular a partida, o que faria o clube brasileiro passar para a final. A Conmebol estuda analisar o caso, enquanto o Estudiantes garante que a liminar concedida pelo TAS dá legitimidade à inscrição e a escalação de Rojo.
Agora, o clube de Buenos Aires enfrentará o Palmeiras na decisão em busca do pentacampeonato, no estádio Centenário de Montevideo, no Uruguai, no dia 28 de novembro. O último título do ‘El León’, como é conhecido o clube, foi em 2009 quando bateu o Cruzeiro por 2 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte.
Depois, Mancuso, Léo Pereira e Tiago Palácios converteram e deixaram a disputa em 3 a 2 para o Estudiantes, que precisava apenas de outro erro do Flamengo para chegar à final. Bruno Henrique, ídolo do clube carioca, bateu e viu Muslera pela terceira vez defender. O goleiro acabou com a campanha do time brasileiro e levou o Estudiantes a sua sexta final, a primeira desde 2009.
O Palmeiras está na final da Copa Libertadores. O Verdão perdeu para o Fluminense por 1 a 0, na última quarta-feira (21), no Nubank Parque, em São Paulo (SP), mas venceu a disputa de pênaltis por 5 a 3 e garantiu a classificação.
Hércules marcou o único gol dos 90 minutos e deixou o placar agregado em 2 a 2, após a vitória palmeirense por 2 a 1 no Maracanã. Nos pênaltis, Carlos Miguel defendeu a cobrança de Nonato, e Marlon Freitas converteu a última batida do Palmeiras.
Como foi o jogo
O Fluminense começou melhor e teve uma boa oportunidade logo no primeiro minuto. Hulk encontrou Guilherme Arana livre dentro da área, mas Carlos Miguel conseguiu fazer a defesa. Depois do susto inicial, o Palmeiras passou a controlar melhor os espaços e voltou a se defender com uma linha de cinco formada por Giay, Murilo, Gustavo Gómez, Alexander Barboza e Piquerez.
O time carioca precisava do gol para continuar vivo no confronto, mas encontrou dificuldade para chegar com perigo. O Palmeiras, que entrou em campo podendo empatar, também arriscou pouco. Piquerez conseguiu uma das melhores jogadas da primeira etapa pela esquerda e cruzou para Giay, que apareceu dentro da área e finalizou para fora.
O cenário mudou pouco no começo do segundo tempo. O Fluminense tentou aumentar a pressão e Marcão colocou Kevin Serna no lugar de Savarino, enquanto o Palmeiras seguia confortável com o resultado. Mesmo finalizando mais vezes, o Verdão também tinha dificuldade para acertar o gol e não conseguia aproveitar os espaços deixados pelo adversário.
A classificação parecia encaminhada até a reta final. Marcão colocou Wesley Natã e Samuel Xavier aos 34 minutos e, pouco depois, o Fluminense conseguiu a jogada que buscava desde o início. Aos 37, Wesley participou da construção pelo lado direito, a bola passou por Hulk e chegou para Hércules, que finalizou colocado da entrada da área e abriu o placar.
O gol mudou o clima no Nubank Parque. O Palmeiras deixou de administrar a vantagem e passou a atacar nos minutos finais. Mauricio teve uma finalização bloqueada e Ramón Sosa obrigou Fábio a fazer uma defesa, mas o empate não saiu. Com o 1 a 0, a vaga na final passou a ser decidida nos pênaltis.
Carlos Miguel voltou a ser decisivo. Mauricio, Gustavo Gómez, Ramón Sosa e Piquerez converteram as quatro primeiras cobranças do Palmeiras, enquanto Thiago Silva, Hércules e Guilherme Arana marcaram para o Fluminense. Nonato foi o quarto cobrador tricolor e parou no goleiro palmeirense.
Marlon Freitas recebeu a responsabilidade de fechar a disputa. O volante converteu a quinta cobrança do Palmeiras, confirmou o 5 a 3 e levou o clube para mais uma final de Libertadores.
O que vem a seguir
Fora da competição continental, o Fluminense segue na disputa pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro. O Tricolor tem 51 pontos e briga por uma vaga no G4, em uma disputa que também envolve Athletico-PR, Cruzeiro, Atlético-MG e Bahia.
O Palmeiras, além da classificação na Libertadores, segue na disputa pelo título brasileiro com o Flamengo. O Verdão soma 69 pontos e lidera a competição, enquanto o time carioca aparece logo atrás, com 67 e um jogo a menos.
Na Libertadores, a final também está definida. O Palmeiras enfrentará o Estudiantes, que eliminou o Flamengo nos pênaltis depois de dois empates sem gols na semifinal. A decisão será disputada no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O horário ainda não foi definido pela Conmebol.
Neste domingo (25), o Real Madrid venceu o Barcelona por 2 a 1 no Camp Nou, em Barcelona, na Espanha, pela 10ª rodada de LaLiga, com dois gols de Kylian Mbappé. Em jogo marcado pela reestreia de José Mourinho no El Clásico, após treze anos, o treinador alcançou sua sexta partida sem perder para os catalães e colocou um fim na sequência de vitórias do Barcelona na liga. O resultado diminuiu a distância entre os dois times na tabela para três pontos.
O início da partida foi um prenúncio do que viria a acontecer. O Barcelona até tinha a posse de bola, mas quem levava mais perigo era o Real Madrid. Aos cinco minutos, Arda Güler aproveitou um passe errado de Pedri no campo de defesa, arrancou em velocidade e quase abriu o placar para os merengues.
O clube catalão estava tímido na partida e até finalizou com Gordon, aos sete e 15 minutos, e com Raphinha, aos 22 e 24, mas não levou real perigo ao gol de Lunin. Aos 33 minutos, Güler encontrou Mbappé sem marcação dentro da área. O francês tentou o voleio, mas a bola subiu demais.
O melhor ataque da competição não conseguia se criar contra a forte marcação do clube madrilenho. Eram quatro na zaga e cinco no meio-campo, com destaque para Jude Bellingham, que variava entre o meio e o ataque. Aos 41 minutos, Cucurella acionou Diomande na ponta esquerda. O marfinense tocou para o meio e, em uma tentativa de afastar a bola, o zagueiro Gerard Martín chutou em cima de Mbappé, que abriu o placar para os merengues.
Logo após o gol, o Barcelona partiu para o ataque. Fermín López encontrou Lamine Yamal sem marcação dentro da área, mas a estrela espanhola finalizou mal e não conseguiu empatar a partida. O Real Madrid prontamente respondeu com duas oportunidades. A primeira com Mbappé, que acertou a trave depois de bola enfiada por Bellingham, e a segunda com Diomande, que desperdiçou a chance de ampliar após passe de Güler.
Na segunda etapa, a tônica da partida seguiu a mesma. Os Culés tinham a posse, mas não conseguiam fazer muita coisa com ela. Já o Real Madrid levava muito perigo nos contra-ataques e aproveitava a linha de defesa alta do rival. Aos 50 minutos, Tchouaméni acionou Bellingham, que tirou de Pau Cubarsí e arrancou em velocidade. Mesmo com dois contra um no campo de ataque, o meia não conseguiu acionar Mbappé graças à excelente cobertura de Gerard Martín.
Parecia questão de tempo para o clube madrilenho ampliar. No entanto, como o futebol não é muito fã da lógica, Pedri encontrou Raphinha dentro da área, e o brasileiro chutou entre as pernas de Bellingham e empatou a partida aos 61 minutos.
Aos 65 minutos, João Cancelo cobrou escanteio na cabeça de Gerard Martín, que só não virou o jogo porque Lunin, goleiro que substituiu o gripado Courtois, fez um milagre e salvou os visitantes.
Com a entrada de Frenkie de Jong no lugar de Fermín aos 75 minutos, o Barcelona controlou mais o jogo e permitiu menos contra-ataques do Real Madrid. Aos 78, Lamine Yamal fez boa jogada, arriscou de fora da área e a bola foi para fora. O que não mudou na partida foi a eficácia da defesa merengue, que, mesmo em momentos de dificuldade, não deixou o Barça criar.
Aos 87 minutos, Bellingham aproveitou um passe errado de Gabriel Jesus, deu um lindo drible no brasileiro e tocou para Güler, que acionou Camavinga em profundidade. O francês ganhou de Cubarsí e do goleiro Joan García e só tocou para Mbappé empurrar a bola para o gol vazio.
Após o jogo, Mourinho declarou: “O Real Madrid não joga para vencer no Camp Nou, mas para ganhar o campeonato”. A declaração reforça a ideia de que o Real Madrid chegou de vez na briga pelo título. O Barcelona lidera com 27 pontos, o Atlético Madrid vem logo atrás com 25, e o Real Madrid é o terceiro, com 24.
Na próxima rodada, o Barcelona recebe o Alavés no Camp Nou, no sábado (31), às 17h, no horário de Brasília. O Real Madrid enfrenta o Racing Santander fora de casa, no domingo (1º), às 12h15, também no horário da capital brasileira.