Na terceira rodada da Copa do Mundo de 2026, o México venceu a República Tcheca por 3 a 0 e segue invicto na competição. Já no outro jogo da chave, a África do Sul venceu a Coreia do Sul, de virada, e garantiu a classificação para a próxima fase. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:
República Tcheca 0X3 México
Em jogo válido pela última rodada do Grupo A, a seleção mexicana, já classificada, enfrentou a Tchéquia na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, e encerrou a participação das duas seleções na fase de grupos.
Para o jogo, ambos os times vieram com força total, sem desfalques notáveis que obrigassem os experientes Javier Aguirre e Miroslav Koubek a mexer nos 11 iniciais.
Com a necessidade da vitória para se classificar, foi a Tchéquia quem deu gás ao começo do jogo. Aos sete minutos, Coufal lançou Sulc em profundidade pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, onde Visinsky apareceu livre e finalizou rasteiro, mandando a bola para fora, muito perto da trave direita do goleiro Rangel.
Em seguida, foi a vez do México responder. Aos nove minutos, Romo recebeu na entrada da área e encontrou Martínez livre pela ponta direita. O atacante cruzou para a área, mas o zagueiro Krejčí afastou de cabeça. Na sobra, após um bate-rebate, Edson Álvarez finalizou da entrada da pequena área e mandou a bola por cima do gol defendido por Kovář.
Os anfitriões continuaram a pressionar e, aos 38 minutos, em uma troca de passes na entrada da área, Alvarado encontrou Sánchez livre pela ponta direita. O atacante dominou e finalizou cruzado, mas Kovář fez boa defesa. As duas seleções terminaram a primeira etapa sem gols.
O primeiro gol da partida saiu aos nove minutos do segundo tempo. Após uma bela sequência de dribles, Romo se livrou da marcação de três jogadores tchecos e tocou para Chávez, que arrancou pela ponta direita, deixou Sadílek para trás e finalizou com categoria no canto de Kovář.
Cinco minutos depois, aos 14, saiu o segundo gol mexicano. Gilberto Mora dominou a bola na intermediária e avançou até encontrar Sánchez. O lateral se livrou da marcação de Červ e invadiu a área, mas parou em grande defesa de Kovář. Na sequência, Holeš tentou afastar o perigo, porém a bola rebateu em Sánchez e sobrou para Quiñones, que apenas empurrou para o gol vazio e ampliou a vantagem mexicana.
Aos 32 minutos, com o jogo resolvido, o técnico Aguirre promoveu a entrada de Ochoa. Aplaudido pelos companheiros e por todo o estádio, o camisa 13 entrou em campo pela quarta vez em uma Copa do Mundo e tornou-se, junto de Messi e Cristiano Ronaldo, um dos únicos da história a disputar seis edições do torneio. Embora tenha seis participações no total, ele não chegou a atuar nas edições de 2006 e 2010, sendo titular apenas em 2014, 2018 e 2022.
O terceiro e último gol saiu nos acréscimos. Após um belo tiro de meta de Ochoa, Santiago Giménez fez o pivô sobre Hranáč e deixou a bola passar para Alvarado, livre pela ala. O meia devolveu para Giménez dentro da área, mas o atacante finalizou em cima de Kovář. Na sequência, a bola rebateu e sobrou para Alvarado, que tocou para Fidalgo na entrada da área. O camisa 8 acertou um belo chute no ângulo e fechou o placar com vitória de 3 a 0.
Com a vitória, o México garantiu a liderança do Grupo A, com três vitórias em três jogos, nove pontos conquistados e nenhum gol sofrido. A seleção mexicana possui uma das melhores defesas da Copa do Mundo até o momento, ao lado da Espanha, que até o momento, também não foi vazada.
Os ”El Tri” venceram quatro partidas consecutivas da Copa do Mundo FIFA pela primeira vez, tornando-se a primeira equipe da Concacaf a alcançar esse feito, depois de superar a Arábia Saudita em sua última partida no Catar 2022 e emendar as três vitórias consecutivas da fase de grupos, a primeira vez que a seleção venceu seus três jogos nesta fase.
O resultado também marcou a segunda vez que o México avançou pela fase de grupos sem sofrer gols, repetindo o que havia feito em 1970, quando sediou a competição pela primeira vez. Além disso, a equipe ficou invicta na fase de grupos do torneio em seis ocasiões (1970, 1986, 1998, 2002, 2014 e 2026) e se tornou a primeira nação da Concacaf a somar 20 vitórias na história da Copa do Mundo.
Com apenas um ponto somado, a Tchéquia encerrou sua participação na quarta colocação do Grupo A e ampliou o jejum sem classificações para o mata-mata, que já dura desde 1990.
A seleção mexicana enfrenta, na terça-feira (30), às 22h (horário de Brasília) a equipe do Equador. A partida válida pelos 16 avos de final acontece novamente no Estádio Azteca, na Cidade do México.
África do Sul 1X0 Coreia do Sul
No outro jogo do grupo A, a África do Sul venceu a Coreia do Sul por 1 a 0, no Estádio de Monterrey, em Guadalupe. Com a vitória, os sul-africanos garantiram pela primeira vez em sua história uma vaga no mata-mata da Copa do Mundo.
O início da partida foi equilibrado, com alternância de posse de bola e dificuldades da seleção sul-africana em encontrar espaços. Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, o meia atacante Appollis e o volante Mbatha, tiveram chances claras de gol, mas não conseguiram abrir o placar. A ausência de Mokoena, principal jogador da equipe, foi sentida no primeiro tempo. O meio campista da seleção africana foi suspenso após acumular dois cartões amarelos. Ele é considerado o grande motor do meio campo e exerce liderança técnica dentro dos gramados.
A Coreia do Sul buscava explorar o avanço do seu lateral-esquerdo, Lee Tae-seok, que se posicionava justamente no setor mais atacado pela África do Sul. Ainda assim, foi por ali que surgiu o lance decisivo. Aos 17 minutos do segundo tempo, em contra-ataque veloz, Tshepang Moremi - que havia acabado de entrar - arrancou pela esquerda, fintou a defesa e cruzou com precisão. A bola encontrou o ponta-direita Thapelo Maseko, que dominou e finalizou de canhota no canto esquerdo do goleiro Williams para marcar o gol da vitória da África do Sul.
A Coreia do Sul não mudou sua postura tática utilizada nos outros jogos e novamente apostou em dominar a posse da bola, com passes curtos entre os jogadores de meio-campo para controlar as ações da partida. O destaque Heung-min Son começou na reserva por opção técnica do treinador Hong Myung- Bo e entrou no início da segunda etapa, porém não criou chances de gols para a equipe. O técnico sul-coreano, em sua entrevista coletiva após a partida, assumiu a culpa da derrota, porque fez mudanças drásticas na escalação: “Acho que tomei decisões erradas e esse foi o motivo do resultado ruim”, disse.
O técnico da Seleção sul-africana, Hugo Broos, apesar da ausência de seu principal jogador, armou sua equipe baseada em contra-ataques velozes, diferente do estilo adotado contra o México, e conseguiu manter a equipe conectada, se apoiando e se defendendo com intensidade. O treinador belga se emocionou ao final da partida: a seleção, em sua quarta Copa do Mundo, resgatou a confiança da torcida sul-africana e fez história ao levar os Bafana Bafana ao mata-mata.
A vitória representou uma verdadeira virada de chave no Grupo A. A África do Sul começou a última rodada na lanterna, mas com a vitória sobre a Seleção sul-coreana, chegou aos quatro pontos e avançou na vice-liderança graças ao triunfo e à combinação de resultados do grupo.
Agora, os Bafana Bafana enfrentam o Canadá no domingo (28), no Estádio de Los Angeles, às 16h (horário de Brasília). Já a Coreia do Sul terminou a rodada na terceira posição com três pontos. Com a esperança de ser classificada como uma dos oito melhores terceiros lugares, a combinação de resultados dos outros grupos não favoreceu a equipe asiática, que deu adeus ao torneio.
Na última segunda-feira (29), no Estádio BBVA, em Monterrey, no México, Holanda e Marrocos se enfrentaram nos 16 avos de final, primeira fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026. O jogo foi para as penalidades após empate por 1 a 1 no tempo normal e prorrogação.
Ambas as equipes tiveram bom desempenho na fase de grupos. A seleção neerlandesa foi líder do grupo F, com sete pontos. Eles venceram a Suécia e a Tunísia e empataram com o Japão em, para muitos, um dos melhores jogos do mundial. Os marroquinos, com a mesma pontuação, ocuparam a segunda colocação do grupo C. Após empate com o Brasil na primeira rodada, os Leões de Atlas derrotaram o Haiti e a Escócia. As expectativas eram de um jogo equilibrado com chances para os dois lados.
Para a partida, o técnico Ronald Koeman promoveu mudanças na escalação holandesa. Ele trocou Donyell Malen, atacante titular até então, por Crysencio Summerville. O meia entrou bem quando veio do banco nas outras partidas, em que marcou dois gols no mundial. A segunda mudança foi no meio. Tijjani Reijnders deu lugar a Nathan Aké. Isso gerou uma linha de três zagueiros para a Holanda, com dois alas e dois volantes, estratégia nova da Laranja Mecânica no torneio.
A Holanda entrou em campo com: Bart Verbruggen, Denzel Dumfries, Jan Paul van Hecke, Virgil van Dijk, Nathan Aké, Micky van de Ven, Ryan Gravenberch, Frenkie de Jong, Crysencio Summerville, Brian Brobbey e Cody Gakpo.
Já Mohamed Ouahbi manteve a escalação marroquina semelhante à das duas primeiras partidas. Contra o Haiti, pela terceira rodada, os Leões de Atlas entraram com time misto. Com força máxima, os 11 titulares foram: Yassine Bounou, Achraf Hakimi, Issa Diop, Chadi Riad, Noussair Mazraoui, Neil El Aynaoui, Ayyoub Bouaddi, Azzedine Ounahi, Bilal El Khannouss, Brahim Díaz e Ismael Saibari.
Tempo normal
A primeira etapa, sem gols, foi marcada por um jogo estudado e de poucas chances, mas com a seleção marroquina melhor. Aos 19 minutos, Bart Verbruggen fez uma excelente defesa em cabeceio de El Aynaoui. Um minuto depois, outra chance perigosa dos Leões, agora com Hakimi, mas novamente parou no goleiro holandês.
O primeiro tempo também foi marcado por uma lesão do zagueiro Van Hecke, que recebeu uma joelhada, não intencional, na cabeça. Ele sangrou muito e virou dúvida para a continuação da partida. Os médicos, felizmente, conseguiram estancar o sangramento e o zagueiro pôde continuar em campo.
No retorno do vestiário para o segundo tempo, Marrocos voltou melhor e criou duas chances logo no início da etapa final, ambas com Hakimi.Aos sete minutos com uma finalização de Hakimi que carimbou o travessão adversário. Na segunda oportunidade, o capitão saiu de cara a cara com Verbruggen, mas Van de Ven deu um carrinho perfeito dentro da área e conseguiu desarmá-lo.
Apresentando um melhor futebol em campo, os comandados do técnico Mohamed Ouahbi assumiram o controle da posse de bola, enquanto a Holanda preferia apostar nas jogadas de contra-ataque.Aos 16 minutos, os marroquinos chegaram com perigo em um cruzamento na primeira trave, mas o goleiro Verbruggen impediu o gol.
Pouco depois, em uma das subidas holandesas, Summerville acelerou a jogada, passou pela marcação e rolou para o atacante Cody Gakpo balançar as redes e colocar a Laranja Mecânica em vantagem.
Quando a vitória e a classificação da Holanda para as oitavas de final pareciam certas, os marroquinos buscaram o empate de forma heroica. Aos 45 minutos da segunda etapa, graças a um ótimo cruzamento do ponta Chemsdine Talbi, o zagueiro Issa Diop cabeceou para o fundo do gol e igualou o placar.
Prorrogação
Após empate no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação. Nos dois tempos de 15 minutos houve somente uma finalização. Após drible dentro da área, o atacante Rahimi ficou frente à frente com Verbruggen. O goleiro holandês fez, possivelmente, a defesa do torneio até o momento. Segundo dados do Sofascore, a chance de gol em questão era de 74%. Verbruggen evitou a eliminação provisoriamente e levou a partida para os pênaltis.
Disputa de pênaltis
A Holanda começou a disputa na frente, quando Teun Koopminers abriu o placar e Neil El Aynaoui acertou a trave. Entretanto, na segunda cobrança, Justin Kluivert, que entrou nos minutos finais da prorrogação, errou e Soufiane Rahimi fez, o que resultou em empate momentâneo por 1 a 1. Verbruggen chegou a defender a cobrança, mas a bola bateu em seu calcanhar e entrou para o gol.
Wout Weghorst e Chemsdine Talbi converteram para Holanda e Marrocos, respectivamente, na terceira cobrança. Quinten Timber errou a cobrança seguinte, com chute para fora, mas Achraf Hakimi também desperdiçou a cobrança ao acertar a trave holandesa.
A disputa se encerrou na quinta cobrança, quando Yassine Bounou, em pé, defendeu a cobrança de Crysencio Summerville, e Ismael Saibari converteu o último pênalti. Por um placar de 3 a 2, os Leões de Atlas superaram a Laranja Mecânica nos pênaltis.
A Holanda segue invicta em partidas da Copa do Mundo desde 2010, quando foi derrotada pela Espanha na final. Embora não tenha perdido desde então, esta foi a terceira eliminação consecutiva da Laranja Mecânica nos pênaltis.
O Marrocos, classificado para as oitavas de final, enfrentará o Canadá no próximo sábado (04), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. A partida será às 14h (horário de Brasília).
Na última sexta-feira (26), as seleções do Grupo I entraram em campo pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Em uma partida disputada sem Haaland e Ødegaard, a Noruega foi derrotada pela França por 4 a 1, com grande atuação de Ousmane Dembélé. Com o resultado, os franceses encerraram a primeira fase com 100% de aproveitamento e garantiram a liderança do grupo. No outro confronto, Senegal goleou o Iraque por 5 a 0, terminou entre os oito melhores terceiros colocados e assegurou a vaga no mata-mata do Mundial.
França 4x1 Noruega
A França confirmou a liderança do Grupo I da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Noruega por 4 a 1, nesta sexta-feira (26), no Estádio de Boston, pela terceira rodada da fase de grupos. Em uma atuação dominante desde os primeiros minutos, Ousmane Dembélé foi o grande destaque da partida ao comandar a vitória francesa e assegurar a primeira colocação da equipe no grupo.
A seleção norueguesa entrou em campo com uma equipe praticamente reserva. Erling Haaland e Martin Odegaard, principais estrelas do time, começaram a partida no banco de reservas, enquanto apenas Aursnes foi mantido entre os titulares.
Do outro lado, a França promoveu quatro alterações em relação ao último confronto: Théo Hernandez retornou na vaga de Digne, Lacroix substituiu Saliba, Tchouaméni entrou no lugar de Rabiot e Désiré Doué retomou a posição entre os titulares no lugar de Barcola.
Os franceses também tiveram uma ausência importante fora das quatro linhas. O técnico Didier Deschamps não comandou a equipe à beira do gramado após retornar à França para acompanhar o velório de sua mãe.
Mesmo sem seu treinador no banco, a França mostrou, desde os primeiros segundos, qual seria sua postura dentro de campo. Com apenas 22 segundos de jogo, Kylian Mbappé recebeu passe de Ousmane Dembélé e finalizou com perigo, obrigando o goleiro Selvik a fazer a primeira defesa da partida.
Rapidamente, a pressão inicial se transformou em vantagem no placar. Aos 7 minutos, após passe de Mbappé, Dembélé dominou, puxou para a perna direita e finalizou cruzado, tirando qualquer chance de defesa do goleiro norueguês e colocando a França em vantagem no placar.
Nos minutos seguintes, o domínio francês seguiu sendo absoluto. Mbappé, Doué e Michael Olise criaram boas oportunidades e quase ampliaram, mas foi novamente Dembélé quem apareceu para marcar. Aos 20 minutos, o atacante recebeu um novo passe de Mbappé, cortou para a esquerda e acertou um chute colocado, ampliando para 2 a 0 e confirmando o excelente início de partida da equipe francesa.
A resposta norueguesa veio imediatamente. Logo na saída de bola, aos 21 minutos, a Noruega conseguiu diminuir a diferença no placar. Após passe de Schjelderup, Aasgaard recebeu dentro da área, aplicou um drible de corpo em Upamecano e finalizou no contrapé do goleiro Maignan.
A reação norueguesa durou pouco. Aos 32 minutos, Ousmane Dembélé voltou a aparecer para praticamente definir o confronto ainda no primeiro tempo. Após receber novamente em velocidade, o atacante finalizou com a perna esquerda, em um chute colocado, sem chances de defesa para Selvik, completando seu hat-trick e ampliando para 3 a 1.
Mesmo com a vantagem confortável, a França manteve a intensidade ofensiva e continuou pressionando até o intervalo. Mbappé ainda teve a chance de ampliar após erro na saída de bola da defesa norueguesa.
A primeira etapa terminou com amplo domínio francês e uma vantagem confortável no placar.
No segundo tempo, a Noruega parecia ter se encontrado em campo. Com uma troca de passes mais consciente e maior posse de bola, os Vikings tiveram seu primeiro momento de superioridade na partida.
Logo no início da segunda metade, aos 47 minutos, Oscar Bobb recebeu uma bola enfiada no lado direito da área francesa e, após se livrar de dois marcadores, sofreu um pênalti que confirmava a postura norueguesa. No entanto, o centroavante Larsen desperdiçou a cobrança, em um chute rasteiro no canto esquerdo do gol que contou com a defesa de Maignan.
Embora a Noruega tenha conseguido manter a posse por ainda mais tempo, o controle do jogo seguiu nas mãos da seleção da França. O time de Deschamps, mesmo sem a bola, apresentou mais perigo do que seus adversários nas escapadas de contra-ataque, que a seleção norueguesa não conseguiu acompanhar efetivamente. A ausência de Haaland e Ødegaard prejudicou o esquema tático do time, tanto nas ações com bola quanto sem ela, principalmente no âmbito ofensivo.
A noite inspirada de Maignan foi um grande fator na vitória francesa. Aos 26 minutos de jogo, em uma roubada de bola, o meio-campista Thelo Aasgard achou um passe que pegou a defesa adversária desorganizada e deixou Oscar Bobb livre de frente ao gol. Porém, o atacante parou em uma grande defesa do paredão francês.
O panorama da partida seguiu o mesmo até o final. Poucas oportunidades claras de gol, devido a posse pouco efetiva da Noruega, que não trouxe perigo defensivo aos franceses. Aos 35 minutos, em mais uma escapada francesa pelos lados do campo, Barcola recebeu uma bola enfiada do lado esquerdo, que deixou o jogador em boa posição para cruzar, mas parou em uma boa defesa do goleiro norueguês.
Já no final da partida, aos 48 minutos de jogo, a França conseguiu ampliar o placar. Barcola, novamente pelo lado esquerdo, foi feliz em uma jogada individual. Após driblar o marcador da Noruega, cruzou a bola para a grande área e achou Désiré Doué livre, que mal precisou sair do chão para cabecear no canto direito do goleiro e marcar o quarto gol francês na partida, o seu primeiro em Copas do Mundo.
O juiz apitou o fim de jogo aos 50 minutos. A vitória francesa por 4 a 1 afirmou o favoritismo desse time e garantiu a liderança do grupo. Agora, a França enfrentará a Suécia na próxima terça-feira (30), pelos 16 avos de final.
Enquanto isso, a Noruega avançou na segunda posição, com uma ótima campanha em um grupo considerado um dos mais difíceis desta edição. Os noruegueses também voltam ao campo na próxima terça-feira, contra a Costa do Marfim, visando uma vaga nas oitavas de final.
Senegal 5x0 Iraque
A seleção de Senegal encerrou a última rodada do Grupo I com vitória de 5 a 0 sobre o Iraque, no Estádio de Toronto. O resultado garantiu a classificação da seleção para os 16 avos de final. Os senegaleses terminaram a fase de grupos na oitava posição entre os oito melhores terceiros colocados, assegurando vaga na próxima fase.
Do outro lado, o Iraque entrou em campo já eliminado, mas determinado a encerrar sua participação na Copa do Mundo de forma competitiva. O técnico Jesús Casas promoveu mudanças na equipe, dando oportunidade a jogadores que haviam atuado menos durante a fase de grupos. No entanto, os Leões da Mesopotâmia encontraram dificuldades desde os primeiros minutos e viram a situação se complicar ainda mais com a expulsão de um defensor no primeiro tempo, fator que praticamente definiu o rumo da partida.
O comandante Pape Thiaw, da seleção de Senegal, escalou a equipe com mudanças em todos setores do time, com lesão no joelho, o goleiro Mendy foi substituído por Mory Diaw. O zagueiro Seck entrou no lugar do experiente Koulibaly, e ainda na defesa, o lateral esquerdo Jakobs tomou a vaga de Diouf que fez uma partida abaixo contra a Noruega. Já no meio-campo Idrissa Gueye foi para o banco para a entrada de Habib Diarra. A última mudança ocorreu no setor ofensivo, onde saiu Nicolas Jackson para a entrada do jovem Mbaye.
Os Leões de Teranga eram favoritos pela primeira vez diante de um um adversário do grupo e, com apenas 4 minutos de jogo, já mostraram o porquê da superioridade. Camara cobrou escanteio na cabeça de Seck, que viu seu remate desviar no pé de Diarra antes de parar no fundo das redes.
Nove minutos depois, aos 13, Rebin Sulaka cometeu uma falta clara de gol em Sadio Mané e foi expulso.
Após a expulsão do zagueiro iraquiano, era questão de tempo para um domínio total dos africanos, porém a equipe sofreu ofensivamente. O time tinha a posse de bola, mas, assim como no jogo contra a Noruega, foi pouco efetivo, e só chegou perto de marcar novamente aos 32 minutos, em uma jogada armada por Sadio Mané. O camisa 10 tocou para o lateral Jakobs na entrada da área pela esquerda, que chutou com perigo, mas para fora do gol.
Sem conseguir reorganizar o sistema defensivo com um jogador a menos, o Iraque praticamente não levou perigo ao gol de Mory Diaw. A equipe apostava em raros contra-ataques, mas encontrava dificuldades para manter a posse de bola e escapar da forte marcação senegalesa.
Senegal desperdiçou outra chance, desta vez nos pés do craque do time. Nos acréscimos do primeiro tempo, Mané, com sua clássica jogada na ponta esquerda do campo deixou dois marcadores para trás na velocidade, e dentro da área finalizou com perigo por cima do gol.
No segundo tempo da partida, os Leões de Teranga impuseram seu ritmo. Aos 11 minutos, após um corte errado da defesa iraquiana, Camara levou a melhor na disputa, costurou a defesa e tocou dentro da pequena área para Ismaila Sarr balançar as redes. Após o segundo gol, Pape Thiaw mudou o time visando aumentar o saldo de gols de Senegal. Saíram Mbaye, Camara e Diarra, para a entrada de Iliman Ndiaye, Nicolas Jackson e Pape Gueye.
Depois, aos 13 minutos, o comandante senegalês tirou o zagueiro amarelado Seck, para a entrada de mais um meio-campista, Pathé Ciss. Com o time mais ofensivo, Ismaila Sarr roubou a bola no campo de ataque pela direita, tocou a bola para Pape Gueye chutar com a parte interna do pé e marcar o gol que tirava o saldo negativo dos senegaleses. Com o jogo confortável, Senegal não parou de atacar. Aos 26 minutos, Mané encontrou Jackson livre de marcação dentro da área. O camisa 11 passou para o lateral Jakobs, na linha de fundo, que cruzou para grande área, onde Ndiaye escorou para Pape Gueye empurrar a bola para o fundo do gol.
Aos 36 minutos, Thiaw mudou novamente. Dessa vez, com o objetivo de descansar um dos principais atacantes do time, Ismaila Sarr saiu para a entrada de Assane Diao. Logo após a mudança, Pape Gueye roubou a bola no meio-campo, passou para o seu garçom da partida, Ndiaye, que finalizou com uma bomba no canto esquerdo do goleiro.
Com o resultado praticamente definido, o resto da partida foi marcado por controle e domínio senegalês. Sem forças para reagir, o Iraque apenas administrou os minutos finais e encerrou sua campanha sem conquistar pontos no Grupo I. Do outro lado, os Leões de Teranga, se preparam para a disputa dos 16 avos de final. A equipe volta a campo na próxima quarta-feira (1°), às 17h (de Brasília), contra a Bélgica.
Na última quarta-feira (24), às 16h (de Brasília), as seleções do Grupo B entraram em campo pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A Suíça venceu o Canadá por 2 a 1, chegou aos sete pontos e garantiu a liderança da chave. No outro confronto, a Bósnia derrotou o Catar por 3 a 1, fez história ao terminar entre os oito melhores terceiros colocados e garantiu, pela primeira vez, a classificação para o mata-mata do Mundial.
Suíça 2x1 Canadá
Nesta quarta-feira (24), Suíça e Canadá protagonizaram uma partida pouco movimentada, em Vancouver, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. No confronto que valia a liderança do Grupo B, as duas seleções buscaram o ataque, mas encontraram dificuldades para transformar as oportunidades criadas em gol. Apesar disso, os suíços levaram a melhor pelo placar de 2 a 1.
Na primeira etapa, a equipe suíça teve maior controle da posse de bola e tentou pressionar no campo ofensivo, enquanto os canadenses apostaram na velocidade para explorar os contra-ataques. Apesar da intensidade da partida, as defesas levaram a melhor sobre os ataques durante os 45 minutos iniciais. Com poucas chances claras de gol e forte disputa no meio-campo, o placar permaneceu zerado até o intervalo.
Após uma primeira etapa equilibrada e sem gols, a Suíça retornou dos vestiários com uma postura mais ofensiva e passou a pressionar o Canadá desde os primeiros minutos. A estratégia deu resultado rapidamente. Logo no início da etapa final, Rúben Vargas aproveitou uma jogada trabalhada pelo setor ofensivo suíço para abrir o placar e colocar sua equipe em vantagem no confronto que valia a liderança do Grupo B. O gol aumentou a confiança dos europeus, que passaram a controlar as ações da partida.
Com mais posse de bola e organização tática, a Suíça continuou criando oportunidades e dificultando a saída de jogo canadense. A pressão resultou no segundo gol aos 11 minutos, quando Johan Manzambi finalizou com precisão após um rápido contra-ataque. A vantagem de dois gols deixou os suíços em situação confortável e obrigou o Canadá a buscar alternativas para voltar ao jogo.
Em desvantagem, a seleção canadense passou a ocupar mais o campo ofensivo e intensificou as investidas em busca da reação. A equipe criou algumas chances e encontrou espaços na defesa adversária, aumentando o ritmo da partida. O esforço foi recompensado aos 30 minutos, quando Promise David aproveitou uma oportunidade dentro da área para diminuir o placar e recolocar os canadenses na disputa pelo resultado.
O gol animou o Canadá, que cresceu na reta final do confronto e pressionou mais em busca do empate. Os minutos finais foram marcados por um jogo mais aberto, com os canadenses avançando suas linhas e os suíços apostando nos contra-ataques para tentar definir a partida. Apesar da pressão, a equipe Rossocrociati conseguiu neutralizar as principais investidas adversárias e administrar a vantagem até o apito final.
Após a partida, a Suíça confirmou a liderança do Grupo B e encerrou a fase de grupos com uma campanha consistente com sete pontos, garantindo vaga nos 16 avos de final. A seleção enfrentará a Argélia, na próxima sexta-feira (3), visando uma vaga mas oitavas de final.
O Canadá garantiu a classificação para a fase eliminatória da Copa do Mundo pela primeira vez na história ao terminar na segunda colocação do Grupo B, com quatro pontos. Agora, os canadenses enfrentarão a África do Sul nos 32 avos de final da Copa do Mundo no próximo domingo (28).
Catar 1x3 Bósnia
Na última quinta-feira (25), Catar e Bósnia se enfrentaram no estádio de Seattle, nos Estados Unidos, em uma partida cercada por pressão e pela necessidade de vitória das duas equipes para manterem vivas as chances de classificação na Copa do Mundo. A Bósnia levou a melhor, venceu por 3 a 1 e garantiu sua classificação para a próxima fase do Mundial.
O destaque da partida foi o capitão da Bósnia, Edin Dzeko, ídolo do país que chegou a marca de 150 jogos com a camisa da seleção. O atacante que estava em comemoração pelo feito, chegou ao seu sétimo gol com a camisa da Bósnia e se tornou o maior nome da história do país no futebol.
A Bósnia começou melhor na partida e abriu o placar aos 28 minutos com um belo gol marcado pelo jovem atacante Alajbegović, de 28 anos, que balançou as redes com uma finalização forte e precisa de fora da área. Demonstrando uma equipe com grande intensidade e controle no ataque e na defesa.
Cinco minutos depois, a vantagem aumentou para o lado bósnio. Após uma finalização forte do capitão Dzeko, a bola desviou e terminou em um gol contra de Mahmud Abunada. Mesmo com a superioridade no placar, a equipe continuou trabalhando a posse de bola, tentando reduzir os espaços da área defensiva. Com o passar dos minutos, o jogo ficou mais equilibrado. O Catar passou a intensificar sua presença ofensiva e buscou jogadas mais rápidas, mas sofreu com a forte marcação da seleção adversária.
Os catarianos começaram o duelo em um ritmo abaixo do esperado, com muitas dificuldades para encontrar passes diante da forte pressão dos bósnios. Apesar disso, no decorrer do jogo, a equipe se ajustou e passou a encontrar brechas no sistema defensivo do adversário.
Na reta final do primeiro tempo, o Catar mostrou mais organização ofensiva e conseguiu aproveitar melhor as oportunidades que surgiram, diminuindo a desvantagem no placar com gol de Hassan Alhaydos, aos 42 minutos. O gol deu confiança à equipe, que terminou a etapa inicial em ascensão, pressionando mais o adversário e equilibrando a partida nos minutos finais antes do intervalo.
Apesar de um segundo tempo menos movimentado, a Bósnia manteve a intensidade e a agressividade, embora tenha adotado uma postura mais recuada para explorar os contra-ataques. A etapa foi marcada pelo aumento das faltas e dos duelos físicos, enquanto o Catar passou a ter maior posse de bola em busca de espaços para reagir na partida.
Quase no final do jogo, aos 35 minutos do segundo tempo, Ermin Mahmic marcou o terceiro gol da Bósnia no jogo, encerrando a participação da seleção na primeira fase do torneio com um 3 a 1 no placar. Com o resultado, o país confirmou sua classificação para a próxima fase como um dos oito melhores terceiros colocados da fase de grupos da Copa do Mundo 2026. A Bósnia volta a campo na próxima quarta-feira (1°), às 21h (de Brasília), contra os Estados Unidos.
Na última sexta-feira (26), às 21h, os classificados do Grupo H da Copa do Mundo 2026 foram decididos na última rodada da fase de grupos. A Espanha venceu o Uruguai por 1 a 0 e garantiu o primeiro lugar do grupo. Cabo Verde e Arábia Saudita empataram em 0 a 0, resultado que deu a classificação para os Tubarões Azuis.
Uruguai 0X1 Espanha
Espanha e Uruguai jogaram no Estadio Akron, em Guadalajara, no México. Com ajuda da falha de Fernando Muslera, o único gol da partida foi marcado por Álex Baena. A vitória simples assegurou a primeira posição do grupo H para os espanhóis e eliminou os uruguaios.
As duas seleções chegaram de formas diferentes para o confronto. Enquanto os uruguaios estavam pressionados pela própria torcida para conquistar a primeira vitória no mundial e evitar mais um vexame no século, os espanhóis, favoritos para o jogo, precisavam de uma vitória magra para se classificar em primeiro.
A partida começou com o Uruguai errando uma saída de bola que resultou em uma jogada perigosa para a Espanha. Com um minuto de jogo, Lamine Yamal roubou a bola de Bentancur e acionou Oyarzabal, que cruzou rasteiro, porém Cáceres desviou e quase fez gol contra.
A Celeste, para responder a boa chance do adversário, agiu rápido e quatro minutos depois teve a sua primeira oportunidade no jogo. Em um cruzamento de muito longe feito por Maxi Araújo, o goleiro espanhol Unai Simón errou o tempo de bola e a deixou viva dentro da área, mas nenhum jogador uruguaio conseguiu aproveitar a falha.
La Furia conseguiu impor mais ritmo na partida e tinha maior posse de bola. Aos 20 minutos, ela chegou novamente perigo. Em um escanteio cobrado por Baena, Muslera saiu errado do gol e deu a oportunidade para Cubarsí cabecear para o gol, mas ele errou.
O Uruguai mesmo sem ter tanto a bola conseguiu assustar os espanhóis aos 26 minutos. Valverde comandou uma pressão alta e roubou a bola de Rodri. O meia do Real Madrid encontrou Darwin Núnez em condição de finalizar quase dentro da pequena área, porém o atacante tentou dar mais um passe e errou. A partir desse momento a Celeste cresceu minimamente no jogo, porém sem conseguir grandes chances.
Aos 41 minutos a Espanha abriu o placar. Depois de uma jogada mal sucedida de Yamal pela direita, a bola sobrou para Llorente que cruzou e encontrou Álex Baena na área para dominar e finalizar para o gol. A finalização seria tranquila, porém Muslera foi enganado pelo quique no gramado e falhou no lance, marcando uma das piores atuações de um goleiro em Copas do Mundo.
O Uruguai tentou empatar o jogo no final do primeiro tempo, porém Darwin Nunez não conseguiu finalizar para o gol após cruzamento de Fede Valverde no último minuto. Laporte foi quem impediu a finalização.
Após a falha no primeiro gol, Muslera foi substituído por Rochet para a segunda etapa. O Uruguai precisava pelo menos do empate para voltar a sonhar com a classificação. A Celeste conseguiu ter um pouco mais de posse e mostrou a típica raça sul-americana em cada bola disputada.
Apesar disso, aos 18 minutos, foi a Espanha que levou perigo para os uruguaios. Em um contra-ataque, Lamine Yama avançou pela lateral, cortou para o meio e passou para Dani Olmo, que chutou mal e mandou para fora.
A Celeste criou algumas chances com cruzamentos, mas foram afastados pela defesa espanhola. Aos 36 minutos, Brian Rodríguez ganhou a disputa de bola de Yéremi Pino e Llorente e passou para Mathías Oliveira. O zagueiro chutou na entrada da área e forçou Unai Simón a jogar a bola para fora. Logo em seguida, De La Cruz arriscou uma finalização de fora da área, que foi defendida pelo goleiro espanhol em dois tempos.
Aos 40 minutos, La Furia teve a oportunidade de matar a partida. Após boa tabela com Fabián Ruiz, Ferran Torres driblou Mathías Oliveira e, cara a cara com Rochet, chutou no travessão. O atacante espanhol ainda busca seu primeiro gol na Copa após passar em branco nos três jogos da fase de grupos.
Perto do final do jogo, os jogadores uruguaios começaram a dar entradas mais fortes nos espanhóis. Aos 47 minutos, Nico Williams partiu em contra-ataque, mas foi parado por De La Cruz, que recebeu amarelo após falta. Williams levantou revoltado com o uruguaio com a forma que o jogador da Celeste fez a falta.
Após a partida, a Espanha confirmou lesão no músculo adutor da perna direita. Em suas redes sociais, o espanhol comentou que o atleta do Flamengo “agiu levado pela frustração, o descontentamento e a tristeza pela situação que atravessava" e que “foi uma jogada que poderia ter sido evitada, porque era completamente desnecessária”.
Já no fim dos acréscimos, após várias entradas faltosas, Canobbio foi expulso após falta em Cubarsí. O uruguaio não concordou com a marcação e partiu para cima do juiz e agarrou sua camisa. O jogador do Uruguai teve que ser afastado pelos companheiros de seleção.
Cabo Verde 0X0 Arábia Saudita
Cabo Verde e Árabia Saudita se enfrentaram no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. A partida era decisiva para ambas seleções se manterem vivas na competição. O jogo foi brigado dentro das quatro linhas, e o resultado foi um empate 0 a 0. Com a derrota do Uruguai para a Espanha, os Tubarões Azuis, em sua primeira participação em Copas, vão jogar o mata-mata.
A partida começou tensa, e a primeira chegada veio aos 17 minutos. Em lançamento um pouco mais ousado da Árabia Saudita, a bola chegou nos pés do camisa 10, Salem Al-Dawsari, que finalizou bloqueado pelo zagueiro de Cabo Verde.
Logo em sequência, a partida começou a ficar mais quente. Com 21 minutos, um contra-ataque veloz dos Tubarões trouxe a bola pela esquerda do ataque, e após algumas pedaladas, Willy Semedo finalizou no canto esquerdo para defesa de Al-Owais.
Aos 28 minutos, Cabo Verde chegou ao ataque novamente. Em tentativa de cruzamento, a bola seguiu pela linha de fundo. A partida seguiu pegada com ambas seleções buscando a classificação.
No final da primeira etapa, já nos acréscimos, o zagueiro saudita, Alamri, lançou uma bola ousada para a área. Mohamed Kanno atacou o espaço livre e subiu de cabeça quase para surpreender o goleiro Vozinha, que defendeu.
No segundo tempo, o jogo ganhou contornos dramáticos na disputa por uma vaga nos 16 avos de final. Os sauditas precisavam da vitória e, por isso, voltaram com uma postura mais agressiva, adiantando suas linhas e buscando pressionar desde os primeiros minutos. No entanto, eles encontraram muitas dificuldades para superar a bem postada defesa cabo-verdiana e criar oportunidades claras de gol.
Quem levou perigo foi Cabo Verde. logo no início da etapa, Jamiro Monteiro e Kevin Oina assustaram o goleiro Mohammed Al-Owais. A melhor oportunidade da partida veio aos 28 minutos, quando Nuno da Costa recebeu em profundidade, saiu cara a cara com o goleiro saudita, mas parou em uma defesa espetacular de Al-Owais, que manteve o placar inalterado.
Nos minutos finais, a Arábia Saudita apostou na pressão e nas bolas paradas, principalmente com Al-Juwayr e Al-Khaibari, mas a defesa dos Tubarões Azuis mostrou solidez e contou, mais uma vez, com a segurança do goleiro Vozinha para garantir o empate sem gols.
16 avos
Com a vitória, a Espanha garantiu o primeiro lugar do grupo, com sete pontos. Na próxima fase, La Furia enfrentará a Áustria, segunda colocada do grupo J, na próxima quinta-feira (02), às 16h, no SoFi Stadium, em Inglewood, nos Estados Unidos.
Em sua primeira Copa do Mundo, com três pontos, Cabo Verde ficou com a segunda posição e com a classificação inédita para o mata-mata. Os Tubarões Azuis vão enfrentar a atual campeã Argentina, primeira colocada do grupo J, na próxima sexta-feira (03), às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, Estados Unidos. A seleção cabo-verdiana tentará seguir fazendo história diante de uma das principais favoritas ao título.
Pela segunda Copa seguida, o Uruguai deu adeus a competição na fase de grupos ao terminar em terceiro com apenas dois pontos. A Celeste teve a pior campanha dos terceiros colocados dos grupos e por isso não avançou para a próxima fase.
Quem também volta para casa é a Arábia Saudita, última colocada do grupo. Também com dois pontos.
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