Olivia Rodrigo arrecada US$ 20 milhões para causas femininas

Festival Daisy Chain Fields reuniu artistas de diferentes gerações e confirmou nova edição para 2027
por
Livia Vilela
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02/09/2026 - 12h

No último sábado (29), a cantora de 23 anos Olivia Rodrigo transformou uma ideia em realidade. Em Great Park, na Califórnia, aconteceu a primeira edição do Daisy Chain Fields, festival que reuniu cerca de 45 mil pessoas. O evento foi criado para celebrar as mulheres na música e, ao mesmo tempo, arrecadar recursos para organizações que atuam na defesa dos direitos reprodutivos e da saúde de mulheres e meninas. 


A proposta do festival nasceu do desejo de Rodrigo de criar um espaço em que mulheres e meninas pudessem se reunir, celebrar artistas femininas e entrar em contato com organizações que trabalham diretamente com questões como direitos reprodutivos, saúde materna, violência de gênero e igualdade. A cantora anunciou que 100% dos lucros líquidos do evento seriam destinados a instituições voltadas para essas causas.


Em entrevista ao Good Morning America, Olivia Rodrigo explicou que o nome do festival nasceu da imagem de meninas fazendo correntes de margaridas, como símbolo de união. A iniciativa também é inspirada no Lilith Fair, festival criado por Sarah McLachlan nos anos 1990 para dar visibilidade a artistas mulheres. No encerramento, McLachlan dividiu o palco com Rodrigo em uma apresentação especial. 

 

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Olivia Rodrigo e Sarah McLachlan dedicaram “Angel” à Dolly Parton. Foto: Instagram @daisychainfields

 

Lineup 100% feminina


Realizado em dois palcos, Dandelion e Marigold, o Daisy Chain Fields reuniu artistas de diferentes estilos. A programação contou com nomes como Chappell Roan, Doechii, Mitski, Bikini Kill, The Breeders, Garbage, Santigold, Rachel Chinouriri, Die Spitz, Eli, Not for Radio e Quiet Light, além da própria Olivia Rodrigo. Sarah McLachlan, Stevie Nicks e Alanis Morissette também participaram como convidadas especiais.


A escolha dos artistas reforçou o caráter feminista do festival. Bandas ligadas ao movimento riot grrrl, como Bikini Kill, dividiram espaço com nomes da nova geração do pop. A proposta conectou diferentes momentos da história da música e mostrou como a presença feminina pode ocupar diversos gêneros e se conectar com públicos distintos.


Além dos shows, o festival contou com instalações de artistas mulheres e espaços dedicados às organizações beneficiadas. Uma das obras apresentadas foi Grrrl Germs: Punk feminism goes viral, 1991–2026, de Astria Suparak, que explorou a história do punk feminista por meio de música, zines, cartazes e espaços de escuta.

Nem todas as atrações anunciadas conseguiram subir ao palco. O girl group KATSEYE cancelou a apresentação dois dias antes do evento depois que Megan Skiendiel sofreu uma torção no tornozelo durante um ensaio da turnê. Após avaliação médica, a integrante foi orientada a evitar esforços para permitir a recuperação da lesão. Devon Again foi adicionada à programação para ocupar o horário que seria do grupo.


Apesar do cancelamento, três integrantes do KATSEYE compareceram ao festival. As artistas fizeram uma breve participação no palco para apresentar a Baby2Baby, uma das organizações beneficiadas pelo evento, que fornece itens essenciais, como fraldas, roupas e produtos para crianças em situação de pobreza.

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Chappel Roan, uma das atrações principais, se apresentando no palco Dandelion. Foto: Instagram @daisychainfields

 

Doação de US$ 20 milhões para organizações sociais


A arrecadação do festival foi destinada a dez organizações sem fins lucrativos. Antes mesmo do evento, Rodrigo anunciou que havia reunido US$ 10 milhões, valor que seria dividido igualmente entre as instituições, correspondendo a US$ 1 milhão para cada uma. As organizações beneficiadas são Baby2Baby, Black Mamas Matter Alliance, Center for Reproductive Rights, FreeFrom, Jhpiego, Johns Hopkins Center for Indigenous Health, National Domestic Workers Alliance, National Institute for Reproductive Health, National Women’s Law Center e Planned Parenthood.


Durante o festival, a filantropa Melinda French Gates anunciou que igualaria os US$ 10 milhões arrecadados por Rodrigo. A contribuição adicional, realizada por meio da Pivotal Ventures, dobrou para US$ 20 milhões o total destinado às organizações. Além do apoio financeiro, as instituições estiveram presentes no evento para apresentar suas iniciativas e aproximar o público das causas apoiadas. 


Depois de mais de dez horas de programação, Olivia Rodrigo encerrou a primeira edição do Daisy Chain Fields sinalizando que o festival terá continuidade. A cantora reforçou a intenção de realizar uma nova edição em 2027 em uma publicação no Instagram, indicando que pretende reencontrar o público no próximo ano. 

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Olivia Rodrigo em seu post de agradecimento pela primeira edição do Daisy Chain Fields. Foto: Instagram @oliviarodrigo

 

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