A música ocupou as ruas da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo, neste domingo (18), em um encontro de arte, política e participação popular. O ato, realizado em frente ao Centro Cultural da Juventude (CCJ), reuniu artistas do hip-hop em defesa da democracia e dos direitos constitucionais. Com o lema “Ato musical contra o retrocesso”, a mobilização transformou rimas e canções em formas de expressão de um chamado coletivo.
Entre os nomes confirmados estavam Emicida, Rashid, Karol Conká, Souto MC, Stefanie, Ajuliacosta, Don L e integrantes da Batalha da Aldeia. A diversidade de vozes da cena musical brasileira reforçou a presença do rap como manifestação cultural ligada às vivências das periferias e à luta por direitos. Mais do que um encontro de artistas, o ato propôs aproximar a música das questões políticas presentes na vida cotidiana da população.
A convocação divulgada nas redes sociais destacou a rima como instrumento de expressão e resistência. “A batalha de rima é no palco, mas a batalha pelos nossos direitos é de todos nós”, dizia a publicação dos organizadores. A mensagem repercutiu no meio digital e ganhou espaço nas ruas, reforçando a tradição das batalhas de rima como forma de expressão política e defesa da democracia em um momento de mobilização marcado pela proximidade do segundo turno das eleições presidenciais, previsto para 25 de outubro.
Em meio às vozes, aos versos e à ocupação do espaço público, o encontro reafirmou o papel da cultura como espaço de diálogo e posicionamento político. Na zona norte paulistana, o rap foi também um convite à participação: uma forma de lembrar que a democracia não se constrói apenas nas urnas, mas também nos espaços de convivência, nas manifestações coletivas e nas vozes que reivindicam o direito de serem ouvidas.