A Bienal de Veneza, que ocorrerá em 09 de maio a 22 de novembro de 2026, ganha destaque pelos embates entre arte e política. Países envolvidos em conflitos internacionais marcam presença e levantam questionamentos e revoltas no público.
Israel está confirmado em meio a obras que abordam temas como guerra, direitos humanos e identidade. Enquanto, o pavilhão da Rússia segue fechado desde 2022.

Criado em 1895, o evento sempre foi um espaço de troca cultural, evidenciando como a arte contemporânea se relaciona com debates políticos e sociais.
"La Biennale" publicou o tema deste ano. “In Minor Keys”, por Koyo Kouoh (1967–2025), foi a primeira mulher de origem africana a assumir a curadoria da mostra, e será homenageada. Mas, o texto também destaca os debates atuais e afirma que “a 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza não pretende uma ladainha de comentários sobre os acontecimentos mundiais, nem uma fuga das crises complexas e interligadas. Em vez disso, propõe uma reconexão radical com o habitat natural da arte e seu papel na sociedade (…)”.

Enquanto parte do público defende uma arte neutra, outros acreditam que o posicionamento é inevitável. A repercussão mostra que, mesmo em espaços culturais, a política permanece presente, e a arte segue como forma de expressão da sociedade, especialmente em seus aspectos políticos.