La Roja dominou a partida contra a Argentina, levou para a prorrogação e levantou a taça pela segunda vez em sua história
por
Lucas Leal
Pedro Premero
|
20/07/2026 - 12h

A Copa do Mundo 2026 terminou neste domingo (19) com o confronto entre Espanha e Argentina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Os espanhois se consagraram campeões após derrotarem os sul-americanos por 1 a 0 com um gol de Ferran Torres, no segundo tempo da prorrogação. A Fúria voltou a levantar a Copa após 16 anos desde sua primeira, e até então última, conquista.

Com a vitória, a Espanha se tornou a seleção com a maior sequência invicta da história com 38 jogos sem perder. Outro feito inédito foi ser o primeiro país a ser o atual campeão mundial tanto no futebol masculino quanto no feminino, que também levantou a taça na última Copa do Mundo Feminina de 2023.

Já do lado argentino, além do vice-campeonato, Lionel Messi encerrou o torneio como vice-artilheiro, atrás de Mbappé, com oito gols marcados. O francês também superou o argentino como maior goleador da história das Copas, com 22 gols.



 

Lionel Messi com medalha de prata
O camisa 10 encerrou o torneio como o maior assistente da história da Copa com 12 passes. Reprodução/X/@Argentina

 

Para a decisão, a Argentina promoveu duas alterações na equipe titular. Nicolás González entrou no lugar de Leandro Paredes, enquanto Montiel substituiu Molina. Já a Espanha repetiu a mesma equipe da semifinal. 

No começo do jogo, sob temperatura de 27 °C, a Espanha teve a oportunidade de abrir o placar com Lamine Yamal. Após passe de Dani Olmo no meio da área, o camisa 19 bateu fraco e o lance parou em Dibu Martínez.

A Espanha se impôs desde o início e marcaram individualmente a saída de bola da Argentina. A Albiceleste se viu encurralada e, nesse cenário, Rodri interceptou um passe e criou mais uma chance para Yamal, que não teve êxito no cruzamento.

Em seguida, Laporte parecia ter recuperado a posse, mas dominou mal e a bola caiu nos pés de Julián Álvarez, que passou em profundidade para o camisa 10 argentino. Unai Simón, porém, foi esperto e antecipou uma jogada que poderia ser promissora.

A Espanha não abriu mão do seu estilo de jogo, com muita posse de bola, paciência e troca de passes em um ataque posicional. A Argentina, sabendo disso, montou uma defesa sólida e bastante agressiva na região central do campo, foram nove faltas marcadas e um cartão amarelo para Lisandro Martinez, somente no primeiro tempo. 

Sem muitas chances claras, aos 38 minutos, uma troca de passes entre Rodri, Baena e Fabián Ruiz pelo meio abriu espaço para Mikel Oyarzabal finalizar de fora da área, mas Dibu defendeu. Quatro minutos depois, Marc Cucurella recebeu pela ponta esquerda com liberdade e arriscou um chute cruzado, que saiu pela linha de fundo. Foi a última oportunidade antes do intervalo, encerrando um primeiro tempo de domínio espanhol, mas sem gols

No país dos shows do Super Bowl, o intervalo da final da Copa do Mundo contou com apresentações de Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS no campo. O espetáculo durou 27 minutos, e não os 15 convencionais.

O começo do segundo tempo mostrou que a situação da Argentina não iria melhorar. Logo no primeiro minuto, o passe fraco de Leonardo Paredes foi interceptado por Alex Baena, que cortou para o meio e chutou, mas a finalização não teve força e Emiliano Martínez defendeu com tranquilidade.

Aos 5 minutos, Paredes deu um encontrão em Rodri quando a bola não estava em disputa, os jogadores se reuníram em torno do espanhol caído e iniciaram uma pequena confusão. O jogador do Boca Juniors ainda empurrou Aymeric Laporte e Dani Olmo e saiu amarelado da jogada.

A Espanha continuou a dominar a partida com boas trocas de passes e ótimas construções de jogadas, como a que ocorreu aos 9 minutos. Pau Cubarsí saiu jogando de sua grande área e passou para Pedro Porro que fez um lançamento para Fabián Ruiz. O jogador do PSG passou de primeira para Dani Olmo que também deu de primeira para Mikel Oyarzabal. O atacante carregou a bola encontrou Ruiz. O meio-campista fez o pivô e tentou devolver para Oyarzabal, mas foi interceptado por Otamendi.

A Fúria não saia de seu campo de ataque, mas não conseguia passar pela defesa argentina. Aos 17 minutos, Luis De La Fuente colocou Ferran Torres e Pedri no lugar de Fabián Ruiz e Oyarzabal, para dar fôlego para o setor de criação e continuar com a pressão sobre os sul-americanos.

Aos 21 minutos, Lamine Yamal cobrou o escanteio, mas Alexis Mac Allister afastou. Na sobra, Pedro Porro devolveu para Yamal que passou por dois defensores e cruzou para Ferran Torres, mas cabeceou em cima de Martínez. Apesar do domínio, os espanhóis ainda pecavam nas finalizações ou saia fraca, ou sem direção ou parava em Dibu Martínez. 

Na saída de jogo, para tentar aliviar a pressão que estavam sofrendo, os argentinos tentavam conseguir faltas para se recompor em campo. Em um erro na troca de passe espanhola, Mac Allister deu um passe longo para Enzo Fernández, mas ele não alcançou. Rodri fez a proteção e o argentino, ao sentir o toque, caiu, pediu falta e reclamou com o juiz, assim, recebeu um cartão amarelo.

 

Enzo Fernández é expulso do jogo Argentina x Espanha
Enzo Fernández foi o sexto jogador a ser expulso em uma final de Copa do Mundo - Foto: Reprodução/X/@Argentina

 

Nos Acréscimos, a Argentina conseguiu ter um pouco de posse de bola, porém não levou perigo. A Albiceleste foi a primeira seleção a não finalizar no gol durante o tempo regulamentar de uma final.

O lance que mudou o rumo da partida aconteceu aos 47 minutos. Enzo Fernández foi disputar uma bola afastada pela defesa argentina mas chegou atrasado e deu uma entrada dura em Cubarsí, que fez o zagueiro espanhol dar uma cambalhota no ar. O meio-campista do Chelsea tomou o segundo amarelo da partida e foi expulso.

Com um a mais, antes de acabar o jogo, a Espanha teve uma falta perigosa na entrada da área para bater. Lamine Yamal cobrou à meia altura, Emiliano Martínez fez uma grande defesa e levou a decisão para a prorrogação.

Na prorrogação, o cenário continuou favorável aos espanhóis. Lamine Yamal recuperou a bola no campo de ataque e tocou para Pedri. O meio-campista levantou na área para o desvio de Nico Williams, obrigando Dibu Martínez a fazer mais uma defesa milagrosa.

A Espanha conseguiu anular o jogo de Messi, pressionando constantemente o argentino e utilizando sua maior arma para se defender: a posse de bola, com média de 65% de posse e 419 passes no campo adversário.

Com um jogador a menos, a Argentina já não pressionava tanto o portador da bola e, aproveitando essa liberdade, Pedro Porro cruzou rasteiro para a área. Ferran Torres não alcançou a bola, Mikel Merino conseguiu finalizar caindo e Dibu fez outra defesa, mas Nico Williams marcou no rebote. O lance, porém, foi anulado por falta, após Merino pisar no pé do zagueiro Otamendi.

Após 105 minutos de jogo, a Argentina ainda não havia conseguido finalizar uma única vez na partida.

O segundo tempo da prorrogação começou com o lance que mudou a história do jogo. Rodri passou para Yamal na lateral, que passou para Pedro Porro. O jogador do Tottenham cruzou para Nico Williams que ajeitou a bola de cabeça para trás para Ferran Torres encher o pé e abrir o placar.

 

Fernan Torres comemora gol da vitória
Ferran Torres marcou seu primeiro gol na Copa na final contra a Argentina - Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

Aos 7 minutos, a Espanha chegou a ampliar o marcador após passe de Yamal que deixou Ferran Torres cara a cara com Dibu Martínez. Porém, o atacante espanhol estava impedido e o gol foi anulado.

Aos 10 minutos, a equipe europeia teve a chance de matar o jogo. Em uma bola afastada pelos espanhóis, Nico Williams ganhou no corpo de Molina, arrancou pela lateral, deu um belo drible no argentino e avançou para área. Ao invés de cruzar para Yamal, Williams tentou outro drible, mas errou bizarramente, para a revolta do jogador do Barcelona, que estava bem posicionado para marcar.

Nos minutos finais, a Argentina pressionou em busca de um gol para levar a partida para os pênaltis. Aos 11 minutos, Messi recebeu a bola na entrada da área e finalizou forte, mas foi bloqueado pelo rosto de Merino.

Aos 14 minutos, Messi cobrou uma falta e tabelou com Otamendi e deu um belo passe para Giuliano Simeone. O atacante estava livre de marcação e cruzou fechado para Senesi, porém, Cubarsí conseguiu fazer um corte providencial e evitar o empate da Argentina. 

Logo em seguida, a Albiceleste teve dois escanteios. O primeiro foi afastado pelos espanhóis após uma confusão na pequena área. No segundo, após desvio na primeira trave, a bola sobrou livre para Simeone, que isolou a chance de ir às penalidades.

A Argentina até tentou chegar na área espanhola com um chutão de Martínez, a defesa afastou e o juiz apitou o fim do jogo. A Espanha se consagrou bicampeã mundial após uma partida dominante diante dos agora antigos campeões.

Após o apito final, Paredes entrou em confusão com Eric Garcia e Gavi, e acertou o rosto do meio-campista da Espanha. O argentino foi expulso. A FIFA (Federação Internacional de Futebol) publicou um comunicado em que diz que vai investigar o tumulto causado pelos vice-campeões.

Apesar disso, nada parou a festa dos espanhóis. Nas premiações individuais, Unai Simón recebeu a Luva de Ouro, após conceder apenas 1 gol durante toda a competição. Pau Cubarsí levou o prêmio de melhor jogador jovem do torneio. Já Rodri foi nomeado o melhor jogador da Copa do Mundo, o capitão espanhol comandou o meio campo da sua equipe com ótimas atuações defensivas e ações ofensivas.

 

Jogadores da Espanha recebem prêmios em diferentes categorias após o fim da Copa do Mundo
A Argentina finalizou apenas duas vezes na partida, o que evidencia a força defensiva dos espanhóis - Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A próxima edição da Copa do Mundo acontecerá em 2030 e, pela primeira vez, será disputada em seis países e três continentes ao mesmo tempo. Uruguai, Paraguai e Argentina, na América. Espanha e Portugal, na Europa e Marrocos, na África.

Além disso, segundo Gianni Infantino, presidente da FIFA, a entidade estuda a possibilidade de ter mais 12 seleções para o mundial seguinte. “Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa”

Seleção sul-americana vence por 2 a 1 na semifinal, encerra a campanha inglesa e garante vaga na decisão da Copa do Mundo contra a Espanha.
por
Juliana Bertini
Lucas Leal
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16/07/2026 - 12h

A Inglaterra se despediu da Copa do Mundo na semifinal ao ser derrotada pela Argentina por 2 a 1, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos. Em um duelo equilibrado entre duas das favoritas ao título, os argentinos aproveitaram melhor as oportunidades e garantiram a classificação para a decisão do torneio. Com o resultado, a equipe comandada por Thomas Tuchel disputará a decisão do terceiro lugar contra a França, enquanto a Argentina enfrentará a Espanha na grande final.

O confronto de semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina começou com um verdadeiro choque de estilos e disposição. Nos primeiros dez minutos, o respeito mútuo se traduziu em um jogo truncado, marcado por paralisações. A temperatura da partida ficou clara logo aos 8 minutos, quando Declan Rice recebeu cartão amarelo após parar um avanço perigoso de Alexis Mac Allister com uma falta dura na intermediária.

A partir dos 15 minutos, a Inglaterra de Thomas Tuchel passou a ditar o ritmo, ocupando o campo ofensivo e acionando as pontas. A melhor chance inglesa aconteceu aos 22 minutos: Jude Bellingham quebrou as linhas adversárias com um passe enfiado para Harry Kane. O capitão inglês bateu rasteiro da entrada da área, obrigando o goleiro Emiliano "Dibu" Martínez a fazer uma defesa espetacular com a ponta da chuteira direita.

Do outro lado, a Argentina adotou uma postura reativa, aguardando o erro adversário para acionar seus atacantes com passes longos. Essa estratégia quase calou a torcida inglesa aos 34 minutos. Após Rodrigo De Paul desarmar Bellingham no círculo central, a bola chegou rapidamente aos pés de Julián Álvarez. O camisa 9 invadiu a área em velocidade, deixou John Stones para trás e chutou cruzado, vendo a bola raspar a trave de Jordan Pickford.

Na reta final da primeira etapa, o nervosismo tomou conta do gramado. Aos 42 minutos, o jogo foi paralisado após Bellingham cair na área pedindo pênalti em uma dividida com Cristian Romero. O VAR revisou o lance por quase dois minutos e confirmou que o zagueiro argentino tocou apenas na bola. Sem alterações no placar após os quatro minutos de acréscimo, as equipes foram para o intervalo com um 0 a 0 que reflete perfeitamente a tensão e a entrega de ambas as seleções.

No começo do segundo tempo, o jogo ganhou mais emoção. Logo no primeiro minuto, Giuliano Simeone venceu o duelo de cabeça após um lançamento de Emiliano Martínez, e a bola sobrou para Julián Álvarez, que chutou forte, mas foi parado por Pickford.

Em resposta, aos 55 minutos, na saída de bola, Harry Kane recuou para oferecer uma opção entre os volantes e, com liberdade, lançou para o ataque. Tagliafico cortou mal, e Declan Rice aproveitou para servir Morgan Rogers, que cruzou para Anthony Gordon, que apareceu de surpresa na segunda trave para abrir o placar.

 

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Foi o primeiro gol de Anthony Gordon na Copa do Mundo
Reprodução: X/@England

 

Atrás do resultado, a Argentina voltou a um cenário comum neste mata-mata da Copa do Mundo: pressionar o adversário. Logo após o gol sofrido, Simeone recebeu de Enzo Fernández em profundidade, em uma transição rápida, mas foi perfeitamente desarmado por Djed Spence.

Precisando de mais poder ofensivo, Lionel Scaloni substituiu o volante Leandro Paredes pelo ponta Nicolás González. Com isso, a Argentina passou a ter mais posse de bola e começou a rondar a área da equipe inglesa. De acordo com o FotMob, foram 229 passes argentinos no campo adversário durante o segundo tempo, enquanto a Inglaterra teve apenas 33 toques no setor ofensivo.

A equipe de Thomas Tuchel sofreu muito com o volume ofensivo argentino e, aos 72 minutos, o técnico alemão substituiu o atacante Anthony Gordon pelo zagueiro Ezri Konsa. Logo depois, também trocou o lateral Reece James pelo zagueiro Dan Burn, de 2,01 m de altura, buscando proteger a área dos cruzamentos argentinos, além de substituir o volante Declan Rice pelo zagueiro Nico O'Reilly. 

O treinador foi muito criticado pela imprensa e torcedores por causa da postura defensiva após o gol e pela entrada de mais zagueiros na equipe, abrindo mão de jogar.

Porém, não demorou muito e, aos 85 minutos, após um escanteio curto, a Inglaterra tinha praticamente todos os seus jogadores protegendo a área. Marcado por dois adversários, Lionel Messi atraiu a marcação e rolou para Enzo Fernández, que apareceu livre na entrada da área e acertou um belo chute para empatar o jogo.

 

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O gol de Enzo Fernandez tinha 0,04 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer.
Reprodução/Instagram/@afaseleccion

 

Já nos acréscimos, a Inglaterra, exausta e abatida psicologicamente, viu Lionel Messi avançar pela ponta direita até a linha de fundo e, de pé direito cruzar na cabeça de Lautaro Martínez, que havia entrado aos 72 minutos, para sacramentar a virada argentina.

Mais uma vez, Lionel Messi foi decisivo para a Argentina, com duas assistências na virada sobre a Inglaterra, agora o argentino é o jogador com mais participações diretas em gols nesta edição, chegando a 12 (oito gols e quatro assistências).

A Albiceleste disputará sua sétima final de Copa do Mundo em busca do quarto título, diante dos espanhóis, que tentam conquistar sua segunda taça. Já os ingleses adiaram novamente o sonho de voltar a uma decisão de Mundial, o que não acontece desde o título de 1966.

Argentina e Espanha decidem a Copa do Mundo no domingo (19), às 16h no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Um dia antes, no sábado (18), às 18h, França e Inglaterra disputam o terceiro lugar.

A Fúria volta a uma decisão depois de 16 anos
por
Pedro José Zolési
Pedro Premero
|
16/07/2026 - 12h

Na última terça-feira (14), a Espanha venceu a França por 2 a 0 pelas semifinais da Copa do Mundo 2026, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. Os espanhóis tiveram uma partida defensivamente impecável e conseguiram parar o melhor ataque do mundial, que marcou 16 gols, e Kylian Mbappé, um dos artilheiros do mundial, com oito gols.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando
Essa será a segunda final da história da Espanha em Copas. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

O primeiro tempo foi de domínio espanhol. A Fúria controlou o meio de campo e não deixou os pontas da França levarem perigo. Destaque para o volante Rodri e o lateral esquerdo Marc Cucurella, que tomaram conta de seus setores e não deram liberdade para os franceses criarem jogadas. A Espanha foi para o intervalo com nove desarmes e cedeu apenas duas finalizações para os franceses, nenhuma no gol.

Aos 15 minutos de jogo, após Alex Baena ter o cruzamento interceptado, a França saiu para um contra-ataque. A jogada terminou em finalização de Michael Olise, mas foi bloqueada pelo zagueiro Pau Cubarsí.

O primeiro grande lance do jogo aconteceu aos 19 minutos. Cucurella avançou pela lateral e cruzou para a área. Lucas Digne deixou a bola pingar para dominar, porém ela subiu demais e ele teve que usar a cabeça. Ao tentar afastar o perigo, o lateral francês deu um chute em Lamine Yamal, que se antecipou e alcançou a bola. Como a falta foi dentro da área, o juiz Iván Barton marcou pênalti. Na cobrança, apesar de Mike Maignan ter acertado o lado, Mikel Oyarzabal bateu forte e abriu o placar para a Espanha.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol
Oyarzabal, artilheiro da Espanha na Copa, chegou ao seu quinto gol na competição. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Aos 33 minutos, Unia Simón fez um lançamento da sua área para Baena. O ponta, mesmo marcado por Dayot Upamecano, conseguiu chutar para o gol. Porém, além de mandar para fora, foi marcado impedimento no lance. Logo em seguida, a França respondeu com Bradley Barcola. O jogador do PSG recebeu na lateral e cortou para o meio, mas isolou a bola na finalização.

Aos 37 minutos, a Espanha pressionou a saída de bola francesa e forçou Maignan a dar um chutão. A bola caiu nos pés de Baena, que passou para Rodri encontrar Lamine Yamal. O ponta do Barcelona fez uma belíssima tabela com Dani Olmo e cruzou para Fabián Ruiz, mas o espanhol foi interceptado por Upamecano. A primeira etapa terminou com a Fúria à frente no placar.

Na volta do intervalo, a Espanha seguiu com o controle da partida. A equipe de Luis de la Fuente manteve a posse de bola e ocupou o campo ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras. Aos seis minutos, após jogada construída por Baena, Oyarzabal finalizou por cima da meta.

Na tentativa de aumentar o poder ofensivo, Deschamps colocou Désiré Doué na vaga de Barcola aos 11 minutos. A alteração, porém, não impediu que a Espanha ampliasse a vantagem logo em seguida.

Aos 12 minutos, Baena iniciou mais uma jogada pelo lado esquerdo e teve o chute bloqueado por Koundé. A bola permaneceu com os espanhóis, que trocaram passes até a bola chegar a Pedro Porro. O lateral encontrou Dani Olmo na entrada da área, recebeu a devolução e, livre diante de Maignan, finalizou para marcar o segundo gol da Espanha.

A imagem mostra Pedro Porro comemorando
Pedro Porro foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

A equipe espanhola continuou com seu ritmo e quase deixou o placar mais elástico três minutos depois. Pau Cubarsí encontrou Lamine Yamal com um lançamento em profundidade. O atacante venceu Lucas Digne na velocidade, invadiu a área e balançou as redes. O lance, no entanto, foi anulado por impedimento do camisa 19.

A França só conseguiu responder aos 21 minutos. Após passe de Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé finalizou da entrada da área, mas a bola desviou na defesa espanhola e saiu para escanteio. Essa foi a primeira oportunidade clara dos franceses na partida.

A Espanha permaneceu mais perigosa e voltou a assustar aos 32 minutos. Depois de outra boa jogada de Baena pela esquerda, o cruzamento encontrou Ferran Torres, que venceu a disputa pelo alto, mas cabeceou para fora.

A melhor oportunidade francesa na partida surgiu apenas aos 35 minutos. Rayan Cherki, com um passe por cobertura, encontrou Mbappé em condições de sair cara a cara com Unai Simón. O goleiro espanhol deixou a área para interceptar a jogada, mas afastou mal a bola, que sobrou livre para Désiré Doué. Sem marcação, o atacante demorou para finalizar, o que permitiu a recuperação de Unai Simón. Na conclusão, Doué bateu sem força e facilitou a defesa do goleiro espanhol.

A imagem mostra Mbappé correndo com a bola
Artilheiro da França e da Copa com nove gols, Mbappé não conseguiu passar pela defesa espanhola. Foto: Reprodução/X/@equipedefrance

Nos acréscimos, Dembélé ainda finalizou duas vezes de dentro da área, mas Unai Simón, bem posicionado, fez as defesas sem dificuldades e garantiu a vitória por 2 a 0.

Com o resultado, a Espanha assegurou vaga na final da Copa do Mundo de 2026 e enfrentará a Argentina. A decisão está marcada para o próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Já a França irá disputar o terceiro lugar contra a Inglaterra no próximo sábado (18). O jogo será às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

Mikel Merino faz o gol da classificação espanhola pela segunda vez consecutiva
por
Pedro Premero
Theo Fratucci
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16/07/2026 - 12h

 

Na última sexta-feira (10), Espanha e Bélgica foram até Los Angeles se enfrentar em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo. As equipes vieram com escalações modificadas em relação a seus confrontos anteriores.

A Bélgica, de Rudi Garcia, voltou com as estrelas Jéremy Doku e Kevin De Bruyne para a equipe titular. Já os espanhóis, tiveram apenas uma alteração: Fabián Ruiz no lugar de Pedri.

A partida iniciou conforme o esperado. Muita posse de bola do lado espanhol, porém com dificuldades de superar a defesa belga.

A superioridade espanhola no placar veio aos 30 minutos de partida. Após cruzamento de Pedro Porro pela direita, Dani Olmo chutou para o gol e obrigou Thibaut Courtois a operar bela defesa. No rebote, a substituição de Luís De La Fuente surtiu efeito e Fabián Ruiz completou para a rede.

‘La Furia’ quase ampliou o placar com Lamine Yamal batendo falta, mas o camisa 19 parou nas mãos do goleiro belga. Cinco minutos depois, a joia de 18 anos arriscou com perigo, após bela jogada individual. A bola passou à direita do gol.

O empate belga surgiu novamente de uma jogada aérea, arma muito utilizada pela equipe de Rudi Garcia no torneio. Castagne levantou para a área e De Ketelaere brilhou de cabeça. O camisa 17 marcou seu terceiro gol na competição, sendo que dois deles foram na partida anterior. Placar igual para o intervalo.

A Espanha voltou para a segunda etapa e manteve a pressão e a posse de bola como na primeira etapa, mas foi a Bélgica, no contra-ataque, que teve a primeira chance de gol,

Aos 9 minutos, Jérémy Doku tabelou com Kevin De Bruyne pela lateral e cruzou na área. Pau Cubarsí interceptou e a bola sobrou nos pés de Maxim De Cuyper, mas o lateral belga finalizou para fora.

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A Espanha dominou o jogo, foram 17 finalizações e 68% de posse de bola. Foto: Reprodução/X/@FCBarcelona_es

 

Após esse lance, a La Fúria voltou a controlar o jogo. Apesar das chances criadas, os espanhóis pararam em Thibaut Courtois. Aos 12 minutos, Lamine Yamal cruzou, porém Courtois se antecipou e afastou a bola. Logo em seguida, Mikel Oyarzabal passou para Yamal na lateral que cortou para o meio e chutou, mas parou em outra defesa do goleiro belga.

Aos 16 minutos, os belgas saíram em contra-ataque com Doku que fez um passe longo para Nicolas Raskin. O meio-campista cruzou, Aymeric Laporte interceptou, mas a bola bateu em Robri. Os belgas pediram um toque de mão do volante espanhol, mas nada foi marcado pela arbitragem.

Na sequência, foi a vez da Espanha atacar. Dani Olmo achou um belo passe para Yamal que entrou na área e passou para Oyarzabal. O atacante finalizou em cima de Courtois, que jogou para escanteio.

O jogo ganhou uma nova cara após duas substituições. Aos 26 minutos Courtois saiu para a entrada de Senne Lammens, depois de sentir um desconforto na coxa. Segundo o arqueiro do Real Madrid, ele poderia continuar jogando, porém não conseguiria dar passes longos ou “chutões”. Rudi Garcia decidiu então retirá-lo de campo e respeitar a escolha do técnico.

A outra alteração foi Dani Olmo por Mikel Merino, aos 40 minutos. O jogador do Arsenal mais uma vez decidiu a partida para a La Fúria, com apenas dois minutos em campo. Aos 42 minutos, Cubarsí arriscou um chute de fora da área e Lemmens defendeu, porém cedeu o rebote que foi aproveitado por Merino que finalizou e desempatou a partida.

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Merino chegou a dois gols no mundial e ultrapassou Lamine Yamal na artilharia da seleção espanhola. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A Bélgica tentou uma reação aos 46 minutos. Raskin passou para Doku que deu uma bola enfiada para Alexis Saelemaekers. O ponta driblou Unai Simón, que se antecipou e deixou o gol livre, e cruzou, mas Laporte conseguiu interceptar antes que a bola chegasse em Lukaku.

Os belgas não conseguiram repetir a campanha de 2018 e foram eliminados nas quartas de final. Já a Espanha chegou pela sua segunda vez na história em uma semifinal, o que não acontecia desde 2010, quando foi campeã.

Equipe europeia domina o segundo tempo, supera os africanos com gols de Mbappé e Dembélé carimba o passaporte para a semifinal
por
Pedro Zolési
Isabelle Muniz
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16/07/2026 - 12h

 

A França venceu Marrocos por 2 a 0 no último dia 9 de julho, no Estádio de Boston, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Após desperdiçar um pênalti no primeiro tempo, Kylian Mbappé se recuperou na etapa final, marcou um dos gols da partida e comandou a classificação francesa. 

Para o confronto, Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação ao time que eliminou o Paraguai nas oitavas de final. Désiré Doué retornou à equipe titular na vaga de Bradley Barcola.

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Mbappé se tornou o primeiro jogador europeu a atingir a marca de 20 gols em Copas do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Os Les Bleus começaram a partida em ritmo intenso e levaram perigo logo cedo. Aos 3 minutos, Mbappé arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Bono a fazer a primeira intervenção. 

Após uma jogada ensaiada em cobrança curta de escanteio entre Mbappé e Ousmane Dembélé, o camisa 10 cruzou para Upamecano. O zagueiro cabeceou com força, mas novamente parou em uma grande defesa do goleiro marroquino.

O domínio francês continuou ao longo da primeira etapa. Aos 24 minutos, Désiré Doué desarmou Hakimi, lateral-direito de Marrocos, no campo de defesa marroquino. A bola sobrou para Olise, que acelerou o contra-ataque e encontrou Mbappé. O atacante partiu para cima de Mazraoui e sofreu pênalti, após ser derrubado dentro da área.

Na cobrança, Mbappé escolheu o canto direito e bateu rasteiro, mas Bono acertou o lado e fez mais uma grande defesa.

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A França se tornou apenas a segunda seleção nos últimos 50 anos a ter dois jogadores com pelo menos cinco gols em uma mesma Copa do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Mesmo após desperdiçar a penalidade, a seleção francesa seguiu com o controle da partida. Aos 34 minutos, Doué voltou a recuperar uma bola no campo ofensivo, avançou em velocidade e finalizou rasteiro, obrigando Bono a realizar outra importante intervenção.

A última grande oportunidade francesa antes do intervalo aconteceu já nos acréscimos. Aos 46 minutos, Lucas Digne arriscou de fora da área e acertou o travessão.

Durante o primeiro tempo, além de controlar a posse de bola e criar as principais chances de gol, o time francês praticamente não sofreu defensivamente. Marrocos finalizou apenas uma vez durante toda a etapa inicial e pouco conseguiu ameaçar a meta defendida por Mike Maignan.

A seleção francesa construiu a vitória sobre Marrocos na etapa complementar da partida. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 10 minutos, quando Doué finalizou para a defesa do goleiro Bono.

Na sequência, Michael Olise deu passe para Mbappé, que mandou a bola por cima do gol em jogada que já havia sido anulada por impedimento.

O placar saiu do zero aos 15 minutos. Após um passe de Doué, Mbappé finalizou com precisão para abrir a contagem. Cinco minutos mais tarde, o próprio Mbappé serviu Dembélé com um passe de calcanhar; o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro no canto para ampliar a vantagem francesa.

A equipe marroquina esboçou reação apenas aos 38 minutos, em chute do meia Azzedine Ounahi que parou na defesa do goleiro Mike Maignan. Logo depois, o meio-campista Neil El Aynaoui cabeceou na primeira trave, mas mandou para fora. Com o resultado de 2 a 0, a França assegurou a classificação para a semifinal do torneio.

Onde o futebol vira arte nas pegadas de Ronaldinho Gaúcho, o bruxo
por
Liliane Gomes
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08/06/2026 - 12h

A exposição "Fragmentos de um Gaúcho", reúne obras do artista plástico mineiro Emerson Carvalho, mais conhecido como Camaleão, que homenageia a trajetória do craque nos gramados Ronaldinho Gaúcho e está em cartaz na Casa das Rosas – Avenida Paulista, São Paulo e ficará até 14 de junho de 2026, com entrada gratuita.  A instalação antecipa as celebrações da Copa do Mundo de Futebol deste ano e apresenta diversas obras. Uma delas, por exemplo, é focada nos olhos do jogador e, curiosamente, traz no reflexo dos olhos as imagens de seus adversários e até mesmo do juiz da partida. 

Olhar do Bruxo – Foto: Arquivo Pessoal 

As pinturas e esboços são inspiradas na trajetória e no imaginário do jogador, considerado um dos maiores nomes do futebol mundial. Com um jeito divertido e descontraído, Camaleão vai apresentando um Ronaldinho Gaúcho sempre em ação, capaz de deixar o seu adversário de queixo caído ou simplesmente incrédulos. Em entrevista à AGEMT, o estudante de comunicação e multimeios da Pontífice Universidade Católica (PUC-SP), Nicolas Porto, diz “não é uma caricatura padrão, pois quando pensa em caricatura do Bruxo, evidenciam sempre os dentes, como forma de ridicularizar o jogador”. 

Além das pinturas, a mostra também apresenta vídeos, animações e fotografias do craque brasileiro e o processo de produção dessas obras. Essa exposição em ano de copa mostra o quanto o país é movido pelo futebol, trazendo a figura do atleta, conhecido como bruxo, que têm a energia e a leveza do Brasileiro. “Relembrar, em período de copa, tem uma certa nostalgia. Pois a última vez que o Brasil foi campeão foi com o Bruxo. Deixando esperança para sermos campeão novamente. Uma figura que simboliza essa vitória”, completa o estudante. 

Um dos núcleos da exposição, por exemplo, aproxima o futebol e a arte, transformando elementos como velocidade, resistência e domínio da bola, em linguagem visual. Deixa claro a força do brasileiro, o Cameleão trabalhando na obra a sete anos, e a resistência de Ronaldinho Gaúcho, como jogador, passando por tudo, até ser campeão do mundo. Só mostrar que a nação não desiste de seus sonhos. 

Fotos da exposição:

 

Altos preços das originais e semelhança das réplicas vem mudando o consumo para Copa
por
João Bueno
Nicolas Beneton
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23/05/2026 - 12h

É cada vez mais comum vermos torcedores de futebol comprando as chamadas “camisas tailandesas”, principalmente, dado ao fato das marcas originais, como Nike e Adidas, cobrarem cada vez mais caro em seus materiais. Apesar da legalidade das “tailandesas” continuarem em questão, a qualidade do produto vem melhorando e se assemelhando com as originais, a alta na procura também se deve ao fato do acesso ter ficado cada vez mais simples, principalmente em lojas virtuais como Shopee e Mercado Livre, e até em lojas físicas, em São Paulo, locais como o Brás e a “25 de Março” estão repletas de lojas com essa finalidade. O termo “camisa tailandesa” surgiu porque muitas dessas réplicas começaram a ser produzidas em fábricas da Tailândia, conhecidas pela alta qualidade das cópias. 

Para compreender melhor como funciona a cabeça do cliente na hora de comprar uma camisa Calió destaca que sua primeira experiência comprando uma camisa tailandesa foi em 2020, de um time alemão, o RB Leipzig. A segunda pergunta foi ligada ao motivo dele ter escolhido as camisas tailandesas, e se tinha a ver com o preço das originais: “Com certeza o preço,Com as camisas hoje, modelo torcedor,sendo 400 reais.É um preço absurdo, a modelo jogador já tá 800, 700 reais. Então, eu vi um site de camisas tailandesas, de segunda linha, e acabei comprando pra ver como que era. Porque era um preço muito mais barato, que normalmente você costumava pagar numa camisa, 120 reais, 150 no máximo.

Como citado anteriormente, as marcas renomados cobram preços cada vez maiores em suas vendas, camisas que há 5 anos custavam menos de 200 reais, hoje já chegam na faixa de 500. Já as réplicas, ficam em torno de 60 a 150 reais. A disparidade no preço vem fazendo os torcedores considerarem as tailandesas como uma alternativa mais do que válida na hora de comprar uma camisa nova. Clubes e marcas esportivas afirmam que a pirataria provoca prejuízos bilionários ao futebol. Segundo o Fórum Nacional contra a Pirataria, quase metade das camisas vendidas no Brasil são falsificadas. Além disso, investigações já relacionaram parte dessa produção a fábricas clandestinas e até trabalho análogo à escravidão.

Nos últimos anos, grandes marcas intensificaram o combate às réplicas. Em 2026, por exemplo, uma loja paranaense foi condenada por vender camisas “tailandesas” do Flamengo por preços muito abaixo dos oficiais. Mesmo assim, o mercado segue crescendo. Entre debates sobre legalização, fiscalização e acesso popular ao futebol, as camisas tailandesas continuam dividindo opiniões, para alguns, pirataria; para outros, a única forma possível de vestir a paixão pelo time.

 

Número maior de cromos e reajuste nos preços elevam custo da coleção de 2026; mesmo com queda na procura, vendas ainda movimentam bancas de jornal pelo país
por
Ana Clara Souza
Júlia Polito
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22/05/2026 - 12h

O custo para completar o álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 aumentou esse ano e pode ultrapassar os R$ 7 mil reais. Além do crescimento no número de cromos, os preços dos álbuns e pacotes também ficaram mais altos em comparação à edição de 2022. De acordo com o economista Rodolfo Viana, formado pela PUC–SP, em entrevista à AGEMT, o valor elevado está ligado à uma hipótese de probabilidade. “Supondo que a pessoa não faça trocas de figurinhas repetidas e vá comprando pacotes até conseguir probabilisticamente todas as 980 figurinhas necessárias para completar o álbum. Chegaria por volta de 7 mil reais”, explica Rodolfo. 

Segundo o especialista, apesar da percepção de aumento expressivo, o preço das figurinhas sofreu uma alta relativamente pequena quando descontada a inflação do período. Em 2022, cada pacote custava R$ 4 e vinha com cinco cromos, cada unidade saia por cerca de R$ 0,80. Atualmente, os envelopes são vendidos a R$ 7 com sete unidades, média de R$ 1 por cromo, um aumento de cerca de 4,64%. Um dos impactos no bolso dos colecionadores está no aumento da quantidade de figurinhas necessárias para completar o álbum. Na edição do Catar, eram 670 cromos. Agora, o número saltou para 980, um crescimento superior a 46%. A ampliação acompanha o aumento de seleções participantes da Copa do Mundo de 2026, organizada pela FIFA.

Além das figurinhas, os próprios álbuns ficaram mais caros, de acordo com Rodolfo, “A versão capa mole passou de R$ 12 para R$ 24,90, aumento nominal de mais de 107%. Já o modelo capa dura subiu de R$ 44,90 para R$ 74,90, alta de 68,8%, bem acima da inflação registrada no período. Mesmo com alta nos preços, a procura pelos produtos movimenta bancas de jornal e pontos de venda espalhados pelo país. Proprietário de uma banca há quase duas décadas, o jornaleiro Antônio Pereira da Silva afirma que o álbum continua despertando interesse de colecionadores de diferentes idades e ajuda a aumentar o seu rendimento no final do mês, apesar da menor procura esse ano relatada por ele. “A Copa ajuda demais. Esse primeiro mês realmente facilita a pagar as contas que ficaram para trás”, diz Antônio. 

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(Foto/Reprodução: Júlia Polito)

Segundo ele, a sensação de movimento menor nas bancas não significa necessariamente queda nas vendas totais do álbum, mas sim uma mudança na forma de consumo. “Antes era um produto especificamente da banca de jornal. Hoje você vê internet, mercado, bar, todo mundo vendendo. Então, para nós, de banca, ficou mais fraco”, explica. Antônio também aponta que alguns concorrentes oferecem facilidades de pagamento, como compra com vale-refeição, o que impacta diretamente o faturamento dos jornaleiros tradicionais.

Ainda assim, o colecionismo segue atraindo consumidores de diferentes faixas etárias. De acordo com Antônio, o público que mais investe nas figurinhas hoje é formado principalmente por jovens adultos entre 20 e 30 anos, além de universitários. “As crianças vêm junto com os pais e os avós, mas quem mais gasta mesmo é essa galera mais adulta”, relata.

Para o economista Rodolfo Viana, o hábito de colecionar está diretamente ligado à forte relação cultural do brasileiro com o futebol. Apesar disso, ele alerta para o peso financeiro que a brincadeira pode representar no orçamento familiar. “Se a pessoa realmente gastar algo próximo de R$ 7 mil para completar o álbum, estamos falando de um valor equivalente a quase oito cestas básicas em São Paulo”, afirma. Segundo dados do DIEESE citados pelo especialista, a cesta básica na capital paulista custava R$ 883,94 em março deste ano.

O especialista também destaca que o valor estimado considera um cenário extremo, sem trocas de figurinhas repetidas, prática tradicional entre colecionadores e que reduz significativamente os custos finais. Ainda assim, o aumento no número de cromos e o reajuste acima da inflação em alguns produtos oficiais fizeram da edição de 2026 uma das mais caras da história da Copa do Mundo.

A estudante Amanda Ferreira, frequentadora assídua da banca de Antônio, afirma já ter gasto mais de R$ 4 mil com a coleção e acumulado cerca de 3 mil figurinhas repetidas. “Eu já completei o álbum, mas continuo comprando para trocar e vender”, conta. Segundo ela, algumas figurinhas raras chegam a ser negociadas por até R$ 15 entre colecionadores, especialmente as versões brilhantes e especiais de jogadores famosos. “Tem gente que coloca o preço lá em cima porque a procura está muito grande”, diz.

Amanda relata que conseguiu arrecadar mais de R$ 200 em um único dia revendendo cromos repetidos. Para Antônio, essa dinâmica transforma o álbum em um tipo de “microcomércio” paralelo. A valorização de determinadas figurinhas raras e a corrida para completar o álbum antes do início da Copa estimulam ainda mais a circulação de dinheiro entre os colecionadores.

Nova edição possui custo de 1 mil reais e dificulta manter colecionadores ativos
por
Lucas Leal
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05/05/2026 - 12h

O novo álbum da Copa do Mundo de 2026 chegou às bancas na quinta-feira (30) de abril por valores de até R$79,90, com pacotes de figurinhas por sete reais cada. O livro tem sua maior edição, com 980 figurinhas distribuídas em 112 páginas, devido ao novo formato com 48 seleções. Junto com as novidades, o custo para completar a coleção também aumentou, podendo chegar a R$1.004,90 na versão mais barata do livro.

Álbum da Copa da Mundo de 2026
Edição de brochura chega nas bancas por R$24,90 Foto: Lucas Leal

Em comparação, o custo teórico para completar o álbum em 2022 era cerca de R$550,00, o que representa um aumento de 81% na edição atual, superando a inflação acumulada de 21% no período, segundo dados da CBN. O encarecimento do álbum, que até então é uma tradição popular nos períodos de Copa do Mundo, dificulta o acesso a classes mais pobres, segundo Gustavo Bortoleto, em entrevista à AGEMT, colecionador de álbuns e figurinhas de futebol: “o encarecimento dos álbuns da Copa é resultado de uma combinação de fatores, mas o principal costuma ser o aumento no preço dos pacotinhos. Além disso, quando o número de páginas cresce por conta da expansão do torneio, aumenta também a quantidade de figurinhas necessárias para completar o álbum, elevando o custo total. A raridade de determinadas figurinhas pesa mais no mercado paralelo e entre colecionadores, mas para a maioria das famílias o maior impacto está mesmo no custo acumulado para completar a coleção”, explica Bortoleto. 

O hábito de colecionar figurinhas e completar álbuns pode indicar uma mudança de comportamento, já que os jovens estão cada vez mais ligados ao meio digital. Junto ao preço alto, isso pode diminuir a expectativa das novas gerações pelo novo álbum. “Ainda existe apelo entre os jovens, principalmente pelo aspecto social de troca, pertencimento e conexão com grandes eventos como a Copa do Mundo. O álbum continua forte como tradição, mas precisa se reinventar para manter relevância entre as novas gerações”, diz colecionador. 

Apesar dessa tendência, o hype do álbum nas redes sociais ganha força, com vídeos de abertura de pacotes e trocas, e mantém a relevância do produto na sociedade. Bortoleto defende que a Panini, editora italiana do álbum, deveria providenciar caminhos para melhor adaptação em regiões mais pobres, como o Brasil, trazendo estratégias mais econômicas e incentivo a pontos de trocas, fortalecendo a comunidade de colecionadores e manter viva essa cultura. “Na prática, esse processo de elitização já está acontecendo. Os preços atuais afastam muitas famílias”, afirma Bortoleto. Segundo ele, o que antes era uma tradição popular, acessível a diferentes classes sociais, hoje pesa mais no orçamento médio, especialmente pelo custo acumulado com pacotes e figurinhas repetidas. A experiência de viver a Copa está atrelada ao hábito de completar o álbum e criar laços nos momentos de troca de figurinhas, ajudando a jovens conectados ao celular a sair das telas, apesar da dificuldade no acesso ao álbum pelos altos preços.