Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Em uma série de 3 jogos, os Panteras derrotaram o último invicto do campeonato
por
Pedro Premero
|
07/05/2026 - 12h

 

Neste domingo (5), chegou ao fim a última semana da etapa regular do primeiro split do CBLOL (Campeonato Brasilieiro de League of Legends). A LOUD conquistou a última vaga para os playoffs ao derrotar a Vivo Keyd Stars por 2 a 0. A RED Canids Kalunga, último time invicto, perdeu sua primeira partida, por 2 a 1, contra a FURIA. Por outro lado, a paiN Gaming conquistou sua primeira vitória ao superar a Leviatan por 2 a 0. Já a LOS venceu o Fluxo W7M por 2 a 1 e ficou em quarto na tabela. Confira o resumo dos jogos:

 

paiN Gaming x Leviatan

 

A série entre paiN e Leviatan foi marcada pela despedida do toplaner Robo, que anunciou uma pausa na carreira na semana passada. O maior campeão do CBLOL terminou sua participação no campeonato com uma vitória convincente. Os Tradicionais mostraram lutas mais organizadas e um jogo mais controlado e derrotou a LEV. Ambas equipes não avançaram para as eliminatórias.

 

Robo é o maior campeão da história do CBLOL, com sete conquistas - Foto: CBLOL/flickr
Robo é o maior campeão da história do CBLOL, com sete conquistas - Foto: CBLOL/flickr

 

MVP: Trigger (Lucian/Corki)

 

RED Canids Kalunga x FURIA

 

RED e FURIA fizeram uma série muito disputada. Para a Matilha, era a chance de ser o primeiro time a ficar 100% na fase regular. Para os Panteras, a vitória era importante na disputa pelo segundo lugar. Tatu teve uma ótima performance e liderou seus companheiros na virada da FURIA.

 

Tatu após vitória da FURIA diante da RED - Foto: CBLOL/flickr
Tatu após vitória da FURIA diante da RED - Foto: CBLOL/flickr

 

MVP: Tatu (Xin Zhao/Pantheon/Zaahen)

 

Fluxo W7M x LOS

 

Em uma série equilibrada, a LOS se sobressaiu e derrotou o Fluxo W7M por 2 a 1. Apesar da mudança na jungle, com a chegada do Curse, o principal destaque da Onda Laranja é a botlane, Duduh e Ackerman. Ambos tiveram uma performance sólida neste domingo(3). Com a derrota dos Touros, a FURIA garantiu o segundo lugar e ganhará um descanso neste fim de semana.

 

Ackerman durante partida contra o Fluxo W7M - Foto: CBLOL/flickr
Ackerman durante partida contra o Fluxo W7M - Foto: CBLOL/flickr

MVP: Ackerman (Alistar/Nautilus/Nami)

 

LOUD x Vivo Keyd Stars

 

Apesar da vitória da paiN ter garantido a LOUD nos playoffs, os atuais campeões da Copa CBLOL não vacilaram e mostraram uma boa performance diante da VKS. A Verduxa virou a primeira partida e stompou a segunda, sem muitos sustos. Na próxima fase, eles voltam a enfrentar a Keyd, porém, agora, numa md5.

 

Xyno segue como principal destaque da LOUD, com boas performances mesmo na fase ruim da equipe - Foto: CBLOL/flickr
Xyno segue como principal destaque da LOUD, com boas performances mesmo na fase ruim da equipe - Foto: CBLOL/flickr

 

MVP: Xyno (K’Sante/Renekton)

 

Glossário:

 

Split: edição

Toplaner: umas das 5 rotas/funções que há no jogo

Stomp: atropelo

Playoffs: eliminatórias

Md5: melhor de 5 partidas

MVP: do inglês, Most Valuable Player, melhor jogador da partida

Domínio ao longo da temporada, ajustes após reformulação e força coletiva garantem título antecipado da Inter na Serie A
por
João Paulo Di Bella Soma
|
06/05/2026 - 12h

A Internazionale conquistou o título da Série A com três rodadas de antecedência ao vencer o Parma por 2 a 0 neste domingo (05), no Giuseppe Meazza. Com a vitória, o time abriu 12 pontos de vantagem sobre o Napoli e assegurou matematicamente o campeonato.

O primeiro gol saiu nos acréscimos do primeiro tempo, quando Piotr Zieliński encontrou Marcus Thuram livre na área, que finalizou com força para abrir o placar. Aos 80 minutos, Lautaro Martínez recebeu um passe em profundidade de Yann Bisseck e tocou para Henrikh Mkhitaryan empurrar para o gol e selar a vitória.

Thuram comemorando gol

Autor de um dos gols, o atacante Marcus Thuram da Internazionale comemora de forma efusiva Foto: Inter.It

Desde o início da década de 2020, os nerazzurri demonstram domínio no país. Conquistaram três títulos da liga 2020/21, 2023/24 e 2025/26; três Supercopas Italianas consecutivas 2021/22, 2022/23 e 2023/24; duas Copas da Itália 2021/22 e 2022/23 e dois vice-campeonatos na Liga dos Campeões da UEFA. Apesar de ter chegado à final da Champions na temporada passada, o time encerrou 2024/25 sem títulos.

Após perder o título da liga para o Napoli e ser derrotado por 5 a 0 pelo Paris Saint-Germain na final da Liga dos Campeões, o clube passou por uma reformulação no elenco e na comissão técnica, após a saída de Simone Inzaghi. Mesmo com os seus principais destaques, as saídas de Benjamin Pavard, Mehdi Taremi e Marko Arnautović deixaram dúvidas sobre o novo ciclo da equipe.

A diretoria apostou em Cristian Chivu, ex-jogador do clube e com experiência nas categorias de base. O romeno estava no Parma e conseguiu evitar o rebaixamento do time na temporada 2024/25. Além dele, o clube trouxe reforços, como o zagueiro Manuel Akanji e o meia brasileiro Luiz Henrique, que chegaram para suprir as lacunas deixadas no elenco.

O início da temporada foi irregular, com eliminação precoce nos playoffs da Liga dos Campeões e derrota para o Bologna na semifinal da Supercopa Italiana. No entanto, o treinador promoveu ajustes táticos, reorganizou a equipe e trouxe o equilíbrio entre defesa e ataque. A mudança resultou em uma sequência positiva, que levou o Inter à liderança e sustentou o time no topo até a conquista do título.

A dupla de ataque formada por Lautaro Martínez e Marcus Thuram dominou o campeonato. Juntos, somam 29 gols, sendo 16 de Lautaro e 13 de Thuram, e lideram a artilharia da equipe. O time também se destaca em outras estatísticas. Federico Dimarco lidera em assistências, com 17, e também em participações em gols, com 23.

Além do ataque, o elenco contou com nomes importantes como Nicolò Barella no meio-campo e Denzel Dumfries pelas laterais, que contribuíram para o equilíbrio tático e a consistência ao longo da competição. A solidez defensiva, com o trio Alessandro Bastoni, Akanji e Francesco Acerbi, também foi determinante para manter a vantagem confortável na tabela.

Inter comemorando o título

Jogadores da Internazionale celebram a conquista do título da Série A, no Giuseppe Meazza Foto: Inter.It

 

A confirmação do título desencadeou grandes celebrações em Milão, onde torcedores lotaram a Piazza del Duomo para comemorar. Os jogadores participaram das festividades ao lado dos fãs, para celebrar o 21º troféu nacional do clube. A taça será entregue oficialmente nas rodadas finais da competição, seguida por um desfile comemorativo pelas ruas da cidade.

Com a possibilidade de encerrar a temporada com dois títulos nacionais, a equipe ainda tem um compromisso contra a Lazio na final da Coppa Italia, no dia 13 deste mês, no Stadio Olimpico.

 

Vencedor da Bola de Ouro gerou repercussão no cenário mundial do futebol.
por
Lorena Basilia
Amanda Campos
|
31/10/2024 - 12h

A cerimônia da Bola de Ouro, realizada pela revista France Football, aconteceu nesta segunda (28) no Théâtre du Châtelet, em Paris, na França. Rodri, volante do Manchester City, ganhou como melhor do mundo. O brasileiro Vinícius Jr. era o favorito ao prêmio e a surpresa do atacante em segundo lugar causou polêmicas. Para a opinião popular, a credibilidade da premiação está em declínio. A escolha deste ano levantou questões sobre a verdadeira meritocracia do futebol. 

 

O boicote madridista 

A polêmica iniciou quando o jornalista Fabrizio Romano, especialista no mercado da bola, confirmou que o elenco do Real Madrid não estaria presente em Paris, incluindo Vini Jr. A notícia agitou o mundo do esporte, pois além do favoritismo do Malvadeza, o time merengue foi um dos indicados a melhor time, o técnico Ancelotti ao prêmio de melhor treinador e o atacante francês Kylian Mbappé como artilheiro. Em um clima de desconforto, as três categorias não tiveram representantes para receber as premiações. 

"Se os critérios de premiação não apontarem Vinicius como vencedor, esses mesmos critérios deveriam indicar Carvajal como o vencedor", declarou o Real Madrid à Agence France-Presse (AFP). "Como isso não ocorreu, é claro que o [prêmio] Bola de Ouro não respeita o Real Madrid. E o Real Madrid não vai onde não é respeitado."

A controversa segunda posição para o craque brasileiro gerou uma repercussão mundial insatisfeita com o resultado. Após a premiação em Paris, Vinícius Júnior recebeu amplo apoio no Brasil, com manifestações de companheiros de Seleção como Bruno Guimarães e Lucas Paquetá, jogadores de clubes, torcedores, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e até do Governo Federal.

O carinho não ficou restrito ao Brasil, muitos jogadores, incluindo seus colegas do Real Madrid, também usaram as redes sociais para declarar que ele é o verdadeiro Melhor do Mundo. O goleiro Lunin, o zagueiro Éder Militão, o meio-campista Eduardo Camavinga e o aposentado Toni Kroos expressaram seu descontentamento nas redes sociais em relação ao resultado. O técnico Carlo Ancelotti também se posicionou em defesa do brasileiro.

Vini Jr e Rodri em Real Madrid x Manchester City — FOTO: REUTERS/Isabel Infantes

Vini Jr e Rodri em uma partida de Real Madrid x Manchester City.
FOTO: REUTERS/Isabel Infantes

 

Melhor do Mundo? 

O vencedor da Bola de Ouro, Rodri não foi indicado a melhor jogador em nenhum campeonato que disputou. No prêmio da Eurocopa com a seleção espanhola também não se apresentou como uma peça decisiva no título. 

Alguns nomes foram comentados durante a temporada, como de Jude Bellingham que estreou no Madrid como protagonista, com 23 gols e 13 assistências em 42 jogos. O inglês, atuando como meia, foi o artilheiro isolado da La Liga em inúmeras rodadas, mas nos últimos jogos Vinicius assumiu a liderança de gols do campeonato. 

Segundo o prêmio, os critérios de pontuação para definir o ganhador se baseiam em três aspectos: desempenhar um caráter individual decisivo e impressionante, conquistas em equipe com classe, e jogo limpo e imagem pública do jogador, dentro e fora de campo.

Rodri não era o favorito ao Ballon D'or em algumas justificativas estabelecidas pela revista francesa. Não há dúvidas da alta performance do jogador espanhol, mas nessa temporada o futebol jogado não deveria ser o suficiente para ele levar o troféu para casa.Na votação popular, Vini venceu. Em enquete feita pelo jornal L'Équipe, que é parceiro da premiação, o brasileiro obteve 41,3% dos votos. Rodri ficou em segundo lugar, com 13,5%. 

O júri final é composto por 100 jornalistas dos países que ocupam as primeiras posições no ranking da FIFA. Cada um vota em uma lista de 30 nomes pré-selecionados pelo L’Équipe e os embaixadores da UEFA, Luís Figo e Nadine Kessler. A votação final do feminino é restrita a jornalistas de 50 países.Esse colégio eleitoral escolhe seus dez jogadores favoritos. O favorito ganha 15 pontos, o segundo melhor 12 e o terceiro dez. Na sequência, as notas são oito, sete, cinco, quatro, três, dois e um, respectivamente. A soma dos pontos determina o vencedor.

Na manhã desta terça (29), o editor-chefe da revista francesa, Vincent Garcia, explicou os motivos para a derrota do brasileiro. De acordo com ele, Vini enfrentou dificuldades devido à presença de Bellingham e Carvajal, seus companheiros de equipe, entre os cinco primeiros e, matematicamente, isso lhe custou alguns pontos. Essa situação resume a temporada do Real Madrid, que contou com quatro jogadores no topo. Os jurados acabaram dividindo as escolhas entres esses atletas, o que favoreceu Rodri. 

 

A luta contra o racismo

Após o resultado da premiação, em suas redes sociais, Vinícius Jr declarou: “Eu farei 10x se for preciso, eles não estão preparados”. 

A fala do brasileiro incentiva a uma reflexão do que representa um sul-americano negro no topo do mundo. Desde que Vini começou a se destacar na equipe merengue ele é ofendido com insultos racistas. Esse preconceito não é exclusivo a ele na Europa, mas o comportamento de resistência do jogador atraiu olhares do mundo todo para o assunto. 

Um vislumbre de justiça começou a aparecer em  junho deste ano. Três torcedores do Valencia, clube espanhol, foram condenados a oito meses de prisão por ataques preconceituosos ao jogador, a sentença representou um grande passo para a luta antirracista no futebol europeu. 

O segundo lugar do Malvadeza na premiação francesa trouxe à tona a discussão de uma represália ao combate do jogador ao racismo. Hoje, o goleador é a principal voz da pauta no futebol. Para muitos, esse posicionamento representa a evolução para uma sociedade menos preconceituosa. Por outro lado, Vinícius também irritou quem não aceita a mudança das estruturas eurocêntricas.

Em 2023, o brasileiro ganhou o prêmio Sócrates por seu trabalho no Instituto Vinícius Júnior, organização criada pelo atacante no Rio de Janeiro para ajudar crianças que vivem em condições de pobreza por meio do esporte. O prêmio, também entregue pela France Football, foi feito para homenagear ações de solidariedade promovidas por personalidades do futebol. Vinicius Junior além de lutar contra o racismo, também está lutando contra o sistema.

Afinal, o quanto vale a Bola de Ouro? O quanto valeu não ganha-la? Hoje, o respeito e o reconhecimento mundial pelo talento e pelas conquistas de um jogador se tornaram mais valiosos do que o prêmio que a Europa estabelece. O “melhor do mundo” vai além de uma estatueta, é sobre o impacto de um atleta dentro e fora de campo. O prêmio está no combate a preconceitos que afloram na sociedade atual.

Vini Jr. fazendo símbolo anti racista após insultos da torcida no Estádio de Mestalla, Valencia. FOTO: Reprodução/Getty Images
Vini Jr. fazendo símbolo anti racista após insultos da torcida no Estádio de Mestalla, Valencia. FOTO: Reprodução/Getty Images


 

Os demais vencedores dos prêmios da revista France Football 23/24 foram: 

Melhor jogadora do mundo: Aitana Bonmatí

Melhor treinador(a): Carlo Ancelotti (masculino) e Emma Hayes (feminino)

Troféu Yashin (melhor goleiro): Emiliano Martínez 

Troféu Kopa (melhor jogador jovem): Lamine Yamal

Troféu Sócrates (causas sociais): Jenni Hermoso

Troféu Gerd Muller (artilheiro da temporada): Harry Kane e Kylian Mbappé 

Clube do ano: Real Madrid (masculino) e Barcelona (feminino) 

 

 

Com a arbitragem no centro das discussões, apenas três partidas não tiveram penalidades marcadas. Ao final da rodada, sete árbitros foram afastados pela CBF
por
Ana Clara Souza
Chloé Dana
Daniel Dias
Isabella Santos
Pedro Rossetti
|
30/10/2024 - 12h

A 31ª rodada do Brasileirão 2024 foi recheada de emoções e polêmicas. Entre pênaltis e expulsões, sete árbitros envolvidos nos confrontos entre Palmeiras e Fortaleza, Flamengo e Juventude, e Vitória e Fluminense foram afastados. Além disso, a parte de baixo da tabela segue agitada, enquanto o Botafogo manteve distância na liderança. Confira como foram os jogos:

PALMEIRAS 2 X 2 FORTALEZA

Na abertura da rodada, Palmeiras e Fortaleza, o segundo e terceiro colocados respectivamente, se enfrentaram no Allianz Parque, em São Paulo, no sábado (26). Em partida de ação e reação as equipes foram com força máxima e empataram em 2 a 2, com gols de Raphael Veiga e Estevão para o time da casa, e Hércules e Moisés para a equipe cearense.

O primeiro tempo foi muito movimentado, com chances para ambas as equipes. O Palmeiras começou melhor, com chances de Estevão e Gustavo Gomez, até Flaco López ser tocado na área pelo zagueiro Titi. Raphael Veiga converteu o pênalti aos 28 minutos, chegando a 100 gols com a camisa do clube alviverde. O Laion cresceu com o gol sofrido, e apenas dez minutos depois, Hércules acertou uma bomba no rebote do escanteio, deixando tudo igual na primeira etapa.

Veiga e Estevão comemoram o primeiro gol da partida
Veiga e Estevão comemoram o primeiro gol da partida. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Na segunda parte do jogo, o cenário se repetiu, com boas jogadas do Verdão até a marcação de mais um pênalti após análise do VAR. Estevão marcou aos 11 minutos e chegou a artilharia do campeonato com 11 gols, com apenas 17 anos, empatando com Pedro, do Flamengo. Explorando os contra-ataques, o time cearense empatou o jogo aos 17 minutos, após Moisés pegar bola mal tirada por Mayke e finalizar para o gol, fechando o marcador em 2 a 2.

O resto do jogo foi de chances somente do time da casa, que impôs o ritmo e não conseguia furar a defesa dos visitantes, que exploravam o contra-ataque. Com o resultado, o Palmeiras chega a 61 pontos, três atrás do Botafogo, enquanto o Fortaleza se mantém na terceira colocação com 57 pontos.

A partida ficou marcada por possíveis erros de arbitragem, com muita reclamação do Laion em ambos os pênaltis marcados e no lance de uma possível expulsão de Weverton, que empurrou Pikachu após o segundo gol do Fortaleza. Os palmeirenses também reclamaram de uma possível agressão de Martinez a Richard Rios. Após o fim da rodada, o árbitro Ramon Abatti Abel e o árbitro de vídeo, Pablo Ramon, foram afastados.

Na próxima rodada, o time de Abel Ferreira tem clássico contra o Corinthians, na segunda-feira (04), às 20h, na Neo Química Arena. Já o time de Vojvoda visita o Juventude no sábado (02), às 18h30 (horário de Brasília), no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS).

FLAMENGO 4 X 2 JUVENTUDE

Em jogo de seis gols, o Flamengo venceu o Juventude no último sábado (26) no Maracanã, no Rio de Janeiro. Michael, Gabriel, Arrascaeta e Plata marcaram na vitória por 4 a 2, e Gilberto e Edson Carioca diminuíram para o time visitante. A partida também ficou marcada por erros da arbitragem e o fim de jejum de Gabriel, que não marcava desde junho, enquanto Arrascaeta havia balançado as redes na última vez no início de setembro.

A equipe da casa foi melhor no primeiro tempo com muitas chances criadas, e logo aos oito minutos, Michael aproveitou rebote, limpou o defensor e abriu o placar no Maracanã. Mesmo com a pressão, o time não conseguiu ampliar o marcador, e acabou sofrendo o empate em finalização de Gilberto, aos 24 minutos.

Em contrapartida, o segundo tempo foi intenso com quatro gols. Aos dois minutos, Gerson sofreu pênalti e Gabriel converteu, deixando o Flamengo novamente na frente. Seis minutos depois foi a vez de Arrascaeta deixar o dele ao bater de fora da área após passe de Gerson, aumentando o placar em 3 a 1. As chances continuaram, porém foi a vez do time gaúcho diminuir o placar, após bela finalização de Edson Carioca, aos 24 minutos da segunda etapa.

Gabriel Barbosa comemorando seu segundo gol no Brasileirão
Gabriel Barbosa comemorando seu segundo gol no Brasileirão. Foto: Marcelo Cortes/CRF

Junto a penalidade, outro lance polêmico foi a expulsão de Nenê, aos 29 minutos, quando recebeu dois cartões amarelos seguidos por reclamação, o que revoltou o time visitante. Com um a menos, ainda deu tempo de Plata fazer seu primeiro gol com a camisa do Rubro-negro, aos 49 minutos da etapa final, e fechando o placar em 4 a 2. Vale lembrar que após o fim da rodada, o árbitro Braulio da Silva Machado e o árbitro de vídeo, Diego Pombo Lopez, foram afastados.

Com o resultado, o Flamengo somou 54 pontos e ficou a dez do líder Botafogo. Já o Juventude entrou na zona de rebaixamento e está na 18° colocação, com 34 pontos.

Pelo Campeonato Brasileiro, o Flamengo volta a campo na quarta-feira (30), contra o Internacional, às 19h (horário de Brasília), em partida atrasada da 17ª rodada. Já o Juventude, que demitiu o técnico Jair Ventura, volta a jogar no próximo sábado (02) pela 32ª rodada, contra o Fortaleza, em Caxias do Sul (RS), às 18h30 (horário de Brasília).

GRÊMIO 3 X 1 ATLÉTICO-GO

O Grêmio recebeu o Atlético-GO também no sábado (26), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS). Com o resultado, o time gaúcho se distancia da zona de rebaixamento e ocupa a 11ª posição, com 38 pontos, quatro a mais que o Bragantino, 17º colocado e primeiro na zona da degola.

O primeiro tempo começou com vantagem para o Rubro-Negro, que teve maior posse de bola e escolheu explorar seus contra-ataques. Aos 24 minutos, o goleiro Marchesín errou, o meio-campista do Dragão, Rhaldney, recuperou a bola, invadiu a área e acabou sendo derrubado por Jemerson. O árbitro marcou pênalti na hora. Na cobrança, Derek viu o goleiro do Grêmio fazer a defesa, mas, no rebote, conseguiu acertar as redes e abriu o placar pro Atlético.

Um pouco antes do intervalo, aos 40 minutos, o Grêmio conseguiu o empate. Com uma boa jogada de Braithwaite, que driblou a defesa e fez a bola passar por todos na área, Soteldo ficou com a posse, ajeitou e marcou o gol do empate gremista.

Jogadores do Grêmio comemoram o primeiro gol da equipe
Jogadores do Grêmio comemoram o primeiro gol da equipe. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Confiante com o gol, o Tricolor Gaúcho buscou a vitória no segundo tempo. Aos 14 minutos, o atacante Aravena recebeu na ponta direita e cruzou para Pepê, que chutou pro gol, fazendo 2 a 1. Mesmo com vantagem, o time facilitou a entrada do Dragão em sua defesa e quase sofreu um segundo gol, aos 23 minutos. Porém, ainda deu tempo do Grêmio marcar antes do apito final. Aos 37, Reinaldo cruzou da esquerda e encontrou Villasanti livre na segunda trave, finalizando o jogo em 3 a 1.

Na próxima rodada, o Grêmio enfrentará o Fluminense na sexta-feira (01), às 21h (horário de Brasília), no Maracanã. Já o Atlético-GO jogará em casa contra o Atlético-MG, na quarta-feira (06), às 21h (horário de Brasília), no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia (GO).

VITÓRIA 2 X 1 FLUMINENSE

O Vitória recebeu o Fluminense no sábado (26), no Barradão, em confronto direto na parte de baixo da tabela. Com a conquista dos três pontos, o Vitória chegou aos 35 pontos e subiu para a 14º colocação. Já o Tricolor, com 36 pontos, ficou em 13º, e ambas as equipes ainda fogem do Z4.

O primeiro tempo foi equilibrado para ambos os times, apesar do Fluminense ter criado mais oportunidades de marcar, os donos da casa mantiveram a maior posse de bola. Com apenas quatro minutos de jogo, o ponta direita do Vitória, Gustavo Mosquito, encontrou William Oliveira na área, que dominou a bola e foi derrubado por Thiago Santos. O juiz marcou pênalti para os mandantes, mas após revisão no VAR, Flávio Rodrigues de Souza anulou a marcação contra o Tricolor.

O Fluminense tentou abrir o placar no final do primeiro tempo, após finalização do meio-campista Lima, mas Lucas Arcanjo defendeu. Porém, isso não impediu que o Vitória continuasse buscando seu primeiro gol, e nos acréscimos da primeira etapa, Neris marcou depois de cobrança de falta de Lucas Esteves, abrindo o placar para o Leão da Barra.

Kauã Elias, do Fluminense, driblando adversários
Kauã Elias, do Fluminense, driblando adversários. Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense

No segundo tempo, aos 15 minutos, o Fluminense conseguiu igualar o placar, em um lance de azar do goleiro do Leão. Após um chute forte de fora da área de Martinelli que bateu na trave, a bola voltou nas costas de Lucas Arcanjo e entrou, deixando o placar em 1 a 1.

O Vitória se lançou ao ataque e nos acréscimos da segunda etapa, Manoel perdeu a bola na defesa, Lima tentou disputa-la com Matheuzinho na área. O meio campo da equipe baiana caiu e o árbitro marcou a penalidade. Alerrandro foi para a cobrança e garantiu a vitória do Leão no Barradão, encerrando o jogo em 2 a 1.

Após as polêmicas durante o jogo, o árbitro de campo Flávio Rodrigues de Souza, o árbitro de vídeo Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral e seu auxiliar José Claudio Rocha Filho, foram suspensos.

Pela 32ª rodada do Brasileirão, o Vitória enfrentará o Athletico-PR, às 18h30 (horário de Brasília), na Ligga Arena, em Curitiba (PR). Já o Fluminense recebe o Grêmio na sexta-feira (01), às 21h, no Maracanã.

ATHLETICO-PR 3 X 0 CRUZEIRO

Athletico Paranaense e Cruzeiro se enfrentaram, na Ligga Arena, em Curitiba (PR), durante o sábado (26), em um jogo marcado por uma das expulsões mais rápidas do Brasileirão e pela vitória do Furacão por 3 a 0, após 11 rodadas de jejum no campeonato. Três segundos depois do árbitro autorizar o início da partida, o cruzeirense Rafa Silva desferiu uma cotovelada no zagueiro adversário, Kaique Rocha, que gerou o cartão vermelho antes do primeiro minuto de jogo.

Rafa Silva pediu desculpas pelas redes sociais após receber cartão vermelho com 14 segundos de jogo
Rafa Silva pediu desculpas pelas redes sociais após receber cartão vermelho com 14 segundos de jogo. Foto: Geraldo Bubniak/Gazeta Press

Pablo fez o primeiro gol do Furacão, de cabeça, aos 24 minutos. Já na segunda etapa, com 14 segundos no relógio, o atacante Julimar interceptou a troca de passes da defesa do Cruzeiro, disparou em direção a grande área e bateu forte para balançar a rede. O terceiro e último gol foi de Nikão, que chutou com a perna esquerda para acertar o canto direito do goleiro cruzeirense Anderson.

Na rodada seguinte, o Furacão enfrenta o Vitória, em um confronto decisivo para se manter longe do Z4, na Ligga Arena, às 18h30 (horário de Brasília), no sábado (02). O Cruzeiro joga contra o Flamengo, no Mineirão, quarta-feira (06),  às 21h00 (horário de Brasília).

RB BRAGANTINO 0 X 1 BOTAFOGO

Na noite de sábado (26) aconteceu a partida entre RB Bragantino e Botafogo no Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP). O time carioca venceu e abriu vantagem como líder da competição, com 64 pontos.

O primeiro tempo foi dominado pelo Botafogo, com algumas finalizações de Igor Jesus, mas sem chances de gol e muitas emoções. O Massa Bruta teve boa chance com Matheus Fernandes e Jhon Jhon, mas não conseguiu balançar a rede.

Disputa de bola entre Igor Jesus, do Botafogo, e Pedro Henrique, do RB Bragantino. Foto: Vitor Silva/Botafogo
Disputa de bola entre Igor Jesus, do Botafogo, e Pedro Henrique, do RB Bragantino. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Já no segundo tempo, o atual líder entrou em campo mais ligado, dominando as ações da segunda etapa. Aos dois minutos, Cuiabano recebeu um lançamento de Marlon Freitas e tentou empurrar para o gol, mas sem sucesso. O Glorioso chegou mais algumas vezes, com Bastos e Tiquinho, mas foi só aos 40 minutos que a equipe carioca encontrou o gol, com uma cobrança de falta de Romero e cabeceio de Gregore, marcando seu primeiro gol com a camisa da equipe carioca.

Na próxima rodada, o Botafogo enfrenta o Vasco na terça-feira (05), às 21h30 (horário de Brasília), no Nilton Santos. Já o RB Bragantino recebe no sábado (02) o Cuiabá, no Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP), às 16h (horário de Brasília).

ATLÉTICO-MG 1 X 3 INTERNACIONAL

O Internacional foi a Minas Gerais enfrentar o Atlético Mineiro em busca do G4 da competição e venceu por 3 a 1. A equipe mineira atuou com reservas, poupando jogadores para o jogo de volta da semifinal da Libertadores contra o River Plate.

O primeiro tempo na Arena MRV foi movimentado, com chances para ambos os lados, mas marcado por uma arbitragem rigorosa que distribuiu cartões logo nos primeiros minutos. Aos 22 minutos, Alisson desceu pela direita, cortou para o meio e finalizou, mas Rochet fez boa defesa. A resposta do Inter veio aos 34 minutos, quando Bernabei arriscou um chute e Everson, ao defender, deu rebote. Em nova tentativa, Bernabei sofreu uma carga de Fuchs dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Alan Patrick converteu a cobrança, abrindo o placar.

Dois minutos depois, Bernabei ampliou o placar ao receber um belo passe de Borré e finalizar de primeira. O Atlético diminuiu de pênalti, após Rubens chutar e acertar a trave. No rebote, Vargas foi derrubado na área. O próprio chileno cobrou e marcou o gol do Galo.

Jogadores de Internacional e Atlético MG disputam bola com forte chuva na Arena MRV
Jogadores de Internacional e Atlético MG disputam bola com forte chuva na Arena MRV. Foto: Ricardo Duarte/Internacional

O segundo tempo foi prejudicado pela forte chuva em Belo Horizonte, tornando o jogo mais físico e truncado. Gustavo Scarpa foi expulso no banco de reservas após receber dois cartões amarelos por reclamação. Aos 26 minutos, Bruno Tabata caiu na área após dividida com Saravia, e o árbitro inicialmente marcou pênalti, mas anulou após revisão do VAR. Nos minutos finais, em um contra-ataque rápido, Alan Patrick tocou para Bernabei, que encontrou Bruno Tabata. O jogador bateu de primeira, fechando o placar em 3 a 1 para o Inter.

O Internacional voltará a campo na quarta (30), às 19h (horário de Brasília), em confronto direto pela quarta colocação contra o Flamengo, em Porto Alegre (RS), em partida atrasada válida pela 17ª rodada do campeonato. Já o Atlético-MG, atual 10º colocado no Campeonato Brasileiro, enfrentará o River Plate pela Libertadores na terça (29). Pela 32ª rodada do Brasileirão, a equipe mineira joga na quarta-feira (06), contra o Atlético-GO, em Goiânia (GO), às 21h (horário de Brasília).

CRICIÚMA 1 X 1 SÃO PAULO

No último jogo de sábado (26), São Paulo e Criciúma empataram por 1 a 1 neste sábado (26), em partida válida pela 31ª rodada, no Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma (SC). O resultado complicou a situação do Tigre na reta final do campeonato, mantendo a equipe catarinense a três pontos da zona de rebaixamento, enquanto o Tricolor segue em busca da classificação para a Libertadores.

Felipe Vizeu, do Criciúma, aproveita falha da defesa são-paulina e abre o placar no Heriberto Hülse
Felipe Vizeu, do Criciúma, aproveita falha da defesa são-paulina e abre o placar no Heriberto Hülse. Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.

O centroavante Felipe Vizeu abriu o placar para o Criciúma, aos 21 minutos do primeiro tempo, aproveitando uma falha dos zagueiros Arboleda e Alan Franco, que não conseguiram afastar a bola da pequena área, deixando-a livre para Vizeu marcar. Já próximo do fim da segunda etapa, o São Paulo eliminou a vantagem adversária: após o cruzamento do meia Wellington Rato, Calleri ajeitou para o volante Liziero acertar o ângulo superior esquerdo do gol de Gustavo, que não pôde impedir o empate.

As equipes voltam a campo pela 32ª rodada na terça-feira (05). O São Paulo enfrenta o Bahia na Arena Fonte Nova, às 21h30 (horário de Brasília). No mesmo horário, o Criciúma encara o Internacional no estádio Beira-Rio.

CUIABÁ 0 X 1 CORINTHIANS

Nesta segunda-feira (28) o Corinthians venceu o Cuiabá na Arena Pantanal pela e encerrou a rodada fora da zona de rebaixamento. Com o resultado, o Corinthians subiu para 15° lugar, com 35 pontos. O Cuiabá segue na vice-lanterna, com 27 pontos.

O primeiro tempo foi marcado por poucas boas jogadas, sem criatividade e eficiência. As equipes praticamente não ofereceram perigo umas às outras, mas foi aos 43 minutos que o Timão teve um pênalti marcado, após uma ligação direta do zagueiro Félix Torres para Talles Magno, que foi derrubado na área pelo zagueiro Marllon, do Cuiabá. A estrela do time, Memphis Depay, foi para a cobrança e garantiu o placar para o time paulista.

Talles Magno em Cuiabá e Corinthians
Talles Magno em Cuiabá e Corinthians. Foto: Gil Gomes/AGIF

O segundo tempo também não foi bom, com o jogo arrastado e lento, sem boas chances de gol para as duas equipes. Aos 22 minutos, o Cuiabá teve sua primeira chance na segunda etapa, com chute perigoso de Lucas Fernandes para fora. Logo depois, Talles Magno chutou forte e a bola explodiu na trave. Nos minutos finais, o Dourado foi para cima da equipe paulista, mas não garantiu o empate.

O Timão volta a campo na segunda-feira (04), na Neo Química Arena, para disputar o dérbi contra o Palmeiras, às 20h (horário de Brasília). O Cuiabá visita o RB Bragantino no sábado (02), às 16h (horário de Brasília), no Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP).

VASCO 3 X 2 BAHIA

O Vasco recebeu o Bahia em São Januário no encerramento da 31ª rodada do Brasileirão e venceu por 3 a 2, em uma partida movimentada, com quatro dos cinco gols sendo marcados no primeiro tempo. Com o resultado, o Bahia permanece na sétima colocação, com 46 pontos, enquanto o Vasco sobe para a nona posição, com 43 pontos.

No início do jogo, o Vasco dominou as ações ofensivas e criou as melhores oportunidades. Logo aos 11 minutos, Puma Rodriguez arriscou de fora da área, e o goleiro Marcos Felipe espalmou para o meio, deixando a bola à disposição de Emerson, que aproveitou para abrir o placar. A pressão vascaína continuou e, seis minutos depois, Emerson encontrou Rayan na área, que, ao disputar com Kanu, sofreu pênalti. Na cobrança, Payet bateu no ângulo esquerdo, ampliando o placar para 2 a 0.

Payet comemora gol contra o Bahia
Payet comemora gol contra o Bahia. Foto: André Durão

O Bahia tentou reagir aos 23 minutos com Everton Ribeiro, mas o chute fraco facilitou a defesa de Leo Jardim. Em resposta, o Vasco marcou novamente aos 31 minutos, quando Galdames ajeitou para Payet, que conduziu e finalizou de esquerda para marcar seu segundo gol na partida, o terceiro do Cruz Maltino. Após o 3 a 0, o Vasco recuou um pouco e o Bahia aproveitou para criar mais oportunidades. Aos 41 minutos, Ademir fez bom cruzamento pela direita e Lucho Rodriguez cabeceou para diminuir o placar.

No segundo tempo, o Bahia seguiu criando oportunidades, enquanto o Vasco buscava os contra-ataques. Aos 29 minutos, Everton Ribeiro lançou Thaciano, que invadiu a área e finalizou. Leo Jardim fez grande defesa, mas na sobra, Ademir completou de cabeça, aproximando o Bahia no placar.

A última grande chance do jogo ocorreu aos 48 minutos, quando Iago Borduchi fez boa jogada e encontrou Rafael Ratão, que finalizou, mas Leo Jardim fez outra excelente defesa. No rebote, Ratão chutou com o gol aberto, mas mandou para fora.

As equipes voltam a campo na próxima quarta (05). O Bahia joga na Arena Fonte Nova, contra o São Paulo, às 21h30 (horário de Brasília). O Vasco, por sua vez, enfrenta o Botafogo, líder do campeonato, no mesmo horário.

O alvinegro praiano aproveitou a fragilidade do time de Itu para sair vitorioso
por
Gustavo Zarza
|
29/10/2024 - 12h

Na segunda-feira (28), o Santos visitou o Ituano no estádio Novelli Júnior, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. A equipe santista saiu vitoriosa com os gols do meia Serginho e do atacante Guilherme. 

 

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Serginho vai ao campo de ataque (Foto: Reinaldo Campos/AGIF)

 

PRIMEIRO TEMPO

O Galo de Itu começou a partida com boas oportunidades, uma delas foi o chute no pé da trave do atacante Thonny Anderson e minutos depois, o meia Yann fez o goleiro Diogenes trabalhar. O Peixe reagiu e Guilherme acertou um belo passe para Serginho, que abriu o placar aos 18 minutos. Atrás no resultado, o Ituano se expôs, gerando mais chances para a equipe santista, que não aproveitou. 

 

SEGUNDO TEMPO

A segunda etapa poderia ter sido diferente para o time mandante, caso o zagueiro Claudinho não tivesse falhado na saída de bola e o Santos não aproveitasse para ampliar o placar com Guilherme aos seis minutos. Com o resultado nas mãos, o alvinegro praiano controlou bem o resto da partida e o zagueiro Gil ainda acertou uma bola na trave, enquanto o Ituano tentava, mas sem levar perigo. No fim, o Santos venceu por 2 a 0. 


 

DESEMPENHO GERAL

O Galo de Itu deixou evidente que é uma equipe frágil, poderia ter aberto o placar nos primeiros minutos, mas no decorrer do jogo mostrou não ter força o suficiente para impedir o seu adversário de marcar gols, além da fragilidade ofensiva. Por outro lado, o Peixe fez aquilo que se espera dele nesta Série B, garantindo três pontos fáceis e aproximando o time do acesso à elite do Campeonato Brasileiro.

 

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Serginho comemora gol marcado pelo Santos contra o Ituano pelo Brasileirão (Foto: Reinaldo Campos/AGIF)


 
PRÓXIMOS JOGOS 

O Santos volta a campo no sábado (02), às 16h30 (horário de Brasília), contra o Vila Nova, na Vila Viva Sorte, pela 35ª rodada da Série B. Já o Ituano recebe o CRB, na segunda-feira (04), às 21h15 (horário de Brasília), pela mesma rodada.
 

Gabriel Bortoleto disputa vaga na Sauber/Audi para 2025 e revive o sonho nacional
por
Livia Veiga Andrade
Larissa Isabella Araújo de Sousa
|
29/10/2024 - 12h

Não há duvidas de que, atualmente, Gabriel Bortoleto é o brasileiro mais citado no mundo da Fórmula 1. Nascido em 14 de outubro de 2004, o piloto do Programa de Desenvolvimento da McLaren é um dos principais relacionados à uma vaga na Sauber – que passará a ser Audi em 2026. Os rumores começaram apenas como uma esperança dos brasileiros, mas ganharam força nos bastidores.

Em 2023 foi campeão da Fórmula 3, pela Trident. Na temporada atual, em que defende a Invicta Racing na Fórmula 2, – onde é o grande favorito ao título – as conquistas do jovem na categoria, fizeram os olhos do alto escalão da Sauber/Audi brilharem com a possibilidade de ter o talento em seu segundo assento.

No momento, a equipe só anunciou o nome de Nico Hulkenberg para a próxima temporada, com a segunda vaga ainda em aberto. Valtteri Bottas é o outro candidato forte, e Mick Schumacher foi confirmado como opção por Mattia Binotto, o chefe da equipe. Théo Pourchaire e Franco Colapinto foram citados, mas Binotto não pareceu ter seu foco nos mesmos.

A notícia animou os brasileiros, que esperavam ter um representante do país desde 2017, quando Felipe Massa deixou a categoria.

Porém, antes de Bortoleto, existiram outros pilotos nacionais que trouxeram esperança para o Brasil, aon chegarem perto de conseguir uma vaga na principal categoria do automobilismo mundial, a Fórmula 1.

Sergio Sette Câmara

Enquanto Felipe Massa ainda estava na F1, em 2017, Sergio Sette Câmara era o nome que começava a se destacar. O jovem estreou pela MP Motorsport na Fórmula 2 e a contratação oficial aconteceu após um ótimo desempenho do piloto no Grande Prêmio de Macau, em 2016, enquanto ainda disputava a Fórmula 3.

Sergio era piloto da academia da Red Bull e enfrentava rumores de que deixaria o projeto. No entanto, Sette Câmara disputou a F2 por mais duas temporadas e teve a oportunidade de guiar um F1 durante uma demonstração, executada em Motorland Aragón. Mas sua estreia na categoria aconteceu em um teste oficial pela Toro Rosso, atual Racing Bulls, após o GP da Grã-Bretanha.

Sergio Sette Câmara na Fórmula E, em 2024, quando defendia a equipe ERT. Foto: Reprodução/Instagram @sergiosettecamara
Sergio Sette Câmara na Fórmula E, em 2024, quando defendia a equipe ERT. Foto: Reprodução/Instagram @sergiosettecamara

Em novembro de 2018, foi confirmado como piloto reserva da McLaren para a temporada de 2019. O brasileiro ficou no cargo ao longo de todo a temporada , mas não teve grandes oportunidades, apesar de bons feitos na F2 e algumas vitórias. No início de 2020, Sette Câmara anunciou sua saída da equipe britânica e retornou para a Red Bull.

Após assinar o contrato, Sergio fez o papel de piloto reserva da AlphaTauri (atual RB) e da Red Bull. Ao mesmo tempo, ingressou na Fórmula E, na equipe Dragon Racing, como competidor reserva e participante de testes para os novatos.

Em 2023, Sette Câmara foi transferido para a NIO 333 Racing. Atualmente, a equipe foi rebatizada como ERT Fórmula E Team, mas o brasileiro não tem certeza sobre seu futuro na categoria.

Guilherme Samaia

A carreira de Guilherme Samaia começou aos 12 anos, quando participava de competições de kart no Brasil. Em 2015, o brasileiro seguia no país e foi transferido para a Fórmula 3 Brazil Light, categoria que dava acesso à F3 Brasil. Em 16 corridas, ele venceu seis provas e conseguiu 13 pódios, se consagrando o campeão com 30 pontos de vantagem para o segundo colocado.

Essa vitória foi importante para lançá-lo para os campeonatos europeus. Ao longo de 2017, o piloto participou da F3 britânica e do Campeonato Euroformula Open e terminou a temporada como 13° e 17° nas competições, respectivamente.

Foi só em 2020 que Guilherme conseguiu alcançar a F2 e se aproximar do sonho de chegar à F1. Em sua primeira temporada, defendeu a Campos Racing, mas teve dificuldades em se adaptar ao carro e à equipe e não somou nenhum ponto.

Guilherme Samaia se despediu das pistas e prometeu tomar um novo rumo na carreira
Guilherme Samaia se despediu das pistas e prometeu tomar um novo rumo na carreira. Foto: Reprodução/Instagram @gsamaia

Em 2021, o piloto foi transferido para a Charouz Racing System, onde se tornou companheiro de equipe de Enzo Fittipaldi, que fazia sua estreia na categoria. Guilherme terminou o ano em 24° colocado, também sem somar nenhum ponto.

Em um cenário sem grandes chances e perspectivas, Samaia anunciou a despedida oficial das pistas em 2022.

Pedro Piquet

De uma família já muito relacionada ao automobilismo, Pedro Piquet iniciou sua carreira no kart aos oito anos, em 2006. Porém, foi só em 2014 que conseguiu ingressar na Fórmula 3 Brasil, quando defendeu a equipe Cesário Fórmula.

Pedro teve um ótimo desempenho e venceu três corridas consecutivas — duas etapas em Tarumã e a primeira em Santa Cruz do Sul. Ao fim da temporada, teve 11 vitórias em 18 corridas, além de cravar seis pole positions.

Pedro Piquet na Fórmula 3, pela equipe Trident
Pedro Piquet na Fórmula 3, pela equipe Trident. Foto: Divulgação/FIA F3

Piquet teve passagens pela Toyota Racing Series e a F3 Europeia, além da GP3 Series e a FIA F3 antes de chegar a F2 em 2020, anunciado pela Charaouz Racing System. Na categoria de acesso à F1, o brasileiro teve dificuldades e não conseguiu sair da 20ª posição, terminando o ano com apenas três pontos conquistados.

Ao fim daquela temporada, o piloto anunciou que sairia do automobilismo, alegando questões financeiras. Desde então, o brasileiro disputa apenas pequenas competições.

Enzo Fittipaldi

Também de uma família com um relacionamento íntimo com o automobilismo, Enzo Fittipaldi tem um extenso currículo como monoposto e passagens por diferentes categorias. A carreira teve início em 2009, ainda no kart, onde ficou até 2015.

Sua estreia nas Fórmulas aconteceu em 2016, pela Prema Powerteam, o que lhe permitiu ser anunciado como um dos pilotos da Ferrari Driver Academy. Enzo focou totalmente na Europa a partir de 2017, mas seu primeiro sucesso chegou apenas em 2018, quando foi campeão da Fórmula 4 Italiana.

No ano de 2019, Fittipaldi participou do GP de Macau na Fórmula, quando defendeu a Charaouz. Seu bom desempenho permitiu que a estreia oficial acontecesse em 2020, com a HWA Racelab.

Já em 2021, Enzo se juntou novamente à Charouz Racing e conseguiu um pódio em Hungaroring, na Hungria. Em novembro daquele mesmo ano, ele largou pela primeira vez na Fórmula 2, em Monza, na Itália.

Enzo Fittipaldi participou do programa de desenvolvimento da Red Bull Racing
Enzo Fittipaldi participou do programa de desenvolvimento da Red Bull Racing. Foto: Reprodução/Dutch Photo Agency

Enzo só passou a ser um competidor da F2 oficial em 2022, quando fez sua primeira temporada completa defendendo a Charouz. Naquele ano, o brasileiro trocou de companheiro de equipe três vezes e conseguiu terminar em oitavo na tabela de pilotos.

Em novembro de 2022, Enzo foi anunciado como piloto de desenvolvimento da academia da Red Bull. No entanto, em 2024, o brasileiro foi cortado do programa, apesar de seguir como um atleta Red Bull.

Sua terceira temporada na F2 acontece neste ano, em 2024, enquanto defende a Van Amersfoort Racing. Atualmente, o brasileiro está em 13° na tabela, tendo somado apenas 61 pontos.

Pietro Fittipaldi

Além de Enzo, a família Fittipaldi também teve muitas esperanças com Pietro, filho mais velho de Juliana Fittipaldi e Carlos da Cruz. O piloto teve o mesmo início de carreira de muitos, o kart.

Sua estreia nas Fórmulas aconteceu em 2013, na Fórmula Renault Championship, quando ficou como sexto colocado no campeonato. No ano seguinte, ele correu na Fórmula Renault 2.0 e sua atuação excepcional o garantiu na Fórmula 3 Europeia.

Ele conquistou dois títulos na Fórmula V8 3.5 Series, em 2015 e 2017. Porém, tomou um rumo diferente e começou a competir em múltiplas categorias, como a Super Fórmula na Ásia, e a LMP World Endurance Drivers.

Em 2018, mesmo com um forte acidente, que fez o brasileiro ficar afastado por meses, ele retornou às pistas, dessa vez, na Indy, disputando seis etapas.

Pietro Fittipaldi no GP do Bahrein de F1, em 2020, pela Haas
Pietro Fittipaldi no GP do Bahrein de F1, em 2020, pela Haas. Foto: Mark Thompson/Getty Images

Sua principal aproximação com a Fórmula 1 aconteceu em 2019, quando ele assinou com a Haas para se tornar piloto de testes pela equipe. Pouco tempo depois, após o acidente de Romain Grosjean no GP do Bahrein, Pietro assumiu o posto do Haas VF-20 a partir do GP de Sakhir.

Pietro acabou com o jejum de brasileiros na Fórmula 1, porém, ele seguiu apenas como piloto reserva no restante da temporada. Seu nome chegou a ser cogitado para seguir em 2021, uma vez que Kevin Magnussen e Grosjean deixariam o time. Porém, Mick Schumacher e Nikita Mazepin foram os selecionados, enquanto Fittipaldi seguiu como a terceira força.

Felipe Drugovich

Felipe Drugovich foi o último nome que trouxe esperança para os fãs de automobilismo no Brasil. O piloto teve uma carreira de sucesso e parecia chegar como um forte competidor para uma vaga no grid em 2023, um ano depois de vencer a Fórmula 2.

Drugovich fez sua estreia nos monopostos em 2016, correndo pela Neuhauser Racing na ADAC Fórmula 3. A temporada foi um pouco complicada para o piloto, que terminou apenas em décimo no quadro geral, mas foi o quarto na classificação de novatos.

O brasileiro teve mais oportunidades na F4 italiana, onde conquistou sete vitórias — mais do que qualquer outro competidor. No entanto, ele terminou o ano em terceiro e somou 236,5 pontos.

Felipe teve uma passagem positiva na Euroformula Open, e conquistou o título em Monza, com duas rodadas de antecedência. Em novembro de 2018, ele foi convidado para fazer os testes pós-temporada da GP3 Series em Yas Marina, com a ART Grand Prix.

As sessões foram boas e o piloto fez sua estreia na Fórmula 3 em 2019, defendendo as cores da Carlin Buzz Racing. À época, ele se tornou companheiro de Logan Sargeant e Teppei Natori e teve uma temporada complicada. Apesar da falta de desempenho, Drugovich ainda conseguiu uma colocação melhor que os companheiros. Ele terminou o ano em 16°, com apenas oito pontos.

Drugo foi contratado pela MP Motorsport, em 2020, para defender a equipe na Fórmula 2. Devido à COVID-19, sua estreia precisou ser adiada, mas não diminuiu o ‘brilho’ do brasileiro, que terminou o ano em nono, com 121 pontos.

Felipe Drugovich é o piloto reserva e de desenvolvimento na Aston Martin
Felipe Drugovich é o piloto reserva e de desenvolvimento na Aston Martin. Foto: Divulgação/Aston Martin

Em 2021, ele seguiu na categoria, dessa vez, na equipe UNI-Virtuosi, com Zhou Guanyu como companheiro. Drugovich não teve uma temporada fácil, mas conseguiu terminar em oitavo. Porém, seu sucesso só chegou em 2022, quando retornou à MP Motorsport e conquistou o título naquela temporada.

Logo depois do triunfo, ele rapidamente foi contratado como o primeiro piloto da Academia de Desenvolvimento da Aston Martin, equipe da F1. O competidor teve seu primeiro contato com o carro em Silverstone, usando um monoposto antigo do time em testes para conseguir a superlicença.

Felipe passou a ser piloto reserva do time, acompanhando Fernando Alonso e Lance Stroll nas etapas, enquanto divide o calendário com suas responsabilidades na European Le Mans Series.

Recentemente, Drugovich foi confirmado para fazer um treino livre no GP do México em 2024, assumindo o carro do bicampeão Alonso. Porém, o brasileiro parece ter poucas chances de conseguir ingressar na Fórmula 1 nas próximas temporadas.

A importância de jogadores e times que impuseram suas presenças diante um cenário dominado pela elite brasileira
por
Luis Henrique Oliveira
|
29/10/2024 - 12h

Após oito meses fechado para reforma, o Museu do futebol, no Pacaembu, reabriu suas portas em julho deste ano. De cara nova, o estabelecimento faz uma homenagem aos jogadores e times que foram essenciais para a história do esporte, dentre eles o Vasco da Gama, equipe de futebol que foi essencial para a luta contra o racismo na modalidade. 

 

Primeira formação do Ponte Preta
Time Ponte Preta com sua primeira formação. Foto: Up9/Reprodução

 

O futebol chegou ao Brasil no final do século dezenove, alguns anos após a abolição da escravidão, sendo algo exclusivo da elite branca do país. A inserção de pessoas negras no esporte era vista com maus olhos pela aristocracia brasileira, que não desejava dividir espaço com eles e por isso impuseram regras que dificultaram a participação desse grupo – e os que entravam estavam sujeitos a maus tratos dentro das equipes. 

Não tardou para que a luta pela inserção dessa minoria começasse: em 1900 o time Ponte Preta foi fundado por Miguel do Carmo, Migué, conhecido como o primeiro afrodescendente a jogar em um clube de futebol. O time era originalmente um clube de bairro e tinha como marca dar oportunidade a jogadores negros que não eram admitidos em outras equipes, motivo esse que levou as torcidas rivais chamarem o time de “macacas”, que, em resposta, acatou com bom-humor como mascote do time até hoje. 

O time Bangu também foi essencial na luta por igualdade racial no esporte. Em 1905, a equipe escalou o tecelão Francisco Carregal como um dos onze jogadores no elenco principal, sendo o primeiro de muitos negros que viriam a integrar o time, como Leônidas da Silva, por exemplo. Outro grande nome para o futebol afrodescendente brasileiro é Arthur Friedenreich ou El Tigre, como também era conhecido. Filho de pai imigrante alemão e mãe brasileira, Arthur conquistou o título da Sul-Americana para o Brasil em 1919, em uma partida contra o Uruguai. Por mais que fosse um nome grande, El tigre não estava livre do racismo no esporte, fato que o fazia alisar o cabelo e usar pó de arroz na intenção de parecer mais “europeu”. Em 1921 ele foi impossibilitado, junto de outros jogadores, a participar do Sul-Americano após decreto de Epitácio Pessoa, então presidente da época, que impossibilitava atletas negros e mulatos a representarem o país na seleção brasileira.  

Mesmo o Vasco da Gama não sendo o primeiro time a ter negros em sua formação, sua atuação na democracia racial no esporte foi imprescindível. Em 1922, o clube disputava a segunda divisão com um time composto por afrodescendentes e operários, um ano depois já disputava a primeira junto de times consagrados, se tornando o campeão carioca de 1923. Em 1924, a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos) – fundada por clubes de elite, como Fluminense e Botafogo, impôs a exclusão de 12 jogadores do Vasco para aceitarem sua integração na associação, usando de justificativa a desculpa de que esses atletas não atendiam “condições sociais apropriadas para convívio esportivo”. Curiosamente, os nomes pertenciam a atletas negros e pobres. 

José Augusto Prestes, presidente do clube na época, não concordou com as exigências pedidas e redigiu uma carta a próprio punho dizendo que o time estava desistindo da participação na AMEA, preferindo disputar em campeonatos com ligas alternativas, sem os clubes de elite. A decisão acabou no desmanche da associação e a volta do Vasco da Gama no campeonato de 1925. 

A carta, que veio a ser conhecida como “Resposta Histórica”, se tornou um símbolo da luta antirracista no esporte por defender a permanência de afrodescendentes em uma época comandada pela aristocracia branca, o que culminou na popularidade do time, lotando arquibancadas sobretudo de torcedores oriundos de bairros suburbanos do Rio. Mantida hoje na sala de troféus de São Januário, a carta é o grande orgulho dos vascaínos. 

Resposta histórica do Vasco da Gama
“Resposta histórica”, escrita por José Augusto Prestes. Foto: Site do Vasco/Reprodução

 

Entretanto, a renumeração de jogadores negros só aconteceu em 1930, após clubes de elite perceberem o quão vantajoso era economicamente e estrategicamente ter atletas afrodescendentes em sua formação, pegando de referência as vitórias do Vasco. “Até então o futebol era um esporte de elite, você jogava pelo seu clube porque era rico ou de graça no amador porque não precisava do dinheiro, os negros não participavam disso, eles precisavam de um salário. Em algum momento, percebe-se que o talento desses jogadores era incontornável, os campeonatos cresceram e eles precisavam ser incorporados aos clubes” diz Renata Beltrão, monitora do museu, ao explicar a sala “origens”, incorporada ao local para contar a história do futebol, dentre elas a inserção de afrodescendentes no esporte enquanto apresenta personalidades importantes para a luta da igualdade racial, como Leônidas da Silva, jogador do Vasco mencionado acima que ganhou notoriedade durante a Copa do Mundo de 1928, na França.  

Apesar dos negros terem se inserido na modalidade e conquistado muitos títulos ao longo dos anos, a discriminação racial ainda está presente no esporte. Em 2023, os ataques racistas contra Vinicius Junior no jogo contra o time espanhol Valencia chocaram o Brasil. No ocorrido, torcedores do time rival usaram palavras de baixo calão e sons de macaco para se referirem ao jogador brasileiro.  

O caso resultou na prisão de três torcedores que praticaram a injúria racial e um pedido de desculpas para Vinicius Jr., além de uma multa para o Valencia. Aqui no Brasil se seguiram manifestações em prol do jogador na frente da baixada espanhola, enquanto na Espanha um cartaz com a foto de Vinicius foi vandalizado. 

Desde sua chegada no país, o futebol progrediu em muitos aspectos. Entretanto, os casos de injuria racial mostram que parou no tempo em alguns pontos, tendo muito o que evoluir ainda. Ao propor essa volta ao passado, o museu abre essas questões sobre a origem da negritude no esporte brasileiro e sua importância para a propagação.