Equipes conquistam primeiros pontos na competição; americanos levam vantagem no saldo de gols
por
Bruno Caliman
Gianna Flores
Manuela Amaral
Vinicius Zini
|
16/06/2026 - 12h

A Copa do Mundo 2026 começou com goleada de um dos anfitriões, os Estados Unidos, e com uma vitória surpreendente da Austrália. Confira mais detalhes sobre as partidas do Grupo D:

Estados Unidos 4 X 0 Paraguai

Os Estados Unidos venceram o Paraguai por 4 a 1 no jogo de estreia das duas equipes, pertencentes ao Grupo D, na Copa do Mundo. A partida ocorreu na última sexta-feira (12), no Los Angeles Stadium, em Inglewood, Califórnia. Os norte-americanos dominaram a partida e garantiram seus primeiros três pontos na competição.

Desde os minutos iniciais, os anfitriões adotaram uma postura agressiva, pressionaram a saída de bola paraguaia e exploraram os espaços pelos lados do campo. Foi logo aos sete minutos da primeira etapa que a equipe comandada pelo técnico Mauricio Pochettino abriu o placar do jogo. Depois de uma jogada construída por Christian Pulisic, o volante paraguaio Damián Bobadilla desviou a bola em direção ao gol após cruzamento de Weston McKennie, marcando um gol contra. 

O segundo gol veio aos 31 minutos, ainda do primeiro tempo. Pulisic pela ponta esquerda deu um passe para o centroavante americano, Folarin Balogun que, de dentro da área, finalizou de primeira e ampliou o placar. 

Já nos acréscimos do mesmo período, Balogun recebeu a bola na entrada da área pela direita, cortou o zagueiro paraguaio em direção a marca penal, finalizou com a perna esquerda no ângulo do goleiro Orlando Gill e fez com que os Estados Unidos fossem para o intervalo com uma vantagem de 3 a 0.

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Balogun foi o primeiro jogador da história dos EUA a fazer dois gols na mesma partida de uma Copa do Mundo desde 1930. Foto: Reprodução/Instagram/@balogun

Na volta do intervalo, os paraguaios buscaram uma postura mais ofensiva e aos 28 minutos do segundo tempo conseguiram diminuir a diferença no placar. Após um passe de Julio Enciso, Mauricio chegou na área, finalizou e marcou o único gol da equipe sul-americana na partida. Apesar de não ameaçarem a vitória dos donos da casa, o marco foi histórico, pois encerrou o jejum da seleção de 16 anos sem marcar gols em Copas do Mundo. 

Mesmo assim, os EUA continuaram sufocando a equipe paraguaia com grande superioridade no volume de jogo, o que dificultou ainda mais a tentativa da equipe de conter as transições americanas.

Já nos acréscimos finais, os anfitriões aproveitaram mais uma desatenção defensiva da equipe adversária. Freeman tocou a bola para Giovani Reyna, que, com um toque sutil de genialidade, estufou as redes do goleiro paraguaio com um chute de trivela, gol que fechou o placar em 4 a 1. O resultado garantiu a maior goleada dos Estados Unidos em uma partida de Copa do Mundo e levou a seleção à liderança provisória do Grupo D.

Na próxima rodada, os Estados Unidos enfrentam a Austrália, na sexta-feira (19), às 16h (horário de Brasília), enquanto o Paraguai buscará a recuperação contra a Turquia no sábado (20), às 00h (horário de Brasília).

 

Austrália 2 X 0 Turquia

No último domingo (14), a Austrália venceu a Turquia por 2 a 0 na estreia das equipes pelo Grupo D da Copa do Mundo de 2026. Com capacidade para pouco mais de 54.000 pessoas, o palco da partida, o Estádio BC Place, em Vancouver, no Canadá, quase lotou e registrou a marca de 52.497 telespectadores presentes.

Pela primeira vez na história, Austrália e Turquia se enfrentaram em um Mundial, já que as duas seleções nunca tinham disputado uma mesma edição da competição. A seleção australiana voltou a vencer o primeiro jogo da Copa, algo que não acontecia desde 2006. Já os turcos, que estão em sua terceira participação no campeonato, saíram derrotados em todas as estreias que tiveram.

Com gols em ambos os tempos, o jogo – que ocorreu na madrugada de sábado para domingo aqui no Brasil – ficou marcado por destaques individuais e uma intensa entrega tática e física por parte dos Socceroos, o que permitiu sua eficiência tanto na defesa quanto no ataque. Mesmo com a bola durante maior parte do tempo, a seleção turca não traduziu esse domínio em chances claras de gol.

Os dez minutos iniciais foram uma amostra do que seria o restante do confronto. A Austrália, que esboçou uma pressão assim que o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela apitou para a bola rolar, logo em seguida colocou sua estratégia em prática: comprometimento defensivo com uma linha de cinco atrás e saída rápida para os contra-ataques.

A Turquia, com seu estilo ofensivo e a qualidade de seus jogadores, tentava encontrar algum espaço para o caminho do gol. Dessa forma, em uma bonita jogada, o capitão e camisa 10 Çalhanoğlu tocou para Arda Güler, que fez um corta-luz. Kökçü dominou e passou para Güler, que já havia avançado para receber a bola. O camisa 8 ajeitou para a perna esquerda, mas chutou por cima da meta.

Até a parada para hidratação, a partida ficou mais equilibrada. As duas seleções tentaram, porém tiveram poucas oportunidades. Logo após o reinício, a Turquia teve sua primeira chance de perigo. Yilmaz cruzou pela esquerda para Arda Güler, que finalizou de primeira na entrada da área, e Beach agarrou a bola. Ali marcou o início das boas defesas que o goleiro australiano faria no restante do jogo.

A resposta da Austrália foi imediata. Depois da investida turca, os Socceroos partiram para o ataque com um lançamento em profundidade de Okon-Engstler para Irankunda. Já em seu domínio, o atacante de apenas 20 anos deixou Demiral para trás e ficou cara a cara com o goleiro Çakır. Irankunda chutou rasteiro no canto e abriu o placar para a seleção australiana aos 26 minutos do primeiro tempo. No momento do gol, o camisa 17 tornou-se o jogador mais jovem da Austrália a marcar em uma edição da Copa do Mundo.

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Nestory Irankunda foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/Socceroos

A seleção turca quase empatou nos minutos seguintes. O zagueiro Bardakçı acertou um forte chute de fora da área. Antes de bater na trave, Beach havia parado a finalização com outra ótima defesa. Até o final do primeiro tempo, a Turquia teve uma troca de passes lenta e tentou muitas jogadas pela esquerda, mas longe de obter sucesso. No lado australiano, as transições ofensivas foram mais efetivas e levaram mais perigo.

A segunda etapa começou com chutes de fora da área de Çalhanoğlu e Yüksek. O segundo desviou e assustou Beach. Com sua principal arma defensiva e ofensiva no jogo aéreo, a Austrália quase ampliou o placar na cabeçada do capitão Souttar em cobrança de escanteio, mas parou na defesa de Çakır. Em seguida, Arda Güler bateu uma falta perigosa no canto de Beach, mas o goleiro de apenas 22 anos defendeu mais uma vez.

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Patrick Beach fez apenas seu terceiro jogo com a seleção da Austrália. Foto: Reprodução/X/Socceroos

A partida ficou monótona por um bom tempo: a seleção australiana mantinha-se recuada e a Turquia colecionava finalizações travadas na defesa. Depois da parada para hidratação, Çalhanoğlu enfiou a bola para Çelik, que sem ângulo chutou em Beach. Aos 29 minutos do segundo tempo, o cenário dos turcos ficou ainda pior. Metcalfe arrancou pelo meio com liberdade e finalizou da entrada da área. Çakır não alcançou e a bola entrou no canto, para aumentar o placar para os Socceroos.

O restante do confronto resumiu-se em chutes de fora da área por parte da seleção turca, enquanto a Austrália defendia-se mais do que nunca. Çalhanoğlu cobrou uma falta que também parou no destaque Beach. Perto dos acréscimos finais, o craque turco ainda cruzou para Demiral. O zagueiro cabeceou para fora, em um dos raros momentos em que a Turquia levou vantagem sobre os gigantes defensores australianos. Jesús Valenzuela apitou pela última vez aos 51 minutos e confirmou os 2 a 0 para os australianos.

A Austrália volta a campo na próxima sexta-feira (19), às 16h (horário de Brasília) contra um dos anfitriões, os Estados Unidos, no Lumen Field, em Seattle. A partida marca o encontro de duas seleções que venceram seus compromissos de estreia. A Turquia, por sua vez, retorna aos gramados no próximo sábado (20), às 00h (horário de Brasília), para enfrentar o Paraguai, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos. Os confrontos são válidos pela segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo e podem definir a classificação das seleções para a fase de mata-mata.

Na primeira rodada da fase de grupos, os alemãs golearam o Curaçao, e os Elefantes quebraram a invencibilidade de 19 jogos do Equador
por
Gustavo Tonini
Érico Soares
Lorena Basilia
Maria Luiza Pêgo
|
16/06/2026 - 12h

No último domingo (14), as seleções do grupo E entraram em campo pela primeira vez na Copa do Mundo 2026. A Alemanha confirmou o favoritismo ao vencer com tranquilidade o Curaçao. No outro confronto, em jogo equilibrado, a Costa do Marfim fez gol no final do jogo e garantiu os três pontos.

Alemanha 7 X 1 Curaçao

A experiente seleção da Alemanha enfrentou a estreante Curaçao, às 14h. A partida foi disputada no Estádio NRG, em Houston, nos Estados Unidos. Com uma goleada por 7 a 1, os alemães iniciaram a campanha no torneio de forma avassaladora.

A imagem mostra jogadores de Alemanha e Curaçao abraçados no campo.
Em um símbolo de união, jogadores da Alemanha e Curaçao se abraçaram e rezaram após o jogo. Reprodução: Instagram/@thebluewaveffk

Foi a segunda vez na história das Copas do Mundo que a seleção alemã alcançou esse placar.A última ocasião foi nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, quando a Alemanha venceu o Brasil por 7 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O resultado ficou marcado como uma das derrotas mais traumáticas da história da Seleção Brasileira e voltou à memória dos torcedores com a repetição do placar neste domingo.

A etapa inicial foi movimentada e contou com boas oportunidades para os dois lados. A Alemanha abriu o placar logo aos seis minutos, com o volante Félix Nmecha. 

Aos 20 minutos, Curaçao fez história ao marcar seu primeiro gol em Copas do Mundo. O lateral-direito Livano Comenencia, do Zurich, aproveitou uma sobra de bola na área e deixou tudo igual.

Apesar do controle da partida, a Alemanha demorou a transformar sua superioridade em gols. A recompensa veio com Schlotterbeck, que marcou de cabeça aos 38, após insistir nas jogadas aéreas. Pouco antes do intervalo, Nmecha sofreu pênalti e Kai Havertz fez o 3 a 1 ao converter a cobrança.

Apesar do susto inicial, a Alemanha foi para o intervalo com a vantagem no placar. Na volta do vestiário, os germânicos não deram folga aos caribenhos. 

A equipe comandada por Julian Nagelsmann precisou de apenas dois minutos para ampliar ainda mais o placar. O camisa 10 Jamal Musiala recebeu um lindo passe de Kimmich, cortou a defesa de Curaçao e bateu cruzado e rasteiro para fazer 4 a 1. Em seguida, mais dois: Nathaniel Brown, aos 23, e Deniz Undav, aos 33, deixaram a equipe caribenha no sufoco.

Todo o mínimo equilíbrio dos primeiros minutos do primeiro tempo inexistiu depois do intervalo. Curaçao não teve forças para reagir novamente, e os alemães ampliaram a vantagem com facilidade. Undav, que entrou no lugar de Musiala, foi decisivo para que a segunda etapa fosse mais tranquila, com duas assistências e um gol. 

O último gol foi o diferencial: aos 43, Havertz recebeu bola esticada de Undav pelo meio do ataque, levou para a área e, de cavadinha, fez o 7 a 1 na saída do goleiro Room. O gol levou a Alemanha ao topo da artilharia da história da competição com 239 gols, ultrapassando o Brasil com 238.

Para o Curaçao, apesar da goleada, a partida ficará marcada na história. A seleção caribenha desbancou a Islândia e se tornou o menor país a marcar um gol em Copas do Mundo. Mesmo com o placar elástico no segundo tempo, o espírito da pequena ilha caribenha estava representado nas arquibancadas pelos seus torcedores, que mesmo após a derrota na sua estreia mantiveram o espírito esportivo e continuaram dando apoio e viram sua seleção escrever um capítulo inédito no futebol mundial.

Costa do Marfim 1 X 0 Equador

Mais tarde, às 21h, no Philadelphia Stadium, em Filadélfia, nos Estados Unidos, a Costa do Marfim e o Equador estrearam na Copa do Mundo 2026. O placar do jogo foi magro, mas a partida ficou marcada por muito futebol.

O Equador vinha de 19 jogos de invencibilidade. A última derrota sob o comando de Sebastián Beccacece foi em setembro de 2024, quando perdeu para o Brasil nas eliminatórias. Enquanto isso, a Costa do Marfim, mesmo com a eliminação precoce na última Copa Africana de Nações (CAN), vinha de vitória sobre a França no último amistoso pré-copa e com uma defesa que não sofreu gols nas eliminatórias.

A partida começou no nível das expectativas, com uma pressão muito forte da La Tri. Aos dois minutos, Moisés Caicedo achou espaço na entrada da área e bateu, mas a bola saiu para linha de fundo. Já aos dez minutos, Hincapié acertou um cruzamento para Enner Valencia. Mesmo com espaço e tempo para dominar a bola e driblar o marcador, o atacante finalizou mal e a bola passou por cima do gol. 

Mas não só de Equador vivia o jogo: aos 16 minutos, Bazoumana Touré cruzou uma bola que passou lambendo a trave de Hernán Galíndez. No minuto seguinte, a joia Marfinense Yan Diomande achou um passe espetacular para Elye Wahi, que pegou mal na bola e deixou fácil para Galíndez defender. 

Com 23 minutos de jogo, em lambança da defesa, John Yeboah roubou a bola, e em um belo chute, carimbou a primeira de muitas traves do jogo. Após o começo épico, a partida esfriou, e o último grande momento foi no minuto 34, em que novamente Diomande achou uma bola perfeita para Nicolas Pépé, que foi lento demais e no momento do chute foi travado pela sólida defesa do Equador.

Com o início do segundo tempo, mesmo com o chute na trave de Valencia no primeiro minuto, a Costa do Marfim foi mais produtiva nas finalizações, principalmente com transições rápidas. Logo aos seis minutos, em contra-ataque, Diomande recebeu a bola na ponta direita do ataque e cruzou para Wahi dentro da área, mas ele acertou a trave. 

Depois, aos doze minutos, Diomande recebeu uma bola na ponta esquerda, fez uma bela jogada individual e chegou muito próximo da pequena área, mas finalizou mal e a bola foi longe do gol. Os Elefantes chegaram mais uma vez aos 15 minutos. Em escanteio curto, Seko Fofana levou a bola até a entrada da área e cortou para o meio, mas a finalização foi travada, o que deixou a bola fácil para Galindez. 

Aos 22 minutos, os marfinenses saíram jogando errado e possibilitaram que Preciado recebesse livre na ponta para tocar para Gonzalo Plata. quase na meia-lua, finalizar com força, mas no meio do gol, defesa fácil de Yahia Fofana.

Após a parada para hidratação o jogo esfriou. A partir daí, o Equador começou a ficar mais no ataque, porém era pouco efetivo ao explorar muitas bolas paradas. A chance mais perigosa foi uma falta aos 41 minutos, que foi desviada pela defesa. Enquanto isso, a Costa do Marfim tentava produzir perigo nos contra-ataques. Os Elefantes só chegaram aos 37 minutos após bela jogada de Yan Diomande para um chute travado de Konan dentro da área.

Mesmo em um momento de baixa no jogo, em que La Tricolor era relativamente melhor no jogo, os Elefantes chegaram ao gol. Aos 44 minutos de jogo, o zagueiro Wilfred Singo recebeu uma bola na lateral direita, disparou até o ataque e levou a bola até a entrada da área. O zagueiro tocou para Amad Diallo que completou com um belo tapa no canto esquerdo do gol. A partida terminou 1 a 0 para os martinenses, placar que encerrou a invencibilidade equatoriana.

A imagem mostra Diallo, da Costa do Marfim, comemorando o gol
Diallo saiu do banco para marcar seu primeiro gol na história da Copa. Reprodução: Instagram/@fif.ci

Próxima rodada

Alemanha e Costa do Marfim lideram o grupo, com três pontos cada. Pelo saldo de seis gols positivo, os germânicos ficam com a primeira posição.

Na próxima rodada, as equipes voltam a campo no próximo sábado (20). Às 17h, Alemanha X Costa do Marfim, no BMO Field, em Toronto, Canadá. Às 21h, Equador X Curaçao, no Arrowhead Stadium, em Kansas City, Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

México bateu a África do Sul por 2 a 0; Coreia do Sul venceu a Tchéquia de virada
por
Enrico Peres
João Paulo Di Bella Soma
Lucas Peccin
Marina Garcia
|
16/06/2026 - 12h

As disputas do Grupo A terminaram com vitória para o México, anfitrião da Copa do Mundo 2026, e Coreia do Sul, as duas partidas aconteceram respectivamente no Estádio Azteca e Estádio de Guadalajara, ambos em solo mexicano.

Os donos da casa fizeram o dever na abertura do mundial e bateram a África do Sul, por 2 a 0. Já os sul-coreanos venceram a Tchéquia, de virada, por 2 a 1. Veja os detalhes dos confrontos:

México X África do Sul

México e África do Sul protagonizaram a partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México.

Com direito a três shows e um palco já consagrado na história do futebol mundial, o estádio sediou as finais das edições de 1970 e 1986 e agora vai ao seu terceiro Mundial, tornando-se o único da história a receber partidas de abertura em três Copas diferentes.

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Show de abertura contou com a representação de todos os países que estão na disputa. Foto: @fifaworldcup/Instagram

Antes da partida começar, o público vibrou com a apresentação de Shakira, que cantou "Dadi Dadi", música oficial do Mundial, além de shows de Bruna Boy, Maná, J Balvin, Belinda, Danny Ocean, Lila Downs e Los Ángeles Azules. A festa foi marcada por cores, dança e pela presença da atriz Salma Hayek, que deu boas-vindas ao mundo em nome do México.

A seleção da África do Sul chamou atenção antes mesmo de a bola rolar. Os jogadores entraram no estádio embalados por música e dança, em uma celebração que reforçou a identidade cultural do país.

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África do Sul deu show de simpatia antes da estreia no mundial. Foto: @bafanabafanaofficial/Instagram

Dentro das quatro linhas, o técnico Hugo Broos surpreendeu ao adotar um esquema com três zagueiros, com uma postura mais defensiva para reduzir os espaços do ataque mexicano e explorar contra-ataques rápidos.

Já o time comandado pelo técnico Javier Aguirre foi a campo com o 4-1-2-3, com o goleiro Raúl Rangel, os defensores Jesús Gallardo, Johan Vásquez, César Montes e Israel Reyes, os meias Érik Lira, Brian Gutiérrez e Álvaro Fidalgo, e a linha de frente com Julián Quiñones, Raúl Jiménez e Roberto Alvarado. 

Do outro lado, o time sul-africano foi escalado com Ronwen Williams no gol, Khuliso Mudau, Ime Okon e Nkosinathi Sibis formando a linha de três defensores. Mbekezeli Mbokazi e Aubrey Modiba atuando como alas. No meio, Siphephelo Sithole, Teboho Mokoena e Jayden Adams, e à frente, Iqraam Rayners ao lado de Lyle Foster.

A arbitragem da partida foi inteiramente sul-americana e marcou um feito histórico: pela primeira vez, um árbitro brasileiro apitou o jogo de abertura de uma Copa do Mundo. Wilton Pereira Sampaio entrou em campo com os assistentes Bruno Boschilia e Bruno Pires, ambos brasileiros. O quarto árbitro foi Juan Gabriel Benítez, paraguaio, e na cabine do árbitro de vídeo atuou Nicolás Gallo, colombiano.

O primeiro tempo foi de pressão mexicana sobre os sul-africanos. Aos quatro minutos, em uma cobrança de lateral, Gutiérrez tocou para Reyes no fundo; que cruzou para a área e Raúl Jiménez, de primeira, soltou um bolão que parou nas mãos de Ronwen Williams e espalmou para escanteio.

Aos nove minutos, após um mau domínio de Sithole na entrada da área, Quiñones disparou sobre o volante, roubou a bola e marcou o primeiro gol da Copa. Aos 42, Quiñones ganhou na corrida de Sithole e chutou em cima do zagueiro e, na sobra, Alvarado tocou para o meio da área e Quiñones, ele de novo, apareceu para mandar um chute rasteiro na trave.

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Pela primeira vez um jogador da Concacaf marcou o gol da estreia em mundiais. Foto: @miseleccionmx/Instagram/Reprodução

No segundo tempo, os mexicanos seguiram pressionando. Aos 49, Alvarado cruzou para Gutiérrez sair cara a cara com o goleiro, quando Sithole cometeu uma falta por trás e recebeu o primeiro cartão vermelho da partida.

Aos 67, veio o segundo gol; Alvarado, em belo cruzamento de canhota, encontrou Jiménez na entrada da pequena área para cabecear sozinho e inflamar a torcida mexicana. O artilheiro marcou seu primeiro gol na história das Copas do Mundo e encerrou um jejum de quatro edições sem balançar as redes.

O camisa 9 foi às lágrimas. Em 2020, Raúl sofreu uma fratura no crânio após um violento choque com o zagueiro David Luiz e chegou perto de encerrar a carreira. O gol também aliviou a cobrança que os torcedores faziam ao atacante: um dos maiores artilheiros da história da seleção mexicana, ele nunca havia marcado pelo México em uma Copa do Mundo.
 

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       Raúl Jiménez vidrado após marcar o gol que selou a vitória do México. Foto: FIFA/Reprodução

Na reta final, a situação sul-africana se complicou ainda mais com a expulsão de Themba Zwane, aos 89 minutos, por agressão ao rosto de Alvarado. A equipe anfitriã soube administrar o placar, mesmo quando o mexicano César Montes também foi expulso, nos acréscimos do segundo tempo. 

O México volta a campo no dia 18 de junho, contra a Coreia do Sul, em Guadalajara. A África do Sul, por sua vez, enfrentará a Tchéquia em Atlanta, nos Estados Unidos, na mesma data.

Coreia do Sul X Tchéquia

No estádio Akron, em Zopopan, uma das sedes mexicanas, Coreia do Sul e Tchéquia se enfrentaram no jogo que foi apenas o segundo desta edição de Copa, ainda no dia de abertura.

A Coreia, que vem de boas colocações em copas recentes, como um quarto lugar em 2002, sendo país sede, e duas oitavas de final em 2010 e 2022, foi para o jogo na América sonhando com uma nova classificação no mata-mata. 

A geração coreana, que vem em boa fase após campanha invicta nas eliminatórias, ainda contava com o veterano Heung-Min Son, protagonista da seleção na última década, agora ocupando mais a posição de centroavante. Além do jogador que marcou época no Tottenham, outros destaques na seleção são o zagueiro Kim Min Jae e o atacante Lee-Kang In, ambos atuantes no futebol europeu.

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Son, estrela da Coreia do Sul, não marcou na estreia da equipe. Foto: Fifa/Reprodução

Para a partida, Hong Myung-Bo, ex-capitão e atual técnico da seleção que, ainda como jogador, estava presente na campanha da seleção em 2002, montou o time coreano usando a mesma base usada nas eliminatórias e nos amistosos pré-copa, com uma linha de três zagueiros, um meio campo povoado e apenas um jogador no ataque. Lee-Kang In, que atua no meio-campo e na ponta, jogou como um meia recuado junto de Hwang Hee-Chang.

No lado Tcheco, que não jogava o mundial desde 2006, na Alemanha, a seleção foi para a estreia com otimismo, após conseguir sua vaga na repescagem, quando passou nos pênaltis pela Dinamarca.

Em um grupo equilibrado, o time coletivo montado por Miroslav Koubek, que chegou na seleção no começo do ano, aposta num estilo físico e no jogo aéreo, com o protagonista do time, Patrick Schick, no ataque.

No lado tático, a equipe repetiu o modelo usado nos últimos jogos, em um 5-4-1 até similar ao da Coreia, em um time que aposta nas corridas do ala-direito Coufal, que vem de boa temporada no Hoffenheim.

Já após o apito inicial, a Coreia do Sul dominou o jogo, usando da pressão na saída de bola dos tchecos e dificultando a ultrapassagem dos europeus do primeiro lado do campo para crescer na partida, mas sem conseguir transformar essas chances em gol.

Na tentativa de avançar, a Tchéquia acabou dando espaço para os avançados da Coreia conseguirem progredir com a bola no pé. Isso se transmitiu na melhor chance do primeiro tempo. Aos 38, Son conduziu, deixou no pé esquerdo e, mesmo de fora da área, chutou para raspar a trave tcheca.

Para o segundo tempo, a Tchéquia conseguiu pressionar e se mostrar mais presente no ataque. Aos treze minutos, em longa cobrança de lateral de Coufal, o capitão tcheco Krejci cabeceou para abrir o placar.

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Meio-campista tcheco abriu o placar da partida. Foto: FIFA/Reprodução

A Coreia do Sul não se abateu, e aos 22 minutos, após belo passe de Lee-Kang In, o volante Hwang In-Boom recebeu dentro da área, fazendo o corte no zagueiro e encobrindo o goleiro para o empate.

Faltando dez minutos para o fim, a Coreia aproveitou a chance no passe em profundidade para o Hwang In-Boom lançar o passe rasteiro para Hyeon-Gyu Oh virar a partida.

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Sul-coreanos buscaram a virada após jogo duro contra os tchecos. Foto: @thekfa/Reprodução

Após a vitória, a Coreia se prepara para o jogo na quinta-feira (18) contra o México, que também ganhou seu confronto, para buscar a liderança do grupo A. A Tchéquia, que também joga na quinta (18), enfrenta a África do Sul.

Canadá e Bósnia e Catar e Suíça empatam por 1 a 1 na estreia e mantém equilíbrio na tabela do grupo B
por
Alice Begnini
Amanda Campos
Carolina Nader
Guilherme Romero 
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16/06/2026 - 12h

O empate por 1 a 1 marcou os dois jogos da primeira rodada do Grupo B da Copa do Mundo. Na última sexta-feira (12), Canadá e Bósnia e Herzegovina ficaram na igualdade. Já no sábado (13), foi a vez de Catar e Suíça terminarem empatados.

Canadá 1x1 Bósnia 

O Toronto Stadium foi palco de um evento histórico: o primeiro jogo de Copa do Mundo masculina realizado em solo canadense. Sob um clima ensolarado e diante de um público vibrante que misturava a empolgação local com uma massiva "invasão azul" da bósnia, Canadá e Bósnia e Herzegovina empataram em 1 a 1 em partida válida pelo Grupo B. O confronto foi marcado pelo equilíbrio, importância estratégica do duelo para as pretensões de classificação de ambas as equipes, especialmente no segundo tempo, e pelo primeiro ponto conquistado pelo Canadá, em Copas do Mundo. 

O pontapé inicial da Bósnia na Copa do Mundo apresentou mais do que um resultado positivo. A seleção comandada por Sergej Barbarez abordou uma postura mais organizada e cautelosa do que em jogos anteriores, priorizando a área defensiva e apostando em jogadas aéreas, já que o técnico pode contar com jogadores altos, mostrando para torcedores e analistas uma equipe bem organizada e inesperada.

A nação balcânica iniciou a partida com Vasilj; Dedic, Katic, Muharemovic e Kolasinac; Basic, Tahirovic, Bajraktarevic e Memic; Demirovic e Lukic. A escalação confirmou o desejo de ter em campo um time mais equilibrado. Uma  das novidades da equipe foi Lukic, com aproximadamente 1,90 m de altura, ele foi útil para fortalecer o ambiente ofensivo e as disputas pelo alto. Sua superioridade física foi importante para abrir o placar, aos 21 minutos, e marcar o primeiro gol desta edição da competição.
 

Lukic comemora seu gol.
Lukic comemora seu gol. Foto: Reprodução/Instagram/bih.reprezentac/ Ines Lučić / Damir Hajdarbašić

Embora o desempenho geral, a seleção apresentou problemas defensivos, de modo especial dentro da área, deixando chances claras para Canadá, esses momentos poderiam custar caro e ser crucial no placar final, logo chamam atenção para as próximas partidas. Esse empate concedeu uma alteração na percepção sobre o Estado Balcânico dentro da competição, trazendo harmonia tática e demonstrando competitividade. O resultado contra os canadenses deixou um ar de esperança e confiança para os Bósnios.

Jogadores da Bósnia surpreendem e alteração percepção mundial sobre o estado Balcânico.
Jogadores da Bósnia surpreendem e alteram percepção mundial sobre o estado balcânico. Foto: Reprodução/Instagram/bih.reprezentac/ Ines Lučić / Damir Hajdarbašić

O desempenho do Canadá foi caracterizado pelo estilo vertical e de alta pressão imposto pelo técnico Jesse Marsch. Mesmo sem poder contar com sua maior estrela, Alphonso Davies, que iniciou no banco devido a lesão, a equipe dominou a posse de bola (64%) e sufocou o adversário, acumulando nove escanteios contra apenas três da Bósnia. Jogadores como Ismael Koné e Stephen Eustáquio foram fundamentais para ditar o ritmo intenso no meio-campo, especialmente na segunda etapa. 

Promessa David e Ciclo Larin
Promessas canadenses, David e Larin ficaram à vontade na estreia. Foto: Reprodução/canadasoccer/Instagram.

Apesar do volume de jogo, o Canadá sofreu com a falta de efetividade e ansiedade na finalização durante grande parte do confronto e chegou a desperdiçar chances claras com Jonathan David e Oluwaseyi. A redenção veio aos 33 minutos do segundo tempo, quando o experiente Cyle Larin, vindo do banco, aproveitou uma assistência de Promise David para empatar a partida e encerrar um longo jejum de gols pela seleção. Este empate é um marco histórico, pois representa o primeiro ponto conquistado pelo Canadá na história das Copas do Mundo, após seis derrotas em participações anteriores. 

 

Larin marcou o gol de empate e garantiu o primeiro ponto do Canadá em Copas do Mundo
Larin marcou o gol de empate e garantiu o primeiro ponto do Canadá em Copas do Mundo Foto: Reprodução/canadasoccer/Instagram

 

Catar 1x1 Suíça

Neste sábado (13), Catar e Suíça se enfrentaram em São Francisco, nos Estados Unidos, na estreia das equipes pelo Grupo B da Copa do Mundo de 2026 e protagonizaram o segundo empate desta edição do torneio. A Suíça abriu o placar com um gol de Breel Embolo, ainda no primeiro tempo, sustentou a vantagem até os acréscimos da etapa final, quando Miro Muheim marcou contra e decretou o empate por 1 a 1.

No primeiro tempo, a Suíça assumiu o controle da posse de bola desde os minutos iniciais, ocupando o campo de ataque e buscando criar oportunidades principalmente pelos lados. A equipe europeia apresentou organização tática e intensidade na marcação, dificultando a saída de bola do Catar e acumulando finalizações ao longo dos primeiros 20 minutos de partida. 

 

A pressão dos suíços deu resultado aos 17 minutos. Remo Freuler ficou cara a cara com o gol, foi derrubado pelo goleiro Mahmoud Abunada dentro da área e o árbitro assinalou o pênalti. Na cobrança, Breel Embolo converteu e inaugurou o placar da partida. O gol aumentou a confiança da Suíça, que continuou dominando a partida e obrigando a defesa catariana a trabalhar para evitar uma vantagem ainda maior antes do intervalo. 

 

Breel Embolo, autor do primeiro gol da partida.
Breel Embolo, autor do primeiro gol da partida. Foto: Reprodução Instagram/@swissnatimen.

 

Após abrir o placar, o Rossocrociati  manteve a postura ofensiva e seguiu controlando as ações da partida. Com maior posse de bola e uma troca de passes envolvente, a equipe europeia pressionava constantemente a defesa catari, criando novas oportunidades para ampliar a vantagem. A superioridade suíça ficou evidente até o apito para o intervalo, mas a falta de eficiência nas finalizações impediu que o placar fosse ampliado antes do fim da primeira etapa. 

Após o intervalo, o Catar voltou ao jogo mais disposto a buscar um resultado positivo. Os catarianos ganharam confiança ao longo do segundo tempo e fizeram finalizações de média e longa distância.  

Um dos destaques foi o atacante Edmilson Júnior. Nascido no Brasil, ele participou das principais jogadas ofensivas da equipe e exigiu boas intervenções do goleiro Gregor Kobel. Com o passar do tempo, a pressão catariana aumentou, enquanto a Suíça passou a encontrar dificuldades para manter o controle da partida. 

Apesar de criar chances em contra-ataques, os europeus não conseguiram transformar as oportunidades em gol. Nos minutos finais, a equipe recuou suas linhas e concentrou esforços em defender a vantagem mínima.

A insistência do Catar foi recompensada aos 49 minutos do segundo tempo. Após cruzamento pela esquerda, Boualem Khoukhi subiu para cabecear, e a bola desviou na defesa suíça antes de entrar, decretando o empate e levando os torcedores catarianos à comemoração. 

Jogadores do Catar comemoram gol que decretou o primeiro ponto do Catar em Copas do Mundo.
Jogadores do Catar comemoram gol que decretou o primeiro ponto do Catar em Copas do Mundo. Foto: Reprodução/Instagram/@fifa

Esse empate representa um marco para o futebol do Catar. Depois de perder os três jogos disputados na Copa do Mundo de 2022, o ponto conquistado mantém o país na disputa por uma vaga na próxima fase e deixa o Grupo B completamente equilibrado, com todas as seleções somando um ponto após a primeira rodada.  

Próxima rodada:

O Grupo B permanece totalmente aberto, e os resultados da próxima rodada serão determinantes para as vagas no mata-mata.

Bósnia e Herzegovina e Suíça se enfrentam na próxima quinta-feira (18), às 16h (Brasília), em um duelo que é importante para ambas as equipes. Mais tarde, às 19h, Canadá e Catar se enfrentam pelo último jogo da segunda rodada do grupo B.  

Estados Unidos, Austrália, Paraguai e Turquia disputam a competição com outras 44 seleções
por
Bruno Caliman
Gianna Flores
Manuela Amaral Silva
Vinicius Zini
|
14/06/2026 - 12h

 

Estados Unidos

O futebol nos Estados Unidos deixou de ocupar um papel secundário no cenário esportivo do país para assumir protagonismo às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Como anfitriã do torneio ao lado de Canadá e México, a seleção norte-americana vive o momento mais promissor de sua história recente e chega ao Mundial cercada por altas expectativas, impulsionada por uma geração talentosa e pela consolidação do esporte no país.

Embora o soccer, termo utilizado no país para se referir ao futebol tradicional, tenha ganhado força apenas nas últimas décadas entre os norte-americanos, a trajetória da seleção em Copas do Mundo é mais antiga do que muitos imaginam. Os Estados Unidos participaram da primeira edição do torneio, em 1930, no Uruguai, e alcançaram a terceira colocação — até hoje a melhor campanha do país na competição. Na ocasião, o atacante Bert Patenaude entrou para a história ao marcar o primeiro hat-trick já registrado em Mundiais, na vitória por 3 a 0 sobre o Paraguai.

Duas décadas depois, os norte-americanos protagonizaram um dos resultados mais surpreendentes da história das Copas. Em 1950, derrotaram a Inglaterra por 1 a 0, em Belo Horizonte (MG), com gol de Joe Gaetjens, haitiano radicado nos Estados Unidos. O episódio ficou conhecido como uma das maiores zebras do futebol mundial.

Apesar do impacto daquela vitória, a seleção atravessou um longo período de ausência nos Mundiais e passou 40 anos sem conseguir se classificar para a competição. O cenário começou a mudar em 1994, quando o país sediou a Copa do Mundo pela primeira vez. O torneio registrou recordes de público e abriu caminho para a criação da Major League Soccer (MLS), liga que impulsionou o crescimento do futebol tradicional no território norte-americano.

Desde então, o esporte ganhou espaço no mercado esportivo local e passou a revelar jogadores atuando nas principais ligas europeias. Diferentemente das gerações anteriores, formadas majoritariamente por atletas universitários, a atual seleção conta com nomes consolidados em clubes tradicionais do continente europeu.

Para 2026, a expectativa vai além da organização do torneio em estádios como o MetLife Stadium e o AT&T Stadium. Liderada por Christian Pulisic, Weston McKennie e Timothy Weah, a seleção norte-americana aposta em um elenco marcado pela intensidade física, velocidade e juventude para tentar superar a campanha das oitavas de final alcançada no Catar, em 2022.

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Pulisic é o quinto maior artilheiro da história da seleção, com 33 gols. Foto: Reprodução/Instagram/@cmpulisic

Jogando em casa e embalada pelo crescimento do futebol no país, a equipe dos Estados Unidos busca transformar o Mundial de 2026 em um marco definitivo para a consolidação do esporte entre os norte-americanos e, ao mesmo tempo, provar que pode competir entre as principais potências do futebol mundial. Nessa Copa, os americanos compõem o Grupo D junto com Austrália, Paraguai e Turquia.

Veja a lista dos 26 convocados do técnico Mauricio Pochettino:

Goleiros: Chris Brady (Chicago Fire), Matt Freese (New York City FC), Matt Turner (New England Revolution);

Defensores: Alex Freeman (Villarreal), Antonee Robinson (Fulham), Auston Trusty (Celtic), Chris Richards (Crystal Palace), Mark McKenzie (Toulouse), Max Arfsten (Columbus Crew), Tim Ream (Charlotte), Miles Robinson (Cincinnati), Joe Scally (Borussia Mönchengladbach), Sergiño Dest (PSV);

Meio-campistas: Brenden Aaronson (Leeds), Cristian Roldan (Seattle Sounders), Gio Reyna (Borussia Mönchengladbach), Malik Tillman (Bayer Leverkusen), Sebastian Berhalter (Vancouver Whitecaps), Tyler Adams (Bournemouth), Weston McKennie (Juventus).

Atacantes: Alex Zendejas (Club América), Christian Pulisic (Milan), Folarin Balogun (Monaco), Haji Wright (Coventry City), Ricardo Pepi (PSV), Tim Weah (Olympique de Marseille).

 

Austrália

O caminho da seleção australiana desde 2023 até agora não convenceu, porém foi o suficiente para garantir a classificação direta ao Mundial. A equipe da Oceania terminou a primeira fase das eliminatórias da Ásia sem levar nenhum gol. No entanto, é na segunda fase que a dificuldade aparece. Após não vencer nas duas primeiras rodadas, o técnico Graham Arnold pediu demissão em setembro de 2024.

Tony Popović – ex-zagueiro dos Socceroos e que disputou a Copa de 2006, na Alemanha – assumiu a Austrália e segue no comando até hoje. O treinador entrará para a seleta lista de pessoas que participaram de uma Copa do Mundo como jogador e técnico. Seu trabalho iniciou com apenas uma vitória em quatro jogos, mas obteve uma sequência de quatro triunfos nas partidas restantes. A campanha de 19 pontos deixou os australianos em segundo lugar do grupo C e carimbou a passagem para a América do Norte.

A Copa do Mundo de 2026 será a sétima participação da Austrália no torneio. A primeira aconteceu em 1974, na Alemanha Ocidental. Somente 32 anos depois, em 2006, os australianos voltaram a disputar. Desde então, é figurinha carimbada.

Em 1974, a Austrália sequer marcou gols e sofreu derrotas para as Alemanhas Oriental e Ocidental, além de empatar com o Chile. Em 2006, os Socceroos eliminaram o Uruguai na repescagem para confirmar a vaga no Mundial. Sua melhor campanha da história começou com uma vitória sobre o Japão, seguida de uma derrota para o Brasil e por fim, empate contra a Croácia que garantiu a classificação ao mata-mata. Nas oitavas, os australianos foram eliminados para a Itália – campeã daquela edição.

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Mark Bresciano marcado por Gilberto Silva na derrota da Austrália para o Brasil, na Copa do Mundo de 2006. Foto: Reprodução/X/Socceroos

Em 2010, a seleção australiana quase repetiu o feito. No início, foi derrotada pela Alemanha. Na rodada seguinte empatou com Gana e terminou a fase de grupos ao vencer a Sérvia. A campanha não foi suficiente para levar o país da Oceania à fase de mata-mata.

Os Mundiais de 2014 e 2018 não trazem boas lembranças aos australianos. No Brasil, a Austrália perdeu para Chile, Holanda e Espanha, respectivamente. O cenário foi parecido na Rússia. Depois de eliminar Honduras na fase de repescagem, os australianos ficaram na lanterna do grupo novamente. Derrota para a França, empate contra a Dinamarca e mais um revés, para o Peru.

Em 2022, mais uma vez os Socceroos não foram direto à Copa. Em uma disputa de pênaltis marcada pela substituição do goleiro titular pelo reserva, a Austrália superou o Peru. Em um grupo parecido com o de 2018, a seleção australiana perdeu novamente para a França. Entretanto, venceu Tunísia e Dinamarca nos compromissos seguintes e repetiu o feito de 2006 ao ir para as oitavas de final. Essa etapa do torneio marcou o ponto final da campanha australiana, contra a Argentina – também campeã da edição.

Em meio à algumas incertezas e testes realizados na última Data Fifa, em março, o técnico Tony Popović observa os últimos detalhes antes de anunciar a convocação final da Austrália para a Copa do Mundo, no começo de junho. O treinador, que utiliza um esquema com três zagueiros, enfrenta desfalques e dúvidas por lesão e condicionamento físico.

No gol, um velho conhecido. Capitão australiano, Matthew Ryan, de 34 anos, irá para sua quarta Copa. Na linha defensiva é onde os problemas aparecem. Harry Souttar, principal zagueiro da seleção, passa por uma situação parecida com a que encarou em 2022. O jogador está em fase final de recuperação da ruptura do tendão de Aquiles – contusão que o afastou por mais de um ano dos gramados. Também com lesão no tendão, o ala direito titular Lewis Miller está fora do Mundial. Jacob Italiano deve ser o substituto.

A posição de zagueiro é a mais incerta para Popović. A linha de três tem algumas opções: o veterano Miloš Degenek, Alessandro Circati, Jason Geria, Cameron Burgess e Kye Rowles. Além deles, o jovem de 18 anos Lucas Herrington, estreou bem na última Data Fifa e surge como alternativa. Já na ala esquerda a Austrália está bem servida, com o experiente Aziz Behich e Jordan Bos, que provavelmente será o titular.

Liderado por um dos pilares do elenco australiano, Jackson Irvine, o meio de campo ainda tem Aiden O’Neill e Connor Metcalfe como jogadores de confiança. A dupla de meias/pontas mais à frente alternou-se bastante durante o ciclo, ou seja, fica o questionamento de quem será o titular no Mundial. Nomes como Riler McGree, Martin Boyle, Nishan Velupillay, Awer Mabil e Craig Goodwin – dúvida por contusão – são algumas das alternativas.

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Jackson Irvine em ação pela Austrália. Foto: Aleksandar Jason/Socceroos

Assim como os meias/pontas, a posição de centroavante nunca foi uma certeza para Tony Popović. Jamie McLaren, Mitchell Duke e Tomi Jurić foram testados em diferentes momentos do ciclo. A tendência é que nenhum deles seja titular, mas sim Mohamed Touré ou Nestory Irankunda. O último é ponta de origem, no entanto, jogou como camisa 9 e fez gol nos jogos de março. Com isso, o jovem promissor de 20 anos virou opção também para o comando de ataque.

A Austrália mantém um padrão de jogo bem definido: apostar nas bolas paradas, na estatura e físico de seus jogadores. Independente do técnico e das formações táticas, é dessa forma que os Socceroos seguem com sua cultura. É através dela que os australianos competem e levam vantagem contra seus adversários nas eliminatórias da Ásia, por exemplo.

Após diversas tentativas mal-sucedidas, a Austrália finalmente juntou-se à Confederação Asiática de Futebol em 2006. O país visava enfrentar maior competitividade, oferecida pelas seleções da Ásia, para ter um maior desenvolvimento do seu futebol. Além do mais, as eliminatórias asiáticas proporcionavam vagas diretas à Copa do Mundo, algo que aconteceu na Oceania apenas nas eliminatórias para 2026, devido ao aumento do número de países participantes.

Socceroos é o apelido da seleção masculina de futebol australiano. A palavra nada mais é do que a junção de duas outras palavras em inglês: soccer (futebol) e kangaroo (canguru). Como muitos sabem, canguru é o animal símbolo da Austrália. Segundo o governo local, o número de cangurus é quase o dobro em relação ao número de pessoas residentes no país.

Embora a bandeira da Austrália seja azul, vermelha e branca, o uniforme da seleção de futebol não utiliza essas cores. Aliás, desde 1984, a grande maioria dos outros esportes tem seus trajes coloridos de amarelo e verde. Isso acontece devido à uma homenagem à fauna e à flora do país, e à acácia dourada, flor nativa que tem essa coloração.

Na Austrália, um em cada três habitantes são imigrantes. Inclusive, esse dado assemelha-se ao número presente na última Data Fifa, em março. Dos 25 australianos convocados, nove nasceram fora do país. Também é importante ressaltar que quando houve a primeira participação dos Socceroos em Copas do Mundo, em 1974, essa prática de convocar jogadores nascidos em diferentes países para representar outra seleção já existia na Austrália.

Junto com a Nova Zelândia, a Austrália sediou a última Copa do Mundo Feminina, realizada em 2023. Mesmo atrás em popularidade de esportes como futebol australiano, rugby, críquete e surfe, o futebol ganha espaço a cada ano, principalmente com as Matildas – apelido da seleção feminina australiana. O público, que foi o maior das Copas femininas durante todo o campeonato, desde a primeira edição, em 1991, viu a Austrália alcançar o quarto lugar e a melhor campanha da história do país na competição.

A Austrália disputará o torneio pela sexta vez seguida e fará parte do grupo D. Sem nenhum favorito, os australianos enfrentam Paraguai, Turquia e um dos anfitriões, os Estados Unidos. Confira os 26 convocados para a Copa do Mundo 2026:

Goleiros: Patrick Beach (Melbourne City-AUS), Paul Izzo (Randers-DIN) e Maty Ryan (Levante-ESP).

Defensores: Aziz Behich (Melbourne City-AUS), Jordan Bos (Feyenoord-HOL), Cameron Burgess (Swansea City-GAL), Alessandro Circati (Parma-ITA), Milos Degenek (APOEL-CIP), Jason Geria (Albirex Niigata-JAP), Lucas Herrington (Colorado Rapids-EUA), Jacob Italiano (GAK-AUT), Harry Souttar (Leicester City-ING) e Kai Trewin (New York City FC-EUA).

Meio-campistas: Cameron Devlin (Hearts-ESC), Ajdin Hrustic (Heracles Almelo-HOL), Jackson Irvine (FC St. Pauli-ALE), Connor Metcalfe (FC St. Pauli-ALE), Paul Okon-Engstler (Sydney FC-AUS) e Aiden O'Neill (New York City FC-EUA).

Atacantes: Nestory Irankunda (Watford-ING), Mathew Leckie (Melbourne City-AUS), Awer Mabil (Castellón-ESP), Mohamed Toure (Norwich City-ING), Nishan Velupillay (Melbourne Victory-AUS), Cristian Volpato (Sassuolo-ITA) e Tete Yengi (Machida Zelvia-JAP).

 

Paraguai

Depois de passar as três últimas edições fora, o Paraguai volta a participar da Copa do Mundo após 16 anos, sob o comando do técnico argentino Gustavo Alfaro. A seleção paraguaia chega ao torneio com uma forte campanha de reconstrução e tenta recuperar justamente o que a deixava perigosa no passado: a competitividade. 

O Paraguai aposta na força defensiva e na intensidade física. Em um chaveamento longe de ser considerado impossível, a expectativa é de que a equipe sul-americana avance para às oitavas de final. 

O trabalho de Alfaro foi fundamental para que a seleção chegasse nessa nova fase. O treinador conseguiu reorganizar uma equipe que parecia sem rumo. Hoje, o Paraguai voltou a competir fisicamente, a marcar, a pressionar e a ter confiança em enfrentar seleções historicamente maiores sem entrar derrotado em campo. 

O estilo de Gustavo Alfaro combina perfeitamente com a fama que o futebol paraguaio possui. As equipes comandadas por ele priorizam a intensidade, compactam a defesa e realizam transições rápidas. Não se trata diretamente de exuberância técnica, mas sim de extrema competitividade. A ideia de sofrimento coletivo, resistência e perseverança, é muito presente na cultura esportiva da nação e finalmente, depois de anos, reaparece na seleção. Hoje, pode-se dizer que o Paraguai volta a jogar “com cara de Paraguai”.

Essa reconstrução também se deve aos nomes presentes no elenco, principalmente os da nova geração. Entre eles, Julio Enciso, meia-atacante habilidoso e considerado por muitos o jogador mais talentoso do país desde Roque Santa Cruz. Ao lado dele estão Miguel Almirón, mais do que símbolo de liderança e intensidade, Gustavo Gómez, capitão e defensor referência, junto de jovens como Ramón Sosa e também Diego Gómez.

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Almirón, atacante de 32 anos, vai disputar sua primeira Copa do Mundo em 2026. Foto: Reprodução/Instagram/@albirroja

Outro grande nome é o veterano Ángel Romero que segue sendo peça fundamental na equipe. O atual jogador do Boca Juniors, da Argentina, pode até não ser mais o principal jogador tecnicamente falando, porém ainda representa totalmente a personalidade da seleção. Raça, provocação e intensidade são destaques de sua trajetória no Corinthians e, hoje em dia, no time argentino.

Historicamente, o futebol sempre ocupou um espaço muito importante na identidade paraguaia. Em 1953, a seleção venceu a Copa América pela primeira vez, depois de derrotar o Brasil por 3 a 2. Essa conquista foi importante, pois ajudou a consolidar a seleção como um dos grandes nomes do continente.

O segundo título de Copa América do Paraguai foi conquistado em 1979 e até os dias de hoje é considerado um dos grandes feitos da seleção. A equipe que ganhou de 1 a 0 do Chile e se consagrou campeã ficou marcada pelo futebol competitivo, físico e disciplinado, características essas que viriam mais tarde a se tornar conhecidas da Albirroja. 

A geração de 1998 foi uma das mais simbólicas. Liderada pelo goleiro José Luis Chilavert, um dos raros goleiros-artilheiros da história, a seleção chegou às oitavas de final e por pouco não eliminou a França, na época anfitriã e futura campeã do mundo. 

Foi na edição de 2010, entretanto, que a maior campanha da história do país foi realizada. A equipe chegou até as quartas de final do campeonato realizado na África do Sul, mas acabou sendo eliminada por 1 a 0 em uma partida apertada contra a Espanha, que depois acabaria campeã naquele ano.

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Seleção Albirroja resistiu com personalidade, mas foi derrotada pela Espanha, campeã da Copa de 2010. Foto: Divulgação/FIFA

Desde então, porém, a seleção paraguaia entrou em declínio. A mesma seleção que era conhecida por tornar qualquer jogo em uma batalha a ser conquistada, passou por um longo período marcado por eliminações, constantes trocas de treinadores e campanhas mal sucedidas. Por isso, seu retorno ao torneio depois de 16 anos, aos olhos da população, é visto como um renascimento nacional esportivo e carrega bastante peso emocional. A expectativa é de que o Paraguai venha a ser uma das grandes surpresas do torneio. 

A seleção norte-americana entra como a favorita do grupo D por jogar em casa e por possuir um elenco mais profundo, entretanto, terá de lidar com uma grande pressão. A Austrália, apesar de certa intensidade física, é considerada tecnicamente inferior. Já a Turquia, mesmo que possua talento técnico, é conhecida por sua instabilidade. 

Nesse cenário, a seleção paraguaia é uma forte candidata à primeira ou à segunda  colocação. A tendência é de jogos equilibrados, mas de muito contato e decididos nos pequenos detalhes. Esse sempre foi justamente o território preferido do Paraguai. 

O objetivo é que haja conciliação entre tradição e renovação. Por um lado, o elenco atual mantém características consideradas históricas do futebol paraguaio. Por outro, trata-se de uma geração tecnicamente muito mais interessante do que as dos últimos anos. Enciso entrega criatividade, Almirón acelera as transições, enquanto Gómez sustenta o sistema defensivo. 

Assim, o Paraguai vai aos Estados Unidos tanto com a missão de recuperar um espaço que antes ocupava no futebol sul-americano, como também de resgatar algo que por anos pareceu ter sido perdido: sua identidade. E, em Copas do Mundo, equipes que sabem exatamente quem são, costumam ser perigosas. Veja a lista dos convocados para o retorno da Albirroja ao Mundial: 

Goleiros: Orlando Gill (San Lorenzo), Gatito Fernández (Cerro Porteño) e Gastón Olveira (Olimpia);

Defensores: Juan Cáceres (Dínamo de Moscou), José Canale (Lanús), Fabián Balbuena (Grêmio), Omar Alderete (Sunderland), Gustavo Gómez (Palmeiras), Alexandro Maidana (Talleres), Junior Alonso (Atlético-MG) e Gustavo Velázquez (Cerro Porteño);

Meio-campistas: Braian Ojeda (Vancouver Whitecaps), Damián Bobadilla (São Paulo), Andrés Cubas (Vancouver Whitecaps), Diego Gómez (Brighton), Alejandro Romero Gamarra (Al Ain), Mauricio (Palmeiras) e Matías Galarza (Atlanta United);

Atacantes: Gustavo Caballero (Portsmouth), Ramón Sosa (Palmeiras), Miguel Almirón (Atlanta United), Gabriel Ávalos (Independiente), Isidro Pitta (Bragantino), Álex Arce (Independiente Rivadavia), Julio Enciso (Strasbourg) e Antonio Sanabria (Cremonese).

 

Turquia

Pela primeira vez desde 2002, a seleção turca retorna a Copa do Mundo. A classificação para o mundial de 2026 finaliza um jejum de 24 anos sem participações e marca apenas a terceira participação do país na maior competição do futebol. A equipe garantiu sua vaga no torneio após terminar em segundo lugar no grupo das eliminatórias - com Espanha, Geórgia e Bulgária – e avançar na repescagem com vitórias sobre Kosovo e Romênia, ambas por 1 a 0.

Mesmo após ter sofrido uma goleada marcante por 6 a 0 para os espanhóis durante as eliminatórias, a Turquia chamou atenção pelo desempenho ofensivo dessa seleção. Sob o comando de Vincenzo Montella, foram 17 gols marcados em apenas seis partidas, além da atuação de jovens jogadores como Arda Güler e Kenan Yildiz, apontados como os principais destaques dessa nova geração. Outros nomes como Ferdi Kadıoglu e Orkun Kökçü também ganharam espaço na campanha classificatória.

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Arda Güler, de 21 anos, disputou sua primeira Copa do Mundo em 2026. Foto: Reprodução/Instagram/@ardaguler

Com um breve histórico em Copas do Mundo, a seleção turca não teve muitas oportunidades de mostrar seu potencial, mas quando teve agarrou com força. A melhor campanha da equipe foi justamente em sua última participação, há 24 anos. Em 2002, no Mundial sediado no Japão e na Coreia do Sul, os “Lua-Estrelas”, como são popularmente conhecidos no país, terminaram a competição na terceira colocação após derrotar a Coreia do Sul por 3 a 2. Naquela edição, os turcos eliminaram Japão e Senegal no mata-mata antes de serem eliminados pelo Brasil na semifinal.

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A Copa de 2002 foi a última disputada pela Turquia. Foto: Divulgação/FIFA

A campanha de 2002 não ficou apenas marcada pela melhor da seleção turca, mas também pela conquista de um dos momentos mais marcantes da história dos Mundiais. Durante a disputa pelo terceiro lugar, entre Turquia e Coreia do Sul, o atacante Hakan Şükür marcou um gol após 11 segundos de jogo, se tornando dono de um dos recordes mais difíceis a serem quebrados: o gol mais rápido em Copas do Mundo. O ex-jogador também é o maior artilheiro da história da Turquia com 51 gols.

Após o encerramento de sua carreira em 2008, Hakan Şükür iniciou sua carreira política e chegou a ser deputado pelo Partido da Justiça e Desenvolvimento (APK). Rompeu com o governo do presidente Recep Tayyip Erdoğan anos depois e passou a ser alvo de autoridades turcas. Em 2015, após acusações de envolvimento com organizações consideradas terroristas pelo governo, Şükür teve seus bens confiscados e deixou o país rumo aos Estados Unidos, onde fundou uma escola de futebol para jovens e crianças.

A estreia da Turquia em Copas aconteceu em 1954, na Suíça. A classificação veio após empate em pontos e em um jogo de desempate contra a Espanha. Sem critérios de saldo de gols ou disputa por pênaltis, a vaga foi definida em sorteio. Já no Mundial, os turcos venceram a Coreia do Sul por 7 a 0, maior vitória da seleção na história da competição.

Apesar das poucas participações em Copas do Mundo, o futebol ocupa espaço central na cultura esportiva turca. Os clássicos nacionais mobilizam grandes públicos e possuem ambiente semelhante ao de decisões internacionais. O retorno ao Mundial acontece em um cenário de expectativa pela consolidação da nova geração da seleção turca.

Veja a lista de convocados para o Mundial de 2026:

Goleiros: Altay Bayindir (Manchester United), Mert Günok (Fenerbahce) e Ugurcan Cakir (Galatasaray).

Defensores: Abdulkerim Bardakci (Galatasaray), Caglar Soyuncu (Fenerbahce), Eren Elmalı (Galatasaray), Ferdi Kadıoğlu (Brighton), Merih Demiral (Al-Ahli), Mert Müldür (Fenerbahce), Ozan Kabak (Hoffenheim), Akaydin (Çaykur Rizespor) e Zeki Celik (Roma).

Meio-campistas: Hakan Calhanoglu (Inter de Milão), Ismail Yuksek (Fenerbahce), Kaan Ayhan (Galatasaray), Orkun Kökçü (Besiktaş) e Salih Ozcan (Borussia Dortmund).

Atacantes: Arda Güler (Real Madrid), Barış Alper Yılmaz (Galatasaray), Can Uzun (Eintracht Frankfurt), Deniz Gül (Porto), Irfan Can Kahveci (Kasımpasa), Kenan Yildiz (Juventus), Kerem Akturkoglu (Fenerbahce), Oguz Aydin (Fenerbahce) e Yunus Akgun (Galatasaray).

No shoot out, a equipe de Mc Hariel venceu pela primeira vez na Kings League Brazil
por
Fernando Muro Schwabe
Daniel Santana Delfino
|
17/04/2025 - 12h

A Kings League Brazil, liga de futebol 7 criada pelo ex-jogador Gerard Piqué, segue a todo vapor. Com viradas, recorde de gols e decisões, o torneio é disputado na Oreo Arena, em Guarulhos (SP), e teve a conclusão da quarta rodada na última segunda-feira (14). 

Capim FC 1 X 5 Fluxo FC

Abrindo a quarta rodada da Kings League Brazil, o Fluxo, buscando a primeira vitória no campeonato, começou com tudo e marcou três vezes, com Luís, Vini e Helber, ainda na primeira etapa.

O Fluxo venceu a primeira na Kings League Brazil. Foto: Divulgação/Kings League Brazil
O Fluxo venceu a primeira na Kings League Brazil. Foto: Divulgação/Kings League Brazil

 

No segundo tempo, o Capim FC até diminuiu com Negão, mas viu a equipe do presidente Nobru, que converteu sua cobrança no pênalti presidente, marcar mais duas vezes e fechar o jogo por 5 a 1. 

Funkbol Clube 8 (4) X (3) 8 FC Real Elite

No duelo dos desesperados, Funkbol e Real Elite fizeram o jogo mais movimentado da primeira edição da Kings League Brazil até agora. Na primeira etapa, a equipe do presidente Mc Hariel saiu na frente, com hat-trick de Ahmed e mais dois gols, marcados por Douglinha e Dávisson. Por outro lado, o Real Elite marcou três vezes, com bons contra-ataques e finalizações certeiras de Marlon, Davi e Gustavo. 

Ahmed marcou três vezes na primeira etapa. Foto: Divulgação/Kings League Brazil
Ahmed marcou três vezes na primeira etapa. Foto: Divulgação/Kings League Brazil

Na segunda etapa, o FC Real Elite voltou melhor, ditando o ritmo e empatando o placar. A partir do empate, os times começaram a alternar a liderança, com a equipe da presidente Ludmilla virando o jogo para 8 a 7. Entretanto, no fim do segundo tempo, Douglas marcou no shoot out e empatou o confronto. 

Na disputa por shoot out, melhor para o Funkbol, que venceu por 4 a 3 e confirmou sua primeira vitória na Kings League Brazil. 

Dendele FC 3 (3) X (2) 3 Nyvelados FC

Em momentos distintos na tabela, o Nyvelados saiu na frente, marcando aos 13 e 17 minutos da primeira etapa, com um golaço de Matheus, batendo a bola cruzada no ângulo, sem chances para o goleiro, e Leo Gol, que colocou a bola na gaveta em roubada de bola do Dendele.

Após o intervalo, o Dendele FC utilizou sua carta especial, jogador estrela, em Lucas Hector. Mesmo assim, a equipe da presidente Nyvi Estephan marcou o terceiro com Leo Gol, de pênalti.

Membros do Dendele FC comemoram com fãs na Oreo Arena. Foto: Divulgação/Kings League Brazil
Membros do Dendele FC comemoram com fãs na Oreo Arena. Foto: Divulgação/Kings League Brazil

Aos 28 minutos de jogo, Gabriel diminuiu pro Dendele. Ainda com o power up ativo, Lucas Hector marcou aos 36 e, com o gol dobrado, empatou. Com o apito final, o Dendele venceu na disputa de shoot out por 3 a 2 e confirmou sua segunda vitória seguida na Kings League Brazil. 

Desimpedidos Goti 3 X 8 G3X FC

Em busca da liderança, o invicto G3X FC saiu na frente. Antes da marca dos dez minutos, o Desimpedidos empatou com Marcelinho, de pênalti. O lance contou com revisão do VAR, já que o árbitro não entendeu a trombada na área como faltosa. Nos últimos três minutos do primeiro tempo, a equipe do presidente Gaules marcou três vezes, com dois gols de Ton e um de Gegeu. 

Ton marcou duas vezes na goleada do G3X FC. Foto: Divulgação/Kings League Brazil
Ton marcou duas vezes na goleada do G3X FC. Foto: Divulgação/Kings League Brazil

Na segunda etapa, o Desimpedidos diminuiu, com mais dois gols de Marcelinho, ambos de pênalti, sendo um revisado pelo VAR, após uma mão no rosto do atacante Thor, e outro vindo da carta secreta da equipe. Ainda na frente do placar, o G3X FC segurou a bronca e marcou novamente no fim do jogo, com gols de Kenu e Rufino, ambos dobrados já que a partida estava na prorrogação. 

FURIA FC 6 X 1 LOUD SC

Em mais um clássico dos esports, a líder FURIA encarou a LOUD. Ainda no primeiro minuto de jogo, o artilheiro Leleti marcou duas vezes e colocou a pantera na frente. Aos 12 minutos, Matheus diminuiu pra LOUD. Antes do apito final da primeira etapa, Jeffinho marcou o terceiro da equipe do presidente Neymar Jr. 

Leleti marcou os dois primeiros gols da goleada da líder FURIA. Foto: Divulgação/Kings League Brazil
Leleti marcou os dois primeiros gols na goleada da líder FURIA. Foto: Divulgação/Kings League Brazil

No segundo tempo, domínio total da FURIA, que ampliou com gols de Murillo, de Lipão, que retornava após duas semanas afastado por lesão muscular, e mais um de Jeffinho, selando o placar em 6 a 1 para a pantera e mantendo a equipe na liderança. 

A Kings League Brazil retorna na próxima segunda-feira (21). Veja os jogos:

  • 17h: Fluxo FC X Nyvelados FC

  • 18h: Capim FC X FC Real Elite

  • 19h: LOUD SC X Desimpedidos Goti

  • 20h: G3X FC X FURIA FC

  • 21h: Dendele FC X Funkbol Clube

 

Equipes estão empatadas em pontos, mas Rubro-Negro fica à frente pelos gols marcados
por
Felipe Pjevac
Maria Mielli
|
16/04/2025 - 12h

 

A terceira rodada do Brasileirão se encerrou e decretou um novo líder. Com a vitória sobre o Grêmio, a equipe do Flamengo assumiu a ponta da tabela e segue sem derrotas. Por outro lado, Bahia, São Paulo, Atlético-MG, Mirassol, Santos, Vitória e Sport ainda não venceram na competição. Confira como foram os jogos:

 

RB BRAGANTINO 1 X 0 BOTAFOGO

 

Na abertura da rodada, o Red Bull Bragantino recebeu o Botafogo no Nabi Abi Chedid, no sábado (12), em busca da primeira vitória no campeonato. O resultado veio com uma vitória magra por 1 a 0, em partida em que as duas equipes criaram diversas chances de gol.

Aos quatro minutos, Jhon Jhon cobrou escanteio curto, recebeu a bola na ponta direita e invadiu a área sem marcação. O meia cruzou rasteiro, e o atacante Eduardo Sasha empurrou a bola para as redes e abriu o placar para o Bragantino.

O Botafogo saiu em busca do empate. Aos 20 minutos, o clube encaixou contra-ataque e Igor Jesus finalizou da entrada da área. A bola bateu na trave e sobrou nas mãos do goleiro Cleiton.

Cinco minutos depois, Sasha finalizou para boa defesa do goleiro John. No rebote, Mosquera chutou bola perigosa, mas o zagueiro Jair salvou em cima da linha.

Jogadores do Bragantino comemoram o gol da vitória. Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

 

Os times trocaram mais chances de gol, mas o primeiro tempo terminou com o placar magro. Na segunda etapa, as equipes criaram menos oportunidades, e o destaque foi o goleiro Cleiton, que fez ótima defesa em finalização de Igor Jesus nos últimos minutos do jogo e garantiu a vitória por 1 a 0 do Bragantino.

 

Ao final da rodada, Botafogo e Red Bull Bragantino ficaram na 10ª e 11ª posição, respectivamente, e ambos os times têm quatro pontos. Na próxima rodada, o Glorioso recebe o São Paulo no Rio de Janeiro na quarta-feira (16), às 18h30 (horário de Brasília), enquanto o Massa Bruta viaja para Recife para encarar o Sport, no mesmo dia, às 19h (horário de Brasília).

 

JUVENTUDE 2 X 1 CEARÁ 

 

No mesmo horário, Juventude e Ceará se enfrentaram no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS), e os jaconeros se deram melhor. A equipe gaúcha saiu atrás no placar, mas conseguiu virar a partida e vencer por 2 a 1.

O Ceará começou o jogo pressionando o Juventude em seu campo de defesa. Após boa triangulação, Emerson Batalla recebeu a bola na entrada da área e finalizou. O chute foi desviado pela defesa e quase enganou o goleiro Gustavo, que se recuperou e fez boa defesa.

Aos 40 minutos, a equipe comandada por Léo Condé abriu o placar com uma jogada trabalhada. O centroavante saiu da área e cruzou a bola pelo lado direito, após escorada de cabeça de Matheus Araújo, Aylon ajeitou a bola driblando o zagueiro e cavou na saída do goleiro para fazer 1 a 0.

Juventude saiu atrás, mas virou o jogo diante de sua torcida. Foto: Fernando Alves/Juventude

 

O Juventude empatou ainda no primeiro tempo. Já nos acréscimos, após falta rebatida pela defesa, Batalla ficou com a sobra e fez o cruzamento, e o jovem Luis Mandaca invadiu o fundo da área para fazer o gol de cabeça, anotando 1 a 1 no placar.

 

No segundo tempo, o clube da casa veio para cima, com o apoio da torcida, enquanto o Ceará passou a se defender mais. Após desperdiçar algumas chances, o Juventude virou a partida aos 22 minutos. Giovanny recebeu a bola, ficou cara a cara com o goleiro Bruno Ferreira e tentou cavar por cima. A bola passou na frente de Matheus Babi, que completou de cabeça para dar números finais ao jogo.

Essa foi a segunda vitória do Juventude em seu estádio no campeonato. Com seis pontos em três jogos, o clube ocupa a terceira posição na classificação, e encara o Flamengo fora de casa na quarta-feira (16), às 21h30 (horário de Brasília). Já o Ceará segue com quatro pontos na oitava posição, e vai receber o Vasco na terça-feira (15), às 21h30 (horário de Brasília).

 

PALMEIRAS 2 X 0 CORINTHIANS 

 

Também no sábado (12), o Dérbi Paulista entre Palmeiras e Corinthians aconteceu na Arena Barueri. O Corinthians entrou em campo sem o apoio de seu técnico, Ramón Díaz, que foi expulso no jogo contra o Vasco e cumpriu suspensão no clássico. Pelo lado palmeirense, Raphael Veiga foi desfalque por causa de uma luxação no ombro esquerdo.

Na saída de bola do Timão, um lance inusitado: o camisa 10 Memphis Depay deu um chute para lateral na intenção  de fazer pressão no time mandante, mas não surtiu tanto efeito. Aos 13 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Gustavo Gómez, da equipe alviverde, chutou em direção ao gol, mas o goleiro Matheus Donelli fez a defesa e mandou a bola direto para a lateral. Na jogada seguinte, a bola sobrou no pé de Piquerez que finalizou em direção ao gol e abriu o placar em Barueri. Aos 18 minutos, numa falha defensiva e do meio de campo do Corinthians, o camisa 32, Emiliano Martínez, marcou de fora da área seu primeiro gol com a camisa alviverde e ampliou a vantagem no clássico paulista. Aos 20 minutos, o Palmeiras possuía seis finalizações ao gol, enquanto o Timão não possuía nenhuma. 

O Corinthians, sem Rodrigo Garro e Fabrizio Angileri que estão afastados por questões médicas, teve muita dificuldade na hora de construir jogadas e armar o ataque. Além de sofrer também com a parte defensiva, já que o goleiro Hugo Souza está se recuperando de uma lesão muscular na coxa direita. Na reta final do primeiro tempo, o zagueiro Gustavo Gómez, do Palmeiras, fez uma falta duríssima no atacante Yuri Alberto e recebeu um cartão amarelo. Na cobrança da falta, Memphis buscou Carrillo que finalizou de primeira por cima do gol. 

Emiliano Martinez comemora seu primeiro gol com a camisa alviverde. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

 

No segundo tempo, com menos de um minuto de jogo, Richard Ríos num contra ataque veloz, passou para Facundo Torres finalizar de cabeça no travessão corinthiano. Aos três minutos, o lateral Hugo, do Timão, tentou a finalização de fora da área, mas a bola passou ao lado do gol. Aos 22 minutos, num lance de bola parada com assistência de Estêvão, Vitor Roque marcou, mas o VAR chamou o árbitro Rafael Klein que anulou o que seria o primeiro gol do camisa 9 alviverde. O Palmeiras ditou o ritmo do jogo desde o início e conseguiu segurar a vitória por 2 a 0 no Dérbi Paulista. 

 

Antes da bola rolar, o atacante Romero, do Corinthians, foi vítima de cantos homofóbicos por parte da torcida do Palmeiras. O flagrante foi feito pela equipe de notícias Meu Timão e é possível ver no vídeo gritos entoando a frase “Romero v**do!”. É importante lembrar que, desde 2019, o Supremo Tribunal Federal categoriza homofobia como um crime indesculpável e inafiançável. O coletivo de torcida Porcoíris, emitiu uma nota repudiando os atos de uma parte específica da sua torcida, que segundo eles, não representa a Sociedade Esportiva Palmeiras. Após pressão de grande parte da torcida, a equipe alviverde também emitiu um comunicado oficial condenando os atos.  

Ambas as equipes voltam a campo pelo Brasileirão na próxima quarta-feira (16), às 19h30 (horário de Brasília). O Corinthians enfrenta em casa o Fluminense, enquanto o Palmeiras enfrenta, no Beira-Rio, o Internacional. 

 

VASCO 3 X 1 SPORT 

 

O Vasco venceu o Sport por 3 a 1, em São Januário, na véspera do aniversário de um de seus maiores ídolos, Roberto Dinamite. O estádio carioca estava em festa na noite de sábado (12), com homenagens da torcida e a gratidão de ver seu time vencer em casa com show de Vegetti. 

Aos 13 minutos do primeiro tempo, Philippe Coutinho tentou a finalização, mas o goleiro Caíque França fez a defesa e mandou direto para escanteio. Aos 19 minutos, Sérgio Oliveira, do Sport, cobrou falta na intermediária de ataque, mas a bola explodiu na marcação. Hereda até tentou aproveitar o rebote, mas a bola passou por cima do gol. Aos 31 minutos, numa cobrança de falta, Coutinho deu assistência de cabeça e Vegetti marcou o primeiro gol da noite. 

Até sair o gol do Vasco, o clube recifense era melhor na partida, criou muitas chances e trouxe perigo ao gol adversário diversas vezes, mas desperdiçou suas oportunidades. Aos 40 minutos, o artilheiro da equipe cruzmaltina, Vegetti, em um contra ataque, recebeu a bola dos pés de Nuno Moreira e pela 13ª vez em 2025, o argentino marcou novamente, dessa vez de cabeça, pelo time carioca. 

Os jogadores do Sport reclamaram do lance, alegando que Vegetti teria feito falta no zagueiro Lucas Cunha. O VAR chamou o árbitro Wilton Pereira Sampaio, que não viu infração e validou o gol. 2 a 0 Vasco. No finalzinho do primeiro tempo, o Sport até tentou a finalização com seu camisa 44, Chico, mas a bola parou no goleiro. 

Homenagem da torcida ao ídolo Roberto Dinamite. Foto: Dikran Sahagian/Vasco da Gama 

 

No segundo tempo, aos cinco minutos, Chico cruzou rasteiro para Barletta que, de primeira, acertou uma bola no travessão da equipe vascaína. Aos nove minutos, numa cobrança de escanteio da equipe recifense, Hugo Moura, camisa 25 do Vasco, ao tentar desviar a bola adversária, cabeceou sentido ao gol e marcou contra para o Sport. 

 

A equipe de Recife voltou para o segundo tempo criando mais e aproveitando os espaços deixados pelo cruzmaltino, tanto que somente aos 18 minutos, o time carioca conseguiu trazer perigo à área adversária. Aos 37 minutos, o cria da Colina Rayan, num contra ataque com muita velocidade, ampliou a vantagem em casa. Apesar de ter tomado o terceiro gol, o Leão não desistiu e continuou ameaçando o adversário. 

Com o fim do jogo, a euforia tomou conta do estádio de São Januário, que comemorou a vitória por 3 a 1 do Vasco e a belíssima história de Dinamite no clube. Após o apito final, Christian Barletta, do Sport, em entrevista ao Premiere, afirmou que o clube está jogando bem, mas que devem combinar isso com o resultado final. 

O próximo combate do clube nordestino é quarta-feira (16), em casa, contra o RB Bragantino às 19h (horário de Brasília), enquanto o Vasco enfrentará fora de casa o Ceará na terça-feira (15), às 21h30 (horário de Brasília).

 

BAHIA 1 X 1 MIRASSOL

 

Dando continuidade à terceira rodada do campeonato, o Bahia recebeu, em casa, o Mirassol às 16h (horário de Brasília), abrindo os jogos de domingo (13). 

O primeiro tempo foi marcado por um Bahia com cerca de 53% de posse de bola, mas desorganizado em campo. Aos dez minutos, numa entrada dura, Kanu sofreu falta e precisou ser substituído. Aos 16 minutos, Gabriel, ex-Bahia, fez jus à lei do ex e arriscou uma bola em direção ao gol, que bateu no travessão e entrou. Já na reta final, o lateral Luciano Juba cruzou para área e encontrou Erick Pulga, que cabeceou e marcou o gol de empate do Bahia. No lance seguinte, o autor do gol se chocou com a trave e precisou receber atendimento médico. 

 

 

Autor do gol do Mirassol, Gabriel, durante a partida da terceira rodada do campeonato. Foto: Pedro Zacchi/Agência Mirassol

 

No segundo tempo, aos dois minutos, o camisa 33, David Duarte, marcou o que seria o gol da virada, mas o VAR chamou e indicou posição de impedimento, portanto, gol anulado. Aos seis minutos, numa jogada pela direita, Willian ajeitou para Gilberto, camisa 2 do tricolor, que arriscou em direção ao gol, mas mandou direto para fora. Aos 18 minutos, Cristian do Mirassol, finalizou de fora da área, mas o goleiro Ronaldo fez a defesa e mandou para escanteio. Novamente Cristian, aos 20 minutos, trouxe perigo para o adversário, mas o goleiro Ronaldo defendeu. 

 

Aos 25 minutos, Iury, atacante da equipe paulista, marcou, mas assim como aconteceu com o gol do Bahia, o VAR chamou e anulou. Ao comemorar o até então gol da vitória, Iury provocou a torcida da casa e levou cartão amarelo. O árbitro, Braulio da Silva Machado, deu seis minutos de acréscimo e finalizou o jogo aos 51 minutos. Tudo igual em Salvador e ambas as equipes somaram um ponto no campeonato. 

O próximo embate da equipe baiana será contra o Cruzeiro, fora de casa, às 21h30 (horário de Brasília) na quinta-feira (17). Já o Mirassol, volta a campo na quarta-feira (16) em casa, contra o Grêmio, às 19h (horário de Brasília).

 

SÃO PAULO 1 X 1 CRUZEIRO

 

Em jogo truncado e com poucas chances no Morumbis, São Paulo e Cruzeiro empataram em 1 a 1 no domingo (13). Os dois clubes vinham pressionados por causa dos resultados ruins no Brasileiro e nas competições sul-americanas, e entraram em campo buscando uma recuperação.

O primeiro tempo teve muitas faltas e poucas chances de gol. O São Paulo tentou pressionar no campo de ataque, mas Luciano finalizou para fora nas duas oportunidades que teve.

No início do segundo tempo, o São Paulo chegou ao gol que abriu o placar. Após jogada pela direita, o português Cédric cruzou na cabeça de Ferreira, que cabeceou no canto, sem chances para o goleiro Cássio. Foi o primeiro gol do Tricolor no campeonato, e o terceiro de Ferreira nos últimos dois jogos.

Equilíbrio marca a partida entre São Paulo e Cruzeiro. Foto: Rubens Chiri e Paulo Pinto/São Paulo FC

 

Apenas 13 minutos depois, a equipe mineira conseguiu o gol de empate. Após escanteio, o zagueiro Kaiki escorou de cabeça, e Kaio Jorge finalizou entre as pernas do goleiro Rafael, marcando seu primeiro gol no ano. As equipes ainda tentaram criar mais oportunidades, mas a partida terminou empatada.

 

Com três empates em três jogos, o São Paulo ocupa a 15ª posição na tabela, e vai buscar a primeira vitória contra o Botafogo, no Rio de Janeiro, às 18h30 (horário de Brasília), na quarta-feira (16). Já o Cruzeiro foi para a 12ª posição, com quatro pontos, e vai receber o Bahia no último jogo da próxima rodada, às 21h30 (horário de Brasília) de quinta-feira (17).

 

GRÊMIO 0 X 2 FLAMENGO 

 

O Flamengo se tornou o novo líder do Campeonato Brasileiro. A equipe alcançou a primeira posição do torneio após vencer o Grêmio por 2 a 0 no estádio do adversário, em Porto Alegre, no domingo (13).

O Flamengo entrou em campo podendo assumir a liderança do Brasileirão, mas também pressionado pela derrota em casa para o Central Córdoba, pela Libertadores. Já o Grêmio vinha de uma sequência de oscilações, e buscava a segunda vitória no campeonato.

O primeiro golpe rubro-negro veio já aos três minutos de jogo. Michael fez jogada pela esquerda, o volante Edenílson cortou mal e deu a bola nos pés de Arrascaeta, que driblou o goleiro Tiago Volpi e chutou com calma para abrir 1 a 0 no placar.

Arrascaeta comemora gol contra o Grêmio. Foto: Adriano Fontes/CRF

 

O Grêmio ensaiou uma pressão, mas não conseguiu criar oportunidades claras de gol. A polêmica do primeiro tempo foi um possível pênalti a favor do Tricolor. Em jogada rebatida na área, a bola bateu no braço de Gérson, gerando muita reclamação dos gremistas. O árbitro Ramon Abatti Abel não marcou a penalidade, e o VAR não o chamou para revisar o lance.

 

No segundo tempo, o Flamengo voltou a controlar a partida, e aos 21 minutos, em escapada pela ala direita, Arrascaeta recebeu a bola com espaço, carregou até a área e finalizou no canto esquerdo de Volpi para marcar seu segundo gol da tarde e fechar o placar em 2 a 0.

O Flamengo é o líder do campeonato com sete pontos, enquanto o Grêmio soma apenas três pontos e ocupa a 13ª posição. Na próxima rodada, as duas equipes entram em campo na quarta-feira (16): o Tricolor visita o Mirassol às 19h (horário de Brasília), enquanto o Rubro-Negro recebe o Juventude às 21h30 (horário de Brasília).

 

FLUMINENSE 1 X 0 SANTOS

 

Fluminense e Santos se enfrentaram no último domingo (13), no Maracanã. O primeiro tempo foi marcado por um Fluminense superior, tanto em posse de bola como ofensivamente em campo. Arias foi destaque nessa primeira metade, sendo o principal jogador a criar jogadas e aproveitar os espaços deixados pela equipe do litoral paulista. 

Aos quatro minutos, numa enfiada de bola, Canobbio avançou com velocidade, mas foi travado na área por um contato do marcador, porém nem o árbitro de campo, nem o árbitro de vídeo entenderam o lance como pênalti. Aos 15 minutos, numa jogada bem trabalhada do Fluminense, a bola sobrou nos pés de German Cano que finalizou de fora da área, mas a finalização  passou por cima do gol. Aos 20 minutos, Jhon Arias cobrou falta em direção ao gol santista, e a bola pegou a força exata, mas um pouco mais de altura do que o necessário e foi direto para tiro de meta.  

Na reta final do primeiro tempo, Cano, ao parar uma jogada adversária, deixou sobrar a mão no rosto do jogador do Peixe e levou o cartão amarelo. Aos 38 minutos, numa cobrança de falta, Tiquinho Soares arriscou uma cabeçada ao gol mas foi direto para fora. Foi a segunda vez que o Santos chegou com perigo na área adversária no primeiro tempo. Aos 44 minutos, Arias encontrou Cano e o argentino cabeceou mais uma vez para fora. 

 

 

Neymar Jr e Thiago Silva se cumprimentando antes da bola rolar. Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense F.C 

 

No segundo tempo, o técnico Pedro Caixinha apostou em Soteldo e Neymar para tentar abrir o placar. O camisa 10, que está retornando de uma lesão, ainda não conseguiu atingir seu potencial máximo. Aos 15 minutos, o menino da Vila, irritado por não ter nenhuma falta à seu favor marcada, deixou sobrar o braço no rosto do jogador adversário e foi advertido com um cartão amarelo. 

 

Aos 21 minutos, Canobbio limpou a marcação defensiva e tentou o chute na saída do goleiro, que fez a defesa. Em prol de melhorar a equipe carioca, Renato Gaúcho apostou no camisa 10 Ganso, que foi homenageado com o título de cidadão honorário carioca e a medalha Pedro Ernesto, por sua contribuição ao esporte, minutos antes da bola rolar. 

Aos 29 minutos, Soteldo deixou o campo sentindo muitas dores e provavelmente será desfalque no próximo jogo da equipe santista. Aos 44 minutos, Keno finalizou em direção ao gol, mas a bola parou nas mãos de Gabriel Brazão, goleiro do Peixe. Nos minutos finais, numa belíssima jogada do time carioca, Ganso buscou Arias, que encontrou Samuel Xavier para finalizar em direção ao gol e abrir o placar aos 50 minutos do segundo tempo. A bola bateu no jogador adversário e entrou.

Na tarde de segunda-feira (14), o perfil oficial do Santos publicou um comunicado oficial anunciando a saída do técnico Pedro Caixinha do comando do time. Pelo alvinegro praiano, o português somou seis vitórias, quatro empates e sete derrotas.

O próximo adversário do Santos será o Atlético-MG na quarta-feira (16) às 21h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Já o time do Fluminense enfrentará, também na  quarta-feira, o Corinthians na Neo Química Arena, às 19h30 (horário de Brasília). 

 

FORTALEZA 0 X 0 INTERNACIONAL 

 

Na noite de domingo, às 20h (horário de Brasília), aconteceu na Arena Castelão o embate entre Fortaleza e Internacional. Os dois times estavam empatados na tabela e o jogo teve o mesmo resultado: 0 a 0 pela terceira rodada.

Aos três  minutos, Mancha, zagueiro do Fortaleza, fez um lindo passe para Moisés, que recebeu na grande área, e ajeitou para Calebe finalizar, mas o goleiro Anthoni fez a defesa. Aos 14 minutos, mais uma vez o Leão pressionou o time gaúcho. David Luiz, numa cobrança de escanteio, cabeceou com perigo em direção ao gol adversário, mas a bola passou por cima da meta colorada. Aos 34 minutos, Oscar Romero, camisa 11 do Inter, mesmo sem ângulo, cobrou uma falta fechada pela direita. Forte demais, a bola saiu em tiro de meta. Num contra ataque aos 39 minutos, o colombiano Borré chegou pela esquerda da grande área, bateu de chapa e quase abriu o placar para a equipe visitante. 

Jogadores do Fortaleza protestam contra a violência sofrida por crianças chilenas no futebol antes da bola rolar. Foto: Mateus Lotif/Fortaleza 

 

No segundo tempo, aos cinco minutos, de rebote, Moisés acertou uma bicicleta de fora da área  e marcou para o Fortaleza, mas o gol foi anulado por impedimento pelo VAR. Permaneceu tudo igual na Arena Castelão. Aos 21 minutos, numa tentativa de ataque do Inter, Borré e David Luiz protagonizaram um lance que gerou insatisfação do time gaúcho com a arbitragem. Na área, o zagueiro do Leão, ao tentar tirar o perigo adversário, acabou acertando Borré com um chute na cara, que para o árbitro em campo, Flavio Rodrigues de Souza, foi um lance normal. 

 

Numa cobrança de falta, aos 33 minutos, o camisa 17 do Inter, Tabata, acertou uma bola no meio da barreira, que parou nas mãos do goleiro João Ricardo. O árbitro deu cinco minutos de acréscimo e aos 49, o goleiro reserva Brenno, do Fortaleza, foi punido com o cartão vermelho por reclamação. Aos 50 minutos, o jogo foi encerrado e as equipes somaram, cada uma, um ponto no campeonato.

O Colorado volta a campo na quarta-feira (16) às 19h30 (horário de Brasília) e receberá em casa o Palmeiras. Já o Fortaleza enfrentará, também na noite de quarta-feira (16), o Vitória, fora de casa, às 21h30 (horário de Brasília). 

 

ATLÉTICO-MG 2 X 2 VITÓRIA 

 

Em partida que fechou a terceira rodada do Campeonato Brasileiro, Atlético-MG e Vitória se enfrentaram no Mineirão no domingo (13), às 20h30 (horário de Brasília). O jogo foi movimentado, com chances de gol para os dois times, e o placar terminou empatado em 2 a 2. O time baiano ficou a frente duas vezes, mas o Atlético buscou o empate.

As duas equipes entraram em campo tentando vencer o primeiro jogo no campeonato. O Galo vinha de uma derrota e um empate, enquanto o Vitória perdeu as duas primeiras partidas e era o lanterna.

Diante da sua torcida, o Galo começou o jogo pressionando e buscando o gol, mas o Vitória se defendeu bem no primeiro tempo. Scarpa e Hulk chutaram bolas com perigo, e pelo lado do Vitória, Erick finalizou por cima da trave do goleiro Éverson.

O segundo tempo começou com o primeiro gol da partida. Após escanteio curto, o Vitória trabalhou a bola até Gustavo Silva cruzar para Lucas Halter, que cabeceou forte para abrir o placar.

O Atlético saiu em busca do empate, e conseguiu aos 11 minutos. Após a bola rebater na área, ela sobrou para Fausto Vera, que cabeceou no canto, tirando do goleiro Lucas Arcanjo, e empatou o placar em 1 a 1.

Vitória e Atlético-MG empatam em Belo Horizonte (MG). Foto: Victor Ferreira/Vitória

 

O clube mineiro deu indícios de que iria pressionar pela vitória, mas quem passou a frente do placar novamente foi a equipe baiana. Em escapada pela esquerda, Gustavo Silva passou para Matheuzinho, que cavou na saída de Éverson. O goleiro fez a defesa, mas a bola voltou para o meia, que marcou o segundo gol do Rubro-Negro.

 

O Galo saiu em busca do gol do empate, e criou chances com Hulk, Bernard e Rony. O goleiro Lucas Arcanjo apareceu bem e fez várias defesas importantes. No entanto, o Atlético chegou ao empate aos 43 minutos. Igor Gomes chutou da entrada da área, a bola desviou, bateu na trave e cruzou a linha antes que Arcanjo pudesse fazer a defesa. O placar final foi de 2 a 2.

As duas equipes entram em campo às 21h30 (horário de Brasília) da próxima quarta-feira (16). O Atlético-MG, 16º colocado com dois pontos, vai a São Paulo enfrentar o Santos, enquanto o Vitória, que tem apenas um ponto e está em 19º, recebe o Fortaleza.

 

 

 

Em estreia em casa contra o San José, tricolor venceu sem sustos no Maracanã
por
Gabriel Cordeiro
|
15/04/2025 - 12h

Em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Sulamericana, na última quinta-feira (6), o tricolor das laranjeiras recebeu a equipe do San José e venceu por 5 a 0 no Rio de Janeiro.

O treinador Renato Gaúcho realizou diversas mudanças em relação à última partida pelo Campeonato Brasileiro, contra o Red Bull Bragantino. Dez jogadores foram substituídos na escalação titular, visando dar rodagem ao elenco.


Mesmo com o time considerado alternativo, o time da casa não teve dificuldades perante a equipe boliviana. Logo aos 20 minutos do primeiro tempo, o atacante Everaldo abriu a contagem após bom passe de Kevin Serna.


Everaldo voltou a marcar, desta vez com um gol de voleio depois de um cruzamento de Samuel Xavier, aos 44 da primeira etapa.


E o ímpeto da equipe carioca não parou no segundo tempo.  Aos 15 minutos, Paulo Henrique Ganso chutou no canto e após rebote do arqueiro da equipe visitante, Kevin Serna ampliou para os mandantes.

  
Aos 28, a defesa boliviana cometeu um erro na saída de bola, e após passe de Bernal, o argentino Germán Cano, que tinha entrado há poucos minutos no jogo, anotou o quarto tento, ampliando o placar. 


O Fluminense fechou a contagem com mais um gol de Cano, após passe de Nonato, anotando o quinto da partida. 
Com os dois gols, o argentino se tornou o maior artilheiro da história do Tricolor na Sul-Americana, com seis gols, superando o ídolo Fred, que tem cinco.
 

Fluminense goleia o GV San José e segue líder na Conmebol Sul-Americana —  Fluminense Football ClubCano comemora gol em Fluminense x San José — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF


Com esta vitória, o Fluminense se mantém na liderança do grupo F com seis pontos, enquanto o Once Caldas assumiu a segunda colocação, com três pontos, após vencer fora de casa a Unión Española, que junto com a equipe do San José possui somente um ponto.


O próximo compromisso do Tricolor das Laranjeiras na competição continental será na quarta-feira (23) às 19h, quando visitará a equipe da Unión Española, em Santiago, no Chile. 

A equipe rubro-negra mantém tabu em competições internacionais, mas permanece na segunda posição do grupo
por
Felipe Oliveira
|
14/04/2025 - 12h
Reprodução/Redes Sociais/X/@SudamericanaBR
Reprodução/Redes Sociais/X/@SudamericanaBR

Na última quinta-feira (10), o Vitória empatou em 0 a 0 contra o Defensa y Justicia, pela segunda rodada da Copa Sul-Americana, fora de casa, no Estádio Noberto “Tito” Tomaghello, na Argentina. Com o resultado, a equipe rubro-negra segue na segunda colocação do Grupo B.

O time ainda não triunfou na competição e preocupa os torcedores, já que na estreia empatou por 1 a 1 contra o Universidad Católica. Em um jogo morno contra os argentinos, a equipe rubro-negra segue com uma sequência negativa de seis jogos sem vencer na temporada.

No primeiro tempo de jogo, logo aos 11 minutos, o Vitória teve boa oportunidade de tirar o zero do placar. Com uma saída errada no campo defensivo do Defensa, o Leão roubou a bola e chegou com perigo. Finalizando duas vezes — uma com o atacante Erick e outra com o meia Baralhas — e forçando o goleiro Bologna a fazer duas grandes defesas. Mas, a partir dos 18 minutos de jogo, os argentinos dominaram as ações ofensivas, criando grandes chances de gol que pararam no goleiro Lucas Arcanjo. 

Já no segundo tempo, a melhor chance do jogo veio aos 72 minutos. O meia Matheuzinho fez bom passe em profundidade pela ponta, encontrando Wellington Rato livre pela direita, que devolveu a bola para o camisa 10 finalizar de primeira e carimbar o defensor argentino. O lance seguiu, com um rebote para o atacante Janderson, que, livre de marcação, furou e desperdiçou uma grande chance.

No final do jogo, Lucas Arcanjo brilhou novamente, com grande defesa na finalização de pé direito do atacante Cesar Péres no centro do gol, garantindo o empate para o Leão.

A estratégia da equipe rubro-negra para o jogo era clara, se defender ao máximo e jogar no contra-ataque, aproveitando os erros do adversário. Porém, o ataque não conseguiu ter a mesma eficiência da defesa, propiciando um empate sem gols.

Este resultado, aumentou o longo tabu do Vitória em competições internacionais. O time baiano não vence fora do seu país desde 1997, no qual teve sua última e única vitória contra o Sporting Luqueño (PAR) por 4 a 1, em Luque, no Paraguai.

O próximo confronto do Vitória na “Sula” será contra o Cerro Largo, do Uruguai, no dia 23 de abril, às 21h30, no Barradão.

Rony, Hulk, Natanael e Gustavo Scarpa foram os autores dos gols para a vitória atleticana
por
Guilherme Carvalho
|
14/04/2025 - 12h

 

Nesta quinta-feira (10), o Atlético-MG conquistou a primeira vitória na Sul-Americana com uma goleada de 4 a 0 sobre o Deportes Iquique, no Mineirão, pela segunda rodada da competição.

 

O Galo começou avassalador. Logo nos primeiros 40 segundos, Rony aproveitou um cruzamento preciso de Natanael, após passe de Hulk, para abrir o marcador. O Atlético ampliou no placar seguinte em escanteio, mas foi anulado pois a cobrança do jogador Gustavo Scarpa passou pelo lado de fora do campo.

Não demorou para sair o segundo gol do clube mineiro. Aos nove minutos, Guilherme Arana sofreu pênalti, convertido por Hulk. O time chileno já estava dominado. Na saída de bola após o gol sofrido,a zaga falha no recuo e deixa o Rony sozinho para fazer o gol, que foi defendido pelo Requena. A pressão continuou, e, aos 34 minutos, Natanael finalizou com precisão após passe de Rubens, consolidando a vantagem ainda na primeira etapa.

No segundo tempo, o Atlético-MG administrou o jogo com tranquilidade. Aos 19 minutos, Gustavo Scarpa fechou a goleada cobrando outro pênalti, após a bola tocar o braço de um defensor do clube chileno. Com o resultado garantido, o técnico Cuca optou por poupar jogadores como Lyanco e Scarpa, preservando o elenco para os próximos jogos.

A vitória colocou o Atlético-MG na liderança do Grupo H, com quatro pontos e um saldo de quatro gols, superando o Caracas nos critérios de desempate. Já o Deportes Iquique permanece na última posição, sem pontos, após duas derrotas consecutivas.

O próximo do Galo na competição será como visitante contra o Caracas, no dia 23, às 21h30, no estádio Olímpico de la Universidad Central de Venezuela.