Em primeiro cargo de técnico brasileiro à frente de uma franquia na liga, o ex-pivô lidera o Portland Trail Blazers em busca da zebra no primeiro round do mata mata
por
João Victor Esposo Guimarães
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23/04/2026 - 12h
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter

Em sua primeira temporada no comando do Portland Trail Blazers, Tiago Splitter segue escrevendo um capítulo histórico para o basquete brasileiro. Após conduzir a equipe à pós-temporada, o treinador se tornou o primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs da NBA como técnico, após o triunfo por 106 a 103 no segundo jogo da série contra o San Antonio Spurs, na última terça (21) no Frost Bank Center em San Antonio.

Depois de ser superado na partida de abertura no domingo (19) por 111 a 98, com festa nas arquibancadas de San Antonio e atuação histórica de Victor Wembanyama, o Portland reagiu de forma imediata e mostrou força para empatar o confronto. Sob o comando de Splitter, os Blazers ajustaram a marcação, elevaram a intensidade defensiva e mostraram maturidade nos momentos decisivos para roubar uma vitória apertada no Texas.

O resultado teve peso esportivo e simbólico. Além de recolocar a franquia na disputa pela classificação, representou um feito inédito para o Brasil: nunca antes um técnico brasileiro havia conquistado uma vitória em partidas de playoffs da NBA. Splitter amplia, assim, uma trajetória marcada pelo pioneirismo no basquete mundial. Sem podermos esquecer que é no mínimo irônico, porém de uma forma especial, que sua primeira vitória em playoffs seja justamente contra um time tão importante na sua vida. O brasileiro jogou no Spurs de 2010 a 2015.

A evolução do Portland ao longo da temporada já vinha chamando atenção. Após oscilações durante a fase regular, a equipe cresceu na reta final e chegou embalada aos playoffs. O treinador brasileiro foi fundamental para reorganizar o time, encontrar equilíbrio tático e fortalecer a confiança do elenco em jogos decisivos.

Dentro de quadra, os Blazers passaram a se destacar pela intensidade defensiva e melhor execução ofensiva nos minutos finais. Essas características aparecem novamente no segundo duelo da série, quando a equipe soube suportar a pressão e confirmou a vitória por margem mínima.

Mais do que uma boa campanha, a trajetória de Tiago Splitter representa um novo marco para o esporte nacional. Primeiro brasileiro campeão da NBA como jogador pelo San Antonio Spurs, primeiro técnico brasileiro à frente de uma franquia da liga e agora primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs como treinador, Splitter consolida seu nome entre os grandes representantes do basquete brasileiro, e busca superar as expectativas, na série que se encontra empatada e rumo ao Oregon onde acontecerão os jogos 3 e 4 respectivamente na sexta (24) e domingo (26).

 

Em partida contra o Vila Nova, o atacante Berto afirmou ter sofrido ataques racistas após o apito final
por
Gabriel Thomé
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22/04/2026 - 12h

 

 No último sábado (18), Vila Nova e Operário se enfrentaram pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe goiana saiu vencedora do confronto pelo placar de 2 a 1. Entretanto, após o apito final houve uma confusão entre jogadores e membros da comissão técnica do Fantasma com torcedores do Vila Nova. No final da briga,  o atacante Hildeberto Pereira, o Berto, afirmou ter sido vítima de ataques racistas por parte de um torcedor adversário durante a confusão.

   Dentro de campo, o clima era quente após o final da partida. A discussão tomou proporções maiores quando o zagueiro colombiano do Operário Jhan Torres atirou uma garrafa em um torcedor do Vila Nova. Com a mesma garrafa, o torcedor atingido devolveu o arremesso e acertou no presidente do Operário, Álvaro Goes, que ficou com o nariz sangrando. Depois disso, a confusão foi generalizada. Além de garrafas e copos, lixeiras foram arremessadas entre torcedores goianos e jogadores adversários.

  A confusão com Berto teria começado após uma ofensa racista vinda da torcida adversária. A acusação em questão, pontuava como proferido o xingamento "macaquinho". Para um membro do staff do Vila Nova, Berto afirmou: "Ele me chamou de macaco e fez o gesto". O atleta cabo-verdiano apareceu em imagens desolado com a ofensa e foi levado para a polícia militar para prestar depoimento. 

Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS
Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS

 

     Em nota para o Instagram, o clube goiano reforçou sua posição: "O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência." 

     O Fantasma, também via Instagram, emitiu um pronunciamento a favor do atacante caboverdiano: “Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”.

    O caso foi para as autoridades locais e deve ter consequências para ambos os times. O torcedor foi identificado por meio de um sistema interno de reconhecimento facial e foi levado à Central de Flagrantes, para registro de Boletim de Ocorrência. Além disso, o Vila Nova pode perder o mando do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) por algumas partidas. O Operário também se envolveu na confusão e alguns atletas como Jhan Torres e o próprio Berto, que participou da briga, podem pegar algumas partidas de suspensão.

    Casos de racismo no futebol levantam debates. A legislação prevê consequências, merecidas, aos times e torcedores envolvidos no episódio entre Operário e Vila Nova.

Marie-Louise Eta faz história e torna-se a primeira técnica das principais ligas europeias masculinas
por
Gianna Albuquerque
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14/04/2026 - 12h

No último domingo (12), na tentativa de evitar o rebaixamento, após mais uma derrota pela Bundesliga, o clube alemão Union Berlin demitiu seu antigo treinador, Steffen Baumgart, e anunciou Marie-Louise Eta como nova técnica. Ela é a primeira mulher na história das cinco principais ligas europeias — Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália — a comandar uma equipe masculina.

Eta
Marie-Louise Eta, nascida em Dresden, na Alemanha, em 1991. Foto: reprodução/instagram/@marielouiseeta

Eta jogou como meio campista até seus 26 anos. Durante esse período, foi tricampeã alemã (2009, 2010 e 2011), bi da Copa da Alemanhã (2009 e 2010) e chegou ao seu auge ao conquistar a Champions League em 2010, pelo Turbine Potsdam. 

Sua última passagem dentro dos gramados foi pelo Werder Bremen, quando teve sua carreira de atleta interrompida antes do esperado devido a lesões. Foi na mesma equipe que Eta, quando ainda jogava, teve sua primeira experiência na comissão técnica, ao dirigir, em 2014, o time feminino sub-15. 

Marie-Louise entrou para a comissão técnica do Union Berlin em 2023 para auxiliar Marco Grote na equipe masculina sub-19. Em novembro daquele mesmo ano, Grote passou a comandar a equipe principal e incorporou novamente Eta como sua auxiliar. Isso a tornou a primeira mulher a ocupar este cargo tanto em partidas da Bundesliga como em partidas da Champions League. Um  pouco depois, em janeiro de 2024, ela comandou a equipe na beira de campo, ao substituir o então treinador Nenad Bjelica, que havia sido suspenso. 

Agora, aos 34 anos, após a demissão de Steffen Baumgart, Marie-Louise, que antes estava à frente do sub-19, torna-se treinadora interina do time profissional até o final do Campeonato Alemão, quando passará a comandar o time principal feminino. Seu primeiro jogo será no próximo sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), contra o Wolfsburg. Por meio das redes sociais do clube, Eta conta estar bem confiante de que a equipe dará a volta por cima e fugirá do rebaixamento. 

“Estou feliz por o clube confiar em mim para essa tarefa desafiadora. Um ponto forte do Union sempre foi, e continua sendo, reunir todas as forças em situações como essa. E, claro, estou convencida de que, com o time, vamos conquistar os pontos decisivos ", afirma ela. 

 

A decisão foi tomada após a demissão de Dorival Jr. no término do último jogo do Brasileirão
por
Jorge Zatz Halaban
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14/04/2026 - 12h

 

Fernando Diniz foi anunciado como o novo técnico do Corinthians na última segunda-feira (6). O treinador estava livre no mercado desde fevereiro deste ano, quando deixou o Vasco. O Timão optou pela troca na comissão técnica após a derrota para o Internacional na décima rodada do Campeonato Brasileiro.

Diniz já era cogitado como uma das preferências da diretoria do Timão. Após uma negociação rápida, o técnico já estará com o time no jogo de quinta-feira (9), válido pela Libertadores, contra o Platense, em Buenos Aires, Argentina. O contrato assinado tem duração até dezembro de 2026.

Diniz terá a difícil tarefa de recuperar o desempenho da equipe, que está a nove jogos sem vencer. O técnico foi a primeira escolha por conta de seu perfil ofensivo, algo que agrada a diretoria, já que uma das críticas a Dorival era a falta de ofensividade do time. O clube marcou apenas três gols nos últimos sete jogos.

Diniz tem um histórico de passagens por grandes times brasileiros, tendo treinado o São Paulo, Santos, Cruzeiro, Vasco e Fluminense, onde conquistou os títulos: Campeonato Carioca, Libertadores, ambos em 2023, e a Recopa Sul-Americana de 2024. O técnico também teve uma breve passagem pela seleção brasileira, entre julho de 2023 e janeiro de 2024.

Seu nome não era unanimidade no Parque São Jorge, mas foi uma escolha de Marcelo Paz, diretor de futebol, e Osmar Stabile, atual presidente do clube. Um dos motivos dessa aposta da diretoria, além do estilo ousado do treinador, foi por conta de seu último trabalho no Vasco. O retrospecto não foi tão positivo, tendo 20 vitórias, 13 empates e 22 derrotas, mas Diniz alcançou a final da Copa do Brasil, em que foi vice para o próprio Timão, e conseguiu tirar o time da zona de rebaixamento, lugar que o Vasco se encontrava quando ele assumiu o comando do clube.

 O Corinthians pensou em outros nomes, como Tite, Filipe Luiz, Vojvoda, entre outros técnicos que estavam livres no mercado, mas a decisão foi optar pelo “dinizismo”, de Fernando Diniz.

Os valores contratuais giram em torno de 2 milhões, sendo o maior salário da carreira do treinador.

 

Postagem do Corinthians de bem-vindo Fernando Diniz
Diniz já está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foto: Reprodução/ @corinthians
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A contratação de um novo técnico ocorreu após Dorival Jr. ser demitido do Corinthians após o apito final na derrota por 1 a 0 na Neo Química Arena para o Internacional. O time chegou a nove jogos sem vencer, sendo sete deles no Brasileirão.

Em sua passagem pelo Corinthians, Dorival foi campeão da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa Rei em fevereiro deste ano. Ele havia assumido o time no final de abril de 2025, e tinha contrato válido até o fim de 2026. Com a demissão, o Corinthians deve arcar com a multa de rescisão do contrato do treinador, que receberá em torno de 6 milhões, o equivalente a aproximadamente três salários.

Foram 63 partidas do Corinthians sob o comando de Dorival, com 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, com  aproveitamento aproximado de 50%.

Os treinos da última segunda-feira (6), foram organizados por William Batista, treinador do sub-20, mas já foram assumidos pelo novo treinador, Fernando Diniz, nesta terça-feira (7).

 

 

 

 

 

“Não é um adeus, é um até logo”, diz a ponteira estadunidense
por
Beatriz Neves
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10/04/2026 - 12h

Na terça-feira (7), Payton Caffrey, um dos principais nomes da Superliga Feminina deste ano, confirmou, em entrevista ao portal de notícias esportivas “No ataque”, sua saída do time de vôlei uberlandense após duas temporadas no Brasil.

No terceiro e último jogo das quartas de final, o Praia Clube garantiu a vitória e agora enfrentará o Sesc Flamengo nas semifinais. Por 3 sets a 0 contra o Sesi Bauru, a torcida foi marcada pela felicidade, mas também por um sentimento de despedida.

Ao portal "No Ataque", Payton afirmou que “Infelizmente, é minha última vez aqui. É bem difícil ver estrangeiras ficarem em um time por mais de dois anos. Não que eu não quisesse, mas já faz muito tempo que eu não jogo em frente à minha família”. A jogadora traz também como objetivo a vitória do campeonato para o Praia e confirma que é apaixonada pelo Brasil, “é um lugar incrível fora e dentro do vôlei”.

Payton Caffrey, Praia Clube contra Sesi Bauru — Foto: Bruno Cunha
Payton Caffrey, jogo final Praia Clube contra Sesi Bauru — Foto: Bruno Cunha

Da NCAA a Superliga

Nascida em Flórida nos Estados Unidos, Payton teve o início de sua jornada de voleibol universitário pela West Virginia University marcado por  estatísticas notáveis. Em seu primeiro ano foi caloura do ano da AVCA (região centro-oeste) e entrou para o time da All Big-12, uma conferência de elite da Divisão I da NCAA, reconhecida como uma das mais competitivas dos Estados Unidos.

Em 2018, em seu terceiro ano, transferiu para Florida State University, onde conquistou Jogadora do Ano da ACC e competiu no vôlei de praia, assim, ao longo dos anos, teve grandes vitórias ao lado de Molly Mcbain, sua antiga colega de time.

Após o encerramento de sua carreira universitária, Caffrey jogou no Maccabi Haifa, em Israel (2021-2022), no Pinking de Corozal, de Porto Rico (2022-2023), no Paok da Grécia (2022-2023), no PTT Spor, da Turquia (2023-2024), no Vegas Thrill, dos Estados Unidos (2023-2024) e no Praia Clube (2024-2026).

 A ponteira americana iniciou sua carreira no Brasil em 2024 e rapidamente ganhou destaque. Na temporada 2024/25 da Superliga Feminina, terminou como a quinta maior pontuadora, com 375 pontos. Em 2026, nas estatísticas ela segue como uma das principais anotadoras da temporada em seu time até agora, está em nono lugar entre as principais ponteiras e em terceiro lugar de saques mais eficientes de toda a competição.

Payton Caffrey atacando com bloqueio triplo do Sesi Bauru - Foto: Bruno Cunha
Bloqueio triplo do Sesi Bauru contra Payton Caffrey - Foto: Bruno Cunha 

 

Número de demissões ultrapassa o da Premier League durante a temporada inteira
por
Bruno Caliman
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12/06/2025 - 12h

A dança das cadeiras dos técnicos é um assunto recorrente no futebol brasileiro e um forte exemplo é encontrado nos times da Série A do Brasileirão 2025. Em apenas onze rodadas, oito treinadores já foram demitidos, ou seja, quase uma demissão por rodada. Em comparação ao Brasileirão 2024, esse número representa um pequeno aumento na média de demissões, visto que na temporada passada nove haviam sido mandados embora em treze rodadas.

O repórter Lincoln Oliveira, da Ronaldo TV e da Rádio Exclusiva FM, acredita que a falta de profissionalismo dos clubes joga toda a responsabilidade sobre o treinador. Em momentos de crise, como uma sequência ruim de resultados, a demissão serve como uma cortina de fumaça para os problemas nos bastidores do clube. “Tornou-se uma questão cultural”, completa.

Diferente de países da Europa, por exemplo, o ritmo da dança das cadeiras no Brasil é muito maior. Segundo Lincoln, isso ocorre porque nos outros países as diretorias são mais profissionais, apresentam bons projetos, e dão tempo para o trabalho mesmo quando os resultados não acontecem. Inclusive, para ele, Abel Ferreira, Juan Pablo Vojvoda e Rogério Ceni - técnicos mais longevos da Série A atualmente - se sustentam no cargo de seus respectivos clubes: Palmeiras, Fortaleza e Bahia, não só por mérito próprio, mas também pela qualidade das diretorias e seus projetos.

Sérgio Guedes no anúncio de seu retorno ao Água Santa - Foto: Divulgação/Água Santa
Sérgio Guedes no anúncio de seu retorno ao Água Santa - Foto: Divulgação/Água Santa

Sérgio Guedes, atualmente treinador do Água Santa, que disputa a Série D do Brasileirão, também opina sobre o assunto. Para o técnico, como hoje é mais comum um clube ter um gerente de futebol e um CEO, - encarregados também pela escolha de jogadores e planejamento da temporada - teoricamente do mesmo modo ambos têm responsabilidades caso algo não aconteça dentro do esperado. “Na grande parte das vezes ainda sobra para o treinador”, conclui.

Sérgio, que acumula passagens por Ponte Preta, Portuguesa, Sport, Santa Cruz, entre outros, ainda comenta sobre casos de diretorias que contratam um treinador que deu certo no clube no passado, com a esperança de que tudo se repita. Na visão dele, falta uma análise dos fatores que levaram ao sucesso anterior por parte dos dirigentes. O técnico pode ser a liderança necessária, mas não o único responsável pela campanha vitoriosa. Se o trabalho funcionou, é porque todos os setores entraram em harmonia.

Ascensão de ex-atletas profissionais eleva o nível técnico e visibilidade nas comunidades
por
Caio Moreira
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15/05/2025 - 12h

 

Os campeonatos varzeanos paulistas ganharam destaque e popularidade entre o público consumidor do esporte. A prática conhecida pelo amadorismo e informalidade se transformou. Nomes como Wellington Paulista, Pará, André Santos e Jailson se destacam nos clubes amadores de São Paulo.

Em entrevista para o portal de notícias AGEMT, o treinador multicampeão, Dinho Soares, que treinou Mec Cidade Tiradentes, Marcone FC e também seu atual clube Capim FC esclarece a situação atual do futebol varzeano: “eu costumo falar que hoje ele se tornou semiprofissional”. O técnico explica que as agremiações são organizadas estruturalmente com arenas próprias, gramados sintéticos, equipes de arbitragens, competições desenvolvidas e grandes públicos, superando o Campeonato Paulista - Série A2. 

Dinho Soares, técnico de futebol amador em São Paulo, Foto: Renan Gomes
Dinho Soares, técnico de futebol amador em São Paulo, Foto: Renan Gomes

A presença desses atletas trouxe uma melhora significativa para os campeonatos amadores. A experiência profissional ajuda não só os companheiros de equipe com ensinamentos táticos e emocionais, mas também o clube em que atua, a organização dos campeonatos e a popularização do futebol varzeano. Para Carlão Carbone, jornalista que cobriu o futebol de várzea por 10 anos, inúmeras situações contribuem com a migração desses atletas para o amador. “Varia muito, existem atletas que tiveram uma má experiência com as exigências do profissional, e a várzea é aquela coisa de bater sua bolinha, tomar sua cerveja e estar na sua comunidade”. 

Além disso, há um maior conforto para os ex-profissionais, como a eliminação da necessidade de grandes viagens, a proximidade com a família e amigos e a boa remuneração oferecida pelos clubes. A importância dessas figuras presentes em times amadores é a identificação com as crianças dos bairros locais. “Você muda o dia a dia das crianças, ela quer ser a estrela do time da comunidade dela”, pontua o técnico do Capim FC. Ele conclui que as crianças sabem quem são os ídolos do futebol nacional, mas elas se preocupam mais com o time local, pois vivenciam a rotina varzeana. 

Mesmo com a tranquilidade da várzea a competitividade continua, e a solução de um clube não se baseia no número de ex-atletas contratados, mas sim na coletividade e harmonia do time.

 

Na Venezuela, Cruz-Maltino sofreu derrota acachapante e embolou o grupo G
por
FELIPE PJEVAC
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15/05/2025 - 12h

 

Na noite da última quarta-feira (7), o Vasco foi goleado pelo Academia Puerto Cabello, da Venezuela, pelo placar de 4 a 1, em duelo válido pela quarta rodada da Copa Sul-Americana. 

Após poupar titulares na derrota contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro, o Vasco entrou em campo com força máxima buscando a vitória para seguir a um ponto de distância do líder Lanús, que bateu o Melgar por 1 a 0 no outro jogo do grupo G. Já o Puerto Cabello foi ao jogo com apenas um ponto conquistado, buscando a primeira vitória na competição continental.

Os venezuelanos começaram a partida pressionando no campo de ataque, e aos 11 minutos tiveram duas chances de perigo. Após rebatida na entrada da área, o atacante Paredes finalizou com desvio, e a bola saiu em escanteio. Na cobrança, o meia Daniz recebeu com liberdade, mas chutou para fora.

As equipes trocaram chances de cabeça, e o jogo não estava movimentado, até que, aos 25 minutos, o Vasco errou na saída de bola, Daniz fez o desarme, invadiu a área e foi derrubado por Hugo Moura: pênalti que Paredes cobrou com maestria para abrir o placar para o Puerto Cabello.

O Alvinegro chegou ao empate aos 37 minutos. Lucas Piton cobrou falta e o zagueiro João Victor cabeceou no canto, fora do alcance do goleiro Romero. Vegetti ainda teve uma chance dentro da pequena área minutos depois, mas chutou na trave, e o placar foi em 1 a 1 para o intervalo.

No segundo tempo, o Vasco não conseguiu ficar com a bola e apenas assistiu à exibição da equipe venezuelana. Já aos 3 minutos, após cobrança de escanteio na área, a bola sobrou para Padrón, que cabeceou encobrindo Léo Jardim e fez 2 a 1 para o Puerto Cabello.

Nos minutos seguintes, a equipe mandante acumulou chances de gol, com uma chegada perigosa de Linares pela esquerda e um chute para fora de Cedeño.

Foi aos 14 minutos que o Puerto Cabello conseguiu ampliar o placar. Após troca de passes pelo meio, Guerrero recebeu a bola na entrada da área e finalizou no canto esquerdo de Léo Jardim, sem chances para o goleiro.

O Vasco tentou chegar ao ataque, mas não conseguiu criar jogadas de perigo. Aos 19 minutos, a equipe perdeu a bola após mais uma saída errada, Paredes recebeu dentro da área e chutou forte para marcar seu segundo gol no jogo e o quarto do Puerto Cabello.

O Vasco ainda chegou com finalizações de Paulinho, Piton e Garré, mas sem perigo para a meta de Romero. A partida terminou com o placar de 4 a 1 para o Puerto Cabello.

Essa foi a primeira vez que o Vasco perdeu para uma equipe venezuelana em competições oficiais. Foi também a primeira ocasião em que uma equipe do país marcou 4 gols em uma partida contra times brasileiros.

Com o resultado, o Vasco estacionou nos 5 pontos, quatro atrás do primeiro colocado do grupo, e se complicou na briga pela vaga direta para as oitavas. Na próxima rodada, na terça-feira (13) às 21h30, o clube vai à Argentina encarar o Lanús, em busca de pelo menos garantir a segunda posição e a classificação para a fase de repescagem da competição.

Equipes se enfrentam pelo título na noite deste domingo (18), no Allianz Parque
por
Fernando Muro Schwabe
Daniel Santana Delfino
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15/05/2025 - 12h

Idealizada por Gerard Piqué, ex-jogador do Barcelona, a Kings League chegou ao Brasil. Disputada na Oreo Arena, em Guarulhos (SP), o torneio contou com dez equipes e os jogos trouxeram muitas emoções dentro e fora do gramado. Na última segunda-feira (12), FURIA e Dendele conquistaram suas vagas na grande final para decidir o título da primeira edição brasileira da competição. 

FURIA 6 X 2 Desimpedidos Goti

Líder geral da primeira fase, a FURIA não disputou as quartas de final e teve sua estreia no mata-mata contra o Desimpedidos Goti. Aos dois minutos de jogo, Lipão foi derrubado na área. Após revisão do VAR, o juiz marcou a penalidade para FURIA. O camisa 10, que sofreu a falta, bateu e converteu, abrindo o placar. No lance seguinte, Jonatas empatou para o Desimpedidos

Aos quatro minutos, Leleti marcou e voltou a colocar a FURIA na frente. Antes do apito final na primeira etapa, Jeffinho marcou o terceiro da pantera, que foi para o intervalo com a vantagem de 3 a 1. Abrindo o segundo tempo, Lipão ampliou convertendo o shoot out para FURIA. 

Elenco da FURIA comemora classificação à final da Kings League Brazil com os fãs. Foto: Reprodução/Kings League Brazil
Elenco da FURIA comemora classificação à final da Kings League Brazil com os fãs. Foto: Reprodução/Kings League Brazil

Aos 27 minutos, Cris Guedes fez seu gol no pênalti presidente, colocando o quinto gol da FURIA no placar. Leleti voltou a marcar um minuto depois e abriu 6 a 1 para a pantera. Três minutos depois, Cadu diminuiu para o Desimpedidos Goti, que seguiu buscando o empate, mas não conseguiu encontrar espaços para marcar e buscar a virada. 

Com a vitória por 6 a 2, a FURIA provou seu favoritismo e irá disputar o título da primeira edição da Kings League Brazil.

Fluxo FC 5 X 6 Dendele FC

Na segunda semifinal, o Dendele saiu na frente com Kaká, aos dois minutos. A equipe voltou a marcar aos sete, com gol de Lyncoln. Sem muitas emoções, o primeiro tempo caminhou para os últimos momentos e nos acréscimos, Luqueta perdeu o pênalti presidente para o Dendele. Por outro lado, Boolt aproveitou a oportunidade e diminuiu para o Fluxo antes do final da primeira etapa. 

No segundo período, o Fluxo voltou com tudo. Aos 22 minutos, Chaveirinho empatou convertendo o shoot out. Dois minutos depois, Cerol marcou no pênalti presidente e virou o jogo. Aos 26, o Fluxo aumentou a vantagem com novo gol de Chaveirinho. Três minutos depois, Thiaguinho colocou o quinto gol da equipe no placar. 

Lucas Hector (à esquerda) e Tuco caminham em direção à torcida do Dendele após vitória sobre Fluxo. Foto: Reprodução/Kings League Brazil
Lucas Hector (à esquerda) e Tuco caminham em direção à torcida do Dendele após vitória sobre Fluxo. Foto: Reprodução/Kings League Brazil

Precisando se recuperar, o Dendele diminuiu aos 31 minutos com Lucas Hector, de pênalti. A partir daí, foi um show do camisa 29. Aos 33, ele diminuiu mais uma vez para o Dendele. Dois minutos depois, o jogador converteu novamente e empatou o jogo.

A caminho do golden goal, Lucas Hector marcou, aos 37 minutos, e virou para o Dendele. Foi o quarto gol do camisa 29 em um período de seis minutos. Precisando marcar para retomar a liderança, o Fluxo tentou, mas parou na defesa do Dendele.

Com a virada por 6 a 5, de virada, o Dendele agora enfrenta a FURIA na tentativa de ser o primeiro campeão brasileiro da competição.

A grande final da Kings League Brazil

Vitoriosos, FURIA FC e Dendele FC fazem a grande decisão da primeira edição da Kings League Brazil neste domingo (18). A partida, que acontece no Allianz Parque, na zona oeste de São Paulo, está marcada para às 20h30 (horário de Brasília) e contará com diversos fãs, que esgotaram os ingressos para o evento.

Na primeira rodada da competição, A FURIA bateu o Dendele por 6 a 2. Os finalistas também se juntam à Desimpedidos Goti e Fluxo como os representantes do Brasil no mundial de clubes da Kings League. O torneio acontece a partir de 14 de junho, em Paris, na França. 

A partida marca a continuidade da estratégia de globalização da liga
por
João Pedro Lindolfo
Lucca Fresqui
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14/05/2025 - 12h

 

A temporada 2025 da National Football League (NFL), em português Liga Nacional de Futebol, terá novamente o Brasil como palco de abertura. A liga anunciou oficialmente, nesta quarta-feira (14), que a cidade de São Paulo receberá o jogo de estreia da competição. O confronto será entre Los Angeles Chargers e Kansas City Chiefs, no dia 5 de setembro, na Neo Química Arena, estádio do Corinthians.

Essa será a segunda vez seguida que o Brasil sediará o primeiro jogo da temporada. Em 2024, o jogo entre Philadelphia Eagles e Green Bay Packers marcou a estreia do país como anfitrião da NFL e surpreendeu. Agora, a expectativa é ainda maior, já que o jogo colocará dois rivais da mesma divisão e uma das franquias mais populares da liga nos últimos anos: o Kansas City Chiefs que atualmente é tricampeão do Super Bowl.
 

Quaterback do Chiefs, Patrick Mahomes.
Patrick Mahomes, quarterback do Kansas City Chiefs. Foto: David Eulitt/Getty Images North America



Segundo declarações da própria liga, os jogos internacionais fazem parte de um esforço estratégico para globalizar o esporte e fortalecer novas bases de torcedores ao redor do mundo. “Não vou comentar os termos específicos do acordo, mas o que eu diria é que os resultados do jogo em São Paulo e a resposta dos fãs e dos nossos parceiros no local justificam um compromisso de longo prazo”, disse o vice-presidente executivo da NFL, Peter O’Reilly.

 

Peter O’Reilly, vice-presidente executivo da NFL.
Peter O’Reilly, vice-presidente executivo da NFL em coletiva para a imprensa brasileira. Foto: Getty Images

O jogo em São Paulo terá mando de campo dos Chargers e promete ser um dos grandes eventos esportivos do ano no país. Com o duelo das duas estrelas, os quarterbacks Patrick Mahomes e Justin Herbert, a liga dá mais um passo importante na expansão internacional da sua marca.