Na última quarta-feira (21), o Tottenham Hotspur derrotou o Manchester United na final da Liga Europa, conquistando a competição pela terceira vez em sua história. A final era tratada, por ambos os lados, como uma forma de salvar a temporada de um dos times. O United teve sua pior campanha na história da Premier League, acabando na 16ª colocação, mesmo com um investimento de mais de 200 milhões de euros em contratações. Além disso, a equipe contou ainda com troca de técnicos, demissões de mais de 200 funcionários do clube e diversos protestos da torcida para com os donos do clube, a família Glazer.
No lado dos Spurs, a situação era ainda pior. Aparecendo na 17ª colocação da Premier League, apenas uma posição acima das três vagas para o rebaixamento, que já tinham sido definidas antes. O clube também não conquistava um título oficial há 17 anos, sendo a última glória do Tottenham a Carabao Cup da temporada 2007/08.
Para a final, disputada no estádio San Mamés, casa do clube espanhol Athletic Bilbao, os dois clubes foram com grandes desfalques para o jogo. Os titulares do Spurs, James Maddison, meia e líder de assistências do time, e Kulusevski, ponta norueguês, não foram para o jogo. Heung Min-Son, protagonista e capitão da equipe, voltou de lesão para a final, mas começou na reserva.
No lado do Manchester United, os Red Devils não contavam com os zagueiros Matthjis de Ligt e Lisandro Martinez.
O jogo começou equilibrado, sem grandes chances para nenhum lado. A equipe de Manchester ia mais ao ataque, mas não convertia em gol. Até que, aos 41 minutos de jogo, Pape Sarr cruzou para Brennan Johnson finalizar e abrir o placar para o Tottenham, contando com um desvio de Luke Shaw. Essa foi a única oportunidade certeira da equipe de Londres. Após o gol, o jogo se transformou ainda mais em ataque do United contra a defesa do Tottenham.

Aos 22 minutos do segundo tempo, em uma jogada de bola parada, o zagueiro Van den Ven tirou uma bola em cima da linha para evitar o empate do United. O Tottenham se defendia em uma linha de cinco e se portava de forma reativa por todo o segundo tempo, tendo duas chances em contra-ataques mal executados, por atacarem apenas com dois jogadores. O United ainda teve uma pressão nos acréscimos, mas não conseguiu furar a defesa do Tottenham e viu o goleiro italiano Vicário fechar o gol.
Além de quebrar um jejum de 17 anos, os Spurs ganharam uma vaga para a Liga dos Campeões da próxima temporada, garantindo uma receita de pelo menos 50 milhões de libras por disputar a competição.
Na temporada 2024/25, os times se enfrentaram quatro vezes e em todas as partidas o clube londrino saiu vencedor. Os comandados de Ange Postecoglou venceram os Red Devils por 1 a 0 e 3 a 0 na Premier League, 4 a 3 pelas quartas de final da Copa da Liga Inglesa, e 1 a 0 na decisão da Liga Europa.
No último sábado, (17), o Crystal Palace escreveu um capítulo inesquecível em sua história ao conquistar a Copa da Inglaterra pela primeira vez, derrotando o poderoso Manchester City por 1 a 0 em uma final eletrizante disputada no icônico estádio de Wembley.
Com uma atuação defensiva impecável e um goleiro inspirado, os Eagles, comandados pelo técnico Oliver Glasner, ergueram o troféu mais importante dos 120 anos do clube, que até então tinha como maiores conquistas os títulos da segunda divisão inglesa nas temporadas 1978/79 e 1993/94.
O jogo começou com o Manchester City, favorito absoluto, impondo seu estilo de posse de bola e pressão ofensiva. Nos primeiros minutos, os Citizens criaram chances claras. Erling Haaland, após receber um cruzamento preciso, finalizou no contrapé, mas o goleiro Dean Henderson, ex-Manchester United, fez uma defesa espetacular.
Logo depois, Josko Gvardiol subiu mais alto em um escanteio e cabeceou com perigo, mas Henderson, novamente, mostrou reflexos impressionantes para evitar o gol.
Contra o roteiro esperado, o Crystal Palace, que apostava em uma defesa sólida e saídas rápidas, abriu o placar aos 16 minutos. Em um contra-ataque fulminante, Jean-Philippe Mateta encontrou Daniel Muñoz na ponta direita. O colombiano avançou em velocidade e cruzou rasteiro para Eberechi Eze, que, bem posicionado, antecipou o zagueiro Akanji e finalizou no canto direito do goleiro Stefan Ortega, incendiando a torcida dos Eagles.

O gol abalou o Manchester City, mas os Citizens reagiram. Aos 32 minutos, Bernardo Silva sofreu um pênalti após um carrinho de Tyrick Mitchell. O egípcio Marmoush, escalado para a cobrança, bateu com força no canto direito, mas Henderson, em mais um momento de brilho, adivinhou o lado e defendeu a penalidade, mantendo o Palace à frente.
Ainda no primeiro tempo, o City criou outra grande chance com Jeremy Doku, que driblou pela esquerda, invadiu a área e chutou rasteiro com a perna direita. Henderson, porém, estava intransponível e fez outra defesa crucial..
No segundo tempo, o cenário permaneceu inalterado: o Manchester City dominava a posse e pressionava, enquanto o Crystal Palace se defendia com organização e explorava contra-ataques.
Aos 12 minutos, os Eagles quase ampliaram. Após uma jogada confusa na área, Muñoz aproveitou uma sobra, finalizou, a bola desviou em Ismaila Sarr e, após Ortega não segurar, o colombiano completou para o gol. A comemoração, porém, foi interrompida pelo VAR, que flagrou um impedimento de Sarr na construção da jogada, anulando o lance.
O susto acordou o City, que voltou a pressionar. Em uma jogada brilhante, Kevin De Bruyne lançou Claudio Echeverri na área com um passe milimétrico. O jovem argentino chutou a queima-roupa, mas Henderson, mais uma vez, apareceu para salvar o Palace com uma defesa monumental.
Nos minutos finais, o Manchester City tentou de tudo, mas esbarrou na muralha defensiva do Crystal Palace e na noite inspirada de Henderson, que terminou a partida com cinco defesas decisivas.
O apito final desencadeou uma festa histórica em Wembley, com os torcedores do Palace celebrando o primeiro grande título do clube. A campanha invicta dos Eagles na FA Cup, com apenas um gol sofrido em seis jogos, foi marcada por classificações contra o Stockport County, Doncaster Rovers, Millwall, Fulham e Aston Villa antes da final.
O São Paulo Futebol Clube anunciou oficialmente nesta segunda-feira (19) o fim das atividades do seu time de basquete profissional masculino. O encerramento do projeto marca o desfecho de uma trajetória iniciada em 2018 e que teve como ponto alto o título invicto da Basketball Champions League Americas (BCLA), em 2022.
Mesmo com campanhas consistentes nos torneios nacionais e participações frequentes nos playoffs do Novo Basquete Brasil (NBB), o Tricolor foi eliminado nas quartas de final da temporada 2024/25. A decisão ocorreu após a derrota contra o Bauru.
Com o fim do projeto, pelo menos 21 atletas ficam livres no mercado e começarão a procura por um novo time. Entre os nomes mais relevantes do elenco estão os norte-americanos Tyronne Curnell e Malcolm Bennett, além do experiente pivô Vitor Faverani e o armador Ricardo Fischer.
A equipe de basquete do São Paulo teve um retorno promissor em 2018, após anos fora das quadras. Logo em sua temporada de estreia, ficou com o vice-campeonato da Liga Ouro, conquistando o acesso ao NBB. O crescimento foi rápido: em 2020, ficou em terceiro lugar na liga; em 2021, foi vice-campeão; e na temporada 2021/22 viveu seu auge, ao conquistar o Campeonato Paulista e a BCLA, considerada a “Libertadores do basquete”.
No entanto, a boa fase do clube perdeu força. A partir de 2022, a instituição viu o orçamento da equipe diminuir e, consequentemente, o rendimento do elenco. Ainda assim, a temporada 2022/23 rendeu dois vice-campeonatos, sendo um na Copa Intercontinental e um na NBB.

Nas duas últimas edições da liga nacional, o São Paulo enfrentou dificuldades. Em 2024/25, por exemplo, terminou a fase regular apenas na 13ª colocação, com 13 vitórias em 34 partidas, resultando em seu pior desempenho desde o retorno ao NBB.
Com a fase financeira apertada da instituição no futebol, já era visto que um aporte financeiro não seria possível tão cedo. Por esse motivo, o clube optou por encerrar o ciclo do basquete profissional.
Leia a nota oficial do clube na íntegra:
O São Paulo Futebol Clube comunica o encerramento das atividades da equipe basquetebol masculino profissional. O projeto, que contou com grandes nomes do esporte no País e foi inicialmente idealizado e executado pelo diretor Carlos Belmonte, foi um sucesso da modalidade em âmbito nacional e internacional, com a coroação com títulos e inúmeros grandes jogos e disputas de finais das principais competições da modalidade. O São Paulo agradece a dedicação de todos atletas, profissionais e dirigentes que contribuíram durante estes anos em que as cores do Tricolor foram defendidas com honra, garra e empenho dentro das quadras. O Clube também agradece o apoio incondicional de torcedores e sócios ao time ao longo de todo o projeto. Futuros projetos à parte do futebol, modalidade que é motivo da existência do São Paulo Futebol Clube, só serão iniciados a partir da prévia obtenção de recursos novos para a manutenção.
A FURIA FC, dos presidentes Cris Guedes e Neymar Jr., é a grande campeã da primeira edição da Kings League Brazil. A equipe empatou, no último domingo (18), com o Dendele FC por 5 a 5 no tempo regular, mas venceu por 2 a 1 a disputa de shoot out, em partida realizada no Allianz Parque, em São Paulo.
O jogo
Com mais de 30 mil pessoas presentes no Allianz Parque, o Dendele FC saiu na frente aos três minutos com Canhoto, que aproveitou o goleiro adiantado e, batendo de trás do meio-campo, abriu o placar da decisão da Kings League Brazil. Aos 16 minutos, Lipão empatou para a FURIA FC.

Aos 18 minutos, o jogo foi parado para o sorteio do dado, que definiu que a partida seguiria em formato dois contra dois. No primeiro ataque, o Dendele voltou a ficar na frente com gol de Tuco. No lance seguinte, Lipão encontrou Leleti livre, que empurrou para o fundo das redes e empatou. No último lance do primeiro tempo, Lipão marcou mais uma vez e virou para a FURIA.

No segundo tempo, o Dendele FC convocou seu pênalti presidente aos 26 minutos. Paulinho o Loko, apesar do chute “mascado”, encontrou o canto esquerdo do goleiro Victor, que não conseguiu impedir o empate. Aos 27 minutos, foi a vez da FURIA bater seu pênalti presidente. Um dos principais batedores da Kings League Brazil, Cris Guedes deslocou o goleiro Maikon e voltou a colocar sua equipe na frente com o placar de 4 a 3.
Aos 28 minutos, Canhoto acertou belo chute e empatou para o Dendele FC novamente. Com a partida caminhando para o fim, o Dendele usou a carta secreta e suspendeu Dedo, camisa 14 da FURIA, por quatro minutos. Aos 34, Tuco, deitado no chão após contato na área, conseguiu tirar a bola do goleiro Victor Hugo e virou para o Dendele. Um minuto depois, a FURIA chegou a empatar com gol de Leleti, mas o lance foi anulado pelo VAR após impedimento do camisa 11.

Aos 37, a FURIA utilizou sua carta secreta e colocou Lipão na marca do pênalti. O camisa 10, eleito melhor jogador do mundo no Fut 7 em 2024, converteu e empatou a grande final mais uma vez. As equipes seguiram tentando encontrar o gol, mas acabaram empatadas no tempo regular.
Na disputa de shoot out, a estrela do goleiro Victor Hugo brilhou. O paredão da FURIA defendeu quatro das cinco cobranças do Dendele e contou com os gols de Lipão e Nonato na disputa para consagrar a FURIA FC como grande campeã da primeira edição da Kings League Brazil.

Após a grande final, a Kings League Brazil revelou os vencedores dos prêmios individuais. Igor Rezende, do G3X FC, ganhou o prêmio de melhor goleiro. Já Leleti, da FURIA, terminou como artilheiro e Most Valuable Player (MVP), o Jogador Mais Valioso em português, da primeira edição da competição no Brasil.
FURIA FC e Dendele FC se juntam à Desimpedidos Goti e Fluxo FC como representantes do Brasil no Kings World Cup Clubs 2025. O torneio conta com 32 equipes e acontece em Paris, a partir de 14 de junho.
Nesta quarta-feira (14), o Estádio Olímpico de Roma, foi palco de uma noite histórica na qual o Bologna derrotou o Milan por 1 a 0 e conquistou a Copa da Itália de forma invicta, e encerrou também um jejum de 51 anos sem título. O gol decisivo foi marcado por Ndoye no segundo tempo.
A vitória marcou o terceiro troféu do Bologna na Copa da Itália. A campanha impecável incluiu vitórias sobre Monza (4 a 0), Atalanta (1 a 0), Empoli (3 a 0 e 2 a 1) e, por fim, o Milan.
A torcida Rossoblù, com suas bandeiras vermelhas e azuis e mosaicos vibrantes, fez uma festa inesquecível no Estádio Olímpico.

A partida começou agitada, com ambas as equipes demonstrando disposição ofensiva desde os primeiros minutos. O Milan, apontado como favorito, tomou a iniciativa logo no início, criando as chances mais perigosas.
O atacante do Milan, Jovic, foi o destaque inicial, exigindo duas defesas espetaculares do goleiro Skorupski em um mesmo lance: primeiro em um chute à queima-roupa após rebote da zaga, e depois em uma tentativa de finalização rápida. Rafael Leão também levou perigo, com sua velocidade e dribles, mantendo a defesa do Bologna em alerta.
Apesar da pressão inicial do Milan, o Bologna não se intimidou. Sob o comando de Vincenzo Italiano, a equipe explorou contra-ataques e jogadas pelas laterais. O atacante Orsolini quase abriu o placar ao invadir a área, mas o goleiro Maignan saiu com precisão nos pés do atacante, evitando o gol.
A primeira etapa foi marcada também pelo duelo físico e disputado, com as duas equipes cometendo faltas em busca do domínio da bola. A intensidade foi refletida nos cartões amarelos: três jogadores ao todo foram advertidos antes do intervalo, evidenciando a competitividade do confronto.
No segundo tempo, o Bologna teve mais determinação, assumindo o controle do jogo desde os primeiros minutos. A equipe exibia maior organização tática e intensidade, pressionando o Milan no campo de ataque.
Aos 8 minutos, a pressão surtiu efeito: Orsolini recebeu na área e, embora tenha sido desarmado pela defesa milanista, a bola sobrou para Ndoye. O centroavante suíço ajeitou com calma e finalizou com precisão, colocando a bola no fundo das redes e incendiando a torcida do Bologna posicionada atrás do gol.
A equipe do Milan, que contava com a experiência de jogadores como Rafael Leão e a aposta em mudanças táticas de Sérgio Conceição, não conseguiu reagir com eficiência. Conceição tentou reforçar o ataque com as entradas de João Félix e Santiago Giménez, mas as alterações não surtiram o efeito esperado.
O Bologna, por sua vez, adotou uma postura defensiva sólida, com Vincenzo Italiano reforçando o setor com a entrada do marcador Casale no lugar de Orsolini. A estratégia de "fechar a casinha" funcionou perfeitamente, com a defesa rossoblù neutralizando todas as tentativas do Milan.
Diante desse cenário, os atacantes milanistas, incluindo Leão e Jovic, pareciam sem ideias diante da muralha adversária. Nos minutos finais, com seis minutos de acréscimos, o Milan tentou um último esforço desesperado, mas a falta de criatividade e a solidez defensiva do Bologna garantiram o título.















