Marie-Louise Eta faz história e torna-se a primeira técnica das principais ligas europeias masculinas
por
Gianna Albuquerque
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14/04/2026 - 12h

No último domingo (12), na tentativa de evitar o rebaixamento, após mais uma derrota pela Bundesliga, o clube alemão Union Berlin demitiu seu antigo treinador, Steffen Baumgart, e anunciou Marie-Louise Eta como nova técnica. Ela é a primeira mulher na história das cinco principais ligas europeias — Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália — a comandar uma equipe masculina.

Eta
Marie-Louise Eta, nascida em Dresden, na Alemanha, em 1991. Foto: reprodução/instagram/@marielouiseeta

Eta jogou como meio campista até seus 26 anos. Durante esse período, foi tricampeã alemã (2009, 2010 e 2011), bi da Copa da Alemanhã (2009 e 2010) e chegou ao seu auge ao conquistar a Champions League em 2010, pelo Turbine Potsdam. 

Sua última passagem dentro dos gramados foi pelo Werder Bremen, quando teve sua carreira de atleta interrompida antes do esperado devido a lesões. Foi na mesma equipe que Eta, quando ainda jogava, teve sua primeira experiência na comissão técnica, ao dirigir, em 2014, o time feminino sub-15. 

Marie-Louise entrou para a comissão técnica do Union Berlin em 2023 para auxiliar Marco Grote na equipe masculina sub-19. Em novembro daquele mesmo ano, Grote passou a comandar a equipe principal e incorporou novamente Eta como sua auxiliar. Isso a tornou a primeira mulher a ocupar este cargo tanto em partidas da Bundesliga como em partidas da Champions League. Um  pouco depois, em janeiro de 2024, ela comandou a equipe na beira de campo, ao substituir o então treinador Nenad Bjelica, que havia sido suspenso. 

Agora, aos 34 anos, após a demissão de Steffen Baumgart, Marie-Louise, que antes estava à frente do sub-19, torna-se treinadora interina do time profissional até o final do Campeonato Alemão, quando passará a comandar o time principal feminino. Seu primeiro jogo será no próximo sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), contra o Wolfsburg. Por meio das redes sociais do clube, Eta conta estar bem confiante de que a equipe dará a volta por cima e fugirá do rebaixamento. 

“Estou feliz por o clube confiar em mim para essa tarefa desafiadora. Um ponto forte do Union sempre foi, e continua sendo, reunir todas as forças em situações como essa. E, claro, estou convencida de que, com o time, vamos conquistar os pontos decisivos ", afirma ela. 

 

A decisão foi tomada após a demissão de Dorival Jr. no término do último jogo do Brasileirão
por
Jorge Zatz Halaban
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14/04/2026 - 12h

 

Fernando Diniz foi anunciado como o novo técnico do Corinthians na última segunda-feira (6). O treinador estava livre no mercado desde fevereiro deste ano, quando deixou o Vasco. O Timão optou pela troca na comissão técnica após a derrota para o Internacional na décima rodada do Campeonato Brasileiro.

Diniz já era cogitado como uma das preferências da diretoria do Timão. Após uma negociação rápida, o técnico já estará com o time no jogo de quinta-feira (9), válido pela Libertadores, contra o Platense, em Buenos Aires, Argentina. O contrato assinado tem duração até dezembro de 2026.

Diniz terá a difícil tarefa de recuperar o desempenho da equipe, que está a nove jogos sem vencer. O técnico foi a primeira escolha por conta de seu perfil ofensivo, algo que agrada a diretoria, já que uma das críticas a Dorival era a falta de ofensividade do time. O clube marcou apenas três gols nos últimos sete jogos.

Diniz tem um histórico de passagens por grandes times brasileiros, tendo treinado o São Paulo, Santos, Cruzeiro, Vasco e Fluminense, onde conquistou os títulos: Campeonato Carioca, Libertadores, ambos em 2023, e a Recopa Sul-Americana de 2024. O técnico também teve uma breve passagem pela seleção brasileira, entre julho de 2023 e janeiro de 2024.

Seu nome não era unanimidade no Parque São Jorge, mas foi uma escolha de Marcelo Paz, diretor de futebol, e Osmar Stabile, atual presidente do clube. Um dos motivos dessa aposta da diretoria, além do estilo ousado do treinador, foi por conta de seu último trabalho no Vasco. O retrospecto não foi tão positivo, tendo 20 vitórias, 13 empates e 22 derrotas, mas Diniz alcançou a final da Copa do Brasil, em que foi vice para o próprio Timão, e conseguiu tirar o time da zona de rebaixamento, lugar que o Vasco se encontrava quando ele assumiu o comando do clube.

 O Corinthians pensou em outros nomes, como Tite, Filipe Luiz, Vojvoda, entre outros técnicos que estavam livres no mercado, mas a decisão foi optar pelo “dinizismo”, de Fernando Diniz.

Os valores contratuais giram em torno de 2 milhões, sendo o maior salário da carreira do treinador.

 

Postagem do Corinthians de bem-vindo Fernando Diniz
Diniz já está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foto: Reprodução/ @corinthians
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A contratação de um novo técnico ocorreu após Dorival Jr. ser demitido do Corinthians após o apito final na derrota por 1 a 0 na Neo Química Arena para o Internacional. O time chegou a nove jogos sem vencer, sendo sete deles no Brasileirão.

Em sua passagem pelo Corinthians, Dorival foi campeão da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa Rei em fevereiro deste ano. Ele havia assumido o time no final de abril de 2025, e tinha contrato válido até o fim de 2026. Com a demissão, o Corinthians deve arcar com a multa de rescisão do contrato do treinador, que receberá em torno de 6 milhões, o equivalente a aproximadamente três salários.

Foram 63 partidas do Corinthians sob o comando de Dorival, com 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, com  aproveitamento aproximado de 50%.

Os treinos da última segunda-feira (6), foram organizados por William Batista, treinador do sub-20, mas já foram assumidos pelo novo treinador, Fernando Diniz, nesta terça-feira (7).

 

 

 

 

 

“Não é um adeus, é um até logo”, diz a ponteira estadunidense
por
Beatriz Neves
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10/04/2026 - 12h

Na terça-feira (7), Payton Caffrey, um dos principais nomes da Superliga Feminina deste ano, confirmou, em entrevista ao portal de notícias esportivas “No ataque”, sua saída do time de vôlei uberlandense após duas temporadas no Brasil.

No terceiro e último jogo das quartas de final, o Praia Clube garantiu a vitória e agora enfrentará o Sesc Flamengo nas semifinais. Por 3 sets a 0 contra o Sesi Bauru, a torcida foi marcada pela felicidade, mas também por um sentimento de despedida.

Ao portal "No Ataque", Payton afirmou que “Infelizmente, é minha última vez aqui. É bem difícil ver estrangeiras ficarem em um time por mais de dois anos. Não que eu não quisesse, mas já faz muito tempo que eu não jogo em frente à minha família”. A jogadora traz também como objetivo a vitória do campeonato para o Praia e confirma que é apaixonada pelo Brasil, “é um lugar incrível fora e dentro do vôlei”.

Payton Caffrey, Praia Clube contra Sesi Bauru — Foto: Bruno Cunha
Payton Caffrey, jogo final Praia Clube contra Sesi Bauru — Foto: Bruno Cunha

Da NCAA a Superliga

Nascida em Flórida nos Estados Unidos, Payton teve o início de sua jornada de voleibol universitário pela West Virginia University marcado por  estatísticas notáveis. Em seu primeiro ano foi caloura do ano da AVCA (região centro-oeste) e entrou para o time da All Big-12, uma conferência de elite da Divisão I da NCAA, reconhecida como uma das mais competitivas dos Estados Unidos.

Em 2018, em seu terceiro ano, transferiu para Florida State University, onde conquistou Jogadora do Ano da ACC e competiu no vôlei de praia, assim, ao longo dos anos, teve grandes vitórias ao lado de Molly Mcbain, sua antiga colega de time.

Após o encerramento de sua carreira universitária, Caffrey jogou no Maccabi Haifa, em Israel (2021-2022), no Pinking de Corozal, de Porto Rico (2022-2023), no Paok da Grécia (2022-2023), no PTT Spor, da Turquia (2023-2024), no Vegas Thrill, dos Estados Unidos (2023-2024) e no Praia Clube (2024-2026).

 A ponteira americana iniciou sua carreira no Brasil em 2024 e rapidamente ganhou destaque. Na temporada 2024/25 da Superliga Feminina, terminou como a quinta maior pontuadora, com 375 pontos. Em 2026, nas estatísticas ela segue como uma das principais anotadoras da temporada em seu time até agora, está em nono lugar entre as principais ponteiras e em terceiro lugar de saques mais eficientes de toda a competição.

Payton Caffrey atacando com bloqueio triplo do Sesi Bauru - Foto: Bruno Cunha
Bloqueio triplo do Sesi Bauru contra Payton Caffrey - Foto: Bruno Cunha 

 

Na décima rodada do Campeonato Brasileiro, Botafogo vence clássico e Palmeiras se isola na liderança
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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09/04/2026 - 12h

Nos dias 04 e 05 de abril, os clubes da Série A entraram em campo para disputar a décima rodada do Brasileirão. Nas partidas, o Corinthians perdeu em casa para o Inter e segue sem vencer desde fevereiro. Já o Flamengo virou o jogo contra o Santos e encostou nos adversários no topo da tabela.

São Paulo 4 X 1 Cruzeiro

No primeiro jogo da rodada, realizado no sábado (04), São Paulo e Cruzeiro chegaram no Morumbi, em São Paulo (SP), com cenários completamente diferentes. O Tricolor, apesar da quinta colocação, vinha tendo uma sequência ruim de resultados. O clube paulista estava a três jogos sem vencer. Enquanto isso, o Cruzeiro, apesar de na zona de rebaixamento, vinha embalado pela vitória que havia conquistado na estreia de Arthur Jorge contra o Vitória. Mesmo com um cenário relativamente desfavorável, o Tricolor fez valer o mando de campo e goleou o Cabuloso.

A imagem mostra o jogador Ferrerinha de costas com a bola na mão direita.
Em sua primeira partida como titular no ano, Ferreirinha tem atuação de gala. Foto: Reprodução Instagram/@ferreirinha

No início do jogo, o São Paulo começou pressionado pelo ataque adversário, mas rapidamente tomou conta da partida. Aos oito minutos, com um desvio de cabeça de Calleri e uma saída errada da defesa cruzeirense, Arthur foi derrubado na área e o Tricolor conseguiu um pênalti. Essa foi a quarta penalidade marcada para o São Paulo no Brasileirão, o time com mais pênaltis marcados no campeonato até agora. A cobrança foi convertida por Calleri, que chegou a seis gols no campeonato, se tornando o vice-artilheiro, atrás apenas de Carlos Vinícius do Grêmio.

Logo após o gol, o Cruzeiro tentou reagir e obrigou Rafael a fazer uma boa defesa, após cobrança de falta de Arroyo aos 14 minutos. No lateral gerado da falta, o São Paulo contra-atacou, que acabou com um toque tranquilo de Ferreirinha para o gol para marcar o segundo da partida, após bela troca de passes com Arthur. O gol interrompeu uma longa seca do ponta, que não marcava desde 05 de novembro do ano passado. 

Depois do baque de tomar dois gols num espaço de quatro minutos, o Cruzeiro se lançou ao ataque e teve o domínio quase total da posse de bola. Mesmo assim, o São Paulo conseguiu algumas escapadas com os seus pontas. O Cabuloso foi muito pouco efetivo, pois se valeu muito da bola parada e dos passes de Matheus Pereira, que tinha dificuldade em encontrar companheiros em boas condições no ataque. Quando finalmente o meia cruzeirense deixou Kaio Jorge na cara do gol de Rafael, o camisa nove esticou demais a bola e perdeu sua grande chance no jogo. 

Com o início da segunda etapa, parecia que o cenário do jogo iria se alterar. A Raposa pressionou forte e conseguiu, logo no primeiro minuto, o gol para diminuir o placar, após um excelente lançamento de Fabrício Bruno para Arroyo na ponta, o equatoriano fez uma linda jogada para deixar Christian embaixo do gol. Logo após o gol, o Cruzeiro veio de novo ao ataque, com um cabeceio de Matheus Pereira que obrigou Rafael a fazer uma excelente defesa. 

Mesmo com o início avassalador, o Cruzeiro começou a abaixar um pouco mais as linhas, o que permitiu com que o tricolor fizesse mais escapadas. Numa dessas, o time da casa conseguiu um escanteio e, após um quase gol contra de Kaio Jorge na trave, a bola caiu nos pés do iluminado da noite, Ferreirinha, que marcou o seu segundo tento no jogo. 

Com um balde de água fria do terceiro gol, a equipe mineira começou a ameaçar cada vez menos o gol são-paulino e, principalmente após a anulação do cartão vermelho de Wendell aos vinte e um minutos, a equipe da casa começou a comandar as ações do jogo. O São Paulo chegou duas vezes com perigo de fora da área com Arthur e Ferreirinha, até chegar ao quarto, já nos acréscimos do jogo, com o terceiro gol do homem da partida, num chute colocado após uma assistência de letra de Marcos Antônio. 

Com o resultado, o São Paulo volta a vencer e também a encostar no rival Palmeiras, assumindo a vice-liderança. Além disso, recebe um reforço no ataque, já que esses três gols foram os primeiros de Ferreirinha na temporada. 

Enquanto isso, o Cruzeiro segue sem ganhar um jogo como visitante no Brasileirão, com  quatro derrotas e um empate. Além disso, com os quatro gols sofridos, o Cabuloso tem a pior defesa do campeonato, com vinte gols sofridos. Com esse cenário, o time mineiro  afunda na zona da degola, ficando na vice-lanterna.

Coritiba 1 X 1 Fluminense

Mais tarde, às 20h30 do sábado (04), Coritiba e Fluminense terminaram em empate no Couto Pereira, em Curitiba (PR).

A primeira etapa não teve muitas emoções e chances para os dois lados, apesar do domínio que o Tricolor impôs ao Coxa. Em certo momento, o Fluminense chegou a ter 70% de posse de bola. Aos 16 minutos, o time carioca abriu o placar com o atacante colombiano, Serna, após bola desviada na grande área surgida de uma cobrança de escanteio. O gol foi revisado pelo VAR e foi anulado pelo árbitro Rafael Rodrigo Klein, por conta de uma falta de Castillo dentro da área.

Já no segundo tempo, a partida ficou mais movimentada. Aos 29 minutos, o zagueiro Tiago inaugurou o marcador em finalização de primeira, após receber um belo cruzamento do meia atacante Josué. Pouco tempo depois, faltando 10 minutos para o fim, John Kennedy, que entrou durante o jogo, empatou para o Tricolor das Laranjeiras e garantiu um ponto. 

O duelo marcou o fim da sequência invicta de quatro vitórias consecutivas do time de Zubeldía, que após este empate, ocupa a terceira colocação do Brasileirão com 20 pontos, empatado com o São Paulo na briga pelo segundo lugar.

Já o Coritiba passa por um período complicado. O clube chega a três jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro e assume a sétima posição com 15 pontos.

A imagem mostra um jogador do Coritiba chutando uma bola.
Embora o desempenho em casa não seja bom, o Coxa tem a terceira melhor campanha como visitante. Foto: JP Pacheco/Coritiba

O técnico argentino Luís Zubeldía, em sua coletiva de imprensa, fez críticas à arbitragem da partida. O treinador do Fluminense discordou da anulação do gol de Serna: “Não é falta. O que tem que fazer o atacante se não pode se deslocar um pouco com os braços? Como tem que atacar?”, disse. 

Além das reclamações ao árbitro, Zubeldía analisou a superioridade de sua equipe durante a partida: “Fizemos méritos suficientes para ficar com o triunfo. Tivemos mais posse e mais situações claras.”, completou.

Vasco 1 X 2 Botafogo

No jogo das 21h do sábado (04), Vasco e Botafogo se enfrentaram no Clássico da Amizade, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). O time do Botafogo levou a melhor e venceu por 2 a 1, além de ter ultrapassado o rival na tabela.

O primeiro tempo começou equilibrado com ambas as equipes em busca dos três pontos. Logo nos primeiros minutos, Alex Telles cobrou falta, mas ninguém do time aproveitou. Aos dez, David roubou e tocou para Puma. Ele cortou para dentro da área e bateu no canto do goleiro Raul, que defendeu. Em seguida Júnior Santos roubou a bola e arrancou pela direita e tocou para Arthur Cabral bater no gol, mas Léo Jardim defendeu. 

Aos 35, Edenilson cobrou o escanteio, Alexander Barboza cabeceou, mas a bola saiu em tiro de meta. Aos 43, Edenilson cobrou uma falta e o goleiro socou para fora. Na sequência Matheus Martins puxou para dentro da área e chutou colocado, mas Léo Jardim, de mão trocada, impediu o gol.

No início da segunda etapa, Johan Rojas cobrou falta. A bola desviou em Puma e sobrou para Saldivia que chutou nas mãos do goleiro. Aos 55, Puma recebeu cruzamento de David e chutou, mas Raul espalmou a bola no pé do Tchê Tchê, que driblou o zagueiro e finalizou para fora. 

O Vasco foi para cima. Rojas acelerou pela direita, tabelou com Puma, cruzou para David sozinho marcar o gol. O Botafogo logo deu a resposta com Villalba, que cabeceou para o fundo do gol, após receber cruzamento de Caio Roque. O Glorioso buscou a virada com Villalba, que arrancou pela direita e cruzou na área para Danilo chutar de primeira, mas Léo Jardim impediu.

Na sequência, Montoro tocou para Matheus Martins, que cortou para dentro e chutou no ângulo, sem chance para Léo Jardim, para fazer o gol. O Gigante da Colina tentou uma reação, mas não conseguiu.

A imagem mostra jogadores do Botafogo dançando com a bandeirinha.
O Glorioso quebrou a invencibilidade de cinco jogos do rival carioca. Foto Vitor Silva. Foto: Reprodução Instagram @botafogo

Chapecoense 1 X 1 Vitória

No primeiro jogo do domingo (05), às 16h, na Arena Condá, em Chapecó (SC), a Chape enfrentou o EC Vitória. Com gols nos últimos minutos de Neto Pessoa e Matheusinho, a partida terminou em empate.

Com o resultado, o Verdão do Oeste se encontra na zona de rebaixamento. Já o Vitória tentou subir na tabela e lutou pelo empate no último minuto com um jogador a menos devido à expulsão no primeiro tempo 

Durante o primeiro tempo, o Vitória criou chances, mas não deu trabalho para o goleiro do Verdão. A Chape avançou e, aos 22 minutos, Ênio fez jogada pela ponta direita e tocou para Bolasie, que dominou e finalizou, mas a bola passou sobre a meta.

O jogo seguiu equilibrado, entretanto, aos 38 minutos, Italo disparou em contra-ataque pela esquerda e foi derrubado perto da área, o que resultou na expulsão de Edenilson. Jair Ventura, técnico do Vitória, esperou o intervalo para mexer no time, que  estava com um a menos.

O segundo tempo foi iniciado com Nathan Mendes no lugar de Ronald. As esperanças do ataque foram depositadas em Renê e Anderson Pato. Ambos não tiveram o desempenho esperado e ficaram marcados pelos desarmes sofridos e as perdas de gol.

A imagem mostra os jogadores de ambos os times disputando a bola.
Mesmo jogando em casa, a Chape chega a seis jogos sem vencer na competição. Foto: Reprodução Instagram @chapecoensereal

A Chape conseguia avançar para a área somente pelos bloqueios e rebatidas pelo alto. Foi dessa forma que o clube abriu o placar. Aos 41 minutos, Neto Pessoa recebeu de Marcos Vinícius e, de cabeça, finalizou no gol para dar esperanças para os torcedores em Chapecó.

Após o gol sofrido, a equipe Rubro Negra voltaria para casa sem pontos diante de frágil adversário, mas o cenário mudou com a entrada de Matheusinho. Aos 44, ele sofreu falta de David dentro da área e o juiz Jonathan Benkenstein assinalou pênalti.  Matheusinho converteu a cobrança e garantiu pelo menos um ponto para a equipe.

Os times mudam o foco para seus próximos compromissos na temporada. O Vitória se prepara para enfrentar o Juazeirense pela Copa Nordeste na quarta-feira (08) às 19h, no Barradão (BA). A Chapecoense volta a campo no mesmo dia, e enfrentará o Avaí pela Copa Sul-Sudeste. A partida acontece às 19h, na Arena Condá.

Flamengo 3 X 1 Santos

Às 17h30, no domingo (05), Flamengo e Santos se enfrentaram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O confronto foi a quinta vitória do time carioca na competição e permitiu o clube encostar nos adversários no topo da tabela.

A partida foi o reencontro de Gabriel Barbosa com a torcida do time que se consagrou ídolo. O Mengão e o jogador já  tinham se enfrentado anteriormente e sempre é uma montanha-russa de emoções. Enquanto uns vaiaram outros o agradeciam. 

O apito inicial foi dado por Anderson Daronco às 17:30 (horário de Brasília) e a partida começou lenta, sem muitas oportunidades para os dois lados. A primeira boa oportunidade surgiu aos 17 minutos do primeiro tempo, em que o Flamengo teve chance de abrir o placar com Varela. Samuel Lino driblou o adversário e cruzou para o lateral rubro-negro que cabeceou para fora.

Aos 36 minutos, Carrascal comandou o ataque flamenguista contra 2 defensores santistas e optou pelo chute que passou por cima do goleiro Gabriel Brazão. O colombiano tinha Pedro e Arrascaeta como opções claras de passe. Até então tinha sido a melhor chance da partida.

Na volta para o segundo tempo, o Santos abriu o placar. Aos dois minutos em um contra ataque fulminante. Lautaro Diaz venceu Léo Ortiz e acertou um belo chute de fora da área no ângulo de Agustín Rossi.

Aos nove minutos, o time carioca até chegou a empatar com Léo Ortiz, porém o gol foi anulado por impedimento. A igualdade no placar veio pouco tempo depois com Pedro. Aos 19 minutos Carrascal recebeu a bola pela lateral direita do campo e cruzou para a área e o artilheiro rubro-negro completou de cabeça. O atacante chegou a marca de nove gols na temporada em 18 jogos. 

A virada veio seis minutos depois, com Jorginho de pênalti. Arrascaeta sofreu um empurrão de Barreal dentro da área e Anderson Daronco sinalizou o pênalti. Brazão até esperou a cobrança do ítalo-brasileiro e pulou no canto certo, porém sem sucesso.

A imagem mostra o jogador Jorginho no ar antes de chutar a bola parada na marca do pênalti. Ao fundo, há jogadores do Santos aguardando a cobrança
Desde que chegou no Rubro Negro, Jorginho cobrou dez pênaltis com 100% de aproveitamento. Foto: Reprodução Instagram @flamengo

Atlético-MG 2 X 1 Athletico-PR

Também às 17h30, no domingo (05), o duelo dos atléticos aconteceu na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG). Os donos da casa venceram por 2 a 1 na décima rodada do Campeonato Brasileiro. Victor Hugo e Gustavo Scarpa marcaram para o Atlético-MG, enquanto Julimar descontou para o Athletico-PR já no final da partida.

O primeiro tempo foi todo dominado pela equipe mandante, comandada por Eduardo Dominguez, que vem tendo um desempenho positivo no Galo, com cinco vitórias em oito jogos. O time foi totalmente dominante no primeiro tempo, sem chances claras do Furacão. O estilo de jogo explorou os espaços com contra-ataque e foi efetivo logo aos seis minutos. Victor Hugo, que vem sendo elogiado desde sua chegada em BH nesta temporada, abriu o placar, após aproveitar rebote de finalização de Hulk, fruto de uma jogada em velocidade do ponta Cuello.

A imagem mostra jogadores do Atlético-MG comemorando.
O Galo segue invicto em casa. Foto: Pedro Souza/ Atlético

Bahia 1 X 2 Palmeiras

Às 19h30 do domingo (05), o Palmeiras se isolou na liderança do Campeonato Brasileiro. O Verdão bateu o Bahia na Fonte Nova, em Salvador (BA), por 2 a 1. Os gols alviverdes foram anotados por Jhon Arias e Santiago Mingo (GC), enquanto o Tricolor de Aço marcou com David Duarte.

A imagem mostra Giay, Marlon Freitas, Murilo e Lucas Evangelista, todos do Palmeiras, comemorando.
Pelo Brasileirão, o Palmeiras não perde para o Bahia em Salvador há quase 35 anos. Foto: César Greco / Palmeiras

Na primeira etapa, o Esquadrão começou o duelo com mais posse e controlou a partida. A primeira chance veio em chute de fora da área de Cristian Oliveira, que parou em Carlos Miguel. Os minutos seguintes foram mais equilibrados sem muitas chances para os dois lados. 

O Palmeiras começou a se soltar mais no jogo e, após infiltração na área mandante, Maurício assustou os donos da casa com chute em cima do goleiro Léo, já na reta final dos 45 minutos iniciais. No lance seguinte, aos 41, Andreas Pereira encontrou o colombiano Arias sozinho na beirada do campo, que avançou em direção à área. O camisa onze do Verdão tocou para Fláco Lopez, que devolveu de calcanhar para o colombiano estufar as redes, em bela trama palmeirense. 

No segundo tempo, motivado por sua torcida, o Esquadrão voltou ao gramado e impôs ritmo. Aos onze, depois de bela troca de passes, Acevedo disparou no gol visitante, mas viu o arqueiro da equipe paulista fazer bela defesa. Superior, não levou muito tempo para o Tricolor de Aço marcar. Aos treze, em cruzamento, David Duarte subiu alto para empatar e vencer Carlos Miguel. 

Aos 25, nova chance dos mandantes: após bate-rebate na área palmeirense, Éverton Ribeiro finalizou bonito de calcanhar, mas viu Giay ‘defender’ em cima da linha. 

As equipes aparentaram desgaste físico e caíram no rendimento. O jogo se encaminhava para o empate. No entanto, não era isso que a noite reservava para os mais de 41 mil torcedores presentes no estádio. Aos 42, em cobrança de escanteio, Santiago Mingo desviou contra a própria meta, e o Verdão voltou à frente do placar. 

O tento alviverde foi muito contestado pelos jogadores do Bahia, que alegaram falta de Gustavo Gómez no lance. O gol foi validado, e o Palmeiras conquistou sua oitava vitória em dez rodadas no torneio nacional e embalou cinco triunfos consecutivos, além de se isolar na ponta da tabela.

Corinthians 0 X 1 Internacional

Também às 19h30 do domingo (05), Corinthians e Internacional protagonizaram uma partida muito abaixo tecnicamente, em que o time do sul saiu com a vitória. De um lado, o time da casa buscava quebrar sua má fase de oito jogos sem vencer. Do outro, o Inter buscava manter sua fase consistente que nos últimos quatro jogos, contando com esse, venceu três e empatou uma.

O Timão contou com Lingard como titular. O novo reforço inglês vem conquistando seu lugar no time principal. Contudo, o Timão segue com  desfalque de Memphis Depay, que se lesionou na partida contra o Flamengo e deve perder também a estreia na Libertadores. 

Já o Colorado, por escolha técnica, optou por deixar Alan Patrick no banco, por já não estar desempenhando tão bem quanto no ano passado.

O primeiro tempo foi extremamente truncado. Nenhum dos times conseguiu desempenhar seu melhor futebol. Durante todos os 45 minutos, tivemos apenas três finalizações. A única no gol não contou nas estatísticas, pois Carbonero estava impedido. Além disso, a primeira etapa teve 20 faltas cometidas pelas equipes.

No segundo tempo, o jogo deu uma breve impressão de melhora, pois os times chegaram mais no ataque, mas logo, a partida voltou a ser picotada. Até que aos 33 minutos, em uma linda jogada de Carbonero, Bernabei chutou de fora da área e marcou um golaço para fazer o único gol da partida.

A imagem mostra o jogador Bernabei, do Internacional, comemorando o gol.
Bernabei chega a três gols na temporada. Foto: Reprodução Instagram @scinternacional

Com o fim da partida, o Internacional subiu para  décima terceira colocação do campeonato. Já o Corinthians vive momento mais tenso. Ao final do jogo, o técnico Dorival Jr. foi desligado do comando da equipe, dias antes do time estrear na Libertadores. O Timão enfrentará o Platense na Argentina na próxima quinta (09), às 21:00 (horário de Brasília). 

Mirassol 0 X 1 Red Bull Bragantino

No jogo das 20h, no último domingo (05), o Red Bull Bragantino venceu o Mirassol por 1 a 0, no Maião, em Mirassol (SP). O único gol da partida foi marcado por Isidro Pitta, em um duelo equilibrado, marcado por muita disputa no meio-campo e poucas oportunidades claras. Com a vitória, a equipe de Bragança Paulista ganha fôlego na competição. Já o Leão segue na lanterna do campeonato, sem conseguir embalar uma sequência de resultados positivos.

A imagem mostra Sacha correndo com a bola.
O Bragantino chega a duas vitórias fora de casa. Foto: Ari Ferreira/ Red Bull Bragantino

Apesar de atuar como visitante, no início da partida, o Bragantino comandou as ações ofensivas, com tentativas de Henry Mosquera e Lucas Barbosa. O time da casa respondeu aos 15 minutos com um gol de Alesson, após cobrança de escanteio, mas a arbitragem assinalou impedimento, e o primeiro tempo terminou sem gols.

Aos cinco minutos da segunda etapa, o Bragantino abriu o placar com Isidro Pitta, que aproveitou uma bola sobrada na área após escanteio. A partir daí, o Mirassol passou a ser mais presente no ataque. A equipe teve 12 escanteios ao longo da partida, acertou a trave com o meia Gabriel Pires e criou boas oportunidades, mas não conseguiu converter em gol.

O Mirassol chegou à quinta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro. O Leão soma apenas seis pontos, com uma vitória, três empates e cinco derrotas. A equipe não consegue repetir a consistência apresentada na campanha de 2025, quando surpreendeu com atuações sólidas e bons resultados. Na atual temporada, o time tem encontrado dificuldades para manter regularidade, especialmente no setor ofensivo, o que tem impactado diretamente sua posição na tabela e aumentado a pressão por uma reação nas próximas rodadas.

Já o Red Bull Bragantino conquistou sua segunda vitória consecutiva e vive um momento mais estável no Campeonato Brasileiro. A equipe ocupa a parte intermediária da tabela, alternando entre vitórias, empates e derrotas, mas mantendo-se competitiva na maioria dos jogos. Com uma campanha relativamente equilibrada até aqui, o time de Bragança Paulista busca maior regularidade para dar sequência à temporada.

Grêmio 0 X 0 Remo

No último jogo da décima rodada, no domingo (05), Grêmio e Remo se enfrentaram na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS). Ambas as equipes buscavam se recuperar na competição após voltarem de jogos em São Paulo sem pontos.

O Imortal enfrentou o líder Palmeiras na última quinta-feira (02) e saiu derrotado por 2 a 1, mesmo tendo feito uma boa partida na Arena Barueri. O gol do Tricolor foi de Carlos Vinicius, camisa nove e capitão da equipe, que é o artilheiro da competição, com sete gols. O centroavante de 31 anos é o grande destaque da equipe irregular de Luís Castro, técnico portugues que comanda o Grêmio desde o início do ano e que ocupa com a equipe a décima primeira colocação do campeonato.

No lado remista, que também jogou na quinta-feira (02), mas no litoral do estado de São Paulo, o time de Léo Condé sofreu outro revés, o quinto da equipe em dez rodadas, para o Santos por  2 a 0. O ano do Leão Azul é, até agora, decepcionante, sendo vice-campeão  para o maior rival, Paysandu, que está na Série C, no Campeonato Paraense, e fazendo um Campeonato Brasileiro discreto. O clube está no 18º lugar, mesmo com boas atuações, mas sem conseguir fazer isso refletir nos resultados. 

Para a partida, Arthur e Amuzu voltam para o onze inicial do Tricolor, e William, ponta experiente da equipe, junto do zagueiro Noriega, ficaram de fora. O Remo contava com diversos desfalques de titulares, mas teve Patrick disponível novamente, após ele não jogar contra o Santos por razões contratuais.

Depois do apito inicial, aos três minutos, o Remo teve sua primeira grande chance no jogo. Após um cruzamento para Yago Pikachu, que finalizou para a defesa de Weverton, a bola sobrou para Gabriel Taliiari chutar com o gol aberto, mas a finalização do atacante acabou indo na direção de Weverton que, mesmo deitado e com o corpo próximo da trave, conseguiu fazer a defesa. 

Era um início surpreendente na Arena, com o Grêmio apenas vendo o Remo jogar. O clube gaúcho conseguiu, apenas aos 33 minutos, uma chance, com Amuzu, de voleio, porém a bola foi na trave. Logo depois, o Remo retomou o protagonismo com o pênalti marcado a favor após falta de Zórtea em Pikachu. Alef Manga bateu para a defesa de Weverton, a terceira das quatro que fez na partida.

A imagem mostra Werton comemorando o pênalti defendido.
Contratado em 2026, Weverton é unanimidade no Grêmio mesmo aos 38 anos. Foto: Lucas Uebel/Grêmio.

 

Próxima rodada:

 

Sábado (11):

Remo X Vasco, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h30 (horário de Brasília);

Vitória X São Paulo, no Barradão, em Salvador (BA), às 16h30 (horário de Brasília);

Mirassol X Bahia, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Fluminense X Flamengo, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Atlético-MG, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 20h (horário de Brasília);

Internacional X Grêmio, no Beira Rio, em Porto Alegre (RS), às 20h30 (horário de Brasília).

 

Domingo (12):

Athletico-PR X Chapecoense, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 11h (horário de Brasília);

Botafogo X Coritiba, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Cruzeiro X Red Bull Bragantino, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X Palmeiras, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Na outra série do dia, A LOS derrotou a LEV e segue invicta
por
Pedro Premero
|
08/04/2026 - 12h

 

A segunda rodada do CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) terminou neste domingo (5), encerrando uma semana de vitórias dominantes. A FURIA superou a Vivo Keyd Stars por 2 a 0 e conquistou sua primeira vitória na competição. Já a LOS segue com a boa fase e venceu a Leviatan pelo mesmo placar.

 

LOS X Leviatan 

 

A LOS não teve dificuldades para derrotar a Leviatan. Foram duas partidas dominantes, sem chances de respostas para seus adversários. A LEV foi muitas vezes reativa na série, apenas respondendo as jogadas da LOS. A Onda Laranja manteve um jogo acelerado. Eles buscaram jogadas a todo momento, em várias partes do mapa, acumulando pequenas vantagens que os fizeram chegar a vitória.

 

MVP: Zest (Ambessa/Kennen)

 

Em ação de páscoa, Riot entregou uma cesta de ovos para os MVPs das séries deste fim de semana - Foto: CBLOL/flickrEm ação de páscoa, Riot entregou uma cesta de ovos para os MVPs das séries deste fim de semana - Foto: CBLOL/flickr
Em ação de páscoa, Riot entregou uma cesta de ovos para os MVPs das séries deste fim de semana - Foto: CBLOL/flickr

Vivo Keyd Stars X FURIA

 

Após estrear com derrota, a FURIA venceu a VKS e voltou a apresentar a boa gameplay que mostraram no Americas Cup. Os Panteras não deram espaços para os Guerreiros jogarem, foram duas partidas muito dominantes. Eles ficaram com 10k de vantagem no ouro nos dois jogos. Tatu segue sendo o destaque do time. Com 29 participações em abates na série, ele comandou a equipe para sua primeira vitória no campeonato.

 

MVP: Tatu (Pantheon/Aatrox)

 

Tatu durante série contra a VKS - Foto: CBLOL/flickr
Tatu durante série contra a VKS - Foto: CBLOL/flickr

 

Coletiva de Imprensa:

 

Em pergunta feita pela Agemt, Enatron, técnico da LOS, explicou a diferença da equipe nos playoffs da Copa CBLOL para a do início do 1º do CBLOL:

 

"Em uma md1, você pode escapar de erros algumas vezes. Dá para vencer partidas só estando à frente, talvez você cometa 1 erro e não vai ser punido. Mas numa md3, md5, se repetimos o erro, não é mais um erro e sim um problema.” disse o Head Coach da LOS

A LOS busca regularidade em séries md3 e md5 após um desempenho ruim na Copa CBLOL - Foto: CBLOL/flickr
A LOS busca regularidade em séries md3 e md5 após um desempenho ruim na Copa CBLOL - Foto: CBLOL/flickr

 

O técnico complementou dizendo a meta da equipe para o campeonato e analisou as últimas duas séries vencidas:

 

“Nossa meta nesse split é tentar resolver os problemas, não só cometer erros.Até agora jogamos duas md3. Ainda estamos cometendo erros, ainda estamos tentando consertar as coisas. Mas, ao menos, esses erros não se repetem constantemente. Um erro que acontece em um jogo não acontece no outro. Por isso acho que estamos jogando melhor agora.” finalizou Enatron.

 

Glossário:

 

MVP -  Sigla de Most Valuable Player, melhor jogador da partida

Gameplay - performance

MD1 - Melhor de 1 partida

MD3 - Melhor de 3 partidas

MD5 - Melhor de 5 partidas

Desempenho afeta distribuição de vagas para o Major de Budapeste
por
Henrique Baptista
João Pedro Lindolfo
|
11/06/2025 - 12h

O MIBR se despediu do BLAST.tv Austin Major 2025 nesta terça-feira (10). A equipe brasileira foi superada pela FaZe Clan por 2 a 0 na série decisiva do Stage 2 e terminou sua campanha com três derrotas e apenas duas vitórias. O revés não só selou a eliminação do time, como também trouxe um impacto significativo para o cenário das Américas: a região perdeu uma das 11 vagas que teria direito para o próximo mundial, em Budapeste, no segundo semestre de 2025.

Com a derrota, o MIBR finaliza sua participação na competição entre os 11 primeiros, faturando uma premiação de US$ 10 mil, equivalente a R$ 55,7 mil. A FaZe, por sua vez, avançou ao Stage 3, a fase principal do torneio, que reúne as oito melhores equipes.

A eliminação veio após uma campanha de altos e baixos. O MIBR chegou ao confronto decisivo embalado pela vitória sobre a Falcons, uma das favoritas ao título e top 4 do ranking mundial, em uma série épica de três mapas e três overtimes

No primeiro mapa, Anubis, a FaZe dominou completamente, vencendo por 13 a 4. O MIBR ainda mostrou resistência em Ancient, levando a disputa para a prorrogação, mas acabou derrotado por 16 a 12, dando adeus ao Major.

 

O ucraniano S1mple comemora vitória sobre a equipe brasileira.
O ucraniano S1mple comemora vitória sobre a equipe brasileira. Foto: Divulgação/Josip Brtan/HLTV

Américas sofrem revés no sistema de classificação

A eliminação do MIBR teve consequências além do desempenho esportivo. Por conta do novo sistema de classificação baseado em desempenho regional, as Américas precisavam colocar ao menos cinco equipes entre as 16 melhores para manter suas 11 vagas no Major de Budapeste.

Com as classificações de FURIA, paiN, Legacy e Liquid, o número ficou em apenas quatro, insuficiente para manter o total. A vaga perdida será realocada para a Ásia, região que teve desempenho histórico em Austin com a Lynn Vision.

Três brasileiros seguem no Major

Apesar da queda do MIBR, o Brasil ainda está representado no BLAST.tv Austin Major por três equipes: FURIA, paiN e Legacy, todas classificadas ao Stage 3. A competição segue nos Estados Unidos até o dia 22 de junho, com premiação total de US$ 1,25 milhão, cerca de R$ 6,95 milhões.
 

Glossário Counter-Strike:

Anubis / Ancient: Mapas do jogo com características táticas distintas. Cada série pode ter até três mapas.

 

Melhor de três mapas (MD3): Formato em que duas equipes disputam até três mapas. Vence quem ganhar dois.

 

Troca de lados: Mudança de função no meio do mapa — quem ataca (TR) passa a defender (CT) e vice-versa.

 

Rating: Índice que mede o desempenho individual dos jogadores. Um rating acima de 1.00 indica performance superior à média.

 

Overtime: Prorrogação. É ativada quando o jogo termina empatado no tempo regular. A disputa segue até que uma equipe abra vantagem.

 

Stage: Etapa do campeonato. O Major é dividido em stages, como o Challengers Stage, Stage 2 (suíço) e Stage 3 (fase principal).

Três equipes brasileiras já estão no Stage 3, enquanto o MIBR sobrevive com vitória histórica
por
Henrique Baptista
João Pedro Lindolfo
|
10/06/2025 - 12h

O Counter-Strike brasileiro vive uma fase de afirmação no BLAST.tv Austin Major 2025. Após o avanço histórico da Legacy, foi a vez de FURIA e paiN confirmarem vaga no Stage 3 do campeonato, última etapa suíça antes dos playoffs. Agora, o Brasil tem três representantes garantidos na próxima fase — e um quarto na luta: o MIBR.

A FURIA conquistou a vaga em uma virada emocionante sobre a B8 nesta segunda-feira (9). Depois de perder o primeiro mapa, Mirage, por 13 a 3, a equipe liderada por “FalleN” respondeu com autoridade em Train (13 a 6) e manteve o embalo na decisão. Em Ancient, a FURIA assumiu o controle do jogo ainda no primeiro half e garantiu a vitória por 13 a 7.

Mais cedo, foi a paiN quem cravou presença no Stage 3. Em uma série sólida contra a Lynn Vision, os brasileiros venceram por 2 a 0, com destaque para o desempenho dominante em Dust2 e Nuke. Mesmo com uma breve reação chinesa no segundo tempo do primeiro mapa, a paiN soube recuperar o controle e fechou o duelo com autoridade.

Já a Legacy havia se tornado a primeira equipe brasileira classificada ainda no domingo (8), ao superar a FaZe, do astro s1mple, por 2 a 0. Com boas execuções táticas e sangue frio nos momentos decisivos, os brasileiros fecharam Mirage por 13 a 7 e viraram Dust2 em um apertado 13 a 11, selando a classificação com campanha invicta no Stage 2.

MIBR sobrevive com vitória heroica

Na luta pela sobrevivência, o MIBR venceu a Falcons, uma das favoritas ao título e atual top 4 do ranking mundial, em uma série emocionante e segue vivo no Major. Após começar o Stage 2 com duas derrotas, a equipe brasileira mostrou força mental para virar a série nesta segunda-feira, garantindo a segunda vitória e ficando a um triunfo de avançar ao Stage 3.

A vitória veio de forma heroica: no terceiro mapa da série, o MIBR precisou de três overtimes para superar a Falcons e manter vivo o sonho de seguir no campeonato.

Se por um lado o Brasil brilha, outros nomes se despedem do torneio. A M80, a TYLOO, OG e a Falcons foram eliminadas nesta rodada e se juntam à lista de equipes que já deixaram o Major, como Imperial, Fluxo e Complexity.

O BLAST.tv Austin Major 2025 segue até o dia 22 de junho, nos Estados Unidos, reunindo as 32 melhores equipes de Counter-Strike do mundo. A premiação total do torneio é de US$ 1,25 milhão, cerca de R$ 6,95 milhões.


Glossário Counter-Strike

Mirage / Dust2 / Train / Ancient / Nuke / Inferno: Mapas do jogo, cada um com estilo e táticas diferentes. As equipes se enfrentam neles durante as séries.

Melhor de três mapas (MD3): Formato em que duas equipes disputam até três mapas. Vence quem conquistar dois mapas primeiro.

Troca de lados: Momento em que as equipes mudam de função: quem estava atacando (TR) passa a defender (CT) e vice-versa, geralmente após a metade do mapa.

Rating: Métrica usada para avaliar o desempenho individual dos jogadores. Um rating de 1.00 é considerado mediano; acima disso indica performance acima da média.

Overtime: Prorrogação. Ocorre quando uma partida empata no tempo regulamentar. São disputados rounds extras até que uma equipe abra a vantagem necessária.

Stage: Etapa do campeonato. O Major é dividido em stages com formatos de disputa diferentes (sistema suíço e playoffs)

Armador do Thunder conquista prêmio pela primeira vez na carreira
por
Enrico Peres
|
09/06/2025 - 12h

 

Com o fim da temporada regular de 2024/25 e a continuidade dos Playoffs da National Basketball Association (NBA), as premiações individuais da liga foram anunciadas. O destaque foi para o prêmio de Most Valuable Player, Jogador Mais Valioso em português, que ficou com Shai Gilgeous-Alexander, armador do Oklahoma City Thunder. O canadense desbancou o sérvio Nikola Jokic, do Denver Nuggets, e o grego Giannis Antetokounmpo, do Milwaukee Bucks, para conquistar o prêmio. Confira outros vencedores:

 

Rookie of The Year – Novato do Ano: Stephon Castle 

O armador de 20 anos do San Antonio Spurs conquistou o prêmio de Novato do Ano, desbancando Zaccharie Risacher, do Atlanta Hawks, e Alex Sarr, do Washington Wizards, primeira e segunda escolhas gerais do draft de 2024 após uma boa temporada com 14.7 pontos de média sendo a terceira opção do time, atrás do veterano Chris Paul e do grande prospecto Victor Wembanyama.

O jogador, que foi escolhido como a quarta escolha geral no draft, aumentou seu desempenho ao longo da temporada e, após lesão de Wemby e mau momento de Chris Paul, chegou a ser o protagonista da equipe, mesmo com os Spurs não brigando por Playoffs.  

Na entrega do prêmio, o jogador se juntou com as lendas da franquia David Robinson, Tim Duncan e Wembanyama, que também conquistaram o prêmio pelo time do Texas. 

Duncan, Robinson, e Wemby dando o prêmio de ROTY para Stephon Castle. Foto: Divulgação/X/@KSATMartRom
Duncan, Robinson, e Wemby dando o prêmio de ROTY para Stephon Castle. Foto: Divulgação/X/@KSATMartRom

 

 

Defensive Player of The Year (DPOY) – Defensor do Ano: Evan Mobley 

Sendo, discutivelmente, o prêmio mais aberto para um vencedor até os últimos dias da temporada, o DPOY acabou nas mãos do pivô Evan Mobley, do Cleveland Cavaliers. Desde a lesão de Wembanyama em fevereiro, não se tinha certeza de quem conquistaria o prêmio. A disputa ficou entre o veterano Draymond Green, que chegou a liderar a corrida do prêmio com a arrancada do Golden State Warriors no final da temporada regular, Dyson Daniels, do Atlanta Hawks, e Mobley. A organização decidiu premiar o pivô, que foi um dos protagonistas dos Cavs com médias de 9.3 rebotes e 1.6 tocos, que terminaram a temporada com mais de 60 vitórias. 

 

Evan Mobley segurando o troféu de DPOY. Foto: Divulgação/X/@cavs
Evan Mobley segurando o troféu de DPOY. Foto: Divulgação/X/@cavs

 

 

Most Improved Player – Jogador que Mais Evoluiu: Dyson Daniels 

Com muitas polêmicas, o ala-armador Dyson Daniels, do Atlanta Hawks, foi eleito o jogador que mais evoluiu na temporada. O que gerou discussões foi o jogador do Hawks desbancar Cade Cunningham, que teve uma temporada histórica liderando o Detroit Pistons para os Playoffs, transformando uma franquia que havia perdido 68 jogos na última temporada para uma equipe competitiva.

A comparação de Cade e Daniels e o motivo para o prêmio ter ido para o Guard de Atlanta é a diferente expectativa que os jogadores carregavam quando chegaram na liga. Cunningham foi a primeira escolha geral do draft de 2021 sendo um prospecto altíssimo, a atuação dele nessa temporada foi vista pela liga como apenas seu potencial sendo naturalmente alcançado, não uma evolução inesperada como a de Dyson Daniels, que também brigou pelo título de defensor do ano. 

 

Coach of The Year - Técnico do Ano: Kenny Atkinson 

Em sua primeira temporada como treinador principal de uma equipe, Kenny Atkinson levou o prêmio de melhor técnico da temporada, comandando o Cleveland Cavaliers para 64 vitórias na temporada regular. Kenny já havia se destacado como técnico assistente, com bons trabalhos em Atlanta e em São Francisco com o Warriors, onde foi campeão em 2022. O treinador com o melhor recorde da temporada, Mark Daigneault, do Thunder, não poderia ganhar o prêmio por ter sido eleito melhor técnico na temporada passada. 

 

Clutch Player of The Year – Jogador Mais Decisivo do Ano: Jalen Brunson 

A premiação mais recente da liga, a de jogador mais decisivo do ano, foi conquistada por Jalen Brunson, armador do Knicks. Sendo o jogador que mais fica com a bola no famoso “Clutch Time”, os últimos cinco minutos de um jogo com a diferença sendo de no máximo cinco pontos.  Além disso, Brunson foi o jogador com maior média de pontuação nesse tempo (5.5), com 37 arremessos convertidos e mais de 50% de aproveitamento no arremesso. Os Knicks foram o quinto time com mais vitórias em jogos que alcançaram o “Clutch Time”, com 19 vitórias em 31 jogos. 

 

Six Man of The Year – Sexto Homem do Ano: Payton Prichard 

Com o grande elenco do Boston Celtics, o armador Payton Prichard se consolidou como um grande jogador vindo do banco da franquia para conquistar o prêmio. Especialista na bola tripla, o jogador teve uma evolução progressiva desde que foi selecionado no draft pelo próprio Celtics em 2020, chegando nessa temporada a 14.3 pontos de média, com 40% no perímetro. 

 

Most Valuable Player – Jogador Mais Valioso: Shai Gilgeous-Alexander 

A disputa de MVP deste ano foi, para grande parte da mídia americana, a mais parelha de toda a história da NBA desde a sua modernização. De um lado, Nikola Jokic, pivô do Denver Nuggets que, mesmo conquistando o prêmio três vezes, chegou em seu auge apenas na última temporada, com médias de triplos-duplos e com atuações nunca vistas na história do basquete. Do outro, Shai Gilgeous-Alexander, armador e protagonista do Oklahoma City Thunder, melhor equipe da temporada. 

A discussão sobre quem deveria sair vencedor se manteve por toda a temporada, levantando um debate na mídia e no meio dos próprios jogadores da liga: “Qual a definição de Valioso na NBA?”. Se o mais valioso é ser um jogador que quebra recordes e carrega sua equipe o ano todo, ou ser o melhor jogador do melhor time? Revolucionar a sua posição e se tornar a referência como um pivô deveria jogar na atualidade ou ter uma das temporadas mais dominantes de um armador no século? Shai acabou levando a melhor na temporada regular e, após os dois times se enfrentarem nos Playoffs da conferência oeste, série em que o canadense também conquistou, a NBA anunciou que o jogador havia sido eleito o MVP.

 Shai com o prêmio de MVP. Foto: Divulgação/X/@okcthunder
 Shai com o prêmio de MVP. Foto: Divulgação/X/@okcthunder

 

João Fonseca, Mirra Andreeva, Jakub Mensik… Conheça os principais talentos estreantes em Roland Garros
por
Felipe Achoa
|
09/06/2025 - 12h

Vivemos tempos de renovação no tênis mundial. O fim da era de Nadal, Federer e Djokovic, o último que segue na ativa em claro fim de carreira. Esses talvez sejam os três maiores tenistas de toda a história. O fim dessas estrelas abre caminho para novas brilharem e pouco a pouco, atletas jovens tomam posições do alto escalão do tênis e desbancam gradativamente uma geração de atletas que já passaram do seu auge. Janick Sinner, Carlos Alcaraz, Ben Shelton, Jack Draper são alguns nomes que compõem essa nova geração. 

No entanto, a recente vitória de Jakub Mensik sobre Novak Djokovic na final do Miami Open e seus bons números no Aberto de Madri, também extraindo bons resultados no Roland Garros, evidenciam um fenômeno ainda mais recente que começa a dar seus primeiros e fundamentais passos na melhor categoria de tênis do planeta. 

Novak Djokovic parabeniza Jakub Mensik após ser derrotado pelo jovem por 7-6 (4), 7-6 (4) na final do Miami Open.  Foto por: The Guardian - Rebecca Blackwell/AP
Novak Djokovic parabeniza Jakub Mensik após ser derrotado pelo jovem por 7-6 (4), 7-6 (4) na final do Miami Open. 
Foto por: The Guardian - Rebecca Blackwell/AP


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Neste contexto surge uma supernova geração do tênis. Uma, ainda muito jovem (sub 20), classe de tenistas do mais alto nível que nem sequer atingiram seu auge, mas que já mergulham no top 100 da ATP e da WTA, as duas principais categorias federativas do Tênis mundial, e dão os primeiros lampejos do que poderemos ver no futuro.

Como primeiro destaque desta supernova geração, o já citado, atual campeão do Master 1000 de Miami, Jakub Mensik. O Tcheco, que tem apenas 19 anos, chocou o mundo recentemente ao vencer o maior campeão da história do torneio americano e um dos melhores tenistas de todos os tempos (Novak Djokovic) por dois sets a zero. 

Mesmo sendo ainda muito jovem, Mensik é o tipo de atleta que tem um jogo mental forte, muito difícil de se desestabilizar. O prematuro campeão de Miami também é tecnicamente apurado, tanto no saque quanto no jogo de fundo de quadra, e é capaz de apresentar performances deslumbrantes, especialmente em superfícies mais rápidas, que são os casos de quadras de grama e de quadras duras. Em entrevista à Agemt o ex-tenista profissional  e ex-comentarista do SporTV, Dácio Campos, explica:  “Mensik é um tenista alto, joga fundo, agressivo, tem bons golpes, um ótimo saque, tenista que promete”. 

Por outro lado, na WTA, a russa Mirra Andreeva, com dezessete anos, vem em uma das ascensões mais meteóricas já vistas no esporte e é uma das principais atletas do circuito. Ela tem apresentado boas performances em superfícies de saibro ao longo de 2025, tipo de quadra em que a tenista performa bem e já provou que é uma das favoritas, vencendo a última edição do Iasi Open. 

A jovem, que é considerada uma promessa, já ocupa a posição de número 7 no ranking feminino e prova que novos ares contemplam a modalidade, que vive um processo de renovação. “A evolução do tênis sempre gera uma nova classe, não tem entressafra", comenta Dácio. Andreeva é uma exímia sacadora e tem um dos melhores forehands (golpe executado com a mão dominante) da classe feminina atualmente, além de ser uma atleta muito completa no geral. 

Mirra Andreeva é campeã do Iasi Open 2024. Foto por: Iasi Open Facebook
Mirra Andreeva é campeã do Iasi Open 2024.
Foto por: Iasi Open Facebook

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitos especialistas alegam que Mirra representa um fenômeno nunca antes visto na história do esporte feminino, um potencial inédito, tamanho, que nem se torna possível usar alguma referência histórica como critério de comparação.

Ainda na divisão feminina, outra atleta com  destaque é Maya Joint, a australiana vem em crescente exponencial. Ela saiu da posição de número 1371 em 2023, para a 78 em 2025. A garota tem conquistado resultados relevantes em eventos da WTA e é uma das grandes promessas da sua geração.

Já os rankings da ATP contam com duas novas estrelas que conquistam os fãs e propagam uma verdadeira revolução no esporte, Learner Tien e João Fonseca. O americano, que completou 19 anos em dezembro do ano passado, é um atleta extremamente inteligente, técnico e tático. Apesar de não contar com um bom saque, a promessa estadunidense tem uma leitura de jogo excelente, antecipa muitas jogadas e explora os pontos fracos do adversário para consolidar seu estilo de jogo. Hoje ocupa a posição de número 68 na categoria masculina. 

Por fim, o brasileiro João Fonseca é o grande destaque esportivo masculino desta supernova geração do tênis. O carioca é o atual campeão do US Open NextGen, evento que catapultou sua imagem pública e o introduziu às grandes competições. 

Para além de muito completo e técnico, João tem um estilo de jogo absurdamente ofensivo, com um poderoso forehand, que mesmo vindo de um garoto de apenas 18 anos, já é verdadeiramente potente para o top 10 da ATP atual. Ao ser perguntado sobre as principais qualidades que o brasileiro apresenta, Dácio diz com entusiasmo: “Ele tem todas. Ele tem um bom saque, ele tem um belíssima direita, um boa esquerda, voleia bem, antecipa bem as jogadas, ele tem umas ferramentas boas pra jogar, né?”. 

João Fonseca em atuação durante o Rio Open 2023.  Foto de: Exame
João Fonseca em atuação durante o Rio Open 2023. 
Foto de: Exame

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonseca ainda vem em uma ascensão meteórica, com um salto da posição 727 em 2023 para a 57 em 2025, após boas performances no Roland Garros. Como se não bastasse a evolução significativa, o brasileiro também conquistou seu primeiro título na ATP (ATP 250) em Buenos Aires, batendo diversos atletas do top 100. 

Por sinal, o cartel do golden-boy já conta com vitórias sobre personagens importantes do ranking atual, dentre eles, Ugo Humbert (20°), Fran Cerundolo (18°), Navonne (89°), Etcheverry (62°), Andrey Rublev (15°), bem como sobre seu rival histórico, Learner Tien (68°). “O moleque é craque, tem uma boa cabeça, humilde, ou seja, ele tem todas as ferramentas” finaliza Dácio Campos. 

O desempenho de vários desses atletas no Roland Garros, um dos quatro Grand Slams do ano, excederam as expectativas, bem como reacenderam o entusiasmo de fãs e profissionais do tênis. Com o decorrer do tempo, novos atletas e novas gerações vêm a surgir e o esporte se renova. Agora, tudo o que resta é acompanhar atentamente e ver esses fenômenos prematuros se tornando realidade pouco a pouco, contemplar a beleza desse processo e o brilho dessas novas estrelas.
 

Em decisão na França, tenista espanhol bate o número 1 do mundo em uma virada histórica
por
Caio Moreira
|
09/06/2025 - 12h

Neste domingo (8), após cinco horas de um jogo marcante em Paris, Carlos Alcaraz foi bicampeão do torneio de Roland Garros. O espanhol aplicou uma virada inesquecível para cima de Jannik Sinner e a partida entrou para a biblioteca de jogos históricos da competição. Após começar perdendo por 2 a 0, Alcaraz venceu por 3 sets a 2, com parciais de 4/6, 6/7(4-7), 6/4, 7/6(7-3) e 7/6(10-2), conquistando o segundo título consecutivo do Grand Slam francês. 

Além da mágica virada, a partida durou 5 horas e 29 minutos, tornando-se a mais longa da história do torneio, superando o confronto entre Mats Wilander e Guillermo Vilas, em 1982, que chegou a 4 horas e 42 minutos. 

O jogo 

A partida começou com Sinner e o príncipe do saibro disputando ponto a ponto, mostrando grande nível técnico aos fãs. Mas o tenista italiano tomou conta da situação e fechou o primeiro set em 6 a 4. A segunda parcial foi mais emocionante, Alcaraz melhorou na partida e mostrou uma prévia do que viria mais tarde. Perdendo por 5 a 3, o espanhol se recuperou e levou a decisão do segundo set para o tie-break., Jannik se manteve calmo e fechou por 7 a 4, fazendo um 7 a 6 dentro da parcial.

alcaraz
Alcaraz é bicampeão de Rolland Garros, aos 22 anos - Foto: Reuters 

E quando tudo parecia encaminhado para a vitória do italiano, muda-se o enredo da história. Alcaraz “renasce das cinzas” e inicia uma reação histórica. Ele surpreendeu no terceiro set e fez 6 a 4, derrubando a sequência de Sinner, que não tinha perdido nenhum set em Roland Garros até aquele momento. 

Na quarta parcial, a emoção aumentou. O italiano viu a vitória bem próxima quando abriu 5 a 3 sobre o espanhol, só não contava com a genialidade do seu adversário. Alcaraz fechou o set em 7 a 6,  no tie-break impôs um 7 a 3. 

Com o emocional e a torcida ao seu favor, o príncipe do saibro iniciou muito bem a parcial decisiva. Jannik não se entregou e buscou o empate do set, que estava 5 a 3 para seu adversário. A decisão foi para o tie-break, e na melhor forma possível de construir uma virada épica, Carlos Alcaraz fez 10 a 2 em mais um tie-break e conquistou seu segundo Roland Garros.