Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

A expectativa da comissão técnica e jogadores do clube antes de um jogo decisivo
por
Daniel Santana Delfino
Rodrigo Silva Marques
|
04/04/2023 - 12h

Por Daniel Santana Delfino, Rodrigo Silva Marques

Todo profissional que deseja trabalhar com jornalismo esportivo, especificamente como repórter, tem o sonho de entrevistar um jogador famoso ou técnico de prestígio, dependendo do campeonato, até mesmo algum coordenador de futebol. Nessa reportagem fomos ao Clube Atlético Juventus, no bairro da Mooca, em São Paulo, bater um papo com os integrantes do quase centenário time paulista.

No final de um treino pré-jogo, o técnico do Clube Atlético Juventus, Jorge Luís da Silva, conhecido popularmente como Jorginho, falou sobre como é a expectativa às vésperas de um jogo importante. Recém-chegado ao clube, ele contou como foi recebido pelo seu torcedor e de que maneira equilibra no time os veteranos com os mais jovens. O técnico também deu sua opinião se de fato existe essa história de jogador derrubar treinador. "Para se manter você precisa vencer o máximo de jogos possíveis, pois não vai ganhar todos", diz Jorginho. No futebol, você deve estar preparado para vencer, não para empatar”. Jorginho afirma que a concentração total está no próximo jogo, contra o Novorizontino, sendo lucro o que vier depois. Em sua chegada ao time, ele diz ter sido muito bem recebido e com muito carinho por parte dos torcedores, mesmo historicamente sendo adversário do Juventus em suas passagens anteriores pela Portuguesa de Desportos. Na sua visão, um time verdadeiramente competitivo é aquele que balanceia a experiência de jogadores veteranos com a capacidade dos jovens que vem da base, ao mesmo tempo em que mantém o bom relacionamento com o elenco como um todo.

Técnico Jorginho Imagem: Daniel Santana
Técnico Jorginho
Imagem: Daniel Santana
 

Sobre a polêmica de que o mal desempenho dos jogadores é proposital para derrubar um técnico, Jorginho diz que “isso sempre existiu e sempre existirá, é uma questão de caráter e não acontece apenas no futebol”. Ele enfatiza que se sente feliz no clube onde está e na hora em que perceber que não está entregando a qualidade que deveria, ele mesmo saberá o momento de sair. Na sua carreira como técnico, Jorginho além da passagem pela Portuguesa, teve um período como interino no Palmeiras, em 2009, e treinou a Chapecoense que, sob seu comando, goleou o Internacional de Porto Alegre por 5 a 1, no Brasileirão de 2014.

Na conversa com Marcel Barbosa, coordenador técnico do clube, que já morou e trabalhou no Canadá, também exerceu o cargo como treinador pelo sub 20 do próprio Juventus, foi questionado a dificuldade de exercer a profissão no meio futebolístico, Para ele, o desafio é conciliar várias atividades. “Sou formado e licenciado pela CBF e hoje aqui no clube estou como coordenador. Hoje, a minha função aqui é fazer toda a gestão do departamento de futebol, cuidar do departamento médico. Estruturar, olhar a gestão de cada departamento, de futebol, médico, de atletas até a rouparia, cuidar de todos os registros e dar o suporte técnico no campo, ver como estão atuando os atletas, se o treinador precisa de algum suporte e discutir toda a relação dos treinamentos e jogos com o clube’’ enfatizou.

Coordenador Marcel Barbosa Imagem: Rodrigo Marques
Coordenador Marcel Barbosa
Imagem: Rodrigo Marques
 

Em relação à dificuldade de um coordenador em colocar o atleta sempre em alto nível, de modo a obter o máximo rendimento, Barbosa diz que às vezes o atleta pode não estar num dia bom, mas você quer dar aquela cobrada, assim não vamos tentar jogar. O importante é nós entendermos esse lado do jogador, ele é um ser humano, né? O importante é a gente entender essa relação social”. Ele ainda observa que a cobrança dentro de campo já é grande, então é preciso saber dosar “É muito difícil você extrair do ser humano o seu máximo. Se ele não estiver bem estruturado você não consegue tirar o melhor de ninguém. Como coordenador, é preciso entender o processo”, pondera. O coordenador acredita que a parte mais importante do seu trabalho é agregar junto com a comissão técnica, identificando quem tem potencial que pode ser mais bem utilizado em cada momento. “É uma relação do ser humano, no sentido de uma comunidade. A comunidade é bem dividida e a gente entende quando as pessoas estão em situações menos privilegiadas e tenta estabelecer a igualdade. Essa é a ideia do coordenador e a nossa gestão é fazer isso”. 

Questionado sobre o ambiente dentro do vestiário, a exemplo do que ocorreu em 2022 com o Corinthians e Vitor Pereira, onde os jogadores falam mal do ex-treinador e exalta o novo técnico Fernando Lazaro, Marcel Barbosa diz que é difícil trabalhar com gestão de pessoas. Para ele, tudo faz parte de um processo e que acredita no ser humano. Na sua visão, é sempre bom um ambiente leve e produtivo, o que também depende de o próprio atleta estar num rendimento bom. O ambiente fora do vestiário conta muito.  “Eu faço a relação disso com os atletas nas minhas conversas com eles, na hora de mostrar a eles o erro e o acerto. Em casa, você é um pai de família, como é que se relaciona com seus filhos? Porque a decisão do treinador para eles é sempre errada? Procuro fazer eles enxergarem um horizonte perfeito e se questionarem. Estou treinando bem? Estou dando o meu máximo? Como eu cobraria o meu filho? Que exemplo eu daria a ele? Resumindo, ambiente sempre é importante pra que a gente possa sempre entregar o melhor”, acredita Barbosa.

Para entender como funciona a mente de um jogador, nada melhor do que ouvir eles mesmos: o ex-atacante Bruno Moraes da Juventus e o goleiro André Dias.

Ao ultrapassar a marca de duzentos jogos com a camisa do Juventus, o goleiro Dias diz que já teve oportunidade de sair do clube, mas se sente feliz onde está e na sua decisão, pesou a possibilidade de ficar perto da família. De acordo com ele, mudar de clube implica em mudanças de cidade e distanciamento dos familiares. “Criei raízes aqui no clube, o que foi muito importante para a minha carreira e a minha perspectiva é crescer junto e trazer o Juventus de volta à elite", destaca.

Goleiro André Dias Imagem: Reprodução Internet
Goleiro André Dias
Imagem: Reprodução Internet
 

Dias entende que o preparo pré-jogo é importante, já que o foco é alto rendimento em qualquer partida, mas não esconde que as disputas eliminatórias e clássicas exigem mais preparo psicológico. Ele discorda que os atletas façam em campo algum tipo de pressão para a troca de treinador. “Fazer corpo mole não existe, isso prejudica o próprio jogador. Os jogos são televisionados, sempre vai ter alguém olhando. Se existiu no passado, hoje isso não funciona mais”, acredita. Como veterano, ele entende que a conduta dentro e fora de campo é o melhor exemplo para a nova geração.

Em relação ao papel no time, Dias reflete que o goleiro está numa linha tênue entre o milagre e o erro. “O nível de atenção e de cobrança do goleiro nos treinamentos e em campo é sempre maior. A cada jogo é entrar em campo com a faca nos dentes, não dá para errar”. Mesmo assim, ele entende que a cobrança é sempre positiva, mas é preciso saber filtrar o que vê de positivo e negativo. “nem tudo é verdade, nem nada é mentira. O importante é na hora do jogo, dar zero atenção ao entorno”.

Se por um lado a preparação física é necessária, o preparo psicológico é fundamental na opinião do goleiro, quando o atleta está em alta, seu desempenho naturalmente é melhor. Mas quando ele se abate, “o melhor é focar nas jogadas profissionais dos treinos, elevar a concentração e saber trabalhar as oscilações que acontecem em todos os jogos”. Como um dos mais experientes do time, ele se mesmo se encaixa no papel de mais cobrador, “no bom sentido, para dar o incentivo e o bom exemplo para a molecada”, finaliza.

Bruno Moraes também entende o peso de sua responsabilidade, ao comentar o resultado de marcar três dos quatro gols na partida contra o Lemense. Ele diz que centroavante vive de gols e lamenta que a decisão da classificação tenha ficado para o último jogo antes do mata-mata. Quando a questão é desempenho profissional, o centroavante entende que seja qual for a posição em campo, quando o desempenho não está dentro do esperado, o atleta se sente incomodado e vai buscar ajuda para voltar a dar bom resultado. “Como em qualquer profissão, a gente também tem um dia ruim”, reflete. Ele compartilha da opinião de Jorginho, quando o assunto é derrubar técnico. “Quando existe caráter, ninguém pensa em tirar o emprego de uma pessoa que tem família para cuidar”.

Atacante Bruno Moraes Imagem: Reprodução Internet
Atacante Bruno Moraes
Imagem: Reprodução Internet
 

Independentemente de como esteja o quadro de pontuação para o Juventus, Moraes acredita que cada jogo é a responsabilidade do jogador cumprir com o seu papel. “Não adianta ficar olhando o resultado dos outros, Vamos focar no nosso objetivo e depois ver o que vai acontecer”. Vindo da Inter de Limeira, Moraes destaca que o Juventus é um clube de uma torcida familiar e tradicional e isso representou um tom de acolhimento muito positivo para ele, embora não esteja nos seus planos se aposentar no clube. “Tenho muita lenha para queimar ainda”, finaliza.

Próximo de completar os 100 anos de existência, o tradicional clube da Mooca jogou contra o forte Novorizontino fora de casa, precisando vencer para garantir a classificação para tentar conseguir o acesso novamente à elite do futebol paulista. Infelizmente, o time acabou perdendo por 1 a 0, e terá que amargar mais um ano na série A2 do campeonato paulista.

Diferentemente da TV aberta, usuários detêm maior autonomia sobre partidas desportivas
por
Felipe Oliveira
Jalile Elias
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04/04/2023 - 12h

 Por Felipe Oliveira e Jalile Elias

      As plataformas de streaming esportivo estão crescendo cada vez mais no Brasil. De acordo com um levantamento feito neste ano pela Hibou, organização voltada para pesquisas de consumo e tecnologias, sete a cada dez brasileiros têm assinatura em pelo menos uma plataforma de streaming. O que era antes uma limitação para se ter acesso aos jogos de diferentes campeonatos e de ligas estrangeiras, dependendo apenas dos canais fechados, hoje em dia podemos ter o controle do que assistir na “palma das nossas mãos”, em diversos dispositivos como smartphones, tablets e TVs. Desta forma, o ato de torcer e acompanhar seu time de coração ou jogador favorito ficou ainda mais fácil.  As plataformas de streaming mais famosas no Brasil e seus preços (valores mensais): Amazon Prime Video (R$14,90), HBO Max (R$34,90), Star Plus (R$32,90), Paramount Plus (R$19,90) e DAZN (R$34,90).

     Primeiramente, é importante analisar possíveis diferenças entre transmissões televisivas e de streaming, visando entender as vantagens e desvantagens que cada uma pode trazer para o público. De acordo com Bruno Maia, CEO da Feel The Match, desenvolvedora de propriedades intelectuais voltada para streaming e blockchain, e executivo de inovação e novas tecnologias no esporte e entretenimento, uma das únicas diferenças impactantes aos telespectadores é o meio de transmissão, já que é necessário uma conexão com a internet para consumir um streaming, diferentemente dos canais de televisão. "A diferença entre o streaming para TV é o meio onde ela é feita e as características inerentes ao meio. Naturalmente, a TV se transmite via satélite, para streaming você transmite via dados, então você precisa ter algumas questões técnicas de estrutura com alguma diferença. Antigamente você tinha uma unidade móvel e vendo sinal por um satélite, hoje você precisa ter uma conexão ligada a uma estrutura de internet para poder transmitir o sinal".

     Em contrapartida, para os profissionais da área há uma grande diferença na roteirização e, consequentemente, na comunicação com o telespectador, que pode ser feita de maneira mais livre e informal. Com isso, é gerada uma aproximação entre quem transmite determinado conteúdo e quem o assiste. Jordana Araújo, repórter da BandNews FM e do canal do Paulistão no YouTube, comentou que a diferença mais clara é justamente a leveza e criação de novas possibilidades dentro da transmissão. "Acho que a primeira e mais perceptível diferença é a leveza. O compromisso com a informação está presente na transmissão, mas a forma como ela é levada a quem está consumindo o streaming é diferente. As possibilidades no âmbito da liberdade de poder criar durante o ao vivo é uma outra coisa legal. A roteirização também passa por algumas mudanças técnicas que permitem interações mais livres e mais espaço para o público que acompanha também com enquetes e comentários", diz Jordana.

     O streaming pode ser caracterizado como uma transmissão de vídeo ou áudio on demand (sob demanda), mas visando as partidas desportivas que não têm essa propriedade - já que tem hora para acontecer -, os assinantes da plataforma optam por assistir as transmissões ao vivo. Bruno Maia diz que o esporte pode ser considerado como uma linguagem nativa do streaming que se coloca como meio de transmissão e aumentando seu engajamento. "Eu entendo o esporte como uma linguagem nativa de streaming, mas se pluga como um meio de transmissão. Quando ele encontra esse meio de transmissão, ele está encontrando canais fechados. É assim que a NBA começa com o seu AT&T, então o canal tem como foco transmitir basquete para quem gosta, e às vezes com dez tipos de transmissões diferentes de um mesmo jogo. As pessoas querendo escolher qualquer esporte e tendo ferramentas para viverem mais aquilo, certamente faz com que a qualidade e quantidade do consumo dela seja maior. Eu acho que o esporte se beneficia sim com esses usuários".

     Outro debate diante das características dos streamings e os possíveis benefícios em relação às transmissões televisivas está no fato de que para consumir um streaming, é necessário, na grande maioria, uma assinatura. Logo, será que é de fato para todo mundo ou essas plataformas acabam criando uma ‘elitização’ no público? Bruno Maia acredita que o streaming cria uma reflexão sobre as escolhas feitas pela sociedade e que por ser um produto mais customizado e, claro, mais caro que a comunicação de massa, acaba sendo elitista como um efeito, não como a causa.

Foto: Jalile Elias
Foto: Jalile Elias

     "O streaming não cria nada, o streaming reflete. Reflete uma sociedade de nicho, onde a gente cada vez tem mais acesso à informação, mais capacidade de curar o que a gente gosta, o que a gente não gosta, em todos os nossos níveis de consumo. Ele é um espelho disso materializado em transmissão de conteúdo. O outro ponto é você pagar e poder ver o que você quer na hora que você quer. Esse poder de consumo não chega para todo mundo, nem todo mundo pode escolher o que vai ver, nem sequer tem tempo para isso. Eu acho que o streaming não é causa, o streaming é mais uma das milhares de consequências de produtos contemporâneos de uma sociedade altamente conectada, com alto poder de customização de hábitos e de consumo, sendo naturalmente mais cara do que a comunicação de massa. O efeito no final do dia, sim, é mais elitista em algum sentido porque quem pode pagar para um posto produto customizado, naturalmente é quem tem mais tempo para poder customizar seu tempo, para quem tem mais dinheiro para poder gastar com isso. Então acaba gerando isso como efeito, mas eu não acho que isso é causa", afirma o CEO da Feel the Match.

     Um dos principais objetivos dos streamings é prender a atenção de seus telespectadores e satisfazê-los. Para isso, as plataformas usam uma série de estratégias para assegurar e aumentar sua audiência. Bruno conta que a precisão do que deve ser dito é crucial para cativar ainda mais quem está em frente à tela. Ele também afirma que se contenta com isso. "O streaming é uma plataforma que de fato o telespectador tem que escolher ver você. A sua precisão no que está contando tem que ser muito maior. A pessoa está o tempo todo meio que te avaliando para ver se continua ali, porque ao contrário da TV - que o programa que está passando aqui e agora - ele tem dezenas de opções naquela mesma hora para ver. No consultório eu cadencio, dou ritmo, ponho muito detalhe, muita gordura na informação para causar um impacto. E isso me dá prazer, como profissional eu sei que estou ali manipulando a linguagem também. Quanto coloco uma série no ar na qual a pessoa fala, 'não consigo levantar pra beber água', isso me traz prazer", conclui.

Após derrota no 1º turno, time de Guardiola vence de virada os Reds e mantém vivo o sonho do tricampeonato em sequência
por
Gabriel Alves Dutra
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03/04/2023 - 12h

Com superioridade, o Manchester City venceu o Liverpool por 4 a 1, no último sábado (1), no Etihad Stadium, em Manchester, na Inglaterra. Em partida válida pela Premier League, os comandados de Pep Guardiola não tomaram conhecimento da equipe comandada pelo alemão Jürgen Klopp, golearam e ainda sonham com a conquista do campeonato inglês pela terceira vez consecutiva e pela nona vez na sua história.

 

Como foi o jogo ?

No melhor estilo Pep Guardiola, o Manchester City se impôs coletivamente na partida desde o primeiro minuto. Mesmo com todo este domínio, quem saiu na frente foi o Liverpool. Após lançamento para Diogo Jota, a bola sobrou para Mohammed Salah mandar, de chapa, no canto direito de Ederson, e abrir o placar aos 17 minutos do primeiro tempo.

Dez minutos depois, aos 27, em uma jogada rápida e muito bem trabalhada pelo City, Julián Álvarez empatou o jogo no Etihad, após cruzamento rasteiro de Jack Grealish pela esquerda. Na partida, o argentino foi o substituto do astro Erling Haaland, que era dúvida para a partida por conta de uma lesão na virilha. O primeiro tempo acabou com igualdade no placar.

No segundo tempo, o Manchester City foi avassalador. Logo no primeiro minuto, Mahrez recebeu pela direita e tocou para o belga Kevin De Bruyne, sem goleiro, virar o jogo para o City.

Aos 7 minutos da etapa complementar, Gündogan aproveitou sobra na área e ampliou o placar, 3 a 1. Jack Grealish, confirmando uma grande atuação, fez o quarto gol aos 30 minutos, fechando a goleada a favor da equipe de Manchester, 4 a 1 - fora o passeio.

 

E a temporada ?

Com o resultado, o Manchester City chegou aos 64 pontos na Premier League e segue na vice-liderança da competição. A equipe não conseguiu reduzir a diferença em relação ao líder Arsenal, mas, com uma partida a menos, mantém viva a esperança do título, faltando dez rodadas para o fim do campeonato. No sábado (01), os Gunners venceram o Leeds United, no Emirates Stadium, também pelo placar de 4 a 1.

Na temporada, o City ainda disputará a semifinal da FA Cup, a Copa da Inglaterra, contra o Sheffield United, e as quartas de final da Liga dos Campeões, em dois jogos contra o Bayern de Munique.

Já o Liverpool vive uma temporada para o torcedor esquecer. A irregularidade toma conta do time de Jürgen Klopp, que soma três derrotas consecutivas – Bournemouth (Premier League), Real Madrid (Liga dos Campeões) e Manchester City (Premier League) – após a goleada histórica de 7 a 0 aplicada no Manchester United, seu maior rival, no início de março.

Os Reds já foram eliminados da FA Cup e da Liga dos Campeões, para Brighton e Real Madrid, respectivamente. A oito pontos do Manchester United, 4º colocado da Premier League, o objetivo do Liverpool na temporada é conseguir uma vaga para a próxima edição da Liga dos Campeões.

Prova em Melbourne termina com o Safety Car na pista, e apenas doze pilotos.
por
Bianca Athaide
Helena Cardoso
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03/04/2023 - 12h

Na madrugada do domingo (02) aconteceu a terceira etapa do calendário da Fórmula 1, em Melbourne, na Austrália. O pódio foi ocupado pelos três campeões mundiais do grid, com Max Verstappen (Red Bull) na primeira colocação, seguido por Lewis Hamilton (Mercedes) e Fernando Alonso (Aston Martin). O treino classificatório, na madrugada do sábado (01), consagrou o holandês com a pole position, mas não foi tão positiva para o seu companheiro de equipe, Sérgio Pérez.  

O mexicano teve problemas técnicos nos freios, ainda no Q1, o que obrigou a equipe a fazer ajustes no seu carro para a corrida. A bateria e a central eletrônica do carro de número 11 foram trocadas e, por isso, o piloto teve que largar do pitlane. Junto com ele, o finlandês Valteri Bottas (Alfa Romeo) teve que fazer um acerto na suspensão e largou da última colocação. 

Open Safety Car

Apesar de largar na primeira posição, instantes depois, Verstappen foi ultrapassado pelos dois carros da Mercedes. George Russell assumiu a ponta, seguido pelo seu companheiro de equipe Lewis Hamilton, deixando o holandês da Red Bull para trás. 

Ainda na primeira volta, Charles Leclerc (Ferrari) disputou a posição e colidiu levemente com Lance Stroll (Aston Martin), sendo obrigado a abandonar a corrida. O piloto monegasco acabou causando a entrada do Safety Car, que permaneceu por duas voltas.  

O Safety Car fez outra aparição no início da etapa, quando o piloto da Willians, Alexander Albon, escapou em uma curva e bateu, deixando seu carro atravessado na pista. Após uma volta, foi decidido pela organização a interrupção da corrida com a bandeira vermelha, para limpeza dos resquícios da colisão na pista. Quinze minutos depois, os carros se posicionaram para relargada.  

O maior prejudicado com a situação foi Russell, atrapalhado pela decisão antecipada de ir para o box, antes da bandeira vermelha, perdeu a liderança. Mas o azar do britânico não acabou por aí: na 18ª volta, o motor de seu carro quebrou e pegou fogo, obrigando o piloto da Mercedes a abandonar a prova. Mais uma vez o Safety Car é acionado por duas voltas.  

Enquanto isso, durante 12ª volta, Verstappen realizou, sem grandes dificuldades, uma bela ultrapassagem em cima de Hamilton, abrindo uma boa vantagem e garantindo o primeiro lugar no pódio.

Dois é bom, três é demais...

A corrida seguiu tranquila, com algumas disputas de posição no meio do pelotão. Na volta 54, Kevin Magnussen (Haas) bateu a traseira direita na barreira da curva 2, perdeu o pneu e deixou muitos detritos na pista, obrigando a entrada do Safety Car - mais uma vez - e posteriormente, ocasionando a segunda bandeira vermelha da corrida.

Com duas voltas para o fim, o reinício da prova seria estático, e sem o uso de DRS no final da prova. Na nova largada, o caos foi instaurado: Logan Sargeant (Williams) atingiu Nyck De Vries (Alpha Tauri) e os dois abandonaram a corrida; Pérez caiu algumas posições depois de sair do traçado e Lance Stroll (Aston Martin) escapou para a brita, mas conseguiu voltar para a corrida.

Além disso, um toque de Carlos Sainz (Ferrari) em Alonso fez o veterano rodar na pista. Em uma rivalidade conhecida desde o kart, as Alpines também saíram prejudicadas após Pierre Gasly espremer o companheiro de equipe, Esteban Ocon, na parede e os dois franceses terem danos significativos nos carros, forçando a saída da dupla da corrida.

Advinha?! Nova bandeira vermelha foi balançada, a terceira da prova. A direção investigou o procedimento de largada e resolveu punir Sainz com 5 segundos, fazendo o espanhol cair para 12ª colocação. Os comissários, porém, decidiram não punir Gasly, com a justificativa de se tratar de um ‘incidente de primeira volta’; curiosamente, o francês está a um ponto na licença de ser suspenso por uma corrida.

A corrida terminou com o Safety Car liderando o pelotão, na mesma ordem da largada anterior, sem a permissão de ultrapassagens. Com os incidentes, apenas doze pilotos terminaram a corrida, com Sainz e Bottas sendo os únicos fora da zona de pontuação.

Tabela

Com a vitória, Verstappen abriu uma vantagem maior sobre Sergio Perez, que terminou a prova na quinta colocação e conseguiu pontuar mesmo largando do pitlane. No campeonato de construtores, a Aston Martin, que teve os pilotos em 3º e 4º lugar, conseguiu 28 pontos em Melbourne e se estabelece no segundo lugar.

A Fórmula 1 tem uma pausa de quase um mês, e retorna no dia 28 de abril, no circuito de rua de Baku, no Azerbaijão, para a quarta etapa da temporada.

Melbourne recebe a categoria pelo segundo ano seguido, depois de dois anos sem provas devido à pandemia da Covid-19
por
Bianca Athaide
Helena Cardoso
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01/04/2023 - 12h

Neste domingo (02), o circuito histórico de Albert Park recebe mais uma rodada do campeonato de Fórmula 1, com a etapa de Melbourne, na Austrália.

As corridas em Melbourne acontecem desde 1996 e o circuito teve como último vencedor, Charles Leclerc, da Ferrari, em 2022. Neste ano, pela primeira vez, as corridas da Fórmula 2 e da Fórmula 3 acompanharão a categoria principal e serão realizadas no país da Oceania. 

Mudanças no regulamento

Depois das punições de Fernando Alonso (Aston Martin) e Esteban Ocon (Alpine) na última corrida, na Arábia Saudita, por terem largado ligeiramente fora da posição, a Federação Internacional de Automobilismo determinou que os colchetes no grid de largada em Melbourne fossem estendidos em 20 centímetros na largura, além de uma linha central para guiar os pilotos, que reclamaram da dificuldade em avista as linhas limitantes.

Outra novidade que causou ruído no mundo automobilístico nesta semana foi o envio de uma notificação às equipes proibindo uma tradição na Fórmula 1. No comunicado, a FIA adverte que mecânicos e engenheiros não podem subir no alambrado para comemorar a chegada dos pilotos de suas equipes, rompendo uma prática que acontece a anos. O descumprimento pode resultar em multas, dificultando financeiramente a equipe, especialmente na atual era de teto orçamentário.

Com 4 zonas de DRS, esse trajeto apoderou-se de seu lugar na história do esporte em 2020, quando após longa espera, pouco antes do primeiro treino livre, o GP foi cancelado, depois de integrantes da McLaren testarem positivo para o Covid-19. O país só voltou a receber a competição em 2022, já que em 2021, mesmo com o adiamento, não foi possível relizá-lo devido as regras sanitárias impostas pelo governo australiano

Em 2023...

A corrida deste ano promete, como nas últimas etapas, uma disputa acalorada entre os companheiros de equipe Max Verstappen e Sergio Pérez, da Red Bull. O mexicano, cada vez mais tentando se provar como mais que um 'segundo piloto', trocou farpas com o holandês, de forma pública, em uma disputa que acreditam ter começado no GP de Mônaco de 2022.

Enquanto isso, também pela Red Bull, Daniel Ricciardo volta ao paddock no seu país natal, como terceiro piloto da equipe. Depois de sua polêmica saída da categoria, ele estará presente para ajudar no marketing e nas ativações dos patrocinadores, e à postos caso aconteça algo com a dupla titular de pilotos da equipe austríaca. 

No ano de 2023, o circuito Albert Park terá apenas um australiano no grid: Oscar Piastri, estreante na categoria com 21 anos, correndo pela McLaren. A equipe laranja, que não tem um bom início de temporada, vem com mudanças para a terceira etapa, com a saída do diretor executivo, James Key e uma reestruturação na parte técnica, existe uma expectativa para a reação dos ingleses. 

Nos treinos livres que aconteceram na noite de quinta (29) e na madrugada de sexta (30), o atual campeão mundial liderou o primeiro, seguido por Lewis Hamilton (Mercedes) e Pérez. Já no TL2, Alonso, Leclerc e Verstappen foram os mais rápidos, nesta ordem. 

A corrida da Fórmula 1 está prevista para às 02h (horário de Brasília), na madrugada do domingo (02), com 58 voltas de duração.