Na sexta-feira (12), o Los Angeles Lakers enfrentou, em casa, a equipe do Golden State Warriors pelo sexto jogo da série melhor de sete da Semifinal da Conferência Oeste dos Playoffs da NBA. O Lakers levou a melhor pelo placar de 122 a 101 e fechou a série com quatro vitórias e duas derrotas.
A equipe da casa veio para o confronto em vantagem, com um saldo de três vitórias e duas derrotas. Na partida anterior, fora de casa, o elenco perdeu a oportunidade de fechar a série mais cedo e voltou para Los Angeles com mais uma chance. O Lakers segue com 100% de aproveitamento quando joga a frente de sua torcida.
O Golden State Warriors sobreviveu a uma possível eliminação precoce e veio para o jogo em busca de mais um suspiro. Antes da série começar, por serem os atuais campeões, o Warriors era considerado favorito. Porém, como um balde de água fria, o Lakers encaçapou três vitórias e complicou a vida do técnico Steve Kerr, que para avançar teria que vencer todos os próximos jogos da série, sem direito a tropeços.
O Lakers começou a temporada regular com duas vitórias e dez derrotas, dando a eles uma probabilidade de classificação aos Playoffs de 0,3%. O time chegou a ficar em 13° colocado (vaga direto aos Playoffs: até o 6°. Vagas passando pelo Play-in: até o 10°) durante boa parte das rodadas. Apesar disso, o Los Angeles reformulou o elenco e na reta final, em uma sequência de 17 triunfos e 7 derrotas, conseguiu se classificar em 7° colocado.
A superação não parou por aí. Os Purple and Gold enfrentaram- na primeira rodada dos Playoffs - o elenco do Memphis Grizzlies, do armador Ja Morant, que terminou em 2° colocado na Conferência Oeste. Novamente não eram favoritos e mesmo assim se classificaram, vencendo quatro jogos e perdendo dois.
NO JOGO
A partida começou com Lebron James muito agressivo e dominante. O atleta guiou o elenco na sequência de 18 a 7 para a equipe da casa, restando 7:39 para o fim do primeiro quarto. Dava tudo certo para o Lakers e as bolas de três do Warriors não estavam caindo. Steve Kerr pediu tempo técnico para conter o bom início do adversário.
Apesar do Timeout, os visitantes não conseguiram frear um Lakers guiado por uma torcida fervorosa. Com cesta de três pontos de Austin Reaves, o LakeShow liderava por 27 a 10 (4:40), forçando Steve Kerr a pedir tempo novamente.
Desta vez, o Warriors conseguiu voltar melhor, muito por conta de Stephen Curry, que anotou 12 pontos apenas no primeiro quarto. Mesmo com ótimo início de Curry, a dupla Lebron e Anthony Davis foi o destaque do quarto. Cada um com nove pontos - A. Davis ainda anotou 10 rebotes - ajudaram o Lakers a fechar o primeiro quarto vencendo por 31 a 26.
No início do segundo quarto, Lebron James abriu os trabalhos para o Lakers com um lance livre. Donte Divincenzo, do Warriors, respondeu com cesta de três. O jogo seguiu equilibrado. Aos 6:48, a torcida foi à loucura com lance habilidoso de Austin Reaves em cima de Stephen Curry. O atleta driblou a marcação e converteu o AndOne - cesta e a falta - para o delírio dos fãs presentes na Crypto.com Arena. Daí em diante, A.R. desfilou no segundo quarto. Teve assistência para cesta de três de Lebron James, converteu lance livre e até enterrou no contra-ataque.
Para fechar com chave de ouro, Anthony Davis deu toco em D. Divincenzo e passou para Austin Reaves, que - antes do meio da quadra - converteu o arremesso de três no estouro do cronômetro. Os torcedores ficaram de pé e o clima da arena foi para o intervalo da melhor maneira possível. 56 a 46 para o Lakers.
Na primeira metade da partida, Lebron foi bem e contribuiu com 15 pontos, 3 rebotes e 3 assistências. Austin Reaves, o queridinho da torcida, ajudou com 13 pontos, 3 rebotes e 3 assistências. Anthony Davis foi um monstro no garrafão e fechou com 9 pontos e 12 rebotes. Curry não converteu nenhum arremesso no segundo quarto e manteve a mesma pontuação do primeiro (12). D. Divincenzo contribuiu para 10 pontos e 4 rebotes.
Na volta do Break, Austin Reaves - o Kobe Caipira - não perdeu o ritmo e abriu com cesta de três. O jogo seguiu e, aos oito minutos, Lebron anotou quatro pontos consecutivos e abriu a vantagem para 70 a 53. O Warriors pediu tempo imediatamente, na esperança de parar o Lakers, que voltou do intervalo muito bem.
Depois do tempo técnico, para abalar ainda mais o adversário, Austin Reaves anotou dois pontos. Mesmo com Curry bem no ataque, a defesa do Warriors não conseguia parar o poder ofensivo dos donos da casa. O Lakers seguiu atento e conseguiu forçar muitos erros do adversário, o que obrigou o Golden State a pedir mais um tempo, restando dois minutos no relógio e mais de 17 pontos de diferença no placar.
Para fechar o terceiro quarto, Jordan Poole ajudou o Warriors a encurtar a diferença para 14 (91 a 77) e ir para o último quarto correr atrás do prejuízo.
As estatísticas estavam do lado do Lakers. Lebron James, por exemplo, teve 100% de aproveitamento nos Playoffs quando chega no último quarto da partida à frente no placar por 10 pontos. São 73 vitórias e nenhuma derrota.
No início do último quarto, J. Poole converteu AndOne e deu esperanças para a equipe visitante. Porém, essas expectativas foram para o ralo. Lebron James chamou a responsabilidade e destruiu a frágil defesa do Warriors. O jogador chegou a 30 pontos ao final da partida, coisa que não acontecia desde o jogo cinco da NBA Finals de 2020. Para completar, Lebron deu assistência sem olhar - A La Magic Johnson - para Rui Hachimura enterrar e fechar o caixão. Lakers 106, Warriors 82, restando sete minutos para o fim da batalha.
Depois disso foi só administrar. Aos 3:45, perdendo por 116 a 94, Steve Kerr aceitou a derrota e colocou todos os reservas em quadra. Fim de jogo, Lakers 122, Warriors 101.
O Los Angeles Lakers, contra todas as probabilidades, está na Final da Conferência Oeste. Após a partida, Anthony Davis comemorou e esabanjou confiança. “Estamos prontos para chocar o mundo!”, afirmou A.D.
Após eliminarem o atual campeão, o Lakers mostrou para seus adversários que não estão se rendendo às expectativas e às baixas chances de triunfo. A equipe agora irá enfrentar o Denver Nuggets, do duas vezes MVP, Nikola Jokic, e o primeiro jogo da série será nesta terça-feira (16) - em Denver - às 21h30 (horário de Brasília).
DESTAQUES DO JOGO:
LAKERS:
Lebron James: 30 pontos, 9 rebotes, 9 assistências, 2 roubos e 71,4% de aproveitamento
Austin Reaves: 23 pontos, 4 rebotes, 6 assistências e 4 cestas de três.
Anthony Davis: 17 pontos, 20 rebotes, 2 roubos e 2 tocos.
WARRIORS:
Stephen Curry: 32 pontos, 6 rebotes e 5 assistências
Donte Divincenzo: 16 pontos, 4 rebotes e 4 cestas de três
ESTATÍSTICAS DA PARTIDA:
LAL X GSW
122 PTS 101 PTS
46 REB 53 REB
25 AST 25 AST
6 ROUBOS 3 ROUBOS
6 TOCOS 2 TOCOS
6 ERROS 10 ERROS
52%FG 37,9% FG
50%3ptFG 27,1% 3ptFG
73,8%FT 71,4% FT
No fim de fevereiro, a quinta temporada de "Fórmula 1: Drive To Survive" (DTS) foi lançada. O reality show retrata os bastidores da categoria de uma forma que os fãs nunca tiveram acesso: seguindo os pilotos e chefes de equipes para contar as tensões, rivalidades e suas disputas dentro e fora do grid durante o ano.
A última temporada mostra os bastidores de 2022, com a nova geração de carros e o bicampeonato de Max Verstappen (Red Bull) conquistado no Japão, além do retorno do piloto ao documentário, já que ficou fora da quarta temporada por não concordar com, segundo ele, a “abordagem exagerada” utilizada pelos produtores da série.
O holandês, porém, não foi o único que teve essa visão. Quando a primeira temporada estreou, em 2019, ela foi recebida com diversas críticas. Grande p arte do público a rotulou como sensacionalista e fora da realidade. No entanto, depois de quatro anos, o impacto do documentário ficou claro na história da F1: a humanização e a proximidade que a série ofereceu entre os pilotos e seus fãs trouxe para ela um sucesso imenso, a tornando um dos principais conteúdos originais da Netflix, e consequentemente tendo maior visibilidade por um novo público e de marcas interessadas no crescente alcance do reality.
Depois do sucesso de séries documentais esportivas, como “All or Nothing” – produzida pela Amazon e lançada em 2016, que começou seguindo times de futebol americano, mas também teve participação em temporadas de times na Europa (Juventus, Manchester City e Bayern de Munique são alguns exemplos) –, a Liberty Media, dona dos direitos comerciais da Fórmula 1 desde 2017, viu a chance de criar algo similar na categoria mais popular do automobilismo, seguindo todo o grid durante o ano. Na época, a empresa tinha o objetivo de popularizar o esporte nos Estados Unidos, país que receberá três corridas em 2023 e é esperado que conquiste mais finais de semanas nos próximos anos.
Na primeira temporada da série, que acompanha o ano de 2018 da F1, equipes como Mercedes e Ferrari resolveram não participar, uma vez que não se sabia ao certo o formato e o conteúdo que seria exibido ao público. O documentário, no entanto, não tem como foco o que acontece nas corridas em si e no aspecto técnico do esporte.
Em entrevista para a AGEMT, Rafael Lopes, comentarista de automobilismo da Globo, comenta que “recontar a corrida de outro jeito, para o público que não conhece a Fórmula 1, não vai funcionar. Drive to Survive está na medida certa, já que para conquistar um público novo é preciso mostrar coisas diferentes: o lado humano, a relação entre as equipes e as discussões, não só carros acelerando, aerodinâmica e batidas.”
Mesclando os trechos dos bastidores e das corridas com os relatos e entrevistas dos envolvidos no dia a dia da Fórmula 1, DTS tenta mostrar o lado mais humano do esporte. “Você tem pessoas que estão fazendo a categoria acontecer, que são os pilotos, os chefes, os engenheiros, os mecânicos, e é importante mostrá-los”, o autor do blog Voando Baixo continuou.
Na parte mais técnica das chamadas ‘docudramas’, Alessandro Toller, dramaturgo e roteirista, concorda que “parte da atração que muitas séries documentais têm exercido diz respeito à carga dramática pela qual as personagens reais vivem ou provocam. E isso certamente vai ser explorado”.
É possível ver isso no reality: o novo público, que não necessariamente tem um conhecimento automobilístico prévio, foi conquistado por personagens que também fizeram sucesso fora do paddock, como o piloto Daniel Ricciardo (na época, na Red Bull) e o chefe de equipe Günther Steiner (Haas), personalidades marcantes do reality.
Drive To Survive, porém, também atraiu diversas críticas, vindas principalmente do público antigo e tradicional (majoritariamente masculino e mais velho) do automobilismo, que acredita que a série não é factual e linear, por não mostrar tanto das corridas. “Existe o público chamado de ‘heavy user’, que é aquele que consome Fórmula 1 de qualquer jeito, não importa onde a corrida esteja sendo transmitida – seja no streaming, na TV a cabo ou na TV aberta –, que não é o público-alvo de DTS. Ele vai assistir porque consome a categoria de qualquer forma, mas vai reclamar que a história não está sendo contada do jeito que deveria”, disse Rafael.
Outro argumento dos críticos é o de alguns eventos serem distorcidos ou exagerados, tornando a série sensacionalista. As rivalidades supostamente inexistentes, o excesso de dramatização e falas fora de contexto afastaram inclusive o bicampeão mundial Max Verstappen do seriado, em 2021 – ano que protagonizou uma disputa até a última volta com Lewis Hamilton. Ele queria ter mais controle sobre o que era divulgado e impôs condições para voltar à série. Christian Horner (chefe da Red Bull), afirmou no podcast “Pardon my Take”, que é importante lembrar que o objetivo do seriado é entreter o público, uma vez que pega apenas trechos de uma temporada inteira e transforma em um programa de televisão.
Por outro lado, como estratégia de marketing, Drive to Survive deu muito certo. Em uma pesquisa promovida pelo veículo Motorsport Network, no final de 2021, com mais de 167 mil entrevistados em 187 países, foi concluído que a média de idade dos fãs é de 32, quatro anos mais baixa do que o resultado de uma enquete anterior, de 2017. Também foi constatado que a participação feminina dobrou nos últimos anos, mostrando que o lançamento da série teve um efeito significante na mudança do público da Fórmula 1.
Apesar das polêmicas, a série continua sendo uma mina de ouro para a Netflix. Pagando uma pequena parcela do que as emissoras pagam para possuir os direitos de transmissão das corridas, o seriado no streaming conquistou mais de 50 milhões de visualizações desde o lançamento da quarta temporada, em 2022. Rafael complementa: “Drive To Survive é o maior case de sucesso como peça publicitária da história. A Netflix paga uma licença para a Fórmula 1 para fazer aquilo, é a única peça publicitária que a empresa que anuncia recebe para ser anunciada”.
Os pilotos, agora, também podem ser considerados celebridades, com milhares de seguidores nas redes sociais, que conseguem ver o que acontece fora das pistas. Para Isamara Fernandes, repórter e social media do Motorsport.com, é possível perceber uma mudança na relação entre os fãs e os pilotos após o lançamento da série: “agora os fãs não se sentem tão longe dos seus ídolos, eles não são mais vistos como ‘seres superiores’ porque a série te permite ver e entender muito daquilo que acontece durante todo o ano e porque determinadas escolhas foram tomadas por parte deles”.
A nova leva do público, em sua maioria influenciada pelo seriado, tem mais acesso à vida dos pilotos do que as gerações anteriores. “O fã consegue em imagens os bastidores de situações que acontecem além dos treinos livres, do classificatório e da corrida. É a negociação de um piloto com alguma equipe, uma reação genuína a algum acontecimento bombástico, uma discussão dentro da própria equipe, coisas que sem as imagens do seriado jamais seriam vistas”, continuou a jornalista.
A combinação dos momentos behind the scenes da série documental, com os milionários investimentos por parte da Liberty Media, resultaram em um show de entretenimento do esporte. Drive To Survive pode dividir opiniões, mas é inegável o seu impacto na atenção voltada à categoria. A sexta temporada vai mostrar o campeonato de 2023, já está em produção e deve ser lançada no primeiro semestre do próximo ano, servindo como uma porta de entrada para ainda mais fãs.
Na quarta-feira (10), o Los Angeles Lakers enfrentou a equipe do Golden State Warriors, fora de casa, pelo quinto jogo da série melhor de sete da Semifinal da Conferência Oeste dos Playoffs da NBA. O Warriors levou a melhor e venceu pelo placar de 121 a 106 e ganhou sobrevida na série. Apesar do revés, o Lakers ainda lidera o confronto melhor de sete por 3 a 2, e vai para o jogo seis - em casa - com mais uma chance de fechar a série.
No último encontro, o time de Los Angeles agradou a torcida com grandes atuações de Lebron James, Anthony Davis, Austin Reaves e principalmente Lonnie Walker, que anotou 15 pontos só no último quarto. O time abriu 3 a 1 na série e colocou o adversário em situação de não poder perder nenhuma das próximas três partidas.
Pelo lado do Warriors, experiência e títulos não faltam no currículo. O elenco comandado por Steve Kerr veio para o jogo confiante. Afinal, o Warriors quando joga em casa costuma, na maioria das vezes, sair vencedor.
NO JOGO
O primeiro quarto começou com duas cestas de três - o pesadelo da defesa do Lakers -, uma de Draymond Green e outra de Andrew Wiggins, para incendiar a torcida. O Warriors não tirou o pé do freio e, guiado por Draymond Green, chegou a liderar por 17 a 5, restando sete minutos no relógio. Darvin Ham, técnico de Los Angeles, pediu tempo para reorganizar o time que estava perdido em quadra. Após a pausa, Austin Reaves converteu uma cesta de três pontos de muito longe e deu energia para o elenco voltar para o jogo. Apesar das sete bolas de três convertidas pelo adversário no primeiro quarto, o Lakers não ficou muito atrás e fechou o primeiro quarto perdendo por 32 a 28.
No segundo quarto, o ritmo - que já estava acelerado - subiu ainda mais. Em apenas três minutos o jogo já estava 38 a 36 para o Warriors, com trocas de liderança ou empates durante a maioria das posses de bola. E não parou por aí, as inversões de placar seguiram até os quatro minutos e meio restantes no cronômetro, com a batalha empatada em 54 a 54, após cesta de Austin Reaves. O jogo estava equilibrado, com Lebron James e A.D. guiando o Lakers e Curry organizando e respondendo para o Warriors. Até que, em ligeira sequência, o Golden State abriu vantagem e foi para o intervalo na frente por 70 a 59, com direito a cesta de três de Curry no estouro do relógio.
Lebron James, com 17 pontos, e Anthony Davis, com 18, foram os destaques da equipe na primeira metade do jogo. Pelo lado do Golden State, Draymond Green, com 14 pontos, Wiggins, com 16 e 4 assistências, e Curry, com 12 pontos e 6 assistências, foram as principais dores de cabeça para L.A.
Na volta da partida, o Lakers viveu um pesadelo. Tudo dava certo para o adversário e nada dava certo para os Purple and Gold. Darvin Ham pediu tempo com o prejuízo de 79 a 61 no placar. Após a bronca, Los Angeles voltou para o jogo e diminuiu a diferença de 18 para 12, com AndOne - cesta e a falta - de A.D., restando 5:03 para o fim do quarto. Com Lebron convertendo a última cesta da parcial, o Lakers fechou o terceiro quarto perdendo por 93 a 82. Apesar da grande diferença no placar, o jogo estava em aberto.
O último quarto começou frio. A primeira cesta aconteceu após um minuto e 22 segundos de bola rolando. Aos sete minutos, Anthony Davis sofreu uma pancada forte no rosto e não voltou mais para a partida. Péssima notícia para um Lakers, que brigava pela vitória. Apesar do empecilho, os visitantes não largaram a mão. Com Austin Reaves convertendo cesta de três quase do meio da quadra, o placar era de 104 a 95 para o Warriors, a menor diferença desde o intervalo do jogo. Mas Stephen Curry acabou com as esperanças de Los Angeles. O jogador fez cinco pontos consecutivos e abriu o placar para 109 a 95. Para piorar, essa mesma vantagem se manteve até os 2:47 restantes para o fim da partida.
A diferença era grande e o tempo era pouco. Darvin Ham optou por “jogar a toalha”, aceitar a derrota e colocou todos os reservas em quadra, o famoso “Garbage Time”. Fim de jogo, Golden State Warriors 121, Los Angeles Lakers.
Apesar da vitória, o Warriors ainda tem muita pista para correr. O jogo 6 acontecerá na casa do Lakers, onde o time ainda não perdeu. São cinco vitórias em cinco partidas quando está a frente de sua torcida nesta pós-temporada.
O sexto confronto acontecerá na sexta-feira (12), às 23h ( horário de Brasília). Caso o Lakers mantenha o 100% de aproveitamento e casa, Lebron James e companhia irão enfrentar a equipe do Denver Nuggets, pela Final da Conferência Oeste dos Playoffs da NBA.
Destaques da Partida:
Lakers:
Lebron James: 25 pontos, 9 rebotes, 3 assistências e 2 roubos;
Anthony Davis: 23 pontos, 9 rebotes e 3 assistências;
Austin Reaves: 15 pontos, 7 rebotes e 5 assistências;
D’Angelo Russell: 15 pontos;
Dennis Schroder: 14 pontos e 4 assistências.
Warriors:
Stephen Curry: 27 pontos e 8 assistências;
Andrew Wiggins: 25 pontos, 7 rebotes e 5 assistências;
Draymond Green: 20 pontos, 10 rebotes, 4 assistências e 2 roubos;
Gary Payton: 13 pontos, 6 rebotes e 80% de aproveitamento.
Estatísticas da Partida:
LAL X GSW
106 PTS 121 PTS
38 REB 48 REB
24 AST 29 AST
6 ROUBOS 8 ROUBOS
4 TOCOS 5 TOCOS
14 ERROS 14 ERROS
48,3%FG 51,1%FG
37,0% 3ptFG 37,1% 3ptFG
80% FT 93,3% FT
Nessa última semana ocorreram os primeiros jogos das semifinais da Liga dos Campeões da Europa. Na terça-feira (09), no Santiago Bernabéu, o Real Madrid encarou o Manchester City e o jogo terminou empatado em 1 a 1. No outro jogo da semifinal, na quarta-feira (10), a Internazionale largou na frente e venceu o Milan por 2 a 0, no primeiro Derby Della Madonnina em fases eliminatórias da competição depois de 18 anos, no estádio San Siro
Real Madrid X Manchester City
Com a promessa de ser o jogo mais estrelado da semifinais, Real Madrid e Manchester City protagonizaram um show de bola para os amantes de futebol.
No primeiro tempo, o time de Pep Guardiola pressionou e não deu brechas para o atual bola de ouro, o atacante francês Karim Benzema, dominando a posse de bola e pressionando o time espanhol. Os merengues tiveram que contar com o brilho da estrela brasileira, Vinícius Junior, para abrir o placar aos 36 minutos da etapa inicial. Em jogada iniciada por Camavinga, o francês encontrou um passe para o brasileiro, da entrada da área, acertar um belo. O gol levou o time de Madrid para o vestiário em vantagem de 1 a 0.
No segundo tempo, o time de Carlo Ancelotti passou a pressionar e dominar os Citizens. Mas, aos 22 minutos da segunda etapa, depois de uma tabela de Jack Grealish e Gündogan, o belga Kevin de Bruyne acertou um preciso chute de fora da área e venceu o goleiro Courtois, companheiro de seleção, para empatar o jogo e dar números finais a partida.
Milan X Internazionale
O outro jogo colocará uma equipe italiana na final da Liga dos Campeões, algo que não acontecia a 6 anos. E não estamos falando de qualquer jogo, o confronto coloca frente a frente Milan e Internazionale. Apesar do show de 95% da torcida do Milan presente no estádio San Siro, foram 5% dos torcedores da Inter que comemoraram a vitória.
Com um primeiro tempo movimentado, o time da Internazionale abriu o placar em menos de 10 minutos com dois gols relâmpagos, sendo esses o terceiro 2 a 0 mais rápidos da história da competição. Nos primeiros 8 minutos de jogo, Hakan Çalhanoglu cobrou escanteio e mandou a bola direto no pé do centroavante bósnio Edin Dzeko, que finalizou com o pé esquerdo e abriu o placar. Não demorou muito, e três minutos depois, com um belo corta luz de Lautaro Martínez, o meia Mkhitaryan ficou com o caminho livre até a área para mandar a bola na rede de Mike Maignan e ampliar para os Nerazzuri.
Após um primeiro tempo desastroso e sonolento, os Rossoneri ensaiaram uma reação e passaram a criar mais chances e ocupar mais o campo de ataque no segundo tempo, no entanto, criaram poucas chances de perigo para o goleiro Onana.
No começo do segundo tempo, em um ótimo passe de Sandro Tonali, o meia brasileiro Junior Messias saiu cara a cara com o goleiro da Inter e mandou a bola para fora, naquela que foi a melhor chance do time no jogo. Mesmo com o domínio do rival, o time de Simone Inzaghi não se deixou assustar pela pressão e - como fez ao longo da competição - apostou no banco de reservas. O atacante Lukaku e o meio-campo Brozovic, que era cotado para ser titular, entraram para reorganizar o time e fazer com que a Inter voltasse para o jogo.
Com ambos os times desperdiçando chances de gol e com os goleiros Onana e Maigan fazendo defesas importantes, o jogo terminou com a vitória para o lado do time preto e azul. A Inter leva vantagem para o jogo de volta, onde contará com a maior parte da sua torcida, por ser mandante. Enquanto isso, o Milan precisará de um milagre e vencer por três gols de diferença para se classificar.
HORA DA DECISÃO
Os jogos de volta das semifinais acontecem nesta semana, ambas às 16h (horário de Brasília). Na terça-feira (16), no San Siro, em Milão, Internazionale e Milan decidem uma vaga na final. Na quarta-feira (17), no Eithad Stadium, na Inglaterra, Manchester City e Real Madrid jogam pela vaga na grande decisão no dia 10 de junho, em Istambul, na Turquia.
Na quinta-feira (11) o Phoenix Suns e o Denver Nuggets se enfrentaram pelas semifinais de Conferência do Oeste nos Playoffs da NBA. O jogo 6 aconteceu na FootPrint Center, no Arizona, mando de quadra do Suns, mas quem se deu melhor foi o Denver que venceu por 125 a 100. A vitória da equipe do Colorado encerrou a série em 4 a 2, e garantiu Nikola Jokic e companhia nas finais de Conferência do Oeste. A equipe agora aguarda o vencedor do confronto entre o Los Angeles Lakers e Golden State Warriors, até o momento a série está em 3 a 2 para o Lakers.
A partida apresentou um Denver Nuggets determinado e focado em busca da classificação às finais do Oeste. O primeiro quarto começou de forma equilibrada e com muitas trocas de cestas. O placar seguiu parelho até os 3 minutos finais do período, quando se encontrava em 27 a 26 para os visitantes. A partir desse momento, o Phoenix se tornou apático na partida, com diversos erros defensivos e de arremessos. Comandados por Nikola Jokic, o Denver abriu 17 pontos de vantagem na reta final, enquanto os mandantes não pontuaram mais (44 a 26).
O ala-armador do Nuggets, Kentavious Caldwell-Pope (KCP), que nos jogos 3, 4 e 5 havia somado apenas 19 pontos, contribuiu com 17 somente na primeira parcial. Jokic com 14 pontos, quatro rebotes e cinco assistências, e Caldwell-Pope foram os destaques da equipe visitante. O time mandante, apesar da apatia e falhas cometidas, teve o armador Cameron Payne contribuindo com dez pontos e duas assistências. Devin Booker (cinco pontos) e Kevin Durant (dois pontos) não repetiram as boas atuações de outros momentos da série na primeira parcial.
No segundo quarto o Denver Nuggets impôs uma vantagem de 30 pontos. A equipe do Colorado, que já liderava com folga ao fim do primeiro período, viu a diferença de pontuação aumentar ainda mais (81 a 51). A atuação coletiva impulsionada pelo ritmo de jogo, ditado por Jokic, marcou presença no período. Jamal Murray chegou aos 18 pontos, KCP aos 21 e “The Joker“ aos 20 pontos, seis rebotes e sete assistências, com um triplo-duplo encaminhado
Com dois quartos restantes na partida, o Phoenix Suns correu atrás de diminuir a desvantagem no placar e manteve seus titulares em quadra. No entanto, a equipe do Denver soube administrar a vantagem construída ao longo do período antes do intervalo para sacramentar a classificação. Nikola Jokic alcançou um triplo-duplo de 32 pontos, dez rebotes e 12 assistências. O pivô do Nuggets se tornou o atleta da posição com o maior número de triplos-duplos na história dos Playoffs da NBA. Cameron Payne, do Suns, foi o único destaque dos mandantes com 31 pontos e seis rebotes. O jogo terminou em 125 a 100, confirmando a classificação do Nuggets às finais de Conferência, com série finalizada em 4 a 2.
E o Suns...
A partida abaixo de Devin Booker (12 pontos e oito assistências) e Kevin Durant (23 pontos, cinco rebotes, cinco assistências), foi reflexo de um time desorganizado em quadra. A eliminação para o Denver Nuggets foi a segunda consecutiva da equipe do Arizona nas semifinais de Conferência do Oeste. Na última temporada, a saída do time nos Playoffs aconteceu para o Dallas Mavericks, em um jogo 7. A eliminação ficou marcada por erros do técnico Monty Willians. A diferença elevada de aproximadamente 30 pontos nos placares foi outro fator que perdurou nos dois confrontos.
Para a próxima temporada, o Suns vai procurar ajustar o time. O pivô Deandre Ayton e o armador Chris Paul, que não atuaram no jogo 6, podem ser peças envolvidas em pacotes por novos jogadores, com o intuito de adicionar profundidade ao elenco. A permanência do treinador Monty Willians, após dois fracassos seguidos em Playoffs, também será discutida internamente.
Olho na final
O Denver Nuggets volta a uma decisão de Conferência após três anos. O último duelo da equipe do Colorado nessa situação, foi frente ao Los Angeles Lakers em 2020. Na ocasião, a equipe de Lebron James e Anthony Davis levou a melhor em seis jogos.
Os jogos das finais de Conferência do Oeste têm data definida para a próxima terça-feira (16) às 21h30 (horário de Brasília). Os dois primeiros jogos serão na Ball Arena, no Colorado. O Denver Nuggets aguarda entre Los Angeles Lakers e Golden State Warriors.