Nesta segunda-feira, na Neo Química Arena, Corinthians e Grêmio fizeram uma partida histórica pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com 4 gols para cada lado e 8 goleadores diferentes, o confronto é o jogo com o maior número de gols na atual edição do Brasileirão.
O duelo começou com a equipe gaúcha utilizando de ataques pelo meio, explorando a fraqueza do adversário. Cássio foi obrigado a agir e defendeu chutes de Nathan e JP Galvão após erros da zaga corinthiana. O ataque do Corinthians optou pelos contra-ataques, mas só chutou uma vez em 20 minutos.
Os gaúchos fizeram questão de trocar passes e foram recompensados. Nathan roubou a bola do Fábio Santos pela direita, acionou Cristaldo e correu para a área. O argentino mandou lindo passe para o camisa 14, que abriu o placar após se livrar do goleiro adversário.
Cinco minutos depois, o time visitante não teve problemas para ampliar o placar. Em uma transição ofensiva, Reinaldo cruzou para a área e encontrou Cristaldo, que apareceu nas costas da defesa e com habilidade cabeceou para o gol de Cássio. A equipe da casa procurou uma reação no ataque com Yuri Alberto, que tentou um golaço de voleio, mas foi bloqueado por Gabriel Grando, e logo após Rojas desperdiçou uma oportunidade clara dentro da área e mandou a bola para a arquibancada.
O Corinthians aumentou o ritmo nos minutos finais do primeiro tempo, Pedro saiu da marcação na ponta esquerda e passou rasteiro para Renato Augusto, que foi derrubado por Villasanti na grande área. Wilton Pereira Sampaio apitou o pênalti e Fábio Santos chutou forte para diminuir o placar.
Foto: Caio de Sousa/Estadão
O Corinthians empatou no início dos acréscimos, Rojas obrigou Grando a fazer uma bela defesa, que resultou no escanteio. O paraguaio lançou a bola para Lucas Veríssimo, que cabeceou e fez seu primeiro gol com a camisa do Corinthians. Antes do apito final, Maycon fez um lindo lançamento para Yuri Alberto, que apareceu entre os zagueiros e cabeceou para o gol, fazendo a torcida explodir na comemoração. Corinthians virou o jogo em um intervalo de 6 minutos.
O Grêmio entrou mais concentrado no segundo tempo e empatou o placar em apenas cinco minutos. Everton Galdino, que substituiu Nathan, recebeu passe de Galvão, limpou e, sem as marcações apertadas de Fábio Santos e Moscardo, marcou um golaço em Itaquera.
Suárez não poderia deixar este jogo emocionante sem marcar. Em nova jogada pela direita, o time visitante superou as dificuldades com o uruguaio, que recebeu passe de Villasanti e venceu Cássio no chute rasteiro. Foi o primeiro gol da lenda do Uruguai fora da Arena do Grêmio no Brasileirão.
O técnico do Corinthians colocou Wesley e Giuliano no lugar de Pedro e Moscardo, e viu sua ação dar resultado aos 21 minutos. Wesley acionou Giuliano com um drible em uma jogada individual pela lateral, e o camisa 20 deu um leve toque para o gol, e empatou o jogo. O Corinthians tentou ficar à frente no placar, principalmente com Wesley na esquerda, mas a defesa do Grêmio prevaleceu. Nos minutos finais de jogo, os gaúchos pediram pênalti após um toque na mão de Yuri Alberto, mas Wilton Pereira Sampaio e o VAR não marcaram.
O PÊNALTI NÃO MARCADO
De acordo com o site UOL, a comissão de arbitragem da CBF, reconheceu o erro do Wilton Pereira Sampaio, que foi afastado após a divulgação do áudio do var.
“Aos 49 minutos da segunda etapa, o atleta número 9 da equipe de branco e preto (Yuri Alberto), em ação de bloqueio, com o braço em posição antinatural e aumentando seu espaço corporal, intercepta um cruzamento à área. O bloqueio da bola com o braço nesta ação caracteriza a infração de pênalti, portanto uma penalidade deveria ser marcada no campo de jogo. E quando não marcada, o VAR deveria recomendar revisão para tal ação" disse Pericles Bassols, gerente técnico do VAR após analisar o lance.
A explicação para a movimentação, tanto em campo quanto na cabine, foi que Yuri Alberto estaria em posição natural para disputar a bola – que sem dúvida o atingiu diretamente no braço.
Corinthians e Grêmio jogam ainda esta semana. O Timão enfrenta o líder Botafogo na sexta-feira (21), enquanto os gaúchos enfrentam o Palmeiras um dia antes.
Partimos para o Japão, terra de Yuki Tsunoda, após o primeiro final de semana da temporada sem sinal de Red Bull no pódio. O fim da sequência de 15 vitórias da equipe deixa uma curiosidade no ar sobre o que acontecerá nos próximos dias. Será que o pódio de Ferrari, McLaren e Mercedes foi uma questão específica para as condições encontradas em Singapura ou eles poderiam ganhar novamente?
Mesmo com as 12 horas de diferença, o cronograma em Suzuka segue a agenda tradicional: três treinos livres, classificação e corrida. A arquibancada principal lotada numa madrugada de quinta-feira promete mostrar a tamanha paixão dos fãs japoneses. Começando hoje (21) com o TL1 às 23h30 (no horário de Brasília), seguindo com o TL2 e 3 na sexta (22) às 2h50 e 23h20, classificação no sábado (23) às 2h30 e finalmente com a corrida no domingo (24) à 1h.
A dúvida sobre quem vai ocupar os pódios desta semana parte principalmente pela Ferrari ter conseguido usar o SF-23 da melhor forma nas condições de alto downforce e na sucessão de curvas lentas de Singapura. Mas no Japão, além da alta força descendente, possui muitas curvas de alta velocidade com rápidas mudanças de direção.
Esta é uma proposta completamente diferente e provavelmente será um desafio maior para uma Ferrari que não gosta de curvas longas.
"Provavelmente vai ser um fim de semana mais complicado, com nossas limitações voltando”, disse Sainz em coletiva de imprensa. “Mas, ao mesmo tempo, tenho a mente um pouco mais aberta em relação a isso. Antes estava um pouco menos otimista, agora quero continuar otimista e sei que se fizermos uma boa volta na qualificação e defendermos a corrida como fizemos nos últimos três fins de semana, ainda podemos ter um bom resultado.”
Portanto, pelos meros centésimos entre a Red Bull com a Mercedes e a McLaren na última corrida, uma das maiores séries consecutivas de vitórias e a liderança tranquila no ranking de Max Verstappen, a equipe promete estar de volta com seu melhor no Japão. "Singapura é tão diferente do que experimentaremos aqui, em termos de configuração do carro, então não estou preocupado que um fim de semana como aquele atrapalhe nosso fim de semana aqui”, disse o líder do campeonato Max Verstappen para a imprensa.
Para esse GP, a Red Bull precisa superar a Mercedes por apenas um ponto e evitar ser superada pela Ferrari por 24 pontos para que as celebrações do título do campeonato de construtores pelo segundo ano consecutivo possam começar no domingo à noite. Já Verstappen, se impressionar neste fim de semana, provavelmente já terá seu terceiro título consecutivo no Qatar.
Pela vantagem da RBR, a competição pelo segundo lugar na classificação dos construtores apenas esquenta, ainda mais com a diferença de pontos entre Mercedes e Ferrari diminuindo para 24 pontos após a vitória de Carlos Sainz em Singapura. “É claro que queremos vencê-los [Ferrari], assim como eles querem nos vencer. Será necessário um esforço total da equipe, isso é certo.” disse Hamilton na coletiva de hoje (21).
Segue o líder
O Manchester City, sem causar surpresas, ganhou mais uma partida, dessa vez contra o West Ham, que era um dos 6 times que ainda não havia perdido na Premier League. O jogo começou completamente equilibrado, com grandes chances para os dois lados, e quem abriu o placar foram os Hammers com Ward-Prowse de cabeça, após cruzamento de Coufal.
O primeiro tempo acabou com apenas um gol e um resultado inesperado até aquele momento, porém isso mudou, e o Manchester City mostrou sua superioridade logo no começo da segunda etapa com Doku, que, com uma bonita jogada individual, empatou a partida.
Com isso o City tomou totalmente as rédeas da partida e mostrou mais uma vez o porquê são os favoritos a conquistar a competição. 20 minutos após o primeiro gol, os Citzens viraram com Bernardo Silva e pouco depois Haaland marcou o dele, como de costume, chegando à marca de 7 gols em 5 jogos. A partida terminou em 3 a 1 para o City.
Emoção até o fim
Tottenham e Sheffield United fizeram a partida mais animada dessa rodada, contando com emoção até o final do jogo, que terminou com a vitória do time londrino por 2 a 1.
O jogo foi completamente dominado pelo Tottenham, que criou mais chances e esteve muito perto de tirar o 0 a 0 do placar, mas como o futebol por muitas vezes acaba sendo ingrato, quem marcou primeiro foi o Sheffield, que abriu a contagem com o brasileiro, naturalizado holandês, Gustavo Hamer após cobrança de lateral em que a bola ficou na área do time da casa, sobrando para o meio campista.
A partida ficou marcada pelo “anti-jogo” da equipe dos Blades, que desde o começo enrolavam para repor a bola, cobrar falta e sempre tentavam parar a partida de alguma forma. Isso fez com que o arbitro acrescesse 12 minutos no segundo tempo, o que ajudou o Tottenham, que aos 53 minutos empatou com Richarlison após escanteio e dois minutos depois virou com Kulusevski, com assistência do brasileiro.
Essa atuação de Richarlison acabou sendo mais marcante por conta da entrevista dele durante a semana, onde disse que sua má fase era por conta de problemas em sua vida pessoal e para melhorar essa questão era necessário buscar ajuda psicológica.
Liverpool segue invicto
O time de Jurgen Klopp ganhou pela quarta vez seguida e se junta a Tottenham, Manchester City e Arsenal no pelotão de times que ainda não perderam na Premier League. A vitória foi contra o Wolverhampton, que agora soma quatro derrotas no campeonato.
O jogo começou de maneira inesperada, com o Wolves pressionando o Liverpool, e aos 7 minutos Hee-chan marcou o primeiro gol da partida com assistência de Pedro Neto, que driblou 3 jogadores dos Reds e deu um passe na medida para o coreano marcar. O Wolverhampton chegou muito perto de ampliar, principalmente com Matheus Cunha, que perdeu um gol inacreditável quando estava livre.
Como o Wolves não acabou com o jogo quando teve a oportunidade, o Liverpool superou as dificuldades e começou a ter o controle da partida na segunda etapa, empatando aos 10 minutos. Com isso, os Reds pressionaram o resto da partida, viraram aos 40 com Robertson e ampliaram com um gol contra de Hugo Bueno. O que mais chamou atenção foi a atuação espetacular de Salah, que deu duas assistências que poderiam ser três se o terceiro gol não fosse creditado para Bueno. A partida acabou em 3 a 1.
Zebra?
O Brighton mostrou mais uma vez o porquê é um time que os grandes têm que tomar cuidado, já que nessa rodada, ganhou do Manchester United. Não só ganhou como, não tomou conhecimento dos Red Devils.
No começo, o jogo até pareceu um pouco equilibrado, porém isso mudou quando saiu o primeiro gol da partida, marcado por Welbeck. O United chegou a empatar ainda na primeira etapa com Hojlund, mas o gol acabou sendo anulado pelo VAR.
Foi no segundo tempo que acabou de vez para o time de Ten Hag. Logo aos 8 minutos Gross marcou o segundo gol, que contou com um belo drible de corpo para cima do Martínez, e o brasileiro João Pedro ampliou. 2 minutos após o terceiro, o United diminuiu com o jovem Hannibal, que marcou seu primeiro gol como profissional pelo time de Manchester. O jogo acabou em 3 a 1 para os Seagulls.
Domingo sonolento
Ao contrário da emoção de sábado, o domingo de Premier League acabou não sendo tão espetacular. Nele tivemos o primeiro 0 a 0 do campeonato, na partida entre Bournemouth e Chelsea.
O jogo, como mostra o placar, foi bem equilibrado com boas chances para os dois lados, mas ambos pararam nos dois goleiros, Sanchez e o brasileiro Neto.
No outro jogo do dia, tivemos uma partida parecida com a anterior, que foi Everton e Arsenal, porém essa contou com uma vitória para os Gunners.
O Arsenal conseguiu acabar com o tabu de não ganhar na cidade de Liverpool desde 2017, jogando melhor que os Toffees e mostrando que o Everton é um dos times com maiores chances de cair.
A equipe de Arteta dominou a partida, mas não criou grandes chances, o que resultou em um jogo morno. O brasileiro Martinelli marcou aos 20 minutos do primeiro tempo, mas foi anulado, e somente aos 24 do segundo Trossard marcou um belo gol com assistência de Saka, garantindo a vitória por 1 a 0.
No apagar das luzes
O Aston Villa voltou a vencer após a derrota na rodada passada contra o Liverpool. Mas não foi tão fácil como o placar de 3 a 1 sugere, já que a vitória dos Lions contra o Crystal Palace só foi acontecer nos minutos finais de jogo.
A partida estava bem equilibrada desde o primeiro tempo, e aos 34 minutos Diaby marcou um gol que foi invalidado pelo VAR. Na segunda etapa, o Palace abriu o placar de vez com Edouard, com 2 minutos de jogo. Os Eagles mantiveram a vantagem até os 42, quando saiu o gol de Durán com assistência de Digne.
A partir desse momento o jogo desandou para o Crystal Palace, que pouco tempo depois cometeu um pênalti que foi convertido pelo brasileiro Douglas Luiz. Quando todos achavam que a partida já havia acabado saiu o terceiro gol, dos pés de Bailey com assistência de Diaby, 3 minutos após o segundo.
1 ponto para cada
No último jogo da rodada, tivemos o confronto entre Nottigham Forest e Burnley, não era um jogo muito esperado pelo público, mas proporcionou bons momentos para quem assistiu à partida, já que acabou sendo bem equilibrado com os dois times produzindo boas chances.
O jogo terminou empatado pelo placar de 1 a 1, com gols de Amdouni, para o Burnley, que abriu o placar e Hudson-Odoi, que empatou para o Forest. O confronto ainda teve um gol de Foster anulado pelo VAR e a expulsão do jogador após dar uma cotovelada em Yates.
O resultado acabou sendo ruim para a equipe de Kompany, que ainda não ganhou nesse retorno para a Premier League, e bom para o time de Cooper que está acima das expectativas ocupando a 8ª posição.
Outros jogos
O Newcastle venceu sua segunda partida na Premier League, contra o Brentford em um jogo sonolento, sem grandes chances para ambas as equipes. O único gol da partida saiu após os Bees cometerem um pênalti que foi convertido por Wilson. O jogo terminou em 1 a 0.
Outro jogo sem grandes momentos foi Fulham e Luton Town, onde os Hatters perderam sua quinta partida seguida e os Cottagers ganharam sua segunda. A partida terminou em 1 a 0, com gol marcado pelo brasileiro Carlos Vinícius aos 20 minutos do segundo tempo.
Resultados
Wolverhampton Wanderers 1 X 3 Liverpool
Aston Villa 3 X 1 Crystal Palace
Fulham FC 1 X 0 Luton Town FC
Manchester United 1 X 3 Brighton & Hove Albion FC
Tottenham 2 X 1 Sheffield United FC
West Ham 1 X 3 Manchester City
Newcastle 1 X 0 Brentford
AFC Bournemouth 0 X 0 Chelsea
Everton 0 X 1 Arsenal FC
Nottingham Forest 1 X 1 Burnley
Por Fábio Pinheiro (texto) e Luciano Carvalho (audiovisual)
A caminhada até o estádio, o lanche pré jogo sempre no mesmo lugar, o arrepio de entrar no palco de uma partida de seu time, o êxtase máximo após o gol junto de milhares de pessoas, o abraço no desconhecido, o mesmo sentimento compartilhado com uma multidão. Isso tudo são momentos que só passa quem acompanha seu time de perto, dentro do estádios. Renan, Palmeirense fanático, diz que sentir isso é único. É possível notar que existe uma grande diferença de visão e opinião entre as pessoas que realmente acompanham seus times prediletos de perto e das que preferem torcer de longe, no conforto de sua casa. Sim, alguns não tem culpa de não poder ou não conseguirem ir aos estádios por fatores como: valor do ingresso, exposição à violência ou distância. Porém o assunto não trata dessas pessoas, mas das que têm oportunidade e mesmo assim preferem ficar em suas respectivas residências.
Uma série de fatores, além dos já citados, faz com que muitos deixem de ir aos estádios atualmente. A facilidade que existe para assistir jogos, diante da constante evolução que a tecnologia vem sofrendo, é com certeza um dos principais motivos que fazem uma parte dos torcedores tomarem essa atitude, e isso causa algumas consequências diretas à visão esportiva que eles têm, pois não entendem o que acontece fora das quatro linhas e até fora dos estádios, nos arredores antes da partida começar e nas arquibancadas durante a partida, assim não sentindo a tão falada magia do futebol.
Ter a experiência de ir ao estádio, acompanhar a torcida, cantar o hino ou até comer os famosos lanches que ficam ao redor, fazem parte do sentimento do torcedor e muda completamente o olhar de qualquer um. Estar presente numa atmosfera como essa, faz todos sentirem uma energia mais intensa, o que dentro de casa é praticamente impossível de sentir. E essa energia é ainda mais forte quando passada de geração em geração, como no caso de Renan, que trás seu filho de apenas 8 anos para acompanhar os jogos e sentir essa atmosfera desde pequeno.
Alguns motivos os quais fazem alguns torcedores não comparecerem nos estádios, como a violência e o preço dos ingressos. Entretanto, não se pensa em como os streamings afetam isso. Primeiramente, o conforto que eles oferecem de transmitir os jogos em muitos lugares além da televisão, por exemplo, YouTube, Twitch, Prime, entre outras plataformas, o que não é ruim, pois oferece a disponibilidade para muitas pessoas. Porém não existe um incentivo por parte deles para levar mais torcedores aos estádios.
Os detalhes são muito bem observados por todos dentro dos estádios, porém existem alguns que só mesmo profissionais e especialistas conseguem notar. Quando se olha para os torcedores, percebem-se todas as nuances , a conexão com o time, a vibração e todos os rituais pré-partidas. Este lado é muito bem enxergado por Fabrizio Delle Serre, um profissional do jornalismo esportivo e repórter da Rádio Arena Esportes, além de estudante da PUC-SP. Ele também tem a percepção sobre a diferença entre os torcedores presentes no estádio e aqueles que acompanham os jogos do conforto de casa, e destacou as nuances emocionais . No estádio, a atmosfera é mágica, os torcedores mergulham no clima, vibrando em sintonia com o time, criando uma conexão intensa e emocional. Eles se sentem parte de algo grandioso, imersos na paixão pelo futebol. Em contraste, assistir em casa oferece uma experiência mais tranquila, onde é possível relaxar no sofá, desfrutar de petiscos e compreender melhor as nuances do jogo com a ajuda de comentaristas e replays na TV.
Fabrizio também relatou sobre o impacto dos serviços de streaming esportivo nas transmissões tradicionais, observou que esses serviços facilitaram o acesso ao futebol. Eles oferecem flexibilidade e personalização, permitindo que os fãs escolham diferentes ângulos de câmera, ouçam seus comentaristas favoritos e desfrutem de conteúdos extras, aprofundando ainda mais seu envolvimento com o esporte.
Quanto ao efeito desses serviços modernos na presença de torcedores nos estádios, ele concordou que para alguns, o conforto de assistir em casa pode parecer uma alternativa mais atraente. No entanto, a emoção de estar presente no estádio ainda é incomparável para os torcedores fervorosos. Embora as transmissões via streaming tenham trazido mudanças significativas, a tradição e a paixão nas arquibancadas continuam a ser pilares essenciais do futebol.
Em meio a essa evolução, é importante reconhecer que o futebol continua sendo uma celebração de união e diversidade. Apesar das transformações tecnológicas, a essência do esporte permanece inabalada para aqueles que escolhem vivê-lo com o coração aberto e a alma vibrante, seja no estádio ou no aconchego do lar. A escolha do cenário não diminui o amor pelo futebol; o importante é que essa paixão continue a unir os corações dos fãs, independentemente do caminho que escolham para vivenciá-la. Dessa forma, se mostra que a magia do futebol não está somente dentro do campo ou em como se resultou a partida, e sim, em todo o contexto de uma partida, em cada sensação sentida antes mesmo que chegar ao estádio e em cada mínimo detalhe ocorrido.
O classificatório em Singapura começou bem parecido com o do último final de semana de corrida, na Itália: com problemas de tráfego – agravados pelo circuito Marina Bay, conhecido por essa característica. Neste sábado (16), os pilotos enfrentaram certo congestionamento na tentativa de voltas rápidas, o que rendeu investigações a alguns pilotos depois da sessão e dificultou a classificação de outros.
Q1: A batida de Lance Stroll
Durante a primeira parte do Qualy, Lance Stroll (Aston Martin) bateu forte do muro. O canadense perdeu o controle do carro quando passou na zebra enquanto fazia uma curva de alta velocidade. O incidente fez a bandeira vermelha ser balançada e o treino ser interrompido, e os pilotos que vinham atrás tiveram que abortar suas voltas rápidas.
Com isso, além de Stroll, Valtteri Bottas e Guanyu Zhou (Alfa Romeo), Oscar Piastri (McLaren) e Logan Sargeant (Williams), também foram eliminados no Q1, largando do fundo do grid no domingo.
Q2: RBR fica pelo caminho
A segunda etapa do classificatório estava tranquila até a última tentativa de voltas rápidas dos pilotos. O drama da Red Bull começou quando Sergio Pérez rodou e comprometeu seu desempenho, ficando com a 13ª colocação. Essa é a primeira vez, em 102 corridas, que a equipe austríaca teve os seus dois carros eliminados antes do Q3 – a última vez aconteceu no GP da Rússia, em 2018.
Seu companheiro de equipe, Max Verstappen, também não conseguiu melhorar sua performance em relação à primeira volta rápida. O holandês foi superado por Liam Lawson (AlphaTauri), que está substituindo Daniel Ricciardo, se recuperando depois de uma lesão na mão. Isso fez com que o bicampeão ficasse com o 11o lugar na largada.
Verstappen, além do resultado ruim, foi investigado pelos comissários depois da sessão por ter atrapalhado Yuki Tsunoda, Logan Sargeant e bloqueado a saída do pitlane. A direção de prova, no entanto, optou por puni-lo apenas com uma advertência, sem perder posições no grid.
Q3: Pole tifosi e espanhola
Na última parte, com certo domínio da Ferrari, tudo indicava que a dupla da equipe italiana ficaria na primeira fila. Com a bateria de voltas rápidas, Carlos Sainz e Charles Leclerc marcaram os melhores tempos, seguidos pela McLaren de Lando Norris.
Porém, na segunda rodada de voltas lançadas, nenhum dos três conseguiu melhorar a performance. Oportunidade para George Russell (Mercedes) cravar o segundo melhor tempo do Q3, roubando a dobradinha Tifosi. Sainz manteve a primeira colocação, conseguindo a segunda pole consecutiva.