Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

O time da casa saiu derrotado no jogo de estreia do Brasileiro, marcado por controvérsias na arbitragem
por
Daniel Santana Delfino
Arthur Pessoa
Pedro Paes
|
16/04/2024 - 12h

Na tarde do último domingo (14), Atlético Goianiense e Flamengo se enfrentaram pela rodada de estreia da Série A do Brasileirão, no Estádio Serra Dourada, na capital goiana. O que tinha tudo para ser uma partida tranquila, acabou sendo um dos jogos mais polêmicos da primeira rodada.

O gramado do estádio não estava em condições de receber um jogo desse porte, tendo areia levantada a cada lance, e até mesmo um buraco no meio de campo. Entretanto, maior do que a polêmica do Serra Dourada, foi a da arbitragem. O juiz André Luiz Skettino Policarpo Bento, da Federação Mineira de Futebol, foi alvo de reclamações dos dois clubes, mas principalmente do lado goiano.

Logo aos 13 minutos de jogo, o técnico do Dragão, Jair Ventura, foi expulso por excesso de reclamações, fato que indignou até mesmo o técnico do outro clube rubro-negro, Tite. Aos 46 do primeiro tempo, o árbitro deu cartão vermelho para o zagueiro Alix Vinícius, gerando a segunda polêmica do jogo. Na segunda etapa, aos 22 minutos, Léo Pereira, zagueiro do time carioca, deu um encontrão em Luiz Felipe, ocasionando um pênalti para o Atlético Goianiense,que viria a ser desperdiçado dessa vez gerando reclamações do lado flamenguista.

Com tantas ações da arbitragem, o mineiro deu 11 minutos de acréscimo e no finalzinho da partida, aos 98, assinalou penalidade máxima para o Flamengo, aos 101’ expulsou Maguinho, do ACG, por conduta violenta e aos 103’ o pênalti finalmente foi cobrado. O lado flamenguista ainda reclamou do chute de Alejo no peito do Ayrton Lucas ter resultado apenas em amarelo.

Ao final do jogo, na súmula (documento oficial do confronto), o árbitro André Luiz escreveu nas observações que foi insultado pelo ''Dragolino'', mascote do time de Goiás, após o fim do duelo: “Relato que após o término do jogo quando a equipe de arbitragem se dirigia para o vestiário, foi abordado pelo mascote, identificado como senhor Paulo Marcos, proferiu as seguintes palavras: seus filhos da p***, ladrões, vai tomar no seu c*’”.

Pelo lado goiano, o time de Jair Ventura até conseguiu dar sustos no gol de Rossi, mas com todas as ocasiões do primeiro tempo, o Atlético-GO foi para o vestiário com a derrota parcial.

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Atlético-GO e Flamengo se enfrentaram na estreia do Brasileirão - Imagem: Ingryd Oliveira / ACG
 
 

Na volta para o segundo tempo, mesmo com um a menos, o time da casa trabalhou bem a bola e em um cruzamento certeiro de Maguinho, Luiz Fernando com uma boa cabeçada empatou o jogo no Serra Dourada. A equipe goiana tinha chances de virar o jogo, mas com o pênalti desperdiçado e anulação do gol pelo VAR, o Atlético-GO saiu com a derrota.

O Flamengo não demonstrou uma boa partida. O time dependeu de lances de bola parada para fazer os seus gols, na cobrança de falta majestosa de De la Cruz, — no lance do primeiro vermelho polêmico — que fez o seu primeiro gol com a camisa do clube carioca, e com o pênalti do Pedro — também vindo de um lance polêmico de arbitragem. Essas foram as únicas finalizações flamenguistas ao alvo.

Fluminense comemorando o título de campeão carioca// (Reprodução Mailson Santana/Fluminense FC)
Pedro comemorando o gol da virada do Flamengo - Imagem: Marcelo Cortes/CRF
 

É verdade que o estado do gramado, já citado anteriormente, atrapalhou o estilo de jogo do Tite, que envolve mais a troca de passes rápidos, mas ainda assim, a equipe decepcionou. Um dos principais pontos negativos foi a escalação de Ayrton Lucas na lateral direita. O técnico não quis mudar seu estilo de jogo na partida, mesmo com os desfalques no elenco, o que resultou em dois laterais perdidos e um time pouco produtivo, além da falta de variação tática do time.

Pela rodada do Brasileirão, o Atlético-GO encara o Botafogo, na quinta-feira (18), às 21h30 (horário de Brasília), no estádio Nilton Santos. O Flamengo enfrenta o São Paulo na quarta-feira (17), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. 



 

Desde 2012, o Campeonato Brasileiro de League of Legends faz história e influencia gerações
por
Maria Elisa Tauil
Matheus Monteiro
Pedro Premero
|
16/04/2024 - 12h

O que é League of Legends?

League of Legends, mais conhecido como LoL, é um MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) onde duas equipes de cinco jogadores se enfrentam com o objetivo de destruir o nexus inimigo. Os jogadores são divididos em uma selva e três rotas: superior, meio e inferior. No mapa há vários objetivos nos quais as equipes disputam para ganhar melhorias e acumular ouro, sendo eles as Vastilarvas, o Arauto do Vale, os dragões elementais, o dragão ancião e o Barão Na’shor.

Lançado em 2009, o jogo disponibiliza mais de 160 campeões, cada um com sua particularidade e kit de habilidades. Os personagens são divididos em seis classes: lutadores, tanques, magos, assassinos, suportes e atiradores.

O game começou a ter um cenário competitivo em 2011, e no ano seguinte, foi criado o Campeonato Brasileiro de League of Legends, mais conhecido como CBLOL, sendo ele o maior campeonato de eSports do Brasil.

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Palco da Arena CBLOL. Foto: Maria Elisa Tauil/AGEMT

CBLOL: 12 anos de história

O início do cenário competitivo brasileiro de League of Legends veio em 2012, pouco tempo depois do lançamento do servidor do jogo no Brasil. Em uma entrevista exclusiva para AGEMT, Murilo “Takeshi” Alves, ex-jogador profissional e atual caster do Campeonato, conta como foi a sensação de presenciar esse acontecimento:

“Quando chegou o evento de inauguração do servidor brasileiro, foi uma parada muito legal. A gente começou a viver outro jogo, se for pensar assim sabe?” Nascido em 1993, Takeshi começou a competir quando o Brasil ainda não possuía servidor próprio. Ao longo de seus 13 anos de carreira, o ex-jogador ficou conhecido como “eterno vice”, devido a quantidade de vezes que ficou em segundo lugar no campeonato brasileiro, cinco no total.

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Murilo Alves, começou a jogar em 2010 e passou a competir em outubro de 2011. Reprodução/X

Conforme Takeshi, os jogadores saíram de 200 de ping para jogar com 8, “o tempo de resposta é um outro jogo, completamente diferente, você tem toda tradução, é legal assim ver a dublagem, tudo traduzido pra você, foi uma parada muito legal.”

Nesse mesmo ano, o primeiro torneio de caráter nacional foi realizado diretamente na Brasil Game Show, a maior feira de games da América Latina, realizada anualmente em São Paulo. O torneio aconteceu durante os três dias de evento e contou com uma premiação de R$50 mil.

O campeonato foi disputado por oito equipes selecionadas, através de três qualificatórios abertos. As vencedoras de cada qualificatória garantiram uma vaga - sendo elas paiN Gaming, Insight Esports e VTi Ignis. As outras cinco vagas ficaram com as equipes que mais somaram pontos nos classificatórios: vTi Nox, inFluxo Gaming, RMA e-Sports, CNB e Verdict.


O torneio acabou sendo decidido pelas equipes irmãs: vTi Ignis e vTi Nox. As duas lineups contavam com jogadores conhecidos até hoje no cenário brasileiro.


A vTi Ignis, que foi a campeã do torneio, tinha como seu jogador mais notável, o top laner, Mylon. O jogador ganhou mais dois campeonatos ao longo de sua carreira, e participou da lendária line-up da paiN de 2015. A bot lane da Ignis era composta pelo atirador ManaJJ, e o suporte Alocs, dois jogadores que marcaram o cenário por seu carisma e pioneirismo.

A equipe da Nox, que conquistou o segundo lugar do campeonato, também apresentava alguns nomes notáveis: o Loop, suporte da equipe que conquistou o título brasileiro em 2014, e o mid laner Yetz, um dos maiores criadores de conteúdo sobre o game no país.

O torneio de 2012 acabou gerando muito apelo entre os presentes na BGS e foi uma das principais atrações do evento, abrindo espaço para o crescimento da competição para os próximos anos.

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Jogadores da vTi Ignis, a primeira campeã brasileira. Foto: Divulgação/Riot Games

Em 2013, o campeonato subiu mais um patamar e foi realizado num evento próprio, no WTC Golden Hall, em São Paulo. Entretanto, diferente do primeiro ano, a competição contou com quatro qualificatórios online para definir os times que jogariam a fase final.

Os times que disputaram foram: Keyd Team, CNB e, Pain Gaming, RMA e-sports, Peesplay Gaming, Play Art, Nex Impetus e Action Team Sports.
O torneio foi disputado em 3 dias, onde os times foram separados em dois grupos, com os dois primeiros de cada um, avançando para as finais. A paiN Gaming, equipe que seria reconhecida como os Tradicionais, faturou o título.

Em 2014, a temporada brasileira passou a ter dois campeonatos durante o ano, algo parecido com os splits atuais. Além disso, o termo CBLOL surgiu para nomear o Circuito Brasileiro de LoL.

Durante o ano seguinte, o Campeonato Brasileiro de League of Legends passou por grandes transformações: a chegada de jogadores estrangeiros pela primeira vez num torneio nacional e as partidas passaram a ser disputadas presencialmente nos estúdios da Riot Games em São Paulo, em modelo de liga, com formato semanal.


Durante 2015, o CBLOL enfrentou uma nova reformulação: com partidas semanais, disputadas em São Paulo, a competição ganhou formato de liga com duas etapas anuais, valendo classificação para os campeonatos internacionais, Mid-Season Invitational (MSI) e o Worlds.

Segundo Takeshi, foi durante esse ano, com a final do 2° Split no Allianz Parque, em São Paulo, que a competição passou a ter uma estrutura mais profissional: “O campeonato passou a ser de fato da Riot, a Riot produzindo, transmitindo, tendo essa parceria com os times.”


O ano de 2016 teve apenas uma grande mudança no regulamento: as chamadas “equipes-irmãs", não seriam mais permitidas. As organizações foram proibidas de ter mais de um time no campeonato: a INTZ Red acabou se tornando Red Canids e a Kabum Black virou Operation Khino.

Dentro do jogo, foi um ano dominado pela INTZ. Pela primeira vez, desde que o esquema de etapas foi implementado, o CBLOL teve uma mesma equipe vencendo as duas etapas no ano, se tornando a primeira equipe tricampeã no Brasil. Grande parte desse sucesso ocorreu devido ao retorno do caçador Revolta à equipe.

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Jogadores da INTZ comemorando a vitória do 2º Split do CBLOL 2016, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Foto: Reprodução/Riot Games

Na temporada 2017, o último time na fase de classificação, passou a ser rebaixado automaticamente. Outra mudança, foi a punição monetária para as organizações que realizavam as inscrições de jogadores fora do prazo. Além disso, devido uma mudança no formato do Worlds, os times brasileiros passaram a se classificar diretamente no Mundial, sem a necessidade de concorrer a uma competição prévia.

Foi em 2018, também, que o CBLOL teve mais algumas atualizações: introdução do sistema de escala nos playoffs e as séries melhores de três partidas (MD3), aumentando o número de jogos no campeonato. A Kabum foi o grande nome desse ano, conquistando ambos os splits.

Já em 2019, a fase classificatória deixou de ser disputada em formato de escala. Os times passaram a jogar, em três turnos, séries melhores de um (MD1), onde os quatro primeiros colocados avançaram para os playoffs. Esse formato se manteve até 2020.

O ano de 2021 foi marcado pela estreia do sistema de franquias no CBLOL. Da mesma forma que é feito em torneios de esportes tradicionais, como a NBA, pelo preço de R$4 milhões a R$4,4 milhões pelas vagas,  as equipes se tornaram sócias da Riot Games. Com isso, além das equipes tradicionais como a paiN Gaming e a INTZ, novos times estrearam no cenário: o Cruzeiro, a Rensga e a LOUD.

Em 2022, após sete anos no Estúdio Qanta, na Vila Leopoldina, o Campeonato Brasileiro de League of Legends passou a ter uma nova casa: a Arena CBLOL. Localizada na Avenida Thomas Edison. 849, na Barra Funda, em São Paulo, o local comporta 142 torcedores e seus ingressos são esgotados em questão de segundos.

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Dentro da Arena CBLOL. Foto: Maria Elisa Tauil/AGEMT

Para o caster Takeshi, a experiência de estar em contato constante com a torcida é algo único. “Eu acho que todos os jogadores da minha época, que pararam antes disso, sentem uma vontade de viver esse momento,” conta o ex-jogador. “Você faz um Barão e as coisas ficam mais intensas com a Arena, com o pessoal. A gente consegue ter esse gostinho, que na minha época só em grandes finais e é um gosto maravilhoso, imagina ter isso todo final de semana.”

“Como ex-jogador queria ter tido a oportunidade de toda semana ir trabalhar com a torcida.”

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Torcida da LOUD na Arena CBLOL. Foto: Maria Elisa Tauil/AGEMT

Em 2023, a mudança aconteceu nas equipes: o Fluxo comprou a vaga da Rensga, a Los Grandes do Flamengo e a Vivo Keyd Stars adquiriu o lugar da Miners.

O CBLOL 2024 também contou com mudanças no formato dos playoffs. Todos os times passaram a se classificar para a chave superior, onde os dois primeiros colocados na tabela avançam direto para a segunda rodada. Além disso, o primeiro lugar pode escolher, dentre os vencedores da primeira rodada, contra qual equipe quer jogar. A última modificação ocorreu no critério de desempate da fase regular.

Após mais de uma década de existência, o CBLOL se tornou o maior campeonato de eSports do Brasil. Na entrevista para a AGEMT, Takeshi conta que nunca imaginou que o Campeonato Brasileiro de League of Legends teria a proporção que tem hoje:

“As coisas foram crescendo junto, então (eu) não fazia a menor ideia de onde que ia parar tudo isso. Se eu voltasse lá pra 2013 e falasse: vai ter uma final no Maracanãzinho, no Allianz, na Jeunesse Arena, no Ibirapuera, não tá maluco isso daí. Não se passava isso na minha cabeça.”

CBLOL: UM FENÔMENO CULTURAL 

É inquestionável o impacto do jogo League of Legends no universo dos esportes eletrônicos. Mesmo com todo investimento da Riot Games no cenário competitivo, uma das principais chaves para todo esse sucesso está na torcida, um dos principais motores da popularização do Campeonato Brasileiro de League of Legends.

Em 2023, a final do 1º Split reuniu, de forma online, 276.078 pessoas simultaneamente. Presencialmente, os ingressos se esgotaram em cerca de 30 minutos. O CBLOL, além de uma opção de entretenimento, se tornou uma forma de expressão cultural e uma maneira de construir vínculos sociais.

Os fãs do eSport, assim como qualquer outro torcedor, são devotos aos seus times e levam sua paixão para além da tela do computador. A TOTradicionais, dedicada ao time paiN Gaming, foi fundada em 2018 e é a primeira torcida organizada no cenário brasileiro:

“A ideia, no começo, foi juntar um ciclo de amigos e aí foi crescendo. E basicamente foi isso, sabe? Juntar o pessoal que torce pra paiN, pra torcer pra paiN num lugar reservado,” relata Sora de 23 anos, responsável pela comunicação da organização.

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Torcedor da paiN Gaming. Foto: Maria Elisa Tauil/AGEMT

O torcedor da paiN Gaming, que acompanha o campeonato desde 2013, conta que existem oito pessoas envolvidas na diretoria da TOT e cada direção tem pelo menos uma pessoa com a função de staff para ajudar. Com a faixa etária que varia entre pré-adolescentes, até pessoas por volta dos 30 anos, a torcida organizada vai além do CBLOL:

“Além de torcer, a gente faz trabalho voluntário e arrecadamos valores para ONGs também” conta Sora. “Ter esse tom acolhedor para que as pessoas não só torçam com a gente, ou com outras organizadas, mas deixar um clima bem agradável.”

Além de movimentar torcidas, o Campeonato Brasileiro de League of Legends também consegue criar um sentimento de pertencimento nos fãs: “Eu jogo League of Legends desde o meio de 2014, comecei jogando com amigos de forma extremamente casual, porém logo no final do ano, assisti a final do mundial entre Samsung White e StarHorn Royal, que terminou com um 3 a 2 para a Samsung,” relata Luis Teixeira de Carvalho, de 22 anos. “Ali nasceu meu amor pelo LoL competitivo e pelo estilo de jogo coreano.”

“Desde do segundo split de 2015 passei a acompanhar assiduamente o CBLOL, pois sempre gostei muito da competitividade e do ecossistema das organizações, principalmente as tradicionais que se mantêm até hoje, todas as rivalidades e os clássicos que criaram toda uma mística no dia de jogo,” relata.

Para o apresentador Murilo “Takeshi” Alves, o grande diferencial da competição brasileira é a comunidade. “É muita coisa que gira em volta do LoL e obviamente do CBLOL.” aponta o caster. “A comunidade brasileira de League of Legends é diferente, tudo aqui funciona de maneira muito legal e as pessoas gostam e espero que continuem gostando.”

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Torcedor do time LOUD. Foto: Maria Elisa Tauil/AGEMT

Para o ex-jogador, sua relação com público é baseada no carinho. “Eu posso falar por mim, não falo todos os casters, 99.9% das pessoas que me vem na Arena falam comigo na minha stream etc, todo mundo elogia bastante, fala muito do bom trabalho, que gostam muito, que são muito fãs.” Ele comenta que como caster nunca teve uma experiência negativa e ainda destaca que só tem elogios ao apoio do público que acompanha o campeonato.

Mesmo com adversário expulso, Timão não marca contra o Galo na 1ª rodada do Brasileirão
por
Beatriz Barboza
Fernando Muro
|
16/04/2024 - 12h

Neste domingo (14), a disputa de estreia do Campeonato Brasileiro entre Corinthians e Atlético Mineiro terminou em 0 a 0 na Neo Química Arena. Mesmo com a expulsão de Rodrigo Battaglia nos acréscimos do primeiro tempo, o Timão não soube aproveitar a superioridade numérica e, assim como o adversário, garantiu somente um ponto na competição.

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Corinthians e Atlético-MG estreiam no Brasileirão de 2024. (Foto: Pedro Souza/Atlético)

PRIMEIRO TEMPO

A etapa inicial foi equilibrada entre os times. O Corinthians, mais organizado, se manteve forte na marcação e garantiu competitividade sem a bola. A equipe mineira investiu nos contra-ataques e criou melhores oportunidades com Hulk e Paulinho no ataque.

Rodrigo Garro teve a chance de marcar na cobrança de duas faltas, que não foram convertidas em gols. Renzo Saraiva abriu o placar a favor do Galo, mas a arbitragem marcou o impedimento. Nos acréscimos, Battaglia foi expulso após receber o segundo cartão amarelo, por falta em Yuri Alberto.

POLÊMICA NA ARBITRAGEM 

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Fagner questiona a arbitragem após ser penalizado com cartão amarelo. (Foto: Ettore Chiereghini/AGIF)

Aos 31 minutos, Yuri da Cruz penalizou Fagner com cartão amarelo pela falta cometida no desarme contra Zaracho. A decisão do juiz foi questionada em campo pelos atleticanos e criticada em uma nota divulgada pela diretoria do clube após o jogo.

O Atlético exige um árbitro que cumpra as diretrizes apresentadas pela comissão de arbitragem para o Brasileirão e um VAR que se pronuncie diante de jogadas evidentemente violentas”, declarou o comunicado.

A atuação de Yuri também foi reprovada pela equipe paulista. O juiz citou Augusto Melo, presidente do Corinthians, e Rubão, diretor de futebol, na súmula da partida por reclamações e ofensas. Após o apito final, o técnico português, Antônio Oliveira, foi expulso pelo mesmo motivo.

SEGUNDO TEMPO

Com um a menos, o Galo voltou para a segunda etapa substituindo o meia Igor Gomes pelo zagueiro Igor Rabello, visando fortalecer seu sistema defensivo. Ao longo dos 45 minutos finais, a equipe mineira se defendeu e soube “matar relógio”. Com cartões amarelos para Hulk, Éverson e Saraiva no caminho.

Devido à expulsão de Rodrigo Battaglia, o Galo não levou muito perigo à meta defendida por Cássio. O goleiro atleticano, Everson Felipe, defendeu bem o chute de Wesley no lance mais ofensivo do Timão. Apenas aos 51 minutos, Gustavo Scarpa bateu falta na entrada da área e obrigou o arqueiro corinthiano a fazer boa defesa.

MAIOR "POROPOPÓ" DA HISTÓRIA

Mais de 44 mil torcedores foram à Itaquera para o jogo de estreia do Campeonato Brasileiro. A Fiel Torcida lotou a Neo Química Arena e protagonizou o maior “poropopó” da história do Corinthians, orquestrado pela Gaviões da Fiel em conjunto com o clube.

Na próxima quarta-feira (17), o Corinthians enfrenta o Juventude às 20h, no Estádio Alfredo Jaconi, no Rio Grande do Sul. No mesmo dia, o Galo recebe o Criciúma na Arena MRV, em Belo Horizonte, às 20h.

Com dois gols pra cada lado, ninguém sai com a vitória no Maracanã
por
Giulia Cicirelli Verardo
Vitor Bonets
Isabela Fabiana
|
16/04/2024 - 12h

 

Na noite do último sábado (13), Fluminense e Red Bull Bragantino se enfrentaram em confronto válido pela 1º rodada do Campeonato Brasileiro 2024. Em um jogo aberto, as equipes foram em busca da vitória desde o primeiro minuto. Porém, tanto os donos da casa quanto os visitantes saíram com o gosto amargo do empate. Lima marcou duas vezes para o Tricolor na partida. Já pelo lado do Massa Bruta, Sasha e Borbas foram os autores dos gols. 

 

 

PRIMEIRA ETAPA

Mesmo com o desempenho um tanto quanto decepcionante de ambas as equipes em seus respectivos estaduais, a estreia no campeonato nacional gerou grande expectativa nos torcedores. As equipes entraram em campo com uma missão: os 3 pontos. Fernando Diniz e Pedro Caixinha lançaram seus times para o ataque e o que se esperava de um embate entre dois técnicos ofensivos, aconteceu. 

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Eduardo Sasha e German Cano em disputa pela bola.
Imagem/reprodução: Ari Ferreira/Instagram.com/redbullbragantino

O primeiro tempo da partida foi bem movimentado e começou com o RB Bragantino no controle do jogo. Mesmo fora de casa, a equipe pressionou a linha de defesa do Fluminense e garantiu a posse de bola durante os primeiros minutos. Os donos da casa entraram no jogo após uma bola recuperada no meio de campo, que terminou em um chute de fora da área de Samuel Xavier e grande defesa de Cleiton. Na batida do escanteio, também de longa distância, Marquinhos mandou uma bomba no travessão. 

  

Nos últimos 15 minutos da etapa inicial, o Fluminense dominou o jogo e obrigou o goleiro Cleiton a fazer grandes defesas. Nos acréscimos, em uma falha defensiva do Bragantino, o Tricolor conseguiu um escanteio. Na cobrança, Lima, um dos jogadores mais contestados pelos torcedores nas últimas partidas, abriu o placar de cabeça para os mandantes, que foram para o vestiário com 1 a 0 a seu favor. 


 

SEGUNDA ETAPA

 

A vantagem da equipe carioca não durou muito tempo. Nos primeiros dez minutos da segunda etapa, o RB Bragantino já havia desmontado toda a superioridade e euforia do time de Diniz. Os comandados de Caixinha voltaram do intervalo em busca da virada e logo no primeiro lance do segundo tempo, Eduardo Sasha subiu mais que a defesa e de cabeça empatou o jogo. Em jogada semelhante ao primeiro gol, Thiago Borbas recebe cruzamento de Vitinho pela esquerda e também de cabeça marca para o Massa Bruta. Mais uma vez, a dupla de suplentes fez  a diferença para a equipe do interior. 

 

O RB Bragantino não deu chances ao Fluminense nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, mas não é à toa que a equipe carioca é chamada de “time de guerreiros”. Mesmo com o jogo apertado, bastou a primeira tentativa Tricolor para sair o gol de empate. Dessa vez, o tão criticado Lima, arriscou um chute de longe e contou com a sorte. A bola bateu no defensor no meio do caminho e o desvio matou o goleiro.  O final do jogo foi eletrizante e cheio de chances, mas a vitória não veio. Em um jogo cheio de gols, nenhum dos dois times saiu satisfeito com o resultado. 

 

PRÓXIMOS PASSOS

 

Com o empate, as duas equipes ficam com apenas um ponto na classificação geral do campeonato. O Fluminense volta a campo pelo Campeonato Brasileiro em duelo contra o Bahia, em Salvador. A partida acontece na terça-feira (16), às 21:30. Já o Bragantino,  joga a 2º rodada do Brasileirão contra o Vasco, no estádio Nabi Abi Chedid, às 19:00hrs do dia 17/04. 

De virada, o colorado vence a equipe baiana com gols de Wesley e Fernando no Beira-Rio
por
Isabella Santos
Daniel Dias
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15/04/2024 - 12h

Em jogo marcado por reclamações da torcida, erros de passes e pouca criatividade no primeiro tempo, o Internacional venceu o Bahia no Beira-Rio Rio por 2 a 1, neste sábado (13), às 18h30, pela primeira rodada do campeonato brasileiro.

Antes mesmo do início da partida, a equipe do Internacional foi recebida no Beira Rio com uma série de vaias por parte da torcida, que protestava contra o resultado obtido no último jogo da Sul-Americana. Quando o árbitro deu o apito inicial, ambas as equipes começaram errando muitos passes e mostraram pouca eficiência na criação de jogadas. O primeiro lance de perigo ocorreu apenas aos 17 minutos, em uma cobrança de escanteio na qual Thiago Maia cabeceou para uma defesa impressionante de Marcos Felipe.

O jogo permaneceu equilibrado, com ambas as equipes jogando de forma intensa na tentativa de abrir o placar. No entanto, os dois lados pareciam nervosos e continuavam a errar passes e chutes, apesar das boas defesas realizadas pelos goleiros.

Everton Ribeiro e Jean Lucas foram os que chegaram mais perto de marcar antes do intervalo. O primeiro, em um lance de bate e rebate na defesa aos 26 minutos, com um chute que raspou a trave do goleiro Rochet. E o segundo, arrancando pela direita, tabelando com Santiago Arias e obrigando Rochet a fazer uma bela defesa. O fim do primeiro tempo foi marcado por um jogo truncado, com diversas faltas cometidas por ambos os lados.

Após vaias da torcida durante o intervalo, o segundo tempo se iniciou com a entrada de Wesley e Bruno Henrique pelo Internacional no lugar de Bruno Gomes e Thiago Maia e Cauly no lugar de Oscar pelo Bahia. Os primeiros minutos do segundo tempo foram marcados pela pressão do clube gaúcho. A equipe parecia ter melhorado sua marcação e apresentou mais jogadas perigosas, apesar da dificuldade em colocar a bola na rede, com defesas brilhantes do goleiro Marcos Felipe.

Ceni optou pela entrada do atacante Biel, buscando mais velocidade nas jogadas. E logo na primeira bola em que o jogador recebeu de Everton Ribeiro na área colorada, Biel, de 23 anos, marcou seu primeiro gol com a camisa do Bahia.

 Foto: Letícia Martins
Inter e Bahia se enfrentam pela primeira rodada do Brasileirão. 

Dois minutos após o lance, o Inter reagiu e marcou o gol de empate com Wesley, a partir de um arremesso lateral com péssima marcação da equipe nordestina. Com o empate, o jogo esquentou nos 15 minutos finais, e aos 39, o veterano Fernando fez gol de cabeça e deixou o placar favorável para a equipe gaúcha.

Fim de jogo vitorioso para o Internacional, que conseguiu mostrar aos 22.000 torcedores presentes no Beira-Rio um bom futebol dentro de campo, garantindo os primeiros três pontos do campeonato.

Foto: Diego Vara
Wesley comemora seu primeiro gol com a camisa do Internacional.

As equipes voltam a campo para a segunda rodada do campeonato. Na terça-feira (16), o tricolor enfrentará o Fluminense em casa, e o Colorado enfrentará o Palmeiras na Arena Barueri, na quarta-feira (17).