Ato em defesa dos professores na PUC-SP

Estudantes do MUP (Movimento por uma Unidade Popular) realizaram assembleia aberta que denunciou a precarização das condições de trabalho e ensino na universidade
por
Ana Julia Bertolaccini
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23/09/2023 - 12h
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Aluna da PUC-SP utilizando o megafone para chamar os estudantes para participar da assembleia aberta na prainha. Foto: Ana Julia Bertolaccini

Estudantes integrantes do MUP (Movimento por uma Unidade Popular) realizaram uma assembleia aberta na prainha da PUC-SP, no dia 29/09, com o objetivo de denunciar a aprovação da deliberação 3/2023 do CONSAD, destinada aos próximos professores contratados, a qual traz mudanças que prejudicam principalmente professores negros e pardos que podem receber os primeiros salários já com uma diminuição de 20% do valor acrescido hora-aula na base de cálculo do fator de trabalho docente. Isso é, um profissional que recebe um salário de três mil reais, passará a ganhar apenas mil e quinhentos, 50% a menos. A relação com a causa racial acontece pois a Pontifícia Universidade Católica adotou recentemente uma política afirmativa de cotas, que busca chegar a porcentagem de 37% de docentes negros e pardos contratados no total de seu quadro. Sendo assim, a desigualdade racial entre professores negros e  brancos pode ser agravada pela diferença de salário no exercício de uma mesma função dentro da instituição.

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Estudantes integrantes do MUP explicando sobre as consequências da aprovação da deliberação e organizando a ordem das falas de professores, alunos e representantes de outros núcleos estudantis. Foto: Ana Julia Bertolaccini