Torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista, lotando avenidas e pontos turísticos da capital
por
Beatriz Porto
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04/06/2026 - 12h

No último sábado (30), Arsenal e Paris Saint Germain entraram em campo para o jogo decisivo que definiu o campeão da UEFA Champions League. A partida que aconteceu na Puskás Arena, em Budapeste, foi marcada pela intensidade e decisões em pênaltis. 

Logo no início do primeiro tempo da final, o PSG impôs desde o apito inicial um ritmo intenso, tentando sufocar a saída de bola do Arsenal. A equipe parisiense dominou a posse de bola, com Vitinha organizando as jogadas no meio-campo e Kvaratskhelia explorando as laterais com dribles e passes precisos.

Apesar da superioridade parisiense, o Arsenal mostrou eficiência ao aproveitar um contra-ataque rápido, aos seis minutos Kai Havertz abriu o placar que trouxe esperança ao time londrino.

Durante o segundo tempo o Paris Saint Germain manteve a intensidade, pressionando o Arsenal e controlando a posse de bola. Embora os parisienses tenham cercado a área adversária, o Arsenal resistiu bravamente, defendendo-se com organização. 

Mesmo com o PSG criando oportunidades e aumentando o ritmo, o gol de empate só saiu  em um pênalti convertido por Dembélé aos 19 minutos da segunda etapa.

A prorrogação manteve o ritmo intenso da partida, com ambas as equipes demonstrando desgaste físico, mas sem abrir mão da busca pela vitória. O PSG tentou acelerar o jogo, explorando as laterais e arriscando finalizações de média distância, enquanto o Arsenal manteve sua postura defensiva sólida, apostando em contra-ataques rápidos para surpreender.

Porém, apesar das tentativas de ambos os lados, o placar permaneceu empatado, e a decisão foi encaminhada para os pênaltis, aumentando ainda mais a tensão entre jogadores e torcedores.

Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg
Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg

Já nas cobranças de pênaltis, o Paris demonstrou maior eficiência nas cobranças e venceu por 4 a 3, garantindo o título europeu. O momento decisivo aconteceu quando o Arsenal desperdiçou uma de suas cobranças, permitindo que a equipe parisiense confirmasse a conquista do bi campeonato. 

Após o título do PSG sobre o Arsenal na final da Champions League, a França viveu uma mistura de euforia e tensão. Milhares de torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista europeia, lotando avenidas e pontos turísticos da capital. Entretanto, a festa foi parcialmente ofuscada por confrontos, atos de vandalismo e centenas de detenções registradas em diversas cidades francesas.
 

Fonseca lutou, mas foi derrotado por Jakub Mensik por 3 sets a 0
por
Marcello Toledo
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03/06/2026 - 12h
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
 

Na última terça-feira (2), o brasileiro deu adeus a Roland Garros. As parciais foram de 6/4, 6/3 e 7/6 (7/3) em um jogo de 2 horas e 44 minutos contra o tcheco Mensik que, assim como João, é um dos maiores expoentes da nova geração e participou de sua primeira semifinal de Grand Slam.

A partida foi marcada por uma excelente performance de Mensik, dotado de uma frieza atípica para seus 20 anos, o atleta sacou muito bem e ganhou inúmeros pontos com seu backhand espetacular, característico da escola tcheca. No próximo round, ele enfrentará o favorito Alexander Zverev.

O melhor momento de João foi no 3 set, quando ele conseguiu quebrar o saque de Mensik duas vezes, se mostrando mais concentrado e com mais ritmo. Mesmo assim o tcheco conseguiu se recuperar e fechou a partida no tie break.

Apesar da derrota, João Fonseca sai de Paris consagrado. Aos 19 anos, ele se tornou o brasileiro mais jovem a alcançar as quartas de final de um Grand Slam desde a era aberta, superando marcas de ídolos do passado. Em sua trajetória neste torneio, ele deixou para trás nomes como Novak Djokovic e Casper Ruud.

Com os pontos somados, Fonseca deve dar um salto significativo no ranking da ATP, aproximando-se do Top 20 mundial. O foco do brasileiro agora se volta para a temporada de grama, que deve prepará-lo para Wimbledon.
 

Depois de quase 9 anos, o Alviverde voltou a derrotar o Mengão no Campeonato Brasileiro. Com o fim da 17ª rodada, o meio de tabela continua embolado
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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26/05/2026 - 12h

Nos dias 23, 24 e 25, os times da Série A do Brasileirão disputaram a penúltima rodada antes da parada da Copa. Mirassol venceu e continua na briga para sair da zona de rebaixamento. Apenas o jogo entre São Paulo e Botafogo terminou empatado.

Vitória 2 X 0 Internacional

No primeiro jogo da rodada, às 17h, no último sábado (23), o Vitória venceu o Internacional por 2 a 0, no Barradão, em Salvador (BA). A partida foi marcada por forte disputa física, pressão colorada e polêmica envolvendo a arbitragem. o Rubro-Negro baiano foi mais eficiente nas oportunidades criadas e garantiu um importante resultado diante da torcida. 

O início do confronto foi equilibrado, com o Internacional controlando a posse de bola e tentando construir jogadas desde o campo de defesa. Apesar do maior volume de jogo, a equipe gaúcha encontrou dificuldades para furar a marcação do Vitória, que apostava em transições rápidas pelos lados do campo.

A estratégia dos donos da casa surtiu efeito aos 29 minutos do primeiro tempo. Após arrancada de Erick pela direita, o atacante cruzou na segunda trave para Renê, que apareceu livre e cabeceou para o fundo das redes e abriu o placar para o Leão.

Ainda na primeira etapa, um dos lances mais discutidos da partida gerou reclamações por parte dos jogadores do Internacional. Bernabei recebeu lançamento dentro da área, dividiu com o goleiro Lucas Arcanjo e caiu pedindo pênalti. O árbitro marcou impedimento na origem da jogada e ainda aplicou cartão amarelo ao atleta colorado por simulação, decisão que provocou revolta entre jogadores e torcedores nas redes sociais.

Na volta do intervalo, o Internacional adotou postura mais agressiva e passou a pressionar em busca do empate. A equipe criou suas melhores oportunidades principalmente com Vitinho, Bernabei e Bruno Tabata. 

O Colorado acumulou finalizações e ocupou o campo ofensivo durante grande parte da segunda etapa, mas encontrou pela frente uma atuação segura do goleiro Lucas Arcanjo, que realizou defesas importantes para manter a vantagem do Vitória. 

Já no fim do jogo, aos 43 minutos, Bernabei recebeu o segundo cartão amarelo por uma entrada violenta e foi expulso do jogo, o que dificultou ainda mais a missão do time gaúcho.

Mesmo pressionado, o time baiano conseguiu sustentar o resultado e aproveitou os espaços deixados pelo adversário nos minutos finais.

Já nos acréscimos, Diego Tarzia puxou contra-ataque pela esquerda e finalizou cruzado para marcar o segundo gol e decretar o resultado a favor do Vitória.

A imagem mostra o elenco do Vitoria comemorando no vestiário
O Vitória quebrou a invencibilidade de quatro jogos do Inter na competição. Reprodução: Instagram/@ecvitoria

Com o resultado, o Vitória sobe na tabela e confirma seu momento de recuperação dentro da competição. A equipe vem apresentando evolução defensiva e maior eficiência ofensiva, fatores que têm sido fundamentais para a sequência positiva construída nas últimas rodadas.

Já o Internacional vê sua sequência invicta chegar ao fim e desperdiça a oportunidade de se aproximar das primeiras posições do campeonato. Apesar do maior volume ofensivo durante boa parte da partida, o Colorado voltou a sofrer com a falta de efetividade nas finalizações e deixou o Barradão sem pontuar. A derrota aumenta a pressão por maior regularidade da equipe na reta final antes da pausa da temporada.

São Paulo 1 X 1 Botafogo

Também às 17h, São Paulo e Botafogo empataram no Morumbi, na capital paulista. O Tricolor teve esteve vencendo até o final do jogo, mas o Fogão por meio de um golaço empatou nos minutos finais.

Para o Soberano, essa partida poderia ser a primeira vitória desde a chegada de Dorival Jr., técnico que está em sua terceira passagem pelo São Paulo. Nas anteriores, Dorival salvou o São Paulo do rebaixamento em 2017 e foi campeão da Copa do Brasil em 2023, a primeira da história do clube. 

Na atual passagem, o jogo contra o Bota seria apenas o segundo dele no cargo. Na escalação, o comandante ainda não conseguia contar com alguns dos destaques da equipe, como Marcos Antônio, fora por lesão na coxa; Bobadilla, outro destaque, estava fora por suspensão, e Dória, que vinha sendo titular, mas rescindiu com o clube após ameaças da torcida. 

Para o Botafogo foi para o estádio com confiança, após boas vitórias contra Corinthians, na Série A, e Independiente Petrolero, na Sula. 

O jogo era considerado difícil pelos desfalques. Franclim Carvalho, treinador alvinegro, teve que suprir as ausências de dois dos protagonistas do elenco: Alex Telles e o volante Medina. 

O experiente e ídolo do clube Marçal ocupou a vaga de Telles. No meio, Huguinho, jovem de 18 anos da base do clube, foi escolhido para o jogo. Além de Huguinho, outra “Joia do Bairro” escalada foi o zagueiro Justino, de 20 anos, para o lugar de Alexander Barboza, ídolo Botafoguense que se despediu no jogo contra o Corinthians. O zagueiro se transferiu para o Palmeiras.

Logo aos três minutos de partida, em um chute de fora da área de Arthur, o goleiro Neto espalmou e deu chance para Luciano abrir o placar para o São Paulo. Apesar do gol ter sido de Luciano, o grande protagonista do jogo na primeira etapa foi o ponta Arthur, emprestado pelo Botafogo ao São Paulo em abril, que foi o jogador de ataque mais acionado pela equipe no bom primeiro tempo do São Paulo.

Em contrapartida, o Fogão, que fez um primeiro tempo ruim, voltou do intervalo tomando mais o controle do jogo. Aos oito do segundo tempo, após falta levantada na área, Arthur Cabral cabeceou para dentro do gol, mas ele estava impedido. O São Paulo, após o gol anulado, teve algumas oportunidades de aumentar a vantagem, mas nenhuma efetiva. 

Aos 27, em outro cruzamento, Vitinho contou com o desvio de Arthur Cabral para, sozinho, marcar, mas novamente anulado por impedimento. O Alvinegro continuava martelando e, no último minuto do tempo regulamentar, em uma sobra de escanteio na entrada da área, Jordan Barrera finalizou de trivela no ângulo para calar o estádio tricolor.

A imagem mostra Jordan Barrera, do Botafogo, comemorando o gol
Jordan Barrera encerrou um jejum de sete meses sem marcar. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Ainda deu tempo para, aos 50, Chris Ramos, que veio do banco alvinegro, desperdiçar uma oportunidade dentro da grande área que poderia decretar a vitória visitante.

Mirassol 1 X 0 Fluminense

Mais tarde, às 19h, Mirassol e Fluminense se enfrentaram no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). O time da casa venceu com um placar magro, com o gol marcado no primeiro tempo, e começa a sonhar para sair da zona de rebaixamento nas próximas rodadas.

O confronto começou sem grandes chances para os dois times. Apenas aos 18 minutos, o Mirassol conseguiu uma boa finalização, que não levou tanto perigo. Em uma falta cobrada por Reinaldo na intermediária, Alesson cabeceou mas parou na defesa de Fábio.

Depois de sete minutos, o goleiro tricolor foi obrigado a trabalhar novamente em uma cabeçada. Alesson, pela ponta esquerda do campo, lançou para Daniel Borges finalizar em uma subida ofensiva.

Aos 35 minutos do primeiro tempo o Mirassol abriu o placar. Carlos Eduardo fez boa jogada pela direita e cruzou para a área, Samuel Xavier e Jemmes afastaram, porém a bola sobrou para Denilson na entrada da área, que finalizou de primeira no ângulo de Fábio. Com o golaço, o volante do Leão marcou seu primeiro gol na temporada.

Aos 47 minutos, Sávio marcou pênalti para o Fluminense. Soteldo cruzou a bola pela esquerda do campo e Samuel Xavier dominou dentro da pequena área. Reinaldo derrubou o lateral tricolor ao puxá-lo pelo ombro. Porém, o VAR entrou em ação e recomendou a revisão. Após conferir o lance novamente na tela, o árbitro decidiu pela não marcação da penalidade.

Na segunda etapa, o time carioca teve mais o comando do jogo, porém sem conseguir ser efetivo para empatar a partida. Mirassol continuou com seu plano de jogo. Se garantiu defensivamente e partia nos contra-ataques e nas pressões altas de seus atacantes.

A imagem mostra Denilson, do Mirassol, com o troféu de melhor da partida.
Eleito craque da partida, Denilson chegou no começo de 2026 e vem ganhando espaço nas últimas partidas do Leão. Reprodução: Instagram/@mirassolfc

Aos sete minutos, após interceptar o passe de Bernal, o autor do único gol da partida, finalizou com perigo de fora da área, porém o arqueiro do Fluminense defendeu e mandou para escanteio.

Sem muita criatividade dos dois times o jogo foi se arrastando e faltando dez minutos para o fim, Reinaldo teve outra oportunidade para garantir a vitória do Leão, porém, novamente parou em Fábio. O lateral esquerdo cobrou uma falta de longe com força e o goleiro foi obrigado a espalmar para escanteio. A boa partida do goleiro não foi o suficiente para evitar a derrota fora de casa.

Com os três pontos garantidos, o Mirassol se aproxima de Santos e Corinthians na tabela. A diferença de dois pontos para o Santos pode ser tirada em caso de vitória na partida atrasada que o Leão ainda precisa fazer contra o Flamengo. Já para o time da capital paulista, mesmo em caso de três pontos no jogo atrasado, a diferença ficaria em um ponto, insuficiente para sair da zona de degola.

Já pelo lado carioca, a derrota complicou o desejo tricolor de assumir a segunda posição do campeonato. Com o tropeço do Flamengo, diante do líder, Palmeiras, a diferença de um ponto poderia ter sido tirada em caso de vitória em Mirassol. Mesmo assim, o clube se manteve na mesma posição que iniciou a rodada.

Grêmio 3 X 2 Santos

Também às 19h, Grêmio e Santos se enfrentaram, na Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS). Na briga para se afastar da parte de baixo da tabela, o time tricolor venceu de virada, com dois gols do artilheiro Carlos Vinicius.

Ambas as equipes entraram determinadas a conquistar os três pontos. Aos 22 minutos que o time do Santos, teve sua primeira boa chance, após Rony ganhar a disputa dentro da área e tabelar com Gabriel Bontempo, que driblou a zaga e chutou, mas o goleiro defendeu. 

Aos 31, Miguelito roubou a bola de Caio Paulista e arrancou pelo meio, tocou para Gabigol sozinho, que só teve o trabalho de empurrar para marcar o gol. 

Nos minutos seguintes, Amuzu lançou na área. Carlos Vinicius subiu e cabeceou para o fundo do gol, sem chances para o Brazão. Já no final da primeira etapa, Noriega arriscou de fora da área, mas a bola foi à linha de fundo.

Aos nove do segundo tempo, Escobar cruzou na área e Bontempo ajeitou para Gabigol, que chutou no canto e marcou o segundo do time.

Quatro minutos depois, Pavón lançou da direita, para dentro da área, Carlos Vinicius dominou sozinho e bateu cruzado de esquerda para marcar seu segundo gol na partida e empatar o jogo.

A imagem mostra Carlos Vinicius, do Grêmio, comemorando o gol.
Com os dois gols, Carlos Vinicius assumiu a vice-artilharia da competição. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Não demorou muito e o gol da virada saiu. Pavón correu pelo lado direito e tocou para Tetê, que driblou a zaga e bateu cruzado no gol. Brazão se esticou, mas não conseguiu evitar. 

O Santos tentou empatar após Lucas Verissimo roubar a bola no ataque e tocar para Rony. O atacante chutou no ângulo, mas a bola foi para a linha de fundo. 

No último minuto da partida, o time tricolor teve a chance de ampliar, quando Arthur Melo, lançou na corrida para Tetê, que saiu no meio dos dois zagueiros e finalizou para fora.

Flamengo 0 X 3 Palmeiras

Na noite do último sábado (23), às 21h, o Palmeiras goleou o Flamengo por 3 a 0 em pleno Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Os gols do duelo foram marcados por Fláco Lopez, Allan e Paulinho. Com o resultado, o Verdão quebrou o jejum de quase uma década sem vencer o rival no Brasileiro.

Como de praxe, o início do jogo foi acelerado, bem como os últimos embates entre os dois times mais vencedores dos últimos anos em solo brasileiro. O Flamengo, com o ímpeto dos seus torcedores, pressionou os paulistas ao vencer a maioria dos duelos e dominar as ações. Aos 14, Lucas Paquetá ficou na cara do gol, mas parou em bela defesa de Carlos Miguel.

A imagem mostra Paulinho, do Palmeiras, comemorando o gol.
Paulinho marca depois de 329 dias sem jogar por causa de uma lesão. Foto: César Greco/Palmerias

Apesar da superioridade rubro-negra, o roteiro do confronto ganhou um novo capítulo: aos 20, Carrascal atingiu o zagueiro Murilo com chute no rosto, e foi expulso. 

Com mais jogadores em campo, foi a vez do Alviverde ter a posse. Aos 37, em troca de passes no campo de ataque, Marlon Freitas alçou ótimo passe para Allan, que escorou para o argentino Flaco Lopez cortar a defesa flamenguista e abrir o placar.

Na segunda etapa, o técnico Léo Jardim, do Flamengo, optou por ser ofensivo e sacou de campo o meio-campista Evertton Araújo para a entrada do atacante Bruno Henrique. Apesar de recuar Lucas Paquetá para defender, o meio-campo mandante ficou aberto; o  Verdão, por sua vez, aproveitou os espaços. Aos 11, Allan, em noite inspirada, aproveitou sobra de bola e estufou as redes de cabeça para ampliar o resultado. 

Com evidente cansaço e um jogador a menos, a equipe carioca via o Alviverde tirar proveito da superioridade numérica. Na reta final, em rápida trama, Jefté foi lançado ao ataque e rolou para Paulinho – que contou com falha de Rossi – decretar a vitória palmeirense.  

Após marcar, um princípio de confusão se instaurou entre as equipes: Paulinho fez gesto de “silêncio” para a torcida flamenguista. A provocação irritou os atletas do time da Gávea, que gerou um “empurra-empurra”, mas parou por aí.

O resultado fez com que o Palmeiras disparasse na ponta da tabela, somando 38 pontos, sete à frente do vice-líder Flamengo, que tem um jogo a menos.

Remo 1 X 2 Athletico-PR

No último domingo (24), às 16h, o Remo recebeu o Athletico-PR no Mangueirão, em Belém (PA). O duelo colocava frente a frente duas equipes em situações distintas na tabela: o Leão Azul tentava se afastar da zona de rebaixamento embalado pela força da torcida paraense, enquanto o Furacão buscava se aproximar ainda mais do G-4 após sequência de bons resultados.

Logo nos primeiros minutos, o Remo mostrou intensidade e conseguiu levar perigo em jogadas rápidas pelos lados do campo. Aos 13 minutos, Marcelinho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para Jajá, que apareceu livre dentro da área para finalizar firme e abrir o placar para os donos da casa. O Athletico sentiu o gol e encontrou dificuldades para criar oportunidades devido à forte marcação remista.

Apesar da pressão do Remo em alguns momentos, o Furacão começou a crescer na reta final da primeira etapa. Aos 44 minutos, Claudinho encontrou belo passe para Kevin Viveros, que dominou dentro da área e bateu cruzado para empatar a partida antes do intervalo. Não só o gol mudou o cenário do jogo e deu mais confiança para os visitantes voltarem melhores no segundo tempo, mas também a expulsão juvenil de Jajá, que após checagem no VAR, foi relatado um gesto obsceno do jogador.

Na segunda etapa, o time visitante passou a controlar mais a posse de bola e pressionar o time paraense no campo defensivo. Logo aos sete minutos, novamente Kevin Viveros apareceu decisivo. Após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, o atacante recebeu livre dentro da área e finalizou no canto para virar a partida para o Furacão. 

A imagem mostra Viveros, do Vitória, com comemorando o gol.
Viveros chega a dez gols e se torna o artilheiro do Brasilerão. Reprodução: Instagram/@athleticoparanaense 

Depois da virada, o Leão Azul tentou reagir e voltou a pressionar apoiado pela torcida no Mangueirão. Alef Manga teve boa chance em cabeceio perigoso, enquanto Pedro Rocha assustou em chute de fora da área. Porém, o Athletico conseguiu administrar o resultado com maior controle defensivo e ainda levou perigo em contra-ataques, principalmente com Mendoza e Zapelli.

Nos minutos finais, o Leão partiu para o abafa em busca do empate, levantando bolas na área e acumulando escanteios, mas parou na defesa athleticana e nas boas intervenções do goleiro Santos. 

Com o triunfo por 2 a 1, o Athletico-PR chegou aos 27 pontos e se manteve firme na briga pelas primeiras posições do Brasileirão. Já o Remo permaneceu na parte inferior da tabela, aumentando a pressão para a sequência da competição.

Cruzeiro 2 X 1 Chapecoense

Também às 16h, Cruzeiro e Chapecoense se enfrentaram no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). A Raposa, com gols de Kaio Jorge e Sinisterra, abriu 2 a 0 e dominou grande parte da partida, mas sofreu um apagão no fim e viu a Chape diminuir.

A Chapecoense começou melhor nos primeiros minutos, mas rapidamente perdeu espaço para um Cruzeiro agressivo e dominante. Explorando os lados do campo e pressionando desde o início, a Raposa criou boas chances com Kaiki, Kaique Kenji e Matheus Pereira. 

O gol saiu aos 25 minutos, com pênalti sofrido por Matheus Pereira. Kaio Jorge cobrou com categoria e abriu o placar no Mineirão. Pouco depois, Sinisterra chegou a ampliar após cruzamento de Kauã Moraes, mas o VAR anulou o lance por falta na origem da jogada. Mesmo com a vantagem mínima, o Cruzeiro empilhou oportunidades antes do intervalo, principalmente com Kaio Jorge e Kenji, mas parou nas defesas de Anderson.

O Cruzeiro voltou a manter o controle da partida na etapa final e ampliou aos 28 minutos. Após rápida jogada pela direita, Christian encontrou Sinisterra, que finalmente balançou as redes e fez 2 a 0. 

A imagem mostra Sinisterra , do Cruzeiro, comemorando o gol.
Sinisterra marca seu primeiro gol na temporada. Foto: Aleixo/Cruzeiro

A partir daí, porém, o time mineiro relaxou excessivamente e permitiu a reação da Chapecoense. Aos 34, João Paulo subiu sozinho e descontou de cabeça. Empurrada pelo gol, a equipe catarinense cresceu no jogo e chegou a empatar com Bolasie, após saída errada do goleiro Otávio, mas o lance foi invalidado por impedimento de Jean Carlos na origem da jogada. 

Na jogada seguinte, o jovem goleiro do Cruzeiro se redimiu e fez duas grandes defesas em sequência para garantir o placar.

Pouco depois, o árbitro chegou a marcar um pênalti para a Chape, mas voltou atrás após nova revisão do VAR. Ele entendeu que houve interferência de um jogador impedido. Mesmo pressionando nos minutos finais, o Cruzeiro segurou o resultado de 2 a 1 e confirmou a sexta partida consecutiva sem derrota na temporada, somando as três competições.

Com a vitória, o Cruzeiro chegou aos 23 pontos e ocupa a nona colocação do Campeonato Brasileiro, se aproximando da zona de classificação para a Libertadores. A equipe soma seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas nos últimos dez jogos da competição. 

Já a Chapecoense segue em situação dramática. O Verdão do Oeste permanece na lanterna, com apenas nove pontos e somente uma vitória em 17 rodadas.

O Cruzeiro volta a campo na quinta-feira (28), às 21h30 (horário de Brasília), quando recebe o Barcelona de Guayaquil pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Corinthians 1 X 0 Atlético-MG

Mais tarde, às 18h30, em jogo de pouca precisão, o Corinthians venceu o Atlético-MG com golaço marroquino, na Neo Química Arena, em São Paulo. Os times chegaram para um confronto direto na luta contra o rebaixamento. O Alvinegro paulista, com 18 pontos, entrou na rodada como o primeiro time na zona da decola. Enquanto isso, o Galo, mesmo ocupando a décima colocação e vindo de duas vitórias seguidas, estava somente três pontos acima do adversário.

A partida começou muito disputada, com as duas equipes se alternando em oportunidades. Logo aos quatro minutos, o Corinthians teve uma grande chance com Gustavo Henrique. O zagueiro recebeu de Yuri Alberto dentro da área e chutou cruzado com muito perigo. 

Depois, aos nove minutos, foi a vez do Atlético chegar com perigo. Em bola parada de Bernard, a bola chegou para Cuello livre dentro da área, que pegou muito embaixo da bola e mandou por cima do gol.

Após um início em que o Timão se postava um pouco mais no ataque, o Galo subiu a marcação e começou a ditar o ritmo do jogo, mesmo assim não conseguiu produzir muito perigo à Hugo Souza. Suas únicas chances vieram com Cuello aos 17 e aos 33 minutos. Na primeira tentativa, o ponta argentino finalizou de cabeça para fora. Depois, ele chegou a balançar as redes no contra-ataque puxado por Vitor Hugo, que acabou num cruzamento rasteiro de Renan Lodi para Cuello dentro da pequena área, mas dessa vez, o argentino estava em posição irregular. 

Enquanto isso, o Corinthians até teve algumas chances, com Breno Bidon aos 22 minutos, com uma bola colocada para fora, com Jesse Lingard aos 28, que chutou com desvio para fora, e com André, com um cabeceio sem perigo na bola parada.

Além disso, a equipe teve a única finalização de fato no gol da primeira etapa, com um chute sem muita força e praticamente no meio do gol de Rodrigo Garro.

Com o início do segundo tempo, o Timão começou a ter a bola totalmente no ataque, mesmo sem produzir muito perigo, enquanto o Atlético não conseguia aproveitar os contra-ataques. 

As melhores chances do time da casa vieram com Kaio César, com um chute isolado aos 13 minutos e um no meio do gol, tranquilo para Everson encaixar, aos 23 minutos, ambos com finalizações de fora da área. A única chance de perigo do Galo veio com o baixinho Bernard de cabeça aos 27 minutos, após bom cruzamento de Alan Minda. 

Com os 40 minutos finais, o Corinthians finalmente começou a produzir perigo efetivo. Logo aos 40 minutos, Matheuzinho fez uma boa jogada individual pela ponta-direita e finalizou rasteiro com curva, o que obrigou Everson a trabalhar um pouco mais. 

Então, aos 43 minutos, o lateral-direito cruzou na área para encontrar Zakaria Labyad livre dentro da área. O marroquino acertou um chute perfeito e com força no canto direito do gol, sem chance para Everson. Com esse gol, o meia faz o seu segundo pelo Timão e se torna o primeiro de seu país a anotar um gol no Brasileirão.

A imagem mostra Menphis e Labyad, ambos do Corinthians comemorando gol.
Com gol de seu amigo, Memphis volta a jogar pelo Corinthians a 27 dias do final de seu contrato, ainda sem definição sobre sua permanência. Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

Com a vitória, mesmo só subindo duas posições, o Corinthians sai da zona de rebaixamento e entra no bolo dos 21 pontos, junto com Grêmio, Inter e o próprio Atlético Mg. Além disso, após dois meses, voltou a contar com seu camisa 10, Memphis Depay, tendo um reforço para os próximos dois jogos antes da pausa para a Copa do Mundo. 

Com a derrota, o Atlético, agora no mesmo bolo que o adversário, cai duas posições, além de completar oito jogos seguidos sofrendo pelo menos um gol no Brasileirão e de manter a sina de não conseguir vencer 3 jogos seguidos, o que não ocorre desde fevereiro de 2025. 

Vasco 0 X 3 Red Bull Bragantino

Às 20h30, O Vasco sofreu uma reviravolta em sua luta contra o rebaixamento. A equipe carioca recebeu o Red Bull Bragantino em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) e acabou derrotada por 3 a 0. Os gols da vitória do Massa Bruta foram anotados por Rodriguinho, Isidro Pitta e Fernando.

Com o revés em casa, o Vasco estaciona nos 20 pontos e permanece na 16ª posição, perigosamente colado na zona de rebaixamento (Z4), que tem o Santos com 18 pontos, o Mirassol com 16, o Remo com 15 e a Chapecoense na lanterna com 9. Já o Bragantino saltou para a quinta colocação, somando 26 pontos e se firmando na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores.

A etapa inicial foi de poucas emoções e muita marcação. A primeira chance surgiu apenas aos 37 minutos. Spinelli girou na área vascaína e finalizou para boa intervenção do goleiro Tiago Volpi. Logo em seguida, o Vasco reagiu após um desarme em Juninho Capixaba. A bola chegou a Andrés Gómez, que bateu torto para fora. O Bragantino deu o troco com um chute de longe de Isidro Pitta, defendido por Léo Jardim.

A imagem mostra Rodriguinho, do RB Bragantino, comemorando o gol.
Com a vitória, Bragantino chega mais perto de alcançar o topo da tabela de classificação. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

Quando o placar parecia que iria sem gols para o intervalo, o Massa Bruta marcou aos 45 minutos. Rodriguinho avançou livre de marcação e arriscou um chute de longa distância no canto direito. Léo Jardim ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.

O Bragantino voltou do vestiário pressionando no segundo tempo. Aos quatro minutos da segunta etapa, Herrera escorou de cabeça e Rodriguinho carimbou a trave. No rebote, Saldivia salvou em cima da linha o carrinho de Ramires. 

O Vasco tentou reagir aos 10 minutos com Spinelli, que ganhou da defesa e tentou uma cavadinha sobre Volpi, mas Gustavo Marques se recuperou e mandou para escanteio.

Já aos 14 minutos, Mosquera fez grande jogada pela ponta esquerda, limpou o marcador e cruzou rasteiro para Isidro Pitta empurrar para as redes e fazer o 2 a 0.  Aos 31, Saldivia cometeu um erro grave ao recuar a bola, o Fernando interceptou, driblou o goleiro Léo Jardim e ampliou para 3 a 0.

Ainda houve tempo para o VAR entrar em ação aos 40 minutos para confirmar uma penalidade a favor do Bragantino após falta imprudente de Barros em Ramires na pequena área. Eduardo Sasha foi para a cobrança, mas isolou a bola e desperdiçou seu terceiro pênalti consecutivo.

Coritiba 3 X 2 Bahia

Isolado na última segunda-feira (25), às 20h, o Coritiba venceu o último jogo da rodada. O Coxa conquistou os três de virada sobre o Bahia pelo placar de 3 a 2 no Couto Pereira, na capital paranaense.

O início do primeiro tempo foi de domínio da equipe baiana. Aos 17 minutos, Iago cruzou rasteiro para Sanabria, que de carrinho mandou por cima do travessão. Três minutos depois, foi a vez de Iago levar perigo após finalizar na trave de fora da grande área. 

O primeiro gol do jogo saiu aos 25 após bola cruzada rasteira na grande área do Coxa. A bola encontrou as redes com o desvio de Tiago que marcou contra. Aos 42, o meia-atacante do Tricolor baiano, Everton Ribeiro chutou de longe para a defesa do goleiro Rangel.

Os mandantes começaram a segunda etapa em cima do Bahia, e logo aos dez chegou ao empate. Josué cruzou para o lateral-esquerdo Bruno Melo cabecear no canto direito do goleiro João Paulo.

Após um bate-rebate na grande área, a bola sobrou nos pés do uruguaio Joaquin Lavega que finalizou rasteiro para colocar o Coxa em vantagem aos 19  minutos. Pouco tempo depois, com 22, o Coritiba ampliou com o atacante Breno Lopes, em um contra-ataque veloz puxado pelo próprio, que finalizou no ângulo esquerdo do arqueiro baiano.

A imagem mostra uma dividida de bola.
Lateral-esquerdo, Bruno Melo cabeceia para marcar seu gol. Reprodução: Instagram/@brunomelooficial

O Bahia diminuiu o marcador em bola parada. Everton Ribeiro cruzou para o centroavante Everaldo cabecear para o gol.

Com a vitória, o Coritiba chegou a 26 pontos marcados e assumiu a sexta colocação do Brasileirão e está apenas um ponto atrás do G4. Já a equipe baiana cai posições e é o oitavo colocado, com 23 pontos.

Próxima rodada

Sábado (30):

Athletico-PR X Mirassol, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 16h (horário de Brasília;

Flamengo X Coritiba, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Bahia X Botafogo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 17h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Corinthians, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 17h30 (horário de Brasília);

Santos X Vitória, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 20h (horário de Brasília).

Domingo (31):

Red Bull Bragantino X Internacional, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 11h (horário de Brasília);

Vasco X Atlético-MG, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Palmeiras X Chapecoense, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 16h (horário de Brasília);

Remo X São Paulo, no Baenão, em Belém (PA), às 20h30 (horário de Brasília);

Cruzeiro X Fluminense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 20h30 (horário de Brasília).

Brasileiro vence e faz história contra o maior campeão de Grand Slam da história
por
Lucas Peccin
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01/06/2026 - 12h

Na tarde da última sexta-feira (30), em duelo pela terceira rodada do Roland Garros, o jovem tenista brasileiro de 19 anos, João Fonseca, venceu de virada o maior campeão de Grand Slam da história, Novak Djokovic, por 3-2, sendo as parciais 4/6, 4/6, 6/3, 7/5, 7/5. João perdia por 2-0 e virou a partida após triunfar em três sets consecutivos.

João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca
João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca

O número 4 do mundo, Djokovic passou pelos anfitriões Perricard e Royar, ambos por 3-1 para chegar à terceira rodada do campeonato. Já Fonseca eliminou o francês Luka Pavlovic pelo placar de 3/0 e venceu o croata Dino Prizmic por 3/2 também de virada, após começar perdendo de 2/0. 

O primeiro set não foi fácil para o brasileiro, que teve seu serviço quebrado em duas oportunidades pelo sérvio. Mesmo com uma quebra, João encontrou dificuldades e não conseguiu vencer o set, que terminou em 6-4 para o número 4 do mundo. Djoko dificultou ao máximo e cometeu poucos erros não forçados. 

No segundo set, João melhorou e desempenhou seu estilo de jogo de potência e agressividade. o que dificultou para o sérvio, porém ainda não venceu o set. Novamente 6-4 para o 24 vezes campeão de Grand Slam.

Já no terceiro set, Fonseca adotou uma estratégia mais agressiva para tirar Djokovic de sua zona de conforto. A tática funcionou e o sérvio teve dificuldades de conter os ataques do brasileiro. Logo em seu primeiro serviço de saque foi quebrado por João, que em um momento abriu três games a zero. O jovem brasileiro venceu por 6/3.

O quarto set foi decidido em detalhes. Novamente João quebrou o primeiro serviço do sérvio, que em sequência reagiu e venceu o serviço de Fonseca. Quando estava 5/5, o brasileiro demonstrou resiliência e técnica e quebrou o saque de Djokovic para confirmar seu próximo serviço. João venceu por 7/5

O último e decisivo set foi também decidido nos detalhes. Djokovic cometeu alguns erros não forçados, enquanto o brasileiro cresceu no jogo com muita maturidade e resiliência, além de aproveitar brechas deixadas pelo sérvio. A partida foi definida quando Fonseca quebrou o sexto serviço de saque de Djokovic. Após este game, bastou João embalar uma sequência de três aces (pontos de saque) quando estava em desvantagem (30/40 para Djokovic) e confirmar seu último serviço na partida. Vitória de Fonseca, 7/5.

Após a partida, em entrevista concedida em quadra para a organização do torneio, João Fonseca disse que não conseguia acreditar que venceu seu ídolo e afirmou estar cansado após a partida.  Ao ser questionado sobre as motivações que o levaram a vitória, o brasileiro respondeu: “O cansaço dele (Djokovic) me deu esperanças”, disse.

Em sua entrevista coletiva após o jogo, Novak elogiou o brasileiro e disse entender o motivo da repercussão e reconhecimento do talento de João mundialmente: “O nível de tênis que vimos ele jogar criou um hype ao redor dele, e hoje vimos o porque deste hype”, disse. O sérvio também analisou seu desempenho na partida e reconheceu os méritos de João: “Não acho que fiz muitas coisas erradas. Ele foi simplesmente melhor.”

Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros, @atptour, @bleacherreport e @espnbrasil
Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros

O duelo contra o número quatro do mundo, marcou a segunda vitória do brasileiro de 19 anos contra os tenistas top-10 do ranking mundial. A última ocorreu em 2025 no Australian Open, em que Fonseca venceu Rublev, nono colocado na época. Neste ano, João colecionou derrotas nas eliminações contra os dez mais bem ranqueados. No Indian Wells foi eliminado por Sinner (1), em Miami Open por Carlos Alcaraz (2), em Mônaco pelo alemão Zverev (3) e em Munique por Ben Shelton (6). 

Pelo lado do sérvio, foi a segunda vez em que começou vencendo por dois sets a zero e perdeu a partida em um Grand Slam. A última vez ocorreu em 2010 quando perdeu para Jurgen Melzer por 3/2, também no Roland Garros. Além disso, foi a partida mais longa disputada por Djokovic em Roland Garros, sendo de 4h53 minutos. Antes deste, a mais longa durou 4h38 contra o argentino Cereúndulo.

João Fonseca avançou para as quartas de final, que não tinham participação brasileira desde desde 2004, com Gustavo Kierten. O carioca irá enfrentar o dinamarquês Casper Ruud, número 16 do ranking da ATP, pela quarta rodada do Roland Garros, no domingo (31), não antes das 15h15 pelo horário de Brasília (possíveis atrasos nas partidas anteriores, por isso sem a definição exata de horário)
 

Rebaixado da Europa League por regras de multipropriedade, o clube londrino transformou o torneio de consolação em troféu histórico. A vitória ficou marcada pelo adeus perfeito de Oliver Glasner.
por
Lucas Tomaz Lopes
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01/06/2026 - 12h

Em Leipzig, na Alemanha, o Crystal Palace foi campeão continental pela primeira vez na história, depois de bater o Rayo Vallecano por 1 a 0 na última quarta-feira (27).  O gol do atacante francês Jean-Philippe Mateta, no segundo tempo, garantiu o triunfo.

Há histórias no futebol que começam com uma porta fechada e terminam com uma taça erguida. A do Palace nesta temporada europeia é uma delas. O clube de Croydon chegou à Conference League pelos fundos, empurrado por uma decisão burocrática que tirou dele uma vaga que havia conquistado em campo.

Para entender o que o título representa, é preciso voltar ao verão de 2025. O Crystal Palace havia vencido a Copa da Inglaterra (FA Cup), o que lhe garantiu vaga automática na UEFA Europa League. Era a primeira vez na história que o clube disputaria o segundo torneio continental mais importante. Só que a UEFA tinha outras ideias.

O empresário americano John Textor, à época dono de 43% do Crystal Palace, também controlava o Olympique de Lyon, que havia se classificado para a mesma Europa League pelo campeonato francês. O regulamento da UEFA proíbe que dois clubes com o mesmo proprietário disputem a mesma competição. Como o Lyon terminou melhor em sua liga do que o Palace na Premier League, o clube inglês foi, nas palavras dos próprios torcedores, "rebaixado" para a Conference. 

O Palace recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte e argumentou que Textor não tinha mais poder de decisão no clube, mas perdeu em todas as instâncias e precisou aceitar o que parecia, naquele momento, uma punição injusta.

A final

A decisão foi disputada na Red Bull Arena. O estádio  já serviu de palco para a Copa do Mundo de 2006 e para a Eurocopa de 2024, e agora, recebeu a final da mais jovem competição de clubes da UEFA. Criada em 2021 para oxigenar o calendário europeu, a Conference League chegou à sua quinta edição coroando um campeão inédito, juntando-se à seleta galeria que conta com Roma (2022), West Ham (2023), Olympiacos (2024) e Chelsea (2025). Do outro lado do campo, o Rayo Vallecano escrevia seu próprio capítulo histórico, o de um clube de bairro, com orçamento modesto e torcida apaixonada, que chegou à sua primeira final continental em 101 anos de existência.

O técnico austríaco Oliver Glasner, que já havia anunciado que deixará o comando da equipe ao final da temporada, transformou o aparente desprestígio em motivação. "Vamos ganhar isso", teria dito aos jogadores no início da campanha. E ganharam.

A final, no entanto, não foi um passeio. O Rayo Vallecano, comandado por Íñigo Pérez, entrou em campo com um bloco organizado e propostas claras: pressão alta, transições rápidas e apoio nas jogadas de Isi Palazón e Jorge de Frutos pelos lados. 

No primeiro tempo, o equilíbrio prevaleceu. O Crystal Palace, com Dean Henderson no gol e a linha defensiva formada por Chadi Riad, Maxence Lacroix e Jaydee Canvot, segurou bem as investidas espanholas. O meio-campo com Adam Wharton e Daichi Kamada tentava construir, mas encontrava resistência.

O equilíbrio em campo refletia o cenário de duas equipes que focaram suas energias nos torneios continentais para compensar campanhas discretas em casa. Enquanto o Rayo Vallecano garantiu uma digna 11ª posição em La Liga, o Crystal Palace abriu mão da Premier League para buscar a glória europeia, terminando a liga inglesa em um modesto 14º lugar.

O jogo mudou de figura na segunda etapa. O Palace elevou o ritmo, empurrado pela velocidade de Ismaïla Sarr e Yéremy Pino pelos flancos, e o Rayo começou a recuar. Aos cinco minutos, Adam Wharton conduziu a bola até a frontal da área e bateu de fora com força. O goleiro argentino Augusto Batalla espalmou para o meio. Jean-Philippe Mateta estava no lugar certo: empurrou para o fundo da rede e abriu o placar.

comemoração do gol
Jogadores do Crystal Palace comemorando o gol do título. Reprodução: Instagram/@conferenceleague

O Palace ainda perdeu duas chances de ampliar. Yéremy Pino acertou os dois postes no mesmo lance em uma cobrança de falta; Mateta desperdiçou um mano a mano diante de Batalla. O Rayo reagiu nos minutos finais. O time espanhol empilhou jogadores no ataque e chegou a assustar, mas esbarrou no bloqueio inglês. Nos acréscimos, o brasileiro Alexandre Alemão teve a última chance do Rayo, mas finalizou sem direção e encerrou o sonho de Vallecas.

Pelo lado dos campeões, a consagração europeia passou obrigatoriamente pelos pés de Ismaïla Sarr. O atacante senegalês, contratado para ser a referência técnica do novo ciclo do clube, assumiu o protagonismo da campanha na Conference League. Com quatro gols e três assistências ao longo do torneio, Sarr uniu velocidade e frieza para carregar o ataque dos Eagles, além de ter sido decisivo tanto nas quartas de final quanto na semifinal. 

Essa engrenagem ofensiva funcionou perfeitamente ao lado de Jean-Philippe Mateta, o homem dos gols importantes que carimbou a artilharia máxima com o gol do título em Leipzig, e da solidez defensiva do francês Maxence Lacroix, que se consolidou como o verdadeiro xerife da zaga londrina durante toda a caminhada de glória. 

Apesar do vice-campeonato, o futebol sul-americano foi muito bem representado pelo Rayo Vallecano na figura de Alexandre Alemão. O centroavante, que teve o Internacional como sua grande vitrine para o mercado estrangeiro antes de desembarcar na Europa, foi o grande nome da campanha espanhola. Com quatro gols em nove partidas na Conference League, artilheiro do clube na competição, ele marcou os dois gols da semifinal contra o Strasbourg, da França, um em cada jogo, e conduziu o Rayo à inédita final continental. Na véspera da decisão, em entrevista coletiva, ele traduziu o feito em termos que qualquer torcedor brasileiro entenderia: "Imagine o Vitória se classificando para a Sul-Americana e chegando a uma final. É mais ou menos isso o que o Rayo fez."

A frustração espanhola acabou contrastando com a festa de Oliver Glasner. O técnico deixa o Crystal Palace como o comandante mais vitorioso da história do clube, com três títulos: FA Cup (2025), Community Shield (2025) e Conference League (2026). Em pouco mais de dois anos no comando, ele transformou uma equipe sem identidade em um time capaz de vencer a Copa da Inglaterra e um título europeu. O treinador foi carregado pelos jogadores em Leipzig. Difícil imaginar despedida mais adequada.

Para o Crystal Palace, clube fundado em 1905 e que passou décadas alternando entre as divisões do futebol inglês sem jamais vencer um título de expressão continental, a Conference League representa uma virada de página. 

A ironia da história é que a UEFA, ao tentar punir o clube por uma questão burocrática de multipropriedade, acabou forçando os Eagles a disputarem um torneio que se transformou no maior capítulo de sua existência. Às vezes, a porta dos fundos leva ao salão principal.

 

Muitos jovens talentos nesta modalidade são "exportados"
por
Bruno Lower Scaciotti
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26/06/2022 - 12h

Por Bruno Lower Scaciotti

No ano de 2021, tivemos o prazer de acompanhar a Copa do Mundo de Futsal, maior evento global do esporte de salão. Infelizmente, o Brasil não conseguiu conquistar a taça, quebrando as expectativas de milhares de torcedores a época que confiavam piamente na seleção canarinho. Mas qual seria o motivo da decepcionante campanha? O elenco brasileiro dispõe de algumas das maiores estrelas do futsal mundial, no entanto, não levou em conta o desenvolvimento precoce das demais seleções que surpreenderam pela quantidade de jogadores brasileiros naturalizados.

A exemplo disso temos o Cazaquistão, que fez sua melhor campanha da história em 2021, ficando em quarto lugar na competição. A seleção da Ásia Central contou em seu elenco com peças importantíssimas, dentre elas, os brasileiros naturalizados Léo Higuita, Taynan e Douglas Junior. Logo, o país mostrou como a contribuição dos brasileiros pode impactar positivamente o desenvolvimento de outras escolas de futsal pelo mundo.

Porém, o fenômeno da naturalização envolve questões identitárias, políticas e pessoais. Em um passado não tão distante, ver um jogador naturalizado em campo gerava estranheza para muitos. Hoje, o número de atletas que defendem a camisa da pátria onde não nasceram fora, vem crescendo. Em 2016, cerca de 25 brasileiros disputaram a copa do mundo de futsal em outras seleções.

Além do Cazaquistão, a Espanha também se desenvolveu muito dentro das quatro linhas depois da chegada de brasileiros ao elenco, além de jogadores em si, os espanhóis também absorveram muitos conceitos da escola brasileira de futsal; resultado? Em poucos anos, a seleção Ibérica se tornou campeã europeia em 2016 e um vice campeonato mundial em 2012 e vem fazendo campanhas cada vez mais constantes ao longo dos anos.

Fora os atletas naturalizados, já para pensar na quantidade de jogadores que nosso país exporta para clubes de futebol de campo estrangeiros? Essa realidade, muito frequente dentro de campo, se demonstra também expressiva no salão. André Varela Lopes, também conhecido por “Pelezinho” ou “Pelé”, é jogador de futsal e atua no ADR Retaxo de Portugal, com passagens por vários clubes nacionais e estrangeiros.

Inserido neste meio desde 2003, quando se profissionalizou no time São Paulo / Barueri, Pelezinho, a carreira de André “Pelezinho” no cenário mundial do futsal é riquíssima e esboça quanto os atletas brasileiros podem agregar para o fortalecimento da modalidade ao redor do globo. Japão, Kuwait, Espanha e Portugal foram alguns dos países que tiveram a honra de vê-lo atuar dentro das quadras.

Por isso, a Agência de Notícias Mauricio Tragtemberg (AgeMT) conversou com o atleta para entender os motivos pelos quais tantos atletas brasileiros optam por conquistar espaço dentro do futsal em outras pátrias. Confira:

 

AgeMT | Na sua opinião, quais são os principais fatores que levam um atleta brasileiro a jogar fora do país? O que te motivou mais nessa escolha?

Acredito que a parte financeira e a expansão da carreira sejam os dois diferenciais. Qualidade de vida não entra muito em questão. O atleta apenas quer saber se estará bem instalado, em condições básicas de treino e se irá receber em dia. Até porque, a grande maioria pensa em retornar para o Brasil e não pensa em ficar nesses países pela qualidade de vida/cultura. O que mais me motivou foi a oportunidade de jogar em outro país e também, pela questão financeira. Em 2006 tive uma experiência internacional, disputei um mundial universitário na Polônia, com um estágio em Portugal, isto de certa forma abriu meus horizontes como um primeiro contato com relação às culturas diferentes e outras experiências.

AgeMT |Muito interessante! Sobre as suas passagens internacionais, houve algum país que teve a possibilidade de você se “naturalizar” e assim, defender a seleção local?

Em nenhum desses países tive essa oportunidade, mas provavelmente eu aceitaria. Joguei 2 anos no Japão. Lá o processo de naturalização é bem complexo.

AgeMT |Como você enxerga esse fenômeno da naturalização de jogadores estrangeiros em seleções principais? Sabemos que a procura por brasileiros é grande, na sua visão, isso é consequência da alta concorrência presente no cenário brasileiro?

De fato, há muitas joias brasileiras em outras seleções. Isso acontece pois é um tanto quanto difícil chegar à Seleção Brasileira. Esses países oferecem essas oportunidades (naturalização) e acaba que tais atletas são pagos pra isso podendo assim, disputar uma copa do mundo, que é o sonho de qualquer atleta.

AgeMT |Você concorda que há uma valorização pelo futsal praticado no Brasil? Esse processo que mistura diferentes escolas de futsal e etnias é algo enriquecedor?

Com relação à valorização, o Brasil se perdeu por um período com problemas políticos na CBFS (Confederação Brasileira de Futsal) e isso enfraquece a modalidade. Em muitos países, tudo é muito novo ainda e estão sempre à procura de evoluir, algo que em nosso país já não acontece muito. O futsal mudou e é preciso estar atento a isso. Nível técnico, organização e estrutura são fatores que variam muito de país pra país. Cada um com sua realidade, mas vejo uma globalização que tem facilitado o crescimento da modalidade em todo canto do mundo. A Internet é uma ferramenta absurda para isso e cada vez mais tem contribuído para o desenvolvimento dos profissionais envolvidos.

AgeMT |Algo curioso da sua trajetória é sua relação com os estudos. Poderia contar um pouco dessa relação que você possui sendo um atleta em atividade e também um estudioso da área de Educação Física?

Fui um ponto fora da curva no esporte, estudei e me formei em 2005 em Educação Física e hoje estou cursando o Mestrado em Atividade Física aqui em Portugal. É meu segundo ano aqui no Retaxo. está sendo uma experiência incrível, é o clube de uma aldeia bem pequena, torcedores apaixonados e presentes. O ambiente é sensacional, disputamos a segunda divisão aqui e me motiva muito poder passar um pouco da minha experiência no dia a dia dos treinos e nos jogos. Já estou no fim da carreira, faço 38 anos no mês que vem. Agora só desfruto cada jogo como se fosse o último.

Desta forma, é possível compreender as razões deste crescente processo de naturalização brasileiro dentro do futsal estrangeiro. Um fenômeno que passa por diversos fatores e, assim, produz enorme propagação das raízes brasileiras. Essa "exportação de matéria-prima" brasileira, já há alguns anos normalizada, poderia resgatar um brilho para o ambiente das quadras no país, porém nos obriga a refletir muito sobre a valorização estrutural que damos à modalidade, sobretudo, aos nossos atletas.

 

As oitavas de final do torneio contaram com muitos clássicos, resultados magros e goleada do Corinthians em cima do Santos.
por
Lucas G. Azevedo
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24/06/2022 - 12h

Os jogos de ida das oitavas de final da Copa do Brasil mostraram as equipes mandantes com melhores resultados em seus territórios, mas com vantagem pouco confortável para as partidas decisivas. 

Atlético-GO 0 x 0 Goiás 

Na quarta-feira (22), Atlético-GO e Goiás protagonizaram o único empate da rodada. A partida explica a razão dessa disputa ser conhecida como clássico do equilíbrio. O Dragão soube explorar melhor os espaços do campo, mas nenhuma das equipes trouxe grande perigo ao gol adversário. A partida realizada no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia, terminou sem gols marcados. 

Bahia 1 x 2 Athletico-PR 

Bahia e Athletico-PR se encontraram na Arena Fonte Nova, em Salvador, e terminou com uma vitória de virada dos visitantes. Logo aos 4 minutos de jogo Rodallega sofreu uma falta na entrada da área e Lucas Mugni bateu no ângulo para abrir o placar. O goleiro do Furacão chegou a tocar na bola, mas sem chance para ele. Golaço! 

O time paranaense não deu tempo para o Tricolor de Aço comemorar e pouco tempo depois de sofrer o gol, aos 10 minutos, Khellven cruzou na área para Christian dominar e bater forte no canto, deixando tudo igual. 

O Athletico-PR cresceu no jogo e aos 31 minutos da primeira etapa. Após um lançamento feito, o zagueiro Luiz Henrique, do Bahia, escorregou e deixou o caminho livre para Khellven pisar na área pelo lado direito, ele cruzou para Pedro Rocha apenas empurrar para o gol e sacramentar a virada. 

O resto da partida não trouxe grandes emoções e o placar final foi o mesmo da 1° etapa. 2 a 1. 

Fortaleza 2 x 0 Ceará 

A Arena Castelão foi palco para o clássico-rei. A partida foi emocionante, teve grandes chances para os dois lados e os goleiros foram destaque. No início da 1ª etapa o Ceará chegava melhor, mas o goleiro do Leão, Marcelo Boeck, conseguiu impedir o ataque rival.  

No começo do 2º tempo, o Fortaleza chegou melhor e aos 8 minutos, Yago Pikachu aproveitou uma bola que sobrou na área e bateu forte cruzado para abrir o placar. 

Após o gol, o jogo esfriou, mas aos 37 minutos da etapa final, o autor do gol invadiu a área em velocidade e sofreu pênalti em dividida com o goleiro do Ceara, João Ricardo. Mesmo com a reclamação da equipe visitante, a decisão da arbitragem foi mantida e 3 minutos depois, Yago Pikachu bate forte no meio para marcar novamente. 

Yago Pikachu comemora seu 1° gol na partida. Foto: Matheus Lotif/FEC.
Yago Pikachu comemora seu 1° gol na partida. Foto: Matheus Lotif/FEC.

Atlético-MG 2 x 1 Flamengo 

A partida entre Atlético-MG e Flamengo reuniu dois dos melhores elencos do país e não decepcionou. Não deu nem tempo de se arrumar no sofá, aos 6 minutos de jogo, Mariano lançou a bola pelo alto para Hulk, o goleiro do Flamengo, Diego Alves, saiu mal na disputa na entrada da área e o atacante bateu por cobertura para abrir o placar. 

Pelo resto da etapa inicial, o Flamengo chegava com chances mais claras, mas não conseguiu superar a organizada defesa mineira. 

O Galo voltou melhor do intervalo e, aos 9 minutos do 2º tempo, Hulk e acionado pela esquerda, vence 3 disputas pela bola e lança para Ademir infiltrar sozinho e cabecear para o fundo do gol. 

Ao contrário do que aconteceu na 1ª parte da partida, o Atlético-MG continuou martelando, mas não conseguiu ampliar ainda mais o placar. Quem aproveitou a chance foi o Flamengo, aos 34 minutos, Rodinei recebeu na ponta direita e cruzou para Lazaro, que havia entrado apenas 15 minutos antes, escorar com o pé direito, a bola bateu no pé do goleiro Everson, no travessão e entrou, diminuindo para o Mais Querido. 

O jogo também foi marcado pela substituição do atacante Keno, do Galo, o atleta ficou um mês lesionado e voltou a apenas 4 jogos. Aos 32 minutos de partida, o jogador sentiu a coxa e pediu para sair, mas deixou o gramado chorando. 

Finalização por cobertura de Hulk. Foto: Pedro Souza/Atlético.
Finalização por cobertura de Hulk. Foto: Pedro Souza/Atlético.

Corinthians 4 x 0 Santos 

O clássico alvinegro aconteceu na Neo Química Arena, o Corinthians desejava chegar a sua 1ª vitória num clássico na temporada e ela veio acompanhada de uma goleada histórica. 

A partida parecia equilibrada com finalizações para os 2 lados, mas aos 20 minutos Lucas Piton recebeu na ponta esquerda e cruzou para Mantuan bater de esquerda cruzado e abrir o placar. 

Com o Santos abatido pelo gol, o time da casa continuou em cima e apenas 7 minutos depois Fagner cruzou rasteiro na marca do pênalti para Du Queiroz finalizar, a bola desvia em Giuliano e engana o goleiro João Paulo. 

A vontade do Timão não diminuiu e, aos 42 minutos, Willian bateu o escanteio para Raul Gustavo subir mais que todo mundo e fazer o 3°. 

Após o intervalo, esperava-se que o Peixe se organizasse para, pelo menos, evitar maior estrago. Porém, aos 15 minutos do 2 tempo, Vinícius Zanocelo foi para uma dividida com Lucas Piton e levantou demais o braço, dando uma cotovelada no adversário, o VAR chamou o arbitro e o atleta do Santos foi expulso. 

Com um a mais, o Corinthians apenas administrava a partida. Ainda assim, aos 31 minutos, Robert Renan dividiu a bola dentro da área do Santos e a bola sobrou para Giuliano bater no ângulo direito e fechar a goleada, 4 a 0. 

Pouco antes do apito final, Adson, do Corinthians, fez alguns dribles no ataque que irritaram alguns atletas do Peixe, houve um início de confusão, mas não evoluiu para nada mais grave. O inusitado aconteceu fora do campo de jogo, o técnico Vitor Pereira, do Timão, foi pedir desculpas para o treinador adversário, Fabían Bustos, por conta do lance. 

Comemoração de Giuliano no seu 1º gol. Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians.
Comemoração de Giuliano no seu 1º gol. Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians.

Fluminense 2 x 1 Cruzeiro 

Fluminense e Cruzeiro se enfrentaram no Maracanã. A partida marcava o reencontro do goleiro Fabio, ídolo da Raposa, com seu ex-clube. 

Melhor para a equipe do goleiro, o Fluminense chegou com perigo desde o começo da partida, com direito a bola tirada em cima da linha e marcou um gol impedido aos 17 minutos. Ainda assim, não conseguia superar o bloqueio mineiro. Até que, aos 38 minutos do 1° tempo, Geovane fez uma falta dura e, após revisão do VAR, recebeu o cartão vermelho, deixando a Raposa com um a menos. 

Apenas 7 minutos depois, Ganso cruzou a bola na área e Manoel, de cabeça abriu o placar para o time da casa. 

O Cruzeiro não se abateu e, aos 51 minutos, no último lance antes do intervalo, Machado bateu o escanteio para Lucas Oliveira subir mais que todo mundo e deixar tudo igual. 

O Fluminense continuou pressionando na 2ª etapa e, aos 10 minutos, Arias recebeu pelo lado direito e cruzou na medida para Cano colocar o Tricolor novamente na frente. 

O clube carioca continuou no ataque, mas não conseguiu ampliar a vantagem para chegar mais tranquilo no jogo decisivo. 

A partida também marcou a despedida do atacante Luiz Henrique, do Fluminense. Essa foi sua última partida no Maracanã. O atleta foi vendido em março para o Real Betis, da Espanha, por cerca de R$70 milhões, o Tricolor manteve 15% dos direitos do jogador em caso de uma venda futura. 

São Paulo 1 x 0 Palmeiras 

No Morumbi, o choque-rei aconteceu logo após o Palmeiras vencer de virada contra o São Paulo na rodada do Brasileirão. 

O roteiro era parecido com o do fim de semana, aos 31 minutos da 1ª etapa, Patrick brigou 3 vezes pela bola até ela sobrar na entrada da área, o meio-campista bateu na saída do goleiro Weverton e abriu o placar para o Tricolor. 

Porém, a semelhança no script acabou aí. O Palmeiras não teve eficiência ofensiva para empatar e o São Paulo não ofereceu novos perigos ao gol rival. 

No final da partida, o zagueiro Arboleda, do São Paulo, torceu o tornozelo de maneira grave, foi substituído chorando e preocupa o clube. O Tricolor suspeita de uma possível fratura ou rompimento do ligamento, mas ainda serão feitos exames para analisar a necessidade de uma cirurgia. 

América-MG e Botafogo farão o jogo de ida na quinta-feira, dia 30/06 às 19h. 

Veja as datas das partidas de volta: 

Terça-feira – 12/07 

Athletico-PR x Bahia – 20:30 

Cruzeiro x Fluminense – 21:00 

Quarta-feira – 13/07 

Goiás x Atlético-GO – 19:00 

Ceará x Fortaleza – 20:00 

Flamengo x Atlético-MG – 21:00 

Santos x Corinthians – 21:30 

Quinta-feira – 14/07 

Palmeiras x São Paulo – 20:00 

Botafogo x América-MG – 21:00 

Holandês não teve dificuldades para conquistar a vitória e se manter na liderança do campeonato.
por
Lucas G. Azevedo
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22/06/2022 - 12h

No último domingo (19) aconteceu o GP do Canadá no circuito urbano Gilles Villeneuve, em Montreal. Apesar do fim de semana com chuvas, o domingo foi ensolarado com temperatura amena, 20°C. A etapa foi marcada pelos erros cometidos e deixou a desejar nas disputas por posições.

A largada

O grande prêmio do Canadá começou com Max Verstappen, da RBR, na pole position, seguido por Fernando Alonso, da Alpine – uma grande surpresa resultado da corrida de classificação com chuva no sábado (18). Na segunda fila estavam Carlos Sainz, da Ferrari, e o heptacampeão Lewis Hamilton, da Mercedes.

A Haas conquistou sua melhor classificação na história e colocou seus dois pilotos na terceira fila, com Kevin Magnussen a frente de Mick Schumacher.

Charles Leclerc, da Ferrari, e Yuki Tsunoda, da Alpha Tauri, largaram das últimas posições por terem trocado peças do motor além do permitido na regra.

Grid de largada GP dp Canadá
Grid de largada do GP do Canadá. Divulgação: F1.

Logo ao apagar das luzes, Verstappen acelerou e abriu vantagem ao pelotão. Na terceira volta Sainz deixou Alonso para trás e Leclerc começou a escalar posições. Porém, na nona volta, Sergio Pérez, da Red Bull, teve problemas no câmbio do carro e foi obrigado a abandonar a prova, resultando em um Safety Car virtual.

Erros de estratégia

A RBR decidiu antecipar a parada de Verstappen e já colocar pneus duros no carro do holandês. Mas a equipe austríaca acabou não tendo vantagem nessa mudança. Durante a 20ª volta, Schumacher teve que abandonar e outro Safety Car virtual foi chamado.

A Ferrari aproveitou e colocou pneus duros no carro de Sainz, com o objetivo de perseguir o rival. Com pneus mais novos, o piloto espanhol começou a tirar a imensa diferença de tempo aos poucos.

Não teria como terminar a corrida com o mesmo jogo de pneus e o atual campeão mundial foi obrigado a fazer nova parada na 44ª volta, a escuderia colocou os mesmos compostos para não precisar parar novamente até o fim.

Mas a sorte não estava ao lado da RBR. Yuki Tsunoda, da Alpha Tauri, saiu dos boxes na 49ª volta, errou o tempo de frenagem e acabou com o carro no muro. A Ferrari não perdeu tempo e logo chamou Carlos Sainz para os boxes quando o Safety Car foi para a pista.

Sainz e Verstappen
Verstappen e Sainz competindo pela liderança. Divulgação: F1.

A equipe italiana não tinha mais compostos médios disponíveis para o resto da corrida e decidiu manter os duros. Porém, segundo a previsão da Pirelli, o composto macio duraria entre 17 e 22 voltas. Faltavam exatas 22 para o fim da prova e o reinício ainda não havia sido autorizado.

Com o conservadorismo da Ferrari, Sainz chegou a ficar próximo de Verstappen, mas não conseguia velocidade para ultrapassá-lo. O holandês se manteve firme na liderança e levou mais uma vitória para casa.

Pit stop da McLaren

A equipe inglesa quer esquecer esse fim de semana. Além de sair zerada, com Daniel Ricciardo em 11° colocado e Lando Norris em 15º. A escuderia protagonizou um momento bizarro nos boxes.

Durante o Safety Car virtual, a McLaren chamou seus pilotos para tentar uma troca dupla e perder menos tempo fora da pista. Porém, a equipe acabou se atrapalhando e preparou apenas os pneus que foram ao carro do piloto australiano, o que fez Norris ficar um bom tempo parado sem rodas. O piloto ainda tomou uma punição de 5 segundos após a corrida, mas que acabou não mudando sua posição.

Decepções

Quem não assistiu a classificação no sábado (18) deve ter se assustado quando viu Fernando Alonso, da Alpine, na primeira fila e duas Haas compondo a terceira.

Mas o que parecia um sonho logo se tornaria um pesadelo. Já na largada Kevin Magnussen, da Haas, disputou posição com Lewis Hamilton, da Mercedes, e teve que trocar sua asa dianteira. O dinamarquês caiu para o fim do pelotão e não conseguiu se recuperar, terminando em último dos que viram a bandeira quadriculada, em 17º.

Pit Stop Magnuessen
Magnussen parado nos boxes para trocar a asa. Divulgação: F1.

Seu companheiro de equipe teve problemas elétricos no carro e abandonou durante a 20ª volta.

No lado da Alpine, Fernando Alonso avisou que atacaria Verstappen desde o começo, no entanto seu carro não se mostrou potente o suficiente ele começou a perder posições. O espanhol perdeu sua luta contra as Mercedes e ficou atras de Charles Leclerc, da Ferrari, e de Esteban Ocon, seu companheiro de equipe. Ainda assim, o piloto consegui chegar em 7° lugar. Mas uma punição de 5 segundos por ziguezaguear numa defesa de posição o fez cair para 9º.

Resultados

Charles Leclerc, da Ferrari, largou de 19º e numa grande corrida de recuperação, conseguiu diminuir os danos e ficou em 5°.

George Russel, da Mercedes, mantem sua consistência de terminar no top 5 em todas as corridas da temporada ao finalizar em 4° lugar.

Seu companheiro, Lewis Hamilton, abriu o pódio, num fim de semana em que os problemas com o porpoising parece ter diminuído na Mercedes.

Sainz ficou em 2° colocado e conseguiu a volta mais rápida para conquistar o ponto extra. Max Verstappen levou mais uma vitória para casa – foi a 26ª na carreira, ultrapassando grandes nomes do automobilismo, como Niki Lauda e Jim Clark.

 

Grid completo
Classificação do GP do Canadá. Divulgação: F1.

Por conta da punição sofrida por ziguezaguear ao defender sua posição, Fernando Alonso (Alpine), que recebeu a bandeirada em 7° lugar caiu para 9° na classificação final.

Com esse resultado, Max Verstappen abriu ainda mais vantagem no campeonato e parece cada vez mais perto de ser bicampeão.

Pontuação
Tabela dos campeonatos de pilotos e equipes. Divulgação: F1.

Próxima corrida

A Fórmula 1 terá uma semana de folga e volta no dia 3 de julho para o circuito de Silverstone, na Inglaterra. A corrida começa às 11h, no horário de Brasília.

Palmeiras e Botafogo conseguem viradas incríveis e Turco Mohamed respira no comando do Galo. Saiba como foi a rodada
por
Matheus Marcolino
|
22/06/2022 - 12h

 

jogadores do botafogo
Daniel Borges e Hugo comemoram o gol da virada do Botafogo no Beira Rio. Foto: Vitor Silva/Botafogo

A rodada número 13 do Brasileirão chegou ao fim na última segunda-feira (20) e teve como destaque duas grandes viradas nos acréscimos: enquanto o Palmeiras venceu o Choque-Rei fora de casa, o Botafogo lutou contra erros de arbitragem e trouxe os três pontos na bagagem de Porto Alegre. Saiba como foi a rodada completa!


Cuiabá 0x0 Ceará
Responsáveis por abrir a rodada do Brasileirão no sábado (18), Cuiabá e Ceará fizeram uma partida digna de esquecimento na Arena Pantanal. Os dois times somaram 23 finalizações no jogo, mas apenas duas foram em direção ao gol adversário - não houve nem espaço para os goleiros brilharem. No fim, o 18º colocado Cuiabá e o 13º Ceará ficaram no zero a zero.

 

Santos 2x2 Red Bull Bragantino
Na noite de sábado (18), o Santos recebeu o RB Bragantino na Vila Belmiro e protagonizou um primeiro tempo muito agitado: Léo Baptistão marcou duas vezes e colocou o Peixe em vantagem, mesmo com a expulsão do técnico Fabián Bustos, enquanto Hyoran descontou um pouco antes do intervalo. O alvinegro praiano voltou desligado para o 2º tempo e, aos 26 minutos, Luan Cândido empatou para o clube do interior. Apesar da pressão do Braga nos minutos finais, os dois times ficaram com um ponto. 
 

lucas pires e artur
Artur, à esquerda, e Lucas Pires, à direita, travaram duelo pelo lado em empate na Vila. Foto: Ivan Sorti/Santos FC

Atlético-MG 2x0 Flamengo
Pressionado antes do início da rodada, o técnico Antonio “Turco” Mohamed ganhou um respiro após a vitória do Atlético sobre o Flamengo no domingo (19). Em jogo inesperadamente tranquilo, o Galo marcou duas vezes - com Nacho Fernández e Ademir -, se manteve no G4 do Brasileirão e afundou o Flamengo, que com 15 pontos conquistados em 13 rodadas, figura apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.

 

Corinthians 1x0 Goiás
Com mais sofrimento do que o esperado, o Corinthians venceu mais uma partida dentro de casa e segue na cola do arquirrival Palmeiras na briga pela liderança do Brasileirão. Com um esquema mais móvel no ataque, o Timão jogou para o gasto; Fábio Santos, cobrando pênalti (cuja marcação foi bem questionável) garantiu ao Alvinegro a vitória pelo placar mínimo. O Esmeraldino reclamou muito da arbitragem da partida, mas de nada adiantou, e o clube goiano abre a zona de rebaixamento na 17ª colocação.

 

Coritiba 0x1 Athletico-PR
O primeiro Atletiba do Brasileirão foi marcado por muita confusão dentro do campo. Foram 14 cartões distribuídos no total da partida: seis para o Furacão e oito para o Coxa, incluindo dois vermelhos para os donos da casa. O solitário gol do confronto foi marcado pelo lateral Khellven, que cobrou pênalti aos 55 minutos do segundo tempo e garantiu os três pontos para o Athletico, 3º colocado do Brasileirão com 21 pontos. O Coxa, com três derrotas seguidas e há cinco jogos sem vencer, ocupa a 15ª posição.

 

Atlético-GO 3x1 Juventude
No Serra Dourada, o Dragão venceu o Juventude de virada. Apesar do Verdão da Serra ter aberto o placar no primeiro tempo, com Rodrigo Soares, acabou sofrendo a virada na segunda etapa com gols de Airton, Wellington Rato e Léo Pereira para o Dragão. Com a vitória, o Atlético saiu do Z4 e agora é o 12º colocado; o Juventude, com quatro derrotas consecutivas, é o novo lanterna do campeonato.

 

Fortaleza 1x0 América-MG
Buscando uma recuperação no campeonato, o Fortaleza recebeu o América no domingo (19) e não decepcionou sua torcida, que fez bonito no Castelão. Yago Pikachu foi o responsável pelo gol que deu três importantes pontos ao Leão do Pici, ex-lanterna da competição, na briga contra o rebaixamento. O Fortaleza chegou à segunda vitória no Brasileirão e aos 10 pontos conquistados, enquanto o América beira o Z4 e tem 15 pontos.

 

Internacional 2x3 Botafogo
Sem dúvidas, o jogo mais maluco da rodada aconteceu no Beira Rio. O Botafogo perdeu o zagueiro Philipe Sampaio, com apenas cinco minutos jogados, após pênalti inexistente anotado pelo árbitro. O técnico Luis Castro já tinha sido expulso no banco de reservas e, num intervalo de quatro minutos, o Inter tinha 2 a 0 no placar. 

erison
Erison comemora com "aviãozinho" o segundo gol marcado pelo Botafogo. Foto: Vitor Silva/Botafogo


O roteiro que parecia se desenhar para uma goleada do Colorado acabou se convertendo em uma das maiores viradas do campeonato: ainda no primeiro tempo, Vinícius Lopes diminuiu para o Glorioso; Erison empatou no início da segunda etapa e, após muitos cartões para ambos os lados, Hugo marcou o gol da virada aos 56 do segundo tempo. Ao fim da partida, cenas lamentáveis invadiram o gramado do Beira Rio e Gabriel Mercado (Inter) e Lucas Piazón (Botafogo) foram expulsos. O Inter ocupa a 5ª posição, com 21 pontos, enquanto o Botafogo, com 18, é o 7º colocado.

 

Fluminense 2x0 Avaí
Com muita tranquilidade, o Fluminense venceu o Avaí por 2 a 0 e conquistou três pontos diante de sua torcida. Germán Cano marcou aos cinco da primeira etapa, enquanto Matheus Martins completou o placar para o Tricolor das Laranjeiras no segundo tempo. O Flu agora fecha o G6 com 18 pontos - apenas um a mais que o Avaí, 11º colocado do Brasileirão. 

 

São Paulo 1x2 Palmeiras
O líder Palmeiras chegou ao 18º jogo de sua sequência invicta após conseguir uma virada épica sobre o São Paulo, no Morumbi, na noite de segunda-feira (20). O gol solitário de Patrick, marcado no primeiro tempo, dava a vitória ao Tricolor até os 45 minutos da etapa final; os zagueiros Gustavo Gomez, aos 45, e Murilo, aos 51, anotaram os gols da vitória do Verdão. O Palmeiras, líder do Brasileirão com 28 pontos, não vencia o São Paulo, no Morumbi, de virada, desde o dia 1º de maio de 1994 - dia da morte de Ayrton Senna. O São Paulo, com 18 pontos, é o 10º colocado.

 

palestra
Jandrei no chão e Gómez em comemoração: a dor são-paulina e a euforia palmeirense. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

 

Veja as partidas da 14ª rodada:

Sexta-feira (24/06)
Internacional x Coritiba- 21h30

Sábado (25/06)
Athletico-PR x Red Bull Bragantino - 16h30
Corinthians x Santos - 19h00
Flamengo x América-MG- 19h00
Atlético-MG x Fortaleza - 21h00

Domingo (26/06)
Avaí x Palmeiras - 16h00
Botafogo x Fluminense - 18h00
Ceará x Atlético-GO - 18h00
Goiás x Cuiabá - 18h00
São Paulo x Juventude - 18h00
 

Bragantino encanta, Flamengo e Botafogo voltam a vencer e Palmeiras amplia vantagem da liderança. Veja mais no resumo da rodada #12 do Brasileirão.
por
Gustavo Pereira
|
17/06/2022 - 12h

Em uma rodada com muitos gols, o Flamengo voltou a vencer no segundo jogo sob o comando de Dorival Júnior. Lá embaixo na classificação, o Fortaleza sofreu sua sétima derrota no campeonato. Com dez minutos avassaladores o Palmeiras se manteve na liderança e abriu distância para o segundo colocado.

 

Confira agora o resumo da 12ª rodada do campeonato brasileiro:

 

Juventude 1 X 2 Santos

Em jogo disputado no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, o Santos venceu o Juventude de virada. O time da casa saiu na frente, com Ricardo Bueno no começo do jogo, minutos depois o meio-campista Yuri, do Juventude, foi expulso.

Com um a mais, o Peixão partiu para cima e virou a partida com gols de: Eduardo Bauermann e da jóia santista, Marcos Leonardo.

O Ju termina a rodada na 19ª colocação, com apenas 10 pontos, já o alvinegro praiano subiu na tabela e está na 8ª posição do campeonato, com 17 pontos.

 

Ceará 0 X 0 Atlético-MG

O confronto entre Ceará e Atlético-MG foi um jogo sofrível e sem emoções. O Galo foi melhor na partida e pressionou o time cearense, tendo algumas boas chances com Nacho Fernández e Hulk. O vozão também esboçou alguma tentativa de tirar o zero do placar, mas a pontaria falhou.

Com o empate, o Atlético-MG caiu para 6º colocado na classificação, com 18, e o Ceará foi 15º, com 15 pontos.

 

RB Bragantino 4 X 2 Coritiba

RB Bragantino tem atuação de gala contra o Coritiba, em Bragança, e mostra reação no campeonato.

O Massa Bruta venceu a equipe curitibana por 4 a 2, com destaque para a atuação do camisa 10 do Braga, Hyoran, autor de dois gols. O time da casa também marcou com Artur e Natan. O Coxa, que poupou pensando no Atletiba do próximo domingo (19), descontou com Igor Paixão e Adrián Martínez.

O Bragantino chegou a sua segunda vitória seguida e subiu para a 9ª posição, com 17 pontos. O Coritiba caiu cinco posições e terminou a rodada na 12ª colocação, com 15 pontos conquistados.

 

Hyoran e Arthur celebrando um dos gols na goleada do Bragantino sobre o Coritiba
Hyoran e Arthur celebrando um dos gols na goleada do Bragantino sobre o Coritiba – Foto: Ari Ferreira

 

Goiás 1 X 2 Internacional

O Internacional conquistou uma importante vitória fora de casa sobre o Goiás, e manteve a série invicta sob o comando de Mano Menezes.

Edenílson abriu o placar para os colorados e o jovem zagueiro Da Silva deixou tudo igual. No início do segundo tempo, mais precisamente no primeiro minuto, Alan Patrick fez o gol da vitória dos gaúchos. Com esse jogo Mano Menezes chega a sua 14ª partida invicta sob o comando do Inter.

Essa vitória do Internacional garantiu a terceira posição ao time colorado, que chegou a 21 pontos, já o Goiás flerta com a zona de rebaixamento, e está em 16º, tendo 14 pontos.

 

Flamengo 2 X 0 Cuiabá

Frente a sua torcida no Maracanã, o Flamengo reencontrou o caminho da vitórias e venceu a primeira sob o comando de Dorival Júnior no campeonato Brasileiro.

Superior na partida, o Mengo logo abriu o placar sobre o Cuiabá. Com um chute/cruzamento que surpreendeu o goleiro adversário, Ayrton Lucas fez para o Rubro-negro. Gabriel Barbosa, ou Gabi, ampliou e sacramentou a vitória.

O time rubro-negro se afastou da zona de rebaixamento e chega a 10ª colocação, com 15 pontos. Lá embaixo, o Dourado termina a rodada na zona de rebaixamento, em 18º, com 12 pontos.

 

Gabi, autor do segundo gol da vitória do Flamengo
Gabi, autor do segundo gol da vitória do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

 

Athletico-PR 1 X 1 Corinthians

A partida entre Athletico-PR e Corinthians, na Arena da Baixada, teve golaço, falha de zagueiro, emoção, mas terminou empatada em 1 a 1.

Róger Guedes, no primeiro tempo, fez um golaço de falta, esbanjando técnica na batida. Depois disso, só deu Furacão, que pressionou o time adversário, mas falhava ao acertar o alvo.

Na segunda etapa, o jogo se tornou mais brigado, Roni (Corinthians) e Hugo Moura (Athletico-PR) se envolveram em confusão e foram expulsos. Uma substituição do técnico Luiz Felipe Scolari mexeu com a partida: a entrada de Vitor Roque no lugar de Pablo. O garoto incomodou a defesas acertou bola na travez e sofreu o pênalti - com uma falha juvenil do zagueiro Raul Gustavo, do Corinthians - convertido por Terans que empatou a partida.

Com o resultado o Timão terminou a rodada na segunda posição, com 21 pontos. O Furacão se manteve no G-4, em 4°, com 18 pontos.

 

América-MG 0 X 0 Fluminense

O América-MG sofreu, mas conquistou um empate em 0 a 0 contra o Fluminense, no Independência.

O Coelho ficou com um a menos logo no início da partida, quando o meia Ale foi expulso, e sofreu grande pressão do Flu, que chutou 20 vezes a gol durante a partida.

Os cariocas mantinham ritmo acelerado no campo de ataque, com diversas oportunidades sendo criadas, mas pecavam na precisão do chute e não conseguiram tirar o zero do placar. O time mineiro tentou utilizar dos contra-ataques para assustar o goleiro Fábio, mas sem sucesso.

América-MG e Fluminense estão empatados com 15 pontos na tabela. Os cariocas terminaram a rodada em 11º e os mineiros em 13º.

 

Botafogo 1 X 0 São Paulo

No Estádio Nilton Santos, o Botafogo venceu por 1 a 0 o São Paulo, quebrou a série invicta dos paulistas e espantou a má fase.

Kayque fez seu primeiro gol como profissional e garantiu a vitória aos botafoguenses. O jogo decretou o fim da série de a quatro derrotas dos cariocas. Já o Tricolor paulista perdeu a invencibilidade que sustentava há 15 partidas.

O confronto fez com que o Botafogo se garantisse fora da zona de rebaixamento, na 14ª posição, com 15 pontos. O São Paulo perdeu duas colocações e terminou a rodada em 5º, com 18 pontos.

 

Palmeiras 4 X 2 Atlético-GO

O Palmeiras goleou o Atlético-GO por 4 a 2, no Allianz Parque, contando com uma reta final de primeiro tempo avassaladora.

O time mandante saiu perdendo, o zagueiro Luan fez contra a própria meta e deixou o Dragão a frente no placar. Entretanto dos 41 minutos até os 48 da primeira etapa, o “verdão elétrico” apareceu. Foram quatro gols em 7 minutos. Zé Rafael, Gustavo Scarpa e Gustavo Gómez, duas vezes, marcaram para o Palestra. No segundo tempo, Churín ainda conseguiu diminuir, mas não havia mais tempo para reverter o placar.

Com a vitória o Palmeiras continua na liderança do campeonato e ampliou a vantagem para três pontos, agora com 25 pontos. Já o Atlético-GO caiu para a zona de rebaixamento, está em 17º, com 13 pontos.

 

Gustavo Gómez e Danilo em comemoração a um dos gols na vitória do Palmeiras sobre o Atlético-GO
Gustavo Gómez e Danilo em comemoração a um dos gols na vitória do Palmeiras sobre o Atlético-GO – Foto: Cesar Greco

 

Avaí 3 X 2 Fortaleza

Em jogo de 5 gols, o Avaí venceu o Fortaleza por 3 a 2, Ressacada, e encostou no primeiro pelotão do campeonato.

O Avaí saiu na frente com gols de Muriqui e Bissoli, de pênalti. Os tricolores cearenses chegaram a empatar a partida com gols de Robson e Moisés. Mas Bissoli, de novo de pênalti, fez mais um e deu a vitória para o Leão da Ilha.

Avaí consegue boa arrancada e terminou a rodada na 7ª posição, chegando a 17 pontos. Por outra lado, Fortaleza amarga dura crise, somando sete derrotas no campeonato, e está na última colocação do Campeonato Brasileiro, com apenas 7 pontos.

 

Classificação do Brasileirão

 

Classificação do Brasileirão
Classificação do Brasileirão – Divulgação: Twitter/Brasileirão

 

Próximos jogos

Sábado (18/06)

Cuiabá X Ceará - 19h00

Santos X Bragantino - 21h00

 

Domingo (19/06)

Atlético-MG X Flamengo - 16h00

Corinthians X Goiás - 16h00

Coritiba X Athletico-PR - 16h00

Internacional X Botafogo - 18h00

Fortaleza X América-MG - 18h00

Atlético-GO X Juventude - 18h00

Fluminense X Avaí - 19h00

 

Segunda (20/06)

São Paulo X Palmeiras - 20h00