Zema concentra reta final da campanha em Minas Gerais e São Paulo

Presidenciável participa de entrevistas, caminhadas e faz críticas ao Governo Lula
por
Luiza Zaccano
João Barbosa
|
02/10/2026 - 12h

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) concentrou sua agenda em cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais. Na reta final antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o presidenciável participou de entrevistas e encontros com apoiadores.

Na quinta-feira (24), Zema esteve em Holambra e Jaguariúna, no interior paulista. Em entrevista à Jovem Pan News Campinas, o candidato afirmou que pretende continuar na corrida presidencial e declarou acreditar na possibilidade de chegar ao segundo turno, mesmo que só tenha 3,5% de intenção de voto . Durante a conversa, também criticou o PT, o governo federal, as apostas esportivas e decisões do Supremo Tribunal Federal.

O candidato voltou a Minas Gerais e passou por Extrema, Cambuí e Ouro Fino. Em meio aos encontros, Zema apresentou uma proposta para a educação pública, em que deve-se aumentar a remuneração de professores com bom desempenho. Segundo ele, esses profissionais poderiam receber o equivalente a “15 salários mínimos por ano”, como forma de valorizar a carreira do docente. 

No sul de Minas, Zema  voltou a criticar as medidas do governo federal relacionadas às apostas esportivas e aos programas de transferências de renda. Ao comentar sobre a decisão de restringir as bets, afirmou que se tratava de uma “aberração eleitoral”. A declaração foi feita no contexto de sua crítica no momento que as medidas de proibição estavam sendo anunciadas.

Romeu Zema em declarações contra a proibição das bets \ Fotos: Rafaella Ribeiro/CMBH
Romeu Zema em declarações contra a proibição das bets \ Fotos: Rafaella Ribeiro/CMBH

 

Na segunda-feira (28), durante entrevista realizada à rádio Alfa FM, Zema voltou a fazer críticas à situação econômica e política do país. Em uma das declarações, afirmou: “É Brasília cada vez mais no luxo e nós aqui no interior cada vez mais no lixo; é político ficando cada vez mais rico e o povo cada vez mais pobre”. Em outro momento, resumiu sua avaliação sobre o Brasil como, “Não é um país fracassado, é um país roubado”.

Na terça-feira (29), na região metropolitana do Vale do aço (MG), Zema voltou a falar sobre a possibilidade de abandonar a candidatura. O tema ganhou espaço na agenda depois de integrantes da direita defenderem a união em torno  de um único nome. Em entrevista ao portal Plox, o candidato declarou: “Irei até o último minuto. Tenho compromisso com meu partido, com os meus apoiadores e comigo mesmo. Eu nunca desisti de nada”

Na quarta-feira (30), foi divulgado pela VEJA, que a equipe de Zema convidou Daniel Vorcaro para sua pré-candidatura, efetuada em agosto. O candidato do NOVO, ao longo de sua campanha, fez questão de se mostrar avulso a envolvimentos na polêmica relacionada ao Banco Master e suas personagens. Porém, os representantes da campanha do ex-governador convidaram Daniel Vorcaro, empresário por trás do esquema de corrupção do Master, para o evento de lançamento de sua pré-candidatura, ocorrido no dia 28 de agosto no Palácio do Planalto.

A equipe de Zema respondeu às acusações, e afirmou que o convite não passou de uma “mobilização comum”. O motivo é que centenas de outros empresários também foram chamados a participarem do evento, e que mesmo que tenha sido convidado, Vorcaro não compareceu. 

Também na quarta-feira, a AtlasIntel divulgou sua última pesquisa de intenção de voto para presidente da república antes do primeiro turno. No cenário Zema aparece novamente como o 6º candidato mais popular, com 0,9% das intenções de voto, atrás de Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).