US Open termina com Brasil fora das simples

Pela primeira vez desde 2018, o Brasil ficou de fora das quadras principais do US Open; Alexander Zverev e Elena Rybakina são os campeões em Nova York
por
Nicole Keller Lekitsch
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21/09/2026 - 12h

O US Open, último Grand Slam da temporada, terminou no domingo (13), em Nova York, consagrando dois novos nomes no circuito: o alemão Alexander Zverev e a cazaque Elena Rybakina. Para o tênis brasileiro, no entanto, a edição de 2026 marcou o pior resultado em quase uma década. Pela primeira vez desde 2018, o país não teve nenhum representante nas chaves principais de simples (a modalidade individual do tênis), seja no masculino ou no feminino.

Zverev vence Shelton e chega ao segundo título do ano

Na decisão do masculino, Zverev derrotou o americano Ben Shelton por 6/3, 7/6 (7-2), 5/7 e 6/2, confirmou a boa fase que vive na temporada. Ele já havia vencido Roland Garros, em junho, e se tornou o quarto tenista da história a conquistar os dois primeiros Grand Slams do ano na mesma temporada, segundo dados da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Shelton, primeiro homem negro a disputar uma final do US Open desde Arthur Ashe, em 1972, chegou embalado por uma campanha inédita, mas perdeu a sexta partida seguida para o rival.

Com o título, Zverev conquistou seu segundo Grand Slam do ano e se tornou o quarto tenista da história a vencer os dois primeiros Slams
Com o título, Zverev conquistou seu segundo Grand Slam do ano e se tornou o quarto tenista da história a vencer os dois primeiros Slams da temporada (Foto:Instagram/@alexzverev123)

Rybakina bate Sabalenka e assume a liderança do ranking

No sábado (12), Elena Rybakina derrotou Aryna Sabalenka por 6/4, 5/7 e 6/2 e levantou seu terceiro troféu de Grand Slam. A vitória confirmou uma sequência que já vinha se desenhando. A  cazaque havia assumido o topo do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA) pela primeira vez na carreira dias antes. Sabalenka, que buscava o Grand Slam, depois de quase dois anos seguidos na liderança do ranking tricampeonato consecutivo em Nova York, encerrou a temporada sem nenhum título.

Com o título, Rybakina conquistou seu terceiro Grand Slam da carreira e assumiu, pela primeira vez, o topo do ranking mundial da WTA
Com o título, Rybakina conquistou seu terceiro Grand Slam da carreira e assumiu, pela primeira vez, o topo do ranking mundial da WTA (Foto:Instagram/@lenarybakina)

Sem representante em simples desde 2018

Enquanto o circuito celebrava os novos campeões, o tênis brasileiro amargava a pior campanha em simples desde 2018. A lista de baixas começou com João Fonseca. O tenista anunciou, na segunda-feira (24), que não disputaria o torneio devido a uma lesão no abdômen, contraída no Masters 1000 de Cincinnati. "Não foi uma decisão fácil de tomar", afirmou o atleta, em comunicado publicado nas redes sociais. Bia Haddad Maia, número um do país no ranking da WTA, também não esteve em Nova York. Segundo apurado pela CNN Brasil, a tenista anunciou, em agosto, uma pausa por desgaste mental e para passar por uma cirurgia no ombro, e só de ve retornar ao circuito profissional em 2027.

No qualifying, fase que definiu os últimos classificados à chave principal, o cenário não foi diferente. Gustavo Heide, Felipe Meligeni e Laura Pigossi caíram ainda na estreia. Thiago Wild avançou à segunda rodada, mas foi eliminado pelo americano Mackenzie McDonald, na quarta-feira (26), por dois sets a zero (6/4 e 6/4), resultado que encerrou de vez as chances brasileiras nas simples.

Duplas têm campanha irregular, com destaque para Stefani

Nas duplas, o resultado brasileiro também ficou abaixo do esperado, com uma exceção: a boa campanha das duplas femininas . No masculino, a parceria entre Orlando Luz e Rafael Matos, que chegava embalada por dois títulos seguidos de Masters 1000, caiu na estreia, na sexta-feira (04), diante dos americanos Brandon Carpico e Nikita Filin. A mesma dupla eliminaria, dias depois, Marcelo Melo e o australiano John Peers na segunda rodada, no domingo (06). Fernando Romboli, ao lado do francês Terence Atmane, também não avançou. O Brasil não vence o torneio de duplas masculinas desde 2016.

A melhor campanha do país veio das duplas femininas. Luisa Stefani, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, chegou à semifinal sem perder nenhum set até as quartas de final. A eliminação aconteceu na quarta-feira (09), diante das americanas Robin Montgomery e Ashlyn Krueger, por 4/6, 6/4 e 7/6 (10-8), depois que  a dupla brasileiro-canadense desperdiçou dois match points. Ainda assim, Stefani e Dabrowski encerram a temporada com semifinais nos quatro Grand Slams do ano e uma vaga garantida no WTA Finals, torneio que reúne as oito melhores duplas da temporada.

Copa Davis é o próximo compromisso

Com o fim do US Open, as atenções do tênis brasileiro se voltam agora para a Copa Davis. O país enfrenta a Suíça nos dias 18 e 19 de setembro[6] , na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro (RJ), um compromisso que marca o retorno de João Fonseca às quadras: recuperado da lesão no abdômen, o tenista já está confirmado no time brasileiro, ao lado de Gustavo Heide, Matheus Pucinelli, Orlando Luz e Rafael Matos.