Começou na quarta-feira, dia 9 de setembro, a mostra 1976 - 50 anos depois, realizada pela Cinemateca Brasileira, a qual reuniu clássicos do cinema nacional e internacional, além de curtas, para exibição. As sessões acontecem até o dia 20 no local.
A mostra teve sua primeira edição em 2022 , idealizada pelo cineasta Paulo Sacramento em parceria com a Difusão de Filmes da Cinemateca Brasileira. Esta edição contém filmes recém-digitalizados, além de clássicos do cinema. A sessão de abertura foi marcada pelo terror “Carrie, a Estranha”, e os amantes do cinema nacional puderam aproveitar a exibição de Dona Flor e Seus Dois Maridos, que contou com cenas extras e um curta de bastidores da obra.
Entre outros destaques, estão os filmes “Império dos Sentidos”, “Cria Cuervos”, “Taxi Driver”, “Jonas que Terá Vinte e Cinco Anos no Ano 2000” e “King Kong”. Já entre os filmes nacionais, a programação inclui títulos como “Aleluia Gretchen”, “Inferno Carnal” e “Xica da Silva”.
O evento destaca narrativas com o protagonismo feminino e grupos marginalizados, permitindo ao público analisar de forma crítica os valores do passado,dentre muitos que ainda podem ser observados até os dias de hoje.
Na tarde da sexta - feira, uma sessão de curtas destacou narrativas emblemáticas do país sob novos ângulos. O primeiro foi “Rua São Bento, 405” que conta a história do Edifício Martinelli, primeiro arranha-céu de São Paulo, e como eram as vidas de seus moradores, e dos comerciantes ali estabelecidos.
Outro curta exibido na sessão foi “A mulher no cangaço”, que trouxe depoimentos de ex-integrantes do cangaço. Este documentário ilustra o sofrimento, abandono e busca por liberdade enfrentados pelas cangaceiras do sertão nordestino.
A Cinemateca está aberta todos os dias, das 8 às 18h. Localizada na Rua Largo Senador Raul Cardoso 207, na Vila Mariana, a instituição oferece ingressos gratuitos para todas as sessões.