No domingo do dia 15, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Fórmula 1 decidiram cancelar os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. A decisão de cortar ambas sessões do calendário de 2026 se deu por conta do conflito entre Estados Unidos e Irã que vem afetando outros países do Oriente Médio.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, explicou o cancelamento das duas corridas poucos dias depois. "A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar de nossa comunidade e de nossos colegas em primeiro lugar. Após uma análise cuidadosa, tomamos essa decisão, estando plenamente conscientes dessa responsabilidade"
O Governo Saudita tentou manter o evento oferecendo um sistema especial de defesa antimíssil, de acordo com o jornal alemão Sport Bild, porém não foi suficiente.
O cancelamento dos GPs é um marco histórico na Fórmula 1. Pela primeira vez, a categoria removeu etapas devido a um conflito militar direto e ativo na região. Diferente de casos anteriores, como o cancelamento do GP da Rússia em 2022, por sanção política ou do Bahrein em 2011, por protestos civis, a situação atual envolve riscos de ataques aéreos na área do circuito e impossibilidade logística total. A temporada de 2026 foi reduzida para 22 corridas, gerando um hiato forçado durante todo o mês de abril.
Em 2022, uma explosão atingiu a sede da empresa petrolífera Aramco enquanto acontecia o TL1 na Arábia. A sessão seguinte teve um atraso de 15 minutos, mas o final de semana ocorreu normalmente.
A Fórmula 1 volta nesta quinta-feira às 23:30 para o primeiro Treino Livre do GP do Japão. A corrida acontece na madrugada de domingo.