Um mini documentário sobre a violência doméstica e feminicídio.
por
Anna Paula, Isabela Savarezzi e Sofia Missiato
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12/12/2020 - 12h

O nome Amélias derivou do samba “Ai Que Saudades da Amélia”, de Mário Lago e Ataulfo, em que sugere que uma mulher de verdade é uma personagem submissa e que respeita todas as vontades de seu marido, na época a musica se tornou um hino de representação do que seria o bom comportamento esperado de uma esposa, sendo então a ‘’musa’’ pulular da musica brasileira, o que resultou muito sucesso.

 

No entanto há especulaçoes sobre a existencia de Amélia, porém pelo fato de ela ter sido um modelo de mulher já nos diz muita coisa e achamos que tal história por traz deste nome combinaria com nosso projeto.

 

Um trecho da música:

 

Nunca vi fazer tanta exigência

Nem fazer o que você me faz

Você não sabe o que é consciência

Nem vê que eu sou um pobre rapaz

Você só pensa em luxo e riqueza

Tudo que você vê você quer

Ai, meu Deus, que saudade da Amélia

Aquilo sim é que era mulher

 

Às vezes passava fome ao meu lado

E achava bonito não ter o que comer

E quando me via contrariado

Dizia: Meu filho, que se há de fazer

 

Amélia não tinha a menor vaidade

Amélia é que era mulher de verdade

 

Neste vídeo interativo mostramos resumidamente um pouco sobre violência doméstica e o feminicídio no Brasil, incluindo dados, entrevistas, e ciclos psicológicos que uma mulher sofre dentro de um episódio de agressão.

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Em meio a pandemia da Covid-19 e conflitos incessantes ao redor do mundo, entenda esse grupo e conheça a uma das instituições que lhes presta apoio no Brasil
por
Marina Daquanno Testi e Thayná Alves
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08/12/2020 - 12h

 

 

     

        O número de refugiados no Brasil vem crescendo a cada ano. Só no ano de 2018, segundo a Agência da ONU Para Refugiados (ACNUR) foram relatadas 80 mil solicitações de reconhecimento de condição de refugiado no Brasil. Os grupos de maior número entre as solicitações são os venezuelanos (61.681), que saíram do país devido à crise humanitária, e os haitianos (7.030), cujo fluxo de migração se intensificou após o terremoto que atingiu o país em 2010.  

        A lei brasileira considera refugiado todo indivíduo que está fora de seu país de origem devido a guerras, terremotos, miséria e questões relacionadas a conflitos de raça, religião, perseguição política, entre outros motivos que violam seus direitos humanos. Isso pode acontecer, por exemplo, quando a vida, liberdade ou integridade física da pessoa corria sério risco no seu país.

        Para que o imigrante seja reconhecido como refugiado, é necessário enviar uma solicitação para o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE). O processo de reconhecimento, que antes era mais burocrático e mais demorado, atualmente é feito no site do Ministério da Justiça, a partir do preenchimento do formulário que pode ser feito ainda no país de origem. Todas as etapas podem ser acompanhadas pela internet, mas para o processo começar a tramitar, o solicitante deverá comparecer pessoalmente a uma unidade da polícia federal. 

        Dentre a população refugiada reconhecida no Brasil, segundo o censo da ACNUR de 2018, a maioria se concentra nas faixas etárias de 30 a 59 anos (41,80%), seguido de pessoas com idade entre 18 a 29 anos (38,58%). Do total, 34% são mulheres e 66% são homens, ressaltando os sírios, os congoleses como nacionalidades em maior quantidade (respectivamente 55% e 21%). 

         Em janeiro de 2020, o Brasil tornou-se o país com maior número de refugiados venezuelanos reconhecidos na América Latina, cerca de 17 mil pessoas se beneficiaram da aplicação facilitada no processo de reconhecimento, segundo a  Agência da ONU para Refugiados. As autoridades brasileiras estimam que cerca de 264 mil venezuelanos vivem atualmente no país. Uma média de 500 venezuelanos continua a atravessar a fronteira com o Brasil todos os dias, principalmente para o estado de Roraima.

         Apesar de em grande quantidade, apenas 215 municípios têm algum tipo de serviço especializado de atenção a essa população. As maiores dificuldades encontradas por pessoas refugiadas são a adaptação com o mercado de trabalho, com o aprendizado do idioma, o preconceito e a xenofobia, educação (muitos possuem diplomas em seus países de origem que não são aceitos aqui no Brasil), moradia e saúde. 

 

Covid-19 e o amparo aos refugiados

 

        Diante de um quadro de crise em escala global, como o que acontece este ano com a pandemia da Covid-19, essa população de migrantes e refugiados, que já se encontram em extrema vulnerabilidade, conta com o apoio de poucas instituições voltadas especialmente para suas necessidades. Este é o caso da Missão Paz, uma instituição filantrópica de apoio e acolhimento a imigrantes e refugiados, com uma das sedes na cidade de São Paulo, como conta o padre Paolo Parise.

        Nascido e criado na Itália, Parise atua desde 2010 na Missão Paz, atualmente como um dos diretores, e explica que esta instituição está ligada a uma congregação da Igreja Católica chamada Scalabrinianos, que atua com imigrantes e refugiados em 34 países do mundo. “Na região do Glicério - município do estado de São Paulo-, a obra se iniciou nos anos 30 e atualmente está presente em Manaus, Rio de Janeiro, Cuiabá, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Foz do Iguaçu, Corumbá e outros lugares.”

        Sua estrutura atual conta com a Casa do Migrante, um abrigo com capacidade de 110 indivíduos que são acolhidos com alimentação, material de higiene pessoal, roupas, aulas de português, acompanhamento de assistentes sociais e apoio psicológico; e o Centro Pastoral e de Mediação dos Migrantes (CPMM) que oferece atendimento e serviços voltados aos imigrantes, quanto aos seguintes temas: documentação e jurídico; trabalho, capacitação e cidadania; saúde; serviço social; família e comunidade. “Além disso, temos a área de pesquisa em parceria com a revista Travessia, que é o Centro de Estudos Migratórios (CEM), uma biblioteca especializada em migração e a WebRadio Migrantes”, completa Pe. Paolo.

Fonte: Site da instituição Missão Paz - Casa do Migrante
Fonte: Site da instituição Missão Paz - Crianças brincam na Casa do Migrante

        De acordo com o diretor, o maior desafio enfrentado pela instituição, durante a pandemia, foi com a saúde dos refugiados, principalmente pela impossibilidade de viver a quarentena isoladamente, já que muitos vivem em ocupações ou em lugares com muitas pessoas concentradas. Ele ainda denunciou que, dentre tantas vítimas da Covid-19 em São Paulo, um dos grupos mais afetados foi o de imigrantes bolivianos, “muitos foram contaminados e muitos morreram”.

        Diante de instabilidades políticas e econômicas, atualmente, sírios e venezuelanos são as principais nacionalidades afetadas que solicitam entrada no país. O que ratifica o Pe. Parise, “Falando pela Missão Paz, se você utiliza o termo ‘refugiados’, o maior grupo neste momento é de venezuelanos, sejam os que foram acolhidos pela missão paz, sejam os que estão entrando no Brasil. E depois encontramos outros grupos como da República Democrática do Congo. Mas se falamos de imigrantes, temos Colombianos, Bolivianos, Paraguaios, Peruanos, Angolanos e de outros países que estão recorrendo ao Brasil.”

        Mesmo com mudanças críticas, no cenário jurídico e político brasileiro, para que esta população seja recebida no país e tenha seus direitos respeitados, ainda não se pode falar em auxílio do governo ou medidas diretas de apoio a refugiados e imigrantes. 

        Paolo relembra a criação de leis que têm beneficiado a população no Brasil. Uma delas é a lei municipal Nº 16.478 de 2016, onde o Prefeito do Município de São Paulo, Fernando Haddad, instituiu a Política Municipal para a População Imigrante que garantia a esses o acesso a direitos sociais e aos serviços públicos, o respeito à diversidade e à interculturalidade, impedia a violação de direitos e fomentava a participação social; e a outra é a lei federal Nº13.445 de 2017, ou a nova Lei de Migração, que substitui o Estatuto do Estrangeiro e define os direitos e deveres do migrante e do visitante, regula a sua entrada e estada no País e estabelece princípios e diretrizes para as políticas públicas para o emigrante.

        A Missão Paz se mantém através de projetos e dinheiro injetado pela congregação da Igreja Católica. “Neste momento, a Missão Paz não recebe apoio financeiro nem do município, nem do estado e nem do Governo Federal”, relata Parise. Durante a pandemia receberam ajuda da sociedade civil, “[A Instituição] Conseguiu muitas doações de pessoas físicas, de instituições, de campanhas, fosse em dinheiro, em cestas básicas ou kits de higiene pessoal”, e com 200 cestas básicas, por mês, da Prefeitura de São Paulo. Também receberam ajuda com testes de COVID em nível municipal. 

         A instituição filantrópica ainda conta com a ajuda de vários parceiros, como explica seu diretor “na área de incidências políticas, por exemplo, nós atuamos com a ONG Conectas Direitos Humanos, temos na área de refugiados um projeto com a ACNUR, estamos preparando outro com a OIM (Organização Internacional para as Migrações) e temos algumas ações com a Cruz Vermelha”. 

        Desde o começo do ano, já atenderam por volta de 7 mil imigrantes e refugiados, e, hoje em dia, tem por volta de 40 pessoas na Casa, o que representa ⅓ da capacidade total. Além disso, entregam de 50 a 60 cestas básicas a refugiados, diariamente, e ao redor de 60 a 70 que vão, por dia, procurar os serviços do CPMM. “Outras ações incluíram a disponibilização de atendimentos online, de aulas de português a atendimentos jurídicos, psicológicos ou serviços sociais, além de ajudar a completar aluguel, água ou luz daqueles que precisam da ajuda da instituiçã”, fala Padre Paolo. 

        Todo esse esforço e dedicação da instituição foi feito, sempre, visando seguir as normas de segurança e as indicações da OMS (Organização Mundial da Saúde). Foram fornecidos a seus funcionários e a população migrante e de refugiados álcool para higienizar as mãos, máscaras e demais equipamentos e serviços de proteção e higiene.

A multinacional Bayer vem criando atitudes diferentes para proteger e cuidar de seus funcionários, enquanto escola em Pinheiros diminui jornada de trabalho para mães.
por
Paula Moraes
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23/06/2020 - 12h

  A empresa, que fabrica produtos essenciais, vem proporcionando um diferencial para seus funcionários, de todas as áreas, em meio à pandemia. O comitê de crise da empresa ofereceu a oportunidade dos funcionários usufruírem de sessões semanais de meditação e yoga via online para ficarem mais calmos.

foto da ligia
Ligia Correa

            A gerente de recursos humanos da empresa, Ligia Correa (57), diz que essa ideia veio do comitê de crise, como uma maneira de aliviar os funcionários do grande estresse causado pela pandemia. ”Constituímos um comitê de crise local, e um nacional, com profissionais da área de saúde, segurança e RH. Este comitê define as políticas de segurança, distanciamento social, produtos e metodologias de cuidado com os trabalhadores para todo o Brasil”.

            A maneira escolhida para fazer essas aulas foi através de reuniões no Zoom. Nessas reuniões semanais, o funcionário entra em uma sala criada pelo aplicativo, lá uma profissional contratada pela empresa orienta as maneiras corretas de se fazer meditação e como fazer as posturas da yoga de maneira correta.

            A forma de divulgação dessas reuniões foi através de boletins de comunicação enviados diariamente para todos os funcionários. Neles contêm, além dos links das reuniões, as diretrizes de seguranças adotadas e atualizadas pela empresa, decisões sobre a continuidade da quarentena e, inclusive, avisos de casos confirmados na empresa, sem expor os nomes dos funcionários.

            Outro auxílio disponibilizado pela empresa foi um ambiente de rodas de conversa, com temas variados para cada semana. “A empresa percebeu a maneira que o dialogo melhora o desempenho dos funcionários, nessas reuniões os temas vão de troca de experiências sobre como conciliar o trabalho e cuidar dos filhos até aprender a liderar o seu time através do home Office.”

Além disso, foi reforçada a existência da consultoria de suporte psicológico, disponibilizada para todos os funcionários da empresa. “Esta consultoria já existia antes, mas esta sendo reforçada a sua importância desde o inicio da quarentena, para que nenhum funcionário que precisa de ajuda fique sozinho nesse momento”.

Uma situação não muito diferente vem acontecendo na escola Avenue São Paulo, em Pinheiros. A instituição foi a primeira a ter casos confirmados de COVID-19 entre os alunos, e já no dia 09 de março decidiram acabar com as aulas e partir para o sistema EAD.

A professora assistente, Joana Farias (31), do nursery (alunos de 3/4 anos) comenta sobre esse momento “Não tínhamos ideia do que estava por vir quando saímos sexta-feira (6), o caso foi divulgado para a escola apenas no final de semana e a confirmação da decisão da escola para a ida ao ead foi anunciada na segunda (9).”

Farias conta que as primeiras duas semanas foram as mais complicadas até então. “Chegamos a trabalhar fora do horário para organizar aulas didáticas e atrativas para crianças, nunca tínhamos preparado aulas estilo ead antes, exigiu muitas reuniões com as outras professoras do ano e ajuda da orientadora para que tudo desse certo.” Depois do primeiro mês, a escola providenciou uma psicóloga para atendimento online via Zoom.

Além disso, o maior diferencial da empresa para cuidar de seus funcionários foi à suspensão no desligamento de funcionários até agosto de 2020. “A escola sempre teve uma comunicação muito boa entre diretores com os professores e pais de alunos, com emails semanais foi anunciado que nenhum funcionário seria demitido, e nem os salários seriam reduzidos, para garantir que nenhum funcionário passe por dificuldades financeiras nesse momento.”

Outra ajuda da empresa foi em relação às professoras que também são mães. A escola passou a flexibilizar os horários de trabalho, possibilitando que essas professoras passem a começar a gravar as aulas e criar material didático às 9 horas da manha, em vez das 6 horas e meia como é normalmente, dessa maneira viabilizando para essas professoras um momento para elas se assegurarem que seus filhos estão alimentados e prontos para começarem suas aulas online.

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Em seu primeiro ano como presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) sempre foi enfático:
por
Lucca Ribeiro
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04/05/2020 - 12h

Em seu primeiro ano como presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) sempre foi enfático: o Brasil precisaria trabalhar com a China ou ficaria para trás. Nem mesmo as diferenças ideológicas entre os dois governos fizeram com que o Palácio do Planalto abandonasse seu principal parceiro comercial.

Mesmo com Bolsonaro sendo criticado publicamente por inúmeras nações, dada a sua conduta desastrosa na questão da devastação da Amazônia, que gerou – e não foi só um – incidente diplomático, o presidente não mediu esforços para preservar sua relação com Xi Jinping, secretário-geral do Partido Comunista Chinês. Em outubro de 2019, fez uma extensiva viagem pela Ásia, cujo foco era assumidamente a China.

Até Jair Bolsonaro, do alto de suas crendices e inimigos comunistas invisíveis, soube, em uma raridade, ser político e ignorar as conspirações de seu guru Olavo de Carvalho para não perder seu principal parceiro comercial.

No entanto, da sua base de apoiadores mais fiéis, não podemos falar o mesmo. Os “minions” mais fervorosos continuaram, tendo como base as delusões de pastores importantes do bolsonarismo, acusando a China de toda e qualquer situação potencialmente contrária ao governo. Em uma postura mais aliada a Donald Trump, as redes de apoio ao presidente elegeram, entre outros vilões, o Partido Comunista Chinês como o grande malfeitor do momento.

Esse sentimento, aliado a uma velha dose de racismo e xenofobia, voltou com tudo em meio à crise da Covid-19. Desde o surgimento do novo coronavírus, em Wuhan, teorias e teorias foram criadas para justificar sua proliferação no Ocidente: desde uma arma biológica criado em laboratório, até uma invenção do governo chinês para enfraquecer governos de direita. Logicamente, o Brasil também importou as conspirações: originalmente, o apelido de “vírus chinês” surgiu dentre os apoiadores de Donald Trump.

O grande problema é que agora as sandices começaram a chegar de porta-vozes, se não oficiais, adjacentes à seita bolsonariana. Em meio ao enfraquecimento do governo no Brasil e à simples constatação de que o presidente estava se mostrando cada vez mais despreparado para tomar o controle da situação, Eduardo Bolsonaro, o 03, elegeu o inimigo da vez: o deputado publicou tweets xenofóbicos e acusatórios em relação à China.

Logicamente, a embaixada chinesa repudiou a situação, o que gerou um mal-estar entre os parceiros. Dias depois, Abraham Weintraub, ministro da “educassão” do presidente, colocou mais lenha na fogueira ao fazer um tweet racista, comparando chineses ao personagem Cebolinha – que troca os éles – e outras baboseiras.

Depois de todo o conflito, a dúvida permaneceu: será que os irresponsáveis tweets de Weintraub e Eduardo Bolsonaro causariam um dano real nas relações entre Brasil e China?

Em entrevista concedida ao El País Brasil, José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), destacou um ponto negativo que pode possivelmente aparecer. De acordo com Castro, “a China pode ficar na posição de pedir descontos para o Brasil como pedido de desculpas”.

E as consequências dos tweets de Weintraub e E. Bolsonaro já estão sendo sentidas: algumas importações de produtos como máscaras e testes, que já estavam sendo vendidos para estados – especialmente do Nordeste – foram suspensas poucos dias após a crise diplomática. Inclusive, Jair teve que pegar o telefone e ligar para Jinping, a fim de acalmar os ânimos com o parceiro.

Obviamente, este não foi o único fator que causou a perda dos produtos: segundo O Globo – outra marionete do governo chinês, para os fanáticos –, os Estados Unidos, em uma situação mais crítica na pandemia, pagaram mais caro e ficaram com a remessa. Mesmo assim, é óbvio que o conflito não ajudou.

Sim, a China não vai abandonar os produtos brasileiros, mas pode comprá-los menos: no começo do ano, antes de tudo isso, o governo chinês já tinha substituído parte das importações de soja do Brasil, especialmente pela produzida nos Estados Unidos.

Principal comprador do produto no planeta, a China comprou 25% menos soja brasileira em relação a 2019, mesmo tendo aumentado em 14,2% as importações. Um prejuízo significativo para o Brasil, ainda mais considerando a crise do coronavírus, que viria depois.

Tudo isso significa que a China, que promete ser o principal vetor da recuperação da economia global, dada a velocidade com que conseguiu controlar a crise, pode acabar pensando duas vezes antes de comprar produtos brasileiros. Ou pior: pode importá-los mais barato. Em um momento onde o soft power chinês e a sua importância nas relações comerciais cresce cada vez mais, de uma maneira imensurável, ataques ao governo de Jinping devem ser ainda mais danosos à economia do país.

Agora, o clã Bolsonaro já não ataca a China de maneira tão ferrenha, ao menos diretamente. O gabinete do ódio escolheu João “BolsoDoria” (PSDB), Camilo Santana (PT), Wilson Witzel (PSL), o STF, a democracia, o bom senso, a OMS, Manu Gavassi, seu ex-ministro da Saúde, outros governadores, a imprensa e a ciência como alvos principais. No entanto, com um grupo de apoiadores tão perturbado, não deverá tardar até que voltem a atacar a mão que os alimenta.

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O conceito de Home Office é aplicado por aqueles que trabalham em suas próprias casas
por
Bruna Galati e Letícia Galatro Alves
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22/04/2020 - 12h

Em meados de dezembro as primeiras notícias sobre o novo COVID-19 surgiram. O vírus causa uma doença respiratória semelhante à gripe e tem sintomas como tosse, febre e, em casos mais graves, pneumonia. 

Devido ao fácil contágio, o vírus se espalhou muito rápido por todo o mundo. Tal situação obrigou muitos países a decretarem quarentena e como sequência o Home Office.

O conceito de Home Office é aplicado por aqueles que trabalham em suas próprias casas ou em espaços alternativos, como cafés e locais de coworking. Normalmente, trata-se de um método usado por profissionais free-lancers, autônomos ou que atuam em empresas que permitem isso.

Entretanto, o trabalho em casa possui controversas. Enquanto que para alguns, trabalhar em casa permite que eles estejam em um ambiente conhecido no qual se sentem confortáveis, possibilitando maior flexibilidade de horário, adaptando suas jornadas de trabalho. Para outros essa prática remete a dificuldade de encontrar um lugar calmo e com as adaptações necessárias para o trabalho. 

O setor da educação está sendo um dos mais prejudicados por conta do home office. A maioria das escolas não estavam preparadas para inserir estudos online e nem todas as faculdades tinham o EAD (Ensino a distância) na grade estudantil. Algo que demoraria meses para ser introduzido, teve que ser adicionado em menos de duas semanas. 

Os professores estão tendo que se desdobrar para pensar em formas de dar aula online, já que cada instituto proporcionou um tipo de plataforma. Também muitas aulas que eram práticas, estão sendo adaptadas para o meio digital. 

Professores estão sofrendo a pressão de suas instituições de ensino para repassarem corretamente seus conteúdos, mas eles dependem de internet e aparelhos eletrônicos com qualidade eficiente para trabalhar. "Infelizmente, nem todos os professores estão conseguindo dar conta da nova condição. Por conta disso, dois foram substituídos nesta semana, para que as aulas não sejam prejudicadas", relata Fábio Cypriano, coordenador do curso de Jornalismo da PUC-SP. Apesar disso, a faculdade busca recursos para ajudar os funcionários nesse momento, "Constatamos outro professor com dificuldades e estamos buscando ajudá-lo para superar as dificuldades iniciais", completa. 

Os estudantes também estão sendo prejudicados por essa drástica mudança. "Os nossos alunos não têm experiência em acompanhar curso online", afirma Carla Cristina, professora de História da PUC-SP. "Nem todo mundo tem computador em casa ou ambiente para prestar atenção em aula online", continua. 

 

Medo da substituição

Foto enviada por Raffaela Tebalde
Foto enviada por Raffaela Tebalde.

Qualquer funcionário, independente de qual setor trabalhe, está sofrendo o medo de ser demitido devido a incapacidade de trabalhar com as telas. Raffaela Tebalde relata o problema que sua mãe está passando, "Minha mãe trabalha com atendimentos, ela não tem computador e nem internet em casa, porque no bairro periférico que ela mora não chega o sinal das empresas de internet. A empresa não vai fornecer esse serviço e ela está sem trabalhar, com o risco de ser mandada embora". 

Outro panorama problemático do trabalho a distância é a sobrecarga de tarefas para as mulheres. Muitas famílias costumavam ter uma funcionária para cuidar dos afazeres da casa, com a quarentena, ela foi dispensada. Limpar, passar, cuidar dos filhos e cozinhar, são tarefas que foram repassadas para a dona da casa, além de ter a obrigação de trabalhar.  

“O nível de cansaço físico e mental das mulheres que estão trabalhando em home office será certamente muito maior do que dos homens, porque vivemos em uma sociedade que não entende que a partilha das tarefas é uma necessidade com ou sem quarentena”, comenta Carla Cristina.

Outro fator estressante, principalmente para os pequenos comerciantes, é a impossibilidade de

trabalhar e consequentemente, a queda da renda mensal. Dificuldade enfrentada por tatuadores, funcionários de restaurantes, salões de bel

Kaio
Foto enviada por Kaio Chagas.
 

eza ou bares e trabalhadores autônomos. 

Kaio Lima Chagas, por exemplo, é dono do brechó Veste Pencas e graças a imposição da quarentena, ele não pode expor suas roupas na Av. Paulista, o que costumava fazer todo final de semana. “Eu tenho uma plataforma digital, mas a minha plataforma é artística, o foco não é as vendas. Atualmente, eu preciso transformar essa plataforma em algo de vendas porque eu não posso mais expor na Paulista”, afirmou. 

Kaio acorda todo dia cedo e faz yoga, que o ajuda a manter a disposição. Já Raffaela Tebalde tem outro método: organizar horários. Trabalha no horário do trabalho presencial. Tanto na hora de entrar, sair ou ir almoçar. 

Carla Cristina busca manter a calma e entender que em casa o modo de trabalho e desempenho mudam. Todos estão buscando formas de se adaptar a essa nova realidade. O importante é se programar para fazer o essencial  e cuidar da saúde mental.
 

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Raul Vitor
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21/11/2019 - 12h

Há quem diga que a crise econômica que vivenciamos desde 2014 é bastante similar com aquela que ocorreu em 1929. O contexto pode até diferir, não vivemos num período entre guerras e a especulação financeira não foi o estopim do nosso colapso, mas o cenário pós-crise é bastante similar.

O consumo das famílias brasileiras despencou, assim como a capacidade de produção da indústria. O desemprego é elevadíssimo e influencia, de forma direta, o poder de compra das famílias. Se essa mesma situação fosse relatada no século passado para algum economista, ele diria que estamos lhe apresentando as consequências da crise de 29.

A história é benéfica pois nos dá parâmetros. Sabemos o que motivou a quebra da bolsa de valores norte-americana, sabemos as consequências desse colapso e, o mais importante, sabemos como a crise foi superada.

John Maynard Keynes foi o responsável por elaborar uma teoria econômica que apresentasse uma ação anticíclica capaz de estancar os vazamentos da teoria neoclássica, vigente até então. O sistema de trocas elaborado pelos neoclássicos não é tão simples e orgânico quanto parece. Nem sempre o dinheiro retorna para a economia real.

Keynes acredita que a superação da crise se encontra nos gastos do Estado. Portanto deve-se investir em saúde, educação, transporte e outras despesas que garantem o funcionamento da máquina pública. É através do financiamento de terceiros, que geram bens de capitais, bens intermediários e bens de consumo, que haverá o aumento do emprego e consequente elevação do salário e do consumo.

O problema é que o Brasil se encontra extremamente endividado, o que inviabiliza os investimentos públicos. Uma saída seria o país encontrar uma maneira de enxugar a dívida pública, sem congelar os gastos no setor. Mas  com Paulo Guedes e companhia, isso não acontecerá.

Assim, uma boa saída seria deixar de lado a ideia de estado mínimo. Quanto mais investimentos o Estado realizar, mais emprego e arrecadação o país irá gerar. Vale lembrar, que a normalização da taxa de desemprego, é essencial para fazer a economia voltar a rodar. Então, devemos, sim, ser Keynesianos.

 

 

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Giovanna Pereira e Jennifer Dias
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20/11/2019 - 12h

 

No mês de junho foi aprovado pela Anvisa (A Agência Nacional de Vigilância Sanitária) duas propostas preliminares que podem liberar o cultivo da planta de Cannabis sativa no Brasil para fins medicinais e científicos, além da produção de medicamentos nacionais com base em derivados da substância.

Na nota de esclarecimento dada no 1° semestre de 2019 presumem que apenas empresas possam cultivar a planta em ambientes controlados sob supervisão da Anvisa e de autoridades policiais, e que a venda seja feita diretamente para a indústria farmacêutica ou entidades de pesquisa.

De acordo com as normas, serão aplicáveis apenas a medicamentos para  pacientes com doenças debilitantes graves e/ou que ameacem a vida e sem alternativa terapêutica. Pesquisas consistentes comprovam os benefícios dos ativos da maconha, como o canabidiol, para o tratamento de diversas doenças, entres elas a esclerose múltipla.

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune- ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos. A doença não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga.

A ABEM (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla)  estima que atualmente 35 mil brasileiros tenham Esclerose Múltipla. Diante dessas informações, conversamos com a Pesquisadora Científica Alice Esteves Dias para saber mais.

 

A quanto tempo você trabalha na ABEM?

 

Cerca de 15 anos

 

Qual a sua opinião do cannabis medicinal no tratamento da esclerose múltipla?

 

O uso do canabidiol (CBD) como tratamento complementar e adjuvante da Esclerose Múltipla (EM) pode ser opção vantajosa, desde que prescrito criteriosamente por médicos especialistas. As expectativas são as melhores para o uso do CBD na EM, pois algumas evidências científicas apontam para resultados satisfatórios. Contudo, estudos mais abrangentes são requeridos, inclusive para analisar os efeitos a longo prazo nos diferentes tipos de EM.

 

Quais as vantagens ou desvantagens desse medicamento para o tratamento?

 

A vantagem do uso do CBD é a aparente eficácia em espasticidade e dor, sintomas bastante incapacitantes em pessoas com EM. Além disso, há a disponibilidade de produtos industrializados na forma de gotas, cápsulas e spray nasal em concentrações variadas.

Em contrapartida, a desvantagem atual é que existem ofertas paralelas e sem qualquer critério de fabricação atuando livremente na comercialização do cannabis, o que torna o uso incerto e perigoso, pois estimula a automedicação. Vale ressaltar, que essa condição pode desencadear reações adversas inesperadas e prejudiciais.

 

Porque você acha que só foi aprovado agora a liberação do cultivo de maconha medicinal para indústria e ciência?

 

Os avanços científicos abarcam diversas abordagens na direção do melhor manejo das doenças, inclusive para a EM. Nesse sentido, toda e qualquer liberação medicamentosa obedece etapas, o que necessita de tempo hábil para aprovação segura.

 

Se você tiver uma pesquisa relacionado ao assunto e quiser falar um pouco sobre, sinta-se a vontade.

 

Até o momento, não há nenhuma pesquisa relacionada ao uso do CBD em EM na ABEM.

A pesquisadora da ABEM nos indicou a paciente Marli Falchi, que é uma portadora da doença e usuária do Canabidiol. Conversamos e ela nos relatou sua história e trajetória com o medicamento.

Marli Falchi começou a ter os sintomas em 2006, mas foi em 2007 que saiu o diagnóstico: Esclerose Múltipla. Desde então, começou a luta para uma vida melhor e  mais saudável devido às condições de sua doença. Em 2015 ela procurou sobre o óleo do cannabis, se associou à Abrace Esperança e tomou o remédio por 2 anos.

Mas antes disso, uma conhecida lhe trouxe o óleo da Espanha escondido.

Tomava três gotas por dia, “era ótimo, comecei a me sentir muito bem.” Após esses dois anos com o medicamento ela achou que não estava mais fazendo o efeito esperado, acabou descobrindo outro lugar que fazia Canabidiol com um óleo mais forte.

Em 2018 começou a fazer o consumo diário, porém, já estava fazendo o uso de muitos remédios antidepressivos, e optou por parar com o medicamento a base de Cannabis.

No mesmo ano, resolveu retornar com o uso, “Aí eu tinha parado, retornei ao óleo com um mais forte, óleo de florianópolis”. Marli fez tudo por sua conta. Tomava as gotas conforme a associação explicava. E Por que? Segundo ela, o médico que passou a receita do óleo do cannabis falou que tinha que comprar o remédio importado, “Primeiro que é caríssimo e outra que eu não conseguia achar quem vendia”. Foi a partir daí que começou a tomar o óleo da Abrace e de florianópolis. Durante a conversa ela deixou claro que não falaria como consegue e quem fornece.

 

“Eu tive uma prova esses dias, fiquei uma semana sem tomar o óleo porque acabou e eu fiquei horrível! Essa semana que fiquei sem, eu fumava apenas a planta. Nossa!! Eu só queria ficar na cama e dormir.”

 

Quando começou com o óleo, seu médico falou pra ir diminuindo com o medicamento baclofeno, relaxante muscular de ação central usado para tratar espasmos, soluços persistentes e neuralgias, sua rotina era de 5 comprimidos por dia.

 

“Passei a tomar 2, 3 … 2, 1. Agora estou com 1 de manhã e 1 de noite, para prevenir crises. Mas o que está me segurando é o óleo da cannabis, eu tenho certeza. Quando eu fumo é momentâneo, já o óleo, funciona pro dia inteiro.”

 

Atualmente, uma médica que ela frequenta, indicou que aumentasse a dosagem de óleo do cannabis, mas não gostou muito,  “Fiquei pior! É um efeito rebelde, nem menos e  nem mais. Tem que ser na medida.”

Marli diz que com o uso do óleo  tem mais clareza, que pensa melhor.

“Eu fiquei mais esperta, não durmo à tarde. Tenho ideias novas… eu nunca gostei de ler, mas agora que eu escrevo, pretendo escrever um livro e falar toda minha experiência. Eu uso cannabis tem 4 anos e se eu puder usar mais, eu vou usar. Indico pra todo mundo que tem o mesmo problema que eu. Me faz tão bem que quero passar para frente.”

 

 

 

 

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A luta de milhares de ativistas e pacientes brasileiros que militam no campo da cannabis medicinal teve mais uma importante vitória neste início de 2019. Isso porque a Justiça Federal determinou que o Governo comece a disponibilizar medicamentos à base de cannabis no SUS, o Sistema Único de Saúde.

Por conta das ações de pacientes que entraram na Justiça para ter garantido o direito ao tratamento com cannabis medicinal baseando-se nos artigos 196 e 200 da Constituição. Os trechos tratam do acesso à saúde pública como garantia de todo cidadão, além de abordar as próprias funções do SUS. Na decisão o juiz também concluiu que o não fornecimento do medicamento, inacessível para muitas pessoas por conta dos altos custos de importação, fere os direitos constitucionais.

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Giovanna Pereira e Jennifer Dias
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20/11/2019 - 12h

 

 

 

Por muitos anos foi tirado da mulher o direito de se descobrir e também o direito de sentir prazer. De conhecer seu corpo, de ter explosões de felicidade. Para as mulheres existe padrão em como agir, pensar e falar quando o assunto é sexo. Demorou muito tempo até a ciência levar a sério o orgasmo feminino. Enquanto o ápice do prazer entre os homens é estudado desde meados de 1930, as mulheres só foram ser estudadas de fato durante um orgasmo em 2011. Em 2018 foi divulgado que apenas 22% das mulheres brasileiras chegam ao orgasmo. As mulheres heterossexuais são o grupo que chega menos vezes, enquanto as lésbicas atingem 86% e as mulheres bissexuais 66%, informa uma pesquisa da UOL. Existe a teoria que algumas mulheres recebiam massagens pélvicas para induzir paroxismos histéricos ou orgasmos como parte de uma cura, segundo a série Explicando Netflix. Entretanto, masturba-las era um trabalho desgastante então, com o desenvolvimento da tecnologia, ajudaram a criar o vibrador. Desde os anos 1970 quando algumas feministas vendiam brinquedos sexuais em pequenas lojas, houve uma expansão na indústria. Em 2017, estima-se que sejam mais de 15 milhões de dólares.

 

Os vibradores são objetos projetados para buscar de várias maneiras o prazer da mulher, saindo até mesmo do comum: como uma parte do corpo humano. Dessa forma, o vibrador surge como um aliado. É preciso em primeiro lugar, ter autoconhecimento, sobre o próprio corpo e os desejos.

Cada vez mais vídeos tem repercutido nas redes sociais, chamando atenção do público pela forma que os casais encontram para se divertirem sexualmente, com o uso de vibrador por via de aplicativos para celulares. Muito se fala sobre os aspectos positivos e negativos da Internet, no quesito prazer, ela não decepciona. O avanço da tecnologia, trouxe a possibilidade de se satisfazer com o parceiro ou parceira mesmo que a distância, acrescentando ainda mais diversão na vida sexual do casal.

Conversamos com a Priscila Sueli, dona da sex shop Diva Pimenta, para relatar melhor sobre a busca das mulheres pelo prazer. A preocupação sobre o afastamento da relação corpo a corpo é discutido cada vez mais conforme a tecnologia desenvolve. Em relação aos vibradores, quando perguntado se isso pode afetar a vida sexual, Sueli acredita que o uso de vibradores via aplicativos, na verdade, só tem a acrescentar e aproximar.   

Como muitos percebem a timidez e a procura da autonomia do próprio prazer ainda são um tabu, “Eu morria de vergonha. Como existe ainda no Brasil e a gente sabe, tem muita gente travada, eu era muito envergonhada, quem tinha menos timidez era minha mãe”, contando sobre sua própria experiência.  O fato de ter uma sex shop a fez sentir mais confiante e aventureira, sobre o próprio prazer, percebendo que essa é a essência da sua profissão.“Eu aprendi com elas (clientes) o lado profissional do sex shop, que é tenta ajudar. Quando a pessoa entra ela não quer que a gente pense na sacanagem, às vezes ela até quer salvar um casamento, namoro, introduzir alguma coisa que vai alegrar a relação”

E por essa razão que os vibradores são considerados uma forma de fortalecimento da independência, da autonomia e do empoderamento feminino. Não é preciso se contentar com relações ruins ou aceitar menos esforço e dedicação do que você merece. Como resultado, há impactos positivos não somente na felicidade e prazer, como também em questões relacionadas à saúde íntima como a lubrificação vaginal, fortalecimento do assoalho pélvico e facilidade de atingir o orgasmo.

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