A poeta do punk e sua jornada pela Cultura Artística

A escritora e cantora Patti Smith retorna ao Brasil para uma série de apresentações, refletindo o impacto da sua obra na literatura contemporânea
por
Nicole Conchon
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29/11/2024 - 12h

 

 

Patti Smith em 2019, no Auditório Simon Bolívar, em São Paulo. Imagem: Liv Brandão/Colaboração para o UOL
Patti Smith em 2019, no Auditório Simon Bolívar, em São Paulo. Imagem: Liv Brandão/Colaboração para o UOL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em janeiro de 2025, a escritora e artista multifacetada Patti Smith volta ao Brasil em uma turnê que promete ser uma celebração da sua trajetória e arte em suas diversas formas. Conhecida por sua fusão entre poesia, rock e ativismo, a autora de “Just Kids” e “M. Train” se apresenta em São Paulo, para temporada de 2025 do Teatro Cultura Artística, junto à banda Soundwalk Collective. Além das performances musicais, a tour inclui palestras e encontros com os fãs, reforçando a profunda conexão de Smith com a literatura, a arte e a cultura alternativa

O Brasil, com sua efervescente cena artística, se prepara para receber uma das maiores ícones da música e da literatura contemporânea, que, ao longo de sua carreira, sempre desafiou as fronteiras e convenções, mantendo sua autenticidade e paixão por transformar a arte em um veículo de reflexão social. 

Inaugurado em 1950, o Teatro Cultura Artística foi devastado por um incêndio em agosto de 2008 e ficou fechado até este ano. Embora o prédio tenha sido destruído, o arquivo histórico e um painel de Di Cavalcanti (1897-1976) foram preservados. A obra de arte continua exposta na entrada do teatro. Nesta nova fase, o espaço, que antes era voltado para a música clássica e o teatro, passará a se concentrar em apresentações de MPB e jazz, deixando de lado as peças teatrais.

 

Fachada do Cultura Artística
Fachada do Cultura Artística com o painel de Di Cavalcanti. Reprodução: IFCH/Unicamp

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Impacto de Patti Smith

Patti Smith é uma figura icônica que teve uma implicação profunda tanto na música quanto na literatura. Na música, ela se destacou como uma das pioneiras do movimento punk nos anos 70, mesclando rock, poesia e performance em seu álbum seminal "Horses" (1975). Sua abordagem artística, que desafiava convenções de gênero e estilo, ajudou a redefinir o papel da mulher no rock, abrindo caminho para outras artistas. Sua voz crua e suas letras poéticas e carregadas de intensidade emocional marcaram uma geração e continuam a influenciar músicos de diversos gêneros.

Na literatura, Patti Smith contribuiu como escritora e poeta, com obras que exploram temas de identidade, perda e a busca por significado. Seu livro mais famoso "Just Kids" (2010), é uma memorável autobiografia sobre sua juventude em Nova York e seu relacionamento com o fotógrafo Robert Mapplethorpe. O livro foi amplamente aclamado pela crítica e ganhou Prêmio Nacional do Livro. 

A escrita de Smith é marcada pela mesma sensibilidade e intensidade que sua música, e sua habilidade de conectar experiências pessoais com questões universais a consolidou como uma figura relevante no mundo literário. Assim, Patti Smith construiu uma carreira única que transcende as fronteiras entre a música e a literatura, influenciando e inspirando gerações de artistas e leitores.

 

 

 

 

 

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