Impulsionado pelo crescimento das redes sociais e pela valorização da imagem como ativo econômico, o marketing de branding e de influenciadores se consolidou como uma das principais estratégias de posicionamento no mercado contemporâneo. Mais do que visibilidade, marcas e profissionais passaram a disputar atenção e relevância com o público, elementos que, hoje, se relacionam diretamente em valor financeiro e oportunidades de negócio.
Mais do que executar campanhas, o trabalho envolve gerir orçamentos e responder a pressões constantes por performance, muitas vezes em prazos cada vez mais curtos. Segundo Luana Chaves, formada em Cinema e à frente da agência Colors, um dos principais desafios do marketing está na dinâmica acelerada do setor. Luana expõe que tudo acontece em prazos curtos, as tendências mudam rapidamente e é fundamental trabalhar com aquilo que está relevante no momento para manter a efetividade das estratégias. Essa dinâmica impacta diretamente a lógica econômica do setor, onde o timing se transforma em valor.
Campanhas alinhadas às tendências do momento tendem a gerar maior alcance e retorno financeiro, enquanto atrasos podem significar perda de investimento e menor desempenho para marcas e influenciadores. Luana comenta que, "além desses desafios, ser mulher no mercado ainda exige enfrentar barreiras adicionais, como a desigualdade salarial e a necessidade constante de reafirmação profissional em um ambiente competitivo", desabafa.
Ana Carolina Cosi, profissional da área de comunicação e fundadora da CACOSI, destaca que sua entrada no mercado de marketing ocorreu de forma orgânica, a partir de sua atuação prévia com moda e comportamento. Com uma base já consolidada de público, especialmente feminino, a transição para o marketing de branding e influenciadores foi uma consequência natural, integrando linguagem artística e construção de identidade no ambiente digital, sem abandonar experiências no offline. No que diz respeito aos investimentos, as duas entrevistadas ressaltam a diversidade de perfis de clientes, que vão desde grandes empresas até profissionais autônomos, o que resulta em variações significativas nos valores aplicados em marketing.
Ainda assim, apontam um crescimento expressivo na valorização da criação, que anteriormente ocupava um espaço mais restrito e hoje se tornou central nas estratégias de branding e posicionamento. Ao comparar sua trajetória profissional, Luana destaca uma mudança significativa no volume financeiro dos projetos. Enquanto em sua atuação anterior participava de campanhas com orçamentos que chegavam a R$ 200 mil ou R$ 300 mil, em sua agência, fundada em 2025, as campanhas giram, em média, em torno de R$ 80 mil.
A diferença reflete não apenas o estágio de consolidação do negócio, mas também o processo de construção de carteira de clientes e posicionamento no mercado, típico de empresas em fase inicial. Ana, também enfatiza que, na área de criação, os resultados são construídos no longo prazo, especialmente quando se trata de reputação de marca. Embora seja possível observar sinais iniciais de crescimento, como o aumento de engajamento, no branding o retorno mais consistente depende de um processo contínuo e estruturado, sem a mesma pressão imediata típica de outras áreas do marketing.
Apesar dos desafios financeiros envolvidos, Luana e Ana destacam que nem todos os modelos de negócio dentro do marketing exigem um alto investimento inicial. Em áreas mais enxutas, especialmente no início da carreira, é possível estruturar uma atuação com baixo custo, utilizando conhecimento técnico e rede de contatos.
As experiências relatadas pelas entrevistadas evidenciam que o marketing de branding e influenciadores, além de operar em um ambiente dinâmico e orientado por tendências, está profundamente conectado a decisões econômicas. Entre a necessidade de adaptação rápida, gestão de recursos e construção de reputação, o setor exige não apenas criatividade, mas também visão estratégica e capacidade financeira.