No sábado (28), ocorreu mais uma das diversas manifestações que movimentaram boa parte das cidades dos EUA. O ‘No Kings’ (Sem Reis, em português) reuniu cerca de oito milhões de pessoas nas ruas que protestavam contra as doutrinas de política do governo Trump. A demonstração de insatisfação com o presidente americano não surge agora, outras edições do No Kings ocorreram em junho e outubro de 2025.
O nome do movimento ‘No Kings’ não é atoa, americanos, ativistas, críticos, vão às ruas demonstrarem insatisfação diante da administração de Trump. Os participantes alegam que o presidente adota uma postura autoritária para liderar o país, refletida em suas decisões que causam indignação em diversos cidadãos. Organizadores do protesto afirmam que Trump lidera o país como um Tirano, ou seja, que ele exerce seu poder sem legitimidade e de maneira autoritária, como faria um Rei.
No ponto de vista geopolítico, uma das principais causas que mobilizaram as passeatas é a guerra contra o Irã, iniciada em aliança com Israel, tendo em vista que os Estados Unidos tem o poder de influenciar e interferir de forma crucial no conflito, o que causa preocupação e apavoro naqueles que lutam para sobreviver diante ao caos instalado no Oriente Médio. A agressiva política de imigração de Donald Trump também foi uma frente principal para esse episódio. Minnesota entrou em foco após um homem e uma mulher, ambos cidadãos americanos, serem mortos a tiros por agentes federais de Imigraçao dos Estados Unidos (ICE).
A Time Square, em Nova York, foi um um dos principais pontos de encontro para iniciarem esses protestos. Um dos pontos turísticos mais movimentados dos EUA foi tomado por um fluxo intenso de pessoas que carregavam cartazes com mensagens como: “Amo a america, odeio fascistas”, placas, bandeiras e bonecos representando o Trump como forma de ridicularizar o presidente também eram vistos no meio a multidão.
Washington, capital dos Estados Unidos, também foi palco de protestos, inclusive ao redor da Casa Branca, sede do governo do país. O momento em que as manifestações ocorreram é considerado delicado para Trump na visão de alguns apoiadores do presidente, pois sua popularidade atingiu níveis baixos desde seu retorno ao cargo.
-
Protestantes marcham em Minnesota - Reprodução/Wikimedia Commons (Foto: Chad Davis) Apesar da dimensão do movimento, membros da Casa Branca agiram com desdém. Como visto até então, as ondas de protestos não foram o suficiente para sensibilizar integrantes da organização governamental de Trump, já que os mesmos alegam que as únicas pessoas que realmente se importam com o movimento são “os repórteres que são pagos para cobri-los”, segundo um porta-voz da Casa Branca, que disse isso a um repórter quando lhe perguntaram sua opinião sobre as manifestações.