O Cruzeiro venceu o Atlético-MG por 1 a 0 neste domingo (08), no Mineirão, em Belo Horizonte, e conquistou o Campeonato Mineiro de 2026 após sete anos sem o título. A decisão, entretanto, terminou em xingamentos e agressões entre jogadores e membros das comissões técnicas.
O primeiro tempo foi marcado por um jogo truncado e com várias faltas cometidas por ambos os lados. Com apenas 12 minutos de jogo, Mamady Cissé teve que ser substituído após ser atingido em uma dividida no campo de ataque. A primeira etapa terminou sem chances claras de gol.
O segundo tempo também começou travado. Entretanto, aos 14 minutos, a Raposa abriu o placar. O meia Gerson tabelou pela esquerda com Matheus Pereira, que cruzou na segunda trave. O camisa nove Kaio Jorge cabeceou para fora do alcance de Everson e marcou o único gol da partida.
30 segundos antes do término dos acréscimos do confronto, uma briga generalizada tomou conta do gramado. Tudo começou quando Everson foi atingido por Christian após defender um chute do meia Matheus Pereira. O goleiro do Galo deu uma joelhada no rosto do meio campista cruzeirense, mas levou um chute nas costas de Lucas Romero. Logo depois, diversos outros jogadores, como Lucas Romero, Lyanco, Cássio, Fagner, Hulk e Villalba, entraram na briga, que ficou dividida em diferentes focos.
Em meio à confusão, os seguranças das duas equipes foram acionados, e o árbitro Matheus Candançan solicitou a intervenção da Polícia Militar para encerrar a briga. Aos poucos, a situação foi apaziguada e só então a partida foi encerrada, com o Cruzeiro declarado campeão.

Mesmo que nenhum atleta tenha sido expulso dentro de campo, 23 jogadores e membros das comissões técnicas das duas equipes receberam cartões vermelhos na súmula. O registro se tornou o novo recorde de expulsões na história do futebol brasileiro. O recorde anterior era de 22 jogadores, em uma partida entre Portuguesa e Botafogo, em 1954.