Octávio Paz, poeta e pensador mexicano. nasceu na Cidade do México, Começou a escrever desde a adolescência, convivendo com as maiores expressões da poesia hispânica. No capítulo III do livro O Labirinto da solidão, ele expressa a festa como grito entalado na garganta, descarrego da alma, aquilo que está escondido e precisa ser achado.
Festa cujo significado é, reunião de pessoas com fins recreativos, acompanhada de música, dança, bebidas e comidas. Ele ressalta a importância de festejar, tudo é pretexto para interromper o tempo, isso é como um luxo, substituto para o teatro, as férias, quando deixamos de ser “normal” aos olhos da sociedade e passamos a ser, quem realmente somos.
No livro ele mostra como o povo Mexicano importa-se com o celebrar, “o país inteiro reza, grita, come, embriaga-se e mata, em honra à Virgem de Guadalupe ou ao general Zaragoza. Todo ano, no dia 15 de setembro às onze horas da noite, em todas as praças do México, celebramos a Festa do Grito”. Cada momento é vivido como se fosse o último.
No decorrer do capítulo, veremos como a sociedade incomodasse com o festejar, assim até os dias de hoje. Como exemplo, o carnaval, a festa da carne é alvo de opiniões que tentam limitá-lo. Somos seres em construção, descobrindo-se a cada dia. Ele deixa claro no livro: o humano quando está em festa, sai de si mesmo, transforma-se. Na festa podemos ser quem queremos, sem restrição.