Dança das Cadeiras como Metáfora da Dinâmica Social e Cultural

por
Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

A relação entre brincadeira e cultura no jogo da vida, revela-se que o ato de brincar constitui um dos principais meios pelos quais o indivíduo se estrutura enquanto ser social. Tendo como fundamento Fundamentado no desenvolvimento da criança, ajudando a explorar o mundo e expressar emoções, também estimulando além de estimular habilidades cognitivas, motoras e socioeconômica socioemocionais.

Quando transpostas para vida adulta, certas brincadeiras da infância assumem contornos simbólicos que preparam o sujeito para a convivência em sociedade, como a dança das cadeiras: inicialmente divertida e engraçada inicialmente é divertido, dar boas risadas, mas a partir do momento que passa a ter regras, na qual o último que sobrar é o grande vencedor, tornando-se uma competição.

Ao colocamos colocarmos essa brincadeira aparentemente inofensiva no âmbito social, observamos suas manifestações em diversas esferas da vida cotidiana. A disputa por assento no transporte público, por exemplo, pode ser compreendida como uma manifestação desse mesmo princípio competitivo, evidenciando como o chamado "jogo da vida".

Sob uma perspectiva cultural, a dança das cadeiras encontra paralelos em manifestações artísticas. Nas quadrilhas juninas, o último da fila não tem o brilho desejado, mas contempla integralmente o espetáculo. No teatro é a mesma coisa, o ator a que se apresentar por último, experiencia vivencia a obra de um lugar discreto, assumindo temporariamente a posição de espectador privilegiado no interior da cena.

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