Após final polêmica, seleção do Senegal perde título da Copa Africana de Nações

Seleção do Marrocos garantiu o título no tribunal, depois de perder a final por 1x0
por
Lucas Farias Oliveira
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18/03/2026 - 12h

A Confederação Africana de Futebol anulou na terça-feira (17) o título do Senegal da Copa Africana de Nações, que ocorreu entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano. O comitê alega que a seleção abandonou a partida e foi para o vestiário antes do fim do tempo regulamentar como forma de protesto à arbitragem. A saída precoce do campo configurou W.O e o resultado final ficou 3x0 para Marrocos, agora o novo campeão da CAN. 

Dentro de campo, um pênalti duvidoso foi marcado a favor da seleção marroquina. Os jogadores senegaleses indignados com a marcação se retiraram em protesto, com exceção de Sadio Mané. Após alguns minutos, o capitão da equipe foi buscar os companheiros no vestiário e os convenceu a retornar. Na cobrança do pênalti, Brahim Diaz desperdiçou a chance de marcar e na prorrogação, o Senegal se consagrou campeão.

Taça da Copa das Nações Africanas
Taça da Copa das Nações Africanas na final entre Marrocos x Senegal Fonte: Franco237/ WikiMedia Commons

De acordo com a CAF, a retirada dos jogadores feriu o artigo 84 da competição, que só permite a saída dos jogadores de campo, após o apito final ou em casos excepcionais. 

No dia 28 de janeiro, o episódio foi a julgamento pela primeira vez e, embora o Senegal tenha sido punido, o resultado do processo foi considerado brando. Em um segundo julgamento, a federação marroquina conseguiu reverter o resultado em novo julgamento, com o respaldo do regulamento da competição.

Seleção marroquina durante hino nacional
Seleção marroquina durante o hino nacional na final da Copa Africana de Nações Fonte: Laloumance/ Wikimedia Commons

Com o novo veredito, o Marrocos sobe no Ranking da FIFA e assume o quinto lugar - feito alcançado apenas por uma seleção africana, a da Nigéria, em 1994.

A federação senegalesa emitiu uma nota classificando a medida como “injusta, sem precedentes e inaceitável” e confirmou que vai levar o caso à Corte Arbitral do Esporte.