A Confederação Africana de Futebol anulou na terça-feira (17) o título do Senegal da Copa Africana de Nações, que ocorreu entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano. O comitê alega que a seleção abandonou a partida e foi para o vestiário antes do fim do tempo regulamentar como forma de protesto à arbitragem. A saída precoce do campo configurou W.O e o resultado final ficou 3x0 para Marrocos, agora o novo campeão da CAN.
Dentro de campo, um pênalti duvidoso foi marcado a favor da seleção marroquina. Os jogadores senegaleses indignados com a marcação se retiraram em protesto, com exceção de Sadio Mané. Após alguns minutos, o capitão da equipe foi buscar os companheiros no vestiário e os convenceu a retornar. Na cobrança do pênalti, Brahim Diaz desperdiçou a chance de marcar e na prorrogação, o Senegal se consagrou campeão.
De acordo com a CAF, a retirada dos jogadores feriu o artigo 84 da competição, que só permite a saída dos jogadores de campo, após o apito final ou em casos excepcionais.
No dia 28 de janeiro, o episódio foi a julgamento pela primeira vez e, embora o Senegal tenha sido punido, o resultado do processo foi considerado brando. Em um segundo julgamento, a federação marroquina conseguiu reverter o resultado em novo julgamento, com o respaldo do regulamento da competição.
Com o novo veredito, o Marrocos sobe no Ranking da FIFA e assume o quinto lugar - feito alcançado apenas por uma seleção africana, a da Nigéria, em 1994.
A federação senegalesa emitiu uma nota classificando a medida como “injusta, sem precedentes e inaceitável” e confirmou que vai levar o caso à Corte Arbitral do Esporte.